O facebook será uma nova plataforma de negócios?

Silvio Tanabe

A mais recente pesquisa da ComScore revelou que a quantidade de usuários do facebook no Brasil chegou a 19 milhões de pessoas em março, número três vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Se continuar nesse ritmo, o face (como gostam de chamar os mais íntimos) tomará o lugar do Orkut como rede social mais usada pelos brasileiros. Fenômeno semelhante ocorre em outros países, como os EUA. Lá, nem mesmo a News Corp., uma das maiores empresas de mídia do mundo e dona do MySpace, conseguiu segurar a ascensão do Facebook, que já reina absoluta. Pesquisa da empresa Edison Research, 51% dos cidadãos americanos com mais de 12 anos tem perfis no Facebook.

Para os negócios, esta tendência significa um impacto semelhante ao provocado pelo Google pouco mais de uma década atrás. Ou seja, a criação de um revolucionário modelo de publicidade online que trará oportunidades para empresas dos mais diversos portes e segmentos. Tanto que na terra de Barack Obama já existem companhias que estão abandonando seus sites institucionais para se concentrar em fan pages, exemplo já seguido pelos mais ousados no Brasil, caso da agência de publicidade África (www.africa.com.br). Há três boas razões para acreditar que o Facebook tem condições de se tornar uma nova plataforma de negócios na internet, rivalizando com o Google. Primeiro pela grande escala mundial de usuários, que cresce a um ritmo acelerado. Segundo porque vem se mostrando bastante lucrativa e, portanto, sustentável (o site levantou US$ 1,9 bilhão em 2010, enquanto o faturamento do badalado Twitter não passou de US$ 45 milhões). Terceiro, e o mais importante para as empresas, é que a cada dia a rede de Mark Zuckerberg vem se aprimorando como plataforma de mídia, marketing e negócios.

Ao contrário de outras redes como o Orkut, desde o início a proposta do Facebook foi mais “amigável” para que as empresas se relacionassem com os participantes de forma natural, sem grandes apelações comerciais e de propaganda. O que a equipe de desenvolvimento do site vem fazendo é aperfeiçoar o acesso e as formas de interação. E, pelo que mostra o crescimento da plataforma no mundo corporativo, marcar presença no Facebook certamente parece ser um bom negócio. Algumas das vantagens mais evidentes são:

• Estar presente na rede social que mais cresce no mundo e que conta atualmente com 600 milhões de usuários.
• Atuar em uma rede social como uma “pessoa jurídica” e não disfarçada de “pessoa física” como em outras redes, conferindo mais naturalidade e transparência ao diálogo.
• Disponibilizar diversos aplicativos e games, que podem ser incorporados à fan page como forma de interação com os visitantes. Estima-se que hoje nada menos do que 2,5 milhões de desenvolvedores criem aplicativos para a rede.
• Integrar de forma mais natural, dentro de sua fan page, outras mídias sociais complementares, como o YouTube, Flickr, Twitter e blogs, facilitando o acesso dos “fãs” a estes conteúdos e aumentando a interatividade.
• Disseminar mensagens virais, por meio dos comentários. Gostou desse artigo? Clique em Curtir e não só seus fãs no Facebook mas também em outras redes sociais dos quais você participa também ficarão sabendo. Esse recurso, o Facebook Connect, rapidamente copiado por outros grandes sites como o Google e Yahoo!, permite que o conteúdo de qualquer site se torne social.

Então quer dizer que o negócio é aposentar meu site e partir para o facebook direto? Calma, também não é assim. O site institucional continua sendo muito importante no Brasil. Embora não tenha a fluidez das redes sociais, continua sendo a principal referência de uma empresa na internet, transmitindo credibilidade justamente por sua “solidez”. Por esse motivo acredito que ainda vá ter vida longa, embora deva sem dúvida passar por uma evolução até ser totalmente incorporado ao ambiente social da web.

Fortalecer a presença no Facebook deve ser encarado como mais um passo da empresa em sua estratégia de marketing digital. Assim como outras ações nas redes sociais, os resultados nesse tipo de empreendimento devem ser pautados pelo conhecimento do público-alvo, definição clara dos objetivos, planejamento, definição de uma estratégia própria e monitoramento dos resultados. Pelas características da rede, o Facebook é o ambiente perfeito para disseminar rapidamente novidades relacionadas a lançamentos, campanhas de engajamento e para relacionamento direto com o público. Nesse sentido, o site norte-americano Mashable publicou um artigo esclarecedor mostrando as estratégias diferenciadas e bem-sucedidas de cinco grandes marcas (Cola-Cola, Pringle’s, Adidas, Starbucks e Red Bull) para conquistar o público das redes sociais. O Facebook Marketing está apenas em seu princípio e, longe de esgotar o assunto, este artigo tem por objetivo ser um ponto de partida, contribuindo para que os empresários e profissionais de marketing comecem a planejar como inserir suas empresas de vez nas redes sociais.

Silvio Tanabe (silvio.sp@magoweb.com.br) é consultor de marketing digital da Magoweb, autor do blog Clínica Marketing Digital www.magoweb.com/clinicadigital) e um dos autores do e-book Caia na Rede – 12 Maneiras de Planejar e Fazer Sucesso nas Redes Sociais

NBR 15515-2:2011: Passivo ambiental em solo e água subterrânea – Parte 2: Investigação confirmatória
Uma empresa tem passivo ambiental quando ela agride o meio ambiente e não dispõe de nenhum processo para sua recuperação, aprovado oficialmente ou de sua própria decisão. Ele representa toda e qualquer obrigação de curto e longo prazo, destinadas única e exclusivamente a promover investimentos em prol de ações relacionadas à extinção ou amenização dos danos causados ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do exercício, com destinação compulsória, direcionado a investimentos na área ambiental. Clique para mais informações.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Logística no Brasil ainda é um paradoxo

Falar em logística no Brasil ainda é uma coisa bastante complicada. Contudo, ao se falar em transporte de cargas todo mundo entende do tema, pois é uum serviço fundamental na cadeia de produção e distribuição de bens industriais e agrícolas. O Ministério dos Transportes estima que 58% desse transporte é realizado através de rodovias, o que faz do transporte rodoviário no país um fator determinante da eficiência e da produtividade sistêmica da economia. Comparações internacionais revelam que há espaço significativo para a melhoria da efi ciência da atividade no Brasil.

O grande problema está na dicotomia entre as empresas e os transportadores autônomos. As primeiras, em geral, são lucrativas, estão capitalizadas, mesmo operando em um mercado pouco concentrado, e não têm dificuldade de acesso ao crédito. Operam com uma frota moderna, de idade média pouco superior à de suas congêneres americanas, e adequada ao transporte de cargas simples e complexas. Despesas com impostos e empregos diretos não parecem representar um peso particularmente elevado para a atividade, em comparação com o resto da economia.

Os autônomos operam uma frota grande, porém muito envelhecida e apta, apenas, para transporte de cargas simples. Nesse mercado pouco diferenciado, a concorrência se dá via preço e o frete cobrado é, com frequência, inferior ao custo de produção da atividade. Como resultado, o caminhoneiro é pouco capitalizado. Além disso, tem dificuldade de acesso ao crédito: as tentativas de canalizar recursos para esse público através da rede bancária produziram resultados abaixo do esperado. Em consequência, o desempenho do transporte rodoviário de carga no Brasil é pobre, comparado aos parâmetros internacionais. Os indicadores de desempenho usados nas comparações, porém, são números médios e encobrem a coexistência de realidades distintas. Não há estimativa dos indicadores, como produtividade do trabalho e emissão de poluentes, por tipo de transportador.

Um estudo da engenheira agrônoma Andréa Leda Ramos de Oliveira, apresentada ao Instituto de Economia (IE) da Unicamp, concluiu que as limitações da logística brasileira, que colocam o país em uma situação de desvantagem na disputa pelo mercado internacional de grãos, constituem um entrave ainda maior para a exportação dos produtos considerados diferenciados (soja com maior teor de proteína, por exemplo), dado que estes exigem condições especiais de armazenagem e transporte. Conforme a autora, o grão diferenciado considerado na pesquisa foi a soja transgênica. O produto foi escolhido por apresentar um expressivo crescimento da produção no país e por se constituir na principal commodity transacionada no mercado mundial, considerando tanto as variedades convencionais quanto as geneticamente modificadas. “Como sempre trabalhei com logística, sabia que a infraestrutura do país não está adequada para fazer com que os nossos produtos agrícolas alcancem um valor justo no mercado internacional. Ora, se não estamos dando conta de fazer o escoamento de cargas que não precisam de cuidados mais específicos, como armazenagem cativa ou transporte segregado, como vamos dar conta de garantir competitividade a produtos que exigem maior grau de segurança?”.

Andréa constatou a existência de gargalos importantes em relação ao escoamento da soja transgênica. “O país se ressente de um número maior de unidades para a armazenagem cativa. Além disso, os armazéns existentes estão mal-localizados, pois ficam distantes das fazendas. A maior concentração está fora da zona rural. Outro problema é que o transporte da carga até os portos é feito principalmente por caminhões, o que pode encarecer o preço final do produto em até 30%. Infelizmente, o Brasil ainda usa muito pouco os modais ferroviário e hidroviário, que seriam os mais indicados para escoar a sua produção agrícola”, afirma.

A pesquisadora assinala que os portos também concentram problemas para a operacionalização das cargas, pois enfrentam com frequência a falta de equipamentos, excesso de burocracia e carência de mão de obra especializada para realizar o trabalho. “Esse tipo de operação exige, por exemplo, a presença de pessoas para certificar a carga. Normalmente, é preciso contratar uma empresa terceirizada, que se encarrega de realizar testes laboratoriais de amostras do lote tanto nos pontos de transbordo quanto no próprio porto. O objetivo é verificar quanto de soja transgênica tem na carga. Tudo isso gera custos, que obviamente são transferidos ao preço final do produto e também contribuem para reduzir a margem dos produtores agrícolas”, esclarece a autora.

Por meio desse modelo, a engenheira agrônoma conseguiu avaliar o impacto da segregação da soja transgênica na cadeia logística. Andréa entrevistou os principais agentes do setor, divididos em três grupos: 1) tradings que operam no mercado de soja, além de cooperativas e associações de produtores; 2) empresas de transporte rodoviário e hidroviário, incluindo as tradings que possuem empresas e/ou detêm parte das operações logísticas e 3) principais laboratórios e certificadoras. A partir dos dados obtidos, a pesquisadora traçou três cenários distintos. Sobre o primeiro, que serviu de controle, não foram incididos custos com os testes e armazenagem segregada. A movimentação se deu apenas com base nos custos de transporte. Em relação ao segundo, classificado de “moderado”, foram adicionados os custos com os testes laboratoriais no ponto de embarque, no porto e no navio. Ao terceiro, denominado “rigoroso”, foram adicionados os custos com os testes para dois eventos transgênicos, a partir de medidas mais restritivas impostas pelo Protocolo de Cartagena. “Em relação ao cenário 2, as perdas monetárias foram da ordem de US$ 1,57 bilhão, o equivalente a 13,8% das divisas geradas pelas exportações de soja. Já no cenário 3, as perdas comerciais atingiram US$2,01 bilhões, ou 17,6% das divisas capta- das com a exportação brasileira de soja em 2009”.

Ainda de acordo com Andréa, os dois cenários mostraram que medidas muito restritivas acabam impactando fortemente na logística e forçando a um novo arranjo espacial de escoamento da safra. “Embora tenha sido aplicado ao caso da soja transgênica, esse tipo de modelo econométrico pode ser usado também para outros produtos que requeiram uma logística específica, como frutas, hortaliças, flores, carnes etc”. O trabalho também se preocupou em mostrar os desafios e alternativas caso os transgênicos não fossem tratados como produtos diferenciados, mas sim como commodities aprovadas. “Como isso seria praticamente im- possível, dado que os organismos geneticamente modificados têm especificidades relacionadas à biosse- gurança, a opção que resta aos países signatários do Protocolo de Cartagena é levar a sério duas instituições. A primeira relaciona-se com a informação. O protocolo dispõe de um site no qual os signatários deveriam registrar os dados acerca de regiões produtoras, novas tecnologias, problemas de segurança, novas aprovações etc. Infelizmente, o Brasil é um dos poucos que levam essa questão a sério”.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:
http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas
de comentários

NBR 5410 Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Competititvidade brasileira diminui no ranking mundial

O Brasil, em relação ao desempenho alcançado no ano de 2010, diminuiu o crescimento que o acompanhava desde 2007 em termos de competitividade mundial, perdendo seis posições relativas e voltando a ocupar a 44ª posição no ranking geral. Os dados estão no Índice de Competitividade Mundial 2011, desenvolvido pelo International Institute for Management Development (IMD). De acordo com a pesquisa, a queda na produtividade e eficiência empresarial e o aumento do custo de vida foram alguns dos motivos que fizeram o Brasil recuar seis posições no ranking. O estudo avalia 59 países.

O relatório destaca ainda dois pontos positivos: mercado de trabalho e investimento internacional. “O subfator investimento internacional foi um dos pilares que mais avançou. No relatório de 2010 o país ocupava a 42ª posição e hoje saltou 23 posições e ocupa a 19ª posição. Os investimentos brasileiros realizados no exterior foram de US$ 11,5 bilhões, possibilitando ao país saltar da 57ª para 25ª posição”, informa o relatório. Na outra ponta, o item Preços perdeu 12 posições, ocupando em 2011 a 51ª posição. Já o subfator Produtividade e Eficiência, que historicamente apresenta bom desempenho no estudo, perdeu 24 posições, passando a ocupar o 52º lugar.

undefined

Segundo os resultados, a competitividade global da os EUA foi resgatada pela sua eficiência empresarial. Em economias mais avançadas (Japão, Bélgica, Irlanda, EUA, Alemanha, etc), o governo está atrás de negócios em eficiência. A Suíça é a exceção. Nas economias emergentes, o Brasil e a Índia estão lutando, enquanto a Rússia, África do Sul, Chile, Estônia e Indonésia estão à frente. Uma espécie de equilíbrio entre o governo e a eficiência dos negócios podem ser encontrados em Hong Kong, Singapura e Austrália.

A tabela abaixo compara o modo como os países fazem a relação em governo e negócios. Nesse caso, a eficiência mostra a diferença na sua competitividade relativa. Algumas nações revelam que há um caminho negativo na competitividade de suas empresas. A pergunta que fica é: será que os países sempre têm o governo que merecem?

undefined

Como os gestores explicam a falta de feedback

Márcia Luz (plenitude@marcialuz.com.br), sócia presidente da Plenitude Soluções Empresarias, conta uma história bastante interessante sobre feedback. Certa vez um gestor, incomodado com determinada atitude de um de seus colaboradores, chamou-o em sua sala: – Fiquei sabendo o que houve em seu departamento. Não gostei. E não tenho nada para te dizer hoje. Saia da minha frente. Amanhã conversamos!

É fácil imaginar como deve ter sido a noite deste pobre rapaz! Provavelmente sem dormir, passaria longas horas até o raiar do sol no dia seguinte, procurando compreender a irritação do chefe e as conseqüências para sua vida profissional. Com certeza sonegar feedback é uma espécie de castigo psicológico, e dos mais cruéis.

Talvez você esteja se perguntando que tipo de gestor nos dias de hoje ainda é capaz de cometer tal ato de assédio moral. Acreditem, meus caros leitores, isso e muito mais acontece em nossas empresas, em pleno século 21.

Mas não vamos falar dos casos extremos. Pense apenas no silêncio enfrentado pelos colaboradores de sua empresa que estão lá há anos, sem obter qualquer tipo de retorno acerca de seu desempenho. Será que estou agradando? Tenho aspectos em que deixo a desejar? Meu trabalho é bem visto por meus superiores? Silêncio. Apenas silêncio.

Os gestores explicam a falta de feedback da seguinte forma: “enquanto não chamo para conversar é porque está tudo bem. Pode ir tocando o barco. Não tenho tempo a perder”. Mas então, porque não oferecem elogios? A resposta é simples: porque, segundo eles, elogiar estraga!

A verdade é que dar feedback exige preparo. Mesmo quando a intenção de colaborar com o crescimento do outro é genuína, dar feedback pode gerar um certo incômodo na relação entre as duas partes envolvidas, por isso as pessoas optam pelo silêncio, por fingir que está tudo bem.

No entanto, o problema só vai crescendo, até chegar a um ponto em que uma simples conversa não resolve mais. Aí, as saídas precisam ser radicais: demissão, término de contratos, rupturas de vínculos afetivos, fim de relacionamentos.

Na maioria das vezes, a melhor forma de resolver os problemas não é ignorando-os. Dar feedback é um gesto de amor. Exige empenho, preparo, preocupação com o crescimento do outro. E os resultados compensam todo o esforço.

Lembre-se: a qualidade dos relacionamentos depende dos feedbacks oferecidos. Portanto, reavalie suas relações. Existe alguém que necessita de um feedback seu? Quando foi a última vez que você ofereceu um elogio sincero? Então, tome uma atitude. Faça a diferença na vida de alguém agora,

Enfim, muitas vezes, os gestores não têm noção do que seja esse processo, que é fornecer dados a uma pessoa ou equipe a fim de melhorar o seu desempenho no sentido de atingir seus objetivos. Para que haja êxito em sua comunicação, as barreiras devem ser rompidas e estabelecida uma relação de confiança e segurança. Ele pode ser:

– Aberto – é óbvio e direto. Obtido através de perguntas e de observação, durante a realização de exercícios e testes. Mostra o que o ouvinte captou e o que não captou. Pode ser falsificado.

– Velado – é obtido através da prática de observar a reação do ouvinte a estímulos externos. Pode se obtido na sua expressão, posição, movimentos e atitude. Como é expressado inconscientemente, diz a verdade.

E por que os gestores não gostam do feedback? Ele é isto geralmente como crítica, as pessoas muitas vezes reagem defendendo-se de uma das seguintes maneiras: preferem não ouvir o que lhes é dito – recepção seletiva; duvidam dos motivos da pessoa que lhe dá o feedback; negam a validade dos seus dados; racionalizam procurando justificar seu comportamento; e atacam as pessoas que lhes dão feedback, apontando-lhes tambem alguns de seus erros. Quando ele é dirigido a uma equipe, que tem necessidade de receber informações sobre o seu desempenho, sua atmosfera de trabalho, se existe rigidez nos procedimentos, sub-utilização de pessoas, se existe confiança no lider, se existe maturidade no grupo, os mesmos problemas envolvidos no feedback individual estão presentes, em maior ou menos grau.

Como as pessoas ou a equipe devem receber o feedback: ouvir cuidadosamente e evitar interromper; saber que é incômodo e, às vezes, até doloroso, assim, deve respirar fundo para relaxar os músculos. fazer perguntas se precisar esclarecer alguns aspectos. reformular o que o outro está dizendo, para que confira se ouviu e entendeu; reconhecer o que é correto e adequado, pois concordar que os seus procedimentos estão atrasados é bem diferente de concordar que você é irresponsável; e assimilar, com calma, o que ouviu, pedindo tempo para pensar, se necessário.

Comercializados 3,6 milhões de computadores em 2011 até agora

O mercado de computadores apontou números surpreendentes no primeiro trimestre deste ano, segundo o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos para as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. Ao todo foram comercializados 3,6 milhões de máquinas, 22% a mais do que o número apontado no mesmo período de 2010.

“Em geral, os primeiros meses do ano apresentam um movimento menor de negociações entre fabricantes e canais já que o varejo inicia o ano abastecido por conta do Natal e realiza queimas de estoque nos meses seguintes. Porém, com a demanda aquecida nos segmentos doméstico e corporativo, a sazonalidade tem diminuído consideravelmente no mercado de PCs desde o 3º trimestre de 2010”, declara Martim Juacida, analista de mercado da IDC.

Do total de computadores vendidos, 49,5% são desktops e 50,5% notebooks. Dentro deste cenário, 68,6% foram destinados ao segmento doméstico, 26,9% ao corporativo e apenas 4,5% à soma de governo e educação. “Um sinal claro de que a indústria de PCs está se tornando mais madura é o fato de os consumidores já não esperarem apenas datas comemorativas como Natal, por exemplo, para comprar seu computador. Nossa expectativa é de um mercado bastante aquecido e muito impulsionado pelo segmento doméstico durante todo o ano de 2011”.

Apenas no setor doméstico o aumento foi de 33% em relação ao mesmo período de 2010. Por outro lado, as mudanças recentes e os cortes nos orçamentos fizeram com que o segmento de governo e educação tivesse uma retração de 30%, comprometendo os resultados de alguns fabricantes que atuam fortemente neste setor”, completa Juacida.

Ainda de acordo com o estudo da IDC, durante o primeiro trimestre deste ano, o mercado de notebooks cresceu 58% e o de desktops caiu 1,4% em relação ao mesmo período de 2010. “As multinacionais estão focadas em liderança e no abastecimento do varejo. Com isso, os preços estão cada vez mais competitivos e convidativos, o que faz com que o notebook se torne a primeira opção de compra”. Segundo os dados da IDC, o Brasil ainda ocupa a quarta posição no ranking mundial dos países que mais vendem computador no mundo. Estão à frente apenas Estados Unidos, China e Japão.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Acidentes do trabalho: uma doença endêmica que acontece no Brasil todo

O número de acidentes de trabalho no Brasil cresce exponencialmente, pois enquanto em 2001 ocorreram mais 340 mil acidentes de trabalho, em 2007 este número subiu para 653 mil ocorrências. Um aumento de 92% no número de acidentes de trabalho. Somente em 2007 foram registrados 2,8 mil mortes por acidentes de trabalho em todo o Brasil, ou seja, são quase oito mortes diárias.

O crescimento no número de acidentes de trabalho é uma realidade em todos os setores econômicos e, segundo dados do governo, os acidentes e doenças do trabalho custam, anualmente, R$ 10,7 bilhões aos cofres da Previdência Social, através do pagamento do auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadorias. Deve ser frisado que essas estatísticas de acidentes de trabalho refletem somente os acidentes registrados pela Previdência Social. Estima-se que ainda haja no Brasil uma alta taxa de subnotificação de acidentes de trabalho.

A prevenção aos acidentes do trabalho é a ferramenta mais importante para evitar a incapacitação de milhares de trabalhadores. Para os especialistas, a prevenção aos acidentes do trabalho é a ferramenta mais importante para evitar a incapacitação de milhares de trabalhadores, apesar de muitas empresas não entenderem a prática como um investimento rentável. Enquanto este quadro não mudar será difícil conseguir reduzir o número de acidentes de trabalho.

Algumas mudanças na rotina de trabalho, entretanto, também podem minimizar os efeitos nocivos que a própria rotina de algumas profissões ocasiona. Já é comum em muitas empresas a prática da ginástica laboral, que previne contra as lesões por esforços repetitivos (LER). Algumas oferecem também academias, cinema no horário do almoço e palestras sobre qualidade de vida, que comprovadamente melhoram a produtividade do trabalhador.

As empresas não consideram rentável investir na segurança do trabalho porque após o 15º dia de afastamento quem garante o salário do acidentado é a Previdência Social. O que se pode propor é a uma mudança na legislação e obrigar os empregadores a pagarem todos os custos de acidentes de trabalho causados, por exemplo, por negligência da empresa. A partir do momento em que o empresário sentir no bolso os custos dos acidentes, ele vai se preocupar em investir em prevenção e saúde ocupacional e isso precisa ser debatido por empregados, empregadores e governo.Target_Mauricio_baixa

O presidente da Target Engenharia e Consultoria, Mauricio Ferraz de Paiva, acredita que uma solução para amenizar todo essa conjuntura é conhecer a norma NBR 18801 de Sistema de Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho (SST) – Requisitos, a fim de auxiliar no gerenciamento pela redução de acidentes e doenças ocupacionais. “Alguns dos referenciais da norma são a normativa internacional OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series) e as Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de SSO da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a ABNT, essa norma vai além e busca levar em conta peculiaridades da realidade brasileira e das micro e pequenas empresas. Ela engloba o gerenciamento dos processos em questões de T estimulando a melhoria contínua das condições de trabalho e contribuindo para a redução de custos, riscos, acidentes e doenças ocupacionais”, explica.

Na sua opinião, a NBR 18801 auxilia no gerenciamento pela redução de acidentes e doenças no trabalho. Alguns dos referenciais da norma são a normativa internacional OHSAS 18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series) e as Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de SSO da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a ABNT, essa norma vai além e busca levar em conta peculiaridades da realidade brasileira e das micro e pequenas empresas. Ela engloba o gerenciamento dos processos em questões de T estimulando a melhoria contínua das condições de trabalho e contribuindo para a redução de custos, riscos, acidentes e doenças ocupacionais. Essa norma vai além e busca levar em conta peculiaridades da realidade brasileira e das micro e pequenas empresas. Ela engloba o gerenciamento dos processos em questões de SST, estimulando a melhoria contínua das condições de trabalho e contribuindo para a redução de custos, riscos, acidentes e doenças ocupacionais.

“Muitas organizações estão implementando um sistema de gestão da saúde ocupacional e segurança como parte de sua estratégia de gerenciamento de riscos para tratar questões como a mudança de legislação e proteção de sua força de trabalho. Um sistema de gestão da segurança e saúde ocupacional promove um ambiente de trabalho mais saudável e seguro porque é uma ferramenta que permite às organizações identificar de forma consistente e controlar os riscos para a saúde e segurança, reduzindo o potencial de acidentes, melhorando a conformidade legal e o desempenho da organização como um todo”, acrescenta.

Enfim, a situação atual do trabalhador brasileiro é reconhecidamente grave em relação à saúde e segurança no ambiente de trabalho. A cada dia, empregados brasileiros sofrem acidentes de trabalho. Infelizmente muitas vezes com morte ou incapacidades permanentes e, com efeito, famílias inteiras desmembradas e desprotegidas. Nas últimas décadas algumas medidas foram adotadas no sentido de melhorar as condições de trabalho e, por conseguinte, a saúde e segurança laboral.

“O enfoque deve mudar de curativo e reativo para preventivo e proativo. E a busca da conscientização e da transformação das intenções em ações depende de cada um e de todos, pois a saúde é responsabilidade de todos, mas só se responsabiliza e compromete aquele que é livre para pensar e agir, sendo consciente de si mesmo e da realidade. Pois somente nessas condições, é possível haver responsabilidade e comprometimento com ideias e valores”, conclui Ferraz.

Para mais informações sobre a norma, clique no link:

NBR18801 de 12/2010 – Sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho – Requisitos – Válida a partir de 01/12/2011

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.