O aumento pela qualificação profissional no mundo atual

Norma melhora de forma contínua o desempenho energético

A ISO 50001 permite que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar de forma contínua o desempenho energético. A norma deve conduzir a reduções nos custos, nas emissões de gases do efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia.

A mudança da sociedade mecânica para a de microchips passou a exigir o desenvolvimento de habilidades cognitivas e comportamentais. Assim, a capacidade de análise, síntese, rapidez de respostas, criatividade diante de situações inesperadas, interpretação e uso de diferentes linguagens, capacidade para trabalhar em grupos, etc, passaram a ser a demanda atual dos gestores de pessoas. As demandas do processo de valorização do capital, dentro desse novo paradigma produtivo, exigem a educação de trabalhadores para se adequarem aos métodos flexíveis de organização e gestão do trabalho.

Com a aplicação da eletroeletrônica, os equipamentos tornam-se mais flexíveis e podem ser programados para diversas finalidades, o que passou atender à crescente diversificação do mercado. A parcela de trabalhadores que tem acesso à programação precisa se apresentar com maior qualificação. Contudo, ainda existem os trabalhadores reduzidos a funções elementares de preparação e vigilância do equipamento ou máquina, com características de trabalho repetitivo e fragmentado.

Nessa base produtiva correspondem processos de trabalho flexíveis e flexibilização das funções. Essa flexibilização de trabalho e funções trouxe a possibilidade de uma redução dos níveis de divisão e fragmentação do trabalho, pois há uma intercambialidade de funções o que favorece a polivalência, com novo perfil de qualificação da mão de obra.

Num país como o Brasil, nem todos operam as novas tecnologias com aptidão e assim muitos ficaram reduzidos a execução de tarefas simples como observar alarmes, ligar/desligar máquinas, etc. A formação social com a brasileira caracterizada por um processo de desenvolvimento capitalista desigual, convivendo, lado a lado, o proletariado tradicional, fruto do processo de industrialização, com salários e níveis educacionais baixos, instabilidade no emprego, precarização das relações de trabalho e desempenho de funções desqualificadas. De outro lado uma classe mais estudada e preparada que desfruta de salários e níveis educacionais mais elevados, alta qualificação para o manejo das tecnologias na produção e desfrutam de relativa estabilidade no emprego.

A Confederação Nacional da Indústria divulgou em abril os resultados da “Sondagem Especial – Trabalhador Qualificado” que indicou que 69% das empresas enfrentam dificuldades com a falta de mão de obra qualificada. O estudo indicou também que 52% das empresas atribuem o problema a baixa qualidade do ensino básico e 78% investem na qualificação de sua equipe. A diretora da Dextera Consultoria, Simone Costa, explica que apenas compensar eventuais deficiências apontadas em uma avaliação de desempenho com treinamentos pontuais não é suficiente para preparar os colaboradores para as mudanças que estão por vir.

“As mudanças nas empresas são incessantes e as pessoas precisam ser continuamente preparadas para entendê-las e adotá-las em tempo hábil, a fim de não comprometer a produtividade. A capacitação não pode buscar suprir apenas um gap de desempenho, mas visa uma melhoria e atualização contínua que pode ser uma vantagem competitiva”, afirma a diretora.

Simone Costa explica que os gestores têm um papel fundamental neste processo. Eles devem estar atentos para como podem contribuir e facilitar a preparação de suas equipes para a mudança, sejam elas tecnológicas ou de inovação, mantendo o desempenho dos colaboradores. “Os gestores precisam estar atentos aos sinais de mudança da organização e promover, com antecipação, treinamentos, capacitações e cursos de reciclagem que atendam aos novos rumos”, ressalta Simone Costa.

A especialista chama a atenção para outro ponto importante: que as capacitações não tenham teor apenas técnico, mas também cultural. “As empresas buscam pessoas com qualificação técnica para suprir a sua expansão, no entanto, além desta qualificação (inerente ao cargo), é necessário para a atuação do funcionário o conhecimento da cultura, de processos e sistemas de gestão que são particulares a cada empresa e, dificilmente, são aportados pelos profissionais ingressantes”, disse. Além dessa necessidade, há a questão de admissões em massa, gerando um grande volume de pessoas que precisam estar prontamente alinhadas com procedimentos, sistemas e processos da empresa. “As empresas devem elaborar programas de integração, de desenvolvimento e de educação continuada para proporcionar a capacitação necessária de forma estruturada e em tempo hábil”.

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O que é o Cadastro Positivo?

A criação do Cadastro Positivo, listagem dos pagadores pontuais, contribuirá para uma distribuição mais justa dos custos de financiamento, beneficiando os bons credores com juros menores. Essa é a avaliação do gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco. A medida foi aprovada pelo Senado e vai para a sanção da presidente. “O Cadastro Positivo é fundamental para que se tenha um custo para o tomador que reflita efetivamente o risco daquele tomador. Os bons pagadores terão um custo menor porque representarão um risco menor”, assinala Castelo Branco. A instituição do Cadastro Positivo integra a chamada Pauta Mínima da CNI desde a criação dela, em 2008. A Pauta Mínima lista anualmente as propostas em tramitação no Congresso consideradas de alta prioridade pela indústria, devido ao impacto no ambiente de negócios.

Em tramitação no Congresso há oito anos, o projeto instituindo o Cadastro Positivo se transformou em Medida Provisória no final de 2010 e agora, com sua aprovação pelo Senado, virou o Projeto de Lei de Conversão 12/2011 (PLV). A presidente da República tem 15 dias úteis, desde o últio dia 18 de maio para sancionar o PLV 12/2011.

Segundo a CNI, o riso de inadimplência representa mais de 37% da composição total do spread, a diferença entre o custo de captação do banco e o que cobra do tomador final. ”O Cadastro Positivo pode reduzir tanto a inadimplência quanto o custo administrativo dos bancos, principais componentes do spread”, diz a entidade. Diz, ainda, que estudos de universidades americanas mostram que a inadimplência em 50 países que adotaram o Cadastro Positivo é 43% menor do que naqueles que só usam informações negativas, como é o caso do Brasil, com as listas da Serasa e SPC.

De acordo com os estudos, a cultura e a prática das informações positivas provocaram, nestes países, aumento de 90% no número de pessoas que solicitaram crédito e foram atendidas. “Com o cadastro negativo, o bom pagador não é diferenciado do cliente que não possui histórico de crédito. Hoje, o bom pagador que atrasa apenas uma conta possui tratamento igual ao que não paga nenhuma das suas contas. Na ausência de elementos objetivos para distinção entre devedores medianos e aqueles que representam risco mínimo para os bancos, adota-se uma estimativa média de risco para todos”, assinala ainda a CNI.

O PLV 12/2001 determina que nos bancos de dados de histórico de crédito somente poderão ser armazenadas informações objetivas, claras, verdadeiras e de fácil compreensão, necessárias para avaliar a situação econômica do cadastrado. A abertura de cadastro só pode ser feita por autorização prévia do cadastrado. Ele tem direito ao cancelamento do cadastro, ao acesso gratuito às informações arquivadas, que pode ser limitada pela empresa administradora do cadastro a cada quatro meses; à impugnação e correção de informação anotada erroneamente e tem de ser informado no caso de compartilhamento dos dados.

O Cadastro Positivo não se aplica somente a instituições financeiras e casas comerciais, podendo ser usado, também, por empresas de saneamento, eletricidade e telecomunicações. Tanto o banco de dados quanto a fonte das informações e o chamado consulente – a empresa ou banco que faz a consulta ao Cadastro Positivo – são responsabilizados objetiva e solidariamente por eventuais danos materiais e morais ao cadastrado.

Preocupações

Já o Procon-SP tem algumas preocupações com relação à aprovação da formação do Cadastro Positivo, banco de dados que conterá informações de adimplemento, de pessoas físicas ou jurídicas, para formação de histórico de crédito. A fundação entende que a proposta – Projeto de Lei de Conversão da Medida o Provisória nº 518/2010 – já aprovada na Câmara dos Deputados no dia 10 de maio e que foi votada pelo Senado contem restrições que violam direitos e garantias fundamentais dos consumidores. Foi enviado um documento ao Congresso Nacional, solicitando aos senadores que avaliem a retirada dos mencionados dispositivo do Projeto em questão, permitindo que a proposta atenda aos objetivos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor SNDC e da Política Nacional e Estadual de Proteção e
Defesa do Consumidor.

De acordo com o texto que passou pela Câmara, o cancelamento do cadastro quando há obrigação creditícia (financiamento, empréstimo pessoal, etc.) ainda em curso, sujeita o consumidor à manutenção de suas informações pessoais no banco de dados, não estando claro por quanto tempo essas informações ficarão disponíveis. A julgar pelo que dispõe o projeto esses dados poderão permanecer por até 15 anos no banco de dados. Isso coloca o consumidor em absoluta desvantagem, pois mantém disponíveis seus dados pessoais sem qualquer contrapartida.

Outro ponto que merece crítica é o que restringe o acesso gratuito do consumidor às informações sobre ele existentes no banco de dados a uma vez a cada quatro meses. Tal limitação desrespeita direito básico do cadastrado, o da informação. Ao consumidor deve ser assegurado o acesso amplo, irrestrito e ilimitado a toda e qualquer informação pessoal existente nos bancos de dados.

O Procon-SP entende ainda que, mesmo havendo autorização do consumidor às instituições financeiras para fornecer informações relativas às suas operações de crédito, tal autorização deve observar o sigilo bancário previsto em lei. Na avaliação do Procon-SP qualquer sistema de banco de dados utilizados no mercado de consumo deve necessariamente resguardar o direito fundamental à privacidade e os princípios da Política Nacional das Relações de Consumo, entre os quais destacam-se a vulnerabilidade, o respeito à dignidade e a proteção dos interesses econômicos dos consumidores.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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