Qualidade da gasolina

Norma internacional

IEC 61010 – Safety requirements for electrical equipment for measurement, control, and laboratory use

A ocorrência cada vez maior de sobretensões transitórias nos sistemas de energia atuais fez com que surgisse a necessidade de se estabelecerem padrões mais rigorosos de segurança para equipamentos de medição elétrica. Distúrbios transientes que passam sobre as fontes de alimentação (circuito geral de alimentação, circuitos alimentadores ou auxiliares) podem disparar uma sequência de eventos com risco de causar lesões físicas graves. O equipamento de teste deve ser projetado para proteger quem trabalha nesses ambientes de alta tensão e altas correntes. Clique para mais informações.

analisador de gasolinaUm equipamento capaz de verificar a qualidade da gasolina de forma instantânea e com alto grau de precisão, ainda na etapa de produção do combustível. Estas são as principais características de tecnologia desenvolvida pelo químico Aerenton Ferreira Bueno, como resultado da tese de doutorado que apresentou ao Instituto de Química (IQ) da Unicamp. Denominado Analisador de Processo por Espectroscopia no Infravermelho Próximo (NIR), o produto apresenta vantagens sobre os similares encontrados no mercado, todos fabricados no exterior. “Ao contrário dos demais, o nosso analisador pode ser utilizado tanto em processo quanto em laboratório”, afirma o autor da pesquisa, que foi executada por meio de convênio entre a Unicamp e a Petrobras, no âmbito do Programa Tecnológico de Otimização e Confiabilidade (Proconf). O orientador do trabalho foi o professor Célio Pasquini.

De acordo com Aerenton Bueno, o método convencional para análise da qualidade da gasolina e de outros derivados de petróleo consiste em coletar uma amostra do produto e levá-la ao laboratório para a realização de testes, o que demanda algumas horas. A alternativa a essa prática é instalar um analisador na linha de produção. Ocorre, porém, que os equipamentos disponíveis no mercado funcionam de forma fixa na área de produção. Para calibrá- los, é necessário usar amostras de gasolina cujas propriedades já são conhecidas, que servem como padrão das análises. “A tecnologia que desenvolvemos pode ser usada tanto na linha de processo quanto em laboratório. Ou seja, um módulo do equipamento pode ser levado ao laboratório para que seja feita a calibração. Encerrada a tarefa, basta acoplá-lo novamente ao processo”, explica o pesquisador.

Além disso, o analisador desenvolvido no IQ também foi dotado de um dispositivo óptico configurado para prever propriedades específicas de hidrocarbonetos, principalmente a gasolina. “Enquanto o nosso equipamento foi customizado, os demais servem, por assim dizer, para analisar qualquer coisa. Nosso analisador foi desenvolvido para apresentar alto desempenho para análise de combustíveis”, afirma o autor da tese. Aerenton Bueno também destaca que a maioria das peças e dispositivos empregados na montagem do analisador foi comprada no Brasil. Poucos elementos tiveram de ser importados.

Por ter sido desenvolvido no país, o pesquisador acredita que o analisador nascido nos laboratórios da Unicamp deve chegar ao mercado a preço muito inferior ao dos produtos comercias, que custam na faixa de R$ 800 mil. “Nós não sabemos exatamente qual deverá ser o preço do equipamento nacional, mas é certo que ele será bem menor do que o dos estrangeiros”, prevê. Conforme Aerenton Bueno, Unicamp e Petrobras já estão com o pedido de patente da tecnologia em andamento. O passo seguinte será licenciar o invento para que uma indústria possa produzi-lo em larga escala e, eventualmente, exportá-lo.

Dito de modo simplificado, o analisador de processo desenvolvido por Aerenton Bueno serve para fazer o controle de qualidade da gasolina em tempo real. Dotado de um mecanismo automatizado, ele coleta a amostra, realiza a análise e emite um relatório com os resultados em somente três minutos. A precisão é equivalente à dos métodos convencionais de laboratório. “Essa agilidade é importante porque, se houver algum problema em um ou mais parâmetros do combustível, o analisador envia a informação para o sistema de controle, que faz os ajustes necessários, sem a intervenção do operador. Se a amostra tivesse que ser encaminhada ao laboratório para testes, o problema levaria algumas horas para ser identificado. Nesse período, a gasolina poderia continuar sendo produzida sem a qualidade desejável”, explica o químico.

Segundo Aerenton Bueno, ao emitir radiação sobre a amostra de gasolina, o analisador obtém um espectro de absorção na região do infravermelho próximo. Verificadas as intensidades de absorção nos comprimentos de onda, modelos matemáticos desenvolvidos especialmente para esse fim preveem parâmetros como octanagem, concentração de benzeno e pressão de vapor, entre outras propriedades químicas e físico-químicas do combustível. Em razão dessas características, acrescenta o autor da tese, a tecnologia pode ser aplicada por outros segmentos, como as indústrias alimentícia ou farmacêutica, para ficar em apenas dois exemplos. “Com as devidas adaptações e a partir de modelos matemáticos específicos, o equipamento pode prever vários parâmetros de outros produtos”, assegura.

O autor da tese destaca outro aspecto que considera importante relacionado ao analisador. De acordo com ele, pesquisas nessa área normalmente chegam ao ponto de desenvolvimento de um protótipo. Nesse estudo específico, o saldo foi além. “Inicialmente, nós concebemos um equipamento para ser testado em laboratório. Como os resultados foram muito bons, nós o adaptamos para uso no processo industrial. Este também demonstrou ser plenamente funcional, tanto é que continua sendo utilizado por uma das refinarias da Petrobras”, informa Aerenton Bueno.

Tão importante quanto o de- senvolvimento da tecnologia em si, considera o químico, o trabalho realizado por ele e pelo professor Pasquini serviu também para a abertura de uma nova linha de pesquisa no IQ. “Tradicionalmente, a Química Analítica, tanto no aspecto de ensino quanto de pesquisa, é muito voltada às práticas de laboratório. Com a minha tese, nós estendemos o trabalho também para a instrumentação analítica de processo, que impõe outros desafios. Isso só foi possível graças à união das competências da academia com a da indústria”, afirma.

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Sustentabilidade X Distribuidores

Mariano Gordinho

O termo “sustentável” vem do latim sustentare, que significa sustentar, defender, favorecer, apoiar, conservar e cuidar. Diante disso, podemos entender que Sustentabilidade é a capacidade de sustentar ou suportar uma ou mais condições de um processo de forma a permitir sua permanência, em certo nível, por prazo determinado. Mais recentemente o conceito tornou-se um princípio, segundo o qual o uso de recursos visando satisfazer certas necessidades presentes, não pode comprometer a satisfação das necessidades de gerações futuras. Via de regra, para que um empreendimento seja considerado sustentável ele precisa ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito.

O conceito de sustentabilidade começou a ser delineado na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente realizada em Estocolmo, em 1972, a primeira conferência das Nações Unidas sobre o meio ambiente e a primeira grande reunião internacional para discutir as atividades humanas em relação ao meio ambiente. A Conferência de Estocolmo lançou as bases das ações ambientais em nível internacional, chamando a atenção especialmente para questões relacionadas com a degradação ambiental e a poluição. A Declaração de Estocolmo, que se traduziu em um Plano de Ação, definiu princípios de preservação e melhoria do ambiente natural, destacando a necessidade de apoio financeiro e assistência técnica a comunidades e países mais pobres. Embora a expressão “desenvolvimento sustentável” ainda não fosse usada, a declaração, no seu item 6, já abordava a necessidade imperativa de “defender e melhorar o ambiente humano para as atuais e futuras gerações”.

O conceito de sustentabilidade está intimamente relacionado com o da responsabilidade social das empresas. Além disso, esse conceito normalmente adquire contornos de vantagem competitiva. Segundo Michael Porter – professor da Escola de Negócios de Harvard – “normalmente as companhias têm uma estratégia econômica e uma estratégia de responsabilidade social, quando o que deveriam ter é uma estratégia só”. Uma consciência sustentável, por parte das empresas, pode significar uma vantagem competitiva, se integrar uma estratégia única da organização.

Vivemos hoje sobre o fio da navalha em relação às questões ambientais. Nosso planeta dá sinais claros de que não suporta mais o ritmo de consumo de recursos que imprimimos nos dias atuais. A poluição da terra, da água e do ar chegaram a níveis tão altos que em alguns países certas regiões chegam a ter níveis de poluentes que provocam deformidades e problemas gravíssimos de saúde para os habitantes locais. Vivemos numa “bolha de vida” e tudo o que se faz aqui reflete obrigatoriamente em toda parte, a sucessão de ocorrências catastróficas ligadas ao clima e ao meio ambiente, constantemente atacados pelo nosso modo de vida acabaram forçando a humanidade a repensar sua forma de se relacionar com o planeta. Isso ajudou muito a criar e fomentar uma consciência planetária de que algo deve mudar.

Da mesma forma e cada vez mais, essa massa consumidora chamada humanidade, representa uma pressão constante sobre as empresas e suas práticas de produção e de prestação de serviços. Isso é muito positivo, pois cria nas empresas a necessidade de adaptarem seus procedimentos ou de mudarem sua forma de agir de maneira drástica e rápida; sob pena de verem suas vendas e seus lucros caírem vertiginosamente de forma perigosa e arriscada. Esse “novo comportamento” acabou recebendo o nome de sustentabilidade empresarial. A partir daí, as empresas acabaram definindo um conjunto de práticas que procuram demonstrar o seu respeito e a sua preocupação com as condições do ambiente e da sociedade em que estão inseridas ou aonde atuam.

Infelizmente a sustentabilidade empresarial ainda não é tema central em muitas empresas. Principalmente em países como o nosso e nos países ricos, muitas corporações associam a ideia de sustentabilidade empresarial a um aumento nos custos de operação e nos preços de venda. No entanto, aos poucos, essa visão vai sendo revertida pela conscientização cada vez maior dos consumidores e a real pressão que esses grupos vêm fazendo sobre o mercado e sobre as empresas.

Mesmo que ainda haja empresas mais preocupadas com o retorno de marketing proporcionado pela sustentabilidade empresarial, há diversas outras que não apenas adotam o conceito, como exigem de sua cadeia produtiva a mesma postura. Um exemplo bem recente foi a exigência feita pela fabricante de material esportivo alemã Adidas à Bertin, uma das maiores empresas brasileiras de agronegócio, de que o couro fornecido não provenha da criação de gado em áreas de desmatamento.

Não devemos esquecer da mudança cultural que a sustentabilidade proporciona a uma empresa. Ela só funciona efetivamente quando está presente na filosofia da organização, nos valores dos funcionários e em toda cadeia produtiva, de ponta a ponta, até o consumidor final. Sem contar que não deve ser encarada de forma reativa, mas sim como transformadora, permitindo que as empresas melhorem seus processos, gerando economia, eficiência, valor de marca e reputação.

Sobreviver corporativamente hoje e no futuro passa por entender que qualquer organização empresarial faz parte de um todo, que deve ser sustentável para poder evoluir. Para que as empresas consigam ter sucesso, seu ambiente e seu ecossistema devem prosperar, o que torna a empresa corresponsável por este processo, juntamente com governos, meios acadêmicos, ONGs e os próprios cidadãos.

Sustentabilidade Empresarial passou a ser mais que um conceito importante. De fato, passou a ser um vetor determinante no sucesso das empresas, seja por estimular sua capacidade de interagir com seu ecossistema e gerar ganhos para ambas as partes, seja por sua importância na construção de sua reputação e credibilidade a partir de questões como transparência, ética, cidadania corporativa e responsabilidade social empresarial.

Antes de tudo, Sustentabilidade Empresarial se refere a uma forma de conduzir as atividades empresariais. Ser, pensar, decidir e agir de forma sustentável requer um processo de entendimento, negociação e integração construtiva entre todos os agentes de relacionamento de uma empresa ao olhar dos princípios e valores da própria empresa e de sua ética.

Ninguém mais contesta que, para garantir a perenidade, as empresas devem inserir na sua atuação elementos que considerem o equilíbrio nas relações com diversos grupos de interesse, demonstrando que os sistemas econômicos, sociais e ambientais estão integrados e que não podem implementar estratégias que contemplem somente uma dessas dimensões. Há alguns anos, iniciou-se uma tendência mundial dos investidores procurarem empresas socialmente responsáveis, sustentáveis e rentáveis para aplicar seus recursos. Com isso, índices de sustentabilidade foram criados em escala global para avaliar várias dimensões das relações da empresa com a sociedade, o meio ambiente e os provedores de capital para a empresa.

Diante da modificação na forma de percepção de valor por parte dos investidores e como uma iniciativa de vanguarda na América Latina, em 2005 a Bolsa de Valores de São Paulo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o Instituto Ethos e o Ministério do Meio Ambiente, criou o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). O objetivo do ISE é criar um ambiente de investimento compatível com o desenvolvimento sustentável da sociedade contemporânea e estimular a responsabilidade ética das corporações por meio de boas práticas empresariais. Para tanto, sua finalidade é oferecer aos investidores uma opção de carteira de ações de empresas reconhecidamente comprometidas com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial.

A Sustentabilidade Empresarial começa em nós mesmos e nosso comprometimento com as práticas e políticas que aplicamos para direcionar nosso comportamento pessoal e corporativo. Esse posicionamento e atitude criam os fundamentos sobre os quais podemos estruturar nossas decisões, impulsionar inovações e permitir a gestão efetiva de nossas atividades. Nossa principal meta deve ser a de ter sustentabilidade empresarial como parte intrínseca de nossas estratégias de longo prazo, um investimento inteligente criando vantagens competitivas e ajudando nossas empresas a atingir um crescimento sustentável e lucrativo.

Mariano Gordinho é presidente da Abradisti – amandaolievira@nbpress.com

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Marketing digital normalizado

BLOG                                                                                                    logo_target

Com o objetivo de falar com o mundo técnico, abrangendo as áreas da normalização, qualidade, metrologia, empresas de engenharia, consultorias, certificadoras, ambiental, indústrias de manufatura, etc, o blog QUALIDADE ONLINE, em parceria com a TARGET, está lançando o marketing digital normalizado. Você envia ou a gente desenvolve o seu material de marketing, que pode ser um release, um e-news, um anúncio no formato jpeg, a descrição de seu produto ou serviço, seu catálogo digital, um curso, seminários, congressos, etc., e a gente envia. São mais de 200.000 profissionais cadastrados, incluindo engenheiros, compradores, projetistas, gestores de qualidade, jornalistas técnicos, gerentes de meio ambiente, etc.

Um grande diferencial desse produto é que você só paga no sucesso de sua campanha, ou seja, não paga nada na hora do contrato, a gente dispara o e-mail e entrega um relatório completo especificando quantas pessoas abriram o seu e-mail. Importante: você contrata o serviço de acordo com o público que você quer atingir. Exemplo: se sua meta é chegar a 100.000 visualizações você só vai pagar depois que receber um relatório provando que foram esses o número de profissionais que viram o seu material. Normalmente, no primeiro disparo isso é atingido.
Considerando que o sucesso das ações de marketing por e-mail depende cada vez mais de uma combinação entre as novas e as antigas técnicas de venda. Os princípios do marketing digital superam os antigos, pois oferece um rápido e imediato acesso à informação ou ao produto e serviço, assim como a interatividade da internet, criando novas regras de fazer negócios.

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A qualidade do sono e o desempenho profissional das pessoas

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Tenho encontrado muitas pessoas reclamando de dificuldades para dormir, que estão refletindo tanto na sua vida pessoal como na profissional. Na verdade, o sono tem importante papel na vida dos seres humanos, influenciando condições físicas, psicológicas e sociais, além de afetar em muito a produtividade profissional das pessoas. Como o ser humano passa um terço de sua vida dormindo, qualquer alteração na quantidade ou qualidade do descanso resulta em alterações nas atividades diárias. Durante o sono o organismo se restabelece dos desgastes e recobra energia para combater o estresse, um dos grandes males que assolam o mundo. Dormir é fundamental, tanto que a ausência dele por longos períodos pode levar a quadros de psicose, alucinações e delírios.

O sono não é uma atividade passiva, mas um mecanismo ativo do cérebro, com inúmeras funções, inclusive à conservação de energia. Muito se descobriu graças ao exame de polissonografia, onde vários estudiosos puderam desvendar o que era considerado mistério. O último sono a ser descoberto é aquele em que ocorrem movimentos rápidos dos olhos, chamado REM, rapid eye movements, ocupa apenas 20% do sono de um adulto e todo o restante é denominado simplesmente não REM. Importante para a qualidade de vida, o sono deve ser respeitado, pois a insônia afeta 1/3 da população. As consequências são irritabilidade, dificuldade em concentração e aprendizado, fadiga e cansaço, além de queda na capacidade de trabalho.

Os distúrbios devem ser observados para a correta manutenção da sua qualidade evitando maus hábitos como: usar a cama para assistir TV, ler, estudar; desempenhar atividades que exijam elevado nível de concentração antes de dormir; horários variáveis; uso com frequência de álcool, tabaco ou cafeína. A psicóloga, mestre e doutora pela Unicamp Gema Galgani Mesquita Duarte acha que que o uso do computador à noite – uma prática frequente entre adolescentes estudantes – afeta diretamente a qualidade do sono desses jovens. “O valor do dormir está sendo perdido porque nós vivemos em uma sociedade em que 24 horas já não são mais suficientes. Mas o tempo do sono é muito importante para o aprendizado de vocês. É importante vocês estarem antenados na tecnologia, mas sem perderem horas de sono”.

Além de observar que os jovens estão dormindo mal à noite por causa do uso do computador, a pesquisa trouxe à tona outros dados, como a influência do tabaco nos distúrbios do sono e a não-interferência de atividades físicas na melhora de sua qualidade. O interesse em pesquisar a percepção do sono entre adultos jovens que ingressam na universidade surgiu a partir de um estudo anterior, no qual a pesquisadora investigou os padrões do sono relacionados à utilização do computador entre adolescentes que frequentavam o ensino médio. Para dar continuidade ao estudo, Gema aplicou um questionário para mais de 1.400 estudantes universitários da Universidade Federal de Alfenas.

O questionário incluía perguntas sobre o tipo de alimentação (sanduíches, frutas, legumes, carnes e derivados do leite), exercícios físicos, consumo de bebida alcoólica, tabagismo e a saída para festas e eventos noturnos. E, ainda, sobre a utilização de computadores e da televisão durante as noites, cochilos durante os dias e se as preocupações afetivas e financeiras influenciavam. Para avaliar a qualidade do sono foi utilizado o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP), composto por 19 itens autoavaliativos. São considerados bons dormidores aqueles que obtiveram uma pontuação menor que cinco e maus dormidores, maior que cinco.

Utilizando-se do processo de seleção de regressão stepwise, para o estudo da percepção do sono, cujo índice de confiabilidade é de 95%, a pesquisadora escolheu, aleatoriamente, 710 questionários. Deste total, Gema identificou 428 maus dormidores e 282 bons. “Avaliamos a percepção do sono por meio do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (IQSP). Este índice indica a duração e a latência do sono, a sonolência diurna e os distúrbios. Eu esperava que o álcool e a ‘balada’ fossem determinantes para o aumento de maus dormidores, mas foram o computador e o tabaco que mais alteraram o sono dos universitários”, disse Gema.

Cientistas e pesquisadores acreditam que a boa qualidade do sono seja imprescindível para a manutenção de uma vida saudável. Segundo estudos internacionais utilizados pela pesquisadora para balizar o trabalho, o sono, além ser importante para restauração da energia física, participa das atividades mentais e emocionais. Dormir mal pode repercutir nas atividades do aprendizado dentro e fora do ambiente escolar. Esses mesmos estudos demonstram que a falta de sono ou sua má qualidade estão relacionadas com a diminuição da motivação e da concentração, déficits de memória, sonolência diurna e alterações de humor. Por outro lado, o sono de boa qualidade é apontado como fator-chave para o desempenho acadêmico.

O bom sono depende de regularidade dos horários de se deitar e de se levantar, da preservação do tempo de sono, de acordo com a faixa etária e livre dos distúrbios. Dentre os distúrbios do sono, estão as latências do sono aumentadas, acordar no meio da noite, o ronco, os pesadelos e as dores musculares. A qualidade do sono depende, ainda, da necessidade diária, a qual varia de indivíduo

De acordo com a literatura médica mundial, há uma variabilidade individual da necessidade do sono. Normalmente, um adulto jovem na faixa etária entre 17 e 25 anos precisa de sete a oito horas e meia de sono por noite. Há pessoas, entretanto, que com apenas cinco horas se sentem satisfeitas e restauradas para as atividades diárias, entretanto, alerta a pesquisadora, é importante que o período de dormir seja à noite, pois a fisiologia do sono depende do relógio biológico que, por sua vez, está sincronizado com o dia e a noite, isto é, o claro e o escuro – determinados pela rotação da Terra. O hormônio do sono, a melatonina, é metabolizado durante a noite.

Quando analisada a utilização da televisão e do computador, observa-se que estes se assemelham na intensidade da emissão da luz, mas o modo de uso é diferente. Diante do aparelho de televisão o telespectador se coloca, na maioria das vezes, confortavelmente sentado ou deitado, controlando os canais pelo controle remoto a uma distância de aproximadamente 3 metros da tela. Diante do monitor do computador, o internauta fica a uma distância de 50 a 60 centímetros da tela e sua interação é muito mais ativa, tanto física como mentalmente.

No caso do computador, a luz emitida pelo aparelho fica muito próxima da retina. As células da retina, ao receberem estímulo luminoso, enviam uma mensagem elétrica que alcança o hipotálamo; este, além de comandar as glândulas do organismo, possui um pequeno núcleo onde se localiza o relógio biológico, essencial à manutenção dos ritmos e dos ciclos sono-vigília. A intensidade, a variação e o horário das luzes emitidas pelos aparelhos incidindo sobre a retina desregulam no organismo a liberação normal de melatonina, o hormônio responsável pelo sono e, consequentemente, alteram sua qualidade.

“Quando você fica na frente do computador exposto à luz do monitor até a meia-noite, há atraso no ciclo vigília-sono. As pessoas vão demorar para dormir, e a metabolização do hormônio do sono será mais lenta. Quando essa exposição acontece depois da meia-noite, há um adiantamento dessa fase e as pessoas vão ficar mais sonolentas. O ideal, para que uma pessoa durma bem e tenha qualidade do sono, é que ela durma à noite e evite a claridade”, explicou Gema.

O fato de acessar o computador durante as noites nos dias da semana aumentou as proporções de maus dormidores. De acordo com o estudo, 58,06% dormem mal e acessam o computador entre 19 e 21 horas; 71,43% têm problemas com o sono e usam o equipamento entre 19 e 22 horas; 73,33% apresentam incômodos e fazem uso do computador entre 19 e 24 horas; 52,38% dormem mal e utilizam o aparelho das 19 horas até de madrugada.

Entre os internautas de finais de semana, 36,45% acessam o computador e dormem bem, enquanto 63,55% usam a internet e dormem mal. Em relação aos horários de assistir TV, os grupos não diferenciaram entre si na classificação do sono. Outra questão apontada pelo estudo foi que 83,4% das mulheres pesquisadas têm mais chance de dormir mal quando utilizam o computador entre o horário das 19 às 24 horas. Já com relação aos homens, este índice ficou em 47,7%, de acordo com a pesquisa.

Para os resultados do consumo de álcool relacionados à classificação do sono, o estudo demonstrou que 58,33% não consomem álcool e 61,28% bebem e dormem mal. Com relação ao tabaco, os dados demonstraram que 59,76% dos não fumantes e 70,59% dos fumantes têm problemas com o sono. “Entretanto, se analisarmos o uso do tabaco com o uso do computador, o tabaco apresentou um índice de 4,7% menor se comparado ao impacto da utilização do equipamento que, de acordo com a pesquisa, foi de 51,1%”, assinala Gema.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Áreas contaminadas: os perigos enterrados espalhados pelo país

Mauricio Ferraz de Paiva

Não existem levantamentos confiáveis de quantas áreas contaminada existem no país e nem o que esses terrenos contêm. Em São Paulo, havia, até dezembro de 2010, mais de 3.675 terrenos contaminados, sendo que 13% estão relacionados com o setor industrial. No resto do Brasil, não há dados disponíveis.

Uma área contaminada pode ser definida como uma área, terreno, local, instalação, edificação ou benfeitoria que contenha quantidades ou concentrações de matéria em condições que causem ou possam causar danos à saúde humana, ao meio ambiente ou a outro bem a proteger. Quando não há tratamento no local, ocorre o denominado passivo ambiental que ocasiona sérias consequências ao meio ambiente e à saúde das pessoas expostas aos contaminantes, com prejuízos à imagem da empresa e penalidades previstas em lei. Em razão desse fato, a investigação de passivos ambientais está sendo utilizada em avaliações para negociações de empresas, principalmente naqueles relacionados com a aquisição de imóveis e em privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental recaem sobre os novos proprietários. Funciona como um elemento de decisão no sentido de identificar, avaliar e quantificar posições, custos e gastos ambientais potenciais que precisam ser atendidos a curto, médio e longo prazo. Deve ser ressaltado, porém, que o passivo ambiental não precisa estar diretamente vinculado aos balanços patrimoniais, podendo fazer parte de um relatório específico, discriminando-se as ações e os esforços desenvolvidos para a eliminação ou redução de danos ambientais. Esse procedimento vem sendo seguido por empresas de todo o mundo.

O contato direto com o solo contaminado pode parecer algo distante para a maioria das pessoas, sobretudo, para quem mora em grandes cidades. Mas as consequências da má qualidade do chão onde se pisa podem estar mais próximas do que muita gente imagina. São diversos os tipos de substâncias que podem contaminar o solo e chegar até o organismo humano.

A contaminação ambiental por compostos derivados de petróleo como o benzeno, etilbenzeno, tolueno e o xileno se dá principalmente devido ao alto potencial poluidor e à elevada toxicidade destas substâncias. Daí o perigo de vazamentos em dutos e tanques de armazenamento subterrâneo em postos de combustíveis, por exemplo. Outra forma muito comum de contaminação é o descarte incorreto de resíduos industriais no solo. Independentemente da substância, a contaminação tem, ainda, um importante agravante: o contato com o lençol freático.

A recomendação, neste caso, é, além de não utilizar águas contaminadas para nenhum tipo de atividade, evitar até mesmo o contato com ela. Outra via de exposição da população à contaminantes é a ingestão de água proveniente de poços artesianos localizados próximo à áreas contaminadas, o que também deve ser evitado. Outro cuidado essencial é com as crianças que brincam diretamente no solo e que podem até mesmo ingerir e/ou inalar partículas provenientes da terra contaminada. A presença de substâncias nocivas à saúde no solo também prejudicam animais e plantas, além das atividades pecuária e agrícola, o que reflete diretamente na saúde humana. Ao consumir vegetais contaminados, pode ocorrer um acúmulo de determinadas substâncias nocivas ao organismo

Por esses problemas, foi publicada a norma ABNT NBR 15935: 2011: Investigações ambientais – Aplicação de métodos geofísicos que estabelece as diretrizes para a seleção de métodos geofísicos aplicáveis a investigações ambientais de solo e água subterrânea, embora não descreva os procedimentos específicos para cada método. O sucesso de um levantamento geofísico depende de muitos fatores. Um dos fatores mais importantes é a competência e a qualificação do(s) profissional(ais) responsável(eis) pelo planejamento e execução do levantamento, bem como pela interpretação dos dados. Pessoas sem treinamento especializado ou experiência devem solicitar assistência de profissionais qualificados.

Um entendimento adequado da teoria do método, dos procedimentos de campo, da interpretação dos dados, bem como conhecimento da geologia local são fatores necessários para realizar com sucesso um levantamento geofísico. Um determinado método eficaz para a investigação de um dado problema em uma área pode não apresentar a mesma eficiência para a investigação daquele mesmo problema em outra área devido às mudanças nas condições do meio físico/geológico.

Os métodos geofísicos são métodos indiretos de investigação que medem propriedades físicas da subsuperfície. Eles podem permitir o mapeamento lateral e vertical de uma ou mais propriedades físicas, ou ainda o monitoramento das variações temporais dessas propriedades, ou ambos. Para que um dado alvo possa ser detectado é preciso que ele apresente um contraste suficiente da propriedade física investigada em relação ao meio circundante.

Uma característica dos métodos geofísicos é a possibilidade de geração de dados de forma contínua e com grande cobertura espacial, o que permite um planejamento adequado da malha de sondagens, isto é, amostragem direta para fins de caracterização e monitoramento da área investigada. O planejamento de um programa de investigação geofísica deve prever a possibilidade de alterar ou acrescentar atividades, a fim de complementar e/ou suportar mudanças na interpretação das condições da área. Os levantamentos geofísicos devem ser realizados em etapas sucessivas: reconhecimento, detalhamento e, eventualmente, monitoramento.

A etapa de reconhecimento destina-se à identificação das condições naturais do ambiente (background) e das condições anômalas. As etapas posteriores de investigação geofísica devem detalhar a caracterização pelo adensamento espacial dos dados e, eventualmente, monitorar suas variações temporais. Alguns métodos geofísicos permitem uma interpretação preliminar qualitativa. Entretanto, todos os métodos necessitam de um processamento mais elaborado antes de qualquer interpretação quantitativa. O processamento e a interpretação dos dados devem ser conduzidos por profissionais qualificados e experientes a fim de garantir que o modelo seja consistente com as condições geológicas, hidrogeológicas e ambientais da área investigada. A caracterização da área investigada deve ser alcançada pela interpretação integrada dos dados disponíveis, podendo, inclusive, utilizar dados de um ou mais métodos geofísicos disponíveis.

A capacidade dos métodos geofísicos de superfície para detectar um alvo diminui com o aumento da sua profundidade, assim como a profundidade de investigação diminui com o aumento da frequência, em Hz, de operação. Alguns métodos geofísicos são ambíguos, ou seja, diferentes alvos podem resultar em respostas geofísicas semelhantes.

Pode-se dizer que os métodos geofísicos são técnicas indiretas de investigação das estruturas de subsuperfície através da aquisição e interpretação de dados instrumentais, caracterizando-se, portanto, como métodos não invasivos ou não destrutivos. Essa metodologia permite avaliar as condições geológicas locais através dos contrastes das propriedades físicas dos materiais de subsuperfície, por exemplo condutividade ou resistividade elétrica, permissividade dielétrica, magnetismo, densidade, etc., que podem ter como origem as diferenciações litológicas e outras heterogeneidades naturais ou não.

Uma das principais vantagens da aplicação das técnicas geofísicas em relação aos métodos tradicionais de investigação de subsuperfície, como, por exemplo, as sondagens, é a rapidez na avaliação de grandes áreas com custo relativamente menor. Além disso, os levantamentos geofísicos propiciam a execução de perfis contínuos, possibilitando a identificação com maior precisão das variações laterais decorrentes das mudanças litológicas ou originadas pela presença da contaminação subterrânea.

No diagnóstico ambiental de áreas contaminadas, a realização de levantamentos geofísicos tem por objetivo básico a identificação da presença da contaminação subterrânea, além da definição das feições geológicas e hidrogeológicas dos locais investigados. As características do meio geológico, além da natureza da contaminação, podem determinar o comportamento dos contaminantes em subsuperfície. Nesse contexto, a interpretação dos dados geofísicos pode contribuir para a obtenção de informações sobre a litologia, estratigrafia, profundidade do nível d’água, profundidade do embasamento, presença de falhas ou fraturas, existência de aquíferos importantes, caminhos preferenciais de propagação subterrânea e outras feições geológicas de interesse.

A realização dos levantamentos geofísicos pode ser efetuada nas diferentes etapas de atividades estabelecidas para o gerenciamento de áreas contaminadas:

• Na etapa de investigação confirmatória, as técnicas geofísicas são utilizadas para localizar os pontos de amostragem mais adequados, através da determinação de anomalias que representam os locais com maiores concentrações de contaminantes (hot spots);

• Quando da investigação detalhada e investigação para remediação, os métodos geofísicos podem ser empregados para o mapeamento e monitoramento da propagação da contaminação;

• Na fase de remediação de áreas contaminadas, estes métodos podem ser aplicados na avaliação da eficiência dos trabalhos de recuperação pela confirmação das reduções das concentrações dos contaminantes.

Existe uma variedade de métodos geofísicos que podem ser utilizados nos estudos ambientais, porém os principais e mais adequados métodos, que comumente são aplicados à investigação da contaminação do solo e da água subterrânea, são o georradar (GPR), o eletromagnético indutivo (EM), a eletrorresistividade (ER) e a magnetometria.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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