Disciplina: os segredos de quem tem!

A norma NBR ISO 9001 comentada em vídeo
A ISO 9001 não especifica requisitos para bens ou serviços os quais se está comprando. Isto cabe a quem compra definir, tornando claras as suas próprias necessidades e expectativas para o produto ou serviço. A empresa poderia, por exemplo, se referir às especificações do produto, desenhos, normas nacionais e internacionais relativas ao produto, catálogos de fornecedor e outros documentos que julgar apropriados. Clique para mais informações.

Alexandre Prates, especialista em liderança, desenvolvimento humano e performance organizacional

Sou um apaixonado pela área de desenvolvimento humano e um questionamento sempre insistiu em ocupar meu pensamento: Por que as pessoas não utilizam todo o seu potencial? O que as impede de atingirem seus objetivos?

Era muito simplório acreditar que as pessoas não tinham os recursos ou motivos para não chegar lá, pois conheci muitas com possibilidades infinitas de serem bem sucedidas em suas vidas e que, mesmo assim, fracassaram. Pessoas que transbordavam um potencial sem tamanho, deixando muito claro que o problema não estava no potencial, mas, sim, na capacidade de explorar tudo isso.

Foi, então, que identifiquei que o processo de desenvolvimento humano passa três fases: consciência, ação e disciplina. As pessoas fervem de tanta consciência do que precisam fazer. Algumas entram em ação, o que já é um grande diferencial, mas que não garante o sucesso. O êxito está na capacidade de disciplinar-se rumo aos objetivos. Isso é autogestão! Eu tenho estudado muito sobre disciplina e notei que existem alguns fatores que inibem que esse comportamento entre em ação:

  1. Estado atual: Por mais insatisfeitos que estejamos ou por mais que queiramos alguma coisa, temos ganhos em permanecer no estado atual. Afinal, conquistar um objetivo requer novos comportamentos e estes, por sua vez, nos obrigam a encarar o desconhecido. E, geralmente, preferimos permanecer na zona de conforto.
  2. 2. Evidências curtas: O segundo problema está na incapacidade de definirmos evidências reais e palpáveis de desenvolvimento, nos rendendo ao imediatismo que tanto desmotiva o caminhar rumo a nossa meta. Maltratamos o corpo durante 30 anos e queremos resolver tudo em 30 dias. Ninguém emagrece 20 quilos pensando neste total, mas, sim, imaginando o que precisa fazer hoje para emagrecer 2 quilos por mês. Isso é foco! As pessoas confundem foco com meta. Meta é o que eu quero atingir, foco é o que preciso fazer hoje para alcançar a minha meta.
  3. 3. Motivos falsos: Por fim, o terceiro fator inibidor e um dos mais importantes é a visão equivocada do real motivo de se conquistar algo. Uma pessoa, quando busca um objetivo porque deseja fama, frustra-se constantemente, pois coloca as evidências de sucesso na mão do outro. Embora eu não discuta os valores que movem as pessoas, percebo que influenciam (e muito) as conquistas. Quando uma pessoa busca perder peso porque quer impressionar outras ou conquistar alguém, novamente coloca as evidências nas mãos do outro. Imagine se alguma coisa der errado, se essa pessoa começar a namorar, eu vou jogar tudo para o alto porque o objetivo pelo qual eu fazia isso acabou? Eu não preciso buscar a fama, mas posso querer ser o melhor no que faço, destacar-me das outras pessoas, conquistar resultados extraordinários… Isso depende de mim! Ser famoso é consequência. Uma pessoa pode perder peso para ganhar qualidade de vida, ter mais disposição, viver mais e melhor… Isso depende de mim! Ficar mais bonito é consequência. Quando o propósito está claro e vale o esforço, a disciplina naturalmente acontece. Quando o propósito está desconfigurado, as nossas evidências são de curto prazo e os resultados não aparecem, eu me frustro e deixo de seguir em frente.

Avalie todos os pontos citados e descubra o que impede você de seguir em frente. Eu desejo que você discipline-se e conquiste seus objetivos!

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Uma norma para quantificar os gases de efeito estufa (GEE)

Mauricio Ferraz de Paiva

A sociedade está se mobilizando no intuito de serem implantadas medidas para a contenção do aquecimento global, por meio da estabilização da concentração dos gases de efeito estufa (GEE). Nesse sentido, surgiu a NBR ISO 14064, publicada em três partes, que especifica como as organizações podem quantificar e elaborar seus relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa

As medidas de incentivo para o desenvolvimento de práticas ambientalmente responsáveis não só vêm aumentando como a comunidade mundial passou a cobrar, tanto dos entes públicos como dos privados, o efetivo desenvolvimento de projetos e de práticas que contribuam, especialmente, com a redução de GEE. Como resultado dessa mobilização, foi criado, dentre outros mecanismos, o mercado de créditos de carbono, por meio do qual são negociados os créditos de carbono resultantes das ações de reduções de emissões e/ou absorção de GEE, que, atualmente, divide-se em Kyoto Compliance e Non Kyoto Compliance, ou seja, em conformidade com o Protocolo de Quioto ou em desconformidade com esse.

Na verdade, os GEE Gases integrantes da atmosfera, de origem natural ou antrópicos (produzidos pelo homem), que absorvem e reemitem radiação infravermelha para a superfície da Terra e para a atmosfera, causando o efeito estufa. O vapor d’água (H2O), o dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), o óxido nitroso (N2O), o metano (CH4) e o ozônio (O3) são os principais GEE na atmosfera. Existem também na atmosfera GEE totalmente produzidos por atividades humanas, como os halocarbonetos e outras substâncias com cloro e bromo, objeto do Protocolo de Montreal. O Protocolo de Quioto também aborda o hexafluoreto de enxofre (SF6), além de duas famílias de gases: os hidrofluorocarbonetos (HFC) e os perfluorocarbonetos (PFC). Entre os gases do efeito estufa que estão aumentando de concentração, o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso são os mais importantes. O CO2 contribui mais para o aquecimento, uma vez que representa 55% do total das emissões mundiais de gases do efeito estufa. O tempo de sua permanência na atmosfera é, no mínimo, de 100 anos, com impactos no clima ao longo de séculos. Já a quantidade de metano emitida é bem menor, mas seu potencial de aquecimento é 21 vezes superior ao do CO2. No caso do óxido nitroso e dos clorofluorocarbonetos, suas concentrações são ainda menores, mas o poder estufa é, respectivamente, de 310 e 6.200-7.100 vezes maior do que o do CO2.

A norma ISO 14064 objetiva estabelecer procedimentos para a redução dos GEE, notadamente para: promover a consistência, transparência e credibilidade da quantificação, monitoramento, relatórios e verificação de GEE; permitir a identificação e gerenciamento de responsabilidades, recursos e riscos relacionados com os GEE; facilitar o comércio de créditos de GEE, seja Kyoto Compliance e/ou Non Kyoto Compliance; e apoiar projetos, desenvolvimentos e implementações de programas de GEE comparáveis e consistentes.

A norma ISO 14064 compreende três partes. A primeira, focada na especificação e orientação para a quantificação e a elaboração de inventários de emissões de GEE por parte de instituições ou corporações; a segunda, no estabelecimento das regras para projetos, notadamente quanto à quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissão ou melhoria da remoção de GEE; e, a terceira e última, na regulação dos aspectos de validação e certificação de projetos ou instituições. Constituem aspectos relevantes da norma ISO 14064: sua adesão ser voluntária; oferecer uma fundamentação lógica para comprovar os requisitos do projeto, no que diz respeito ao cálculo de quantificação de redução de GEE, permitindo que o proponente escolha livremente a metodologia a ser aplicada, desde que justifique seus cálculos de maneira clara e tecnicamente correta; estimular a criação de novas metodologias; ser aplicável também para o mercado Non Kyoto Compliance ou mercado voluntário, o qual, por não conter regras uniformes definidas, poderá valer-se dessa norma.

Enfim, é uma norma que pode ser usada como um diferencial para as empresas que possuem ou estão desenvolvendo projetos de MDL na busca da credibilidade e transparência do projeto, bem como para a valorização dos seus créditos de carbono. Os objetivos da ISO 14064 são:

• melhorar a confiabilidade ambiental da quantificação de GEE;

• aumentar a credibilidade, a consistência e a transparência da quantificação, do monitoramento e da elaboração de relatórios de GEE sobre reduções de emissões e melhorias de remoções de projetos de GEE;

• facilitar o desenvolvimento e a implementação de planos e estratégias de gerenciamento de GEE de uma organização;

• facilitar o desenvolvimento e a implementação de projetos de GEE;

• facilitar a capacidade de acompanhar o desempenho e o progresso na redução de emissões de GEE e/ou aumento nas remoções de GEE;

• facilitar a concessão de créditos de carbono originados de reduções de emissão ou melhorias de remoção de GEE e sua negociação.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

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