A busca eterna pela excelência empresarial: esse deveria ser o objetivo de qualquer empresa

ISO 9004: em direção ao sucesso sustentado de uma organização
A ISO 9004 fornece requisitos para o sucesso sustentado de uma organização e alcançado através da sua habilidade em atender as necessidades e expectativas dos seus clientes e demais partes interessadas, a longo prazo e de forma equilibrada. O sucesso sustentado pode ser alcançado pela gestão eficaz da organização, através da consciência do ambiente organizacional, pelo aprendizado e pela introdução de melhorias ou inovações, ou ambas. Clique para mais informações.

Um bom jogador e cobrador de pênaltis falha 200.000 vezes em cada um milhão de tentativas. Para ter um nível de excelência operacional ou Seis Sigma, este craque teria que falhar apenas três vezes em cada um milhão de chutes ao gol da marca do pênalti. Desse ponto de vista, parece que a excelência empresarial é quase impossível. Mas não é. Na era da consciência e da informação, a empresa passou a ser entendida como um ser vivo, com a necessidade de conservação e diferenciação, passando por crises de mudança e correndo os mesmos riscos de morte que os outros seres vivos.

A diferença é que a empresa é considerada uma entidade abstrata que tem origem no mundo das ideias ou de um impulso de uma pessoa ou de um grupo. Portanto, não precisa necessariamente morrer, passando a ser uma entidade coletiva que, se entendida como ser vivo, consciente, pode, e deve aprender, a se desenvolver e a transcender no tempo. Assim, todas as transformações sociais, entre elas as organizacionais, devem ser vistas como um processo de aprendizagem e de desenvolvimento acelerado e contínuo. Qualquer empresário, se quiser obter sucesso nos negócios em todos os sentidos, é no ser humano que deve investir, porque ele é a origem de todo o processo de mudança, desde do trabalhador no chão de fábrica até o presidente. Se a organização obtiver a excelência nas pessoas, a excelência empresarial será consequência.

A capacidade desenvolvida para alcançar a excelência empresarial – quando entendida como a qualidade de processar respostas eficazes às diferentes demandas internas e externas – será reflexo direto do desempenho do seu quadro diretivo. Por esta razão, ao iniciar-se um processo de melhoria de qualidade e produtividade, além de repensar-se nas diferentes culturas predominantes, as primeiras ações práticas serão uma completa avaliação do perfil gerencial existente. Nesse sentido, o que se quer é buscar a identificação dos elementos fundamentais que servirão de base à consolidação do projeto de implementação do modelo de gestão adotado.

Algumas empresas com um bom padrão de desempenho, isto é, que se possuem uma gestão centrada na excelência empresarial, além de uma ação integrada e sinérgica entre seus colaboradores, estão em constante renovação, preparando-se para enfrentar as turbulências do aumento desenfreado da competitividade. Normalmente, elas possuem algumas coisas em comum. Têm uma definição clara e simples da filosofia e dos princípios norteadores da sua gestão bem como a disseminação e a reciclagem desses valores entre todas as pessoas que compõem a empresa.

Igualmente, possuem um ótimo esquema de planejamento a nível estratégico, tático e operacional, uma comunicação transparente entre o executivo principal e seus gerentes, entre estes e os níveis de supervisão, e entre os supervisores e o nível operacional. Assim, valorizam uma postura voltada para a excelência em termos de: qualidade de métodos, sistemas e processos, e aplicação de modelos organizacionais que incentivem e permitam a flexibilidade, a criatividade e o autocontrole das pessoas.

Seu processo de gestão de pessoas está voltado para as competências individuais como condição necessária, porém não suficiente para o alcance dos resultados, e há em toda a organização uma constante preocupação com a satisfação do cliente. O clima organizacional é desafiante e motivador que favoreça o surgimento de empreendedores internos e os sistemas de controle e avaliação individual e coletivo são baseados em resultados. Por fim, seus processos de treinamento dá ênfase no desenvolvimento do talento das pessoas e sempre aplicando novas metodologias educacionais ajustadas à cultura e realidade da empresa e há uma forte e constante preocupação com o meio ambiente e social.

Já o modelo de excelência da gestão da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) está alicerçado sobre um conjunto de conceitos fundamentais e estruturado em critérios e requisitos inerentes à excelência em gestão. Os fundamentos da excelência expressam esses conceitos reconhecidos internacionalmente e que são encontrados em organizações líderes de classe mundial. Além disso, utiliza-se o conceito de aprendizado e melhoria contínua, segundo o ciclo de PDCL (Plan, Do, Check, Learn). E quais os conceitos de cada fundamento para uma empresa atingir um alto desempenho?

Pensamento Sistêmico – Entendimento das relações de interdependência entre os diversos componentes de uma organização, bem como entre a organização e o ambiente externo.

Aprendizado Organizacional – Busca e alcance de um novo patamar de conhecimento para a organização por meio da percepção, reflexão, avaliação e compartilhamento de experiências.

Cultura de Inovação – Promoção de um ambiente favorável à criatividade, experimentação e implementação de novas ideias que possam gerar um diferencial competitivo para a organização.

Liderança e Constância de Propósitos – Atuação de forma aberta, democrática, inspiradora e motivadora das pessoas, visando o desenvolvimento da cultura da excelência, a promoção de relações de qualidade e a proteção dos interesses das partes interessadas.

Orientação por Processos e Informações – Compreensão e segmentação do conjunto das atividades e processos da organização que agreguem valor para as partes interessadas, sendo que a tomada de decisões e execução de ações deve ter como base a medição e análise do desempenho, levando-se em consideração as informações disponíveis, além de incluir os riscos identificados.

Visão de Futuro – Compreensão dos fatores que afetam a organização, seu ecossistema e o ambiente externo no curto e no longo prazo.

Geração de Valor – Alcance de resultados consistentes pelo aumento de valor tangível e intangível de forma sustentada para todas as partes interessadas.

Valorização das Pessoas – Criação de condições para que as pessoas se realizem profissional e humanamente, maximizando seu desempenho por meio do comprometimento, do desenvolvimento de competências e de espaços para empreender.

Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado – Conhecimento e entendimento do cliente e do mercado, visando a criação de valor de forma sustentada para o cliente e, consequentemente, gerando maior competitividade nos mercados.

Desenvolvimento de Parcerias – Desenvolvimento de atividades em conjunto com outras organizações, a partir da plena utilização das competências essenciais de cada uma, objetivando benefícios para ambas as partes.

Responsabilidade Social – Atuação que se define pela relação ética e transparente da organização com todos os públicos com os quais ela se relaciona. Refere-se também à inserção da empresa no desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para gerações futuras; respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais como parte integrante da estratégia da organização.

E como está a empresa em relação a cada uma das dimensões apontadas? O que se pode fazer para consolidar e/ou reorientar a empresa na direção da excelência empresarial? Se a empresa tiver pontos de imperfeição relacionados aos aspectos organizacionais abordados, é sinal de que ela é uma empresa normal. Se há um desejo de contribuir para aperfeiçoá-la, a sugestão é trabalhar junto aos colaboradores com intervenções objetivas, integradas e participativas criando sinergia participativa entre todos.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Conferência sobre inovação em Fortaleza (CE)

ANPEI

Entre os dias 20 a 22 de junho a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) irá realizar XI Conferência Anpei, em Fortaleza (CE), em será debatida a inovação mundial e seus reflexos no Brasil. O tema “Redes de Inovação e Cadeias Produtivas” traz à tona a discussão sobre a cadeia de valor e os processos de trabalho, funcionalmente integrados. Para Mário Barra, coordenador da Conferência, entende-se que uma cadeia requer investimentos capazes de torná-la inovadora, melhorando assim a competitividade e o resultado do produto final. “O sucesso e a competitividade de um setor e de uma indústria depende diretamente dessa evolução e da integração do grau de integração em cadeias produtivas”, afirma.

Entre os assuntos discutidos pelos estimados 800 participantes nacionais e internacionais, o destaque será dado para a formação de redes de inovação e a importância dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados pelas empresas, formação de recursos humanos e sustentabilidade, bem como o papel desempenhado pelo governo e universidades, além de entidades parceiras e o meio empresarial. De acordo com Barra, um dos objetivos desta edição é propor uma extensa reflexão sobre as vantagens oferecidas pela região Nordeste ao empresariado e aos gestores da inovação. Vale lembrar também a necessidade de tornar o país cada vez mais competitivo, perante a concorrência global. Atingir elevados níveis de competitividade tanto para pequenas, médias quanto para grandes empresas, contemplando ainda a agregação de valor e a fixação desses ganhos à sociedade local e regional, com reflexos em todo o país são algumas metas a serem objetivadas.  Mais informações e inscrições em www.anpei.org.br ou envie mensagem para anpei@anpei.org.br – (11) 3842-3533

Foram 72 casos de sucesso recebidos e avaliados de acordo com os critérios de elegibilidade – aderência ao tema, resultados da inovação e clareza do texto – e atratividade – originalidade, ineditismo, abrangência e possibilidade de replicação prática empresarial. 40 deles foram selecionados e serão apresentados durante a XI Conferência, sendo os da Embraco, Grupo Fleury, PISCIS e Rhodia, por seu destaque, em sessão plenária. Conheça os conteúdos dos quatro trabalhos:

Embraco: microcompressor para aplicação em variadas áreas

Líder mundial no mercado de compressores herméticos para refrigeração, a Embraco desenvolveu em sua área de novos negócios um microcompressador com potencial de aplicação em várias áreas como, por exemplo, para refrigeração de equipamentos eletrônicos, para refrigeradores instalados no interior dos veículos, para transporte e armazenamento de vacinas e transplante de órgãos, cobertores tremicos, roupas, cantis e equipamentos, refrigeradores portáteis e gavetas refrigeradas, entre outros. A pesquisa começou em 2004, após ser procurada pela Intel para desenvolvimento de uma nova tecnologia para atender a necessidade de refrigeração para computadores. No entanto, a miniaturização já estava prevista no primeiro planejamento tecnológico da Embraco, elaborado em 2003.

Entre as principais vantagens do microcompressor estão a ausência de óleo, o que contribui para proteção do meio-ambiente, o baixo consumo de energia com alta capacidade de refrigeração, a possibilidade de trabalhar em qualquer posição sem interferência em seu posicionamento e sua portabilidade. Foram depositadas nove patentes de invenção e quatro depósitos de desenho industrial, destacando o produto como inovador em sua categoria. O microcompressor está em fase de implementação, mais especificamente na etapa de certificação junto aos institutos responsáveis. A linha piloto terá capacidade produtiva estimada de 10 mil unidades por ano. A Embraco investe 3% da receita líquida anual em P&D. São 1030 cartas-patentes, mais de 40 laboratórios e 450 profissionais dedicados a essa atividade, além de parcerias estratégicas com universidades e institutos de pesquisa em vários países.

Grupo Fleury: Teste de diagnóstico para detecção do Influenza A H1N1

O Grupo Fleury, primeiro laboratório multidisciplinar do Brasil, foi pioneiro na implantação no mercado nacional do teste molecular para detecção do vírus Influenza A H1N1, causador da gripe suína. As proporções alcançadas pela epidemia obrigaram o Ministério da Saúde a racionalizar a distribuição e as indicações de uso da única droga disponível para o tratamento do vírus influenza, reservando-a apenas para os grupos com maior risco de evoluir para formas graves. Os métodos para detecção rápida do vírus eram limitados ou trabalhosos, por isso o Grupo Fleury optou por desenvolver um teste de detecção molecular do vírus, cujo desafio era apresentar amostras positivas para sua validação, que foram obtidas após ativação das redes de pesquisa, incluindo instituições privadas e públicas (universidades, órgãos de saúde governamentais, hospitais privados).

Entre julho e setembro de 2009, foram analisados 2440 pacientes com suspeita de infecção pelo vírus influenza A H1N1, dentre os quais, 204 também avaliados por imunofluorescência direta Desses 35,1% dos caos foram positivos para H1N1sw. O teste molecular desenvolvido foi capaz de identificar todos os vírus da família influenza A, sensível, específico, rápido e robusto para o diagnóstico do vírus H1N1 suíno, teste validado em tempo recorde e disponibilizado à população em cinco hospitais da cidade de São Paulo com preço abaixo do valor de custo.

Nos casos em que foi descartada a hipótese de gripe suína, dispensou-se o uso de medicações antivirais, o que evitou exposição desnecessária de pessoas às drogas, além de utilização mais eficiente dos escassos recursos terapêuticos em questão. Foi também estabelecido fluxo específico de comunicação dos casos positivos aos órgãos de saúde governamentais, responsáveis pelo tratamento dos infectados. Após o lançamento do produto, outros centros usaram o Fleury como benchmark para desenvolvimento do teste em questão, com disseminação dos benefícios à sociedade.

PISCIS: Aproveitamento econômico de resíduos provenientes do processamento da tilápia

O Ceará produz cerca de 20 mil toneladas de tilápias por ano, sendo que 10% desse volume são vísceras, resíduo poluente que afeta negativamente o meio-ambiente e o segmento da piscicultura. Para reduzir os impactos ambientais provenientes da produção de peixes em escala e realizar o aproveitamento econômico dos resíduos proveniente do processamento da tilápia, a PISCIS criou, a partir de estudos e pesquisas, um sistema de coleta, transporte e processamento das vísceras desse peixe, que permite a retirada integral do resíduo das margens dos açudes.

A conscientização dos produtores de tilápias possibilitou que fossem instalados quiosques de coleta nos locais de despesca para o transporte diário dos resíduos para sede da PISCIS. As vísceras são submetidas a um processo químico que separa o óleo, água e borra e não agride ao meio-ambiente. Todos os produtos obtidos nesta separação são aproveitados para alimentação animal e/ou agricultura. O principal é o óleo da tilápia, que oferece diferencial nutricional em comparação a outras fontes de energia (óleos de origem vegetal) para uso em rações animais, por conta do alto teor de Omega6 e por tratar-se de óleo insaturado. O óleo vem sendo comercializado desde 2009.

Atualmente a empresa coleta mensalmente cerca de nove toneladas de vísceras junto aos produtores do açude Castanhão, localizado no município de Jaguaribara – CE. A PISCIS, incubada do Instituto CENTEC – Instituto Centro de Ensino Tecnológico, foi constituída no ano de 2009 tendo como origem pesquisas sobre o aproveitamento de resíduos de peixes iniciados a partir de 2006.

Rhodia: Inovação dual na cadeia produtiva de plásticos de engenharia

A Rhodia apresenta em primeira mão na XI Conferência Anpei o processo de inovação em redes e junto à cadeia produtiva. Trata-se do desenvolvimento de uma nova plataforma tecnológica em plásticos de engenharia, concebida em uma rede de P&D, coordenada por pesquisadores brasileiros, com o envolvimento de clientes e fornecedores na cadeia produtiva. O produto é uma formulação polimérica complexa destinado a diversas áreas, a partir do qual abraçadeiras, tomadas, interruptores, clips, válvulas especiais e outras peças de geometria complexa são injetadas. Nos mercados automotivo e eletroeletrônico, por exemplo, o principal atributo a ser assegurado é a elevada resistência mecânica de suas peças, ao mesmo tempo em que a capacidade do material de preencher os moldes de maneira completa e homogênea.

O novo produto tem como base uma formulação especial de poliamida lubrificada e estabilizada, com altíssima fluidez e desempenho nos equipamentos e aumento significativo de produtividade nos processos de injeção dos clientes da cadeia produtiva. As novas temperaturas de processamento permitem a redução de consumo energético. Por exemplo, a economia de energia anual proporcionada em uma empresa que possua 40 injetoras, é suficiente para iluminar 657.600 lâmpadas de 100 W, ou energizar 8.220 chuveiros elétricos / 240.000 TV’s de LCD.

A inovação garantiu investimentos significativos para que o Brasil pudesse aumentar a capacidade de produção do polímero, assegurando o fornecimento ao mercado regional, mas também transformando a operação brasileira em plataforma de exportação da Rhodia para o mundo.

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