O setor de rochas ornamentais e seus impactos na sociedade

AGENDA DE CURSOS TÉCNICOS (Clique no curso para mais informações)

Transporte de Produtos e Resíduos Perigosos: Legislação, Riscos e Soluções – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos, prejuízos e atender a legislação em vigor – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Aspectos Ambientais Regulamentados – As Novas Legislações e Tendências no Brasil – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas), as rochas ornamentais e de revestimento, também designadas pedras naturais, rochas lapídeas, rochas dimensionais e materiais de cantaria, abrangem os tipos litológicos que podem ser extraídos em blocos ou placas, cortados em formas variadas e beneficiados através de esquadrejamento, polimento, lustro, etc. Seus principais campos de aplicação incluem tanto peças isoladas, como esculturas, tampos e pés de mesa, balcões, lápides e arte funerária em geral, quanto edificações, destacando-se, nesse caso, os revestimentos internos e externos de paredes, pisos, pilares, colunas, soleiras, etc.

Estima-se movimentação de US$ 18 bilhões/ano nos mercados internos dos países produtores, de US$ 12 bilhões/ano com a comercialização de materiais brutos e beneficiados, no mercado internacional, bem como de US$ 10 bilhões/ano para negócios com máquinas, equipamentos, insumos, materiais de consumo e prestação de serviços. A alavancagem de atividades pode ser examinada ao referir-se que a produção mundial de rochas ornamentais e de revestimento evoluiu de 1,5 milhões de t/ano, na década de 20, para um patamar atual de 65 milhões de t/ano.

Tal incremento foi determinado tanto por novos tipos de utilização das rochas ornamentais nas paisagens urbanas, principalmente no que se refere a obras de revestimento, quanto por novas tecnologias de extração, manuseio, transporte e beneficiamento de blocos. Os avanços tecnológicos permitiram o aproveitamento e difusão de diversas rochas anteriormente não comercializadas, enquanto as novas utilizações viabilizaram soluções estéticas e funcionais muito interessantes e confiáveis na construção civil.

Cerca de 80% da produção mundial é atualmente transformada em chapas e ladrilhos para revestimentos, 15% desdobrada em peças para arte funerária e 5% para outros campos de aplicação. Aproximadamente 60% dos revestimentos referem-se a pisos, 16% a fachadas externas, 14% a interiores e 10% a trabalhos especiais de acabamento.

Os mármores representam, na atualidade, cerca de 45% da produção mundial, com 40% atribuídos aos granitos, 5% aos quartzitos e similares, e 5% às ardósias. A participação dos granitos elevou-se de um patamar de 15% no princípio da década de 50, para 22%, na de 70, 38% em meados da década de 80, até os atuais 40%, incrementando a demanda global sem restringir a utilização dos mármores.

Os blocos extraídos nas pedreiras têm volume variável entre 5 m3 e 8 m3, podendo atingir, excepcionalmente, 12 m3. Materiais especiais, com alto valor comercial, permitem, no entanto, o aproveitamento de blocos a partir de 1m3. As dimensões-padrão especificadas variam de 2,4 x 1,2 x 0,6 m (1,73 m3) a 3,3 x 1,8 x 1,5m (8,91 m3). Rochas com planos preferenciais de partição paralelos, como quartzitos e ardósias, são lavradas pela extração direta de placas no maciço.

Os mármores mais categorizados são os de massa fina, tanto brancos quanto desenhados coloridos, muito apreciados para arte estatuária e outras peças isoladas de acabamento e mobiliário. Entre os granitos, verifica-se, atualmente, melhor aceitação para os amarelos movimentados (tipo juparaná), brancos (tipo bianco cardinalle, cotton, cashmere) e movimentados multicores (tipo Sul de Minas e Bahia), além, é claro, dos azuis (azul bahia e azul macaúbas).

Um estudo denominado “A Inovação Tecnológica no Setor de Rochas Ornamentais: Uma Solução para Redução dos Rejeitos do Processo Produtivo no Meio Ambiente”, sem nome do autor, revelou que a atividade extrativista mineral extrai recursos que são encontrados no subsolo e isso é executado nas jazidas, que são as fontes dos recursos minerais, onde se removem blocos de mármore e granito. Quanto ao ciclo produtivo do setor de rochas ornamentais destacam-se a extração, o beneficiamento primário e o beneficiamento final. Na extração ocorre a remoção da matéria prima dos maciços rochosos. O produto final são blocos retangulares com variadas dimensões. A fase em questão é de atividade mineral e para chegar à extração do bloco ocorreram anteriormente fases prévias, tais como prospecção, pesquisa mineral e de lavra visando dimensionar e melhor conhecer a mina onde se encontra o mineral em questão.

O beneficiamento primário, segunda fase, muitas vezes chamado de serragem, é o momento onde o bloco já extraído é cortado em chapas, fase esta que representa a primeira etapa do processo de beneficiamento. A terceira fase é a do beneficiamento final¸ onde o beneficiador dará um toque final ao produto de acordo com a demanda dos clientes finais, em que existe uma elaboração mais refinada do produto que foi extraído, cortado e agora trabalhado mais em detalhe.

A extração nas jazidas minerais de mármore e granito ocorre a céu aberto, são obtidos blocos com dimensões médias de 1,85 x 2,85 x 2,10 metros, pesando em torno de 28 toneladas, estas medidas podem variar em função de um melhor aproveitamento do material durante a extração e também visando uma melhor forma de transporte das jazidas aos centros de beneficiamento primário.

Grande parte das jazidas em atividade deposita seu material inútil (rejeitos de mármore e granito, que possuem diferentes tamanhos) em áreas diversas sem controle algum. Esses locais de depósito de rejeitos são conhecidas como bota fora. Os resíduos possuindo dimensões variadas são acondicionados sem controle formando verdadeiras montanhas de restos de mármore e granito. Eles são ainda dispostos de forma clandestina em lagoas e drenagens, obstruindo canais ou mesmo soterrando córregos, riachos comprometendo assim os recursos hídricos locais de forma imediata além de toda a fauna e flora existente.

No médio prazo, esse problema ganha escala importante em termos de impacto ambiental negativo atingindo também os recursos hídricos regionais. Uma das soluções para este problema seria a diminuição ou mesmo a eliminação destes rejeitos através do uso de tecnologia limpa. Existem duas tecnologias que são mais usadas atualmente no Brasil, a tradicional, mais poluente, conhecida como a tecnologia de fio helicoidal e a outra menos poluente, que chamaremos de tecnologia limpa, conhecida como tecnologia de fio diamantado ou de continuo, pois para obtenção dos blocos nas jazidas a fase de cortes não são interrompidos até que se atinja o ponto de alcance final de equipamento em determinado local da rocha.

A tecnologia do fio helicoidal é composta de três fios de aço trançados em forma de helicóide, sendo estes puxados por um motor e correndo por roldanas. É também usado uma lama abrasiva para a operação de corte, composta por 70% de água e 30% de areia quartzosa. Ela serve tanto para cortar o granito ou mármore, como para resfriar os fios. Esta tecnologia tem uma velocidade relativamente baixa, variando de 1 a 2 m²/ hora, sendo necessário no início do corte aproximadamente 960 litros de água/m².

A tecnologia de fio diamantado também é tracionado por um motor com roldanas, entretanto sua velocidade de corte varia 3 a 5 m²/ hora para os granitos, sendo consumido nesse processo em média 500 litros de água/m². O processo de corte acontece pela ação abrasiva dos anéis ou pérolas com grãos de diamante, dispostos ao longo do fio, sendo que estes tencionam sobre o bloco rochoso, acontecendo o corte pelo fio tencionado em alta velocidade de translação que vai girando em contato com o bloco e cortando-o com uma precisão considerável.

Além dessas vantagens é importante destacar que a tecnologia do fio diamantado se comparado com a do fio helicoidal, modelo tradicional usado no país, necessita, para sua implantação, de menos obras de fundação; o investimento de base é quatro vezes menor; e a área utilizada para instalação do equipamento de corte pode chegar a um quarto em relação ao modelo tradicional.

O pó produzido pela serragem das rochas causa uma doença chamada silicose, que é provocada pela poeira da sílica que aspirada pelo funcionário provoca fibrose intersticial no pulmão. Com o processo de corte com fio diamantado esses problemas podem ser minimizados, já que ocorre uma redução importante na geração de resíduos melhorando assim o ambiente de trabalho, visto que o processo é totalmente automatizado e durante o corte é usado apenas água gerando menos impacto negativo ao meio ambiente e ao trabalhador.

Ainda em relação à saúde e segurança do trabalho o processo em questão se realiza com um nível reduzido de ruído, gerando menos stress tanto para os trabalhadores da empresa quanto para a população próxima. Em relação às questões ambientais os resíduos gerados por este tipo de atividade são um problema de grande magnitude enfrentado pelas empresas desse setor. Eles são na realidade constituídos de desperdícios de pedras, isto é, pedaços de pedra com menor qualidade ou com pouco valor comercial e as lamas, estas se caracterizam como sendo a massa mineral resultante do processo de extração citado anteriormente no texto.

A lama produzida no processo de extração gerada pelo processo tradicional, gera destruição do solo agrícola e florestal, alteração nas condições de drenagem do solo, poluição do ar, modificação e destruição da paisagem natural causando impacto visual. Pode-se concluir que a tecnologia de corte com fio diamantado possui um processo de corte mais rápido, produtos com qualidade superior (pois diminui os danos no material) e seus cortes são mais precisos, sendo também importante mencionar que este diminui consideravelmente os desperdícios de material gerando desta forma menos danos ao meio ambiente pelo fato de uma diminuição importante na geração de resíduos causados pela atividade em questão.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002095953440

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Carta aberta do Instituto Brasileiro de Consultores de Organização (IBCO)

Consultoria sem aspas

Mais uma vez devemos vir a público para expressar nosso descontentamento e perplexidade e para fazer os devidos esclarecimentos à sociedade, alertando-a sobre as diferenças que existem entre o consultor de organização (ou de gestão ou consultor empresarial) verdadeiramente profissional daqueles que simplesmente mascaram as suas verdadeiras atividades por trás do nome consultoria. A atividade de consultoria tem recebido grande cobertura dos meios de comunicação nas últimas semanas. É preciso não a confundir com consultoria de organização.

Conforme definem os Estatutos do IBCO, entende-se por consultoria de organização a atividade que visa a investigação, identificação, estudo e solução de problemas, gerais ou parciais, atinentes à estrutura, ao funcionamento e à administração de empresas e entidades privadas ou estatais. Compreende a indicação dos métodos e soluções serem adotados e a criação de condições para a sua implantação nas organizações assessoradas. É exercida por consultores de organização, que são os profissionais, qualificados por instrução superior e experiência específica, cuja principal atividade é a prática de consultoria de organização, acima referida, de forma continuada e nitidamente predominante sobre outras eventuais atividades que porventura exerça.

Assim sendo, é mister não confundir uma atividade de tal natureza com outras que convenientemente se autointitulam de “consultoria”. Há, no Brasil, milhares de empresas de consultoria e de consultores independentes que atuam profissionalmente dentro dos conceitos acima expressos. Aqueles que são membros do IBCO pautam a sua conduta pelo Código de Ética do Instituto, prescrito para a atividade, assim como de outras entidades similares mundo afora. Todos atuam em respeito às legislações locais, como atividade econômica reconhecida.

Ética e competência são a base em que apoiamos a nossa atividade profissional. Há mais de 40 anos que defendemos estes princípios. A tristeza toma conta toda vez que vemos como o nome da Consultoria é envolvido em práticas que são o oposto do que defendemos. Mas não desanimamos e continuaremos a defender tais princípios na esperança de que estejamos contribuindo para que a sociedade encontre os meios de distinguir entre aqueles que são verdadeiros profissionais de consultoria daqueles que continuamente tentam tirar proveito das circunstâncias para benefício próprio.

Novo código brasileiro de mineração: o que muda e o que melhora

Leonardo A. F. Palhares e Caio Iadocico de Faria Lima

Após sofrer com os efeitos de um regulamento publicado há mais de 43 anos, o setor minerário brasileiro enfim dá mostras de novos ares e, ao que tudo indica, o envelhecido Código de Mineração Brasileiro (Decreto-Lei nº 227, de 28 de fevereiro de 1967, regulamentado pelo Decreto presidencial nº 62.934, de 02 de julho de 1968) deve ceder lugar em breve a uma nova Lei que disciplinará a mineração no país. O Ministério de Minas e Energia (MME) se propôs a atualizar as regras da atividade com a colaboração de representantes do setor e da sociedade civil e, apesar do projeto ainda não ter sido divulgado, a expectativa é que o setor enfrente duas relevantes mudanças: (i) a desburocratização dos trâmites para a viabilização da produção e (ii) a imposição de obrigações ambientais às companhias mineradoras.

O projeto do MME, segundo informações do setor, deverá trazer reorganização profunda das instituições estatais e procedimentos relacionados à exploração mineral no Brasil. Em linhas gerais, o Departamento Nacional de Produção Mineral será extinto e substituído por dois órgãos com poderes específicos e complementares: a Agência Reguladora de Mineração e o Conselho Nacional de Política Mineral.

À Agência Reguladora de Mineração incumbiria a tarefa de promover a regulação e a fiscalização da atividade de mineração no país. Sua criação teria como objetivo trazer maior eficiência à regulação do setor, que passaria a contar com os poderes de uma entidade nos moldes das agências reguladoras, a exemplo de outros setores da economia nacional. O Conselho Nacional de Política Mineral, por sua vez, concentraria a competência de desenvolver e propor diretrizes e ações ao setor. Além disso, esse órgão teria como principal atividade a capacidade de, com base no trabalho de especialistas na área, sugerir ao Presidente da República políticas públicas aplicáveis ao setor minerário no Brasil.

A criação dos órgãos acima citados consolidará novos planos de pagamento pelo direito de exploração da mineração e, com isso, haverá captação de recursos superior à atual, de modo a equilibrar a distribuição dos lucros entre os participantes deste mercado. Ademais, considerando que à data de publicação do atual Código de Mineração (1967) ainda não havia discussões relevantes acerca da proteção ambiental, o novo projeto em discussão deve enfim suprir tal lacuna e prever importantes medidas para minimizar os impactos da atividade minerária no meio ambiente.

Neste sentido, o projeto do governo deverá regular a necessidade e licenciamento ambiental por parte das companhias que exploram a produção de minérios, além de ter como objeto a estruturação de mecanismos de apoio à sustentabilidade da mineração em todas as suas etapas. Este é um dos pontos mais aguardados do projeto.

Leonardo A. F. Palhares e Caio Iadocico de Faria Lima são respectivamente sócio e advogado do Almeida Advogados – www.almeidalaw.com.br

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002095953440