Uma moto polui até quatro vezes mais do que um carro

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Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) decidiu que as motocicletas fabricadas no Brasil terão limites de emissão de poluentes mais rigorosos a partir de 2014. A medida alcançará até as motos importadas. Os novos limites colocarão o país no mesmo nível de tolerância já adotado por Europa, Estados Unidos e Japão. Igualmente, um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que até 2017 haverá mais motos do que carros nas ruas. E parte da frota ainda polui até quatro vezes mais do que carros. Em 2014, entrará em vigor a fase quatro do programa, com limites ainda mais rigorosos já indicados para 2016. Na verdade, quando o programa de controle de emissões veiculares foi criado, em 1986, a moto quase não foi levada em conta e atualmente elas já circulam quase em igual número. Uma moto tem uma vida útil mais curta. Um caminhão ruim dura 30 a 40 anos e uma moto na mão de um motoboy dura cerca de 5 anos. Assim, a velocidade de renovação é maior.

Para James Wright, coordenador do Programa de Estudos do Futuro e do MBA Executivo Internacional da Fundação Instituto de Administração, o governo tem colocado em vigor uma política de incentivos e renúncia fiscal em estímulo à venda de motocicletas, que atingiram 1,8 milhões de unidades vendidas em 2010. “Esta é uma política equivocada, que anda na contramão do bem estar ambiental, da saúde, da segurança e da competitividade do país. Além do custo social e econômico desta política, perde-se uma oportunidade de ouro para estimular o empreendedorismo local e o surgimento de tecnologia nacional numa nova área de negócios, pois o governo não sabe pensar o futuro; só toma medidas politicamente convenientes, sem saber avaliar conseqüências e oportunidades de médio e longo prazo. Incentivar motocicletas e scooters elétricas seria uma opção muito mais inteligente e alinhada com as necessidades futuras de nossas cidades”.

Para ele, as motocicletas convencionais de pequeno porte movidas a gasolina normalmente poluem mais do que o dobro de um automóvel, de acordo com estudos da Cetesb. Contribuem assim para agravar a poluição atmosférica nas grandes cidades, agravando doenças respiratórias que causam perda de dias de trabalho, gastos em hospitais públicos, aposentadorias precoces e sofrimento humano.

“No Brasil as motos estão envolvidas em 25% dos acidentes fatais, segundo dados do Ministério da Justiça”, acrescenta. “A taxa de óbitos em acidentes com motocicletas subiu 83% entre 2002 e 2006; é uma epidemia que está dizimando a nossa juventude. Mata em especial os motoboys, na sua maioria jovens trabalhadores que se esforçam para ganhar o dia entregando encomendas pela cidade, arriscando suas vidas em uma corrida frenética todo dia. Como rodam em média mais de 200 km por dia, um veículo deste gera cerca de cerca de oito vezes mais poluição atmosférica do que um carro de passeio que rode 50 km por dia”.

Wright complmenta dizendo que um acidente gera custos de atendimento emergencial, internação hospitalar, perda de rendimentos e custos previdenciários. A sociedade perde ainda com o desperdício de todo o potencial produtivo daquele jovem trabalhador, e a sua família sofre a perda de um ente querido. Nas grandes metrópoles, o corpo do motoqueiro estendido no chão gera, além do custo direto de atendimento medico e hospitalar, filas e engarrafamentos de vários quilômetros, em muitos casos com duração de uma hora ou mais. O engarrafamento e a lentidão do transito geram mais consumo de combustível nos carros parados, horas de trabalho perdidas e ainda mais poluição atmosférica dos automóveis parados. Esta triste combinação de efeitos resulta em custos elevados para a sociedade, tanto em custos econômicos diretos como indiretos.

“Mas há soluções, desde que olhemos para o futuro e analisemos erros e acertos dos outros. Estávamos na China em 2007, em plena viagem de estudos com executivos brasileiros, quando o governo proibiu peremptoriamente a circulação de motos movidas a gasolina nas cidades de Beijing, Shanghai e Guangzhou. A medida autoritária criou grandes transtornos para milhões de usuários de motos, que de imediato tiveram que reverter para o deficiente sistema de transporte público urbano. Mas já nas viagens de estudos de 2009 e 2010, nos deparamos com milhões de pequenas motos e scooters elétricas, circulando de maneira silenciosa e segura, a velocidades de 30 a 40 km por hora. São produzidas por empresas chinesas, a preços populares, e criaram toda uma nova área de negócios para empresários locais, que venderam algo como 20 milhões de unidades no ano passado. Melhor ainda, em 2010 a poluição atmosférica estava sensivelmente menor, em todas estas cidades, não só em Beijing, sede das olimpíadas, mas também em Shanghai e Guangzhou. Nesta última, o governo municipal anunciou uma redução de 40% nos acidentes de transito”.

Ele acha que no Brasil pode-se aprender com esta experiência. “Podemos evitar medidas autoritárias que causem prejuízos para o público e para as indústrias estabelecidas, mas se tivermos uma visão abrangente de planejamento para criar o futuro, podemos criar políticas que induzam ao desenvolvimento na direção desejada. Basta sair da contramão em que o governo se colocou, e criar uma legislação com impostos crescentes nos próximos cinco anos sobre o registro e circulação destes veículos poluidores e perigosos, e em paralelo criar fortes incentivos para o desenvolvimento tecnológico e o uso de motocicletas elétricas, com velocidade limitada a cerca de 50 km por hora. Os impostos crescentes permitem recuperar seus custos incorridos pelo conjunto da sociedade, e os incentivos induziriam a oferta e a compra de uma nova geração de motos elétricas. As motos esportivas, de maior porte e custo mais elevado, poderão incorporar equipamentos antipoluição mais sofisticados e caros, similar ao dos automóveis, e coerentemente com seu maior porte, deverão submeter-se no transito às mesmas regras dos automóveis, tornando-se assim mais seguras.

O resultado desta nova política será o surgimento de uma indústria local de veículos elétricos simples, que trará uma oportunidade única de desenvolver este setor sob novo paradigma tecnológico, ainda não dominado pelas grandes empresas internacionais. Com sua matriz energética com forte participação hidrelétrica, grandes conglomerados urbanos, novas tecnologias de redes inteligentes e uma população que carece de transporte individual de custo accessível, o Brasil é o país ideal para ser o líder mundial nesta área, mas já estamos deixando escapar mais esta oportunidade”.

Na opinião do especialista, poderia se ter no Brasil daqui a cinco anos um cenário de cidades com atmosfera menos poluída, menos barulho e stress, mais segurança para a população, e forte redução dos custos sociais do uso de motos. “Teríamos novas indústrias nacionais de motocicletas elétricas, baterias e peças adequadas ao nosso contexto, disputando um novo mercado global em condições mais favoráveis. Desenvolver a tecnologia de pequenas motos elétricas será mais accessível aos novos empreendedores brasileiros do que competir no sofisticado mercado global de automóveis. É a chamada “Estratégia do Oceano Azul” aplicada à política pública; encontrar e oportunidades de atuar de maneira inovadora em novos espaços competitivos não disputados. Para isso, nossos governantes precisam aprender a prospectar o futuro, analisar tendências sociais e tecnológicas, formular cenários alternativos e avaliar e selecionar as políticas mais eficazes”, conclui.

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Pesquisa: carvoarias clandestinas alimentam a indústria do aço no Pará

carvoarias

Uma pesquisa a ser publicada no dia 22 de junho, do Observatório Social, coordenada pelo jornalista Marques Casara, vai revelar dados vergonhosos na produção do aço no Brasil. A pesquisa começou em Nova Ipixuna (PA). Lá, no dia 24 de maio, foram assassinados José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, que denunciavam a devastação da floresta para produzir carvão e madeira. Em algumas siderúrgicas do polo de Carajás, grandes exportadoras de ferro gusa usam carvão do desmatamento e do trabalho escravo nos processos produtivos. A prática contamina toda a cadeia produtiva do aço e chega a montadoras de veículos, fabricantes de eletrodomésticos, de aviões e de computadores. A pesquisa detalha como operam grupos criminosos do qual fazem parte empresários, políticos e servidores do governo do Pará.

Em seu trabalho, Casara mostra que em algumas siderúrgicas, o uso do carvão ilegal sustenta mais da metade de toda a produção. Essa conclusão foi possível após a obtenção de dados referentes à produção anual de cada siderúrgica em 2010. Essas informações eram mantidas em sigilo para evitar o cruzamento de dados e a obtenção do índice de ilegalidade. A fraude acontece por meio da compra de carvão esquentado por mecanismos de fraude diretamente ligados à corrupção nos órgãos de fiscalização. Grandes siderúrgicas exportadoras estão envolvidas, como Cosipar, Sidepar, Margusa e Gusa Nordeste.

A pesquisa revela ainda diversos casos nos quais o carvão é entregue sem documento ou com o uso de documentos forjados e como governos municipais e o governo estadual é conivente com crimes ambientais e trabalhistas, muitas vezes usando aparatos de Estado para acobertar ações criminosas que tem o objetivo de devastar áreas de preservação ambiental e terras indígenas. Outro ponto de destaque no estudo é o passo a passo de como operam grandes complexos carboníferos usados para lavar carvão ilegal para as siderúrgicas. É o caso, por exemplo, da Indústria de Carvão Vegetal Boa Esperança, que controla 96 fornos no município da Jacundá (PA). Em março de 2011 a empresa declarava ter, no pátio, 325 MDC de carvão. A contagem forno e forno, realizada por fiscais do IBAMA, mostrou que a empresa, de fato, só tinha 113 MDC de carvão. A diferença entre 113 e 325 (212) é usado para lavar carvão proveniente de carvoarias clandestinas, que retira a madeira de áreas de preservação e usa trabalhadores em condições degradantes.

A lavagem é feita da seguinte forma: o carvão produzido em outro local usa o crédito da carvoaria legalizada para esquentar o produto e dar a ele uma aparência legal. Somente na Boa Esperança, 66% do carvão declarado pela empresa não está, de fato, no pátio. Com isso, a empresa pode vender 66% dos seus créditos de carvão. Assim, o carvão chega à siderúrgica como sendo da Boa Esperança, mas de fato veio de carvoarias ilegais. É o esquema básico de lavagem ou esquentamento e que só pode funcionar quando há conivência dos órgãos de fiscalização estaduais e municipais.

A Boa Esperança faz parte de uma rede de ilegalidade na região de Jacundá. Seu proprietário opera com cerca de 15 CNPJs e usa essas empresas para lavar o carvão entregue para as siderúrgicas de ferro gusa. Boa parte desse carvão é fornecido por um das mais colossais estruturas de ilegalidade existentes na Amazônia Brasileira (foto abaixo): 500 fornos que operam na clandestinidade, na periferia da cidade, a cerca de 10 quilômetros da prefeitura e que nos dias quentes mantém a pequena cidade sob um manto de fumaça proveniente dos fornos. Fumaça de carvão ilegal que todos veem, todos sentem e todos sabem onde fica.

Outro ponto que será desvendado pela pesquisa será o uso de créditos de madeira concedidos a assentamentos rurais direcionados a agricultura familiar. Novamente, os créditos de madeira são vendidos para as carvoarias. Um dos esquemas está em operação em Tucuruí. A madeira nunca sai do assentamento, mas por uma triangulação envolvendo madeireiras, empresas agropecuária e carvoarias, os créditos também são usados para esquentar carvão para o setor siderúrgico. Nem as tradicionais quebradeiras de coco de babaçu estão livres de serem usadas pelo esquema. Como a casca do coco de babaçu não precisa de guia florestal para ser transportada até as carvoarias, as siderúrgicas supervalorizam a quantidade de carvão produzida a partir dessa matéria prima. Os pesquisadores estiveram nos locais onde as quebradeiras de coco trabalham e elas confirmam o problema, que também está sendo investigado pelo Ibama no Maranhão e no Pará. O mesmo problema acontece com o eucalipto: também não precisa de guia florestal, de modo que as siderúrgicas maquiam boa parte da ilegalidade usando como fachada a produção de eucalipto. “As empresas precisam mostrar onde está todo esse eucalipto, pois de fato ele não existe”, dizem os agentes do Ibama responsáveis pela fiscalização no Pará e no Maranhão.

Inventor cria aperfeiçoamento para panela de pressão

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Segundo o inventor Massakazu Hayashi, cozinhar em panela de pressão se tornou mais seguro, prático e econômico com o seu Aperfeiçoamento em panela de pressão. Trata- se de um suporte desenvolvido em alumínio, aço e similares para ser introduzido no interior da panela de pressão convencional, ele facilita o cozimento de alimentos e inclusive impede que os alimentos sejam queimados em caso de esquecimento do usuário. O suporte é colocado no interior da panela, os alimentos são cozidos em banho-maria, sob pressão.

Além disso, o invento apresenta diversas vantagens: reduz o consumo de gás, água e inclusive limpeza do fogão em até 50 %, pois permite que diferentes alimentos sejam cozidos simultaneamente em recipientes separados; proporciona maior comodidade ao preparar alimento e maior flexibilidade no tempo de cozimento; economiza tempo e poupa trabalho de maneira muito prática, permitindo o preparo de pequenas porções. Massakazu está em busca de parceiros para o desenvolvimento de modelos. Com patente requerida em todo território brasileiro, o inventor busca negociá-la ou obter parceria com fabricantes de eletrodomésticos relacionados á gastronomia, para realizar testes e industrializar o produto. Os empresários interessados em investir no produto devem entrar em contato com a Associação Nacional dos Inventores pelo telefone (11) 3873-3211.

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