A insustentabilidade do atual modelo econômico

victor2Palestrando em um evento da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), em São Paulo, o ex-ministro do Meio Ambiente do México, Víctor Lichtinger, reconheceu que o momento vivido pela humanidade parece se tratar de uma era geológica, já que o século 21 tem apresentado uma série de novos desafios de extrema complexidade para a humanidade, a rede global de relacionamentos, as inovações tecnológicas, as crises financeiras e a gravidade de seus impactos econômicos, bem como importantes questões sociais e ambientais têm evidenciado que o atual modelo de desenvolvimento econômico não é sustentável. Em uma sociedade fundamentada na cultura de consumo e no crescimento exponencial do uso dos recursos naturais, o foco dos esforços para o desenvolvimento sustentável, hoje em dia, tem sido a remediação gradativa dos sintomas e não a solução de suas causas fundamentais.

“A gente pode citar a civilização Maia que desapareceu por problemas de falta de recursos materiais. A civilização maia atingiu seu ápice durante o chamado período Clássico (250-950). No auge, em 750, a população talvez tenha ultrapassado 13 milhões. Porém, pouco tempo depois, entre 750 e 950, houve rápido declínio. Centros urbanos densamente povoados foram abandonados, e seus impressionantes edifícios viraram ruínas. A extinção dessa civilização é um dos grandes mistérios antropológicos dos tempos modernos. O que teria acontecido? Parece que a sociedade está sempre exaurindo os recursos terrestres e mesmo com a tecnologia não se consegue de forma rápida e suficiente suprir para resolver os problemas. As mais variadas hipóteses para explicar esse declínio: guerras internas, invasão estrangeira, surtos de doenças, dependência da monocultura, degradação ambiental e mudanças climáticas. É provável que a explicação verdadeira seja combinação destes e de outros fatores. Entretanto, nos últimos anos, acumularam-se os indícios de anomalias climáticas perto do fim do período clássico, o que dá crédito à ideia de que intensas secas tiveram papel preponderante na queda desta civilização antiga”.

Ele afirmou que vem acompanhando todo o processo de busca pela sustentabilidade pela sociedade mundial. “Governos, empresas, organizações não governamentais, etc. vêm fazendo um esforço para aumentar a conscientização pela preservação do meio ambiente. Acredito que os avanços foram muitos, mas ainda muita coisa precisa ser feita para que os seres humanos possam usar os recursos que existem de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra”.

Para ele, as ideias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. “Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado”.

Lichtinger acha que a exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais. “As previsões do passado eram pessimistas e agora, no momento atual com um mundo globalizado com a população chegando aos 7 milhões de habitantes, essas previsões são muito piores. As temperaturas terrestres iriam subir 1 grau centigrado e já subiu nos últimos anos muito mais. Estamos caminhando para o caos mais rápidos do que imaginávamos. O aquecimento global estão impactando todos os países. No México, por exemplo, os impactos na agricultura estão sendo catastróficos”.

Ele diz ainda que a redução da água no Planeta é real e está influenciando muito as relações entre os países. “No norte do México, na fronteira com os Estados Unidos, já existem disputas pela água. Hoje, o México tem quase 60% de toda a terra estão lesionadas em um grau bastante avançado. Perdemos terras férteis nos últimos anos de uma forma avassaladora”.

A região do Norte do México, limítrofe com os Estados Unidos, somou aos problemas do narcotráfico, da violência e da migração um novo desafio: a escassez de água. Devido a uma seca de oito anos, a região acumulou uma dívida de 1700 metros cúbicos de água com os Estados Unidos e deve investir cerca de US$ 1,522 bilhão nos próximos cinco anos para evitar dificuldades de abastecimento, tanto nas cidades quanto no campo. As autoridades advertem que os problemas se agravarão se a água não for administrada de maneira mais eficiente nas áreas rurais da fronteira, cujo consumo equivale a 80% do total disponível na região.

Grande parte da água usada pelos mexicanos procede dos rios Colorado e Bravo, ambos fronteiriços, cujas águas são divididas entre os dois países, segundo um tratado de 1994. Alguns ambientalistas acreditam que esse instrumento é injusto e deve ser revisto, mas outros o consideram benéfico para o México. Os problemas de manejo da água na região limítrofe permaneceram ocultos até 1992, pois o fornecimento se manteve na média de 5,1 bilhões de metros cúbicos, suficiente para não causar preocupação. Quando a média baixou para 2,3 bilhões de metros cúbico, as faltas emergiram e os agricultores exigem mais e mais água, um recurso que, ao contrário de seus vizinhos dos Estados Unidos, exploram sem muito cuidado.

E o que fazer para remediar tudo isso. “Não há no momento uma estratégia mundial clara como vamos solucionar tudo isso. O que se sabe é que estamos enfermos e precisamos fazer alguma coisa. Não há dinheiro para investir e corrigir os erros do passado. Assim, os países mais pobres e suas populações vão sofrer os impactos. Calcula-se em mais de 1 milhão de pessoas que vão sofrer com isso. Um contingente expressivo de gente. O problema é que os países precisam crescer e não querem diminuir a sua busca de recursos. Somente para atender ao consumo da população chinesa seria necessários três planetas como a Terra. Quem vai perder, quem vai ganhar nesse processo de impactos ambientais será muito difícil de prever. Assim, cada país está sozinho para tentar resolver os problemas ambientais. Não há uma estratégia mundial para solucionar isso. E a civilização humana irá sofrer as consequências. As mudanças geológicas no passado eram mais lentas, como a glaciação, os dinossauros… eram ciclos bastante naturais. Mas, agora, esse ciclo acarretado pelo homem está sendo muito rápido e a inércia dos governos, das empresas, etc. está afetando tudo e os impactos da atividade humana serão muito complicados”.

Segundo ele, não há incentivos para a replicação das boas atitudes de empresas com o meio ambiente. Por isso, essa atividade de pessoas, de poucas empresas, etc. acabam não dando resultados visíveis. “Por que eu vou fazer alguma coisa se o outro país não está fazendo nada? Por que eu vou diminuir a minha produção de gases de efeito estufa se a China não diminui nada. E assim vão se passando os anos e nada acontece. Na verdade, não temos tecnologia limpa e clara para substituir o atual modelo de produção, sobretudo em termos de energia. A tecnologia atual não leva em conta o termo ambiental. Não se diminui a carga tributária se houver a diminuição dos impactos. O termo meio ambiente não faz parte das estratégias dos governos. Isso é lamentável. Eles falam muito sobre o tema, mas fazem muito pouco. E isso também inclui a maioria das empresas e das pessoas”.

Dessa forma, os que buscam a sustentabilidade em suas atividades não são premiados e apenas cumprem, muitas vezes, as leis não havendo nenhum incentivo para o aumento dessa participação. “O mercado funciona com o menor preço e para diminuir, por exemplo, o uso de substâncias em automóveis, eletroeletrônicos, etc., há que se investir e isso custa mais caro. Os governos não querem saber de diminuir suas taxas e as políticas públicas são as mesmas do passado, sem levar em conta a sustentabilidade. Algumas empresas querem ser as primeiras a usar os recursos naturais. Empresas europeias chegam em praias do Caribe ou do Brasil e implantam hotéis de luxo da forma menos sustentáveis possível, sem grandes investimentos, e depois de 20 anos o lugar fica abandonada, sem recursos ambientais. E mudam para outro lugar. E isso é feito na pesca, na mineração, na selva etc. É um modelo que não vai levar a Terra a lugar nenhum. Apenas à destruição”.

Sem uma preocupação de todos com o meio ambiente, o que irá rrepresentar uma nova abordagem ao se buscar lucro e fazer negócios, em que são consideradas iniciativas como a otimização do uso de recursos naturais e a redução dos impactos ao meio ambiente, bem como a inclusão social e o respeito à diversidade cultural e aos interesses dos envolvidos em sua totalidade. Em linhas gerais, para ser sustentável do ponto de vista empresarial, a instituição deve adotar um conjunto de práticas que demonstrem preocupação com as condições do ambiente e da sociedade em que as mesmas estão inseridas – e também onde atuam, ainda que de forma indireta.

Seguindo esses princípios básicos, a sustentabilidade empresarial promove não só melhorias para os consumidores como também para aqueles que trabalham na empresa, já que esse empresário costuma aplicar entre seus funcionários a mesma política social engajada em que se baseia para operar no mercado. Isso sem contar os reflexos positivos que os benefícios dessa postura politicamente correta trazem à imagem da corporação: aumentam a confiança e a fidelidade dos consumidores conscientes – que zelam e apóiam práticas ecologicamente corretas – à marca e aos produtos provenientes dessa instituição.

“Sem isso, até a democracia dos países está em xeque. Qual país irá suportar que uma cidade como São Paulo fique em água ou energia elétrica durante dez dias? Como a comunidade internacional irá resolver os conflitos entre nações por recursos naturais? Qual será o papel das empresas privadas na busca de diminuir seus impactos? Como fazer com que as mudanças tecnológicas possam realmente resolver os problemas? São muitas as perguntas a serem respondidas e a frase de Nietzche resume muito bem toda essa problemática: somente os que constroem o futuro têm o direito de julgar o passado.”

NBR 13103: os requisitos para a instalação de aparelhos a gás em residências
Essa norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para a instalação de aparelhos a gás para uso residencial, cujo somatório de potências nominais não exceda 80,0 kW (1.146,67 kcal/min) em um mesmo local de instalação. Trata da instalação de aparelhos a gás para cocção, aquecimento de água, aquecimento de ambiente, refrigeração, lavagem, secagem, iluminação, decoração e demais utilizações de gás combustível em ambientes residenciais. Clique para mais informações.

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A revisão da NBR ISO/IEC 20000 – 1, segundo Ellie Borges

ellieEssa norma foi publicada em 2005 pela ISO, no Brasil em 2008, e agora a ISO publicou no dia 15 de abril de 2011 a nova versão da ISO 20000-1. A coordenadora do Comitê da ISO 20000 e especialista em Tecnologia da Informação, Eliana (Ellie) Borges (www.ellieborges.com.br) explica que existem mudanças significativas na estrutura e descrição dos requisitos que visam reduzir a necessidade de interpretação devido a dúvidas, na sua versão de 2005. “As mudanças ocorrem a cada cinco anos, de acordo com as regras da ISO, a não ser que uma norma seja colocada na rota emergencial de três anos. A razão para tanto tempo tem a ver com a necessidade de uso das normas, relato dos usuários a respeito de problemas que podem ser resolvidos na próxima revisão e melhorias enviadas por mais de 150 países no mundo todo. Estamos colocando aqui um sumário das mudanças, mas solicitamos a todos que comprem a norma, que estará disponível em sua versão em português a partir de setembro de 2011, para que possam ler o texto completo. O lançamento formal da norma pela ABNT está marcado para 24 de agosto de 2011”, complementa.

Ele faz um sumário do que foi mudado:

– O nome da norma deixou de ser “Sistema de Gestão de Serviços de TI” para “Sistema de Gestão de Serviços”;

– Os termos e definições foram de 15 para 37;

– Foram removidos “objetivos” depois das cláusulas;

– Semelhante ao ITIL , as referências a recursos incluem pessoas, técnicos, financeiros e informação;

– Foi incluído como requisito o Catálogo de Serviços, também referenciado nas melhores práticas do ITIL;

– Requisitos novos de criação de procedimentos com detalhes do que estes devem conter.

– Os requisitos foram escritos de forma mais clara, deixando muito menos espaço para interpretações;

– A exigência, de modo repetitivo, para que o provedor de serviços estabeleça, implemente, opere, monitore, analise criticamente e melhore o Sistema de Gestão de Serviços, incluindo o todo o ciclo de vida do serviço de forma a cumprir completamente os requisitos do serviço.

“Importante dizer que os organismos certificadores acreditados deverão, num futuro próximo, fornecer um plano de transição para os clientes já certificados na versão 2005. De acordo com o comunicado da APMG, que rege o sistema de credenciamento do itSMF, as auditorias de certificação, recertificação e manutenção na ISO/IEC 20000-1:2005 vão terminar 24 meses depois da introdução da nova versão, ou seja no dia 1 de junho de 2013. As auditorias para certificação de organizações que ainda estão por se certificar serão permitidas até 1 junho de 2012. Após 1 de Junho de 2012, somente serão aceitas as auditorias com a nova versão da norma serão. Outros acreditadores em diferentes esquemas de certificação devem ainda se manifestar. De qualquer forma todos deverão garantir que existe tempo suficiente para que todos possam implementar as mudanças”, conclui a especialista.

Essa norma tem como objetivo regulamentar, no âmbito mundial, o padrão para o gerenciamento de serviços de tecnologia da informação, ou seja, seguir um padrão para gerenciar todos os serviços de TI dentro de uma empresa. A certificação se dá por meio de auditorias efetuadas por empresas certificadoras, as quais avaliam se a organização está em acordo com a norma e, em caso positivo, emite o certificado, segue o mesmo esquema por exemplo da norma ISO 9001 e demais normas conhecidas. A ISO 20000 é baseada no PDCA, ou seja, no ciclo de vida com melhoria contínua (plan, do, check e act). A norma se divide em duas partes, a ISO 20000-1, que trata da especificação para a gerência de serviços de TI e a ISO 20000-2 que trata do código de prática para a gerência dos serviços de TI.

Controles internos na gestão de riscos

Marcos Assi, da Daryus Consultoria

Quando penso em controles internos, sempre caio na mesma questão: implementação de processos de controle e gestão de negócios. Mas o tempo me demonstrou uma visão que, até então, desconhecia no dia a dia – a cultura.

Implementar controles internos e compliance, além das dificuldades existentes, têm a questão do desconhecimento da atividade. Este profissional nada mais é que um facilitador, pois a responsabilidade dos controles são justamente dos gestores, e são eles quem exercem a atividade e quem, geralmente, têm conhecimento dos riscos envolvidos.

Antes de implementar qualquer tipo de controle, devemos identificá-los, juntamente com os procedimentos da organização, geralmente conhecida como mapear os processos, entender o que a empresa e seus departamentos fazem para, depois, partirmos para controles mais seguros e implementar uma gestão de riscos efetiva. Sem conhecer a atividade de cada um e o que pode ser feito ou evitado, dificilmente teremos controles internos confiáveis, sem contar a tal conformidade com as normas internas e externas.

A ausência de controle é muito evidente a cada dia, pois quem possui um órgão regulador que emite uma enormidade de normas e procedimentos semanalmente, já tem problemas para que os mesmos sejam implementados. Agora imaginem quem utiliza isso somente como melhores práticas conforme o COSO (Committee of Sponsoring Organizations)? A questão de como consolidar a confiança na gestão dos negócios vai além de controle e da gestão de riscos operacionais. Devemos evidenciar a cada dia que os objetivos da organização estão sendo alcançados de forma segura e fidedigna, com responsabilidade e ética.

Os controles internos na gestão de riscos são atualmente muito mais que uma necessidade, já deveriam ser inerentes as atividades de todas as empresas, afinal qual empresa não possui riscos? E quando questionamos os gestores sobre os riscos envolvidos nas atividades, sabe qual é a resposta? Nenhuma, mas eles, por desconhecerem o assunto, acham que se a sua atividade tiver riscos eles podem perder o emprego. Óbvio que isso é a ausência de controles internos e riscos.

Devemos buscar uma maior mobilização e, principalmente, valorizar a implementação de controles e cultura organizacional, pois a gestão de riscos é parte de um processo de governança corporativa, governança de TI e compliance ou conformidade. Mesmo sem a obrigatoriedade imposta pelos órgãos reguladores, mas pela necessidade de demonstrar a efetividade do negócio e segurança dos investimentos, clientes, fornecedores, funcionários entre outras partes interessadas.

Marcos Assi é professor e coordenador do MBA Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios – bruna@mkthouse.com

Livro :: Aprendendo QUALIDADE de uma forma SISTÊMICA

APRENDENDO QUALIDADE DE UMA FORMA SISTÊMICA
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Sabe para que servem os cronotacógrafos?

cronotacógrafosSegundo o Inmetro, o instrumento é usado para monitorar o trânsito de ônibus e caminhões e inicialmente era utilizado em trens. Foi criado no século XIX pelo alemão Max Maria von Weber, filho de Carl von Weber, autor de Franco Atirador, a primeira ópera romântica alemã. Hoje, o cronotacógrafo de Max é mundialmente utilizado como meio de controle e fiscalização de veículos e de seus condutores.

O Brasil está entre os países que tornaram o uso do cronotacógrafo obrigatório em ônibus e caminhões. Desde 1997, quando foi instituído o Código de Trânsito Brasileiro, veículos de carga com peso bruto superior a 4.536 kg e de passageiros com mais de 10 lugares devem possuir cronotacógrafo. A partir de 2009, os instrumentos também devem ser verificados periodicamente pelo Inmetro, o que aumenta a confiabilidade das medições.

A importância do uso do cronotacógrafo vem crescendo ao longo dos anos em consequência do número de acidentes fatais, envolvendo ônibus e caminhões.O instrumento inibe os excessos e vai ajudar a reduzir os acidentes, uma vez que registra o histórico das velocidades desenvolvidas, distâncias percorridas e tempos de movimento e paradas do veículo.

Assim, a verificação metrológica nos cronotacógrafos representa um avanço na luta para reduzir o número alarmante de acidentes de trânsito. As tragédias nas estradas brasileiras, muitas destruindo famílias inteiras, tendem a sofrer uma intensa redução. Os cronotacógrafos permitem o controle contínuo da velocidade, do tempo, distância percorrida e parada dos veículos. A exemplo do que vem acontecendo na Europa, o equipamento será usado também para controlar o número de horas de trabalho dos motoristas. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes, 51,5% dos motoristas trabalham de 13 a 19 horas por dia. As estatísticas da Polícia Rodoviária Federal mostram que em 38% dos acidentes em rodovias federais estão envolvidos, pelo menos, um ônibus ou um caminhão. Proporcionalmente ao número total de veículos no Brasil, os ônibus e caminhões têm uma participação cinco vezes maior nos acidentes. O excesso de velocidade e o sono são as causas mais comuns.

Atualmente, os cronotacógrafos podem ser alvo de adulterações que visem dificultar o trabalho da fiscalização na busca de evidências de conduta insegura dos motoristas. Com o plano de selagem do Inmetro, estas possíveis fraudes serão inibidas. Os equipamentos verificados serão devidamente lacrados. Através dos dados registrados no cronotacógrafo, as viagens de ônibus e caminhões podem ser reconstituídas, permitindo a elaboração de laudos técnicos, inclusive, para efeitos judiciais.

Conforme destaca Fabiano Marques de Paula, advogado e superintendente do Instituto de Pesos e Medidas do Estado (Ipem-SP), esse equipamento, segundo normas do Inmetro e do Código de Trânsito Brasileiro, é obrigatório, desde 1997, para veículos que transportam mais de dez passageiros ou cargas com peso bruto, total de 4.536 toneladas. Para transitar por vias de todo o País, o motorista precisa ter em mãos o certificado de verificação deste equipamento, conhecido como caixa preta por ter a função de registrar dados como velocidade desenvolvida pelo veículo, distância percorrida e paradas.

“A importância desse instrumento é tamanha que suas informações são aceitas legalmente como prova em caso de acidentes ou denúncias de má condução do veículo. Apesar de pouco conhecido e, a princípio, bastante distante do dia a dia da maioria das pessoas, o cronotacógrafo é indispensável na garantia da segurança nas rodovias, porque permite que a autoridade de trânsito verifique em que condições o motorista trafega nas estradas. Um bom exemplo é a possibilidade de detectar se o condutor do veículo está dirigindo há muito tempo, sem descanso, o que intensifica o risco de acidentes na pista, sem dúvida. A certificação do equipamento permite a confiabilidade destes registros, o que ajuda a diminuir o número de acidentes por meio de um controle contínuo e efetivo da condução destes veículos.

Marques de Pàula informa que, em ação inédita e conjunta com as polícias Rodoviária Federal e Estadual, o Ipem-SP efetivou operação para inspeção dos caminhões de carga, coletivos de passageiros e ônibus escolares em várias regiões do Estado. Denominada Velocidade Máxima, a fiscalização apontou que mais de 53% dos veículos estão em desacordo com a legislação; sendo que na maioria das situações inexistia o lacre ou etiqueta do Inmetro. “O resultado foi preocupante e deixa claro que empresas e transportadores autuados não estão cumprindo com as suas obrigações. O desrespeito não é apenas com o funcionário que dirige por horas, sem o devido descanso, como se pode descobrir, mas com o cidadão que faz uso das estradas, que em razão dessa irresponsabilidade e descaso está exposta a um maior risco de acidentes. É lamentável que hoje, após tantos avanços na defesa do consumidor, as empresas ainda tenham esta postura de desrespeito à Legislação. Uma medida de alerta é urgente e necessária, pois valores como vida e segurança estão sendo banalizados”, observa.

Ele acrescenta que as pesquisas apontam o excesso de horas ao volante como um dos fatores responsáveis pelo aumento de acidentes envolvendo ônibus e caminhões. Segundo a Confederação Nacional dos Transportes 51,5% dos motoristas trabalham de 13 a 19 horas por dia, o que concorre para o aumento de vítimas, quando não na destruição de inúmeras famílias. “É preciso enfatizar que o não cumprimento destas normas aumenta a possibilidade de ações de cunho administrativo e judicial, além do descrédito da idoneidade destes fornecedores, que com objetivo de lucro, colocam de lado valores maiores, como a vida, segurança dos motoristas e passageiros e o respeito aos cidadãos. Nós intentaremos esforços para acirrar e aumentar a fiscalização das rodovias, garantindo um trânsito mais seguro, deixando claro que o desrespeito à legislação e a vida custam caro”, complementa.

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