Qualidade vida: os perigos das cinzas vulcânicas

cinzas vulcânicas

Muitos transtornos têm ocorrido com a aviação devido às cinzas de vulcânicas tanto na América do Sul como na Europa. Normalmente, os vulcões lançam rios de lava derretida sobre a terra, fluxos piroclásticos ou cinzas pesadas e quentes que queimam qualquer coisa à sua frente antes mesmo de tocá-las. Além disso, lançam vapores fumegantes com cinzas leves na atmosfera do planeta. Com o passar dos anos, essas cinzas vulcânicas têm se tornado um transtorno para os aviões que precisam cruzar eese espaço aéreo.

Segundo os meteorologistas Marcelo Romão Oliveira e Ricardo Augusto Felicio, em 1987, três jatos foram danificados e desde 1980 mais de 100 foram atingidos, onde aproximadamente 10 destes perderam os motores em flame out por alguns minutos. Só na região do Pacífico, conhecida como Cinturão de Fogo, estão localizados 300 vulcões ativos (o planeta tem cerca de 550 vulcões ativos, sendo que 500 deles são explosivos, provocando uma média de quatro erupções ao mês). Muitos destes vulcões não são monitorados, entrando em erupção esporadicamente causando ou não perigo à rota aérea mais próxima.

“As cinzas vulcânicas são compostas por partículas de rochas e minerais com cerca de 2 mm de diâmetro, misturadas numa nuvens de vapor d’água e gases tóxicos de diversos tipos como SO2, SO, CO2, CO, NOX, H2 etc. Esses gases, bem como as partículas, quando associados à água, tornam-se ácidos de efeitos corrosivos perigosos, podendo corroer qualquer tipo de estrutura da aeronave, bem como contaminar o seu interior. O grande problema se relaciona com o sistema de radar de bordo que não foi feito para detectar partículas tão pequenas como as das cinzas, muito menos os gases, menores ainda. Os radares meteorológicos de bordo nada podem ajudar, já que localizam gotículas de chuva (interação eletromagnética com a água). Sobrou apenas a detecção visual dessas nuvens que, em vôo, pode ser difícil, especialmente quando a visibilidade estiver reduzida ou no período noturno. Então, desde que uma erupção seja confirmada, a dispersão da cinzas vulcânicas pode ser prevista com modelos baseados na previsão global dos ventos, já que a pluma ou coluna delas ao sair do vulcão extremamente quente pode alcançar 20 km de altura, atingindo até a estratosfera. Cabe aos centros meteorológicos informar a presença de cinzas em sua área e aos pilotos a fazer a checagem, buscando informações sobre a região onde a rota está estabelecida”, explicamm eles.

Dois satélites poderiam detectar as cinzas: um no espectro do ultravioleta, o TOMS que detecta gás SO2 e coleta dados sobre elas globalmente, uma vez por dia, durante o dia. O outro usa os detetores de infravermelho dos satélites geoestacionários de tempo. Estes são mais comumente utilizados para detectar as nuvens porque podem fazê-lo diretamente, dando uma cobertura mais frequente, em intervalos de tempo de 15 a 60 minutos. As duas bandas térmicas de infravermelho para a detecção têm sido usadas para um grande número de erupções, demonstrando um bom trabalho para uma variedade diferente de tipos de atividades vulcânicas.

Os meteorologistas informam que o desenvolvimento de um método para se obter a massa da cinza vulcânica, bem como sua posição, está sendo desenvolvido, utilizando a técnica de duas bandas de infravermelho, já que esta dá uma maior variedade de informações na medição da perigosa massa de silicatos, bem como a dispersão da mesma. Contudo, seriam necessários sete satélites para vigiar os vulcões adequadamente na frequência do visível.

“São muitos os danos causados por elas nas aeronaves e a sua extensão está relacionada com parâmetros como a densidade e o tamanho da nuvem, os componentes da nuvem, a temperatura de fusão destes componentes, etc. Sempre que possível, o piloto deve fazer a volta de 180º e desviar o máximo de uma nuvem vulcânica, abandonando a área contra o vento. Deve-se lembrar que ela pode se estender por mais de 50 km quando em altitude, esparramada pelos ventos. Se o inevitável aconteceu, prepare-se para o pior. Todas as partes que sofrerem o impacto direto com as cinzas como vidros dos faróis, para-brisas e as superfícies metálicas ficarão literalmente lixadas. Além disso, deve-se ressaltar a mistura de gases com a água. Os ácidos estarão formados na atmosfera junto à nuvem e irão corroer várias partes do avião”, explicam.

Eles contam que nos motores à reação acontecem situações piores. Como as cinzas alcançam o seu ponto de fusão a cerca de 580ºC e os motores em velocidade de cruzeiro possuem uma temperatura próxima a 700ºC, então a formação de uma espécie de lama pastosa e ácida poderá corroer partes da estrutura do fan, bicos de injeção de combustível e seções internas inteiras da turbina e motor. Nestas condições, a ocorrência de uma pane é intensa, ocasionando pequenas explosões no reacendimento da turbina. Talvez, uma redução de potência seja a maneira mais acertada de enfrentar as cinzas, baixando a temperatura do motor, evitando o ponto de fusão das cinzas.

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A pressa é inimiga da perfeição?

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Eu faço tudo muito rápido. Escrevo rápido, leio muito rápido, mas acredito que essa minha rapidez não esteja associada à ansiedade. Pois, depois de exercer as minhas atividades, reviso tudo e confiro para ver se tudo está no lugar correto. É diferente da síndrome da pressa que é um problema psicológico e comportamental que acontece com várias pessoas da atualidade. As pessoas costumam dizer que 24 horas é pouco tempo para realizar tantos afazeres. As características típicas da síndrome são: tensão, hostilidade, impaciência ao esperar, valorização da quantidade e desvalorização da qualidade, sono agitado, inadmissão a atrasos, busca por substâncias que controlam as emoções, interrupção da fala de terceiros, passos rápidos e outros.

Nove em cada dez pessoas sofrem com as mais variadas formas de estresse. É o que afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS), que alerta para as doenças relacionadas ao estresse, como problemas cardiovasculares, depressão, câncer e diabetes. A pressão no trabalho e o ritmo de vida acelerada podem desencadear o problema. “Até certo ponto o estresse é saudável ao organismo, mas em excesso prejudica a qualidade de vida”, aponta o gestor de carreira Sidney Zenobio, da empresa de recursos humanos Gnetwork.

Zenobio explica que no ambiente de trabalho ninguém está escape a sofrer uma situação estressante. A cobrança por resultados, o excesso de atividades e até mesmo a necessidade de cumprir metas afetam o equilíbrio do corpo. “O ambiente de trabalho pode ser um dos grandes culpados pelo estresse de seus colaboradores. Em alguns casos alguns funcionários desenvolvem a chamada a Síndrome da Pressa, que prejudica o desempenho no trabalho e a vida pessoal do trabalhador”, ressalta.

A síndrome torna o funcionário mais competitivo, agressivo e com desejo de produzir mais em menos tempo. O profissional fica com dificuldade de concentração e a criatividade é afetada devido ao imediatismo na hora de resolver os problemas. “As pessoas buscam resultados rápidos em todos os aspectos cotidianos, seja na vida pessoal ou no trabalho. Quem não sabe lidar direito com o tempo sofre mais, principalmente pela obrigação em cumprir prazos e horários”, acrescenta.

Os médicos caracterizam a síndrome como um quadro permanente de ansiedade, que pode se transformar em sérias doenças. Estimativas apontam que pelo menos 30% dos trabalhadores no Brasil sofrem com o mal. “A cultura que prevalece nas empresas é a cobrança pela superação de limites, a necessidade de sempre fazer o melhor do melhor. O resultado são pessoas que se cobram em excesso para cumprir tudo o que é exigido, desencadeando o estresse”, observa.

Quem sofre com a síndrome da pressa está em constante estado de alerta, irritado e impaciente. O acúmulo de atividades é um dos itens que devem ser observados no diagnóstico do problema. “O profissional não consegue se desligar das tarefas do trabalho. Quase nunca se permite ter algum momento de lazer e quando consegue separar um tempo para se divertir, não consegue aproveitá-lo da melhor forma”, destaca.

Para ter uma melhor qualidade de vida e se livrar da síndrome da pressa, o tratamento mais eficiente é mudar a maneira de encarar as situações do dia a dia. “Não existe uma receita de bolo. Cada um tem que se analisar e ver o que está errado, se há algo em excesso ou faltando para alcançar o equilíbrio. Um bom funcionário não é o que produz mais e sim o que trabalha com qualidade e obtém resultados satisfatórios”, enfatiza.

As empresas também têm que fazer a sua parte e oferecer um ambiente agradável para seus colaboradores. Ginástica laboral, jornada de trabalho reduzida e programas que valorizem o bem estar físico e psicológico dos profissionais reduzem os riscos do surgimento do problema. “Algumas pessoas necessitam inclusive de tratamento psicológico para aprender a conciliar o trabalho, a vida pessoal e o tempo. Dependendo da situação é necessário ainda afastamento do trabalho, mudança de hábitos e medicação”, acrescenta.

A síndrome da pressa torna o funcionário mais competitivo, agressivo e com desejo de produzir mais em menos tempo. O profissional fica com dificuldade de concentração e a criatividade é afetada devido ao imediatismo na hora de resolver os problemas. “As pessoas buscam resultados rápidos em todos os aspectos cotidianos, seja na vida pessoal ou no trabalho. Quem não sabe lidar direito com o tempo sofre mais, principalmente pela obrigação em cumprir prazos e horários”, complementa Zenobio

Os médicos caracterizam a síndrome da pressa como um quadro permanente de ansiedade, que pode se transformar em sérias doenças. Estimativas apontam que pelo menos 30% dos trabalhadores no Brasil sofrem com o mal. “A cultura que prevalece nas empresas é a cobrança pela superação de limites, a necessidade de sempre fazer o melhor do melhor. O resultado são pessoas que se cobram em excesso para cumprir tudo o que é exigido, desencadeando o estresse”, observa o gestor.

Quem sofre com a síndrome da pressa está em constante estado de alerta, irritado e impaciente. O acúmulo de atividades é um dos itens que devem ser observados no diagnóstico do problema. “O profissional não consegue se desligar das tarefas do trabalho. Quase nunca se permite ter algum momento de lazer e quando consegue separar um tempo para se divertir, não consegue aproveitá-lo da melhor forma”, destaca.

Para ter uma melhor qualidade de vida e se livrar da síndrome da pressa, o tratamento mais eficiente é mudar a maneira de encarar as situações do dia a dia. “Não existe uma receita de bolo. Cada um tem que se analisar e ver o que está errado, se há algo em excesso ou faltando para alcançar o equilíbrio. Um bom funcionário não é o que produz mais e sim o que trabalha com qualidade e obtém resultados satisfatórios”, enfatiza Zenobio.

De acordo com ele, as empresas têm que fazer a sua parte para evitar que seus funcionários sofram com a síndrome da pressa. Oferecer um ambiente agradável para seus colaboradores, ginástica laboral, jornada de trabalho reduzida e programas que valorizem o bem estar físico e psicológico dos profissionais reduzem os riscos do surgimento do problema. “Algumas pessoas necessitam inclusive de tratamento psicológico para aprender a conciliar o trabalho, a vida pessoal e o tempo. Dependendo da situação é necessário ainda afastamento do trabalho, mudança de hábitos e medicação”, argumenta.

Enfim, diretamente ligada ao estresse e ao corre-corre diário, a síndrome da pressa altera: o convívio com outras pessoas, já que é sempre apressada na realização de suas tarefas; a saúde do indivíduo, já que não consegue se alimentar com calma, isso quando se alimenta; o trabalho, já que assume muitas responsabilidades e delega poucas coisas a terceiros; entre outras áreas afetadas.

Ela altera a autoestima e a confiança do apressado, pois normalmente busca realizar uma quantidade de tarefas fantasiosas, ou seja, quase impossível. Dessa forma, os sentimentos de frustração, autocobrança e incapacitação podem acarretar em outros problemas mais graves. A mudança da rotina é a única forma de inibir a síndrome da pressa, já que essa ainda não tem tratamento específico, a não ser se estiver ligada à ansiedade ou a altos níveis de estresse. Para melhorar a qualidade de vida e conseguir dar uma freada na pressa é importante relaxar com músicas leves, observar a natureza, dedicar-se mais à família, realizar tarefas fora do contexto diário, organizar as tarefas diárias priorizando as mais importantes, dormir no mínimo oito horas e alimentar-se de maneira saudável.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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