Qual é a hora de parar?

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Se em sua atividade você não tem mais garra, vontade, ou alegria, pendure as chuteiras e preserve sua imagem

Cezar Tegon

Ronaldo Luís Nazário de Lima, o maior artilheiro de todas as Copas, de talento ímpar e indiscutível, e ainda com 34 anos, parou. O “Fenômeno” parou? Muitos acham que mesmo acima do peso, mesmo sem o arranque que foi sempre sua marca registrada, ele ainda poderia jogar por mais dois ou três anos e seria sempre destaque. Outros acham que ele deveria ter parado há um ano, após jogar a primeira temporada no Corinthians e assim encerrar a carreira com o destaque de ter sido campeão da Copa do Brasil, com a taça na mão.

Existe uma regra para saber a hora de parar? Há alguns anos, havia no mundo corporativo um ranço, posso até chamar de uma regra, que pessoas com mais de 40 anos já estavam fora do mercado de trabalho, deveriam se aposentar. De fato, as pessoas que se aproximavam dessa faixa etária já programavam sua aposentadoria, pensavam o que fazer com fundo de garantia, se comprariam um sítio no interior e viveriam pescando, se investiriam em novo negócio e continuariam no dia a dia agitado da metrópole, ou seja, tinham dúvidas sobre o que fazer, com a única certeza de que em curto período de tempo estariam fora do mercado formal de trabalho.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aumentou o número de idosos no Brasil. Já há mais pessoas da Terceira Idade do que crianças no país. As regiões Sul e Sudeste são as que mais se concentram essa fatia da população E embarcada nesta realidade, a situação da empregabilidade no Brasil também mudou.

Já faz algum tempo que os profissionais com mais de 40 anos têm espaço garantido no mercado de trabalho, e como o assunto é “fenômeno”, um em especial vem acontecendo nos últimos dez anos. Com o aquecimento do mercado e com a consequente alta no emprego, profissionais com 40, 50 e 60 anos estão a todo vapor e em plena atividade profissional. Existe espaço para todos.

Os experientes mais graduados ocupam posições de liderança nas empresas e passam aos mais jovens, que chegam às empresas muito bem formados, porém carentes de vivência corporativa, toda sua experiência, sua bagagem, seus acertos e seus erros. E essa mescla entre juventude e experiência tem trazido ganhos significativos para as organizações.

Outros profissionais com essa faixa etária atuam como consultores, aplicando sua experiência em projetos pontuais, nos quais não existe a necessidade de horários rígidos e de rotina. Os menos graduados também estão em plena atividade, principalmente em funções em que o contato com o publico é exigido, como em lojas de cadeias de fastfoods, livrarias e pizzarias, entre outros.

Nessas atividades, eles explicam para o público detalhes sobre os produtos vendidos, já que têm paciência e educação para dar as explicações. Em contrapartida, o público também tem com eles a mesma paciência e educação. Como resultado, as empresas têm clientes mais satisfeitos, o que é bom para todos.

Agora, se a regra de parar aos 40 não existe mais, qual a regra que vale? Eu conto:

Trabalhe todos os dias como se fosse seu primeiro dia na empresa, com dedicação, afinco, vontade e felicidade;

Mantenha-se atualizado com as tendências de sua área;

Saiba o que os mais jovens estão fazendo, que tecnologia e instrumentos eles usam para se comunicar. Entre no mundo deles, pois você aprenderá muito também;

Mantenha sempre o bom ambiente de convívio com os colegas de trabalho, deixando de lado o ar “sabichão” de quem já passou por muitas experiências;

Leve soluções, evite problemas. Uso aqui a sabedoria do filósofo Bruce Willis, bem apresentada por um de seus personagens: “Se você não faz parte da solução, por favor não faça parte do problema”.

Se você faz a maioria das ações que citei acima, com felicidade e prazer, independente de ter 40, 50 ou 60 anos, você ainda tem muitas partidas e muitos campeonatos para jogar. Agora, se na sua empresa ou em sua atividade você não tem mais essa garra, se lhe falta vontade, está sem felicidade, chegou a hora de pendurar as chuteiras e preservar sua imagem de campeão que construiu ao longo dos anos.

Cezar Tegon é graduado em estudos sociais, administração de empresas e direito, é presidente da Elancers e sócio diretor da Consultants Group by Tegon – marcelo@lead.com.br

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A invasão das montadoras chinesas

Os chineses estão chegando com muitos carros. Confira os exemplos.

Effa M100b – Foi um dos primeiros chineses a chegar às lojas brasileiras e ocupou por um tempo o posto de carro mais barato do país, desbancando o Fiat Mille, e isso já com ar condicionado, rodas de liga-leve, vidros e travas elétricos de série. O motor, no entanto, é um arcaico bloco de 1,0 litro que rende apenas 47 cv de potência sendo movido apenas a gasolina.

Lifan 620 – O sedã médio tem a árdua missão de participar de um segmento que tem o Honda Civic, Toyota Corolla e Chevrolet Vectra, entre outros. Só que o segredo do chinês está no preço, R$ 39.980, já trazendo freios ABS, airbag duplo, acendimento automático dos faróis, sistema de som com controle no volante e entrada USB e um motor de 1,6 litro de 106 cv de potência.

Chery Face – Um compacto-premium, a marca resolveu entrar com o Face que custa R$ 32.990 e já tem ar condicionado, direção hidráulica, airbag duplo e rodas de liga-leve. O motor de 1,3 litro rende 84 cv de potência. Os atributos foram suficientes para que as vendas alcançassem 1.100 unidades, um pouco menos da metade do rival Volkswagen Polo.

Jac J3 Turin – A versão sedã do J3 traz todos os atributos e defeitos do dois-volumes, mas com um porta-malas de 490 litros. Vem para brigar com Ford New Fiesta e Honda City custando R$ 39.900.

Chery Cielo Sedan – É concorrente do Lifan 620, mas com um pouquinho menos de sucesso, ao contrário de sua versão hatch. O Chery emplacou 125 carros em 2011, perdendo para o Peugeot 307 que acabou de sair de linha. Por R$ 43.990, o três volumes tem motor de 1,6 litro de 119 cv de potência e porta-malas de 395 litros.

Hafei Towner – O comercial leve da Hafei aproveitou uma brecha na lei de patentes e voltou com o nome Towner à ativa. A nomenclatura fez sucesso no início dos anos 90 quando a Asia ainda existia e vendia a van no Brasil. Hoje a Towner continua sendo um monovolume pequeno com versões para carga e passageiros. Os preços começam em R$ 26.990 e o motor é sempre o mesmo de 1,0 litro com 48 cv de potência.

Chery Tiggo – O SUV pequeno veio para beliscar as vendas do Ford EcoSport custando R$ 52.990 e já oferecendo motor de 2,0 litros, freios ABS, airbag duplo, rodas de 16 polegadas e CD player com porta USB. E efeito nas vendas ainda é pequeno, com 957 unidades emplacadas contra as 9.008 do rival da Ford, mas o suficiente para deixar o chinês à frente de Suzuki Grand Vitara (903) e Toyota RAV4 (888).

Lifan 320 = Talvez seja o exemplo mais claro da estratégia de algumas marcas chinesas para ganhar clientes. O carro é um clone do MINI Cooper e é vendido até com detalhes que remetem ao pequeno inglês, como o teto pintado em cor diferente da carroceria e faixas longitudinais. Mas as semelhanças param por aí. O chinês tem quatro portas, opção ausente no MINI, e motor de 1,3 litro com 88 cv de potência ao custo de R$ 29.980.

Chery Cielo – O hatch médio vai na contra-mão do Lifan 320 e mostrou a cara dos novos chineses. O Cielo foi feito com design exclusivo do estúdio Pininfarina e busca disputar mercado com o mesmo motor de 1,6 litro do sedã de 119 cv de potência. O preço parte de R$ 43.990 e já foram emplacados 409 carros neste ano, ficando abaixo somente das marcas tradicionais no segmento, como Hyundai, Ford, Chevrolet e Volkswagen.

Jac J3 – O lançamento do J3 foi, até agora, o de maior impacto. Em apenas um mês de vendas, já foram emplacadas 327 unidades graças a uma intensa campanha publicitária. Nela, é dito que o hatch custa R$ 37.900 e vem completo, já com ar condicionado, airbag duplo, freios ABS, rodas de liga-leve e motor de 1,4 litro com comando de válvulas variável para admissão e que rende 108 cv de potência. Outro mote da propaganda é a inédita garantia de seis anos. Se vai brigar pra valer pelas primeiras posições do ranking de vendas, só o tempo para dizer

Marcos Morita ( professor@marcosmorita.com..br), mestre em administração de empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ, vem acompanhando com curiosidade a entrada de mais uma montadora chinesa, desta vez com algumas diferenças marcantes – a começar pelo estardalhaço. Espaços generosos nas principias mídias, corredores de shoppings centers e locais de grande circulação, além de propagandas em horário nobre. Como estudioso de marketing, tenho pensado de que maneira esta comunicação massiva, assim como a interessante proposição de valor, poderão influenciar os consumidores.

“Gostaria de traçar um paralelo com a curva de adoção de tecnologias, a qual classifica os consumidores em cinco grandes grupos: pioneiros, visionários, pragmáticos, conservadores e tradicionais – avaliados conforme seu grau de interesse, aversão ao risco e familiaridade com o tema. Vejamos suas principais diferenças”.

Pioneiros: viciados em tecnologia, são capazes de enfrentar horas de fila, só pelo prazer de ter em primeira mão a novidade do momento. Como formadores de opinião, divulgam seus comentários em sites e blogs especializados.

Visionários: apreciam a inovação, avaliando de que maneira determinada tecnologia irão auxiliá-los nas tarefas do dia-a-dia. Convencidos, costumam adotá-la, mesmo que ainda não totalmente testada e comprovada.

Pragmáticos: grupo bastante numeroso em tamanho, preferem soluções e produtos maduros, consagrados e consolidados, não se importando com a questão da exclusividade.

Conservadores: últimos a entrarem no mercado, estudam, analisam, avaliam e muitas vezes relutam em sua adoção. Também avessos ao risco, buscam produtos com ótima relação custo versus benefício.

Tradicionais: são muitas vezes forçados e obrigados a aderirem para não se sentirem excluídos. Caso encontre alguém sem celular ou email, saiba que a este grupo pertence.

Creio que com os veículos chineses esteja ocorrendo processo similar, sobretudo no que tange a aversão ao risco, haja vista o valor intrínseco do bem. Desta maneira, baseei-me em cinco categorias: desconhecimento, desconfiança, avaliação, consumo e recomendação, as quais de algum modo, se inter-relacionam com as já apresentadas. Para melhor elucidá-las, trarei exemplos de outras nacionalidades, indústrias e segmentos, atuais e passados.

Desconhecimento: façamos uma volta no túnel do tempo. A posição atual das montadoras chinesas já foi ocupada por coreanos e japoneses, há algumas décadas. Famosas em seus países de origem, porém desconhecidas quando começam a ganhar escala, penetrando outros mercados. A propaganda de massa é uma das maneiras mais rápidas de se apresentarem aos novos consumidores.

Desconfiança: o respeitado Made in Japan, já foi sinônimo de produto de má qualidade no pós-guerra. A invasão de quinquilharias eletrônicas de baixo preço e qualidade duvidosa, presentes em ruas de comércio popular e camelôs, denigrem os produtos Made in China, correndo o risco de extrapolar a má fama para outras categorias.

Avaliação: nesta categoria incluo os veículos coreanos, os quais já deixaram a desconfiança, quando eram sinônimos de cachorro-quente. Não obstante a obsessão por comparativos e testes com marcas tradicionais, o avanço em tecnologia e design é visível. Sua compra pode ainda ser avaliada e contestada por razões como manutenção e revenda.

Consumo: celulares e televisores coreanos, só para citar alguns exemplos, estão hoje na mesma cesta que seus congêneres holandeses, americanos, finlandeses ou japoneses, ao menos no que se refere ao quesito escolha. Com forte apelo em preços, utilizado para conquistar a massa de consumidores conservadores, começam a inovar visando atrair os grupos mais antenados.

Recomendação: apesar dos recentes recalls envolvendo milhões de veículos, é patente a durabilidade dos veículos produzidos no país do sol nascente. Seus proprietários tornam-se em geral fiéis aos modelos e marcas, divulgando e recomendando a familiares, parentes e conhecidos. Consistência, inovação e qualidade são seus pilares.

“Olhe ao redor e veja as marcas dos produtos existentes em sua cozinha, escritório e sala. Separe-os pela data de compra, dos mais recentes aos mais antigos. Repita o procedimento em seu círculo de convivência mais próximo: parentes e amigos. Creio que de alguma maneira a teoria se comprovará em maior ou menor grau. Agora, prever quando os veículos chineses deixarão o horário nobre da telinha para ocupar as garagens é ainda incerto. É bem provável, todavia, que em algum tempo dividam o espaço hoje ocupado por japoneses e coreanos, para os quais até pouco tempo atrás nutríamos os mesmos sentimos de desconhecimento e desconfiança. É esperar para ver”, conclui o professor.

Sem legislação específica, produto importado leva vantagem no mercado

Wagner Bini

O imposto de importação é um tributo cobrado pela União, cujo fato gerador é a entrada de mercadorias estrangeiras no mercado nacional. Tem caráter extra fiscal, haja vista que as taxas variam devido a questões político-econômicas, sendo importante meio de equilíbrio da econômica, e por esse motivo, é que a alíquota, além de ser variável de produto para produto, pode ser alterada por decreto presidencial, visando a redução ou isenção em determinados períodos, conforme as necessidades econômicas.

Sua principal finalidade, em nosso entendimento, é proteger os produtos nacionais da concorrência com os produtos importados, o que se torna extremamente necessário em dias atuais, ante os elevados custos da produção nacional, que faz com que o preço final seja efetivamente maior do que os preços praticados no exterior. Estão isentos do recolhimento do imposto sobre o produto importado, os viajantes vindos do exterior que em caráter geral, além de livros, folhetos, bens de uso comum e pessoal, outros bens, desde que observados os limites de referida portaria e dos valores globais de US$ 500,00 (quinhentos dólares dos Estados Unidos da América) ou equivalente em outra moeda, quando o viajante ingressar no país por via aérea ou marítima, e US$ 300,00 (trezentos dólares dos Estados Unidos da América) ou equivalente em outra moeda, quando o viajante ingressar no país por via terrestre, fluvial ou lacustre.

As importações desregradas, sobretudo aquelas sem o recolhimento do imposto devido, prejudicam de sobremaneira o produto nacional, pois as alíquotas fixadas pela União, geralmente já levam em consideração a concorrência com o produto nacional. O produto importado ilegalmente nada recolhe, e com isso, entra no mercado nacional, com evidente vantagem de preço, que é prejudicial não apenas ao comerciante, mas também a toda a econômica de um modo geral.

O Brasil ao contrário do que acontece com outros países, não possui uma legislação específica, no que concerne a exigência de segurança e qualidade dos produtos importados, nos mesmos patamares dos produtos nacionais, e dado a referido fato, o produto ainda que legalmente importado, a nosso ver, entra no mercado com manifesta vantagem sobre o produto nacional.

Wagner Bini é advogado do escritório Bini Advogados de Piracicaba e relator do XV Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de São Paulo.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

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