A importância da reciclagem do vidro para o meio ambiente

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental
A visão e o objetivo das normas de Sistema de Gestão Ambiental é fornecer uma assistência às organizações coerente com o conceito de desenvolvimento sustentável. A norma NBR ISO 14004 consiste em diretrizes gerais sobre princípios, sistemas e técnicas de apoio e apresenta de forma global os sistemas de gestão ambiental e estimula o planejamento ambiental ao longo do ciclo de vida do produto ou do processo. Um dos componentes do sistema de gestão é o planejamento das atividades da organização para se atingir as metas e objetivos ambientais. Clique para mais informações.

Sempre achei que o vidro era e sempre será uma melhores embalagens para diversas coisas, além é claro de ser um material reciclável. O vidro é um dos produtos mais utilizados nas tarefas do dia a dia e, ao ser descartado por pessoas e empresas, pode passar por um processo de reciclagem que garante seu reaproveitamento na produção do vidro reciclado. O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum. Ele pode ser reciclado muitas vezes sem perder sua características e qualidade.

A reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente. Quando reciclamos o vidro ou compramos vidro reciclado estamos contribuindo com o meio ambiente, pois este material deixa de ir para os aterros sanitários ou para a natureza (rios, lagos, solo, matas). Não podemos esquecer também, que a reciclagem de vidro gera renda para milhares de pessoas no Brasil que atuam, principalmente, em cooperativas de catadores e recicladores de vidro e outros materiais reciclados.

Uma das etapas mais importantes no processo de reciclagem de vidro é a separação e coleta seletiva. Nas empresas, condomínios e outros locais existem espaços destinados ao descarte de vidro. Uma das primeiras etapas no processo de reciclagem do vidro é sua separação por cores (âmbar, verde, translúcido e azul) e tipos (lisos, ondulados, vidros de janelas, de copos, etc). Esta separação é de extrema importância para a fabricação de novos objetos de vidro, pois garante suas características e qualidades.

Tipos de vidros recicláveis

  • Garrafas de sucos, refrigerantes, cervejas e outros tipos de bebidas;
  • Potes de alimentos
  • Cacos de vidros
  • Frascos de remédios
  • Frascos de perfumes
  • Vidros planos e lisos
  • Pára-brisas
  • Vidros de janelas
  • Pratos, tigelas e copos (desde que não sejam de acrílico, cerâmica ou porcelana)

O Brasil produz aproximadamente 800.000 toneladas de embalagens de vidro anualmente e 27,6% (220,8 mil toneladas) desse total corresponde as embalagens de vidro recicladas. Deste montante, 5% é gerado por engarrafadores de bebidas, 10% por sucateiros, 0,6% oriundo de coletas promovidas pelas vidrarias e 12% provém de refugos de vidro gerados nas fábricas. Dos outros 72,4%, parte é descartada, parte é reutilizada domesticamente e parte é retornável.

O vidro reciclado tem praticamente todas as características do vidro comum, podendo passar pelo processo de reciclagem várias vezes, sem perder suas características e qualidades. Estima-se que mais de 40% das embalagens de vidro produzidas no Brasil são de material reciclado e a expectativa é que este número aumente. Segundo Luís Fernando Schmidt, gerente administrativo da Vidronovo, a reciclagem do vidro é de extrema importância para o meio ambiente, uma vez que ele é produzido a partir da celulose de determinados tipos de árvores e o principal destino de descarte são os aterros sanitários ou mesmo a própria natureza. “Como o vidro é uma matéria prima de longa vida, ele deve ser reciclado para evitar a contaminação do ambiente, preservando assim os recursos naturais (solo e água) e contribuindo para o desenvolvimento sustentável”, afirma Schmidt.

Ele explica que na Vidronovo, todos os retalhos do processo de transformação são encaminhados ao coletor de resíduo destinado especificamente para esta finalidade. “O vidro reciclado retorna ao processo de fabricação de “massa” de vidro para chapas brutas ou até mesmo em produtos de vidro para outros fins. O pó de vidro também é reaproveitado na fabricação de tintas refletivas e também na indústria cerâmica, como acabamento de revestimentos”, conta Schmidt.

Ainda de acordo com Schmidt, o processo de reciclagem do vidro é 100% eficaz, uma vez que um quilo de vidro quebrado dá origem a exatamente um quilo de vidro novo. Além disso, esse processo resulta em economia de energia e redução no consumo de água, já que para cada 10% de caco de vidro na mistura economiza-se 4% da energia necessária para a fusão nos fornos industriais, além da redução de 9,5% no consumo de água.  Além de contribuir com o meio ambiente, a reciclagem é um caminho que gera empregos. Só os catadores somam entre 800 mil a 1 milhão de profissionais, além de uma indústria ainda informal que conta com 40 mil coletoras organizadas de sucata e 700 cooperativas. “Todos esses fatores fazem da reciclagem do vidro uma prática muito interessante do ponto de vista ambiental e social”, finaliza o gerente administrativo da Vidronovo.

O vidro é uma substância inorgânica, amorfa e fisicamente homogênea, obtida por resfriamento de uma massa em fusão que endurece pelo aumento contínuo de viscosidade até atingir a condição de rigidez, mas sem sofrer cristalização. Industrialmente pode-se restringir o conceito de vidro aos produtos resultantes da fusão, pelo calor, de óxidos ou de seus derivados e misturas, tendo em geral como constituinte principal a sílica ou o óxido de silício (SiO2), que, pelo resfriamento, endurecem sem cristalizar. As composições individuais dos vidros são muito variadas, pois pequenas alterações são feitas para proporcionar propriedades específicas, tais como índice de refração, cor, viscosidade etc. O que é comum a todos os tipos de vidro é a sílica, que é a base do vidro.

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Produtos verdes: mais transparência para o consumidor

Primeiro curso do Brasil sobre a nova ISO 26000 – 5ª turma

ISO 26000:2010 – Responsabilidade Social
Como implementar a
nova ISO 26000 nas organizações

Dias 31 de agosto, 01 e 02 de setembro de 2011,
das 8h30 às 17h30, em São Paulo.

O principal objetivo do curso é capacitar os participantes no desenvolvimento de um processo estruturado e sistemático para o gerenciamento de questões de Responsabilidade Social, e para a aquisição de uma base sólida de informações para a determinação da relevância e significância dessas questões para a organização. [Saiba mais]

Newton Figueiredo

Diversas pesquisas realizadas no Brasil e no mundo continuam confirmando que nós brasileiros somos a nação mais preocupada com as conseqüências das mudanças climáticas e que uma boa parcela da população está disposta até a pagar mais por produtos que possam ajudar a construir uma sociedade mais justa e com melhor qualidade de vida.

Várias empresas têm identificado uma nova forma de melhorar a rentabilidade, oferecendo produtos que atenderiam essa nova demanda por parte dos consumidores. Já outras pesquisas indicam que o consumidor está cada vez mais informado e espera que o varejo seja um filtro de ética e de responsabilidade socioambiental na seleção de produtos que lhe são oferecidos. Seja por desconhecimento, por acreditar na palavra do fornecedor ou mesmo por falta de ética, os consumidores são bombardeados por propagandas enganosas do tipo “amigável ao meio ambiente”.

Contudo, temos que destacar três esforços, realizados nos últimos dois anos, no sentido de ajudar as empresas a desenvolverem uma comunicação ética com o consumidor. A primeira foi o lançamento, pioneiro no Brasil, do “Guia SustentaX de Comunicação Responsável com o Consumidor”, em 2009, disponível em: http://www.selosustentax.com.br/pdf/guia_sustentax.pdf. Em 2010, o CBDES lançou o “Guia de Comunicação e Sustentabilidade”, disponível em http://www.cebds.org.br/cebds/manual de sustentabilidade.pdf

Apesar dessas iniciativas, inúmeras propagandas e publicidades continuaram a ser veiculadas, na mídia impressa e digital, de produtos ditos “ecologicamente corretos”, “amigáveis ao meio ambiente” e coisas dessa natureza; muitos deles afrontando a inteligência de pessoas medianamente informadas. Assim, em boa hora, sai o terceiro esforço, agora regulador, que é a nova regulamentação do Conar para a promoção de produtos com apelos de sustentabilidade, disponível em http://www.conar.org.br/html/noticias/070611.html

As pessoas estão ávidas para contribuir para um mundo melhor e ter mais qualidade de vida. E, muitas vezes, imaginando estarem na direção correta, ao comprar algo que lhe foi apresentado como “verde” ou “mais ecológico” ou “mais sustentável’, acabam contribuindo para negócios que não respeitam a sociedade, seja do ponto de vista social ou ambiental. São os chamados produtos verdes irresponsáveis, promovidos por desconhecimento, omissão ou ainda por “picaretas verdes”. As situações mais comumente encontradas são:

1) Falta de comprovação de responsabilidade social do fabricante: objetos de decoração feitos na Índia, no Vietnam, em Bangladesh e em outros pobres países asiáticos, vendidos com freqüência em lojas e em sites. Ao comprar um objeto desses, normalmente de baixa tecnologia intrínseca, que poderiam muito bem serem produzidos no Brasil, inclusive em comunidades carentes, o consumidor contribuí para a “importação” de miséria e mais violência em nossas cidades. Nessa direção também são importadas, por incrível que possa parecer, “ecobags” de países como o Camboja! Muitas vezes, esquecemos que o impacto pode levar à desindustrialização e ao aumento do desemprego. Outro segmento importante é o da confecção. Afinal, de nada adianta a roupa ser feita de algodão orgânico certificado se a sua produção se dá de forma irresponsável para com os trabalhadores da confecção. De quem é a responsabilidade nesses casos? Do varejista, pois é ele que disponibiliza o produto em sua prateleira e, portanto, tem a responsabilidade de selecionar o que irá vender. Essa é a verdadeira postura de uma empresa sustentável ou, como outras gostam de se expressar, “eco-friendly”.

2) Falta de comprovação de responsabilidade ambiental do fabricante: a preocupação aqui é do mesmo diapasão da responsabilidade social. De nada adianta o algodão ser orgânico se na sua produção ou na confecção que o utilizou o fez contaminando o meio ambiente pela não destinação correta dos resíduos da produção. Essa preocupação toma uma dimensão importante quando o produto é importado de países que não dispõe de uma legislação ambiental a altura das necessidades atuais de proteção da biodiversidade planetária.. Hoje o Brasil tem, por força do valor de sua moeda, importado de tudo, em especial de países asiáticos que, em sua maioria têm legislações menos rigorosas que a brasileira. Isto posto, ao admitir importar sem uma mínima verificação de responsabilidade socioambiental do fabricante estrangeiro, o importador-varejista está, no mínimo, cometendo um procedimento não ético ao promover seu produto como verde para um consumidor que, naturalmente, esperaria que esse controle fosse feito.

3) Falta de comprovação da não toxidade do produto: muitas empresas que se propõe a atuar no oferecimento de produto verde, “eco-friendy”, ou sustentáveis, muitas vezes, se esquecem de analisar adequadamente esse atributo essencial da sustentabilidade: a toxidade à saúde humana e à biodiversidade. Outras por ignorância ou irresponsáveis confundem o público chamando a atenção para as características da embalagem (reciclada, por exemplo) ou para outros atributos, deixando de lado o que verdadeiramente importa: o não comprometimento da saúde do consumidor. Nesse caso, os melhores exemplos estão na área de produtos de limpeza. Produtos altamente tóxicos (desinfetantes, água sanitária…) propalados como “mais sustentáveis” apenas porque suas embalagens são feitas de material reciclado! Outros chamam a atenção para o fato de serem biodegradáveis, mas nada dizem sobre os prejuízos à biodiversidade natural nem sobre a toxidade em humanos. Ocorrências semelhantes são encontradas na área de cosméticos, a começar pelos sabonetes e shampoos. De quem é a responsabilidade por esses erros? Normalmente, das equipes de compras (que não exigem comprovações e de algumas de marketing que querem se aproveitar da onda verde.

4) Falta de comprovação de qualidade: muito embora mais raro, esse problema ainda existe, especialmente, na área de brindes. Continua em alguns segmentos do comércio um entendimento, totalmente errôneo, de que para se ter a imagem ligada às questões de sustentabilidade é preciso vinculá-la à ecologia, rusticidade, primitivismo e aspetos primários como esses. A conseqüência é que passa a ocorrer uma mistura desses conceitos com a de baixa qualidade de produtos. É muito comum irmos a eventos e lá serem distribuídas horrorosas canetas feitas de bambu ou de plástico reciclado que não dá gosto em usar. Consequência: desperdício! Vale a pena também, além dos aspectos de design agradável, estar atento a questões relativas à durabilidade e ao desempenho, especialmente de produtos importados, pelas dificuldades de solução de problemas e de recuperação de imagem em pós-venda.

A tendência do mercado de produtos sustentáveis é de grande crescimento nos próximos anos. A expansão de lojas físicas e virtuais mostra que esse é um caminho lucrativo e sem volta. Entretanto, é sempre bom ter em mente que a reputação da marca será construída com ética e respeito para com o consumidor. Já se passou a época do consumidor mal informado. Hoje tudo está disponível on-line, especialmente, os comentários sobre a seriedade com que a empresa trata seus clientes. Selecionar fornecedores responsáveis e oferecer informações transparentes, verdadeiras, seguras e consistentes para que o consumidor possa tomar sua própria decisão de compra será um dos caminhos para a diferenciação competitiva, a fidelização de clientes e o sucesso da marca. Uma das formas de encurtar o caminho será o de oferecer produtos já avaliados no que se refere à sua sustentabilidade. Nesse caso, selos emitidos por terceiras partes, como Conpet, Cerflor, Ecocert, FSC, IBD, Procel e Sustentax, são uma forte indicação para o consumidor final da consistência das afirmações de atributos de sustentabilidade e uma forma de mitigação de riscos para a imagem e os negócios do lojista.

Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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