A qualidade dos alimentos em cozinhas industriais

Curso: Gestão de Energia – Implantação da NBR ISO 50001 – Presencial ou Ao Vivo pela internet
Conforme escreve o jornalista britânico Garry Lambert, na revista ISO Focus, há evidências de que algumas organizações estão obtendo ótimos resultados implementando a gestão de energia, principalmente na redução de custos de energia. Estima-se que a norma poderia ter um impacto positivo sobre cerca de 60% do consumo mundial de energia, fornecendo às organizações do setor público e privado estratégias de gestão para aumentar a eficiência energética, reduzir custos e melhorar o desempenho energético. Clique para mais informações.

A cozinha industrial planejada deve ser desenvolvida dentro de padrões de alta qualidade, criada com metodologia, com o objetivo de minimizar custos, melhorar o desempenho e a eficácia, minimizar riscos, melhorar a qualidade do atendimento, evitar desperdícios e melhorar o retorno de investimento. O que muitos acreditam é que a cozinha industrial é utilizada apenas em indústrias, o que não é um pensamento correto, pois esse termo é utilizado pelo setor especializado para indicar que a cozinha não é uma cozinha residencial. Dessa forma, qualquer empreendimento que utilize recursos profissionais para a geração de alimentos encontra na cozinha industrial um aliado. Em outras palavras, toda cozinha com funcionalidade de atendimento profissional do ramo alimentício é uma cozinha industrial, em fast food, restaurantes, marmitex, bares, hotéis, etc.

Essa cozinha deve, então, ser projetada para atender o público conforme uma necessidade específica, por esse motivo nenhum projeto de cozinha industrial pode ser aproveitado completamente para outra cozinha. Afinal, assim como os espaços são únicos, os clientes, o modelo de negócio e o investimento também são. Dessa forma, a necessidade de implantação em uma cozinha é sempre diferente de outra. Podem existir necessidades parecidas, porém nunca iguais. Por isso, atender essas especificidades é um trabalho difícil, cuja participação de um profissional especializado é um fundamento importante dentro do negócio. Esse profissional tem a missão de levantar suas necessidades, avaliar o que melhor irá funcionar para seu negócio, dimensionar os espaços necessários e criar um projeto para o pleno atendimento delas.

Sem tal planejamento a probabilidade de que o seu empreendimento seja problemático é muito grande, visto que o mal dimensionamento eleva bastante os gastos (quem não consegue planejar acaba gastando varias vezes em um processo de tentativa e erro). Além disso, os clientes percebem a falta de organização, que passa pelo péssimo fluxo na distribuição (grandes filas), alimentos fora da temperatura ou contaminados por outros, problemas ambientais (calor, iluminação inadequada, barulho excessivo, cheiros desagradáveis), dentre outros problemas.

Um planejamento adequado tem também o foco de minimizar os riscos da atividade e a exposição dos funcionários aos riscos do ambiente de uma cozinha. Logo, a contratação de um arquiteto especializado em cozinhas industriais é a melhor forma de obter sucesso no seu empreendimento, seja qual for o tamanho dele, natureza do produto alimentar, ou especialidade. Segundo o consultor em higiene e limpeza, José Osmar (www.consulimp.net), nos locais onde se manipulam alimentos, a limpeza deve ser excelente, não existindo nenhum vestígio de sujeira, porque esta abriga micróbios (bactérias) que causam as doenças transmitidas pelos alimentos. Para que a limpeza de uma cozinha industrial seja realizada com a máxima perfeição, devemos ter alguns cuidados especiais, utilizando produtos, acessórios e equipamentos destinados a este processo de higienização, pois isso irá inibir a formação de culturas reprodutivas de germes e bactérias. Portanto tudo que for utilizado na limpeza destes ambientes, deverá ser de uso exclusivo, e em hipótese alguma ser usado em outros ambientes.

“Encontramos em uma cozinha, sujidades incrustadas, como: gorduras, restos de comida, migalhas, doces, temperos, poeira, restos de matérias primas, e uma infinidade de componentes que são sem dúvida alguma, alimentos excelentes para as bactérias, que tantas doenças causam às pessoas. O objetivo da limpeza técnica, e restaurar os padrões de higiene e limpeza nos locais de manipulação de alimentos. Nomenclatura usual nos serviços de limpeza de áreas de manipulação de alimentos: Limpeza: é a eliminação de terra, restos de alimentos, pó ou outras matérias indesejáveis. Contaminação: entende-se como a presença de substâncias ou agentes estranhos de origem biológica, química ou física, que se considere como nociva ou não para a saúde humana. Desinfecção: é a redução, por intermédio de agentes químicos ou métodos físicos adequados, do número de microorganismos no prédio, instalações, maquinaria e utensílios, a um nível que impeça a contaminação do alimento que se elabora”, explica.

Ele descreve alguns procedimentos que devem ser feitos:

– Varrer todo o ambiente, removendo todos os restos de alimentos e produtos.

– Retirar todos os resíduos das lixeiras da cozinha, removendo para o local determinado, e higienizar as lixeiras, com muito sabão e desinfetante.

– Começar a limpeza sempre pelas paredes, de cima para baixo, cuidando para não molhar as tomadas, porém deixando os rejuntes perfeitamente limpos.

– Desengordurar e lavar os utensílios como bancadas, coifas, exaustores, pias, mesas, panelas,etc, com o auxílio das fibras de limpeza.

– As portas e janelas pelo lado de dentro, devem ser também limpas quando da limpeza das paredes.

– Lavar os pisos com detergente concentrado e fibras especiais, para remoção.

Atenção:

– A cozinha deve ter uma torneira do tipo “jardim”, com rosca para a ligação de uma mangueira, a fim de facilitar sua higienização.

– A cozinha engordurada, deve ser limpa sempre, para evitar que a gordura fique incrustada, o que acarretaria uma operação cada vez mais difícil para sua completa remoção.

– Os restos de comida, devem ser sempre varridos e nunca abandonados, principalmente nos cantinhos de difícil acesso, pois alimentam bactérias e também propiciam o surgimentos de insetos, e roedores.

– Uma observação muito importante, é sobre o uso do pano de chão, que é um acessório que além de não limpar a cozinha, ainda espalha a sujeira, sem removê-la, servindo para juntar bactérias que contaminam o ambiente.

– Se a cozinha é profissional, use produtos profissionais. Produtos domésticos não proporcionam o mesmo êxito, e não são econômicos.

– As lixeiras do ambiente da cozinha, devem estar permanentemente tampadas, para evitar a proliferação de bactérias e a formação de focos de insetos.

– O uso de uma lixeira de pedal, é viável, pois o manipulador de alimentos como sempre estão acima dos alimentos, os resíduos podem cair sobre eles.

– Os panos de limpeza, são os maiores focos de contaminação das cozinhas.

-Os “paninhos” vão sendo usados e lavados uma infinidade de vezes. O procedimento correto seria o uso de panos descartáveis, e em alguns casos, o uso de toalhas de papel.

– Os prédios e instalações deverão ser de tal maneira que impeçam a entrada ou abrigo de insetos, roedores e/ou pragas e de contaminantes ambientais, tais como fumaça, poeira, vapor e outros.

– Os prédios e instalações deverão ser de tal maneira que permitam separar, por dependência, divisória e outros meios eficazes, as operações susceptíveis de causar contaminação cruzada.

– Os pisos deverão ser de materiais resistentes ao impacto, impermeáveis, laváveis a antiderrapantes não podendo apresentar rachaduras, e devem facilitar a limpeza e a desinfecção. Os líquidos deverão escorrer para os ralos (sifonados ou similares), impedindo a acumulação nos pisos.

– As paredes deverão ser construídas e revestidas com materiais não absorventes e laváveis e apresentar cor clara. Até uma altura apropriada para as operações deverão ser lisas, sem fendas, e fáceis de limpar e desinfetar. Os ângulos entre as paredes entre as paredes e o pisos, e entre as paredes e os tetos ou forros, deverão ser de fácil limpeza.

-Portas, escadas de mão, estruturas metálicas auxiliares, montacargas, plataformas, deverão ser de material não absorvente e de fácil limpeza.

-Vestiários, sanitários e banheiros: todos os estabelecimentos deverão estar, convenientemente situados, garantindo a eliminação higiênica das águas residuais. Estes locais deverão estar bem iluminados ventilados e não poderão ter comunicação direta com as áreas onde os alimentos são manipulados.

-Junto aos sanitários e localizadas de tal maneira que o pessoal tenha que passar junto a elas quando retornar em área de manipulação, devem existir pias com água fria ou fria e quente, providas de elementos adequados à lavagem das mãos e meios higiênicos conveniente para secá-las. Não se permitirá o uso de toalhas de pano. No caso do uso de toalhas de papel deverá haver, em número suficiente, porta-toalhas e recipientes coletores. Deverão ser colocados avisos nos quais se indique que o pessoal deve lavar as mãos depois de usar as mencionadas dependências.

– Instalações de limpeza e desinfecção: quando for o caso, deverão existir instalações adequadas para a limpeza e desinfecção dos utensílios e equipamentos de trabalho. Estas instalações deverão ser construídas com materiais resistentes a corrosão, que possam ser limpos com facilidade e deverão, ainda, estar providas de meios adequados para o fornecimento de água fria ou fria e quente em quantidade suficiente.

– Todos os produtos de limpeza e desinfecção deverão ter seu uso aprovado previamente pelo controle da empresa, identificados e guardados em local adequado, fora das áreas de manipulação de alimentos. Ademais deverão ter uso autorizado pelos demais órgãos componentes.

– Para impedir a contaminação dos alimentos, toda área de manipulação de alimentos, os equipamentos e utensílios, deverão ser limpos com a freqüência necessária e desinfetados sempre que as circunstancias assim o exijam.

– Deve-se dispor de recipientes adequados, em número e capacidade, necessários para depósitos de dejetos e/ou materiais não comestíveis. – Devem ser tomadas precauções adequadas para impedir a contaminação dos alimentos quando as dependências, os equipamentos e utensílios forem limpos ou desinfetados com água e detergentes, ou com desinfetantes ou soluções destes. – Os detergentes e desinfetantes devem ser convenientes para o fim pretendido, devendo ser aprovados pelo organismo oficial competente. Os resíduos destes agentes que permaneçam em superfícies susceptíveis de entrar em contato com alimentos, devem ser eliminados mediante lavagem minuciosa, com água potável antes que as áreas e os equipamentos voltem a ser utilizados para a manipulação de alimentos.

– Deverão ser tomadas precauções adequadas: em termos de limpeza e desinfecção, quando se realizarem operações de manutenção geral e/ou especifica em qualquer local do estabelecimento, equipamentos, utensílios ou qualquer elemento que possa contaminar o alimento.

– Imediatamente após o término da jornada de trabalho, ou quantas vezes seja necessário, deverão ser rigorosamente limpos o chão, incluídos os condutos de escoamento de água, as estruturas de apoio e as paredes das áreas de manipulação de alimentos.

– Os vestiários, sanitários e banheiros deverão estar permanentemente limpos. – As vias de acesso e os pátios que fazem parte da área industrial deverão estar permanentemente limpos.

Como um programa de higiene e desinfecção, cada estabelecimento deverá assegurar sua limpeza e desinfecção. Não deverão ser utilizados nos procedimentos de higiene substâncias odorizantes e/ou desodorizantes, em qualquer de suas formas, nas áreas de manipulação dos alimentos, com objetivo de evitar a contaminação pelos mesmos e dissimulação dos odores. O pessoal deve ter conhecimento da importância da contaminação e dos riscos que causam, devendo estar bem capacitado em técnicas de limpeza.

Para manipulação, armazenamento e eliminação de resíduos, o material de resíduos deverá ser manipulado de forma que se evite a contaminação dos alimentos e/ou da água potável. Deve-se ter especial cuidado em impedir o acesso das pragas e resíduos. Os resíduos deverão ser retirados das áreas de manipulação de alimentos e de outras áreas de trabalho, todas as vezes que seja necessário e, pelo menos uma vez por dia. Imediatamente depois de retirada dos resíduos dos recipientes utilizados para o armazenamento, todos os equipamentos que tenham com eles entrado em contato deverão ser limpos e desinfetados. Sistema de combate às pragas Deverá ser aplicado um programa eficaz e continuo de combate às pragas.

Os estabelecimentos e as áreas circundantes deverão ser inspecionadas periodicamente de forma a diminuir ao mínimo os riscos de contaminação. Em caso de alguma praga invadir os estabelecimentos deverão ser adotados medidas de erradicação. As medidas de controle de combate, que compreendem o tratamento com agentes químicos e/ou biológicos autorizados, e físicos, só poderão ser aplicadas sob supervisão direta de pessoas que conheçam profundamente os riscos que estes agentes podem trazer para a saúde, especialmente se estes agentes podem trazer para a saúde, especialmente se estes riscos originarem-se dos resíduos retidos no produto. Somente deverão ser empregados praguicidas se não for possível aplicar-se com eficácia outras medidas de precaução. Antes de aplicação de praguicidas se deverá ter o cuidado de proteger todos os alimentos, equipamentos e utensílios contra a contaminação. Após a aplicação dos praguicidas autorizados deverão ser limpos minuciosamente, o equipamento e os utensílios contaminados, a fim de que, antes de serem novamente utilizados sejam eliminados todos os resíduos. Salvo quando for necessário para a higiene ou elaboração, não de deverá utilizar ou armazenar na área de manipulação de alimentos, nenhuma substância que possa contaminá-lo. Quanto às roupas e objetos pessoais, não deverão ser depositados nas áreas de manipulação de alimentos.

Enfim, a cozinha moderna pode ter ar condicionado, boa ventilação, higiene, iluminação agradável, boa circulação, equipamentos e utensílios que facilitam a realização de todas as tarefas, ou seja, pode ser um lugar agradável de se estar e trabalhar. O serviço oferecido por uma cozinha industrial depende, basicamente, do mercado que se quer atingir. Além do tipo mais simples, para o atendimento de pessoas físicas, existem outras formas de atuação das cozinhas industriais: as que preparam as refeições em centrais, estando à retirada dos alimentos a cargo dos clientes; as que cozinham parte dos alimentos na central, sendo a elaboração final realizada nos restaurantes dos clientes; as administradoras de refeitórios industriais ou hospitalares, que preparam a comida no próprio local de consumo; e as que operam apenas com supergelados.

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O marco civil da internet será efetivo?

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Gislaine Lisboa Santos

A regulamentação da utilização da internet e seus recursos tecnológicos está novamente nas manchetes dos veículos de comunicação e, consequentemente, dividindo a opinião pública acerca da sua efetividade. A repercussão do tema refere-se ao projeto de lei, em trâmite na Casa Civil, que criará o “marco civil da internet”, buscando, assim, estabelecer princípios que garantam os direitos de internautas e empresas que utilizam os recursos virtuais.

O objetivo do marco civil será, caso aprovado, a junção de opiniões consensuais sobre a utilização da internet, para que, posteriormente, com base neste trabalho e em seus princípios gerais e norteadores, possa ser elaborada uma legislação específica sobre a matéria. Os princípios básicos constitucionais reunidos no projeto de lei terão como objetivos principais o resguardo da liberdade de expressão e, concomitantemente, da privacidade dos usuários, discriminando, ainda, os amplos direitos de acesso à internet por todos.

No entanto, opiniões contrárias a respeito da aplicabilidade prática do projeto de lei têm se levantado nas Comissões de Direito de Tecnologia em geral. De um lado, apoiadores do projeto entendem que há necessidade de um marco regulatório destas novas relações havidas da internet. O fundamento básico seria a concessão de maior segurança jurídica aos usuários, uma vez que o Poder Judiciário vem decidindo sobre matérias semelhantes acerca destas questões, porém, de forma visivelmente contraditória.

Segundo estudiosos que apostam no projeto de lei, o uso da internet deve ser regulado por um estatuto próprio. A intenção é que se tenham regras mais claras e objetivas em relação aos serviços prestados por este “canal”. De outro lado, especialistas defendem que a aplicação do projeto de lei na atual conjuntura seria completamente inócua. Eles acreditam que o Poder Judiciário vem decidindo de forma coerente sobre os temas relacionados às atividades praticadas na internet, independentemente de legislação específica.

Como exemplo, vale destacar a recente decisão proferida pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tratou da responsabilidade de conhecido portal de buscas sobre veiculação de notícia ofensiva por internauta em relação à eventual vítima. Para o STJ, o portal não deve ser responsabilizado pela inserção de informações com conteúdo mal intencionado por terceiros, mas apenas pela manutenção de dados e informações sabidamente ilegais, comunicadas previamente pelos usuários. O acórdão que se tornou importante precedente analisa duas cruciais questões que estão previstas no projeto de lei, ainda pendente de aprovação. A primeira, referente a não responsabilização do site sobre o conteúdo da informação que é veiculada por terceiro. E a segunda sobre o armazenamento dos registros para salvaguarda das investigações de supostos infratores.

Independentemente de opiniões opostas acerca da importância do marco inicial da internet, certo é que o Direito, sempre monolítico e que não tem sido capaz de acompanhar no mesmo compasso a evolução de questões relacionadas à medicina e ciência, agora tem esbarrado em nova problemática: avançar na mesma velocidade que os recursos tecnológicos e regulamentá-los. A aprovação do projeto de lei implicará em maior ingresso de ações objetivando, em grande parte, a reparações de danos em casos de ofensa decorrente de informações veiculadas na internet. Basta saber se o Poder Judiciário, sempre sobrecarregado, terá conhecimento técnico para tratar sobre os diversos temas insurgentes da nova era digital.

Gislaine Lisboa Santos é advogada da área cível do escritório Peixoto e Cury Advogados – gislaine.santos@peixotoecury.com.br

NBR ISO 50001: a gestão da energia de forma sustentável
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Comunicação empresarial não é coisa só de gente grande

NBR ISO/IEC 20000-1: Os requisitos do sistema de gerenciamento de serviços em TI
A integração coordenada e a implementação de um SGS fornece um controle em curso e as oportunidades de melhoria contínua, uma maior eficácia e eficiência. A operação dos processos, conforme especificado neste parte 1 exige que as pessoas estejam bem organizadas e coordenadas. As ferramentas apropriadas pode ser usadas para permitir que os processos sejam eficazes e eficientes. Os prestadores de serviço mais eficazes consideram o impacto sobre o SGS através de todas as fases do ciclo de vida do serviço, através da estratégia de transição, projeto e operação, incluindo a melhoria contínua. Clique para mais informações.

Marília Cardoso

Um dos maiores equívocos cometidos pelos pequenos e médios empresários é o de achar que comunicação é algo apenas para grandes empresas. Ledo engano. Ter uma sólida estrutura de comunicação empresarial é algo tão vital quanto a qualidade dos produtos ou serviços que a empresa oferece. São muitos os motivos pelos quais a comunicação tem se tornado tão estratégica e fundamental para as empresas. Talvez os mais significantes sejam a revolução causada pelos avanços em tecnologia e em telecomunicações.

Primeiramente, a disseminação da tecnologia tem feito com que produtos e serviços tenham se tornado praticamente commodities. Ter maquinários de última geração capazes de criar produtos inovadores e que não sejam facilmente copiáveis deixou de ser uma exclusividade das grandes corporações. Eis uma das vertentes da globalização.

Paralelamente, as transformações originadas pela internet fizeram com que o poder mudasse de lado. Se antes estava com as empresas, agora está com o consumidor, que em questão de alguns cliques consegue compartilhar suas experiências positivas ou negativas com as marcas para milhões de usuários da rede em todas as partes do mundo. Então, como sobreviver neste cenário? Investindo em comunicação empresarial! Não há outra saída. As chamadas empresas low profile – ou adeptas da política do “nada a declarar” – se ainda não morreram, devem estar agonizando. Na era da informação não haverá espaços para quem não estiver disposto a ser comunicar (e muito bem).

Assim, jornalistas, relações públicas e demais profissionais de comunicação estão cativando uma cadeira ao lado dos CEOs, ajudando-os a enxergar e agir neste novo contexto, onde o que vale não é a qualidade ou o preço, e sim a credibilidade conquistada por meio de um relacionamento sólido e transparente. Cabe a estes profissionais desenvolver um complexo conjunto de ações e processos capazes de reforçar a imagem de uma empresa ou entidade diante de seus públicos, indo de colaboradores a clientes, passando por fornecedores, representantes comerciais, imprensa, associações, ONGs, formadores de opinião, órgãos governamentais, universidades, acionistas, etc.

Por tratar-se de tantos e tão diversos públicos, a comunicação empresarial vai se desdobrando em “sub” áreas, a fim de se focar estrategicamente nas melhores práticas para o diálogo com cada um dos interlocutores de uma organização. A importância dada a cada público depende do ponto de vista de cada uma. Independentemente do tamanho da empresa, o primordial é cuidar do público interno. Se os colaboradores da companhia não se sentem motivados e valorizados, certamente apresentarão pouco rendimento e estarão atentos às oportunidades que surgirem no mercado. Para garantir um clima organizacional favorável, a comunicação interna ou o endomarketing, assumem características fundamentais.

Também não se pode esquecer a importância de um projeto de branding. Toda empresa deve ter um nome, logomarca, materiais institucionais, catálogos de produtos ou serviços e, logicamente, um bom site, que deve ser de fácil navegação, bonito e informativo. Com a “casa” em ordem é hora de começar a se posicionar perante os meios de comunicação em massa – seja para lançar campanhas publicitárias ou fornecer conteúdos relevantes para o editorial dos veículos por meio de uma boa assessoria de imprensa. Mesmo com linguagens e estratégias bastante diferentes, ambas terão como missão central o aumento da visibilidade da marca.

Dados estes três importantes passos, cabe a cada empresa definir que caminho seguir. As ferramentas são muitas e variadas, cabe apenas saber onde se quer chegar – pois para quem não sabe isso exatamente, qualquer lugar serve. E lembre-se sempre que esta é uma estrada sem volta. Percorrê-la é essencial para o bom desempenho de sua empresa. Boa caminhada!

Marília Cardoso é jornalista, especialista em comunicação empresarial e diretora da InformaMídia Comunicação – marilia@informamidia.com.br

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O dia em que Steve Jobs me ligou

LIVROS EM DESTAQUE


Bill Fisher

Steve Jobs deve ter muita coisa na cabeça e nem deve se lembrar de um telefonema que fez para um universitário americano de 20 anos. Mas eu me lembro. Apaixonado por computador, meu segundo objeto favorito na faculdade era uma guitarra branca Les Paul Classic. Liguei o instrumento a um enorme amplificador e um gravador de fita cassete que me permitia catalogar meus acordes, esperando que toda a humanidade os admirasse num futuro (que ainda não chegou), quando o telefone tocou. Lembrando que, há 20 anos, o telefone não era um celular, mas um aparelho fixo, com fio, quase extinto hoje.
“Alô?”, atendi, bravo. “Posso falar com o Bill, por favor?”, disse a voz do outro lado.
“Sou eu”, respondi perguntando quem era. Foi então que ouvi as frases mais inesquecíveis da minha vida: “Bill, aqui é o Steve Jobs. Soube que você está pensando em comprar um de nossos computadores NeXT.” (Empresa de computadores que Jobs fundou quando saiu da Apple, em 1988, antes de voltar para recriar a empresa).
Depois daquela ligação, o NeXT Cube se tornou meu brinquedo favorito na faculdade. Era um computador excepcionalmente bom. Prova disso é que Tim Berners-Lee usou um NeXT para desenvolver o primeiro navegador de Internet do mundo. É difícil acreditar nesta história hoje. É muito improvável, fora de contexto e absurda. Por que Steve Jobs, o executivo mais incrível do mundo, pegaria o telefone para ligar para um estudante de ciência da computação da Brown University para vender um computador de US$3 mil? Acontece que eu tive a sorte de estar no lugar certo, na hora certa: meu pai trabalhava na fornecedora de peças da NeXT e comentou a meu respeito com Jobs. Ele sabia que eu existia. E eu estava estudando ciência da computação num momento crucial para a NeXT ter programadores comprando suas máquinas. Foi muita sorte!
Mas o principal desta história não é mostrar que eu sou um cara maneiro que “conhece” o Steve Jobs (muito embora eu não me importe se você achar isso). O principal é pontuar algumas coisas sobre Steve Jobs, o empreendedor em quem sempre me inspirei. Ele falhou. O fracasso é uma commodity subestimada, especialmente numa realidade tão competitiva. Acredito que a maioria dos empreendedores abra um novo negócio achando que não vai errar e fica obcecada tentando evitar o fracasso. Mas, quando fracassam (o que não é raro), os empreendedores bons de fato, como Steve Jobs, aceitam a perda, aprendem com ela e tocam a vida. Steve Jobs já disse que a vergonha de ter sido tirado da Apple o fez pensar em se mudar do Vale do Silício; em vez disso, ficou e abriu a NeXT e a Pixar. Falhar na Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido com ele – ironicamente, foi isso que o levou depois a salvar a Apple, criando uma das empresas mais valiosas do mundo.
Ele teve atenção aos detalhes. Quando Jobs me ligou, não usou a fama para me impressionar e me convencer a comprar o computador. Queria mesmo falar sobre os detalhes que tornavam o NeXT melhor do que os outros computadores. São detalhes como estes que separam as empresas “que quebram um galho” das excepcionais. A atenção a estes fazem as pessoas reconhecerem as virtudes do produto.
Ele ligou. O fato de ele ter ligado para um universitário mostra muito. De certa forma, não deveria ser uma surpresa, já que ele é de pôr a mão na massa mesmo, e essa característica o transformou em assunto mundial. Além disso, ele é um ótimo vendedor. Não se sentiu bom demais para pegar o telefone e convencer um comprador em potencial, alguém que poderia se tornar referência na área. Para o empreendedor em começo de carreira (e Jobs estava recomeçando), envolver-se pessoalmente com um cliente interessado é uma experiência inestimável.
Ele ganhou a venda no dia e um cliente para a vida toda. Falando de forma realista, ligar para um universitário não faria muita diferença para o futuro da NeXT. A maioria dos líderes e gestores teria dispensado esta estratégia. Só que Steve Jobs reconheceu o potencial de falar com uma só pessoa para poder ampliar a voz do consumidor de um grupo pequeno, porém influente, para impulsionar o lançamento do produto. Eu não era só um garoto na faculdade, eu era um amplificador para ele, iria passar adiante a novidade para todo o departamento de ciência da computação.
Como sempre, Steve Jobs estava à frente de sua época. Hoje, a habilidade de líderes corporativos de falar com as pessoas e criar consumidores “fanáticos” é algo sem precedentes. Vivemos num mundo reto, todo cliente está a apenas um clique de nós.
Apesar de os computadores NeXT não terem sido um grande sucesso de vendas, sei que os leais seguidores que Jobs criou à época ainda são fãs dele hoje, como eu. Este cara mudou tantos aspectos de nossas vidas, a começar com uma ligação 20 anos atrás. Estou digitando este artigo no meu MacBook Air, tentando não me distrair com as mensagens no meu iPhone e, quando acabar aqui, vou ler um livro no meu iPad.

Bill Fisher, CEO da EF Englishtown, é co-fundador da escola de inglês online. Mora na China e, mesmo antes de a internet ser presente em nossas vidas como é hoje, sabia que os métodos tradicionais de ensino deixavam a maioria dos alunos na mão.

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Centro de Referência e Apoio à Vítima (CRAVI)

Coletânea Série Trabalhos Acadêmicos
Ao fazer um trabalho acadêmico ou um projeto de pesquisa, é provável que se tenha de seguir o que determina a Associação Brasileira de Normas Técnicas. Para fazer isso corretamente foram publicadas em 2011, a ABNT NBR 14724 – Informação e documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação e a NBR 15287 – Informação e documentação – Projeto de pesquisa – Apresentação são duas normas muito importantes para o mundo acadêmico e científico. Enquanto a primeira estabelece os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros), visando sua apresentação à instituição (banca, comissão examinadora de professores, especialistas designados e/ou outros), a segunda Estabelece os princípios gerais para apresentação de projetos de pesquisa. Clique para mais informações

Sou jurado do Prêmio Mario Covas, que promove as boas práticas de gestão pública voltadas à excelência e inovação, que aprimorem a qualidade dos serviços e elevem o bem-estar dos cidadãos, e esse ano o projeto que mais me impressionou e que ficou apenas com menção honrosa foi o do Centro de Referência e Apoio à Vítima (CRAVI). Mesmo não sendo um dos vencedores, o grande mérito da proposta é tentar oferecer um pouco de qualidade de vida e carinho às vítimas. Uma coisa bastante complicada quando você é a vitima. O CRAVI foi criado em julho de 1998 e tem como objetivo geral promover o reconhecimento e o acesso aos direitos das vítimas de violência, visando à consolidação dos direitos humanos e o exercício da cidadania. Suas ações buscam contribuir para a superação dos danos causados pela violência, bem como apoiar aqueles que desejam contribuir para a sua prevenção, a promoção da Justiça, e na visibilidade das vítimas e suas demandas, inclusive daquelas indiretamente afetadas, como é o caso dos familiares, amigos e colaboradores. Assim, o CRAVI tem por missão ser referência para ações e políticas públicas que visem superar os ciclos de violência e promover reconhecimento, cidadania e acesso aos direitos de vítimas de crimes violentos.

Desde sua fundação, acolheu 1.775 pessoas e realizou 16.484 atendimentos (até 20 de dezembro de 2010). No ano de 2010, o CRAVI realizou 1488 atendimentos a 388 pessoas (acolhendo 284 usuários novos), atendendo prioritariamente casos de homicídio tentado e consumado, latrocínio, violência sexual, violência doméstica, roubo, extorsão e ameaça. O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicólogos, defensores públicos e oficiais administrativos. Foram cumpridas as metas do Plano Plurianual e, desde o mês de julho, com a implantação de alguns ajustes técnicos, o CRAVI vem aumentando progressivamente o número de atendimentos: junho (67), julho (68), agosto (118), setembro (154), outubro (173), novembro (204), com queda no mês de dezembro (131), em razão das festas de final de ano e férias.

Há vários anos o CRAVI vem observando que no Complexo Judiciário Criminal Ministro Mário Guimarães – maior Fórum Criminal da América Latina – circulam cerca de milhares de (verificar no Google) pessoas diariamente, muitas delas vítimas de violência, cumprindo os ritos onerosos e maçantes característicos do acesso ao Judiciário. Desde o ano 2000, o CRAVI planeja a implantação de um posto de atendimento neste espaço. Em 2007 o CRAVI Fórum foi aberto pela primeira vez, mas questões metodológicas e estruturais impediram a continuidade do projeto. Do final de 2009 ao primeiro semestre de 2010 o CRAVI Fórum permaneceu praticamente inativo.

Em agosto de 2010, o projeto foi reformulado aos moldes atuais, no intuito de facilitar o acesso das vítimas de violência aos serviços de assistência e proteção. O desafio era ampliar o público atendido e a capacidade de atendimento sem prejuízo da qualidade, marca registrada do CRAVI desde a sua criação. Assim, foi reformulada a função da unidade do CRAVI Fórum Criminal, definindo-lhe a missão de acolher as vítimas de crime, conciliando a escuta qualificada e o diagnostico preliminar, de modo a facilitar o acesso do usuário à rede de serviços.

Esta unidade, estrategicamente instalada no Fórum Criminal, também atua como um pólo integrador de instituições, programas e ações de assistência e proteção, multiplicando naquele privilegiado espaço público da Justiça, o cuidado e a sensibilidade, princípios básicos da assistência á vitima. Atualmente, o CRAVI tem duas unidades localizadas na Capital: unidade CRAVI Fórum Criminal, e unidade CRAVI Barra Funda. A unidade CRAVI Fórum foi idealizada para realizar o primeiro atendimento, composto por acolhimento, triagem e encaminhamento. Atende casos de vítimas de crimes violentos, especificamente os seguintes tipos penais: roubo, extorsão, homicídio, latrocínio, violência sexual e violência doméstica. Após o atendimento inicial, a vítima é encaminhada a outros serviços especializados, e também é convidada a participar das atividades programadas pelo CRAVI tais como palestras e oficinas focadas em temas de interesse das vítimas de violência. Esta unidade também concentra a realização de eventos e atividades da rede solidária, e atendimentos em grupo.

A unidade CRAVI Barra Funda é composta por uma equipe especializada no atendimento de casos de violência fatal. “Violência fatal” é a violência com resultado morte, ou quase morte, independente da origem da violência, se decorrente de roubo, tráfico, violência sexual ou doméstica. Assim, o atendimento dos casos de violência fatal possibilita a compreensão dos ciclos de violência que as originaram. Do ponto de vista clínico, o atendimento é voltado para a elaboração do luto, a compreensão social da violência, o resgate da cidadania e a participação qualificada no sistema de justiça.

Como um programa de atendimento a vítima, foi idealizado para acolher a vítima de violência num primeiro momento, quando as mesmas se encontram num estado de fragilidade total. A partir da escuta inicial a equipe identifica as necessidades emergentes dos usuários e partindo desta identificação são montadas as estratégias de direcionamento da demanda apresentada. A providência inicial é orientar as vítimas no sentido de encaminhá-las de acordo com a especificidade de seu caso para a o atendimento junto à rede de serviços sócio-assistenciais disponíveis, e nos casos de recorte de crime contra a vida, o encaminhamento para a unidade especializada do CRAVI Barra Funda.

Quando se iniciaram os atendimentos na unidade do CRAVI Fórum havia uma demanda de vítimas em lista de espera para acolhimento, com uma previsão de atendimento de até dois meses. Esta demanda foi sanada com eficiência em um curto espaço de tempo. O acolhimento das vítimas passou a ser realizado com maior celeridade, inclusive com pronto atendimento, garantindo o acesso à prestação de serviços de assistência.

A percepção da equipe do CRAVI acerca do grau de satisfação do usuário é que, em geral, o usuário fica bastante satisfeito com o atendimento. Tal percepção é confirmada através dos contatos das instituições componentes da rede de apoio. Desde a implantação da unidade CRAVI Fórum, no final do mês de agosto de 2010, até o mês de fevereiro de 2011, foram atendidas 183 pessoas, sendo 142 mulheres e 41 homens. Destes, entre outros, foram atendidos 30 casos de homicídio, 1 de latrocínio, 53 de violência doméstica, 34 de abuso sexual, 9 casos de ameaça, 2 de seqüestro, 1 de racismo e 3 de homofobia.

O mais legal desse projeto é que ele pode ser reproduzido, pois sustentação desta iniciativa baseia-se na possibilidade de replicar unidades de atendimento a vítimas nas dependências dos Fóruns, sobretudo naquelas cidades que apresentam importantes índices de violência. O foco do trabalho é a conjugação de esforços das instituições estaduais e municipais sensíveis à questão da violência e da vitimização. Assim, as Secretarias Estaduais e Municipais, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública, dentre outras organizações governamentais e não governamentais poderão constituir seus Centros de Apoio a vítimas de violência com uma estrutura simples e eficaz: um espaço adequado nos Fóruns, uma equipe multidisciplinar psicossocial com apoio administrativo, integração e constituição de uma rede de apoio focada na assistência e acesso a justiça pelas vítimas.

A partir desta primeira configuração estrutural, haverá um fluxo que irá do geral para o especializado, tomando a unidade de assistência e apoio à vítima como referência para a vítima e para a rede. A vítima que segue “desorientada” para o primeiro atendimento (acolhimento) será escutada e seu caso será avaliado. A equipe técnica elaborará um diagnostico preliminar e dará encaminhamento à rede de apoio, constituída por instituições que cuidarão das demandas apontadas pela equipe, aprofundando o diagnostico e seguindo o acompanhamento.

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Doenças do trabalho ou da vida: torcicolo ou entorse de pescoço

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Tenho notado nas empresas nas quais presto serviços que as pessoas vêm reclamando desse problema físico. Você vira a cabeça e, de repente, o pescoço trava. O torcicolo pegou você. Além de limitar o movimento, o problema causa tensão e dor intensa na região cervical, podendo se espalhar para toda a musculatura dorsal.

Pouca gente sabe, mas um músculo de nome complicado – esternocleidomastóideo –, largo e robusto, localizado na face lateral do pescoço, é principal envolvido na questão.

“O torcicolo comum pode ocorrer devido a um trauma, a um movimento súbito, à má postura ou surgir sem nenhuma causa aparente”, explica o neurocirurgião Alexandre Elias, especialista em coluna e dor musculoesquelética, do Centro de Referência em Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. A posição ao dormir também pode levar ao torcicolo. Portanto, é preciso cuidado não só com a maneira como você deita, mas com a escolha do travesseiro, que não pode ser mole ou duro demais.

“A recomendação quanto a tamanho, espessura e material varia de acordo com a forma com que cada um dorme. Mas seja como for, ele deve ficar embaixo da cabeça, nunca dos ombros, para deixar a cabeça no mesmo alinhamento da coluna vertebral. E ao deitar de lado a orelha deve estar na mesma linha do ombro”, ensina o quiropraxista Jason Gilbert, de São Paulo, autor do livro “O segredo da coluna saudável – Siga os passos para uma coluna sem dor” (Editora Gaia).

Por provocar dor, a primeira medida no tratamento do torcicolo costuma ser medicamentosa. “Pode envolver analgésico, relaxante muscular ou antiinflamatório. Nesse momento não tente forçar ou alongar a região, porque o quadro pode piorar.”, diz o médico Alexandre Elias. Em seguida é indicada uma fisioterapia analgésica, com aplicações de frio e calor. “O gelo tem efeito antiinflamatório. Deve ser feito por 20 minutos no máximo e com intervalo mínimo de uma hora até a próxima aplicação”, explica Jason Gilbert. A compressa quente, por sua vez, ajuda a relaxar a musculatura. Só depois vem a fase de alongar e fortalecer a musculatura do pescoço. “Agora, se o incômodo não cessar, o melhor é procurar um especialista para ampliar a investigação”, aconselha o neurocirurgião do Hospital 9 de Julho.

Para dar mobilidade e evitar maiores problemas na região cervical, invista em algumas medidas simples no dia a dia:

• Principalmente se você trabalha sentado e diante do computador, a cada 45 minutos movimente a cabeça no sentido de rotação e faça flexão e extensão do pescoço

• A tela do computador deve ficar na altura dos olhos, para evitar má postura do pescoço e tensão na região cervical

• Aplique uma bolsa de gelo quando o pescoço estiver dolorido e inflamado

• Procure identificar a causa do torcicolo para saber como evitar a repetição do episódio

• Evite dormir de bruços ou no sofá, usando o apoio lateral para colocar a cabeça

• Não use o telefone entre os ombros e a orelha. Se tiver de fazer uma ligação mais longa e precisar das mãos para digitar ou escrever, por exemplo, utilize um fone de ouvido.

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Conhecimento com prazo de validade

NBR ISO/IEC 20000-1: Os requisitos do sistema de gerenciamento de serviços em TI
A integração coordenada e a implementação de um SGS fornece um controle em curso e as oportunidades de melhoria contínua, uma maior eficácia e eficiência. A operação dos processos, conforme especificado neste parte 1 exige que as pessoas estejam bem organizadas e coordenadas. As ferramentas apropriadas pode ser usadas para permitir que os processos sejam eficazes e eficientes. Os prestadores de serviço mais eficazes consideram o impacto sobre o SGS através de todas as fases do ciclo de vida do serviço, através da estratégia de transição, projeto e operação, incluindo a melhoria contínua. Clique para mais informações.

conhecimentoNick Milton

Cada empresa deve automaticamente aprender com os erros e experiências do passado, mas o que acontece quando as memórias desvanecem-se, os empregados deixam a empresa ou o conhecimento passa a ficar com data de validade vencida, por estar mal arquivado ou nem mesmo registrado? O valor da memória não pode ser subestimado, bancos de conhecimento conservam o ciclo de vida da informação e permitem que as pessoas possam buscar assuntos de interesse e adicionar neles seus prõprios conhecimentos e experiências. Gestão do Conhecimento (GC) significa fazer uso máximo, comercialmente falando, de tudo que a organização sabe, de modo que cada decisão seja tomada à luz desse embasamento. Isso requer que todos na organização sejam capazes de acessar, não apenas as informações e dados que necessitam, mas também de explorar as experiências e conhecimentos de outras pessoas, mesmo que esses indivíduos não estejam disponíveis. Isso precisa ser feito de forma sistemática e rotineiramente. Para dizer que verdadeiramente está realizando a gestão do conhecimento, as empresas precisam incorporar a cultura do conhecimento na rotina da organização. O resultado ideal da sistematização da GC é que os erros não se repitam, que os “becos sem saída” não precisem ser re-explorados, que a roda não precise ser reinventada, e que cada decisão seja feita à luz do pleno conhecimento da empresa. Este é o estado final da inteligência coletiva, para o qual os sistemas de GC se esforçam.

É bastante óbvio que vai levar algum tempo e esforço para alcançar esse nível de estado da arte, e também é claro que, se tentarmos aplicar a Gestão do Conhecimento a absolutamente tudo o que fazemos, até mesmo nas pequenas decisões, vamos ficar esgotados. Não é necessário recorrer à inteligência coletiva da organização, cada vez que fazemos um bule de café ou toda vez que precisamos de clipes de papel. A GC, como qualquer outro processo organizacional, precisa ser dirigida para onde podemos obter um efeito maior. Precisamos ter um propósito alinhado à estratégia de negócios. As questões do conhecimento precisam estar focadas, primeiramente, na inteligência coletiva do negócio, ou seja, onde a captura, o desenvolvimento, a conservação ou aplicação do conhecimento são fundamentais para o sucesso.

Ao mesmo tempo, a transferência de conhecimento é um desafio real, da mesma forma, o conhecimento tem que ser transferido através do tempo e espaço. O conhecimento capturado por uma equipe deve ser embalado e armazenado de modo que uma equipe desconhecida, em um local desconhecido, em algum momento no futuro, possa acessá-lo, compreendê-lo, relacionar-se com ele, usá-lo e beneficiar-se dele. Este tipo de transferência de conhecimento é difícil, mas possível. De alguma maneira, é necessário dar uma vida útil decente ao conhecimento.

Por outro lado, vale a pena enfrentar um dos maiores desafios da Gestão do Conhecimento, que é a conscientização. O conhecimento é derivado da ação e experiência, mas a maioria das pessoas permanece inconsciente de seu papel. Nós aprendemos, somos capazes de fazer as coisas melhor, mas muitas vezes não estamos conscientes do que temos aprendido.

O outro lado da moeda, no entanto, é que o cliente do conhecimento não tem consciência do que precisa saber. Ele não sabe ou não está ciente de que não sabe. O conhecimento, que esse consumidor precisa, tem que ser apresentado em forma embalada para que ele possa aprender o que precisa saber. Por isso, a maneira que o conhecimento é armazenado é crucial. Se não tiver foco no usuário, então, o conhecimento real não será transferido e, portanto, não aplicado.

Vou descrever três modelos de bancos de conhecimento: chamarei o primeiro de “quarto de adolescente”. Este é um modelo no qual despejo tudo de forma desestruturada. É extremamente dependente de um bom buscador, para encontrar o dado novamente. É como quarto do meu filho, ele sabe onde está tudo – é tudo no chão! Ele pode pesquisar na pilha de coisas e encontrar o que precisa.

O segundo modelo de banco é aquele no qual o armazenamento do conhecimento está em algum tipo de framework. No entanto, é difícil criar um framework que tenha longevidade e que possa ser entendido por todos os usuários. A desvantagem desse modelo é que se você não sabe os caminhos do banco de conhecimento, pode frustrar-se com os resultados. Geralmente, as pessoas não buscam por conhecimento por muito tempo e, se não o encontram rapidamente, o reinventam.

O terceiro modelo é aquele em que o conhecimento é pré-embalado para o benefício do usuário final. Este banco contém um conjunto de unidades de conhecimento empacotadas e embaladas. Cada unidade pode ser considerada um “Ativo de Conhecimento”, projetada para proporcionar tudo o que o usuário precisa para que esteja plenamente informado antes de elaborar um projeto. Mesmo assim, este terceiro modelo (no qual o banco de conhecimento está cheio de ativos pré-embalados) está longe de ser eficaz. Ele coloca o ônus sobre os criadores do conhecimento de fazer a embalagem para que o usuário do conhecimento, consciente ou não, encontre tudo o que ele precisa saber.

O conteúdo de um ativo de conhecimento é pensado para fazer a pergunta: ‘o que o cliente precisa saber?’ Em primeiro lugar, ele vai precisar de algum tipo de conselho, que irá ajudá-lo com seu projeto. Ele precisa de ajuda e orientação na tomada de decisões e apreciará encontrar tudo de maneira estruturada. Em segundo lugar, ele precisa de algum contexto que ateste quão confiável é aquela informação. Também precisa ter acesso às histórias, citações e background que irão tornar vivo o conteúdo. Em terceiro lugar, deve ter um mecanismo disponível para seguir as coisas, entrar em contato com as pessoas envolvidas ou realizar leitura de materiais de fundo.

Como esses ativos do conhecimento devem ser compilados a partir de muitas experiências devem, por isso mesmo, contar histórias e dar conselhos vindos de muitas vozes. A transferência desses ativos é uma forma de interpretação que mistura muitas vozes, sem que se percam. As múltiplas entradas são usadas ​​para criar uma síntese de conhecimento, mas também para ilustrar, ampliar, verificar e, continuamente, criar novos desafios.

Nick Milton é reconhecido mentor e treinador, com mestrado em Ciências Naturais da Universidade de Cambridge e doutorado pela Universidade de Gales (Inglaterra). É diretor e co-fundador da Knoco, uma consultoria de gestão conhecimento – linksbgc@linkportal.com.br

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Qualidade de vida: os prejuízos do tabagismo no organismo – a começar pela boca

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O câncer de boca já ocupa o quinto lugar entre os mais comuns entre a população masculina. O cirurgião-dentista tem papel fundamental no diagnóstico precoce da doença e na manutenção da saúde integral do paciente

Segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, o tabagismo está em declínio no País. Entre 2006 e 2010, a proporção de fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. Houve uma redução de mais da metade dos fumantes nos últimos 22 anos, uma vez que 34% dos brasileiros fumavam em 1989. Mesmo com essa redução, os perigos do cigarro continuam sendo uma ameaça. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que este ano seis milhões de pessoas irão morrer de doenças decorrentes do tabaco. E o pior: 10% serão de fumantes passivos. A Associação Brasileira de Odontologia (ABO), entidade parceira da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), alerta, no Dia Mundial de Combate ao Fumo, para os males do cigarro para a saúde bucal e integral da população.

No Brasil, o câncer de boca ocupa o quinto lugar entre os mais comuns na população masculina, já que os homens fumam e bebem mais; o alcoolismo e o tabagismo são as principais causas da doença. Dados da OMS apontam que 43% das mortes por câncer em todo o mundo são causadas pelo consumo de tabaco, do álcool, por maus hábitos alimentares e de estilo de vida e infecções. Estima-se ainda que aproximadamente 75% a 90% de todos os cânceres que acometem a região da cabeça e do pescoço sejam consequência do tabagismo. Quem fuma, por exemplo, tem 25 vezes mais chance de ter doenças na boca do que os não fumantes, o que pode piorar com a ingestão de bebidas alcoólicas. Isso acontece porque o tabaco e o álcool causam alterações nas células da mucosa da boca e da pele, capazes de acelerar o crescimento das células cancerígenas e aumentar as chances de lesões e tumores. Como vários outros agentes externos de destruição da saúde, o cigarro começa a prejudicar o organismo a partir da boca, podendo ocasionar de manchas nos dentes a câncer.

O cirurgião-dentista é um grande aliado no diagnóstico precoce do tumor, evitando que mais mortes ocorram, e ajudando a melhorar a qualidade de vida do paciente. O tratamento das lesões iniciais do câncer bucal, por cirurgia ou radioterapia, tem bons resultados, com cura em 80% dos casos, segundo dados da OMS. Nos casos avançados, quando a cirurgia não é possível, a quimioterapia é associada à radioterapia, porém os resultados não são muito satisfatórios. Para evitar isso, a visita regular ao cirurgião-dentista é fundamental, pois ele é capaz de detectar as primeiras possíveis lesões do tumor, como feridas que não cicatrizam em uma semana, ulcerações indolores que podem sangrar, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. É sempre bom ficar atento a qualquer alteração na boca. Vale lembrar que a boca é porta de entrada para várias infecções, podendo prejudicar também a faringe e a laringe, e, consequentemente, todo o organismo.

Os cuidados valem também para quem não fuma, mas convive com fumantes. Permanecer em um ambiente onde há pessoas fumando equivale a fumar quatro cigarros para quem não fuma. A exposição à fumaça do tabaco, e o consumo de rapé ou hábito de mascar fumo, elevam o risco de câncer bucal. Para quem não fuma, o melhor é manter distância da fumaça para não prejudicar a sua saúde.

ABO e o combate ao tabagismo

A ABO combate o cigarro em diversos flancos. Antecipando-se às legislações estaduais que baniram o uso de cigarro e derivados de tabaco em ambientes de uso coletivo – públicos ou privados –, a entidade decretou, em 2007, todos os seus ambientes, em todo o Brasil, 100% livres de fumaça de cigarro. A medida foi tomada em consonância com a Federação Dentária Internacional (FDI), que, em resolução oficial, enfatiza que “não há nenhum nível seguro de exposição ao ar contaminado por fumaça de tabaco”, chamando a atenção para a necessidade de se “promulgar leis sem exceções para proteger as pessoas dos perigos da fumaça do cigarro alheio”. Isso também estimulou as unidades da ABO a realizarem em suas regiões campanhas de combate ao fumo e de prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal, destacando o tabaco como fator de risco, voltadas para profissionais e população em geral.

Dados de tabagismo

– Proporção de fumantes diminuiu entre 2006 e 2010: passou de 16,2% para 15,1%
– Seis milhões de pessoas irão morrer de doenças decorrentes do cigarro em 2011
– O câncer de boca é o quinto mais comum entre homens
– 43% das mortes por câncer em todo o mundo são causadas pelo consumo de tabaco
– Quem fuma tem 25 vezes mais chances de ter câncer bucal
– No Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo
– O tabagismo está relacionado a 25% das mortes causadas por doença coronariana e infarto do miocárdio; 45% das causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos; 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos; 85% das mortes causadas por bronquite e enfisema; e 90% dos casos de câncer no pulmão (entre os restantes, 1/3 é de fumantes passivos)

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

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Pesquisa: quais as principais causas que motivam a busca por um novo emprego

A Catho Online realizou um estudo com base na Pesquisa dos Executivos 2011 e identificou que 23,1% dos desempregados buscam uma melhora no padrão de vida quando estão em busca de uma recolocação. A pesquisa foi realizada no mês de abril deste ano, com participação de 46.067 respondentes. Suprir a necessidade financeira, com 20,4%, e manter o padrão de vida de quando estava empregado, com 15,2%, também são fatores que motivam os profissionais que estão fora do mercado.

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As prioridades na motivação da busca de emprego apresentam mudanças quando avaliadas de acordo com a idade do profissional. Para os mais jovens a melhora do padrão de vida é o motivo mais significativo, já para os mais maduros, sentir-se útil e o prazer de trabalhar são fatores mais importantes.

“Os jovens têm uma preocupação maior em melhorar o padrão e garantir o futuro financeiro, enquanto profissionais que já possuem experiência e estabilidade valorizam mais sua qualidade de vida, por isso querem ser úteis e fazer o que gostam”, diz Adriano Meirinho, diretor de marketing.

A Qualidade e o ser humano

Curso: Os fatos e os mitos na proteção contra descargas atmosféricas
Os primeiros estudos sobre a descarga elétrica foram realizados no século XVIII por Benjamin Franklin, por meio de um experimento que consistia na colocação de uma haste metálica abaixo de uma nuvem de tempestade. No experimento ele faria a aproximação de um corpo aterrado em contato com o solo, na nuvem, sendo a energia descarregada pela haste. Em maio de 1752, o cientista francês Thomas-François D’Alibard (1703-1799) realizou o experimento proposto por Franklin, levantou uma barra de ferro pontiaguda na direção das nuvens de tempestade, e aproximou desta um fio aterrado, verificando que faíscas saltavam do mastro para o fio. Clique para mais informações.

Oceano Zacharias

Não existe mais lugar para o exercício da autoridade distanciado das equipes de trabalho. A rapidez das adaptações exige maior agilidade no processo decisório e no trabalho em equipe, portanto maior proximidade entre os elementos da gerência e os operacionais. O dirigente está sendo obrigado a repensar sua organização, inclusive o trabalho e a forma como ele vem sendo realizado ao longo do tempo. A questão é de caráter mundial: como administrar a empresa num contexto em que as variáveis principais são as dúvidas e as ameaças representadas pelo binômio competição x sobrevivência? Fazer frente a produtos de melhor qualidade e preço competitivo implicam grandes mudanças. Mudanças caracterizadas pelo aperfeiçoamento da qualidade do que se produz para a reconquista do mercado.

O grande desafio enfrentado pelas empresas está em manter as pessoas interessadas, motivadas, envolvidas e totalmente compromissada com o próprio autodesenvolvimento e com a consciência de que só se produz com qualidade quando há interesse real, quando as pessoas estiverem bem adaptadas e felizes, realizando o que gostam e sabem fazer. Não se trata de simplesmente dizer NÃO à Avaliação de Desempenho, vista como tradicional, mas de dizer SIM ao Gerenciamento do Desempenho como uma alternativa gerencial de incremento à sinergia organizacional, concebido e ajustado ao momento atual. Administrar a eficiência do ser humano no trabalho implica em gerenciá-lo como fenômeno dinâmico, permanente, produto do empenho de cada um, de sua identificação com o que executa e de como aproveita as condições em que realiza, e o que é de sua responsabilidade realizar. Significa incrementar a cultura organizacional com um clima de confiança em que as pessoas sintam prazer em estar. Trata-se de eliminar os mecanismos que fomentam a inferioridade de uns em relação aos outros, e acreditar que pessoas são, efetivamente, o principal recurso e grande vetor para as organizações.

A Direção deve estar atenta aos critérios de seleção do pessoal, e se estão realmente sendo seguidos: trazer bons estagiários para projetos específicos, fomentar a troca de funções internamente: e investir em pessoas que valorizam o aprendizado contínuo e sua prática, em detrimento das que enaltecem tais “benefícios” adicionais, com visão míope e momentânea, sem crescimento para ambas as partes. Trata-se, dessa forma, de cultivar uma atenção permanente e contínua no acompanhamento do desempenho das pessoas, de manter e conferir os compromissos assumidos, gerenciando o tempo através de ações concretas e os resultados das pessoas no trabalho.

Enfim, de resgatar o respeito e a valorização do profissional que trabalha, através da adoção de uma filosofia e prática de procedimentos que propiciem estímulo constante, aperfeiçoamento e satisfação contínuos das pessoas no exercício do seu dia-a-dia, contribuindo sobremaneira com a qualidade de suas vidas, o que com certeza determina o sucesso da qualidade e da produtividade de uma empresa, com responsabilidade social.

Quando pensamos em qualidade, a primeira imagem que nos vem à mente é a de um bom produto ou de um serviço que nos é oferecido. Isto porque como clientes exigimos o melhor – mas, enquanto fornecedores: como fazer para oferecermos produtos e serviços considerados de alta qualidade? Se a resposta a esta importante questão merece ser profunda e completa, por outro lado há uma característica extremamente simples em todas as empresas que oferecem produtos e serviços de elevada qualidade: o comprometimento.

Qualidade nasce de uma atitude: a postura essencialmente profissional em todas as etapas do trabalho, de todas as pessoas que formam aquela organização – dos diretores, passando pelos gerentes e chegando ao corpo operacional. Na diretoria, os caminhos para o crescimento podem ser vários: capacidade, talento, sorte, oportunidade, estratégia etc., mas o fator fundamental para se alcançar e manter o sucesso é o real comprometimento dos principais executivos com a Qualidade – mola-mestra de toda organização que almeja mais do que a sobrevivência: Sucesso. Este comprometimento na sua amplitude maior denomina-se Qualidade por abranger além da produção, os fornecedores, parceiros e principalmente os funcionários. Não basta, portanto, à diretoria dizer-se envolvida com a qualidade, solicitando que a mantenham informada de todos trabalhos e problemas: precisa estar comprometida – e isto é bem diferente. Comprometer-se neste caso é ser locomotiva do processo, com atitudes que não deixem dúvidas quanto aos objetivos e desafios a serem alcançados. A ausência de comprometimento da direção é facilmente percebida por todos da organização – e aí a qualidade passa a ser apenas tema de reunião.

No caso da gerência, o compromisso da liderança é estímulo constante e contagiante para que cada colaborador – seja na área administrativa, comercial, de projeto ou da produção – possa se sentir seguro, ciente de sua capacidade de interferir no processo, tendo sua parcela de responsabilidade na qualidade produzida, resultado da valorização e confiança que lhe são atribuídos. A gerência deve encarar a empresa como um complexo interativo em que cada funcionário é muito importante para a conquista da qualidade e, consequentemente, da produtividade. O resultado será uma empresa com aspectos absolutamente inéditos ao lado de soluções muito simples e originais, fruto do entusiasmo criado pela participação de todos.

Para os funcionários, comprometimento com o trabalho advém do respeito que a pessoa tem pelo próprio trabalho. Pessoas que têm orgulho pelo que fazem, produzem com qualidade. Infelizmente muitos funcionários trabalham com baixa qualidade por acreditarem que assim estão se vingando do salário que entendem ser baixo – pura ignorância! Ao optarem por este equivocado caminho, entram numa via sem saída, num ciclo vicioso que oscila entre trabalharem mal porque acreditam estar mal remunerados, e será mal remunerado porque trabalham mal. Cabe ao funcionário dar o primeiro passo para estancar este vicioso ciclo. O funcionário não precisa estar comprometido com a empresa, mas obrigatoriamente tem que estar comprometido com seu trabalho!

O grande mestre Kaoru Ishikawa assim sintetizou este assunto: “A Qualidade nasce de uma conceituação diferente da vida, de uma atitude diferente ante o trabalho. Nasce, em primeiro lugar, do respeito por si próprio, e a partir daí ela se projeta ao meio ambiente mais próximo. A Qualidade nasce da necessidade do ser humano de fazer bem, por amor e por dignidade, e não apenas por obrigação ou preço”.

Comprometimento

Pense nisto: padrões elevados de qualidade somente serão obtidos através do comprometimento de todos os profissionais que compõem a empresa! Para você ter uma ideia, eu estava fazendo um diagnóstico em uma empresa quando, no final do dia, um dos diretores comentava comigo que estavam passando por dificuldades, que as vendas estavam reduzidas e que os melhores funcionários tinham ido embora – enfim, o clima organizacional estava muito ruim, as pessoas estavam desmotivadas.

Embora eu já tivesse formado minha opinião a respeito da situação, perguntei-lhe o que ele pensava a respeito. Não poderia ter havido outra resposta. Ele me disse: “Eu e meus sócios fundamos esta empresa há 30 anos e sempre fizemos as coisas do mesmo jeito e sempre deu certo. De uns anos para cá o mercado não mais dá valor à qualidade dos produtos como os nossos, não paga o preço que a gente pede e os funcionários não têm mais aquele comprometimento com a empresa – é só atrasar salários uma semana que o pessoal reclama. Os bons tempos acabaram”.

A partir desta resposta, digo a você leitor: os bons tempos não acabaram. Os tempos mudaram! Os tais bons tempos acabaram para as empresas e os profissionais que se estagnaram nas suas vidas. Os bons tempos acabaram para as empresas que hoje agem como agiam há dez ou 20 anos. São empresas que ainda acreditam que o cliente é freguês, que o preço é definido por quem vende e que o funcionário é um profissional desacoplado do seu lado humano. Os tempos mudaram! Antes se passavam décadas para que um novo produto substituísse o outro, para que um novo modelo de carro fosse lançado, para que uma nova teoria fosse colocada em prática, para que um novo remédio fosse apresentado aos pacientes – e tudo isto com oferta abaixo da possível demanda.

Hoje, além das mudanças ocorrerem com uma velocidade frenética, como nunca antes acontecia, têm-se muito mais ofertas do que demanda. A empresa tem de aprender a trabalhar nesta nova condição. Uma organização aprende quando todos que foram aprendem – a diretoria, a gerência e todos os funcionários. São aprendizados distintos para cada nível da organização. Cabe à diretoria entender também a importância da Responsabilidade Social na gestão da empresa. O mercado compra e confia nas organizações com gestão autossustentável – que são aquelas que evidenciam preocupação com seus funcionários, clientes, fornecedores e com o meio ambiente.

Estas empresas se dão muito bem porque tem menor risco de crédito (e com isto pagam menos juros), tem confiabilidade dos fornecedores (e com isto pagam a prazos maiores), recebem confiança do mercado (e assim os clientes compram) e magnetizam os profissionais (e com isto são cobiçadas pelos bons profissionais do mercado, muito dispostos a irem nela trabalhar). Quanto à gerência, cabe aprender que a qualidade e a produtividade dos produtos e serviços oferecidos (e aí se incluem pontualidade de entrega, rapidez no atendimento, redução dos custos operacionais para dar margem de negociação ao comercial etc.), são coisas sérias. Não se brinca em serviço! A gerência deve implantar metodologias voltadas ao planejamento dos departamentos da empresa, criar formas inteligentes de racionalização de custos e controle de desperdícios (principalmente o desperdício de tempo: pois é o único recurso não recuperável!), e estabelecer critérios de recrutamento e seleção para que somente bons profissionais sejam admitidos.

Aos demais funcionários da organização cabem aprender que o comprometimento ao próprio trabalho é condição indispensável para sua evolução profissional, porém não é suficiente. Além do comprometimento, os funcionários devem evoluir continuamente na sua atividade profissional. E evoluir significa aprender cada vez mais sobre sua atividade (profissão). Acredite, sem nenhuma dúvida: vencerão os melhores – e apenas estes.

Não importa – seja por convicção, interesse ou conveniência: ou a empresa como um todo aprende e evolui, ou morrerá. Mas atenção! Tem que pôr em prática, porque apenas aprender de nada valerá! Interessante um conceito que muitas pessoas erroneamente ainda têm: se alguém está ganhando dinheiro é porque tem gente perdendo. Não é verdade! Era assim num passado muito distante em que os recursos eram extremamente escassos e a riqueza do mundo aumentava muito pouco ao longo dos séculos.

Após a Idade Média e com a Revolução Industrial a riqueza do mundo começou a crescer mais rapidamente, até que agora nos séc. XX e XXI este crescimento passou a ser tão intenso que uma só década já se nota a diferença. Agora já não faz mais sentido aquela crença de que se alguém ganha, alguém perde. Hoje, portanto, é possível a um empreendedor ganhar mais do que ele ganhava no passado e nem por isso está tirando de outrem – pelo contrário, ele pode fazer com que a sociedade como um todo também ganhe. Veja por que.

A maioria dos empreendedores é aquele tipo de pessoa que acredita num novo trabalho ou negócio sem dispor de grandes somas de dinheiro, apenas de uma crença e uma força de vontade muito fortes – e vai à luta. Têm os empreendedores de “vôo solo”: profissionais que trabalham como autônomos ou como funcionários numa empresa e que acreditam que desenvolverão uma nova carreira, novos caminhos. Há os que lutarão num novo negócio, ou ampliarão o que já fazem. Independentemente de serem de um estilo ou de outro. E começam a crescer. Os que estiverem num novo negócio precisarão de mais pessoas – e assim vai se formando uma empresa. O destino que este empreendedor dará à sua organização depende muito da personalidade dele e dos seus valores interiores. O empreendedor reconhecido como socialmente responsável tem algumas características bem definidas:

Estamos num momento macroeconômico em que a oferta de produtos é muitas vezes maior que a demanda. Nessas condições produtos com preços semelhantes têm como diferencial o comparativo denominado qualidade. Empreendedores inteligentes têm um forte apego a algumas coisas:

  • Foco no cliente – Isso não é passional, e sim de caráter racional. Ele sabe que o sucesso do seu negócio está nas mãos do seu cliente. Sendo um bom empreendedor, sua meta será suas vendas – não apenas no momento presente, mas saber garanti-la no futuro. E para isto há somente um único caminho: entender e oferecer ao mercado o que ele quer comprar.
  • Socialmente responsável – O empreendedor socialmente responsável é aquele que faz com que as pessoas da sua empresa evoluam como pessoas e como profissionais, sob três aspectos. Primeiro: manterá as pessoas que trabalham com ele motivadas e felizes – com isto não haverá alto turnover, contratações intermináveis, treinamentos sem fim, formação de profissionais para a concorrência, etc. Segundo: profissionais assim são comprometidos com o que fazem, e fazem com qualidade (aliás, só para lembrar, a qualidade é construída exclusivamente por pessoas – sem exceção!); nenhuma empresa oferece produtos ou serviços com qualidade se as pessoas que lá trabalham não estiverem comprometidas. Terceiro: ganha, por fim, o próprio empreendedor porque sua empresa evolui; agora importante entender que esta evolução que inicialmente era a meta, tornou-se consequência! Uma meta é um objetivo previamente traçado, mas que para ser atingido deve-se ter um planejamento e um plano de ações – aí o objetivo torna-se “milagrosamente” consequência.

Meus caros leitores: a essência deste texto está em entender as enormes distâncias existentes entre: estar empregado e ser funcionário, entre estar comprometido com a empresa e estar comprometido com seu trabalho, entre estar gerente e ser gerente, entre estar diretor e ser executivo, entre ser dono de empresa e ser empresário – espero que você fique sempre com as segundas opções!

Oceano Zacharias é consultor em gestão empresarial – qualidade, planejamento, custos e produtividade e diretor da Quality – quality@quality.eng.br

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