O guru do Método de Análise e Solução de Problemas (MASP)

Quando eu conheci Claudemir Y. Oribe ele trabalhava como Gerente de Qualidade setor de Tecnologia de Informação. Depois disso, ele fundou a Qualypro (www.qualypro.com.br), uma empresa de consultoria que sempre trabalhou com foco resultados. Atualmente, Claudemir se especializou no MASP e se tornou o brasileiro que mais entende desse tema, tendo treinado equipes que chegaram a obter ganhos de até 18 milhões de reais num único projeto. Ele estudou tão profundamente o tema, que chegou a buscar as raízes do método na filosofia antiga. Em nosso último encontro, conversamos bastante e esse blog vai, a partir de hoje, publicar uma série de textos sobre o MASP, sempre usando o Claudemir como fonte.

Qualidade online: explique o que é o MASP?

Claudemir Oribe: Explorar a fundamentação do Método de Análise e Solução de Problemas não é tarefa fácil. A literatura disponível, quase sempre foi publicada em outros países sendo, portanto em outra língua e de difícil obtenção, ou abordam o tema de maneira superficial ou, embora sejam de autores com reconhecimento notório na Qualidade, nem abordam e tratam do assunto. Além disso, a literatura se compõe predominantemente de uma abordagem instrumental, destinada à orientação de profissionais na utilização do método para resolver problemas organizacionais, com pouca preocupação no estudo da base de fundamentação teórica. Os estudos acadêmicos também constaram o mesmo fato e que, apesar de existirem vários textos, poucos se apresentam de forma analítica e estruturada. O MASP é um caminho ordenado, composto de passos e subpassos pré-definidos para a escolha de um problema, análise de suas causas, determinação e planejamento de um conjunto de ações que consistem uma solução, verificação do resultado da solução e realimentação do processo para a melhoria do aprendizado e da própria forma de aplicação em ciclos posteriores. O MASP prescreve como um problema deve ser resolvido e não como ele é resolvido, contrapondo dois modos de tomada de decisão que Bazerman (2004) denomina de “modelo prescritivo” e “modelo descritivo”. O MASP segue o primeiro modelo (prescritivo) e, por esse motivo, é também definido como um modelo racional. Partindo também do pressuposto de que toda solução há um custo associado, a solução que se pretende descobrir é aquela que maximize os resultados, minimizando os custos envolvidos. Há portanto, um ponto ideal para a solução, em que se pode obter o maior benefício para o menor esforço, o que pode ser definido como decisão ótima.

Qualidade online: como pode ser construído o MASP?

Claudemir Oribe: A construção do MASP como método destinado a solucionar problemas dentro das organizações passou pela idealização de um conceito, o ciclo PDCA, para incorporar um conjunto de ideias inter-relacionadas que envolve a tomada de decisões, a formulação e comprovação de hipóteses, a objetivação da análise dos fenômenos, dentre outros, o que lhe confere um caráter sistêmico. O MASP é a versão brasileira do método de solução de problemas japonês denominado QC-Story, que foi criado para reportar de trabalhos de melhoria da qualidade visando apresentação, troca de experiências e aprendizado. Era, portanto, um método descritivo. Posteriormente, percebeu-se que o projeto de melhoria poderia ser realizado dentro daqueles passos desde o início, o uqe fez dele um método de contornos prescritivos. Assim, o MASP é um método prescritivo, racional, estruturado e sistemático para o desenvolvimento de um processo de melhoria num ambiente organizacional, visando solução de problemas e obtenção de resultados otimizados. O MASP se aplica aos problemas classificados como “estruturados”, cujas causas sejam comuns e soluções sejam desconhecidas, que envolvam reparação, melhoria ou performance e que aconteçam de forma crônica. Pode-se perceber que para serem caracterizados da forma acima, os problemas precisam necessariamente possuir um comportamento histórico. Devido à esse fato, o MASP se vale de uma abordagem que se caracteriza como “reativa”, o que contrasta com a abordagem proativa necessária aos problemas de engenharia ou de concepção.

Qualidade online: explique melhor a denominação MASP no Brasil?

Claudemir Oribe: MASP é a forma que o QC-Story é denominado no Brasil. Não se conhece na literatura como ess nome “pegou” no Brasil. Vale lembrar que o método é denominado por Vicente Falconi Campos como Método de Solução de Problemas (MSP) em seu livro TQC no Estilo Japonês. Existem vários métodos estruturados de forma parecida na literatura, com uma quantidade de etapas que varia de 6 a 14. da mesma forma que existem diversos QC-Stories no Japão, existem diversos MASPs sendo praticados no Brasil, cada um com uma pequena diferença em relação ao outro. O mais comum é o MASP com cerca de 28 passos distribuídos em 8 etapas.

Qualidade online: dá para fazer uma descrição sumária da metodologia?

Claudemir Oribe: O quadro abaixo demonstra a ênfase sobre as etapas de planejamento que é inerente ao MASP, em que a metade das oito etapas é dedicada à essa meta etapa, incluindo as fases de isolamento do problema, a investigação de causas e a identificação e sequenciamento de tarefas visando sua solução. A execução da ação e a verificação compreendem apenas uma única etapa cada, enquanto que a última meta etapa do Ciclo PDCA é composta das duas últimas etapas do MASP.

Ciclo

Fases
do MASP

Objetivo

P

Identificação
do problema

Definir
claramente o problema e reconhecer sua importância

Observação

Investigar
as características específicas do problema com uma visão ampla
e sob vários pontos de vista

Análise

Descobrir
as causas fundamentais

Plano
de ação

Conceber
um plano para bloquear as causas fundamentais

D

Ação

Bloquear
as causas fundamentais

C

Verificação

Verificar
se o bloqueio foi efetivo

A

Padronização

Prevenir
contra o reaparecimento do problema

Conclusão

Recapitular
todo o processo de solução do problema para trabalho futuro

Fases do MASP, objetivos e correlação com o ciclo PDCA.

Fonte – Campos (2004, p. 67).

Quer contatar o Claudemir para um treinamento ou uma palestra em sua empresa sobre o MASP, faça contato com ele: (31) 3391-7646 – 8748-1686 ou pelo e-mail: claudemir@qualypro.com.br

Ou acesse http://www.masp.inf.br/site/

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Sucessão nas empresas familiares: o grande desafio

Curso: Gestão de Energia – Implantação da NBR ISO 50001 – Presencial ou Ao Vivo pela internet
Conforme escreve o jornalista britânico Garry Lambert, na revista ISO Focus, há evidências de que algumas organizações estão obtendo ótimos resultados implementando a gestão de energia, principalmente na redução de custos de energia. Estima-se que a norma poderia ter um impacto positivo sobre cerca de 60% do consumo mundial de energia, fornecendo às organizações do setor público e privado estratégias de gestão para aumentar a eficiência energética, reduzir custos e melhorar o desempenho energético. Clique para mais informações sobre o curso

Miguel Abdo

As empresas familiares dominam o cenário empresarial brasileiro, afinal, segundo dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), 90% das empresas do País se enquadram nesta categoria. Por ser a maioria, é preciso olhar para elas com bastante atenção. E um ponto que destaco como um grande desafio é o processo de sucessão, uma vez que a maioria está despreparada para esta situação.

Uma das características de gestão mais marcantes nas empresas familiares é que o fundador se mantém na liderança durante toda a vida, tonando-se a autoridade máxima na companhia. A questão da centralização excessiva, ou seja, o fundador mantendo todas as decisões nas próprias mãos, é um dos entraves na hora da sucessão. Neste cenário, a empresa, provavelmente, não terá outra figura de liderança, sendo os funcionários, em sua maioria, de áreas operacionais, que não estão capacitados para liderar ou para tomada de decisão.

Há de se considerar também que tanto a empresa como os funcionários ficam marcados pela cultura pessoal deste empreendedor. Quando acontece a sucessão, na qual um gestor chega com pensamentos, atitudes e forma de conduzir os negócios totalmente diferentes, há uma grande resistência na aceitação e adaptação por parte da equipe. Além da falta de preparo observada no sucedido e também nos empregados, outro problema é a inexistência de um planejamento sucessório. Isso acontece, principalmente, pela falta de tempo do fundador e por esse não considerar necessário fazê-lo por estar longe desse momento.

O processo de sucessão em empresas familiares requer cuidados para que se tenha resultado positivo e não acarrete em problemas. Preparação e planejamento são as chaves principais para que o sucesso na condução das mudanças e para que a continuação do negócio seja garantida. A atenção nessa transição torna-se ainda mais fundamental se envolver a saída do fundador, afinal, 70% dos negócios acabam com o afastamento definitivo dele e somente de 10% a 15% chegam à terceira geração.

Iniciar o processo de transição somente quando o fundador não está mais apto para conduzir os negócios certamente trará inúmeras dificuldades. As empresas sempre precisam ter em mente a resposta à pergunta: “como os negócios serão desenvolvidos caso o dono não esteja mais presente amanhã?”. Por isso, o plano de sucessão tem que ser realizado com antecedência, afinal, é um processo árduo, longo e que exige grandes investimentos e profissionalismo.

A preparação de um CEO também merece atenção especial. Esta nova figura de comando deve ser preparada para a cultura daquela empresa, respeitando-a e valorizando-a. Por outro lado, o sucessor deve ter o apoio tanto do sucedido como dos herdeiros da empresa, que devem permitir que o novo líder tenha autonomia para gerir os negócios. E isso não se faz da noite para o dia; leva-se muito tempo. Por fim, a contratação de uma equipe de profissionais capacitados e a criação de processos que, ao longo do tempo, descentralizam o poder, também são elementos chaves para assegurar o sucesso na transição e a perpetuação do negócio.

Miguel Abdo é diretor da Naxentia.

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As normas técnicas são de cumprimento obrigatório para os fabricantes de produtos e para os prestadores de serviço

Consultoria em normalização nacional ou
internacional

Por meio de pesquisas: realizadas por uma equipe de profissionais
qualificados, diretamente junto aos principais organismos normativos do mundo,
com rapidez e eficiência nos resultados, que o mercado exige. Também, é feito um
gerenciamento com a informação sobre o status das normas de seu acervo, e sobre
qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse por
meio de emissão de relatórios. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar
suas normas. No caso da solicitação de uma tradução, é feita também a formatação
de normas técnicas internacionais e estrangeiras, realizadas por especialistas
de cada setor envolvido. Clique para mais informações.

As normas técnicas não são apenas vetores da qualidade de instituições privadas. Essa interpretação equivocada por parte de algumas pessoas deve levar a alguns questionamentos sobre qual é o fundamento e a finalidade da atividade de normalização no Brasil; qual é a natureza jurídica da atividade de normalizaçã ;o no Brasil; qual é a legalidade da normalização técnica; qual é a posição institucional da ABNT; qual é a função de normalização no quadro institucional brasileiro? Na verdade, a observância das normas técnicas brasileiras é obrigatória e já existe jurisprudência dos tribunais nacionais dizendo que há implicações criminais pela sua não observância.

O avanço tecnológico impõe regras para a produção industrial e para a prestação de serviços que visam, principalmente, garantir um padrão mínimo de segurança e qualidade para esses produtos e serviços. Isso pode ser atendido quando são elaboradas as normas té ;cnicas que estabelecem a adequação de materiais e componentes utilizados, as medidas e os padrões corretos, bem como as informações básicas para o consumidor do produto ou serviço.

As normas técnicas são prescrições científicas e consensuais com uma função orientadora e purificadora do mercado. Originam-se da necessidade de o homem registrar o seu aprendizado, de modo a poder repetir e reproduzir as suas ações, conseguindo os mesmos resultados sempre com foco na segurança, desempenho e características que visem a salvaguarda dos direitos fundamentais dos cidadãos. Podem ser também conceituadas como os registros de um concentrado de conhecimentos, gerando procedimentos normativos, colocados à disposiçã ;o da sociedade e sem os quais não se pode controlar a qualidade nem certificar o produto ou serviço.

A sua utilização traz inúmeros benefícios: elimina a variedade desnecessária, reduz os custos operacionais, promove a segurança, protege a saúde e o meio ambiente, permite a intercambialidade e incrementa a produtividade, mantendo adequada a qualidade. São de propriedade comum e são regras criadas pela sociedade técnica, chanceladas por órgão vinculado ou autorizado pelo governo, que expressam um fator de conhecimento em benefício de toda a sociedade. São instrumentos de desenvolvimento, de qualidade e não podem ser privativas. Sobretudo em uma sociedade industrial, em que a produção é feita em massa, sem conhecimento dos consumid ores, cuja segurança e confiança provêm minimamente do cumprimento de regras estabelecidas pela sociedade técnica.

Mauricio

Mauricio Ferraz de Paiva

No mundo globalizado, o cumprimento das normas técnicas é obrigatório, sob pena de inviabilizar a exportação de produtos ou serviços, que não seriam adquiridos se os compradores imaginassem que os produtores não seguem as normas, pois constituem requisitos básicos de qualidade. Segundo o presidente da Target. Mauricio Ferraz de Paiva, embora não sejam leis, as normas t écnicas têm força obrigatória. Para ele, é importante distinguir o caráter voluntário, que existe na iniciativa e no processo de elaboração das normas técnicas, da obrigatoriedade do seu cumprimento, quando em vigor. A iniciativa da elaboração pode ser voluntária, porque depende de empresas, entidades e consumidores interessados se organizarem para propor a sua elaboração, mas o cumprimento das normas, depois de aprovadas, tem caráter obrigatório.
“A norma é de observância obrigatória, pois isso se encaixa muito bem no ordenamento jurídico brasileiro. Ou seja, o cumprimento das normas é constitucional, não depende de concordância do Inmetro, dos Ipems e da ABNT. O sistema jurídico brasileiro tem uma hierarquia lógica: a constitui& ccedil;ão, as leis federais, as leis estaduais, regulamentos, portarias e outros documentos. A norma se encaixa nisso. Para garantir os direitos básicos dos cidadãos, o Estado cria esse sistema jurídico. Se hoje o Brasil possui mais ou menos 500 regulamentos técnicos, isso não abrange todos os produtos e serviços. E os vasos sanitários possuem regulamentos técnico? Não possuem. Se houver uma quebra e isso causar prejuízo à saúde de alguém, quem garante que esse produto foi fabricado corretamente. Somente as normas técnicas. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), lei de caráter geral e nacional, editado com fundamento no artigo 5º, inciso XXXII, da Constituição brasileira, aprovado pela Lei nº 8.078, de 11-9-1990, ao disciplinar as vedações aos fornecedores de produtos ou serviços com o intuito de coibir prá ;ticas abusivas estabelece em seu artigo 39, VIII: É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – CONMETRO. Assim, quando não existir regulamentação técnica específica de um assunto, qualquer produto ou serviço tem que seguir a norma técnica”, explica ele.
Para Mauricio, os empresários que não seguem as normas estão passíveis de sanção penal, como fechamento de seu estabelecimento, multa, recolhimento de produtos, e tc. A obrigatoriedade de cumprimento das normas técnicas decorre de vários fatores e princípios, previstos implícita ou expressamente em diversos dispositivos legais e aplicáveis às relações de um modo geral, quer se tratem de relação de consumo, quer não. São obrigações que se enquadram no plano geral de responsabilidades, cujo descumprimento, a exemplo das leis, traz consequências para o seu autor, provando que as normas técnicas têm eficácia. Além dos fatores de natureza jurídica, é de se destacar que há fatores de ordem comercial que impõem a obrigatoriedade de atendimento às normas técnicas, pois no mundo globalizado em que se vive seria inviável a qualquer nação que visa proteger seus cidadãos consumir, por exemplo, produtos importados que não possuem os requisitos básicos de qualidade, ou seja, não seguem as normas técnicas.
O presidente da Target acredita que há uma grande confusão entre certificação compulsória e cumprimento de normas técnicas. “Os produtos com certificação compulsória ou com regulamentação técnica são obrigados a provar antes de entrar no mercado que seguem determinadas normas com ensaios de laboratório e levam um selo de certificação. Isso não quer dizer que quando não tem esse tipo de certificação, um produto ou serviço não precisa seguir normas. Necessita observar as normas, somente não precisa ensaiar os seus produtos ou serviços. Para vender uma lâmpada que não precisa de selo de conformidade, o fabricante precisa seguir as normas. Ele n&atil de;o precisa mostrar isso antes para alguém, como terceira parte, mas é obrigado a seguir a norma. Como se pode viver em uma sociedade com apenas mais ou menos 300 produtos certificados? E o resto? E os copos plásticos descartáveis, e o aditivo para o radiador do carro, e as cadeiras altas infantis para alimentação, etc.? Atualmente, existem mais de 10.000 normas técnicas e mais ou menos 500 regulamentos técnicos. Quer dizer que só devem ser cumpridos os 500 regulamentos? E as outras 9.500 normas? São para serem cumpridas”.
Nas relações de consumo, além de serem aplicáveis os dispositivos legais, o CDC estabelece expressamente, nos artigos 18 e 20, a responsabilidade dos fornecedores de produtos ou serviços de qualidade (e a falta de atendimento às normas técnicas gera, em princípio , um vício de qualidade), tanto pelos vícios que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo, como por aqueles que diminuam o seu valor. O § 6º. do art. 18 do CDC considera, inclusive, impróprios para o consumo os produtos em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, ou seja, em desacordo com as normas técnicas de fabricação, se houver.
Mauricio cita um exemplo prático que ocorre no Brasil. O caso das escadas metálicas domésticas, aquelas que usamos para trocar lâmpadas ou limpar lugares altos. “A norma exige que esses equipamentos necessitem ser fabricados com materiais e dimensões para evitar que uma pessoa de 90 kg, por exemplo, possa utilizá-las sem riscos de quebra de degrau, tombamento lateral ou escorregamento, etc. Não existe regulamento para isso, só norma técnica bras ileira. Uma empresa produz uma escada com material inadequado (mais barato) e com dimensões reduzidas (menos matéria prima) e sem antiderrapante nos degraus. Se acontecer uma tragédia, de quem é a culpa? Da pessoa que comprou a escada mais barata ou da empresa que fabricou? Se a norma não for obrigatória, vai ser só um acidente. Não, a norma é obrigatória e a culpa é da empresa que não cumpriu a norma para segurança e saúde da sociedade. Por isso, vem aumentando as decisões jurídicas baseadas em normas. Há um tempo, eram 20 decisões, Depois, isso aumentou para 54, e hoje já são mais de 300 sentenças baseadas em normas. Uma delas foi sobre um acidente com um caminhão de gado. A companhia de seguros alegou que não iria pagar o prêmio, pois foi um erro do condutor. A empresa proprietária alegou que a curva da pista levou ao acidente e acionou a concessionária da estrada. Foi provado por um estudo de engenharia que a pista estava de acordo com as normas brasileiras. E a justiça deu razão a ela. Então, fica provado que as normas devem ser obrigatórias”.
Assim, o cumprimento das normas técnicas estabelece uma presunção de conformidade, de qualidade, de atendimento aos requisitos técnicos mínimos de segurança e desempenho. A falta de atendimento às normas técnicas impõe ao fabricante ou prestador de serviço o ônus de provar que o produto ou serviço atende aos requisitos mínimos de segurança e qualidade exigidos pela sociedade técnica e o mercado de consumo, ainda que não estejam normalizados.

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Uma estratégia contra a dependência química

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Você anda pelas ruas da cidade e esbarra com centenas de pessoas que vivem em uma situação deplorável. São viciados em crack que trocaram a convivência junto da família para viver na marginalidade. E a cada dia que passa você vê aumentar o número de dependentes químicos que se somam a este exército de miseráveis que perambulam por aí. Para continuar com o vício, eles colocam não só a própria vida em jogo, mas também de seus familiares e outras pessoas que acabam sofrendo as conseqüências de um fatídico destino.

Mas, o que fazer? Quais são as políticas governamentais adotadas até agora? Quais são os métodos utilizados nas clínicas e nos hospitais psiquiátricos? Não basta retirar essas pessoas das ruas. Há que proporcionar-lhes um tratamento eficaz. Flávio Falcone, médico formado no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, trabalha desde 2004 com dependentes químicos em hospitais psiquiátricos e constatou que um dos grandes problemas que ocorrem nos tratamentos convencionais está na baixa taxa de adesão dos usuários ao tratamento. A partir desta observação ele passou a desenvolver um método de trabalho que agrega arte, terapias corporais e a profissão de palhaço para conquistar a confiança e o vínculo com os pacientes na área da saúde mental.

Criou a Associação Amargen, do qual é presidente, e formou uma equipe de profissionais que visitam as casas dos pacientes, oferecem atendimento em terapia corporal, promovem oficinas de artes e palhaço, além de montar espetáculos teatrais para os dependentes químicos serem tratados. O resultado do seu trabalho pode ser visualizado no gráfico abaixo que mostra o aumento da permanência no tratamento quando a psicoterapia e as medicações são associadas ao trabalho com a arte.

Diante deste resultado, Falcone propõe que esta metodologia seja utilizada em larga escala nos hospitais e clínicas especializados em dependentes químicos. Coloca-se também à disposição para ministrar palestras em empresas e escolas que desejam levar a seus funcionários ou alunos informações extremamente úteis para a prevenção às drogas.

Para conhecer mais sobre o trabalho, acesse o site www.amargen.org.br

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