Mobilidade urbana

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As empresas vivem atualmente em um mundo globalizado e para concorrer nesse viveiro de inovações tecnológicas precisam estar atentas. Os empresários brasileiros dos setores Eletroeletrônico, Construção Civil, Transportes, Máquinas, Petroquímica, Saúde e Vestuário vão necessitar investir em normas técnicas brasileiras e internacionais. Atualmente, as normas, além dos produtos em si, abrangem um universo bem maior de temas. Esses temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas a terminologias, glossários de termos técnicos, símbolos, regulamentos de segurança, entre outros. Clique para mais informações.

mobilidade urbanaViver nas grandes cidades brasileiras é ter uma relação de amor e ódio com os automóveis. Amar quando se está dentro do carro, com chuva ou frio lá fora e você consegue desenvolver a velocidade permitida pela via. Odiar quando se está dentro de um congestionamento de mais de 10 quilômetros e não tem jeito de sair por caminhos alternativos. Essa é a realidade. Não há transporte coletivo que preste e as pessoas sofrem dentro do carro ou esperando um ônibus que, quando chega e para, dá para seguir viagem bem espremido. Os trens, tanto o metrô como os subúrbios, são em número muito pequeno para atender a demanda. Na verdade, em relação aos transportes públicos, só tem papo de político que piora quando mais perto as eleições estão.

Contudo, o grande dilema de tudo isso está relacionado com o meio ambiente, já que o uso dos automóveis aumenta a poluição nas grandes cidades. Conforme estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), O crescimento contínuo da frota de veículos automotores no Brasil traz impactos relevantes no ambiente urbano e, em última análise, na produtividade e qualidade de vida dos cidadãos. O efeito mais visível e imediato é o aumento dos congestionamentos no trânsito e o decorrente aumento do tempo de deslocamento casa/trabalho/escola. Outro resultado é a elevação da poluição veicular, especialmente nos grandes centros urbanos.

Vaga de consultor júnior na JP Verithas

  • Formação  universitária em administração ou técnica;
  • Desejável  experiência em implementação das normas de gestão NBR ISO
    9001:2008, NBR ISO 14001:2004, OHSAS18001:2009 entre outras;
  • Espírito  de liderança para condução de projetos de gestão junto a
    clientes;
  • Boa  postura, apresentação pessoal e comunicação com clareza nos
    resultados obtidos em seus trabalhos;
  • Desenvoltura  para tratamento com público e ministração de cursos.

Para melhor desenvolvimento dos projetos, o candidato deve ter:

  • Habilitação  válida para condução de veículos (CNH);
  • Pós  graduação e cursos de especialização nas áreas de gestão
    estratégica empresarial;
  • Disponibilidades  para viagens em âmbito nacional;
  • Fluência  na comunicação verbal e escrita;
  • Residente  na grande São Paulo

Os interessados devem enviar Curriculum Vitae (CV) com dados pessoais completos e foto (desejável) para rh@jpverithas.com.br colocando no assunto: “CV para vaga 0102/11” até  o dia 02 de outubro de 2011.

A poluição gerada pelo deslocamento de bens e pessoas em um ambiente urbano refere-se, principalmente, à emissão, pelos veículos automotores, de substancias poluentes no ar (poluição atmosférica); ao excesso de ruídos produzidos por esses veículos; e à intrusão visual provocada pelo excesso de veículos nas ruas. A intensidade dos ruídos e dos poluentes atmosféricos provoca danos sérios à saúde humana. No caso da poluição visual, os impactos geralmente estão associados à degradação e desvalorização do ambiente, com reflexos na economia local. Especificamente sobre a poluição atmosférica, objeto deste trabalho, apesar de o ar limpo ser considerado um requisito básico da saúde e do bem-estar humano, a sua contaminação vem sendo uma ameaça à saúde humana em todo planeta, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o estudo, nos últimos 15 anos, o sistema de mobilidade urbana no Brasil se caracterizou pelo crescimento do transporte individual motorizado e consequente redução do uso do transporte coletivo, o que, do ponto de vista da eficiência energética e ambiental, é uma tendência bastante preocupante. Enquanto a frota de automóveis cresceu 7% ao ano e a de motocicletas, 15%, o transporte público perdeu, em geral, cerca de 30% da sua demanda no período. O aumento do transporte individual coincide com a expansão da capacidade instalada da indústria automobilística, fruto de uma política industrial que se pautou principalmente pela atração de novas plantas automotivas para o país. Para dar vazão a essa produção crescente, houve oferta abundante de crédito para aquisição de veículos e uma política tributária que reduziu impostos de veículos populares, com no máximo 1000cc. Por outro lado, o aumento de renda da população, desde 2003, ampliou a base de consumidores dos veículos particulares.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas metade dos domicílios brasileiros possuem carro ou motocicleta. Isso indica que ainda há espaço para o crescimento da taxa de motorização no Brasil, principalmente nos estados mais pobres onde a posse de veículos particulares é baixa. Há diferenças enormes nas taxas de motorização entre o Brasil e os países desenvolvidos. Em geral, nesses países existem cerca de 70 carros para cada 100 habitantes, enquanto no Brasil observa-se uma taxa de 15 veículos para cada 100 habitantes. Mesmo em países como Argentina, México e Coréia do Sul a taxa é maior (22, 28 e 36 veículos por 100 habitantes, respectivamente). Se já há grandes gargalos de mobilidade nos principais centros urbanos do país, a tendência é piorar com o avanço da motorização na sociedade brasileira.

O Ipea aponta alguns cenários para tentar melhorar toda essa problemática. No primeiro, as políticas públicas permanecem contraditórias e com efeitos contrários. Esse seria o cenário menos responsável e que teria como consequências o aumento da poluição atmosférica em grande medida, bem como piora nos indicadores de saúde pública e qualidade de vida urbana. Outro cenário é a conscientização da sociedade em relação à interação entre políticas públicas de diferentes ordens que impactam vários aspectos simultâneos nas questões da mobilidade urbana, da poluição urbana e de saúde pública, cujas recomendações podem ser resumidas da seguinte forma: o transporte coletivo urbano deve ser prioridade nos vários níveis de políticas públicas, de forma concomitante à restrição crescente à circulação de veículos automotores individuais e à ênfase em soluções urbanas que favoreçam a redução da necessidade de transporte motorizado e a prioridade do transporte não motorizado.

Assim, existem dois grandes caminhos de soluções: o aumento da eficiência do sistema de transportes como um todo e o aumento da eficiência individual de cada veículo. Mesmo assim, cabe notar que ambas as opções não são excludentes e podem ser trilhadas paralelamente, ampliando o efeito na queda de emissões. Por outro lado, esta divisão, sistema de transportes x veículos individuais, traz à tona a questão das externalidades envolvidas na escolha individual. A opção pelo uso do transporte coletivo mais eficiente só se viabiliza se os custos sociais gerados pela decisão individual de usar um automóvel são internalizados.

Nesse ponto, vale à pena destacar que as políticas restritivas podem se concentrar majoritariamente nas condições de uso dos veículos privados, não na sua aquisição pela população, preservando assim um importante segmento econômico que é a indústria automotora. Na Europa e no Japão, por exemplo, a taxa de motorização da população é alta, mas o uso dos veículos individuais é relativamente baixo. As pessoas têm automóveis, mas utilizam, no dia a dia, o transporte público ou transporte não motorizado. Os automóveis atendem viagens eventuais e familiares, o que constitui um padrão de uso mais sustentável do que o americano, por exemplo, em que o automóvel assume papel predominante na matriz modal dos deslocamentos.

Para alcançar esse padrão deve haver fortes investimentos na melhoria do transporte público, aliados a políticas de internalização dos custos sociais gerados pelo transporte motorizado individual. Com isso, o transporte público se tornaria bastante atrativo, principalmente para o segmento da sociedade que hoje se recusa a substituir suas viagens individuais por outro modo mais sustentável. Dessa forma, o aumento da eficiência do sistema de transportes deverá passar por uma mudança da matriz modal, dando mais ênfase ao transporte coletivo e ao transporte de alta capacidade (no caso das metrópoles), assim como ao transporte não motorizado (algo que seria possível a partir da reorganização espacial das atividades na cidade). Essa mudança modal implica a diminuição das emissões por viagem e tempo médio de cada viagem. Colocado como um problema urbano, este caminho deveria ser trilhado como solução para o agravamento dos congestionamentos, presentes em muitas das grandes cidades brasileiras.

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