MASP: as ferramentas de solução de problemas (final)

claudemir_baixaClaudemir Y. Oribe

A figura abaixo ilustra um exemplo, no caso no processo de análise do MASP, de como deve ser a seqüência das ferramentas para que uma etapa do método cumpra seu objetivo.

Sequência típica de ferramentas da qualidade na etapa de análise.

Fonte – Elaborada pelo autor.

A escolha das ferramentas do exemplo acima apresenta o seguinte perfil: com o brainstorming são geradas ideias sobre as causas potenciais, que são estruturadas num diagrama de causa e efeito para melhor visualização; para focalizar a atenção sobre os itens com maior potencial, a votação múltipla ou Técnica Nominal de Grupo – TNG – é utilizada para escolha das causas mais prováveis; uma lista de verificação é elaborada com essas hipóteses para registro da frequência de ocorrência de cada uma; uma amostra, que pode ser um período ou quantidade de lotes, é determinada para reduzir o esforço de coleta de dados; os dados coletados são empregados na construção de gráficos e diagramas que possibilitem a comparação do comportamento do problema frente ao comportamento de cada possível causa e finalmente, havendo a identificação de causas com comportamentos semelhantes ao problema, uma análise de correlação indica o grau dessa influência, possibilitando o nível de controle da causa para que o problema varie dentro dos limites máximos desejados. Com esse exemplo é possível concluir que a escolha de ferramentas pode ser feita não apenas isoladamente, mas também numa sequência consistente, para que seja aproveitado o potencial de objetividade necessário para a efetividade do método.

A questão da objetividade é fartamente observada na literatura quando os autores citam, como premissa básica de um processo de solução de problemas, o uso sistemático e consistente de fatos e dados numéricos durante o desenvolvimento do projeto de melhoria (CAMPOS, 2004; KONDO, 1995; KUME, 1992; HOSOTANI, 1992; ISHIKAWA, 1986; PARKER, 1995; JUSE, 1985; JUSE, 1980; JURAN, 1990). O uso de fatos e dados é citado pelos autores como uma alternativa para evitar o uso da experiência, idéias pré-concebidas, sexto sentido, superstições e processos heurísticos, que podem até proporcionar um ótimo resultado em curto prazo, mas não podem ser recriados e não se constituem em um mecanismo de bloqueio efetivo contra a reincidência ou degeneração do resultado (ISHIKAWA, 1986). Campos (1992, p. 237) afirma que o conhecimento e a experiência são “[…] finitos e imperfeitos [e para abrir mão deles é necessária uma atitude] humilde e paciente”. [Ainda segundo o autor,] “os fatos e dados são os únicos critérios do verdadeiro conhecimento” (CAMPOS, 2004, p. 237) distinguindo-os do conhecimento enganoso que estão armazenados na memória, sobretudo de pessoas experientes (KUME, 1992). Kume (1992) aliás, repele as discussões infindáveis que não têm o poder de, sozinhas, resolver problemas, propondo a substituição de opiniões por fatos concretos e conclamando: “[…] deixe os fatos falarem por si” (KUME, 1992, p. 208).

Os dados são gerados por processos de coleta e transformados em informação por meio de interpretação, para auxiliar a tomada de decisões (JURAN, 1990). O que ocorre frequentemente, porém é que a coleta de dados não pode ser feita em todos os produtos fabricados, devido ao elevado volume ou dificuldades de medição. A coleta de dados se dá então por meio de amostragem e utilizada para cálculos para determinar a situação e tendência, o que caracteriza os métodos estatísticos. Daí o fato de o conjunto de ferramentas ser denominado por autores apenas ferramentas ou também métodos estatísticos (JURAN, 1990, p. 173, KUME, 1992; ISHIKAWA, 1986, p. 198).

Claudemir Y. Oribe é mestre em administração de empresas PUC Minas/Fundação Dom Cabral e sócio consultor da Qualypro – claudemir@qualypro.com.br

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Curso: Instalações elétricas em atmosferas explosivas
Atmosfera potencialmente explosiva é uma mistura explosiva e gases ou vapores inflamáveis com o ar, sob condições atmosféricas. São consideradas condições atmosféricas misturas sob pressão de 0,8 a 1,1 bar e temperaturas de -20 a +60ºC. Um processo que tenha entre os produtos manipulados algum que forme uma atmosfera explosiva necessita ser classificado. Clique para mais informações.

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