Avaliando e qualificando os fornecedores

NBR 15977: Os requisitos para os cabos flexíveis, isolados com borracha etileno propileno
Os cabos isolados com etileno propileno, ou EPR, são geralmente reticulados com peróxidos orgânicos e dessa mistura é possível obter uma boa resistência aos agentes oxidantes e ao envelhecimento térmico, que permite manter em um nível aceitável as densidades de correntes quando instalados em ambientes quentes. Também possui elevada resistência às radiações e descargas ionizantes, e resistência à deformação térmica durante curtos-circuitos de até 250ºC. Como o EPR é um tipo de borracha, também é muito flexível mesmo em temperaturas baixas. Clque para mais informações.

supplyO sistema de aprovação de amostras de fornecedores se originou com a indústria automobilística quando cada cliente, com seus requisitos com detalhes e formulários diversos, exigia de seus fornecedores, em essência: quando do desenvolvimento de novos produtos, e a partir daí, dando-se a construção de um primeiro lote de produção ou lote piloto, retiram-se algumas amostras que são representativas deste lote, em termos de geometria, composição material, forma, coloração, resistência, dentre outras características – colhidas aleatoriamente; fornecedor promove uma avaliação interna sobre a viabilidade da produção normal atender a todas as exigências do cliente, cruzando requisito x resultado encontrado; – registro e discussão interna (no fornecedor) sobre os resultados encontrados; cliente analisa e aprova, ou não, o relatório que lhe foi enviado. Aprovando estará validando o processo de planejamento de desenvolvimento e manufatura daquele novo item (uma autopeça, no caso). Reprovando, estará forçando o fornecedor a promover alterações no seu processo de modo a que colhendo novas amostras representativas, estas estejam em conformidade com 100% dos requisitos ou com os requisitos funcionais designados pelo cliente. Cada montadora criou seus próprios padrões e sua própria metodologia sugerida de análise de amostras.

Também é importante conhecer algumas definições: Protótipos – manufatura ou montagem de componentes, conjuntos ou sistemas que ocorrem antes da expedição dos lotes-piloto, não representando lotes de produção, não necessariamente com ferramental definitivo, e estando sujeitos a alterações de projeto, técnicas e comerciais, antes da sua aprovação pelo cliente. Quando possível, os subcontratados, o ferramental e os processos devem ser os mesmos da produção normal; Amostras – é a manufatura ou montagem de componentes, conjuntos ou sistemas para fornecimento ao cliente. Ocorrem durante a produção dos lotes piloto, utilizando ferramental e processos definitivos. São representativos da produção e seguem para o cliente para avaliação e aprovação; Lote-Piloto – lote de onde são colhidas as amostras e, geralmente, o primeiro lote, desde que em conformidade com o conceito de amostra. Por exemplo, a norma QS 9000 indica que no mínimo 300 peças consecutivas devam ser manufaturadas a fim de ser realizada a análise da capabilidade de processo e o dimensionamento em 100% das características de uma quantidade pré-definida de peças (normalmente de duas a cinco peças).

Segundo o consultor Venilton W. Manochio (qsupply@qsupply.com.br), há algumas considerações importantes para a aprovação de amostras de fornecedores. Por exemplo, definir as quantidades mínimas a serem submetidas: que sejam representativas do processo produtivo para que possam ser realizadas todas inspeções e ensaios necessários; estabelecer critérios de avaliação e aprovação das amostras; usar desenhos e especificações; e incluir embalagem e rotulagem. Para o caso dos prestadores de serviço, solicitar cartas de referência dos clientes das empresas; pesquisar com clientes que já utilizaram tais serviços; estipular um período de experiência; definir os tipos de ações diferenciadas sobre as pontuações obtidas.

Para a avaliação do sistema de gestão da qualidade, alguns métodos mais utilizados são: questionário de autoavaliação, auditoria de segunda parte pelo contratante, registros de avaliação/auditorias de 1ª parte como evidência da implementação do sistema de gestão, registros de avaliação/auditoria de 2ª parte por empresa contratada externa. Igualmente, pode-se adotar um Índice de Qualificação de Fornecedores (IQF), que possui alguns parâmetros típicos: Qualidade; Quantidade; Pontualidade/Entrega; Aspectos Comerciais (Preço); e Pós Venda/Serviços Associados.

Algumas sequências são importantes para se implantar o IQF. Uma delas é definir o Grupo de Avaliação que deve ser formado por pessoas da Qualidade; Suprimentos; Engenharia; Produção; Custos. Esse grupo deve considerar: o tipo de produto/serviço fornecido, considerando a sua criticidade em relação à qualidade; o tipo de fornecedor – exemplo: fabricante, representante, distribuidores, atacadista, revendedor, varejista, etc.; a frequência de fornecimentos – considerando transporte, embalagem, instalação, pós-venda, etc.; e o histórico de fornecimento – caso existir.

Alguns fornecedores são diferenciados, tendo algumas particularidades e deve ser dado tratamento diferenciado para os fornecedores únicos, monopólios, oligopólios, fornecimento entre empresas de um mesmo grupo ou qualquer outra situação atípica. Dessa forma, deve-se avaliar o desempenho desses fornecedores de forma diferente dos demais.

Na definição dos períodos de avaliação, evita-se os períodos muito curtos ou longos. Igualmente, é importante considerar o número de fornecimentos, sendo definida uma metodologia que considere o número de fornecimentos do período. Pode-se para menos de cinco fornecimentos no período, utilizar análises pontuais, caso o produto não tenha risco significativo. Em termos de qualidade, o IQF deve estabelecer: Plano de amostragem (Exemplo: quantidade x número de aceitação), Características críticas dos produtos para avaliação, Critérios de aceitação dos produtos recebidos, Responsabilidade pela avaliação, Responsabilidade pela disposição do produto avaliado, Sistema de cadastramento do fornecedor e registro dos resultados das avaliações, manual ou informatizado, com uso de tabelas e gráficos; e Critérios de pontuação para os lotes de produtos. Caso seja difícil ou inviável economicamente, a realização de inspeções e ensaios de recebimento pode ser aplicada; a auditoria de produto recebido; testes práticos; e testes funcionais.

Quanto à quantidade, as situações mais comuns: quantidades a serem fornecidas em um determinado período de tempo (semana, quinzena, mês), não interessando o nº de entregas feitas no período; quantidades fixadas em cada ordem de compra emitida; quantidade fixada por chamada, onde existe uma ordem de compra ou contrato de fornecimento com quantidades em aberto (normalmente para períodos longos de fornecimento). No caso da pontualidade/entrega, os principais tipos de controle são: controle por dia de atraso; e controle por período de atraso (quinzena, semanas). Em casos de fornecimento contínuo ou just-in-time, pode-se considerar horas de atraso. Em relação aos aspectos comerciais (preço), deve-se definir uma política comercial para os fornecedores e seus parâmetros para avaliação, tais como: preços praticados, reajuste de preços, distribuição de cotas, capacidade de absorção de aumentos de programa, capacidade de absorção de reduções de programa, e condições e formas de pagamento, etc. Por fim, o pós Venda/serviços associados deve analisado em função de: tipo de produto, fornecedor e controle de fornecimentos.

Finalmente, a empresa deve atribuir a pontuação em função de fatores como : tempo decorrido da solicitação do serviço até efetiva realização; eficácia da ação tomada/recomendada pelo fornecedor; reincidência na ocorrência que gerou a prestação de serviço; e iniciativa do fornecedor para sugestões de melhoria nos produtos fornecidos. As classificações possíveis na pontuação são: atende às expectativas: atribuir a pontuação máxima possível; atende parcialmente às expectativas: atribuir uma parte do total de pontos possíveis; e não atende às expectativas: não atribuir pontos. Na próxima matéria, será relatada a importância na classificação de fornecedores.

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As dificuldades para administrar o tempo

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O MASP é um caminho ordenado, composto de passos e subpassos pré-definidos para a escolha de um problema, análise de suas causas, determinação e planejamento de um conjunto de ações que consistem uma solução, verificação do resultado da solução e realimentação do processo para a melhoria do aprendizado e da própria forma de aplicação em ciclos posteriores. O MASP prescreve como um problema deve ser resolvido e não como ele é resolvido, contrapondo dois modos de tomada de decisão que Bazerman (2004) denomina de modelo prescritivo e modelo descritivo.

Acesse o site do MASP da Qualipro:

http://www.masp.inf.br/site/

Alípio Silva Pereira

Com exceção de alguns poucos que se pretendem defensores da liberdade irrestrita e assim se posicionam contrários a todo tipo de administração, inclusive do tempo, a maior parte das pessoas reconhece que não sabe administrar seu tempo, gostaria de fazê-lo, mas se vê diante de uma série de empecilhos que dificultam e parecem mesmo impossibilitar o bom uso do tempo. Essas dificuldades são de várias naturezas. As principais são de ordem institucional (administrativa e ambiental) e de ordem pessoal.

Vamos discutir primeiro os empecilhos de natureza institucional (excesso de tarefas, de papéis, de interrupções, de telefonemas, de reuniões). Geralmente concluímos (erradamente) que o problema está mais nos outros do que em nós mesmos. Depois, vamos discutir alguns empecilhos de natureza pessoal: a tendência à procrastinação, a indecisão, a tentativa de esconder a verdade de nós mesmos. Estes são os empecilhos mais difíceis de vencer. Mesmo que os obstáculos institucionais sejam removidos, nossas possibilidades de administrar o tempo serão poucas se os empecilhos pessoais não forem conquistados.

Excesso de Tarefas – Um empecilho famoso é o excesso de tarefas. Grande parte das pessoas, e certamente a maioria daqueles que estarão lendo este trabalho têm coisas demais para fazer. O excesso de tarefas frequentemente paralisa: a pessoa não sabe por onde começar e acaba ficando imobilizada.

Excesso de Papéis – Junto do excesso de tarefas, e parcialmente gerado por elas, há o excesso de papéis. O excesso de papéis, porém, tem causas independentes do excesso de tarefas. Muitas pessoas e instituições nos mandam papéis não solicitados que nada têm que ver com nossas tarefas. As malas diretas geradas por computador agravaram sensivelmente o acúmulo de correspondência que nada significa, mas que frequentemente é olhada antes de ser jogada fora (ou, pior, antes de ser colocada de lado para uma eventual necessidade). Além disso, alguns colegas e muitos superiores nos mandam papéis que não lhes interessam e com os quais não sabem o que fazer. Limpam, assim, suas mesas às custas da nossa. A consequência disso é que nossa mesa de trabalho fica escondida debaixo de uma montanha de papéis. Quando precisamos de algo importante, não sabemos exatamente onde está, gastamos tempo a procurar, custamos a achar, encontramos outras coisas que nos interessam e que desviam e consomem nossa atenção, e assim por diante. Por causa do excesso de papéis, acabamos gastando minutos preciosos, às vezes horas.

Excesso de Interrupções – A maior parte das pessoas não consegue trabalhar por um período razoável de tempo sem interrupções de colegas ou de estranhos – exceto, talvez, aquelas pessoas que, pela sua posição e estilo de trabalho, ou por terem uma secretária ciente de seus deveres, conseguem controlar o acesso à sua sala. Aqueles que trabalham em locais abertos ou em empresas que adotam o estilo da porta aberta frequentemente se vêem forçados a dar do seu tempo a todos aqueles que se julgam no direito de colocar a cabeça para dentro da sala e dizer: “Você tem um minutinho?”, “Posso fazer uma perguntinha?”, “Dá para você me dar uma ajudazinha aqui?”, etc. Sempre usam o diminutivo para dar a impressão de que serão breves. Nem sempre o são. Uma coisa leva à outra, e quando o interrompido se dá conta a “perguntinha”, a “ajudazinha”, o “minutinho” acabou levando meia hora (quando não mais). Como a manutenção de boas relações pessoais no trabalho é algo que a maior parte das pessoas julga importante, elas ficam sem saber como lidar com o problema sem ser indelicadas. Acabam se prejudicando, tendo que ficar trabalhando até mais tarde, ou que levar trabalho para casa, ou não fazendo com a qualidade desejada o que tinham para fazer.

Excesso de Telefonemas – Algo semelhante acontece com telefonemas – principalmente para quem tem que atender seu próprio telefone, sem o filtro de uma secretária eficiente. Na verdade, telefonemas é uma forma especial de interrupção. Muitas empresas não têm rotinas e procedimentos bem estabelecidos para responder a perguntas ou a pedidos de informação, de sorte que vários tipos de telefonemas acabam tendo que ser atendidos por pessoas cujo tempo seria muito mais bem empregado em outras tarefas. Um telefonema inconveniente, ou num momento inconveniente, pode estragar um dia.

Excesso de Reuniões – O problema do excesso no número e na duração das reuniões no Brasil é dos mais sérios. Temos muito mais reuniões do que seria necessário, elas duram muito mais do que seria sensato esperar, e muito mais gente participa delas do que seria preciso. No Brasil há essa noção esquisita de que a importância de uma pessoa de certa forma se mede pele número de reuniões para as quais ela é convocada.

Além disso, as reuniões são convocadas não raro sem a devida antecedência, causando miséria nas agendas das pessoas, seus objetivos não são anunciados com clareza e antecedência, nem a pauta com a lista de participantes é distribuída previamente, as pessoas convocadas não sabem porque estão sendo convocadas nem o que se espera delas, não podendo, portanto, se preparar. As reuniões nunca começam na hora, frequentemente por atraso de quem as convoca ou de pessoa que (na hora se fica sabendo)‚ indispensável para sua condução. Nunca se fixa um limite para a duração da reunião. Uma vez iniciada a reunião, todo mundo parece sentir que tem a obrigação de dizer alguma coisa para justificar sua presença. A duração e o conteúdo das intervenções não é controlado. Se gasta um tempo enorme discutindo questões paralelas. Depois das reuniões nenhum dos participantes tem idéia clara do que ficou resolvido, se é que alguma coisa foi resolvida, nem é informado do andamento das coisas que foram decididas.

Tendência à Procrastinação – A tendência à procrastinação parece ser uma característica comum dos seres humanos. Poucas são as pessoas que tomam uma decisão de imediato, assim que confrontadas com uma tarefa ou um problema. A incapacidade de tomar uma decisão leva muitas pessoas a protelar, na esperança de que o problema se resolva por si só e a decisão se torne desnecessária. É preciso distinguir a tendência à procrastinação do bom senso que recomenda não tomar uma decisão no calor de uma discussão, ou quando não há informações suficientes, ou coisa equivalente. A tendência à procrastinação aparece principalmente quando a tarefa a ser realizada é muito difícil, complexa, longa, ou desagradável. Parece que temos esperança de que as coisas se farão ou se resolverão por si próprias, se as deixarmos sós.

Alípio Silva Pereira é consultor organizacional da Leme Consultoria e Crescer Group – apereira@crescergroup.comqualipio@gmail.com

Curso: Instalações elétricas em atmosferas explosivas

Atmosfera potencialmente explosiva é uma mistura explosiva e gases ou vapores inflamáveis com o ar, sob condições atmosféricas. São consideradas condições atmosféricas misturas sob pressão de 0,8 a 1,1 bar e temperaturas de -20 a +60ºC. Um processo que tenha entre os produtos manipulados algum que forme uma atmosfera explosiva necessita ser classificado. O risco de explosão existe se ocorrer simultaneamente: a presença de um material inflamável, em condições normais de operação ou em caso de falhas, no local onde se encontra a fonte de ignição; estado, concentração e quantidade do material inflamável de forma que possa se formar a atmosfera explosiva; existência de uma fonte de ignição com energia elétrica ou térmica suficiente para causar a ignição da atmosfera explosiva; e a possibilidade de a atmosfera explosiva alcançar a fonte de ignição. Clique para mais informações.

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