A competitividade empresarial no contexto brasileiro

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O setor de construção vai precisar vencer mais alguns desafios nos próximos anos: o número de acidentes do trabalho e a construção de empreendimentos em áreas contaminadas. No caso dos acidentes, a evolução tecnológica tem sido de grande importância para a melhoria das condições de trabalho no setor da construção civil, principalmente no que se refere à qualidade dos materiais e à melhoria do processo de produção, incidindo diretamente na produtividade. Já no segundo caso, deve ser feita uma análise de risco dos passivos ambientais, o que pode ser algo custoso mas de extrema importância. O estudo deve ser feito baseado nos riscos sobre o uso pretendido do imóvel. Cada análise é única, o que significa que o laudo realizado para um edifício comercial não poderá ser utilizado para outro residencial, mesmo que compartilhem terrenos vizinhos. Clique para mais informações.

competiçãoA competitividade tem sido uma das grandes questões empresariais brasileiras na atualidade. As transformações econômicas ocasionadas pela abertura de mercado e estabilidade monetária fizeram com que as estratégias empresariais se voltassem cada vez mais para a longevidade das empresas. A proteção de mercado e os ganhos financeiros em períodos de alta inflação contribuíram para que as estratégias focadas no negócio fossem tratadas em segundo plano por muitas indústrias brasileiras até o início da década de 90.

Na verdade, a competição existe onde há disputa por algo que dois ou mais competidores desejam. Assim, são vários os tipos de competições que se sucedem no cotidiano. A competição econômica existe em um ambiente que se denomina sistema concorrencial, no qual duas ou mais organizações disputam mais pela sobrevivência no mercado que pela própria busca do maior lucro possível. O sistema capitalista não está imune às alterações de sua estrutura e do comportamento de seus agentes econômicos, que se transformam para criar ou desenvolver novas formas ou configurações a fim de possibilitar a reprodução do capital.

Um exemplo disso é a globalização, uma dessas configurações do sistema, trazendo novos papéis e funções para os agentes econômicos de forma que eles encontrem condições de reproduzir o capital e sobreviver no sistema capitalista. A competitividade não pode ser vista como uma característica intrínseca da empresa, pois advém de fatores internos e externos, que podem ser controlados ou não por ela. Por definição, a competitividade é intrínseca à concorrência, pois onde há concorrência há competição e, portanto, competitividade, mas a própria competitividade transcende às características peculiares de cada empresa.

O resultado da concorrência não depende só da organização, mas de vários fatores que a cercam. Cada fator tem a sua importância e peso dentro de um ambiente de competição, e, em alguns mercados, um fator pode ser mais representativo que outro, formando-se no contexto da interação dos fatores sistêmicos, estruturais e internos da empresa. Segundo o professor Antonio Inácio Andrioli, um dos aspectos mais marcantes do atual contexto social é a exacerbada competição que aparece impregnada nas relações humanas. Embora essa tenha sido uma característica também de outros tempos, podemos notar que a sua presença é tão forte em muitos espaços da nossa vida como nos parece ser a intenção de desenvolvê-la na consciência das pessoas.

“A competitividade ou livre concorrência é um dos princípios da economia liberal e teve como principais defensores Adam Smith e David Ricardo. Segundo Smith, procurando apenas um ganho pessoal, a pessoa trabalha, coincidentemente, para elevar ao máximo possível a renda anual da sociedade. Por uma mão invisível a pessoa estaria sendo misteriosamente levada a executar um objetivo que jamais fez parte das suas intenções. E, buscando apenas seu interesse exclusivo, a pessoa muitas vezes trabalharia de modo bem mais eficaz pelo interesse da sociedade do que se tivesse de fato esta intenção. Podemos notar que a idéia básica da livre concorrência é a fé depositada na ideia de que as pessoas, uma vez competindo entre si, automaticamente estariam contribuindo para o progresso geral da sociedade”, explica.

Cabe perguntar por que as pessoas aceitam desafios competitivos se neles já está inerente sua lógica excludente? Andrioli exemplifica: se numa corrida onde há dez atletas competindo e já está dado como certo que apenas um sairá vencedor, por que os dez continuam correndo? A razão é que cada um dos dez atletas imagina ser, individualmente, o vencedor. Mas, e o que acontecerá com os demais, que são a maioria? Isso parece que não importa, já que não teriam sido “capazes” para vencer. “É evidente que essa lógica competitiva, que divide o mundo em vencedores e perdedores (onde a minoria vence e o restante perde), cria situações de angústia e revolta nos excluídos. A violência que aumenta assustadoramente na sociedade e passa a atingir fortemente as escolas, deve ter relação com o sentimento de exclusão que atinge a maioria das pessoas do planeta. Como encontrar alternativas de solução para isso? Entendemos que o primeiro passo é perceber como a competição está presente em nosso cotidiano, para conseguirmos refletir sua problemática. Num segundo momento, é necessário nos contrapormos à ela, construindo um novo jeito de viver e de se relacionar com os outros”, acrescenta o professor.

Luiz Carlos Pereira de Souza, professor doutor e pró-reitor acadêmico e docente da UniÍtalo acredita que há uma verdadeira guerra – silenciosa, mas, contundente – vem acontecendo no mundo dos negócios. Independentemente do segmento de mercado e do tamanho da empresa, todos estão envolvidos na acirrada luta pela sobrevivência que vem se desenrolando num cenário internacional altamente competitivo. “No mundo globalizado as empresas devem comprovar suas expertises perante o seu segmento de mercado. Os administradores deverão estar cientes de que as competências serão avaliadas ou mensuradas, também e principalmente, pelo seu efetivo compromisso socioambiental da organização, contextualizado por um clima de incerteza”.

Souza acha que essas empresas descobrem, com maior ou menor custo, que vale mais empregar energia na busca de novas parcerias do que entrar numa guerra predatória em relação aos seus concorrentes. Compreendem assim, que podem superar suas metas ou ampliar seu share de mercado sem a necessidade de se envolver ou provocar um embate destrutivo com seus concorrentes. “A fórmula S = R – E (Satisfação é igual Resultado menos Expectativa) está em alta e permeia continentes sem fronteiras, do ponto de vista econômico. Quanto maior a expectativa que criamos perante nossos observadores (outros profissionais, empresas, a sociedade, etc.) ou perante aqueles que nos são mais íntimos (pais, filhos, cônjuge, amigos, etc.) maior terá de ser o resultado apresentado em nossos “quefazeres” profissionais ou nas consecuções pessoais para superação de expectativas”, complementa.

Para ele, é preocupante paradoxo esse da expectativa! Pois é, quanto mais certinho for um cidadão, quanto mais competente apresentar-se um profissional, maior será a expectativa criada sobre seus observadores e, portanto, maior deverá ser o resultado apresentado por eles para garantirem – na estruturação da fórmula S= R – E – uma “Satisfação” acima do índice “zero”. “É comum os dirigentes das organizações ou gestores de negócios buscarem, diante de necessidades profissionais ou pessoais, colaboradores que estão sobrecarregados de afazeres em detrimento daqueles que apresentam menor grau de ocupação ou têm expressão taciturna. Motivo simples e matemático para afirmarmos quanto mais você faz, mais capacidade você adquire para fazer mais. Justificando, hipoteticamente: O empreendedor profissional tem que ser multiespecialista. Deve atuar com competência em mais de uma atividade empresarial. Atualmente, temos de colocar um pé em uma canoa e o outro, apesar dos riscos, em uma outra canoa, mesmo diante das turbulentas águas do mercado profissional. É comum, para esse tipo de empreendedor, a prestação de serviços em duas ou mais organizações ou o vínculo CLT numa empresa simultâneo à gestão de seu próprio negócio. Quanto mais você assumir, com competência, atribuições ou trabalhos, mais capacidade você terá para se incumbir de um maior número de outras atividades e, certamente, superará expectativas e garantirá assim, os resultados positivos em decorrência da fórmula S = R – E”.

Souza assegura que discutir a superação de expectativas e responsabilização num espaço contemporâneo em que o homem, sim o homem que cria, monitora e afirma ter controle sobre o aparato tecnológico, comemora 40 anos de seus primeiros passos na lua, agora com viagens virtuais, e proclama planejamento de chegar a Marte em 2030. “Esse mesmo homem, empreendedor, pesquisador, calculista, emocional, gregário, impõe-se disciplina espartana para garantir o crescimento das organizações, mesmo diante dos gargalos modernos ou restrições do tipo “meio ambiente” – “uso e costumes” – “crenças” – “desnutrição” – “multiplicação de vírus e bactérias nocivas” – “instabilidade econômica” – entre outros. A fórmula S = R – E é uma mera ferramenta diante de um deslumbrante e, ao mesmo tempo, assustador aparato tecnológico, que é impiedoso ao exigir criatividade, imediatismo e permanente aperfeiçoamento. Os personagens dessa guerra silenciosa, pessoas jurídicas e físicas, sabem que o mundo dos negócios não admite vacilação ou titubeios, sendo imperativo a comprovação, em tempo real, da chamada superioridade competitiva”, conclui.

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