A geologia em áreas contaminadas

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contaminadaCom os problemas no Shopping Center Norte (SP), nunca se falou tanto de áreas contaminadas, que pode ser definida como uma área, local ou terreno onde há comprovadamente poluição ou contaminação causada pela introdução de quaisquer substâncias ou resíduos que nela tenham sido depositados, acumulados, armazenados, enterrados ou infiltrados de forma planejada, acidental ou até mesmo natural. Nessa área, os poluentes ou contaminantes podem concentrar-se em subsuperfície nos diferentes compartimentos do ambiente, como por exemplo no solo, nos sedimentos, nas rochas, nos materiais utilizados para aterrar os terrenos, nas águas subterrâneas ou, de uma forma geral, nas zonas não saturada e saturada, além de poderem concentrar-se nas paredes, nos pisos e nas estruturas de construções. Mas, o pior é que em São Paulo são consideradas áreas críticas: os aterros industriais Mantovani e Cetrin; o bairro de Jurubatuba, na cidade de São Paulo; o bairro de Vila Carioca, na cidade de São Paulo, no Ipiranga; o Condomínio Residencial Barão de Mauá, em Mauá (SP); o Jardim das Oliveiras, em São Bernardo do Campo; o Shopping Center Norte; as Mansões de Santo Antônio (Concima), em Campinas (SP); as Indústrias Reunidas Matarazzo, em São Caetano do Sul (SP); o Conjunto Cohab-Vila Nova Cachoeirinha, em São Paulo; e o Conjunto Cohab, em Heliópolis, em São Paulo.

De maneira geral, as formações geológicas, onde está localizado o resíduo ou o contaminante, atua, sobremaneira, na aplicabilidade e na eficiência dos métodos geofísicos que se baseiam na condutividade ou resistividade elétrica. Por exemplo, devido à alta condutividade elétrica apresentada pelas argilas, o contraste entre o valor da condutividade natural do meio (background) e a condutividade dos contaminantes inorgânicos pode ser pequeno, podendo mascarar a detecção da contaminação. Em contrapartida, com a presença de compostos orgânicos, os contrastes de condutividade poderão ser salientados.

Além disso, a presença de argila atenua a propagação dos campos e ondas eletromagnéticas, reduzindo a profundidade de investigação dos métodos eletromagnéticos indutivos (EM) e do georradar. No caso de rochas arenosas, quanto maior é a resistividade desse tipo de material, maior será a profundidade de penetração dos campos e ondas eletromagnéticas no terreno. Assim, nesse tipo de ambiente, os métodos eletromagnéticos indutivos e o georradar detectarão de forma marcante os contrastes nas propriedades físicas provocadas pelos contaminantes inorgânicos ou metálicos. Como método alternativo, também poderá ser utilizado o método de eletrorresistividade, lembrando-se que, quanto maior a resistividade do meio geológico, maior será a dificuldade de propagação das correntes elétricas.

Enquanto os sedimentos superficiais não consolidados, representados pelas areias, cascalhos, seixos, e os materiais intemperizados, frequentemente, apresentam maior resistividade e menor teor de argila em relação aos materiais mais compactados, o que favorece a aplicação dos métodos de eletrorresistividade, eletromagnético indutivo e o georradar na investigação de contaminantes de alta condutividade, a contaminação orgânica e inorgânica presente em meios fraturados é de difícil identificação por métodos geofísicos de superfície. Nestes casos, os métodos geofísicos têm se mostrado eficientes na detecção das fraturas como caminhos preferenciais para os contaminantes. Para a investigação da contaminação em si, os melhores resultados têm sido determinados por perfilagens eletromagnéticas e de resistividade, pois essas técnicas possibilitam a detecção de forma direta do contaminante localizado nas fraturas.

Em áreas cársticas, existe grande variação das propriedades físicas do meio, o que dificulta a detecção da contaminação. Nesses locais, a aplicação dos métodos geofísicos deverá ser utilizada para caracterizar o meio geológico no qual os contaminantes possam se propagar. Dentre os métodos abordados, o georradar é aquele que tem se mostrado mais eficiente para a detecção de cavidades, decorrente da alta definição e continuidade das seções obtidas. Segundo a pesquisadora do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Giulliana Mondelli, a investigação geoambiental é um estudo de caráter multidisciplinar que realiza o diagnóstico de uma área, contaminada ou não, determinando suas condições de uso e ocupação, e oferecendo subsídios principalmente para projetos de remediação.

“Durante uma investigação geoambiental, além do conhecimento dos parâmetros geotécnicos, também é necessário obter conhecimento sobre as condições hidrogeológicas, condições atmosféricas e as influências do meio biótico, incluindo as características físico-químicas dos poluentes”, explica ela. “A integração de diferentes técnicas de investigação tem sido uma proposta interessante para a realização de caracterização geotécnica e da construção do modelo de variabilidade espacial de contaminantes nos últimos anos. Técnicas in situ, diretas e indiretas, superficiais e invasivas, permitem obter as condições naturais dos solos a serem avaliados, enquanto os ensaios laboratoriais, por meio de amostragens de solo, resíduos, água e gases, fornecem tais parâmetros, obtidos em condições controladas, para representar as condições reais da área investigada”.

A técnica diz ainda que a conclusão de um trabalho de investigação geoambiental ocorre quando é delimitada uma pluma (ou plumas) de contaminação que ocorre na área e como ela poderá evoluir ao longo do tempo e no meio natural. “Em função da complexidade e do grande número de variáveis que este tipo de estudo envolve, tais como condições geotécnicas heterogêneas, climáticas, tipo de disposição e de resíduos que geram a contaminação, interação solo e contaminantes, existem poucas publicações nacionais e internacionais sobre o assunto. Muitas vezes, a contaminação pode ser gerada por fontes específicas e conhecidas de contaminação – como o vazamento de tanques de combustível (hidrocarbonetos) e solventes clorados. Em outras, é causada pela disposição inadequada de diferentes tipos de resíduos, em grandes áreas, com aspectos geológicos heterogêneos, o que torna o problema ainda mais complexo, dificultando assim a obtenção do modelo conceitual”, acrescenta.

Para ela, a modelagem matemática e o monitoramento detalhado direto e in situ são comumente utilizados para a determinação da pluma de contaminação e para explicar o fenômeno de transporte dos poluentes através do solo, o que só pode ser feito com precisão quando são obtidos parâmetros em campo e/ou laboratório para as condições locais e, em certos casos, após muito tempo de investigação e pesquisa na área, para avaliação do comportamento da pluma em função do tempo. É importante dizer a pluma de contaminação é um termo utilizado para descrever como os contaminantes ocorrem no meio físico natural. Uma pluma de contaminação é formada quando os contaminantes ou poluentes alcançam o subsolo e se espalham através das zonas não saturadas e saturadas, através das diferentes camadas de solo. Há diferentes tipos de plumas, cuja formação depende dos diferentes tipos de contaminantes e poluentes (mais pesados que a água ou não), das condições topográficas locais, da existência ou não de corpos d’água superficiais, da profundidade do lençol freático, do tipo de solo (mais argiloso ou menos arenoso), e da profundidade do embasamento rochoso. “O Brasil ainda não possui um banco de dados com valores típicos de parâmetros de transporte de poluentes para os solos que ocorrem em seu território, o que constitui um grande desafio devido à sua grande área territorial; além disso, o país também carece de instituições de pesquisa que possam desenvolver estudos aos grandes projetos aqui executados. Por isso, os consultores e os próprios órgãos ambientais adotam valores da literatura internacional para esses parâmetros, sem recorrer a laboratórios capacitados por impossibilidade de atendimento à demanda do mercado”, finaliza.

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