A classificação de fornecedores

Muitas vezes, a classificação de fornecedores é feita de forma intuitiva e tem por objetivo estabelecer um ranking de fornecedores em relação aos produtos que vendem à empresa. O critério preço não é o único importante na determinação dos lotes de compra. As vezes é preferível comprar a um preço maior de um fornecedor que possui melhor qualidade ou pontualidade na entrega de seus produtos ou mesmo que tenha firmado um contrato de parceria com a empresa. Assim, os critérios para o ranqueamento dos fornecedores podem ser qualidade, pontualidade no fornecimento e parceria. O critério parceria influencia fortemente as relações de compra com os fornecedores, devendo então ser considerado na classificação. Esse critério é avaliado por um decisor, baseado em acordos e contratos firmados com o fornecedor. O critério preço não pode ser ignorado, mas apenas tradição de preços baixos não garante que, em um dado período, um dado fornecedor tenha o melhor preço para um produto. Por isso, este critério é reservado, junto com o critério condições de pagamento e entrega, para o processo de negociação direta com os fornecedores ou para modelos de otimização de compra.

Conforme ressalta o consultor Venilton W. Manochio (qsupply@qsupply.com.br), deve-se definir uma politica para os fornecedores, que deve refletir os requisitos e as expectativas da empresa com relação aos fornecedores e de acordo com os objetivos organizacionais definidos no planejamento estratégico, além de ser definir formalmente os objetivos ao longo do tempo. Dessa forma, a importância na classificação de fornecedores está relacionada em gerar informações para estabelecer ou implementar uma política de fornecimento; auxiliar na definição de cotas de fornecimento; estabelecer atividades de recebimento; e definir ações para reavaliação de fornecedores.

Em consequência, a classificação final dos fornecedores deve ser feita conforme seu desempenho, devendo-se estabelecer critérios para esta classificação. Um exemplo está abaixo:

Fornecedor Excelente (A)

– Sistema de Gestão da Qualidade Implementado;

– Amostras Iniciais Aprovadas;

– Desempenho Excelente.

Fornecedor Bom (B)

– Sistema de Gestão da Qualidade Parcialmente Implementado;

– Amostras Iniciais Aprovadas;

– Desempenho Satisfatório.

Fornecedor Regular (C)

– Sistema de Gestão da Qualidade em Desenvolvimento

– Amostras Iniciais Aprovadas;

– Desempenho Regular.

Em vista disso, a empresa deve realizar algumas ações, como:

Com o Fornecedor Excelente (A):

– Firmar contratos de fornecimento com qualidade assegurada (just in time/kanban).

Com o Fornecedor Bom (B):

– Estabelecer critérios de inspeção menos dispendiosos, como: análise de certificado/skip lot/auditoria de produto.

Com o Fornecedor Regular (C):

– Manter controle da qualidade no recebimento, como o planejamento de amostragem de acordo com a performance.

Enfim, o relacionamento com o cliente no futuro será muito mais complexo do que o é no presente, pois as companhias deverão não apenas satisfazer os clientes como também terão de gerar evidências para comprovação da satisfação de seus clientes. A corrida pelas conquistas de padrões da qualidade será e está sendo modificada. Dessa forma, A importância do envolvimento fornecedor–cliente, além de melhorar o desempenho dos resultados e aumentar os lucros da empresa, possibilita parcerias que auxiliam também na implantação de programas de melhorias de qualidade e produtividade.

Não há dúvida de que, quanto á implementação de sistema de gerenciamento dos fornecedores, existe uma relutância de alguns setores da organização em adotar políticas de relacionamento entre clientes e fornecedores sendo que ainda verifica-se divergência quanto à participação dos colaboradores, pois existe ainda um despreparo na utilização de informações que o sistema disponibiliza. Para solucionar os problemas de dentro das organizações, necessariamente deverá existir um levantamento de fatos e dados, pois caso contrário, a empresa defronta-se com situações em que não se conseguirá solucioná-las. Pode-se chegar à conclusão de que o relacionamento entre cliente e fornecedor pode se dar de diversas maneiras, e também para que este relacionamento seja saudável é preciso passar por alguns estágios.

Ambos os lados buscam a criação de um novo relacionamento que traga beneficio mutuo e ambas as partes devem abrir mão do interesse pessoal e independência em favor da confiança a fim de se obter uma aliança. É possível ganhos econômicos significativos através de uma maior integração entre cliente e fornecedor, gerando ganhos para ambas as partes por meio de troca de conhecimentos, que pelo lado fornecedor significa economia de recursos em investigação de possíveis falhas e suas causas, enquanto que pelo lado cliente representa a possibilidade de compartilhar dados e metodologia de acompanhamento dos equipamentos ou serviços que compram.

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A concorrência entre empresas pode ser ética e leal?

Contate o Claudemir Oribe para um treinamento ou uma palestra em sua empresa sobre o MASP ou para tirar as suas dúvidas sobre gestão e sobre o MASP. Faça contato com ele: (31) 3391-7646 – 8748-1686 ou pelo e-mail: claudemir@qualypro.com.br

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“O Diagrama de Árvore é classificado no Japão como uma das sete ferramentas gerenciais para o controle da qualidade. Apesar desse caráter aparentemente elevado, é uma ferramenta simples, fácil de ser utilizado e apresenta vantagens em relação à algumas das demais juntas. Um processo de análise e solução de problemas deve passar por algumas etapas tais como: Identificação, Observação, Análise, Plano de ação, Ação, Verificação, Padronização e Conclusão. As ferramentas de solução de problemas são utilizadas e distribuídas conforme necessário, entre essas etapas. Ao final do problema teríamos a utilização de diversas delas, até a conclusão do processo de solução. Já que estamos falando do aumento de produtividade, o Diagrama de Árvore poderia substituir várias das ferramentas, evidentemente em contextos definidos, mas que representam a grande maioria dos problemas que ocorrem nos ambientes industriais e administrativos do país.”

Acesse o site do MASP da Qualipro:

http://www.masp.inf.br/site/

A concorrência, conforme definido nos dicionários, é a pretensão de mais de uma pessoa à mesma coisa, é a competição, é a rivalidade entre os produtores ou entre negociantes, fabricantes ou empresários. Portanto, a expressão contém a ideia de disputa entre agentes econômicos num espaço ou lugar, designado mercado, em certo tempo ou período, acerca de determinado objeto. Ela pode envolver questões que dizem respeito à atividade empresarial diretamente desenvolvida pelos concorrentes, com relação à clientela e à propriedade industrial, encontrando respaldo no direito privado e, inclusive, no direito penal. O segundo, implica no estudo de práticas que se voltam contra livre iniciativa e a livre concorrência, ou seja, infrações da ordem econômica e condutas que atentam contra as estruturas de mercado. E quais são os problemas relacionados com o mercado que exige livre concorrência entre as empresas, porém defende uma atuação mais ética e leal.

Existem algumas limitações à livre concorrência que podem ser de natureza estatal e de natureza contratual. Como forma da primeira, temos a reserva de mercado para o Estado (monopólio estatal) e o poder de fiscalização da atividade econômica pelo Estado. As limitações contratuais são estabelecidas pelos concorrentes (pactos de exclusividade na realização de determinados negócios, fixação da vedação da exploração do mesmo ramo de atividade em determinada região). Essas limitações são necessárias para validar a permissão de livre iniciativa assegurada pelo Estado a todos, e também para que se possa usufruir dos benefícios que advenham dessa livre disputa. Não se pode dar completa autonomia à competição, pois esta se deformará e se acabará extinguindo. Como o objetivo dos empreendedores é atingir o maior número de consumidores para a distribuição de seus produtos e serviços. Com isso, existe uma natural captação da clientela do competidor, resultante da eficiência produtiva e distributiva do empresário. Esta subtração da clientela alheia com observância de determinados códigos de conduta aceitos no mercado é chamado de concorrência lícita. Quando um empreendedor desrespeita as regras de captação da clientela, estabelecidas no mercado pelos concorrentes, estamos diante da concorrência desleal.

Pode-se ver a concorrência sob dois aspectos: o individual e o institucional. O primeiro envolve questões que dizem respeito à atividade empresarial diretamente desenvolvida pelos concorrentes, com relação à clientela e à propriedade industrial, encontrando respaldo no direito privado e, inclusive, no direito penal. O segundo, implica no estudo de práticas que se voltam contra livre iniciativa e a livre concorrência, ou seja, infrações da ordem econômica e condutas que atentam contra as estruturas de mercado. Devemos deixar claro que para que haja concorrência é preciso que empreendedores disputem uma mesma clientela de um mercado. Produtos idênticos ou afins fabricados por empresas diferentes as colocam em situação de concorrência, pois buscam os mesmos consumidores potenciais para seus produtos ou serviços. o fundamento da repressão á concorrência desleal é o respeito ao usus honestos na atividade empresária, ou seja, a observância das regras aceitas no mercado como próprias da concorrência, sujeitas ao conceito aberto de correção profissional, isto é, de boa-fé que deve nortear os competidores entre si, e frente aos consumidores. Portanto, o bem jurídico protegido pela teoria da concorrência desleal é a correção profissional, que está sujeito a critério de apuração, o qual dirá quando determinada prática negocial é desleal. O ato de concorrência desleal importa numa apreciação de fato, sujeita ao exame do caso concreto que se coloca à frente do julgador, devido às dificuldades que encontramos nos conceitos abertos de lealdade, bons costumes, usos e costumes honestos no comércio. A concorrência desleal diz respeito à concorrência individual, pois envolve relações entre sujeitos que atuam no mercado, isoladamente considerados, sob o prisma do alcance da distribuição de bens e serviços ao público consumidor. os atos reprováveis colocam-se em duas esferas de reprimenda: a penal e a civil. Assim, na doutrina encontramos a classificação dos atos de concorrência desleal em atos específicos, os quais merecem tratamento mais gravoso, em leis especiais e com normas de natureza penal; e atos genéricos, que gozam de tratamento no direito civil. concorrência desleal é aquele em que são usados meios ou métodos desleais, que mesmo não sendo delituosos, possibilitam aos prejudicados por seu emprego a reparação civil. Já a concorrência desleal criminosa ocorre quando esses meios ou métodos empregados são tão perigosos ou graves, que são considerados como delituosos, gerando sanções penais. Fala-se também em concorrência anticontratual, ou seja, a que implica em violação do pacto de não concorrência, por exemplo, no caso de cláusula de não restabelecimento comercial do alienante.

Segundo o site Universo Jurídico (http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/default.asp?action=doutrina&coddou=4269), os empresários não familiarizados com o direito não sabem ao certo quando existe concorrência e quando esta é desleal. Algumas pessoas acham que só porque um concorrente levou sua clientela ele está concorrendo deslealmente. É comum também encontrarmos empresários que acham que porque uma segunda empresa está abrindo negócio idêntico ao seu, em outra localidade não atendida pelos seus serviços, esta segunda empresa está concorrendo deslealmente. As coisas não são tão simples, existem regras para se verificar a existência de concorrência e para a configuração de concorrência desleal. Para que exista concorrência três requisitos básicos devem estar presentes: a concorrência deve ser atual, ou seja, os concorrentes devem estar no mercado ao mesmo tempo; Não há concorrência entre potenciais competidores. Não existe concorrência entre um competidor que já esteja estabelecido no mercado e outro que pretende se estabelecer, salvo se este competidor já tiver feito investimentos concretos para o estabelecimento do negócio. Para existir concorrência as atividades devem ser praticadas por concorrentes que atuem nos mesmos ramos de atividades ou em ramos afins. As empresas devem desfrutar da mesma clientela, as atividades devem se dirigir a um mesmo tipo de clientela, cuja preferência pretendam captar. Os produtos e serviços devem ser os mesmos ou afins. Existirá concorrência desleal entre concorrentes que produzam bens que se destinam a satisfazer alternativamente as necessidades humanas. Existe, por exemplo, concorrência entre empresas do ramo de sucos e refrigerantes. As atividades não são as mesmas, mas existe uma identidade entre elas. A concorrência deve ocorrer no mesmo espaço geográfico. Além de a atividade ter de ser a mesma ou em um ramo afim, obrigatoriamente ela deve ocorrer em um espaço geográfico comum. Por exemplo, se “A” tem uma empresa com uma determinada característica no Rio de Janeiro e não tem nenhum planejamento concreto em expandir o seu negócio para o Nordeste, “A” não pode impedir que “B” abra um negócio parecido com o seu, com ideias e conceitos semelhantes naquela região, desde que esse conceito não seja protegido por direito de exclusividade e que não exista um aproveitamento parasitário(8) que cause confusão ao público consumidor.

No Brasil, desde 1934, a concorrência desleal é tipificada como ilícito penal no Decreto 24.507. A Constituição Federal prescreve, no artigo 173, parágrafo 4º, que a “lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação de mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário de lucros”, respaldando à atuação preventiva e repressiva do Estado contra tais práticas. No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), atua no âmbito administrativo, aplicando a Lei de Repressão e Prevenção às Infrações Contra a Ordem Econômica, lei federal 8884/94. Além de punição criminal, a lei antitruste brasileira também definiu infração à ordem econômica e suas punições, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto produzir os efeitos, ainda que não alcançados, de : “I – limitar, falsear ou de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre iniciativa.” A multa para coibir conduta anticoncorrencial, no âmbito administrativo é da ordem de 30% sobre valor do faturamento bruto do último exercício da empresa, estendendo-se ainda ao administrador, direta ou indiretamente responsável pela infração cometida pela empresa, na ordem de 10% a 50% do valor acima mencionado.

Está disposto no Art. 1º da Constituição Federal, que “a República Federativa do Brasil tem como fundamentos”, dentre outros, a cidadania, a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Não bastasse esta disposição constitucional, ainda há o disposto no art. 170, que afirma ser a “ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa” e, assim sendo, “tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social”. Para tanto deverão ser observados os princípios da função social da propriedade, livre concorrência e busca do pleno emprego. No artigo constitucional acima mencionado estão estampados os fundamentos da Ordem Econômica, bem como os seus objetivos e os mecanismos jurídicos a serem utilizados para sua consecução, mas para dar um fecho mais objetivo à questão, o bem jurídico máximo que se procura tutelar com estas disposições constitucionais é o bem comum, é a vida digna da coletividade. A Constituição Federal, neste particular, abandonou o individualismo liberal que, muitas vezes, a orienta e deu atenção especial ao ser coletivo.

Deve-se fazer a leitura combinada das disposições constitucionais, ou seja, que se convirjam tais dispositivos de forma a amparar os princípios da dignidade, moral e ética. A proibição à concorrência desleal possui matriz constitucional, mais especificamente no art. 170, IV da Constituição da República. As regras referentes à concorrência desleal pode ser encontrado nos tratados internacionais CUP (Decreto n°. 75.572/75) e TRIPS (Decreto n°. 1.355/94), bem como na LPI (Lei n°. 9.279/96) e na Lei Antitruste (Lei n°. 8.884/94). A CUP prevê a proteção à livre concorrência, inclusive com a adoção pelos signatários de medidas judiciais de efetivação de direitos em seus artigos 10 bis e ter. O TRIPS, por sua vez, dispõe que os países contraentes irão proteger a leal concorrência, ratificando expressamente os artigos 10 bis e ter da CUP, e acrescentando-lhes a proteção aos segredos de negócio (art. 39), bem como a repressão da concorrência desleal no âmbito dos contratos de licenciamento de propriedade intelectual (art. 40). A LPI prevê, em seu art. 2º, que uma de suas finalidades é a repressão à concorrência desleal (inciso V).

Há um capítulo inteiro dedicado aos crimes de concorrência desleal, prevendo atos que envolvem desde o uso desautorizado dos direitos de propriedade industrial dos concorrentes até o emprego de meios fraudulentos para obtenção de vantagem e a violação de segredos de negócio. A Lei Antitruste (nº 8.884/1994), de outro lado, dispõe sobre as condutas que caracterizam infração à ordem econômica. Importa ressaltar, contudo, que a aplicação dos dispositivos desta Lei requer, uma análise casuística, à luz da razoabilidade econômica das condutas analisadas (sopesando prejuízos e benefícios econômicos), levando-se em consideração uma análise de diversos aspectos econômicos da conduta em questão e dos mercados envolvidos, exceção feita ao exame dos casos de cartel, em relação aos quais haveria, grosso modo, uma presunção de efeitos anticompetitivos.

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Uma em cada três lesões de coluna ocorre em acidentes de obras e quedas de laje

NBR ISO 21549-1: Informática em Saúde – Dados do cartão-saúde do paciente
Em busca da promoção de qualidade de vida de usuários e para facilitar o armazenamento de dados clínicos em uma estrutura flexível, permitindo aperfeiçoamentos futuros nas aplicações específicas, uma ferramenta tem sido projetada para auxiliar a implementação de características acessórias comuns de dados armazenados, de maneira que permita o uso eficiente de memória, importante aspecto em muitos tipos de cartões de dados. Clique para mais informações.

episO setor da construção civil possui grande dependência da mão de obra utilizada, que deveria contribuir para que este fosse um setor desenvolvido no aspecto de segurança no trabalho. Porém, o que se nota é que este continua sendo um dos setores produtivos com maior percentual de acidentes. Dessa forma, a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) na construção civil é necessário pelo risco de acidente que o trabalhador está propenso em uma obra. Normalmente a falta da utilização do EPI por parte do empregado ocasiona acidentes com ferimentos mais graves e que necessitem de maiores cuidados médicos. Além do uso do EPI, o empregador deveria ficar atento em disponibilizar informações das melhores práticas de segurança nas construções, através de conversas e reuniões, que disponibilize os principais detalhes de como evitar acidentes dentro do conteiro de obras, pois a falta de cuidado dos empregados pode ocasionar danos a si próprios e aos seus companheiros de trabalho.

E quais os principais equipamentos que devem ser utilizados pelos profissionais da construção civil? Capacete: proteção contra impacto no crânio; óculos: proteção para os olhos; protetor auricular: proteção para o ouvido; mascará para proteção contra pó da obra e químico: proteção para as vias respiratórias; trajar roupas como calça e camisa comprida; luvas de couro ou de plástico: proteção contra material corrosivo ou toxico e contra materiais que possam provocar cortes; botas ou botinas: proteção contra produtos químicos, materiais perfurantes e impactos; e cinto de segurança para proteção contra queda.

Levantamento realizado no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, revela que um em cada três pacientes internados com fratura da coluna sofreu queda de altura (em obra autônoma ou de pequena empreiteira ou em atividades recreativas que ocorrem em lajes). Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, muitos dos acidentes ocorrem por falta de e proteção ou uso inadequado dos equipamentos de segurança. Comuns e altamente incapacitantes, as lesões acontecem, na maioria dos casos, em consequência de acidentes de trabalho ou de atividades recreativas onde ocorrem às quedas. Mais de 80% das vítimas são homens entre 18 e 45 anos. “São pessoas que, no auge da produtividade, levarão sequelas para o resto da vida”, diz o ortopedista.

Na ortopedia do HC, 60% dos pacientes com fratura da coluna chegam com lesão neurológica que deixam o indivíduo permanentemente incapacitado e necessitando de auxílio permanente. “Todos que dão entrada com lesão medular e são operados perdem, no mínimo, a mobilidade da coluna na área da cirurgia e a grande maioria evolui com alguma sequela neurológica, limitando a força dos braços e pernas e o controle de micção e evacuação”, explica Fogaça. A média de permanência de um lesado medular no hospital é de três meses, passam por uma ou duas cirurgias, e levam no mínimo um ano para se reabilitar. Apenas 30% deles retornam ao mercado de trabalho, mesmo assim, com algum tipo de comprometimento leve.

“Pacientes com lesão medular são mais vulneráveis a contrair infecções urinárias, desenvolver escaras e outros problemas”, relata Fogaça. Para o especialista, com a expansão da construção civil e a popularidade de atividades recreativa nas lajes, é fundamental a criação de campanhas de prevenção. “A fratura da coluna é endêmica, cada vez mais comum, é preciso orientar a população para o uso de equipamentos de segurança corretamente e para não subir nas lajes”, conclui.

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Os desafios de uma gerência de serviços de TI bem sucedida

claudemir2“Tenho ministrado ultimamente muitos cursos sobre métodos de solução de problemas. Principalmente as grandes corporações parecem ter percebido a importância de dotar seus empregados de instrumentos que os ajudem a resolver os problemas nos processos, produtos e rotinas do trabalho. E não é coincidência. As diversas citações sobre melhoria contínua nas normas da qualidade devem intensificar ainda mais os esforços nesse sentido. A dificuldade nos processos de análise e solução de problemas continua a desafiar gestores e empregados das empresas. A cada treinamento pergunto aos participantes quanto dos problemas eles acreditam ser repetitivos. As respostas são bastante altas e o consenso fica acima de 95%. De fato, parece que estamos convivendo com os mesmos problemas todos os dias, pois quando um problema novo aparece, torna-se rapidamente uma curiosidade que mobiliza mais energia no seu relato boca-a-boca do que na solução propriamente dita. Quanto às rotinas para a solução de problemas, a MASP – metodologia de análise e solução de problemas, continua sendo o mais popular. Muitas organizações, como algumas unidades da Companhia Vale do Rio Doce, preferem denominar esses processos de Tratamento de Anomalias, outras organizações preferem Análise e Solução de Problemas ou simplesmente PDCA.”

Contate o Claudemir Oribe para um treinamento ou uma palestra em sua empresa sobre o MASP, faça contato com ele: (31) 3391-7646 – 8748-1686 ou pelo e-mail: claudemir@qualypro.com.br

Ou acesse o site do MASP da Qualipro:

http://www.masp.inf.br/site/

TISandro Bianchini

Em um cenário onde as empresas estão cada vez mais dependentes da tecnologia para serem competitivas, uma gerência bem feita dos serviços em TI é essencial para que as organizações alinhem suas infraestruturas de hardware e software aos seus objetivos de negócio. Porém, fazer esse gerenciamento não é tarefa simples. Demanda clareza de foco, além de uma abordagem sistemática e disciplinada quanto à sua aplicação pelo departamento de TI.

Essa sustentação teórica que leva a uma TI com melhores resultados vêm sendo conseguida por meio do ITIL (Information Technology Infrastructure Library). Coleção de Boas Práticas reconhecida mundialmente, o ITIL se destacou nos últimos anos como um importante apoio para a obtenção de qualidade nos serviços de TI, e vem sendo amplamente aplicado pelas empresas que levam o gerenciamento de serviços a sério.

Atualmente em sua terceira versão, o ITIL é composto por cinco livros ou volumes, que abrangem a Estratégia do Serviço, Desenho do Serviço (Projeto do Serviço), Transição do Serviço, Operação do Serviço e Melhoria Contínua do Serviço. Cada qual contém práticas e processos para a criação, implantação e gerência dos serviços de Tecnologia da Informação. Embora traga benefícios visíveis, a utilização do ITIL é repleta de desafios, tanto para a empresa que detém a estrutura quanto para aquela responsável por gerenciar a TI da organização. A começar pelo esforço significativo que ela demanda da empresa e pela necessidade de haver uma mudança cultural para sua implementação. É preciso aceitar que trata-se de uma prática que traz resultados a longo prazo, portanto um investimento com retorno a ser obtido no futuro.

Além disso, a mensuração dos resultados da implementação do ITIL pode ser um desafio à parte. A melhoria no fornecimento de serviços e as reduções de custos às vezes não são suficientemente visíveis porque não há dados iniciais para comparação ou são usados indicadores mal fundamentados. É preciso saber, desde o início do trabalho, quais os benefícios esperados, para que os resultados sejam facilmente compreendidos por todos os envolvidos.

Também é importante ter cuidado para que as estruturas de processos não tornem-se um objetivo em si próprias. Em meio a tantos procedimentos, o objetivo deve ser sempre a melhoria dos serviços. Ao não perder o foco, a empresa evitará a criação de processos demasiadamente complexos e desnecessários, que apenas geram burocracia para o departamento.

O sucesso na implementação do ITIL passa também pelo desafio de envolver os profissionais de todos os níveis da organização, e não apenas nas mãos de especialistas. A participação de todas as camadas é essencial para que as decisões da equipe de TI recebam o suporte necessário, e também para garantir a liberação de investimentos suficientes em treinamentos e ferramentas de apoio, fundamentais para que os processos relacionados a gerência de serviços de TI gerem melhorias efetivas. Somente vencendo estes desafios, o ITIL poderá tornar a gerência de serviços mais dinâmica, e gerar resultados palpáveis. tanto para a área de TI quanto para o negócio como um todo.

Sandro Bianchini é especialista em gerenciamento de serviços de TI da Ícaro.

Consultoria e serviços associados em normas técnicas

A Target sabe onde buscar, importar, disponibilizar um acesso seguro e monitorar as atualizações de normas técnicas. Por meio de pesquisas realizadas por uma equipe de profissionais qualificados, juntamente com principais organismos normativos do mundo, com rapidez e eficiência nos resultados que o mercado exige. Também é feito um gerenciamento com a informação sobre o status das normas de seu acervo e sobre qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse por meio de emissão de relatórios. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar suas normas. No caso da solicitação de uma tradução, é feita também a formatação de normas técnicas internacionais e estrangeiras, realizadas por especialistas de cada setor envolvido. Clique para mais informações.

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