Os riscos com a segurança e o controle das informações empresariais

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O MASP é um caminho ordenado, composto de passos e subpassos pré-definidos para a escolha de um problema, análise de suas causas, determinação e planejamento de um conjunto de ações que consistem uma solução, verificação do resultado da solução e realimentação do processo para a melhoria do aprendizado e da própria forma de aplicação em ciclos posteriores. O MASP prescreve como um problema deve ser resolvido e não como ele é resolvido, contrapondo dois modos de tomada de decisão que Bazerman (2004) denomina de “modelo prescritivo” e “modelo descritivo”.

Acesse o site do MASP da Qualipro:

http://www.masp.inf.br/site/

Segundo algumas pesquisas de 60% a 80% dos ataques e fraudes às empresas vêm em sua grande maioria de usuários internos, ex-colaboradores, etc., os quais conhecem bem a companhia e possuem uma motivação maior para o crime. Dessa forma, com ambientes virtualizados, as empresas estão cada vez mais preocupadas com a segurança e o controle de suas informações sensíveis. A SafeWay Consultoria reconhece como prioridade dentro das corporações, principalmente de médio e grande porte, uma gestão que controle tanto os acessos de seus funcionários/ colaboradores quanto as funções exercidas por estes profissionais e quais informações lhes são de direito.  O crescente número de ataques hackers às corporações aumentou a preocupação das empresas, atingindo não apenas às áreas de segurança, como também as de TI negócios. “O que percebemos é que a falta de controle de acesso dentro das empresas coloca em risco não apenas os sistemas em redes, como também, em boa parte, a própria infraestrutura das empresas. Também as dificuldades em administrar os diversos sistemas e o acesso às informações dos funcionários resultam em prejuízos financeiros, devido ao risco de acesso não autorizado ou inapropriado, e em perda de produtividade”, afirma Umberto Rosti, sócio-fundados da SafeWay .

Para Rosti, o primeiro e importante passo para elevar a segurança da empresa é a implementação de uma gestão que controle todos os acessos às informações e dados da corporação. E, para isso, é preciso identificar cada funcionário e suas funções. A segregação de funções, ou seja, determinar a responsabilidade de cada funcionário dentro da corporação é fundamental para que a empresa seja capaz de controlar o perfil de cada usuário, aumentando a autonomia da companhia e sua lucratividade. Outras dicas são listadas abaixo.

Normas corporativas: Todo funcionário deve estar ciente da política da empresa, ou seja, o que pode e o que não pode. Os riscos internos podem ser tão ou mais agravantes que riscos externos. Essa conscientização também deve ser acerca da portabilidade e mobilidade das informações. Este colaborador precisa estar ciente do que ele pode publicar referente a informações corporativas, principalmente em ambientes de mídias sociais e páginas pessoais.

Perfis de Acesso: Esta complexidade amplia quando falamos do aumento de identidades devido a fusões de grandes corporações e reestruturações. O gerenciamento de quem tem acesso, e por quanto tempo este acesso pode ser feito, tem se tornado um problema crescente nas empresas. Para maior controle, é preciso que o RH da companhia, já no momento da contratação, tenha definido em seu sistema o cargo e funções do novo funcionário.

Prevenção de vazamento de informações: Algumas ferramentas são fundamentais para auxiliarem as empresas neste processo, como é o caso do DLP (data loss prevention). A solução, que controla onde estão as informações, ajuda a prevenir que usuários do sistema tenham domínio a dados não autorizados. Assim, com esta ferramenta, toda vez que um usuário tenta “copiar” esses dados, ela tem a função de avisar o gestor ou bloquear a cópia do arquivo em diferentes mídias, como CD, pen drive e rede.

Facilidades dentro da gestão de acesso: Alguns serviços facilitam e tornam mais simples o uso dessas ferramentas. O auto-serviço, que possibilita o usuário “resgatar” sua senha imediatamente, reduz o tempo de chamada ao evitar a necessidade de se ligar para um help desk. Outra tecnologia que pode facilitar o modo de fazer negócio e melhorar a experiência do usuário é single sign-on (SSO). Com uma única senha o usuário é capaz de acessar todos os sistemas que for de seu direito. Facilitando também a empresa no caso de desligamento e até de bloqueio durante ausência temporária como férias e problemas de saúde. Ao promover gerenciamento simplificado de senha, as organizações podem se beneficiar com o aumento da produtividade e a redução de custos.

Empreendedorismo e liderança nas empresas

Sonia Jordão

A quantidade de empreendedores no Brasil é muito grande e isso é muito bom. Geralmente essas pessoas começam um negócio quando conhecem muito bem um produto, um segmento de mercado ou um determinado setor de empresas; estão com alguma reserva financeira disponível e querem ser seus próprios patrões; ou têm dificuldades para voltar ao mercado de trabalho. Muitas vezes, esquecem que terão de ser bons líderes para conseguir fazer o negócio crescer e correm o risco de terem uma empresa com um só funcionário: o proprietário.

Ser líder é diferente de ser administrador, gerente ou chefe. Liderar é lidar com pessoas e administrar é lidar com recursos, papéis, processos… Um chefe pode ser nomeado numa hierarquia, independentemente de possuir ou não as qualidades necessárias. Você pode ser um gerente e não conseguir ser o líder da equipe e pode ser o líder da equipe sem ser o chefe. Um bom líder precisa das seguintes virtudes: competência (conhecimento, habilidades e atitude/ação), ética (integridade e honestidade), entusiasmo, empatia, autoconfiança, sensibilidade, humildade, imparcialidade, saúde, autoconhecimento, motivação e inteligência acima da média. É fundamental, também, que goste de se relacionar com pessoas, saiba ouvir e seja observador.

O empreendedor precisa atentar para o fato de que a presença de um líder é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. O ideal é que, caso não seja um líder nato, procure desenvolver habilidades de liderança. É necessário que o líder seja alguém capaz de tirar um grupo de onde ele está e levá-lo aonde deveria estar. Assim, fará com que a equipe realize voluntariamente o que precisa ser feito, extraindo o melhor de cada colaborador e alcançando resultados positivos. Alguns pequenos empresários cometem determinados erros na administração de seus negócios, muitos por falta de liderança, entre eles temos:

  • Não se conhecem suficientemente para saber as competências que lhes falta para, então, buscar treinamento ou pessoas com tais capacidades.
  • Não conhecem o ponto de equilíbrio de seu negócio e gastam mais do que podem.
  • Contratam pessoas que não são adequadas às funções. Não é proibido contratar amigo ou parente, mas é proibido contratar gente incompetente para a função.
  • Adiam decisões que precisam ser tomadas rapidamente.
  • Não investem em seus colaboradores e nem em si mesmos através de treinamentos e cursos.
  • Assumem compromissos que não têm capacidade de cumprir.
  • Esquecem que o maior patrimônio das empresas é o cliente. Todos os colaboradores na organização precisam “servir” o cliente e não o patrão. Sem clientes o negócio está fadado ao fracasso.

Ser líder é difícil, mas é bom. Para se tornar um bom líder é preciso procurar estar preparado, ser proativo e reflexivo. É importante ainda se auto-avaliar, procurar melhorar continuamente e ter entusiasmo e otimismo. Um problema muito comum em algumas empresas é que o empreendedor transfere toda a responsabilidade de liderança para o gerente. Quanto mais delega atribuições, mais o líder penetra na essência de sua função: que não é “fazer” e sim “fazer os outros fazerem”. Agora, o empresário não pode ignorar que quando ele delega continua com a responsabilidade pelo êxito ou fracasso do empreendimento. Por isso, ele precisa acompanhar a realização das tarefas e pedir que prestem contas temporariamente dos resultados obtidos. Além disso, deve controlar o uso de todos os recursos, inclusive os recursos humanos. Caso o gerente não tenha sucesso ele será o culpado: ou por ter contratado errado, ou por não ter treinado da maneira correta, ou ainda por não ter controlado suficientemente.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança”  –www.soniajordao.com.br

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