Test-drive: as empresas buscam conquistar os clientes

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testA maioria das lojas já adotou o teste drive, pois quando o cliente quer comprar um carro novo vai fazer um investimento razoavelmente elevado e, por isso, ainda que a pessoa tenha se decidido por um determinado modelo por uma série de razões, os especialistas aconselham fazer um test-drive antes de assinar o cheque. Dessa forma, não se corre o risco de ter que conviver com um modelo que apresenta alguma característica que não é tolerada.

Segundo Francisco Satkunas, conselheiro da SAE Brasil, diariamente todos sãoi bombardeados por ofertas de veículos novos e usados nos jornais, revistas, internet, radio e TV, que mostram uma infinidade de anúncios para chamar a nossa atenção. Estima-se que cerca de 50 diferentes marcas e mais de 600 modelos de veículos disputam palmo a palmo a preferência dos consumidores brasileiros. “Os jornalistas especializados são parte importante na forte corrente que influencia a decisão dos candidatos a compradores. Esses profissionais participam intensamente dos lançamentos de veículos, muitas vezes de duas marcas diferentes num único dia, e têm a oportunidade de receber a novidade para teste durante um período. Sucede-se então a esse trabalho uma profusão de reportagens e análises de avaliação de desempenho, conteúdo, e comparativos do veículo em relação aos seus concorrentes diretos. Essa é uma forma interessante para o leitor conhecer melhor o produto e tirar suas próprias conclusões para decidir a compra. Afinal, a aquisição de um veículo é vista pela maioria como o segundo degrau na escala de importância do consumo de bens, perdendo apenas para a moradia própria. Além disso, a escolha do automóvel determina um convívio de médio e longo prazo, e todo proprietário quer uma relação de grande satisfação enquanto o casamento durar. Também pode significar a proteção do capital empreendido na hora da revenda ou da troca por outro carro.

Ele acrescenta que, nos Estados Unidos, 80% dos consumidores que visitam as concessionárias para efetuar uma aquisição levam consigo os dados sobre o veículo que aspiram, normalmente acessados nos sites das próprias montadoras. Esse é um nível de maturidade que ainda não se faz presente por aqui, mas caminhamos rapidamente nesse sentido. Convém ressaltar que o contato com experientes vendedores das concessionárias ajuda a esclarecer dúvidas, mas também pode fazer o consumidor sucumbir à ansiedade de levar de imediato o carro que estiver disponível, agregando acessórios, garantias e outros serviços, que se transformam em necessidades. “A alta dose de emoção que cerca a decisão da compra avisa que é importante preservar a liberdade de escolha sobre o que de fato se quer adquirir. Para isso, fazer a avaliação estática do automóvel, apenas testando a facilidade de entrar e sair, de empunhar o volante, de acessar os comandos e inspecionar os mostradores do painel, e de verificar o espaço para os ocupantes e para a bagagem no porta-malas, não basta. Fazer o test drive, seja em conjunto com familiares ou um amigo, é fundamental para uma noção dinâmica mais precisa sobre um veículo ainda desconhecido, sentir seu comportamento geral e o funcionamento dos acessórios que o acompanham. Itens como piscas direcionais, buzina, limpadores de para-brisa, conforto dos bancos e posição ao dirigir devem ser testados, por menor que seja o percurso”.

Ressalta, ainda, que alguns compradores mais experientes costumam até alugar um veiculo idêntico ao que pretende adquirir por uma semana, e testá-lo por mais tempo, de dia e à noite, eventualmente com chuva, para conhecer melhor o produto. A certeza da melhor escolha justifica plenamente o desembolso que se faz. “Nessa condição, um equipamento importante a ser testado é o freio ABS, item de segurança em breve obrigatório em todos os carros, que poucos motoristas tiveram a oportunidade de usar e conhecer na prática. Dificilmente um vendedor de concessionária concordaria com esse teste nos curtos percursos em que normalmente é feito. A mesmo condição não se aplica a outro importante equipamento de segurança, o airbag, em que nos resta apenas confiar, pois só pode testado em uma colisão, quando se autodestrói. Portanto, toda a vez que comprar um carro novo ou usado faça do test drive mais que uma obrigação. Encare-o como um passaporte para uma futura união feliz”.

E quais as dicas para se fazer um bom teste-drive? Primeiro, encare o test-drive com seriedade. Isso significa não só prestar a máxima atenção nos detalhes do carro, mas deixar isso evidente – o que ajuda a convencer o vendedor que você está mesmo interessado em comprar o veículo e, em contrapartida, fornecer todas as informações que você precisa de forma clara e objetiva. Ao pesquisar opções para o futuro morador da garagem, vale a pena pensar quais são as características mais compatíveis com as condições a que o carro vai ser submetido. Por exemplo, se você pega trânsito intenso, ladeiras ou ruas esburacadas, estradas asfaltadas ou de terra, entre outros. Esse tipo de demanda deve estar em sua cabeça na hora do test-drive. A avaliação, aliás, começa antes de ligar o motor. Sente-se no banco do motorista e analise o acesso aos comandos básicos do carro, itens do console, painel e a praticidade dos porta-objetos espalhados na parte interna. Ajuste o banco com atenção e veja se você encontra uma posição confortável de dirigir.

E, antes de sair com o carro, combine o tempo do test-drive com o vendedor. Uma simples voltinha no quarteirão não servirá para você avaliar o carro. Vale, antes de ir até a concessionária, planejar um trajeto que contemple as situações de seu dia-a-dia que você listou anteriormente. Não ligue o rádio durante o trajeto e evite conversas que tirem o seu foco da avaliação do veículo. Um carro novo dificilmente terá barulhos que inevitavelmente aparecem em um usado, mas é essencial você fazer, por exemplo, uma comparação do nível de ruído com o carro que você possui atualmente. Tente avaliar os mais diversos aspectos do carro, sempre tendo em mente as situações de uso mais constante. Por exemplo: como a suspensão se comporta em curvas ou em uma rua esburacada; se, em trânsito intenso, o motor tem uma boa elasticidade. Lembre-se que, assim como o design dos modelos varia muito, o seu comportamento também acaba sendo bem diferente em determinadas situações.

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Não existe a forma pronta: o exemplo de cloud sob medida

Raúl Alvarez, diretor de vendas da BMC Software

O conceito de cloud computing é geralmente definido como um modelo de TI que garante a alguns usuários específicos tanto a licença, como a capacidade para solicitar uma certa quantidade de recursos tecnológicos utilizando uma interface automatizada. Espera-se que os recursos estejam disponíveis logo após a emissão da solicitação, através de um processo de provisionamento automático. Os detalhes e limitações das definições de cloud computing – sejam por sua localização, quantidade ou composição específica dos recursos – foram objeto de debate no setor durante meses, ainda que o modelo esteja ganhando força e popularidade no mercado. No entanto, algumas das características do modelo são inquestionáveis:

· Para o usuário, a quantidade de recursos disponíveis parece não ter limite. Apesar de não ser totalmente verdade, o tamanho da nuvem supera a necessidade de cada usuário individual, ainda que as permissões concedidas a essa pessoa sejam “efetivamente ilimitadas”.

· A solicitação é processada imediatamente, em um intervalo de tempo de minutos ou horas, em comparação com as semanas ou meses necessárias anteriormente.

· O usuário pode dispor de mais – ou menos – recursos ao longo do tempo, de acordo com a habilidade em gerenciar a capacidade que mostrar aos administradores de ambiente em nuvem e das necessidades das demandas de trabalho próprio.

· O custo previsto para o usuário e consumo dos recursos em nuvem – frente ao consumo de recursos físicos – se reduz substancialmente.

· Alguns aspectos também devem ser levados em conta além dos benefícios. Por exemplo, o usuário não tem mais ciência (nem controle sobre) a localização precisa dos recursos físicos, cargas de trabalho adjacentes, hardware, hypervisor e outros componentes que estão otimizados para o ambiente de gestão de cloud.

As vantagens, para uma ampla série de tarefas intermitentes e com um escasso nível de risco, são muito evidentes para todos os envolvidos. O usuário obtém quanto precisa e o departamento de TI tem liberdade para gerir o conjunto de todos os serviços em cloud para potencializar o máximo ao seu redor. A maioria das descrições de usuário típico da cloud são retratadas de forma confusa, o que faz com que seja necessário defini-lo por qualquer papel ou função; desde um pesquisador que precisa executar de forma imediata um calculo estatístico complexo à um desenvolvedor que, rotineiramente, testa seus códigos sobre instâncias recém-criadas em um ambiente; ou mesmo um membro da equipe de marketing que precisa dispor de “capacidade de seu website” suficiente para suportar mais 1.000 usuários. Embora pareça muito simples em um mundo de ambiente cloud organizado principalmente como “infraestrutura como serviço” (IaaS), mesmo nos ambientes cloud mais simples como os que cobrem as atividades de desenvolvimento, os tipos de usuários são muito diversos.

Alguns desenvolvedores, quando escrevem seu código, podem precisar de um Ambiente de Desenvolvimento de Software (SDE) vinculado a um ambiente de execução, que suporte aplicações multi-camadas (por exemplo, um servidor de aplicação e uma base de dados). Outras pessoas em um departamento de qualidade podem necessitar de uma única instância de uma aplicação, reconstruída rapidamente. Os encarregados de avaliar a escalabilidade poderiam necessitar de ambientes de simulação para testar casos com milhares de usuários e transações.

Adicionamos ao mesmo ambiente de nuvem um grupo de usuários de Pesquisa/ e Desenvolvimento que necessitam realizar estatísticas avançadas em um sistema de operação, ou analistas financeiros que desejam executar simulações; logo teremos uma dezena de configurações diferentes de serviços em nuvem. E assim só começamos a ver as diferenças de tamanho dos casos, os requisitos de monitoramento e os níveis de serviço (SLAs) ou as várias opções de segurança e conformidade. O que não era verdade em muitos casos de esforços de arquitetura no passado, agora é uma realidade para o cloud computing.. Há três alternativas fundamentais para resolver tal diversidade:

Pegar ou Largar – Oferecer aos usuários um serviço básico, homogêneo sem personalização, ignorando os desejos e necessidades do usuário.

Uma nuvem com milhares de formatos – Dar aos usuários exatamente o que lhe pedem, criando um biblioteca de imagens que atenda cada uma das suas necessidades.

Serviço de cloud modular – Construir uma opção modular para dar a cada usuário o que quer, juntamente com os elementos componentes abaixo da demanda.

Opção 1: Pegar ou largar

Se a empresa possui somente um sistema operacional configurado segundo os padrões, terá conseguido reduzir sensivelmente a diversidade de seu ambiente, simplificando sua administração. Se pretende gerar uma série de imagens completas e normalizadas, a administração da biblioteca de imagens resultante será relativamente simples.

As desvantagens são evidentes. Ao transmitir o problema de conformidade ao usuário, o departamento de TI está exigindo que o usuário cumpra com seus requisitos e não o contrário. E o que é pior: os usuários, a menos que se convertam em administradores de aplicações, assumem a responsabilidade de instalação e configuração após o fornecimento de energia para ter o serviço de cloud que precisam.

Uma grande quantidade de usuários ficaria decepcionada, sabendo que o ambiente de cloud computing não atende suas demandas. Muitas das vantagens do ambiente em nuvem, que são alcançadas mediante a escalabilidade e consolidação, são menos tangíveis, se o número de usuários que utilizam do ambiente for reduzido. Os demais poderiam encontrar alternativas para atingir seus objetivos, seja mantendo as nuvens públicas ou outros ambientes físicos.

À medida que a população de usuários aumenta e se diversifica, aumentará a pressão para ampliar a biblioteca de imagens, o que nos leva a opção 2.

Opção 2: Uma nuvem com diversos formatos

Uma solicitação conduz a outra, e os usuários começam a reclamar das mudanças para ajustar melhor o serviço em nuvem a suas necessidades. Mesmo que a princípio pareça fácil marcar um limite de personalização, levá-lo a prática é bastante complicado. Sempre há exceções de alta prioridade ou solicitações de alto nível que não se pode negar.

Uma vez que a imagem foi alterada por que não colocá-la a disposição do usuário seguinte que queira utilizar esta mesma imagem? Em pouco tempo os números crescem. Os usuários têm o que querem, mas a que preço?

A administração das bibliotecas de imagens não é nada simples. É necessário aplicar patches e atualizações. De fato, estas milhares de imagens se convertem em toda uma família nova de pilhas de software que tem que ser administrada desde o momento de sua criação, juntamente com as muitas demandas de cada uma delas que povoam a infraestrutura em nuvem. É um desafio que a maioria dos grupos de TI assumiu relutantemente e por boas razões.

Opção 3: O serviço de cloud modular

A terceira opção permite a máxima personalização possível para o usuário e, algo muito interessante, a máxima personalização para o administrador também. Se todos os serviços em nuvem podem ser construídos a partir de vários componentes – sistemas operacionais, aplicações, middleware, bases de dados, ferramentas de monitoramento, etc – então será possível criar um sistema onde o usuário possa eleger cada parte de maneira independente e depois fazer com que o sistema de aprovisionamento do cloud faça todos funcionarem juntos.

Pode-se estabelecer uma analogia com entrar numa sorveteria. O cliente pode pedir uma, duas ou três bolas de sorvete, uma cobertura (sabor caramelo ou chocolate quente), outras coberturas como pedaços de chocolate ou nozes, creme e uma cereja. Para cada cliente se prepara um sorvete a sua escolha, ajustando a seus gostos individuais, e é possível atender tanto aquele que quer sorvete coberto com chocolate como aquele que gosta mais de uma combinação de frutas. Por outro lado, o proprietário da sorveteria decide que sabores de sorvete oferecerá, de que tamanho, que coberturas e demais variações. Pode, se desejar, definir condições arbitrárias como “cada sorvete leva duas cerejas” ou “apenas uma cobertura por bola de sorvete”.

O sorveteiro controla o que oferece aos seus clientes, de modo que eles não peçam ursinhos de goma no sorvete. No entanto, estes clientes, dentro de margens preestabelecidas, têm uma possibilidade de escolher. O mesmo acontece no ambiente de cloud computing. Através de um catálogo de serviços – o menu de opções no mundo de cloud computing – os departamentos de TI podem definir as opções, estabelecer permissões baseados nos papeis e outras regras que devem ser cumpridas no ambiente. Os usuários podem configurar seus próprios serviços para resolver suas necessidades a partir do portal.

Não existindo imagens, a gestão de imagens deixa de ser um problema. Mas o truque consiste em dispor de um motor de fornecimento automático, potente e robusto, uma alternativa modular para descrever os serviços na nuvem e um catálogo de serviços no qual se traduz as descrições em ofertas concretas para cada usuário.

NBR 15991: Norma sobre cadeiras altas para crianças
Enquanto a parte 1 da NBR 15991 estabelece os requisitos mínimos relativos à segurança de cadeiras altas do tipo doméstico para crianças com até 15 kg, capazes de manter a criança em uma posição sentada devido à sua própria coordenação, com o objetivo de minimizar acidentes resultantes do uso normal, a parte 2 define os métodos de ensaios para esse mesmo produto. A cadeira alta é definida como uma cadeira com apoio diretamente no piso, projetada para elevar a criança aproximadamente até a altura da mesa de refeição de adultos, destinada a reter a criança com até 15 kg, capaz de mantê-la em uma posição sentada devido à sua própria coordenação. Clique para mais informações.

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