Sistema Internacional de Unidades (SI)

Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma ISO 50001 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet
Este curso visa permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho energético, incluindo a eficiência e intensidade energéticas. A norma deve conduzir as reduções nos custos, nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia. Ela se aplica a todos os tipos e tamanhos de organizações, independentemente de quaisquer condições geográficas, culturais ou sociais. Clique para mais informações.

A história do SI vem de longa data, mas em 1960, a 11a Conférence Générale des Poids et Mesures (CGPM) deu formalmente o nome de Systeme International d’Unites, simbolizado como SI (Sistema Internacional) e o estabeleceu como padrão universal de unidades de medição. SI é um símbolo e não a abreviatura de Sistema Internacional. O SI é um sistema de unidades com as seguintes características desejáveis:

1. Coerente

2. Decimal,

3. Único,

4. Poucas Unidades de base

5. Unidades com tamanhos razoáveis,

6. Completo

7. Simples e preciso,

8. Não degradável

9. Universal

Ser coerente significa que o produto ou o quociente de quaisquer duas unidades é a unidade da quantidade resultante. Por exemplo, o produto da força de 1 N pelo comprimento de 1 m é 1 J de trabalho. No sistema decimal, todos os fatores envolvidos na conversão e criação de unidades são somente potências de 10. No SI, as únicas exceções se referem às unidades de tempo baseadas no calendário, onde se tem 1 dia 24 horas, 1 hora 60 minutos e 1 minuto 60 segundos. No sistema, há somente uma unidade para cada tipo de quantidade física, independente se ela é mecânica, elétrica, química, ou termal. Joule é unidade de energia elétrica, mecânica, calorífica ou química.

As sete unidades de base são separadas e independentes entre si, por definição e realização. Os tamanhos das unidades evitam a complicação do uso de prefixos de múltiplos e submúltiplos. O SI é completo e pode se expandir indefinidamente, incluindo nomes e símbolos de unidades de base e derivadas e prefixos necessários. Ele é simples, de modo que os cientistas, engenheiros e leigos podem usá-lo e ter noção das ordens de grandeza envolvidas. Não possui ambigüidade entre nomes de grandezas e de unidades. O SI não se degrada, de modo que as mesmas unidades são usadas ontem, hoje e amanhã.

Os símbolos e nomes de unidades formam um único conjunto básico de padrões conhecidos, aceitos e usados no mundo inteiro. Oferece várias vantagens nas áreas de comércio, relações internacionais, ensino e trabalhos acadêmicos e pesquisas científicas. Atualmente, mais de 90% da população do mundo vive em países que usam correntemente ou estão em vias de mudar para o SI. Os Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul adotaram legalmente o SI. Também o Japão e a China estão atualizando seus sistemas de medidas para se conformar com o SI. A utilização do SI é recomendada pelo BIPM, ISO, OIML, CEI e por muitas outras organizações ligadas à normalização, metrologia e instrumentação. É uma obrigação de todo técnico entender, respeitar e usar o SI corretamente.

A política (Policy 9.20) adotada pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) é de unidades SI, começou em janeiro de 1996, no estágio 1, que requer que todas as normas novas e revisões submetidas para aprovação devem ter unidades SI. No estágio 2, a partir de janeiro de 1998, dá-se preferencia às unidades do SI. A política não aprova a alternativa de se colocar a unidade SI seguida pela unidade não SI em parêntesis, pois isto torna mais difícil a leitura do texto. É recomendável usar notas de rodapé ou tabelas de conversão.

No estágio 3, após janeiro de 2000, todas as normas novas e revistas devem usar obrigatoriamente unidades SI. As unidades não SI só podem aparecer em notas de rodapé ou em anexos informativos. Foram notadas três exceções: tamanhos comerciais, como séries de bitola de fios AWG e conexões baseadas em polegadas, não precisam ser transformados em termos SI; soquetes e plugs; e quando houver conflitos com normas ou práticas de indústria existentes, deve haver uma avaliação individual e aprovado temporariamente pelo IEEE. A implementação do plano não requer que os produtos já existentes, com parâmetros em unidades não SI, sejam substituídos por produtos com parâmetros em unidades SI.

Como há unidades muito pequenas e muito grandes, elas devem ser modificadas por prefixos fatores de 10. Por exemplo, a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro expressa em metros é de 4 x 109 metros. A espessura da folha deste livro é cerca de 1 x 10-7 metros. Para evitar estes números muito grandes e muito pequenos, compreensíveis apenas para os cientistas, usam-se prefixos decimais às unidades SI. Assim, a distância entre São Paulo e Rio se torna 400 quilômetros (400 km) e a espessura da folha de papel, 0,1 milímetros (0,1 mm). Os prefixos para as unidades SI são usados para formar múltiplos e submúltiplos decimais das unidades SI. Deve-se usar apenas um prefixo de cada vez. O símbolo do prefixo deve ser combinado diretamente com o símbolo da unidade.

Observações

* Exceto para o uso não técnico de centímetro e em medidas especiais de área e volume, devem-se evitar estes prefixos.

** Estes prefixos devem ser os preferidos, por terem potências múltiplas de 3

Unidades de base e derivadas do SI

Principais unidades SI

Grandeza

Nome

Plural

Símbolo

comprimento

metro

metros

m

área

metro quadrado

metros quadrados

volume

metro cúbico

metros cúbicos

ângulo plano

radiano

radianos

rad

tempo

segundo

segundos

s

freqüência

hertz

hertz

Hz

velocidade

metro por segundo

metros por segundo

m/s

aceleração

metro por segundo por segundo

metros por segundo por segundo

m/s²

massa

quilograma

quilogramas

kg

massa específica

quilograma por metro cúbico

quilogramas por metro cúbico

kg/m³

vazão

metro cúbico por segundo

metros cúbicos por segundo

m³/s

quantidade de matéria

mol

mols

mol

força

newton

newtons

N

pressão

pascal

pascals

Pa

trabalho, energia quantidade de calor

joule

joules

J

potência, fluxo de energia

watt

watts

W

corrente elétrica

ampère

ampères

A

carga elétrica

coulomb

coulombs

C

tensão elétrica

volt

volts

V

resistência elétrica

ohm

ohms

condutância

siemens

siemens

S

capacitância

farad

farads

F

temperatura Celsius

grau Celsius

graus Celsius

°C

temp. termodinâmica

kelvin

kelvins

K

intensidade luminosa

candela

candelas

cd

fluxo luminoso

lúmen

lúmens

lm

iluminamento

lux

lux

lx

Algumas unidades em uso com o SI, sem restrição de prazo

Grandeza

Nome

Plural

Símbolo

Equivalência

volume

litro

litros

l ou L

0,001 m³

ângulo plano

grau

graus

°

/180 rad

ângulo plano

minuto

minutos

´

/10 800 rad

ângulo plano

segundo

segundos

´´

/648 000 rad

massa

tonelada

toneladas

t

1 000 kg

tempo

minuto

minutos

min

60 s

tempo

hora

horas

h

3 600 s

velocidade angular

rotação por minuto

rotações por minuto

rpm

/30 rad/s

Algumas unidades fora do SI, admitidas temporariamente

Grandeza

Nome

Plural

Símbolo

Equivalência

pressão

atmosfera

atmosferas

atm

101 325 Pa

pressão

bar

bars

bar

105 Pa

pressão

milímetro de mercúrio

milímetros de mercúrio

mmHg

133,322 Pa aprox.

quantidade de calor

caloria

calorias

cal

4,186 8 J

área

hectare

hectares

ha

104

força

quilograma- força

quilogramas- força

kgf

9,806 65 N

comprimento

milha marítima

milhas marítimas

1 852 m

velocidade

nós

(1852/3600)m/s

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rioMaria Rosí Melo Rodrigues

Água, um bem indispensável à vida na Terra, um líquido precioso que deveria estar sendo tão protegido quanto todos aqueles que nos são importantes no mundo. Mas a realidade não é bem assim. A busca pelo desenvolvimento e consumo sem critérios está proporcionando a perda da qualidade de uma água que representa vida para a maioria das espécies além do ser humano. Fauna e flora dependem deste bem natural, proporcionando equilíbrio de sobrevivência. Mas, já nos perguntamos se somos responsáveis por esta perda de qualidade de nossa água? Isso é poluição? Se formos pensar, um rio se inicia de nascentes naturais, límpido, cristalino, com oxigênio suficiente para gerar e distribuir vida, abastecendo com qualidade todos os que dele necessitarem. Isso, se em seu curso natural não recebesse outros despejos que não fossem outros rios de boa qualidade. O que realmente acontece, infelizmente, é que em seu percurso até o mar, segue recebendo outros afluentes (rios menores que desaguam nele) contaminados e águas servidas que podem vir de indústrias ou esgotos gerados pelo homem. Tais águas servidas (efluentes), se não bem tratadas antes de seu lançamento, se misturam com a limpa do rio receptor e transformam sua qualidade, pois nestes efluentes estão todos os resíduos descartados que não foram aproveitados em processos industriais e em nosso organismo.

Assim sendo, concluímos que nossa responsabilidade é altamente relevante pela alteração de qualidade de nossos rios. À medida que jogamos mais e mais material contaminante sem controle, há mais saturação em seus leitos e, consequentemente, as águas captadas para distribuição terão que sofrer tratamentos mais pesados, com mais produtos, alterando cada vez mais a qualidade e o custo de fornecimento. Os rios tem condições de se auto depurarem, ou seja, o próprio corpo hídrico “se limpa”. Por exemplo, o Rio Iguaçu tem a nascente em Curitiba e está muito contaminado, mas chega em Foz do Iguaçu praticamente sem essa poluição, só que a autodepuração depende da dose de poluentes que são lançados na água e isso está diretamente ligado aos hábitos da população, ao que ela está acostumada a jogar no “ralo” de sua casa.

Portanto, as pessoas podem ajudar a proteger os rios com atitudes simples no dia a dia. A separação do lixo é uma grande forma de contribuição à redução da poluição, pois quanto menos lixo for para o aterro, menor será a geração de chorume (líquido gerado na decomposição do resíduo no aterro), o qual pode contaminar o solo, as águas superficiais e as águas subterrâneas, além de necessitar de um tratamento de alto custo devido as cargas serem muito elevadas desse material. Além disso, a falta de separação reduz a vida útil dos aterros, causando problemas para as cidades. O uso indiscriminado de produtos de limpeza, o material jogado na tubulação de esgoto e o consumo excessivo de água também levam a uma contaminação significativa no meio. Outra questão é a população questionar os órgãos públicos sobre o tratamento do esgoto em suas cidades ou até mesmo em suas residências. Em tese, todo o esgoto gerado deve ir para uma rede coletora da companhia de água e esgoto do município ou do estado, seguindo então para uma estação de tratamento que permita uma remoção dos compostos poluentes em alta eficiência, fazendo com que o esgoto seja lançado no rio sem alterar suas características, ou até mesmo sendo reaproveitado para irrigação, lavagem de calçadas, veículos, entre outros usos que não potabilidade.

O esgoto bem tratado não tem odor, é límpido e praticamente isento de bactérias e coliformes. Então, se a rede passa na frente de sua casa, não esqueça de fazer a ligação, pois se isso não ocorrer, seu esgoto sai na rede de água de chuva, que leva diretamente ao rio seu excremento sem qualquer tratamento e irá poluir o corpo hídrico que pode estar sendo fonte de captação para abastecimento de sua própria residência. É responsabilidade da população ter este cuidado, já que cada pessoa lança em média 54 gramas de carga poluente por dia. Se formos pensar no número de pessoas que lançam estes efluentes nos rios, é um número extremamente elevado. Fica então uma reflexão para todos: estamos sendo colaboradores para transformar a qualidade de nossas águas para termos um planeta cheio de vida ou um planeta em agonia?

Maria Rosí Melo Rodrigues é engenheira sanitarista da Tegeve Ambiental.

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