Os problemas da segurança privada no Brasil

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O aumento da violência e da criminalidade no país fez aumentar o uso da segurança privada, evidenciada pela ampliação de guardas privados e pelo montante de veículos de segurança patrimonial circulando nas ruas das cidades. Ela vem atuando em segurança eletrônica, segurança patrimonial (bancária, comercial, industrial, residencial, de condomínios e de espaços semipúblicos, como shopping-centers, estádios de futebol, centros de exposições, casas de eventos e espetáculos diversos), escolta e monitoramento no transporte de valores e de cargas, treinamento dos profissionais que atuam na área da segurança, blindagem de veículos e gestão de presídios. E qual é a realidade desse mercado?

As dificuldades existentes nas atividades de controle, fiscalização e monitoramento do setor relacionam-se tanto à precariedade dos dados disponíveis quanto à escassez de recursos humanos e financeiros da Polícia Federal, que não possui nem mesmo uma base de dados informatizada e atualizada dos cadastros das empresas e das autorizações emitidas para os vigilantes. Parte dessas dificuldades é visível, pois em algumas grandes cidade só há apenas um agente e dois peritos para fiscalizar mais de 100 empresas entre legais e ilegais, que somavam cerca de 140 mil vigilantes. Em São Paulo, até recentemente, apenas três pessoas eram responsáveis por averiguar as denúncias de empresas clandestinas em toda a Grande São Paulo.

E as poucas obrigações exigidas das empresas parecem claramente insuficientes. Evidentemente, policiais públicos e privados dividem responsabilidades e funções diferenciadas, no entanto a atuação no campo da segurança e a delegação que possuem para sua atuação nos campos específicos em que estão presentes remetem à necessidade de controle equivalente ao das forças públicas no mínimo com relação às funções e recursos semelhantes de que fazem uso, com relação à formação, aos cursos de tiro e ao conhecimento da legislação. Entre as várias características problemáticas relacionadas à segurança privada, iremos discutir mais detidamente a questão das armas de fogo, o segundo emprego dos policiais e a formação e treinamento dos vigilantes.

Dessa forma, além do aumento da criminalidade e da sensação de insegurança e das semelhanças identificadas no setor com relação ao cenário internacional, a segurança privada tem como pressupostos de sua expansão o surgimento de novas formas de uso e circulação no espaço urbano que tem motivado a criação de determinados espaços para os quais se deseja ter segurança reforçada em tempo integral. Embora esse aspecto tenha sido compreendido como uma ocupação da segurança privada de espaços cuja responsabilidade caberia ao setor público, pouco tem sido observada a presença dos novos recursos de segurança como uma necessidade gerada pela multiplicação desses espaços, onde apesar da jurisdição pertencer ao Estado, a responsabilidade pela segurança é atribuída aos proprietários e responsáveis pelas instituições. Como vimos a segurança privada vem atender a demandas sociais geradas por essas novas necessidades, sendo o crescimento do setor impulsionado principalmente pela demanda corporativa, concentrando-se no setor bancário, nas grandes indústrias e nos órgãos públicos.

Outro paradoxo ronda a questão da segurança privada no Brasil: por conta do registro permanente de casos de violência, são abertas cada vez mais vagas a profissionais que desejem atuar neste setor; por outro lado, devido ao desemprego, muitas pessoas de outras áreas – sem nenhuma experiência ou aptidão – aproveitam a oportunidade e partem para esta carreira.

O mercado

O despreparo de parte dos profissionais que atuam na área pode se tornar desastroso. Após uma discussão, um segurança matou o cliente de uma agência bancária em São Bernardo do Campo. Por mais absurdo que possa parecer, essa não é a primeira vez, já que outros casos idênticos foram registrados, por exemplo, em junho de 2011 e em maio de 2010, entre outros. Para o especialista em segurança Nilton Migdal, a preparação dos profissionais que irão trabalhar na segurança de uma família ou defesa de um patrimônio é fundamental. “Esse tipo de profissional trabalha o tempo todo sob pressão, a responsabilidade, bem como o risco, são muito grandes. Dessa forma, além do treinamento técnico, que deve ser realizado permanentemente, o aspecto psicológico também deve ter atenção especial”, informa.

Segundo Migdal, para trabalhar nesta área é preciso formação especial, mas muitos ainda não dão o devido valor ao treinamento necessário para que o candidato se torne um profissional eficiente. “O vigilante faz um curso de formação e, depois disso, faz apenas uma reciclagem a cada dois anos, o que é muito pouco.” As exigências também deixam a desejar, por lei, é solicitado apenas que o candidato tenha completado o 4° ano do ensino fundamental. “Entendo que um bom profissional de segurança deve ser inteligente, ter raciocínio rápido e bom senso. Aquela idéia de que basta ao segurança um bom porte físico está mais do que ultrapassada”, revela.

O especialista alerta, ainda, para os procedimentos que devem ser tomados pelas empresas responsáveis na formação do segurança a fim de evitar que maus profissionais ingressem no setor. “As empresas de segurança deveriam investir mais em seu maior patrimônio, que é a mão de obra. Treinar seus funcionários mais do que é exigido pela lei e remunerá-los melhor seria uma forma de elevar o nível destes profissionais.”

Apesar de considerar o mais indicado, Migdal não acredita que essa atitude seja seguida para a resolução do problema. “O ideal é que esse procedimento fosse adotado de forma geral, e não em casos isolados. Com isso, teríamos uma competição de mercado mais justa, afinal esse tipo de investimento representa custos, o que eleva o valor final do serviço. Infelizmente, sabemos que uma parcela considerável dos contratantes analisa basicamente a questão financeira para escolher a empresa que irá prestar os serviços de segurança, dificultando o investimento em pessoal que deveria ser realizado”, finaliza o especialista.

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Norma indica como obter economia no dimensionamento de condutores

NBR 16501: As diretrizes para gestão da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação
Para que se tenha sucesso nesse processo, as empresas devem focar no seu planejamento tecnológico, buscando sempre identificar todas as oportunidades de se aplicar tecnologias novas absorvidas por meios de programas estratégicos, fruto de cuidadoso planejamento. Esta operacionalização deverá se dar em duas etapas: A identificação das oportunidades e a internalização da tecnologia. Também deverá ser avaliada toda nova tecnologia, buscando aplicações similares realizadas em outras empresas e seus resultados, identificando também as melhorias ocorridas após esta implantação. É muito comum possuir mais de um fornecedor para implementar uma nova tecnologia dentro do seu processo. Portanto, cabe a cada empresa identificar aquela que melhor se adapte às suas características, avaliando sempre o grau de maturidade da empresa para absorver esta nova tecnologia, o nível de investimento necessário e o resultado esperado (custo-benefício). Clique para mais informações.

Sem dúvida, o ponto primordial de uma instalação elétrica é que ela atenda plenamente as necessidades do usuário com qualidade e segurança. No entanto, outros fatores têm conquistado espaço no mercado, como a busca por eficiência energética. Assim, além de projetos bem dimensionados, cresce o volume de soluções capazes de baixar o consumo de eletricidade, mantendo um alto nível de performance. Nesse contexto, a empresa SIL acha que mais um passo importante foi dado na busca por mais eficiência nas instalações. Dessa vez, o avanço ocorreu na parte normativa, com a publicação, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), da norma NBR 15920: “Cabos elétricos – Cálculo da corrente nominal – Condições de operação – Otimização econômica das seções dos cabos de potência”.

Mais que uma simples norma, esta NBR surge como ferramenta eficaz para a escolha econômica dos fios e cabos com base em perdas elétricas por aquecimento, chamado de efeito Joule, que ocorre quando a corrente elétrica percorre o condutor e transforma energia elétrica em energia térmica. Ela aplica-se para o dimensionamento em instalações de baixa e média tensão que utilizam cabos isolados em PVC até 6kV e em EPR e XLPE para tensões maiores. A NBR 15920 não substitui as tradicionais normas de instalações elétricas, como a NBR 5410. Ao contrário, ela chega para somar. “No dimensionamento tradicional de uma instalação elétrica, feito de acordo com a NBR 5410, a capacidade máxima de corrente de uma seção nominal é baseada na máxima temperatura de operação do isolante, sendo que no caso de condutores isolados de PVC, a temperatura máxima de 70ºC; já nos cabos isolados em EPR ou XLPE, a temperatura máxima de 90ºC. Além dessa capacidade máxima, outros fatores que fazem baixar esse valor máximo de corrente em um circuito específico devem ser levados em consideração, entre eles, a temperatura ambiente e o agrupamento de condutores. A NBR 15920 traz mais uma variável a esta análise, que é o custo das perdas por efeito joule durante a vida útil do condutor”, explica Nelson Volyk, gerente de engenharia e qualidade da SIL.

Uma das principais características da NBR 15920 é que, em lugar de considerar apenas o montante inicial investido na aquisição dos condutores elétricos, ela permite que o profissional que irá executar o projeto avalie também os custos originários das perdas de energia por efeito joule, decorrentes das temperaturas operacionais permitidas pelos materiais isolantes durante toda a vida útil do condutor. Em outras palavras, essa nova norma possibilita ganhos econômicos ao longo do tempo, sem abrir mão da segurança e qualidade da sua instalação. “Uma seção nominal maior do que aquela que seria escolhida baseada apenas no mínimo custo inicial conduz a uma menor perda de energia por efeito joule para a mesma corrente. Quando considerado pela duração de sua vida útil, fica evidente a economia”, comenta Volyk, lembrando que a seção econômica do condutor é aquela obtida quando a soma dos custos futuros das perdas de energia com os custos iniciais de compra e instalação são minimizados.

A NBR 15920 apresenta dois métodos para o cálculo da seção econômica, sendo que ambos seguem os mesmos conceitos financeiros. O primeiro baseia-se em uma condição de instalação específica: é feita a análise para uma série de seções de condutores e calcula-se uma gama de correntes econômicas para cada uma das seções de condutor. Então, é selecionada aquela cuja faixa contém o valor requerido para a carga. O segundo método é mais adequado quando apenas uma instalação está sendo analisada e dimensionada. Ele consiste em calcular a área da seção transversal ótima para cada carga exigida. A partir daí, é possível selecionar a seção nominal do condutor mais próxima. Em uma instalação residencial, as seções de condutores de tomadas de uso geral e iluminação seguem os critérios definidos na NBR 5410. “Portanto, as residências não são o principal foco da NBR 15920, que tem como prioridade as instalações de maior consumo de energia. Importante ressaltar que esta norma não é simples e seus cálculos são complexos”, informa Volyk.

Mais informações sobre a NBR 15920 de 02/2011Cabos elétricos – Cálculo da corrente nominalCondições de operaçãoOtimização econômica das seções dos cabos de potência

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