Acidentes de trânsito no Brasil: um caso de calamidade pública?

Coletâneas de normas


Contendo o texto integral das 5 Normas NBR que tratam de Transformadores de Potência


Contendo o texto integral das 7 Normas NBR ISO IEC para Tecnologia da Informação


Contendo o texto integral das 6 Normas NBR para Construção de Agregados

Tanto no carnaval como nas festas de final de ano, o que impressiona são os dados dos acidentes do trânsito. Alguns anos, comemora-se a diminuição de 10% no número de acidentes e mortes. Mas, é pouco. Os acidentes de trânsito no Brasil assustam. De acordo com o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), as estatísticas de mortes no trânsito dizem que morrem, por ano, cerca de 37 mil pessoas e há a internação de outras 180 mil, com um impacto de cerca de 34 bilhões de reais. E, ainda assim, o assunto não é tratado com a devida atenção e recursos necessários. A frequência com que ocorrem é praticamente como se estivéssemos em uma guerra – só que nesta guerra só há perdedores. Para entender esses indicadores, há como fontes gerais de dados de mortalidade no trânsito o Denatran, o Ministério da Saúde e a seguradora Líder – DPVAT. Qual a diferença entre essas três fontes?

De forma resumida, o Denatran adota o critério de fatalidade ocorrida na via, registrada nos boletins de ocorrência. Já o Ministério da Saúde contabiliza as fatalidades ocorridas ao longo do ano, classificadas nas declarações de óbitos como decorrentes de acidente de transporte (segundo regra da OMS – Organização Mundial de Saúde). E o DPVAT indica a quantidade de processos de indenizações de um ano, que inclui também ocorrências de anos anteriores. Então, por exemplo, em 2008, o Ministério da Saúde divulgou a ocorrência de 36.666 fatalidades (dado preliminar, não definitivo) e o DPVAT indenizou 57.113 fatalidades, das quais 36.454 (64%) são relativas a ocorrências de anos anteriores. Já a última estatística divulgada no site do Denatran, de 2006, indicava 20.694 fatalidades ocorridas nas vias (num ano em que 56% dos Detrans indicaram que os dados enviados, de Estados que representavam quase metade da população do País, não eram completos). No Brasil, o maior pico de mortalidade foi em 2007, com a triste marca de 37.407 vítimas fatais, com uma taxa de 19,9 mortes/100 mil habitantes.

Nesses gráficos, também percebe-se o forte impacto na diminuição de vítimas com o início da vigência do CTB, com redução de 13% nas fatalidades, somente no primeiro ano. Esse efeito não foi uniforme em todos os Estados, o que exigiria uma pesquisa para entender os motivos. Dentre os motivos, poderiam ser incluídos, entre outros, a maior rapidez ou demora em preparar e realizar a fiscalização das infrações segundo as novas regras introduzidas pelo código. Em relação ao efeito da Lei Seca, que entrou em vigor no final de junho de 2008, é importante frisar que o apontamento da queda de 2% no total das fatalidades deve ser considerado com reservas, pois, como dito anteriormente, os dados de 2008 são ainda preliminares. De qualquer forma, essa ação pode representar o início de um novo período de queda das vítimas no trânsito, o que dependerá da atenção e recursos que o país, cada estado e cada município dedicarem efetivamente à questão. Assim como no período do início do CTB, mesmo nestes resultados preliminares, percebe-se que o efeito nos Estados também não foi uniforme, podendo também indicar a maior facilidade ou dificuldade que cada um está enfrentando para implantar uma fiscalização efetiva. Na análise da mortalidade por tipo de vítima, percebe-se o enorme aumento que ocorreu entre motociclistas, entre 2000 e 2007, cujas vítimas multiplicaram-se por 3,2, passando de 2.492 para 8118. O segundo tipo de vítima com maior aumento foram os ciclistas, que aumentaram mais de 100%, passando de 789 a 1.649. Já na análise por faixa etária, os resultados mostram que as fatalidades no trânsito são em maior número entre as pessoas de 20 a 39 anos, mais de 45% do total, com aumento de mais de 32%, de 2000 a 2007, quando passaram de 12.857 a 16.996.

Tipos de veículos envolvidos em acidentes

BRASIL 2004 2005 2006
Automóvel / Camioneta 209.797 243.311 195.325
Ônibus / Micro-ônibus 16.936 18.778 14.969
Caminhão / Caminhonete 41.063 41.934 32.809
Reboque / Semi-reboque 2.842 3.027 2.827
Motocicleta 130.526 164.522 132.993
Bicicletas 36.341 41.223 32.491
Ooutros 7.496 8.073 6.497
Não informado 21.855 9.666 55.488
Total 466.856 530.534 473.399

Fonte: Denatran

Conceitos dos tipos de acidentes com vítimas, segundo o Denatran:

  • Abalroamento: o mesmo que colisão.
  • Atropelamento: acidente em que pedestre ou animal sofre impacto de um veículo.
  • Capotagem: acidente de trânsito em que o veículo acidentado emborca, ficando de lado, de rodas para cima ou mesmo voltando a ficar sobre as rodas, depois de girar sobre si mesmo.
  • Colisão: choque entre dois ou mais veículos.
  • Choque com objeto fixo: Acidente em que há impacto de um veículo contra qualquer objeto fixo (Poste, árvore, muro, veículo parado em estacionamento).
  • Tombamento: o mesmo que capotagem.

Tipos de acidentes (1999 – 2006)

ANO

2004

2005

2006

Total

348.583

383.371

320.333

Colisão / Abalroamento

182.020

205.131

167.104

Tombamento / Capotamento

35.664

39.882

30.178

Atropelamento

65.279

66.936

52.781

Choque com objeto fixo

27.041

31.405

27.234

Ooutros

23.263

29.757

28.566

Não informado

15.316

10.260

14.470

Fonte: Denatran

CAUSAS PRESUMÍVEIS DOS ACIDENTES NAS RODOVIAS FEDERAIS
EVENTO 2002 2003 2007
Falta de atenção 37.722 32.284 38.499
Não manter distância segura 8.127 17.814
Velocidade Incompatível 11.710 12.546 6.570
Desobediência a sinalização 6.380 5.406 3.716
Ultrapassagem indevida 4.497 2.818
Defeito mecânico em veiculo 3.821 3.909 4.259
Defeito na via 2.657 3.387 2.273
Defeito na sinalização
Sono 2.020 2.427
Ingestão de álcool 735 1.742
Outras causas 39.612 34.404 42.670
Total 106.399 106.829 122.788
CONDIÇÕES PORCENTAGEM DE ACIDENTES
Pista Boa 80,75%
Nas Retas 69,48%
De Dia 59,44%
Tempo Bom 67,05%

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O tabagismo no trabalho

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Os empresários do setor de máquinas e equipamentos precisam investir em normas técnicas brasileiras. Atualmente, as normas, além dos produtos em si, abrangem um universo bem maior de temas. Esses temas, chamados de teóricos, tratam de questões relativas a terminologias, glossários de termos técnicos, símbolos, regulamentos de segurança, entre outros. O aparecimento de normas específicas para temas dessa natureza é que caracterizou a segunda fase da normalização. Tanto no campo industrial quanto na relação entre fabricantes e consumidores, a normalização passou a cumprir alguns objetivos relacionados à simplificação; comunicação; economia global; segurança, saúde e proteção da vida; e proteção do consumidor e dos interesses da sociedade. Clique para mais informações.

Antigamente, fumar era sinônimo de status e padrão de vida. Hoje, ele perdeu isso e se tornou um problema de saúde mundial. Os números do tabagismo no mundo são alarmantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, a cada dia, 100 mil crianças tornam-se fumantes em todo o planeta. Cerca de cinco milhões de pessoas morrem, por ano, vítimas do uso do tabaco. Caso as estimativas de aumento do consumo de produtos como cigarros, charutos e cachimbos se confirmem, esse número aumentará para 10 milhões de mortes anuais por volta de 2030.

Ainda, segundo a OMS, o fumo é uma das principais causas de morte evitável, hoje, no planeta. Um terço da população mundial adulta – cerca de 1,3 bilhão de pessoas – fuma: aproximadamente 47% da população masculina e 12% da população feminina fazem uso de produtos derivados do tabaco. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino mais do que triplica, num total de 42% de homens e 24% de mulheres fumantes. No Brasil, pesquisa realizada recentemente pelo Ministério da Saúde, por meio do Instituto Nacional de Câncer (Inca), indica que 18,8% da população brasileira é fumante (22,7% dos homens e 16% das mulheres).

Importante saber que a fumaça do cigarro reúne, aproximadamente, 4,7 mil substâncias tóxicas diferentes e muitas delas são cancerígenas; o tabagismo está ligado a 50 tipos de doenças como câncer de pulmão, de boca e de faringe, além de problemas cardíacos; no Brasil, 23 pessoas morrem por hora em virtude de doenças ligadas ao tabagismo; e crianças com sete anos de idade nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças? Por tudo isso, a maioria das empresas proíbe o consumo de cigarro no ambiente de trabalho, havendo uma preocupação, o cuidado e a prevenção da saúde do trabalhador. Não são raros os casos em que o empregado fumante, num primeiro momento, critica as normas impostas pela empresa, alegando até o direito à liberdade garantida pela Constituição Federal. Mas, ao longo do tempo, comprova o benefício que essas normas podem gerar que é, para muitos, a redução ou o próprio abandono do vício. A legislação, pela Lei 9.294/96, regulamentada pelo Decreto 2.018/96, proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou de qualquer outro produto fumígero, derivado ou não do tabaco, em recinto coletivo, privado ou público, salvo em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente. Incluem-se nas disposições desta lei as repartições públicas, os hospitais e postos de saúde; as salas de aula e as bibliotecas; os recintos de trabalho coletivo e as salas de teatro e cinema; nas aeronaves e demais veículos de transporte coletivo.

Da mesma forma, a Norma Regulamentadora NR 5, de que trata da obrigatoriedade da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) que tem como objetivo a prevenção de doenças e acidentes decorrentes do trabalho, tem como incumbência inclusive, a promoção de programas relacionados à segurança e saúde do trabalhador como campanhas educativas demonstrando os efeitos nocivos do tabagismo. Em resumo, quando o empregador estabelece normas internas que coíbe o uso do cigarro no ambiente de trabalho que seja compartilhado com outros colegas de trabalho ou de terceiros, está simplesmente cumprindo com a determinação da lei. Dessa forma, ao proibir o uso de cigarros nos ambientes, passa a ser um direito do trabalhador não fumante de exigir do empregador que tais condições sejam garantidas, podendo até, uma vez comprovado doenças cancerígenas desenvolvidas pelo tabagismo no ambiente de trabalho, reivindicar indenização pelo dano causado.

Neste contexto, por exemplo, estão os trabalhadores de bares e restaurantes que convivem diuturnamente com esta situação, onde o nível de monóxido de carbono expirado pelos garçons (fumantes passivos), depois de uma jornada de 8 (oito) a 12 (doze) horas de trabalho por dia, tem se mostrado de grande quantidade. Embora haja restaurantes que estabelecem áreas para clientes fumantes e não fumantes, muitas vezes esta mesma disciplina não acontece em relação aos garçons, que acabam tendo que atender clientes em áreas reservadas para fumantes. Em relação às empresas, cabe ao empregador estabelecer locais reservados, arejados e de preferência com certa distância de locais públicos ou que não sejam próximos ao ambiente de trabalho da coletividade. Não é o fato, por exemplo, de que todos em determinado setor ou sala fumam, que a empresa poderá autorizar o consumo de cigarro por estes empregados. O fato de ser um local fechado e que pode ser frequentado por outros empregados de outros setores, é o suficiente para se proibir o consumo neste local.

Assim se a pessoa é fumante, precisa saber sobre uma realidade mundial: muitos candidatos fumantes estão encontrando muita dificuldade no momento de enfrentar a busca por uma vaga de emprego. Há empresas que, seja pela atividade que exerce ou pela função específica da vaga, não estão mais contratando fumantes. Além disso, as empresas em busca de maior produtividade, menor perda de tempo de trabalho, diminuição do absenteísmo e de custo, adotam a norma de que em caso de igualdade de competências entre dois candidatos, contratam quem não tem o vício. Como tudo hoje é levado em consideração em se tratando de produtividade e de custo, há pesquisas que demonstram estatisticamente que os fumantes acabam gerando um custo maior para as empresas, seja pela contagem do tempo de parada para fumar, pelas conversas entre um e outro fumante, pela utilização com consultas e exames do plano de saúde ou pelas internações ou cirurgias advindas do tabagismo.

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Medição de variáveis: temperatura

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temperaturaA temperatura pode ser definida ou conceituada de vários modos diferentes, sob diversos enfoques, já que ela é uma das sete grandezas de base do Sistema Internacional de Medidas (SI), ao lado da massa, dimensão, tempo, corrente elétrica, intensidade luminosa e quantidade de substância. De um modo simples, a temperatura é a medida de quanto um corpo está mais quente ou mais frio que outro. Enquanto a temperatura não é uma medida direta do calor, ela mede o resultado do calor sensível.

Quanto mais quente um corpo, maior é a sua temperatura e maior é o seu nível de calor. O calor flui de uma região de mais alta temperatura para outra de menor temperatura. Mais simples ainda pode-se dizer que a temperatura se baseia em sua equivalência a uma força acionadora ou potencial que provoca um fluxo de energia em forma de calor. Ou a temperatura é uma condição de um corpo em virtude da qual o calor é transferido para ou de outros corpos.

Finalmente, a definição de temperatura absoluta ou termodinâmica, feita pelo lord William Thomsom Kelvion é baseada no ciclo ideal de Carnot. Temperatura é a quantidade cuja diferença é proporcional ao trabalho obtido de uma maquina de Carnot operando entre uma fonte quente e um receptor frio. A lei fundamental que é usada na medição de temperatura é a chamada lei zero da termodinâmica. Ela estabelece que se dois corpos estão em equilíbrio termal com um terceiro corpo, então eles estão em equilíbrio termal entre si. Em outras palavras, todos os três corpos estão à mesma temperatura.

Assim, pode-se estabelecer um modo reprodutível de estabelecer uma faixa de temperaturas e as temperaturas desconhecidas de outros corpos podem ser comparadas com o padrão, sujeitando qualquer tipo de termômetro sucessivamente ao padrão e à temperatura desconhecida e permitindo o equilíbrio termal ser alcançado em cada caso. O termômetro é calibrado contra um padrão e é usado, em seguida, para indicar outras temperaturas desconhecidas.

Embora esteja associado ao calor, temperatura não é calor. Calor é uma das inúmeras formas que a energia se apresenta na natureza, expresso em joule. Temperatura é uma grandeza de base do SI, expresso em kelvin. A temperatura pode ser vista como o resultado do grau de calor. Corpos em temperaturas iguais podem ter diferentes quantidades de calor e, como conseqüência, corpos em temperaturas diferentes podem ter quantidades de calor iguais. Por exemplo, um litro de água morna pode ter mais quantidade de calor do que uma colher de água fervente. A temperatura do litro de água morna é muito menor do que a temperatura da água fervente da colher, que está em torno de 100 ºC. A temperatura pode, inclusive, ser diferenciada pela ponta do dedo (sensor de temperatura subjetivo e com grande incerteza) mergulhada nas duas águas.

O calor é uma forma comum de energia, a energia térmica ou termal. A quantidade de calor em um corpo é aproximadamente proporcional à sua temperatura . O calor adicionado a um corpo o torna mais quente; a remoção de calor esfria o corpo. O calor também pode derreter sólidos em líquidos e converter líquidos em vapores ou gases. A expansão é outro resultado do aquecimento, que também pode desencadear certas reações químicas e a solda de certos materiais.

A unidade SI de temperatura é o kelvin (não é grau Kelvin). Para aplicações práticas e industriais, o SI admite o uso do grau Celsius (ºC). A escala Kelvin é defasada da escala Celsius de 273,15 graus e a amplitude do grau Celsius é a mesma da amplitude do Kelvin. Por exemplo, em alguns setores industriais, é comum haver medida em grau Fahrenheit (ºF) e o seu associado absoluto, grau Rankine (ºR), que devem ser evitados. Há basicamente dois tipos de sensores de temperatura. O mecânico, que sente a temperatura e gera na saída uma variável mecânica, como movimento ou força. Exemplos: bimetal e elemento de enchimento termal. E o elétrico, que sente a temperatura e gera na saída uma variável elétrica, como tensão ou variação da resistência elétrica. Exemplos: termopar e detector de temperatura a resistência (RTD). Os sensores mecânicos são mais simples e o medidor pode funcionar sem alimentação externa, utilizando a própria energia do processo para sua operação. Os sensores elétricos são mais fáceis de serem condicionados e associados a sistemas de transmissão eletrônica e de telemetria.

O termômetro bimetal é um conjunto de dois metais colados e com coeficientes de dilatação muito diferentes entre si. Quando há uma variação da temperatura, o formato do sensor bimetal se curva para o lado do metal com menor coeficiente termal. Ele pode ser associado a um indicador local (termômetro) ou a uma chave de temperatura (termostato). Quando vinculado a uma chave, é utilizado para desencadear um alarme ou desarme de baixa ou alta temperatura. Por exemplo, no abrigo das bombas, caso a temperatura ambiente se eleve acima de determinado limite, ligam-se as ventoinhas. Num termômetro bimetálico, são unidos dois metais diferentes numa tira. Os metais são escolhidos porque se dilatam e se contraem com coeficientes de dilatação diferentes. Como resultado da elevação ou abaixamento da temperatura, um metal dilata-se mais que o outro. Isto faz com que a tira se curve. O deslocamento mecânico da extremidade da tira é então usado para acionar um ponteiro que se desloca tendo ao fundo uma escala graduada possibilitando assim a indicação da temperatura. No termômetro de haste de vidro, as mudanças de temperatura fazem com que o líquido na haste se dilate ou se contraia. O líquido na haste se eleva ao se elevar a temperatura e desce ao diminuir a temperatura. Em algumas idústrias, os termômetros com bulbo de vidro são utilizados para medir a temperatura ambiente e do processo, manualmente.

Os termopares utilizam dois metais diferentes,escolhidos pelo fato de que as mudanças de temperatura mudam o nível de atividades dos elétrons, não as taxas de expansão e contração dos metais. Elevando-se a temperatura, aumentam as atividades dos elétrons. Os elétrons fluem do metal com maior atividade para um metal de melhor atividade, gerando uma pequena tensão elétrica. À medida que a temperatura se eleva, a corrente aumenta. As leituras de tensão são produzidas em temperaturas. Já o detector de temperatura a resistência (RTD) é um sensor elétrico de temperatura que varia sua resistência elétrica quando a temperatura sentida também varia. O RTD metálico aumenta a resistência quando a temperatura aumenta. O RTD a semicondutor diminuir a resistência quando a temperatura aumenta; diz-se que seu coeficiente termal é negativo.

O RTD é medido no instrumento receptor de painel através de uma ponte de Wheatstone. Os RTDs são tipicamente ligados com o sistema de supervisão e proteção de motores de bombas. As bombas da linha principal, bombas auxiliares (boosters), seus motores e os motores com 500 ou mais cv de potência nominal são providos de RTDs para a monitoração de temperatura dos enrolamentos, dos mancais e da carcaça das bombas. O RTD monitora a unidade para detectar aumentos de temperatura acima dos limites operacionais. A temperatura alta faz com que o isolamento em tomo dos fios do estator do rotor se funda provocando um curto circuito nos enrolamentos do estator. As temperaturas altas dos mancais podem deformá-los ou provocar arranhões em sua superfície prejudicando a ação da lubrificação, fazendo com que o motor trepide enquanto gira. Essas vibrações danificam o eixo propulsor.

Quando se compara o termopar com um RTD, tem-se que o RTD é mais preciso, porém é mais caro que o termopar; o termopar requer uma junta de compensação no instrumento receptor e o RTD requer três fios de ligação com o instrumento do painel; o termopar é mais rápido que o RTD; e o termopar mede a temperatura de um ponto e o RTD mede a temperatura média. Em alguns tipos de medição industrial, os principais instrumentos de medição e condicionamento da pressão são: transmissor, indicador local, indicador de painel, chave e transmissor de temperatura. O transmissor eletrônico de temperatura é o instrumento que detecta a temperatura e gera na saída um sinal padrão de 4 a 20 mA cc proporcional ao valor medido. Quando digital, o sinal de saída pode ser hart, fieldbus foundation, modbus ou qualquer outro proprietário. O protocolo digital Hart pode ser superposto ao sinal padrão de 4 a 20 mA cc.

O sensor do transmissor eletrônico de temperatura pode ser o termopar ou o RTD. O transmissor pneumático utiliza o elemento de enchimento termal como sensor. As vantagens do uso do transmissor são: ter o sinal disponível à grande distância do local de medição; ter um sinal padrão, padronizando o instrumento receptor de painel; isolar a temperatura do processo da sala de controle, protegendo o operador. Quando e onde uma temperatura deve ser monitorada pela ultrapassagem de limites predefinidos usa-se uma chave elétrica de temperatura ou termostato. A chave de temperatura ou termostato (tag TSL ou TSH para alarme e TSLL e TSHH para desarme) sente a temperatura, compara-a com um valor predeterminado estabelecido pelo operador e altera o status dos contatos de saída quando a temperatura medida se igual ou fica maior que o valor ajustado.

O termômetro é um indicador local de temperatura. Ele é uma indicação simples e visível de temperatura instantânea. Ele não requer alimentação externa, pois usa a própria energia do processo. A temperatura influi na densidade, na viscosidade e na compressibilidade dos fluidos. Por isso, na medição da vazão volumétrica de gases é mandatória a compensação da temperatura. Alguns líquidos requerem a compensação da temperatura, quando da medição de sua vazão volumétrica. No medidor de vazão tipo Coriolis mede-se a temperatura do processo para compensar seu efeito sobre o módulo de elasticidade do tubo medidor. Quando não é possível se fazer a compensação pela medição contínua da temperatura, faz-se a polarização, que é a incorporação do valor da temperatura em uma constante, chamada de fator de correção ou de fator do medidor.

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Relâmpagos, raios e trovões… vem chegando o verão

raiosLembro do meu avô. Um carcamanho forte, que tinha um medo imenso de raios e trovões. Bastava chegar uma tempestade para ele tentar arrastar todo mundo para a cama. Eu hein? Ficava correndo pela casa, já que todos ficavam pelos cantos. Isso faz parte da mitificação dos raios e trovôes pelo ser humano, pois eles aparecem com constância nos mitos das civilizações do passado. Profetas, sábios, escribas e feiticeiros os interpretavam como manifestações divinas, considerados principalmente como reação de ira contra as atitudes dos homens. Nas mãos de heróis mitológicos e de divindades eram utilizados como lanças, martelos, bumerangues, flechas ou setas para castigar e perseguir os homens pecadores. Mesmo hoje, as superstições permanecem presentes, em que se afirma que os espelhos atraem raios, por isso, durante as tempestades, devem ficar cobertos comum pano. Outra defende que raios não atingem um mesmo local duas vezes.

Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o relâmpago é uma corrente elétrica muito intensa que ocorre na atmosfera com típica duração de meio segundo e típica trajetória com comprimento de 5 a 10 quilômetros. Ele é conseqüência do rápido movimento de elétrons de um lugar para outro. Os elétrons se movem tão rápido que fazem o ar ao seu redor iluminar-se, resultando em um clarão, e aquecer-se, resultando em um som (trovão). Apesar de estarem normalmente associados a tempestades, também podem ocorrer em tempestades de neve, tempestades de areia, durante erupções vulcânicas, ou mesmo em outros tipos de nuvens, embora nestes casos costumem ter extensões e intensidade bem menores. Quando a descarga conecta-se ao solo é chamada de raio que é formado por mais de uma descarga e algumas delas podem atingir o solo em locais diferentes. Em cerca de 50% dos raios negativos mais de um ponto é atingido no solo.

Diferentemente do que se acredita, a energia dos relâmpagos não é muito grande. Considerando que um relâmpago nuvem-solo transporta uma carga elétrica média de 10 C, e que a tensão ao longo do canal é em torno de 100 milhões de volts, então a energia elétrica total do relâmpago é de 109 J, ou seja, cerca de 300 kWh. A maior parte da energia do relâmpago (mais de 95%) é gasta na expansão do ar nos primeiros metros ao redor do canal, sendo o restante convertida em energia térmica (cerca de 1%), energia acústica (cerca de 1%) e energia eletromagnética (cerca de 0,1% sobre a forma de sferics e cerca de 1% naforma de luz). Portanto, cerca de 1% da energia total do relâmpago podeser aproveitada no solo. Se considerarmos, por exemplo, uma torre com uma altura em torno de 100m instalada em um local apropriado para captaros relâmpagos, ela provavelmente seria atingida por algo em torno de dez a 20 relâmpagos por ano. Em suma, isto representaria algo em torno 50 kWh por ano, o que seria suficiente para o consumo de apenas uma única residência. Portanto, podemos concluir que, do ponto de vista da utilização como uma fonte de energia, a utilização de relâmpagos nuvem-solo é inviável. Uma típica nuvem de tempestade contém algo em torno de meio milhão detoneladas de gotículas de água e partículas de gelo de diferentes tamanhos, das quais cerca de 20% atingem o solo sob a forma de chuva. O restante evapora ou fica na atmosfera sob a forma de nuvens. Dentro da nuvem estas partículas tendem a ser levadas para cima por fortes correntes de ar ascendentes com velocidades que variam desde alguns poucos quilômetros por hora até 100 km/h. Ao mesmo tempo, devido à gravidade, elas tendem a cair.

Pesquisas já indicaram visíveis aumentos de incidência de raios em áreas urbanas. Essa maior incidência de raios está relacionada ao aumento de temperatura (fenômeno conhecido como “ilha de calor”) e de poluição nos centros urbanos. Um raio, composto por várias descargas, pode durar até dois segundos, embora em geral dure cerca de meio a um terço de segundo. No entanto, cada descarga que compõe o raio dura apenas frações de milésimos de segundos. O trovão é o som produzido pelo rápido aquecimento e expansão do ar na região da atmosfera onde a corrente elétrica do raio circula. Embora o som ensurdecedor de um trovão assuste a maioria das pessoas, em geral ele é inofensivo. Contudo, o deslocamento de ar pode derrubar uma pessoa que esteja muito perto do local de incidência do raio, podendo até causar sua morte. A intensidade de qualquer som é geralmente dada em decibéis. Um trovão intenso pode chegar a 120 decibéis, uma intensidade comparável à que ouve uma pessoa que está nas primeiras fileiras de um show de rock.

Para saber se um raio caiu perto, observe a luz produzida pelo raio que chega quase que instantaneamente à visão de quem o observa. Já o som (trovão) demora um bom tempo, pois a sua velocidade é menor. Para obter a distância aproximada em quilômetros, basta contar o tempo (em segundos) entre o momento que se vê o raio e se escuta o trovão e dividir por três. Um trovão dificilmente pode ser ouvido se o raio acontecer a uma distância maior do que 20 quilômetros. A chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa, sendo em média menor do que um para um milhão. Contudo, se a pessoa estiver numa área descampada em baixo de uma tempestade forte esta chance pode aumentar em até um para mil. Entretanto, não é a incidência direta do raio a maior causadora de mortes e ferimentos. Geralmente isso acontece por efeitos indiretos associados a incidências próximas ou efeitos secundários dos raios. As descargas também provocam incêndios ou queda de linhas de energia, o que pode atingir uma pessoa. A corrente do raio pode causar queimaduras e outros danos a diversas partes do corpo. A maioria das mortes de pessoas atingidas por raio é causada por parada cardíaca e respiratória. Grande parte dos sobreviventes sofre por um longo tempo de sérias seqüelas psicológicas e orgânicas.

Embora a potência de um raio seja grande, sua pequena duração faz com que a energia seja pequena, algo em torno de 300 kWh, equivalente ao consumo mensal de energia de uma casa pequena. E a pergunta que todos fazem: um raio pode cair duas vezes em um mesmo lugar? Sim, pode. Geralmente os raios caem mais de uma vez em um mesmo local quando este apresenta grande incidência de raios. Como exemplo podemos citar o monumento Cristo Redentor, que é atingido anualmente por uma média de seis raios (ou mais). Eles são descargas elétricas de grande intensidade que conectam as nuvens de tempestade na atmosfera e o solo. Em geral possuem intensidades da ordem de 10 KA e percorrem distâncias da ordem 5 km. Qual a diferença entre relâmpagos e raios? Relâmpagos são todas as descargas elétricas geradas por nuvens de tempestades, independentemente se conectam ou não o solo. Já os raios são somente as descargas que se conectam ao solo.

Para evitar acidentes com relâmpagos as seguintes regras de proteção pessoal, devem ser seguidas:

– Se possível, não saia para a rua ou não permaneça na rua durante as tempestades, a não ser que seja absolutamente necessário. Nestes casos, procure abrigo nos seguintes lugares: o carros não conversíveis, ônibus ou outros veículos metálicos não conversíveis; em moradias ou prédios, de preferência para as que possuam proteção contra raios; em abrigos subterrâneos, tais como metrôs ou túneis, em grandes construções com estruturas metálicas, ou em barcos ou navios metálicos fechados.

– Se estiver dentro de casa, evite: usar o telefone com fio ou celular ligado a rede elétrica (utilize telefones sem fio); ficar próximo de tomadas e canos, janelas e portas metálicas; e tocar em qualquer equipamento elétrico ligado a rede elétrica.

– Se estiver na rua, evite: segurar objetos metálicos longos, tais como varas de pesca e tripés; empinar pipas e aeromodelos com fio; andar a cavalo. Se possível, evite os seguintes lugares que possam oferecer pouca ou nenhuma proteção contra raios: pequenas construções não protegidas, tais como celeiros, tendas ou barracos; veículos sem capota, tais como tratores, motocicletas ou bicicletas; estacionar próximo a árvores ou linhas de energia elétrica. Se possível, evite também certos locais que são extremamente perigosos durante uma tempestade, tais como: topos de morros ou cordilheiras; topos de prédios; áreas abertas, campos de futebol ou golfe; estacionamentos abertos e quadras de tênis; proximidade de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos; proximidade de árvores isoladas; estruturas altas, tais como torres, linhas telefônicas e linhas de energia elétrica. Se você estiver em um local sem um abrigo próximo e sentir que seus pêlos estão arrepiados, ou que sua pele começou a coçar, fique atento, já que isto pode indicar a proximidade de um raio que está prestes a cair. Neste caso, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não fique deitado.

Um sistema de proteção contra relâmpagos tem como objetivo blindar uma estrutura, seus ocupantes e seus conteúdos dos efeitos térmicos, mecânicos e elétricos associados com os relâmpagos. O sistema atua de modo que a descarga atmosférica possa entrar ou sair do solo sem passar através das partes condutoras da estrutura ou através de seus ocupantes, danificando-os ou causando acidentes. Um sistema de proteção contra relâmpagos não impede que o relâmpago atinja a estrutura, ele promove um meio para controlar e impedir danos através da criação de um caminho de baixa resistência elétrica para a corrente elétrica fluir para o solo. A idéia de proteger prédios e outras estruturas dos efeitos diretos dos relâmpagos através do uso de condutores foi pela primeira vez sugerida cerca de dois séculos atrás por Benjamin Franklin.

Os principais componentes de um sistema de proteção contra relâmpagos ou sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) são: terminais aéreos; condutores de descida; terminais de aterramento; e condutores de ligação equipotencial. Os terminais aéreos, conhecidos como pára-raios, são hastes condutoras rígidas montadas em uma base com o objetivo de capturar o relâmpago. Eles devem ser instalados nos pontos mais altos da estrutura. Algumas vezes, estas hastes são interligadas através de condutores horizontais. Os condutores de descida são cabos que conectam os terminais aéreos aos terminais de aterramento. Os terminais de aterramento são condutores que servem para conectar os condutores de descida ao solo. Eles são tipicamente condutores de cobre ou revestidos com cobre enterrados no solo. O nível de aterramento depende bastante das características do solo. Os condutores de ligação equipotencial, por sua vez, são condutores que visam igualar o potencial entre os diferentes condutores para impedir descargas laterais.

As descargas laterais, também conhecidas como correntes de sobretensão, são causadas por diferenças de potencial entre a corrente, percorrendo o condutor, e objetos próximos. Elas são resultados da resistência finita dos condutores à passagem de corrente elétrica e à indução magnética. Para estruturas com alturas superiores a 20m, esta teoria não é aplicável. Nestes casos, aplica-se a teoria conhecida como teoria da esfera rolante. Esta teoria é baseada no conceito de distância de atração, que é a distância entre a ponta do líder escalonado e o ponto de queda do relâmpago no solo no instante da quebra de rigidez dielétrica do ar próximo ao solo. A zona de proteção calculada por esta teoria é em geral menor que aquela obtida pela teoria do cone de proteção. Para estruturas com alturas superiores a 60m, outro tipo de sistema de proteção, que utiliza condutores horizontais conectando os terminais aéreos que forma uma gaiola, é recomendado pela NBR-5419. Acesse no link uma cartilha para saber como se proteger contra os raios: http://www.inpe.br/webelat/docs/Cartilha_Protecao_Portal.pdf

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Os vilões do verão

IEC 62561: Os requisitos para os componentes de um sistema contra raios
Essa parte 7 da norma IEC 62561 lida com os requisitos e os testes para melhorar os componentes de um sistema de proteção contra raios, projetado e implementado de acordo com a série IEC 62305. Clique para mais informações.

solChegou o verão e, com ele, alguns males como desidratação, insolação e micoses. Na época mais quente do ano, devemos estar atentos, proteger a pele e ficar de olho na alimentação. Conheça os principais vilões desta estação e o que indicam os especialistas para evitar problemas de saúde. Ana Gabriela Salvio, dermatologista do Hospital Amaral Carvalho (HAC), explica que o verão é a época em que as pessoas ficam mais expostas aos raios solares de maneira intencional e até mesmo sem querer, já que nessa estação o sol é mais forte. Por isso, no verão os cuidados com a pele devem ser redobrados, especialmente das crianças. “É comprovado que o sol que tomamos na infância é o que vai eventualmente elevar os casos de câncer de pele àqueles que têm risco”, salienta a profissional.

Sendo assim, a proteção maior tem que ser feita durante a infância. Nada de crianças vermelhinhas, queimadas de sol e cheias de sardas. Segundo Ana Gabriela, estes sinais não são sinônimos de beleza, mas de uma pele agredida. Então, não há desculpas para não usar o filtro solar. Logo pela manhã, passe o protetor e reaplique-o a cada três horas (se houver transpiração nesse intervalo, você deve aplicar o filtro novamente). Dica importante: evite a exposição ao sol entre 9h e 16h e use bonés ou chapéus. Outro vilão da quente temporada. A umidade predispõe o aparecimento de micoses de pele, unha e cabelos, além de infecções bacterianas de pele. Ana Gabriela relata que, além da umidade do ar, as pessoas passam mais tempo em piscinas e não tomam alguns cuidados básicos como secar bem o corpo e entre os dedos dos pés, não compartilhar toalhas, evitar ficar muito tempo com roupas úmidas ou calçados que dificultam a respiração dos pés, evitar ficar descalço em banheiros públicos, chuveiros e beira de piscinas. Além desses cuidados, as pessoas devem ficar atentas às manchas ou lesões na pele e nas unhas. “Se notar qualquer alteração, procure um médico”, ressalta a profissional.

Falta de água no organismo, outro mal do verão. Nesta estação, além do suor excessivo por causa das altas temperaturas, pode haver desidratação, decorrente de insolação ou infecção intestinal que leva à diarreia. A nutricionista clínica do HAC, Ana Elisa de Paula Brandão, afirma que normalmente perdemos cerca de dois litros de líquido ao dia, por meio do suor, urina, fezes e até pela respiração. “Essa quantidade pode aumentar, de acordo com as atividades realizadas diariamente e, no verão especialmente, deve haver a reposição de líquido do corpo”, diz. Como repor? A nutricionista orienta: beba, pelo menos, de oito a dez copos de água por dia (pode ser água de coco e sucos naturais, que além de hidratar, fornecem vitaminas e minerais). Ana Elisa explica também que a perda hídrica pode estar relacionada com intoxicações alimentares. “O consumo de alimentos contaminados ou mal armazenados, acarreta diarréias, vômitos até chegar à desidratação. Portanto, consuma alimentos de procedência conhecida, tome cuidado com os alimentos consumidos fora de casa (nas ruas, praias, clubes e lanchonetes) que por muitas vezes não possuem higiene adequada no preparo, ficam expostos à temperatura ambiente ou são mal armazenados, o que favorece a proliferação de bactérias e toxinas que levam à contaminação”, pontua.

Nos casos menos graves a pessoa deve se hidratar com muito líquido, bebidas isotônicas, água de coco e soro caseiro. “Mantenha uma alimentação leve, de fácil digestão, sem frituras, gorduras, açúcares, condimentos etc. Dependendo do grau da desidratação ou intoxicação alimentar, o ideal é procurar um pronto atendimento”, esclarece. Lembre-se: refrigerantes, águas saborizadas e sucos artificiais não reidratam, apenas fornecem aditivos químicos e açúcar ao organismo. “A cafeína, presente em bebidas a base de cola e guaraná, assim como bebidas alcoólicas, estimulam a perda de líquidos, favorecendo a desidratação”, completa Ana Elisa. Dessa forma, é sempre preciso tomar alguns cuidados ao expor a pele à luz solar, ou um período de folga pode acabar se tornando uma dor de cabeça. Esses cuidados implicam no uso frequente e adequado dos protetores solares, que protegem a pele dos raios ultravioleta, causadores de câncer, queimaduras, pintas e outros problemas dermatológicos. Produtos essenciais para o bem-estar das pessoas, os protetores compõem um dos setores em maior crescimento na indústria dos cosméticos. Prevê-se uma expansão de 60% no mercado para os próximos cinco anos.

O crescimento é resultado do alto investimento da indústria nesta área. “A cada ano que passa, soluções cada vez mais inovadoras surgem no mercado, muitas delas dedicadas a tipos específicos de pele”, diz Alberto Keidi Kurebayashi, presidente da ABC (Associação Brasileira de Cosmetologia). Diferentemente do que se pensa, o uso de proteção solar na pele não prejudica a produção de vitamina D – altamente benéfica para os ossos – no corpo humano. O investimento em protetores solares envolve inclusive a criação de produtos multifuncionais, ou seja, cosméticos que fazem mais do que proteger a pele. Já são comuns em drogarias batons, repelentes contra insetos, cremes hidratantes e itens de maquiagem em geral que agem também em favor da proteção da pele.

Atualmente, os protetores solares representam 2% do mercado mundial de produtos cosméticos e por volta de 7% do mercado brasileiro, representando em números absolutos 6 Bilhões e 400 milhões de dólares, respectivamente. Apesar dos pequenos índices, o segmento promete crescer 23% no mundo e 63% no Brasil (que hoje é o segundo maior consumidor do mundo, compondo 10,2% do mercado global e movimentando mais de R$ 770 milhões por ano), nos próximos cinco anos. (fonte: Euromonitor). Os produtos de fotoproteção e as questões principais que envolvem sua fabricação, comercialização e aplicação foram debatidos no simpósio “Fotoproteção: Desafios e Aspectos Globais”, realizado em abril deste ano, em São Paulo. A ABC, organizadora do evento, reuniu cerca de 130 profissionais brasileiros e estrangeiros para discutir os rumos do setor.

Nem todas as notícias são boas, contudo. Cerca de 68,5% da população mundial não utiliza protetor solar diariamente. De 2 a 3 milhões de novos casos de câncer não-melanoma são diagnosticados anualmente no mundo, sendo que no Brasil esse número chega a 110 mil novos casos não-melonoma e 5 mil melanomas por ano. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) a morte por câncer é a de maior incidência no mundo. Para se proteger adequadamente, é necessário escolher protetores solares que bloqueiem os raios ultravioleta UVB e UVA observando o FPS (Fator de Proteção Solar): quanto maior o valor do FPS, maior será a proteção oferecida pelo produto. É preciso se lembrar de outros procedimentos fundamentais para a eficácia dos protetores: aplicá-los cerca de 30 minutos antes da exposição direta ao sol ou à luz artificial, reaplicá-los a cada duas horas e não descuidar da alimentação equilibrada, pois alimentos ricos em vitaminas A e D melhoram o aspecto da pele e intensificam naturalmente o bronzeado.

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O mercado voluntário de carbono

CONTROLE ELETRÔNICO DE NORMAS

O CENWin 6.1 é o mais completo Sistema para Gerenciamento de Normas Técnicas do Brasil e traz todas as ferramentas e auxílio necessário aos seus clientes e usuários, quando o assunto é controlar e manter todas as normas técnicas em acervo atualizadas, facilmente disponíveis e dentro de todos os requisitos exigidos pelos Sistemas de Gestão da Qualidade NBR ISO 9001 e do Meio Ambiente NBR ISO 14001, quanto ao controle e gerenciamento de Normas Técnicas.
Com a implantação do sistema, o cliente conquista uma grande vantagem competitiva junto ao mercado em que atua e tem uma expressiva redução de custos dentro dos departamentos responsáveis pelo controle de Normas Técnicas em acervo, tanto no formato impresso quanto no formato digital. Todos os gastos, hoje necessários para se manter o acervo atualizado e disponível aos usuários manualmente, através de planilhas e arquivos físicos que nem sempre são eficazes, são reduzidos ao máximo com o Sistema CENWin 6.1 e suas ferramentas. Uma grande economia é gerada e um expressivo aumento na produtividade de todos os envolvidos passa a ser perceptível por todos na empresa.

Cadastre suas Normas Técnicas, impressas ou em formato digital, e o sistema verificará e informará, automaticamente, sobre qualquer atualização, cancelamento, revisão, etc.

Pesquise, de maneira rápida e fácil, o catálogo oficial de Normas Técnicas Brasileiras e Mercosul (AMN). São mais de 11.000 Normas catalogadas, com dados referenciais completos e atualizados mensalmente.

Os seres humanos estão lançando mais de 35,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano na atmosfera, principal gás causador das mudanças climáticas. Para diminuir esses números, foram criados projetos de redução de emissões de gases do efeito estufa que, após serem avaliados segundo metodologias aprovadas pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), podem gerar créditos de carbono e serem utilizados por países desenvolvidos integrantes do Anexo 1 do Protocolo de Quioto para alcançar suas metas de redução das emissões de gases do efeito estufa.

Mauricio Ferraz de Paiva

co2Os países reunidos durante a 17.ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP-17, em Durban, na África do Sul, aprovaram um documento que prevê a prorrogação do Protocolo de Quioto, a viabilização do Fundo Verde Climático e um novo tratado sobre o clima, que deve vigorar a partir de 2020. A segunda fase aprovada para o Protocolo de Quioto não vai contar com a participação do Japão, do Canadá e da Rússia. A decisão desses países de se retirar da nova etapa esvazia um pouco o acordo internacional. Por ele, Quioto vai valer até 2017 ou 2020. A data ainda será objeto de negociação, mas deve prevalece r o ano de 2020.

O Protocolo de Quioto instituiu o mercado de carbono como um dos mecanismos para reduzir os custos no corte das emissões, assim como o “Mecanismo de Desenvolvimento Limpo” (MDL) e a “Implementação Conjunta”. O mercado de carbono também existe fora do contexto de Quioto, com vários programas voluntários de redução das emissões, como os dos Estados Unidos. O mercado voluntário abre as portas para a inovação, já que não tem muitas regras preestabelecidas como no Protocolo de Quioto, e para projetos de menor escala que seriam inviáveis sob Quioto. As negociações são guiadas pelas regras comuns de mercado, podendo ser efetuadas em bolsas, por meio de intermediários ou diretamente entre as partes interessadas. A convenção para a transação dos créditos é o CO2 equivalente.

O mercado de carbono voluntário abrange todas as negociações de créditos de carbono e neutralizações de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) que são realizadas por empresas que não possuem metas sob o Protocolo de Quioto e, por isso, são consideradas ações voluntárias. Os esquemas são financiados por organizações e indivíduos que querem neutralizar o impacto das emissões produzidas pelas suas atividades. Para isso, investem em projetos que têm como objetivo reduzir as emissões de GEEs, por meio de compra de créditos de compensação. Esses são normalmente instrumentos financeiros negociáveis chamados Reduções Verificadas de Emissão (VERs – Verified Emission Reductions), os quais representam uma tonelada de dióxido d e carbono (CO2) reduzida ou deixada de ser emitida.
Para tentar organizar todo esse processo, foi editada em 2011, a NBR 15948 – Mercado voluntário de carbono — Princípios, requisitos e orientações para comercialização de reduções verificadas de emissões, que é uma norma que especifica os princípios, os requisitos e as orientações para comercialização de reduções verificadas de emissões (RVE) no mercado voluntário de carbono brasileiro. Ela inclui requisitos para elegibilidade das reduções de emissões, transparência de informações, e registro de projetos e de RVE (título). Para o sucesso do mercado voluntário no Brasil, é necessário que alguns parâmetros básicos para o desenvolvimento dos mercados de carbono globais sejam atendidos de maneira a garantir a todos os participantes, por exemplo, desenvolvedores de projeto, investidores, compradores ou demais atores, um ambiente de negócios idôneo e que atenda as suas principais necessidades.

É essencial para a consolidação do mercado voluntário nacional considerar a padronização, sendo ideal em um mercado de commodities que as suas propriedades sejam bem definidas e mensuráveis, de maneira a trazer uniformidade para elas. A melhor maneira de se atender a este critério é a utilização de padrões que regulamentam o desenvolvimento de projetos. Atualmente, no mercado voluntário existem diferentes padrões de certificação para RVE, que definem regras para o desenvolvimento de projetos. Nesse caso, os compradores tendem a preferir os tipos de certificação que mais se aproximam de seu objetivo ao comprar RVE.

Outro aspecto a ser levado em consideração é a liquidez, que é um aspecto significante para a segurança do mercado e pode ser medida em termos de volumes transacionados, frequência e variação do preço das RVE. Em mercados líquidos as grandes transações não interferem no preço da commodity de maneira significativa. A liquidez pode ser atingida com o aumento do mercado, por meio de uma estrutura que reduza o risco para todos os participantes, minimize o custo das transações e aumente a eficiência operacional do próprio mercado.

Igualmente, deve-se ter transparência em todas as ações, pois convém que todas as informações referentes ao mercado, como preço, volume e comportamento de transações, sejam acessíveis, claras e divulgadas d e maneira confiável. Dessa forma, essa norma tem como objetivo apresentar diretrizes e critérios mínimos para reforçar a credibilidade do mercado voluntário de RVE, diminuir os riscos a compradores e demais partes interessadas no mercado voluntário de RVE, visando garantir a integridade das transações em um ambiente seguro de negócios, gerar conhecimento, experiência e servir como referência para eventuais esquemas de mercado de redução de emissão e aumentar a participação brasileira em projetos de redução e/ou remoção de emissões de GEE, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas globais.

Em linhas gerais, o proponente deve assegurar que o projeto de reduções de emissões ou melhorias de remoções de GEE cumpre os requisitos do padrão de certificação do qual é signatário. As metodologias utilizadas para a geração de RVE devem ser reconhecidas pelos padrões de certificação dos quais os proponentes de projeto são signatários. As reduções de emissões devem ser mensuráveis, reportáveis e verificáveis, em conformidade com os padrões de certificação. As RVE devem ser auditadas por uma terceira parte independente.

Também, os registradores devem atender ao seguinte: Ser independentes em relação às partes do projeto e ao projeto que está sendo registrado e ser detentores de tecnologia capaz de gerenciar eletronicamente as transações. A plataforma eletrônica deve gerenciar diferentes contas de desenvolvedores de projetos, diferenciar e separar documentos de projetos distintos, gerar um número de série relacionado a cada uma das RVE geradas por cada projeto, rastrear todas as RVE cadastradas no sistema de registro, impedir a dupla contagem do registro das RVE e das transações subseqüentes, realizar a retirada da RVE do mercado, disponibilizar o acesso ao DCP, relatório de validação, relatório de verificação, relatório de monitoramento, quantidades de RVE certificadas, número de série das RVE certificadas e outras informações autorizadas pelo proponente do projeto e ser passíveis de auditoria por terceiras partes independentes. As RVE devem ser registradas com número de série específico, correlacionando-se a este número todas as transações econômicas envolvendo as RVE, evitando-se a dupla contagem elou dupla compensação. Ao se registrar a transação econômi ca envolvendo uma RVE, deve ser informada a destinação a ser dada a cada RVE, seja para uma destinação final de compensação (retirement) ou para uma futura operação de venda e compra.

Mauricio Ferraz de Paiva é engenheiro eletricista, especialista em desenvolvimento em sistemas, presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria – mauricio.paiva@target.com.br

Mais informações sobre a normas, clique no link abaixo:

NBR 15948 de 05/2011 – Mercado voluntário de carbono – Princípios, requisitos e orientações para comercialização de reduções verificadas de emissões

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Software de gestão melhora o sistema de documentação da Aperam

Normas comentadas

Fácil de utilizar, com explicações úteis e necessárias, ilustrações com tabelas e figuras, e comentários pertinentes, feitos por profissionais especializados, que participaram diretamente do desenvolvimento da norma técnica em questão, a versão comentada das normas é um grande diferencial para quem deseja obter o máximo dos requisitos e diretrizes da norma de forma rápida, ágil e econômica.

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aperamA Aperam foi criada a partir do desmembramento da divisão de Inox do grupo ArcelorMittal, em janeiro deste ano. É um player global em aços inoxidáveis, elétricos e especiais, com vendas em mais de 30 países e 11.000 empregados. Possui 30 escritórios de vendas em todo o mundo com suporte ao cliente e 19 Centros de Serviços, incluindo 10 plantas e instalações de transformação (incluindo Tubos). O negócio é organizado em três divisões: Aços Inoxidáveis & Elétricos; Serviços & Soluções; Ligados & Especiais (Specialties). Com sede mundial em Luxemburgo, a Aperam tem uma capacidade global para produzir 2,5 milhões de toneladas de aço bruto por ano, sendo 1,7 milhão de produtos acabados. No Brasil, é líder em nichos de alto valor agregado – ligados e especiais. A Aperam conta ainda com uma rede altamente integrada de distribuição, processamento e serviços e uma capacidade única de produzir aços inoxidáveis e especiais, usando biomassa (carvão vegetal) de forma competitiva. Sua rede industrial com seis plantas está concentrada no Brasil, Bélgica e França.

A planta industrial brasileira – agora rebatizada de Aperam South America – completou 67 anos de existência no Brasil em 2011, tendo sua origem na então Acesita. Trata-se da única produtora integrada de aços planos inoxidáveis e elétricos da América Latina. Líder no mercado brasileiro, com participação superior a 70%, a companhia também produz aços ao carbono especiais e exporta sua linha de produtos para cerca de 50 países. No Brasil, sua usina, localizada na cidade de Timóteo (MG), no Vale do Aço, a 200 km de Belo Horizonte, tem capacidade de produção de 860 mil toneladas anuais de aço líquido. Conta com 2,4 mil empregados e tem expertise exclusiva para produção de aços GNO (grão não orientado) e GO (grão orientado) para hidrelétricas e linha branca. Somente em 2011, a companhia concluiu investimentos de US$ 120 milhões em dois projetos operacionais: o uso de gás natural em substituição ao gás liquefeito de petróleo (GLP) e a a conversão do alto-forno 2, responsável por dois terços da produção, para a utilização de carvão vegetal. Nele, foram investidos cerca de US$ 95 milhões.

Para controlar toda a documentação do sistema de gestão do seu processo produtivo, a empresa utilizava o software DocNIX for Lotus Notes – Módulo Gestão de Documentos, do Grupo Multidata, que apóia a gestão da documentação em toda a empresa, sendo possível ao gestor organizar por área emitente e por núcleo de documentação. Com a ferramenta, era feito o gerenciamento visual da situação dos procedimentos, apresentando os documentos de referência, realizando o controle de mais de 3.000 procedimentos, 883 registros da Qualidade vigentes e similar quantidade de formulários vigentes, além de emitir relatórios e gráficos gerenciais. Conforme revela a assistente técnica da Gerência da Melhoria Contínua e Qualidade, Márcia Miranda de Assis, depois de algum tempo de uso dessa versão do software, a Aperam optou pela migração para o DocNIX Blue, nova versão do software DocNIX em plataforma Java com banco de dados. A decisão pela migração partiu de um alinhamento tecnológico idealizado pela área de Tecnologia da Informação da Aperam em abandonar a suíte do Lotus Domino, que hospedava o sistema DocNIX Notes e, em contrapartida, o usuário já clamava por uma funcionalidade mais próxima da modernidade dos sistemas atuais. “A versão do nosso sistema estava defasada, pois era uma das primeiras versões do DocNIX. Partimos então, para o ambiente web com a nova versão do software o DocNIX Blue, módulo Gestão de Documentos (MaxDOC) e estamos com uma ferramenta excelente para os nossos propósitos”, acrescenta.

Inicialmente, o sistema DocNIX foi adquirido para eliminar a geração de cópias controladas de procedimentos corporativos e, consequentemente, a eliminação de cópias obsoletas no local de trabalho. Os procedimentos corporativos são elaborados pelos processos transversais e, geralmente, são aplicáveis aos demais processos. Para que toda a informação necessária à execução dos processos alcançasse a todos, era necessário gerar mais de 80 cópias controladas dos procedimentos e carimbar todas as páginas com os dizeres Cópia Controlada – Reprodução Proibida. Além do enorme trabalho e controle, raramente conseguíamos recuperar todas as cópias distribuídas e sempre ficava uma cópia perdida para ser apresentada indevidamente em auditorias internas e externas, gerando não conformidades. Dessa forma, o uso do docNix contribuiu significativamente para a modernização e simplificação do processo de geração e controle dos documentos da empresa. “Podemos citar que tivemos economia em reprodução de cópias de procedimentos, eliminação de papel e de mão de obra que era necessária para gerar e manter os arquivos da documentação. Além disso, sob o foco da TI, conseguimos a redução dos custos com a manutenção das licenças do Lotus Notes e este projeto, foi o pontapé inicial dado pela área de Tecnologia da informação para a eliminação do ambiente Lotus Domino”, explica.

Em consequência, com a migração as expectativas da empresa foram atingidas, pois está com um sistema mais ágil, com alta disponibilidade e com a flexibilidade do acesso via web. “Contando sempre com o apoio da área de Tecnologia da Informação, nossa equipe da área de Qualidade, sempre vislumbrou a melhoria contínua do processo, por meio de mais facilidade no acesso, opções de controle e gerenciamento, simplicidade e interatividade no manuseio. Todas as expectativas foram atingidas. As dúvidas existentes são sanadas pela equipe de Suporte ao Cliente da Multidata e quando identificamos algum ponto de melhoria, esse é encaminhado à equipe de Desenvolvimento para análise. De forma direta, o projeto atingiu aproximadamente 900 empregados, que são os editores, revisores, aprovadores e os auditores internos, porém, indiretamente, todo o efetivo da empresa foi beneficiado e hoje, do presidente ao operador podem acessar ou disponibilizar procedimentos no sistema”, complementa Márcia.

Jose Augusto Rodrigues da Silva, arquiteto de Negócios de TI da Aperam, ressalta ainda que a Multidata realizou a migração de 8.660 procedimentos, o que foi uma operação complexa, devida ao alto nível de detalhes encontrados nos documentos. “Não registramos reclamações de nossos usuários finais em relação à perda de dados por problemas na migração. O cronograma estabelecido foi cumprido satisfatoriamente. O sistema docNIX for Notes passou por um período de congelamento necessário para a migração de todos os procedimentos e para a preparação da nova estrutura de TI para o ambiente web, realizado pela equipe de Tecnologia da Informação da Aperam. A Multidata nos apoiou no treinamento e na operação assistida após à implantação. Essa parceria é importante e sabemos disto, pois estamos juntos há 14 anos. A Multidata é uma grande parceira, esteve sempre presente antes, durante e após a liberação do sistema”, assegura José Augusto.

Márcia Miranda conta que a aceitação por parte dos usuários do docNIX Blue foi muito boa, já que o sistema é muito prático, amigável e provê acesso muito tranquilo para quem o acessa. “Quando alguém tenta reclamar sobre o funcionamento do sistema, informando que o mesmo não está permitindo acesso, logo falo: esse sistema não tem variação… ou você tem permissão ou não tem. Na maioria das vezes, o usuário está tentando acessar uma opção que ele ainda não tem permissão de acesso ou alguma variável em sua estação de trabalho foi modificada. Isso demonstra que o sistema possui uma estrutura robusta de segurança. Importante dizer que foram muitos os benefícios percebidos. O sistema, da forma que foi concebido, permite que vários usuários de todas as plantas fabris da Aperam possam utilizá-lo. Além disso, o sistema permite a cada planta da empresa, ter uma estrutura de documentos baseados no mesmo servidor. Podemos listar outros benefícios como a reorganização dos documentos (procedimentos, registros e formulários) quando houver mudança na estrutura organizacional da empresa”.

A assistente técnica conta, ainda, que hoje apenas houve uma alteração em relação à área emitente, processo e o autor, sem que haja a necessidade de obsoletá-lo e, automaticamente, o documento se enquadra na nova estrutura desejada. “Outros benefícios notados foram o acompanhamento dos procedimentos vencidos ou a vencer – esta funcionalidade que utiliza o farol auxilia na visualização e na gestão do controle de documentos, pois o emitente é notificado sempre que o procedimento se enquadra nos padrões de alerta do sistema; o aumento da segurança – atualmente o novo sistema aumentou a segurança para o controle dos documentos e melhorou o controle de acesso dos usuários, estando o ambiente integrado com o diretório da rede corporativa; a edição e visualização dos procedimentos – com o novo sistema a edição passou a ser realizada via editor de texto MS Word, o que facilitou muito o nosso dia a dia, como também, a visualização por meio do adobe, que trouxe mais segurança; a interligação de Informações – o novo sistema trouxe uma facilidade para interligar todos os documentos de referência do procedimento (registro, formulário e outros anexos); e o fluxo de aprovação – workflow permite a elaboração, revisão, aprovação e todas as etapas da gestão dos documentos no ambiente corporativo, trazendo organização para o processo”, diz.

Ela ressalta que a migração ocorreu às vésperas de uma auditoria externa, o que significou assumir riscos e alguma margem de erros. “Apesar disso, conforme o padrão da empresa, num projeto como esse deve ser estabelecido um controle de experiência – procedimento transitório que define as diretrizes necessárias para garantir os controles requeridos, nesse caso, o controle dos documentos da empresa. Antes do congelamento do sistema DocNIX, os empregados envolvidos foram capacitados nesse novo procedimento que permitia a geração e controle dos documentos em outra mídia e, mesmo tendo duas formas de trabalhar a empresa estava em conformidade. Por este motivo, a auditoria externa transcorreu com tranquilidade e nenhum problema foi detectado com relação a geração e controle de documentos”.

Por fim, a assistente informa que houve mais desafios solucionados com a agilidade de atendimento das equipes técnicas da Multidata em ação conjunta com a TI da Aperam, como a organização das telas de visualização dos documentos, o cadastro dos usuários por atribuição de acesso, as tabelas administrativas e o próprio treinamento dos usuários. “As equipes de TI da Aperam e da Multidata trabalharam com uma boa sintonia, que permitiu o desenvolvimento do projeto de forma harmoniosa e profissional. Igualmente, ocorreu uma experiência de relacionamento com os colaboradores da Aperam de unidades localizadas fora do Brasil (como Bélgica, Luxemburgo e França) no processo de auditoria externa, o que trouxe um ganho a partir da gestão do Sistema de Gestão Integrado da Aperam, usando o software DocNIX Blue. Essa colaboração da equipe Aperam gerou elogios à ferramenta docNix Blue utilizada naquele processo. Isso ficou evidenciado na Auditoria de Segurança realizada em abril de 2011, por representantes do Grupo da Aperam vindos da Europa, quando foi feito um diagnóstico da implementação da OHSAS 18001 e obtivemos nota máxima nos itens 4.4.5 – Controle de Documentos e 4.5.4 Controle de Registros devido à facilidade para acessar os documentos quando requeridos e a segurança para elaboração, revisão e geração das cópias controladas dos procedimentos”, arremata Márcia Miranda.

Segundo o diretor da Multidata, Adalberto de Queiroz, ao optar pelo uso do sistema DocNix Blue, os clientes têm obtido rapidamente vários benefícios práticos para o seu dia a dia como gestores de Sistemas de Gestão Integrada, desde a questão documental, passando pela gestão das auditorias, das não conformidades, registros, etc. “No entanto, o mais importante para nós, como fornecedores de software, é estar atento às demandas e apoiar nossos clientes com dedicação e profissionalismo para que eles tenham tranquilidade, do ponto de vista da tecnologia, e assim possam dedicarem-se mais aos seus negócios”, finaliza Queiroz.

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