IPT: há mais de 100 anos lutando pelo desenvolvimento do país

Curso: Gestão de Energia – Implantação da Norma ISO 50001
Nos últimos dez anos, o consumidor brasileiro desembolsou quase R$ 5 bilhões na conta de luz para bancar projetos de eficiência energética e de soluções para melhorar a operação do sistema elétrico nacional. Até agora, no entanto, os resultados são questionáveis. O país continua desperdiçando cerca de R$ 16 bilhões por ano de energia elétrica, equivalente ao investimento total para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Além disso, nos últimos anos, a qualidade da energia entregue aos consumidores tem piorado consideravelmente em algumas distribuidoras. Clique para ler mais informações.

iptHá mais de 100 anos o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) vem colaborando para o processo de desenvolvimento do país. Conta com laboratórios capacitados e equipe de pesquisadores e técnicos altamente qualificados, atuando basicamente em quatro grandes áreas – inovação, pesquisa e desenvolvimento, serviços tecnológicos, desenvolvimento e apoio metrológico, informação e educação em tecnologia. Por meio de 12 centros tecnológicos, atua de forma multidisciplinar, contemplando os mais diversos segmentos como energia, transportes, petróleo e gás, meio ambiente, construção civil, cidades, segurança. Além dos projetos em pesquisa, desenvolvimento e inovação já existentes, estão sendo ampliadas as áreas de atuação em biotecnologia, novos materiais e bioenergia. Seu diretor-presidente, João Fernando Gomes de Oliveira destaca na entrevista abaixo a estratégia de valorização profissional no instituto, iniciativa que tem contribuído para que o IPT se insira de maneira estratégica no mercado para atender as demandas da indústria por inovação, bem como as diretrizes de São Paulo e do país no desenvolvimento econômico. Sua gestão tem se voltado à redução de conflitos, algo que foi obtido por meio do desenvolvimento de projetos internos, uma solução inédita que coloca o próprio IPT como cliente de seus pesquisadores e é capaz de dar transparência à aplicação da subvenção pública nos projetos.

IPT2Como está o IPT hoje, depois de quatro anos de investimentos em modernização?

O instituto sofreu intensas transformações nesses quatro anos. Eu destacaria essas mudanças em três eixos principais: pessoas, infraestrutura e gestão. O IPT investiu cerca de R$ 150 milhões em laboratórios, equipamentos e prédios. Tem hoje um centro de informática ultramoderno, tem computadores novos para a maioria dos pesquisadores, a rede de TI está atualizada, a rede elétrica é nova, foram feitas pavimentações, instalações externas restauradas em boa parte, e teve mais de 30 obras de laboratórios, com novos equipamentos, um centro de bionanomanufatura, um laboratório de estruturas leves já começando a operar, laboratórios de naval e corrosão renovados, vazão de óleo, laboratório de mecânica pesada para suporte aos trabalhos do pré-sal, microscopia eletrônica, praticamente uma renovação completa do centro de metrologia química, novos equipamentos de metrologia mecânica com metrotomografia computadorizada, enfim, um grande avanço. Foram mais de 500 equipamentos novos.

E o investimento em pessoas?

O IPT criou um programa de desenvolvimento no exterior, que mandou 30 pessoas para fazer estágios com duração de quatro a oito meses nas melhores instituições de pesquisa com perfil tecnológico como o do IPT, inclusive em centros de pesquisas de empresas. Além disso, mandamos mais 50 pessoas para eventos internacionais de curta duração, então, foram cerca de 80 pessoas para o exterior. Nós também fizemos dois concursos, um já realizado e outro em programação, sendo que nos últimos quatro anos nós contratamos cerca de 250 pessoas, e temos a perspectiva de contratar igual contingente nos próximos quatro anos.

Há outras frentes para a valorização do capital humano?

Nós também reduzimos o total de terceirizações no IPT, agregamos mais concursados ao quadro, promovemos treinamentos em várias dimensões, fizemos um plano de carreira que definiu quais são as características funcionais principais para o desempenho de um pesquisador, de um funcionário do IPT, do pessoal técnico, e é com base nessa formulação de estrutura de carreira e de descrição de tarefas de trabalho que nós implementamos um programa de avaliação institucional das pessoas, o que estamos chamando de Programa de Gestão por Competências, que já está sendo aplicado.

Quantas pessoas estão envolvidas?

Nós estamos treinando 300 pessoas dentro do IPT para avaliar seus pares, por meio de um processo estruturado em workshops internos, criado pela própria comunidade do IPT. Com a colaboração da FIPT [Fundação de Apoio ao IPT], nós tivemos também um programa de bolsas de iniciação tecnológica. Criamos também os projetos internos, de forma que todas as atividades de pesquisa se tornassem registradas e reconhecidas com valores financeiros e monetários de forma a reembolsar o centro tecnológico do IPT com recursos da subvenção pública quanto aos valores daquelas pessoas que estão trabalhando. Essa foi uma decisão importante que permeia o lado de pesquisa do IPT, que tira proveito da infraestrutura, mas que é uma coisa de gestão. Além do processo de projetos internos, nós tivemos uma ampla modernização nos processos administrativos do IPT com um sistema de gestão de compras com workflow na web, com a RCweb, que reduziu os nossos tempos de compra drasticamente. Tivemos também a integração de compras, RH e financeiro pela implantação de um ERP. Nós também criamos alguns órgãos internos no IPT que eram importantes para a administração como uma Controladoria, uma Gerência de Gestão Tecnológica, que possibilitaram uma visão mais apurada do desempenho do Instituto e do seu desenvolvimento. A pesquisa no IPT e a capacidade de prestação de serviços tiveram uma coordenação maior, não só por estar em uma infraestrutura modernizada, em um grupo de pessoas que está em constante atualização, como agora, e em um sistema de gestão mais eficaz, mas porque toda a atividade do IPT passou a ser inserida em um amplo programa de planejamento institucional que virou uma rotina desde 2009, na qual o IPT inteiro desenvolve um plano de execução do próximo exercício sempre pensando em suas prioridades estratégicas sintonizadas com a indústria. A modernização teve como maestros o Conselho de Orientação e o Conselho de Administração com o apoio do Governo de São Paulo.

E para 2012, como ficam os investimentos?

Esses investimentos vão prosseguir, teremos um grande aporte de recursos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], são mais de R$ 170 milhões de projetos que o IPT produziu e, dentro desse total, temos R$ 150 milhões aprovados e quase R$ 70 milhões contratados. Então, a modernização do IPT começou a ter moto próprio, também com apoio do governo do Estado, que deve alocar no ano que vem mais recursos para a modernização. Só que agora, o moto próprio, que são principalmente os recursos dos projetos do BNDES, Petrobras, dos grandes projetos nos eixos estratégicos do Instituto, vão prosseguir e a modernização do IPT continua.

Por que essas iniciativas são importantes para a população?

O IPT é um parceiro do desenvolvimento do país. Como ele passou a atuar por meio do processo de modernização como um grande catalisador entre conhecimento acadêmico e demandas empresariais e governamentais, o Instituto continua fortalecendo seu papel de um parceiro nas prioridades estratégicas do País. Todo o plano de modernização do IPT teve como base os principais elementos estratégicos para o crescimento do País, que são o desenvolvimento de tecnologias para o pré-sal, para maior sustentabilidade na área de energia, na área de despoluição e pelo desenvolvimento da bionanotecnologia, que agrega valores inovadores em produtos.

A planta piloto de gaseificação de biomassa, em Piracicaba, é um dos projetos fundamentais para o desenvolvimento?

Esse projeto pertence à carteira do BNDES, ele está aprovado. As empresas estão assinando os acordos de distribuição de propriedade intelectual, mas a assinatura final do contrato não foi feita ainda, o que deve acontecer até março de 2012. Eu diria que esse projeto é um dos maiores já realizados até hoje e que depende de uma articulação enorme, o que o IPT assumiu em seu papel. Além de prestar serviço tecnológico e realizar P&D, o Instituto passou a assumir um papel de grande articulador entre empresas, governo e universidades, para possibilitar o desenvolvimento de tecnologias de alto impacto e de grande magnitude em relação ao curso do seu desenvolvimento. A ideia é montar uma planta-piloto com investimento de R$ 80 milhões e viabilizar isso a partir de um plano de dentro do Instituto, que concebe a ideia, sai em busca das empresas, busca especialistas nas universidades e outros institutos, enfim, viabiliza o projeto. No futuro, isso será um exemplo de como nós podemos potencializar grandes realizações, usando o Instituto como instrumento aglutinador ou conector desse processo. A planta de gaseificação já está em estágio avançado de finalização contratual e a gente deve em breve começar a receber os recursos.

Como está se dando a discussão da missão do IPT com os empregados?

Existe um entendimento de que o fluxo de conhecimento ocorre da academia para a empresa; esse entendimento não chega a ser falso, mas não é totalmente verdadeiro, porque a academia tem a missão de formar pessoas e fazer descobertas de maneira simultânea. O problema é que a academia é formatada em escolas, em universidades, e as escolas têm que ensinar todas as matérias para os alunos. E para isso, é preciso ter professores especializados, que criam uma ampla diversidade para as universidades. Mas essa diversidade cria dificuldades quanto à coordenação de atividades para se atingir um objetivo específico. Por exemplo: eu tenho especialistas em uma universidade estudando vários tópicos de engenharia, mas fazer com que todos trabalhem juntos para desenvolver um produto de engenharia é muito mais difícil. Isso ocorre porque um dos princípios da universidade é a liberdade de busca pelo conhecimento. Tal característica dificulta a capacidade de atender demandas empresariais, que são multidisciplinares e dependem dessa coordenação. O IPT atua como um organizador de ideias e aproveita todo esse conhecimento que está sendo exalado da universidade de uma maneira um pouco menos coordenada do que as indústrias precisam. O Instituto organiza esses conhecimentos e formata produtos e serviços, entregando ou colaborando com a empresa para que juntos descubram novas oportunidades de produtos e processos para inovação. Essa é uma das principais missões que procuramos estabelecer no IPT – é um caminho para fortalecer a atuação do instituto.

Nessa perspectiva, qual a importância da gestão?

O principal aspecto do plano de carreiras e da avaliação que é sincronizada com isso é você identificar quais são as competências que você precisa melhorar para se desenvolver. Essa sintonia é articulada pelo plano de cargos e salários – uma estrutura que representa esse sistema. Eu entendo que hoje, ao oferecer curso de gestão de projetos, cursos de negociação e precificação, nós já estamos antecipando a nossa avaliação, dizendo que precisamos nos preparar para ser mais eficientes nas nossas entregas, reconhecer o valor do que a gente entrega e saber negociar e precificar. Então, o plano de cargos e salários é uma das coisas mais importantes, porque como ele foi a base do processo de avaliação, hoje a gente tem muito claro e pactuado no Instituto o que todo mundo precisa saber para ir bem no IPT, e isso antes não era muito claro. Além disso, a construção desses indicadores foi feita pelo próprio IPT, através de workshops por pessoas que representam cada ator no processo do Instituto. Essa é uma das ações que têm a maior importância e é um processo contínuo, que vai viabilizar a avaliação das pessoas, o processo de promoção e evolução na carreira, mas ela vai amadurecendo ao longo dos anos. O importante é que nós demos uma partida nesse processo durante essa gestão nos últimos quatro anos. E isso deve ser definitivo.

E quanto aos projetos internos, quais serão seus benefícios?

Antigamente, o IPT tinha um grupo que vendia, e um grupo que pesquisava. Esses dois grupos viviam em conflito, porque o que pesquisava dizia ‘estou produzindo conhecimento e sou pago para isso com uma subvenção do Estado’. O grupo que vendia dizia: ‘Estou produzindo dinheiro para pagar o salário daqueles que querem produzir conhecimento, mas eu gostaria de produzir conhecimento também; porque que eu tenho que produzir dinheiro e não posso parar e produzir conhecimento?’ A criação dos projetos internos permitiu uma perspectiva de que todo mundo vende projetos. E o cliente interno pode comprar ou não em função de suas prioridades estratégicas, que são construídas por todo o IPT. Por exemplo: o IPT decide que tem que ter foco em uma determinada área de atuação, tudo isso discutido amplamente com o Conselho de Orientação, Conselho de Administração e nas atividades de planejamento. Aí eu abro um edital de projetos internos, falando aos pesquisadores que podem produzir conhecimento porque o cliente agora é o próprio IPT. Os recursos da subvenção vão alocar na sua conta crédito financeiro por você produzir conhecimento. A conta do centro tecnológico que produz conhecimento recebe dinheiro também na contabilização do resultado. Então, se eu fazia só pesquisa e o meu resultado era muito negativo – tinha despesa e não tinha cliente – agora há o cliente, o cliente é interno. A subvenção deixou de ser um dinheiro que se dilui no IPT para ser um dinheiro alocado por atividade. Isso criou uma perspectiva de que todo mundo tem que vender. E o cliente interno, que é um comitê de seleção de projetos administrado pela diretoria executiva, passou a ser bastante rigoroso, que olha para a nossa estratégia e vê se o projeto se encaixa e faz sentido, se ele vai produzir benefícios no futuro. Quando você coloca esses dois componentes na mesa, pode chegar para o pesquisador e dizer assim: ‘não vou comprar isso de você, esse projeto não interessa para o IPT’. Ai você fala: ‘opa, agora então o pesquisador tem que conseguir vender e tem que se alinhar’. O grande impacto nisso é que se quebra um conflito de que um vende e o outro faz o que quer. Agora os dois vendem, porque ambos precisam ter clientes. Isso produz um alinhamento porque para o cliente externo eu vendo coisas que estão habilitadas pela minha infraestrutura e pelo planejamento que viabilizou ofertar aquilo; e para o cliente interno eu tenho que ter uma aprovação por um comitê que olha para a estratégia e para as metas e vê se aquilo vai contribuir ou não. Portanto, produz alinhamento também.

Então há menos conflitos com os projetos internos?

O processo novo reduz os conflitos e ao mesmo tempo promove o alinhamento, as pessoas começam a se orientar mais por um caminho certo e melhor definido. Agora os indicadores de inovação, que são instrumento para que essa harmonia aconteça, criam a perspectiva de que produzir dinheiro é tão importante quanto propriedade intelectual, quanto produzir conhecimento e novos ensaios no sistema da qualidade, desde que esses indicadores estejam alinhados com a nossa estratégia. Antigamente, quando você participava de uma discussão ampla no IPT tinha gente reclamando, dizendo que tem que fazer serviço, enquanto tem gente que pesquisa e não está trazendo dinheiro para o IPT. Pergunta que ocorria: ‘Por que um pode usar a subvenção do Estado e outro não pode?’ Agora é diferente, todos podem pleitear a subvenção ao submeter um projeto a um cliente que está pronto para comprar, desde que seja adequado. Se o pesquisador fala que não consegue achar um cliente que compre o seu projeto, então, a gente diz: ‘Prove que o projeto faz parte da nossa orientação estratégica, que ele vai potencializar alguma inovação tecnológica nas empresas, então, a gente compra o projeto’. Isso só foi possível porque nós fizemos uma grande reorganização no orçamento gerencial e criamos uma controladoria que fica mapeando quem está gastando o quê. Hoje temos um controle melhor de onde é aplicado o dinheiro do Estado. Em contrapartida, eu consigo mostrar ao governo do estado onde que ele está gastando a subvenção e quais os impactos disso na indústria. O governo pode enxergar melhor o investimento que está fazendo no IPT.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Medição de variáveis: pressão

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis:

http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx#

Elas oferecem mais facilidades para o entendimento e são mais fáceis de usar.

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A

pressaoA pressão é definida como a distribuição de uma força sobre uma área. Quando uma força é aplicada num objeto, a área sobre a qual a força é aplicada sofre pressão. Por exemplo, um tanque de armazenamento pesando um 1.000.000 de toneladas e com um fundo cuja superfície de área é de 200.000 polegadas quadradas exerce uma pressão sobre o chão equivalente a 5 psi. A unidade SI de pressão é o Pascal (Pa), que é a relação entre 1 newton por 1 metro quadrado, ou seja, 1 Pa = 1 N/ 1 m² . Por ser muito pequena, é comum se usar o kPa e o MPa. A pressão é a variável de processo cuja unidade usada á a mais diversa possível. Embora não recomendado são usados: psi, kgf/cm², mm H2O, mm Hg, bar, tor. Mesmo que seja difícil, no princípio, por questão legal, deve-se usar o Pascal. A pressão age de maneiras específicas em líquidos em repouso de acordo com as quatro regras de pressão. A pressão age uniformemente em todas as direções num pequeno volume de um líquido. A pressão age perpendicularmente às fronteiras de um recipiente contendo um líquido em repouso. As mudanças de pressão produzidas num ponto de um sistema fechado são transmitidas para todo o sistema. A pressão num líquido atua uniformemente sobre uma superfície horizontal.

E quais os tipos de pressão. A pressão absoluta é a pressão medida com relação a um vácuo. Um vácuo perfeito sempre tem uma pressão absoluta igual a zero. A pressão absoluta independe da pressão atmosférica do local onde ela é medida. A pressão atmosférica é a pressão absoluta na superfície terrestre devida ao peso da atmosfera. Ela depende principalmente da altitude do local: quanto mais alto menor é a pressão atmosférica. Depende pouco de outros parâmetros, tais como poluição, umidade da atmosfera, maré do mar. A pressão manométrica é a pressão medida com relação à pressão da atmosfera. A diferença entre pressão manométrica e pressão absoluta é a pressão atmosférica. Por ser mais barato, pois o sensor é mais simples, geralmente se mede a pressão manométrica. Quando se quer a pressão atmosférica, mede-se a pressão atmosférica e acrescenta 1 atmosfera padrão. Deve-se medir a pressão absoluta apenas para pressões próximas da pressão atmosférica. A pressão estática é a pressão medida na parede interna da tubulação por onde passa o fluido. Ela é chamada de estática porque a velocidade do fluido viscoso que flui através da parede rugosa da tubulação é zero.

A pressão de vapor de um líquido é a pressão acima da qual o líquido não se vaporiza. Por exemplo, a pressão de vapor do propano é de aproximadamente 92,4 psi a 15°C. Isso significa que, a uma temperatura de 15°C, a pressão de um oleoduto contendo propano deve ser superior a 92,4 psi para que o propano seja mantido num estado de líquido puro. Se a pressão cair abaixo desse nível, ocorrerá no oleoduto a formação de gás de propano, a qual poderá causar sérios prejuízos ao funcionamento de um oleoduto. A formação de gás num oleoduto chama-se quebra de coluna; a cavitação é a rápida formação e colapso de cavidades de vapor em regiões de baixa pressão. A cavitação pode acarretar sérios danos à bomba. É necessário que os operadores de oleodutos mantenham a pressão na linha acima da pressão de vapor do líquido de modo a evitar a quebra de coluna e a cavitação.

A pressão da coluna líquida de dois diferentes tipos de altura (head), altura estática e altura de elevação, é importante para os oleodutos parados. A altura estática relaciona a pressão e a densidade ao head; a altura de elevação relaciona a elevação do oleoduto acima de um nível de referência ao head. A soma da altura estática e da altura de elevação num oleoduto parado equivale à altura manométrica total. A altura estática é a quantidade de energia potencial por unidade de peso de um líquido, devida à pressão. A pressão é considerada energia potencial porque tem potencial para realizar trabalho. Por exemplo, um balão cheio de ar encontra-se pressurizado e contém energia potencial. Quando se estoura o balão, ele fica voando sem rumo à medida que a energia potencial do ar em escapamento é convertida em energia cinética e é realizado trabalho para a movimentação do balão. Seria útil ter uma medida da quantidade de energia que não dependesse do volume, massa ou peso. A solução é medir a energia por unidade de peso. A energia por unidade de peso tem unidades em metros e é denominada head (altura manométrica).

A altura de elevação é a energia potencial por unidade de peso de um líquido num oleoduto devida à sua elevação. A altura de elevação é medida considerando-se a elevação acima de um nível de referência, geralmente o nível do mar. Se um objeto for elevado acima do nível de referência, ele terá potencial para vácuo ou pressão manométrica negativa e realizar trabalho à medida que baixar até o nível de referência. A altura de elevação independe da pressão e da massa específica. A soma da altura estática e da altura de elevação num oleoduto parado é denominada altura manométrica total. Um oleoduto parado tem apenas energia potencial devida à pressão (altura estática) e à elevação (altura de elevação). De acordo com o Princípio da Conservação de Energia, a altura manométrica total permanece constante em todo o oleoduto contanto que a massa específica não sofra alterações. Há basicamente dois tipos de sensores de pressão: mecânico, que sente a pressão e gera na saída uma variável mecânica, como movimento ou força. Exemplos de sensores mecânicos: bourdon C, fole, diafragma, helicoidal. E o elétrico, que sente a pressão e gera na saída uma variável elétrica, como tensão ou variação da resistência elétrica. Exemplos de sensores elétricos: strain gauge e cristal piezelétrico.

Os sensores mecânicos são mais simples e o medidor pode funcionar sem alimentação externa, utilizando a própria energia do processo para sua operação. Os sensores elétricos são mais fáceis de serem condicionados e associados a sistemas de transmissão eletrônica e de telemetria. O tubo Bourdon que é curvo e flexível, ligado a um acoplamento de ponteiro num extremo e aberto no outro. O líquido penetra no extremo aberto, fazendo com que o tubo se retifique, diminuindo a curvatura ligeiramente. Vê-se um efeito semelhante quando deixa a água correr para dentro de uma mangueira de jardim enrolada no chão. O movimento do tubo desloca o ponteiro de um indicador que registra então a pressão.

O fole funciona como um tubo Bourdon C pelo fato de utilizar a pressão do líquido para deslocar o ponteiro no mostrador. Ao invés de ter um tubo, no entanto, o sistema de foles consiste de uma câmara metálica ou fole com lados corrugados. Pelo fato de que as corrugações impedem o fole de se dilatar para o lado, o fole é sempre mais acurado do que o tubo Bourdon. O strain gauge é um sensor de pressão de natureza elétrica, pois sente a pressão na entrada e produz na saída uma variação da resistência elétrica, em função da compressão ou tração aplicada. A resistência variável do strain gauge é detectada no instrumento receptor por um circuito elétrico chamado de ponte de Wheatstone. Quando ela estiver balanceada, pode-se determinar a quarta resistência através de outras três conhecidas. O strain gauge é o sensor padrão de balanças eletrônicas, balanças rodoviárias e para a medição de nível por peso. O cristal piezelétrico é o outro sensor elétrico de pressão. Ele sente a pressão e gera na saída uma pequena tensão elétrica contínua. Ele é mais caro que o strain gauge, porém é mais preciso, robusto e estável. Atualmente, a medição precisa de pressão em transmissores do estado da arte é feita por cristal piezelétrico.

Em algumas medições industriais, usa-se para a pressão: o transmissor, o indicador local, o indicador de painel e chave. O transmissor de pressão é o instrumento que detecta a pressão e gera na saída um sinal padrão de 4 a 20 mA cc proporcional ao valor medido. Há transmissores de pressão absoluta, pressão manométrica, pressão diferencial pequena sobre pressão estática elevada e pressão diferencial elevada. As suas vantagens são: ter o sinal disponível à grande distância do local de medição; ter um sinal padrão, padronizando o instrumento receptor de painel; e isolar a pressão do processo da sala de controle, protegendo o operador. Quanto à chave de pressão, quando e onde uma pressão negativa (vácuo), positiva ou diferencial deve ser monitorada pela ultrapassagem de limites prédefinidos usa-se uma chave elétrica de pressão ou pressostao. Ela ou pressostato (tag PSL ou PSH) sente a pressão, compara-a com um valor predeterminado estabelecido pelo operador e altera o status dos contatos de saída quando a pressão medida se igual ou fica maior que o valor ajustado. A saída da chave elétrica é discreto ou binário. O contato de saída do pressostato ou está aberto ou fechado, em função do valor da pressão medida.

As chaves de pressão quando acionadas fecham ou abrem contatos elétricos e podem, portanto, propiciar a transmissão elétrica de sinais on e off quando a pressão atinge o ponto de ajuste da chave. As chaves são utilizadas para alarmes de valores altos e baixos, bem como para intertravamento de proteção dos equipamentos, em valores muito altos e muito baixos. Existe, por exemplo, uma chave para baixa sucção para proteger a bomba. Existem também diversas chaves de alta pressão de descarga utilizadas para proteger a linha e a estação de sobre pressões. O manômetro local é um indicador local de pressão. Ele é uma indicação simples e visível de pressão instantânea. Ele não requer alimentação externa, pois usa a própria energia do processo. Já o indicador de pressão na sala de controle é usado quando se tem um sistema centralizado de supervisão, é desejável se ter o valor da pressão do processo indicado na estação de operação central. A malha de indicação de pressão inclui: sensor de pressão no campo; transmissor eletrônico de pressão também no campo; um sistema de conversão do sinal do transmissor (4 a 20 mA) para sinal digital do sistema de aquisição de dados, geralmente um Controlador Lógico Programável; e um indicador virtual na tela do monitor do sistema supervisório.

Enfim, a pressão é que faz o fluido vazar nas tubulações fechadas, garantindo que o fluido ocupa toda a seção transversal. Em termos de energia, a energia de pressão é transformada em energia cinética. O efeito da variação da pressão é bem definido em relação a densidade, a gravidade específica e a compressibilidade dos fluidos. O efeito da pressão é pequeno nos líquidos, exceto em altas pressões mas deve ser definitivamente considerado para a medição de vazão de gases e vapores. Na medição da vazão de gás é mandatório a compensação da pressão estática. O método mais empregado para medir vazão é através da placa de orifício, que gera uma pressão diferencial proporcional ao quadrado da vazão. Em vazão muito laminar, a pressão diferencial é proporcional linearmente à vazão.