Edifícios e residências doentes

NBR 10787 – Concreto endurecido – Determinação da penetração de água sob pressão
A principal modificação em relação à edição anterior da norma é a possibilidade de realizar o ensaio de penetração de água sob pressão em testemunhos extraídos de estruturas de concreto, além de corpos de prova moldados, que já estavam previstos na edição de 1994. O conteúdo técnico realizado após minucioso trabalho de revisão, detalhando a aparelhagem utilizada no ensaio, novas figuras e esclarecimentos de alguns aspectos específicos. Tanto o procedimento do ensaio quanto as referências normativas e o conteúdo do relatório do ensaio foram também atualizados pela Comissão de Estudo. O fato de um concreto ter apresentado baixa penetração de água no ensaio não deve ser estendido automática e indiscriminadamente à estanqueidade das respectivas estruturas. Clique para mais informações.

edificios doentesNormalmente, o primeiro sintoma de edifícios e residências doentes é o cheiro de mofo que aparece ao ligar o aparelho de ar-copndicionado, que surge em decorrência dos fungos que crescem em seu interior. Se o ambiente é escuro e úmido, esse tipo de sistema favorece a proliferação de bactérias e fungos, provocando mau cheiro e queda na eficiência do equipamento. Os componentes onde micróbios tendem a se proliferar são as bobinas de refrigeração, tubos e controladores de calor e filtros de ar. Assim, uma das maiores preocupações nos edifícios e casas é a exposição a microorganismos tóxicos, criando uma grande necessidade de melhorar as condições higiênicas dos sistemas de ar-condicionado, já que as palhetas de alumínio nos sistemas de ar- condicionado, ventilação e calefação são uma fonte importante de populações microbianas). Por essas razões deve-se ter um grande cuidado também com a manutenção de limpeza de equipamento de ar condicionado. Mantê-lo adequadamente limpo já é um grande passo para preservar a sua saúde.

Dessa forma, um edifício ou residência doente apresenta um conjunto de sintomas agudos que se manifestam em prédios contaminados, por bactérias, fungos e ácaros, que podem ser evitados se os aparelhos de ar-condicionado forem devidamente limpos. Esse é um problema que pode se localizar num apartamento, em apenas uma sala ou então no edifício todo. Além disso, é preciso aumentar os cuidados com os aparelhos que ficam com uma parte para fora, pois pode haver transmissão de doenças por conta dos pombos. Mais um motivo para manter a manutenção do aparelho em dia. Os sintomas se mantêm por longos períodos, são diagnosticáveis, crônicos e diretamente relacionados ao ar contaminado, os mais comuns são dor de cabeça, irritação nos olhos, nariz ou garganta, náusea, fadiga mental e física.

Gerenciar os perigos para as pessoas que trabalham ou habitam em locais com sistemas climatizados é fundamental para a qualidade de vida de todos eles. Esses sistemas são projetados para fornecer ar com temperatura e umidade adequadas, livre de concentrações perigosas de poluentes do ar, sendo que o processo mais complexo envolvido na ventilação é o mais importante na determinação de uma boa qualidade do ar interno que pode deteriorar quando uma ou mais partes desse processo forem inadequadas. Em consequência, o controle dos poluentes é a maneira mais efetiva de manter o ar interno limpo. Entretanto, o controle de todas as fontes, ou pelo menos a mitigação de suas emissões, nem sempre é possível ou praticável. A ventilação, natural ou mecânica, é a segunda maneira mais efetiva de proporcionar condições aceitáveis de ar interno.

Antigamente, a maioria dos locais possuía janelas que podiam ser abertas. Deixar um ambiente mal ventilado ser arejado pela abertura de todas as janelas era uma prática comum. Hoje, a maioria dos locais são construídos sem janelas operáveis, isto é, que possam ser abertas pelos usuários (como por exemplo as fachadas de vidro). Assim, se a manutenção e a limpeza dos tubos e do sistema de refrigeração forem precárias, a probabilidade de criação de mofos e fungos é alta.

Existem espécies de fungos que possuem a habilidade de crescer e de se acumularem internamente ou em equipamentos de manipulação de ar são diferentes daqueles que crescem em plantas ou folhas. A condensação e a acumulação de água permitem o crescimento de muitos fungos que podem provocar ou induzir alergias ou outros problemas que não são rapidamente detectáveis por procedimentos médicos comuns. A principal estratégia para diminuir os problemas com microorganismos é evitar ou pelo menos manter o seu crescimento dentro de um nível mínimo. Isso pode ser alcançado de diversas maneiras: remover fontes de água que permitam o crescimento dos fungos; manter a umidade relativa do ar menor que 60%;remover materiais orgânicos porosos claramente infectados, como tapetes embolorados; umidificadores portáteis de ar devem ser evitados em escritórios porque raramente eles são mantidos em condições próprias de uso e acabam se tornando fontes; o uso de filtros eficientes no sistema de tomada de ar externo é importante, para controlar a entrada de esporos de fungos e outros contaminantes biológicos. Eles devem ser trocados periodicamente.

Uma norma que ajuda todo esse processo é a NBR 15848, editada em 2010, que estipula procedimentos e requisitos relativos às atividades de operação e manutenção, para melhoria dos padrões higiênicos das instalações de ar-condicionado e ventilação, contribuindo desta forma para a qualidade. Estabelece ainda procedimentos a serem observados nas construções, reformas e modernização das instalações para minimizar a propagação dos poluentes para as demais áreas da instalação. Os requisitos de projeto dos sistemas de ar-condicionado e ventilação, relativos à qualidade do ar interior, estão previstos na NBR 16401 -3. Importante é que durante a construção os materiais devem ser protegidos da chuva e outras fontes de umidade por procedimentos apropriados de transporte e armazenamento no local. Materiais porosos com sinais visíveis de contaminação microbiológica não devem ser instalados. Materiais não porosos com sinais visíveis de contaminação microbiológica devem ser descontaminados antes da sua utilização. Os materiais de construção dos dutos devem ser limpos antes de iniciar sua instalação, removendo todo o óleo, graxa ou material particulado da sua superfície. Os dutos devem ser construídos de acordo com a NBR 16401-1.

As frequências de limpeza, manutenção, substituição ou verificação das casas de maquinas e partes do sistema devem ser estabelecidas pela necessidade específica de cada sistema. O plano de manutenção deve conter no mínimo os seguintes controles: o procedimento de manutenção para cada casa de máquina e cada tipo de equipamento com as respectivas periodicidades de acordo com recomendações do fabricante; o mapa de programação das atividades para cada casa de maquina e cada equipamento; o conjunto de referências (temperaturas, pressões, tensão, corrente etc.) possibilitando a sua comparação com os dados nominais dos equipamentos, de modo a permitir a tomada de decisão quanto a correções e/ou ajustes necessários; para cada condicionador ou conjunto de condicionadores agrupados em sala de máquinas, o Plano de Manutenção, Operação e Controle deve explicitar a vazão de ar exterior a ser suprida em cada condicionador, conforme cálculo obtido de acordo com o estipulado na NBR 16401-3; a exigência de emissão de ordens de serviço especificas contendo as atividades para cada item de manutenção a realizar. Deve ser elaborado segundo a NBR 13971 e a Portaria MS 3523/98. A norma inclui ainda o Anexo A (normativo) com os parâmetros para a limpeza de dutos; o Anexo B (normativo) com a metodologia do ensaio para avaliar a necessidade de limpeza e a validação da limpeza de dutos; o Anexo C (informativo) com a lista recomendada de verificação da documentação da obra ou reforma; e o Anexo D (informativo) que descreve o controle e gerenciamento da qualidade do ar interior.

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Medição de variáveis: viscosidade (final)

Introdução ao SQL Server 2008 R2
de 03/03/2012 a 17/03/2012

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viscosidadeOs tipos básicos de medidores de viscosidade são:

– Medidor rotacional: o torque requerido para girar um disco ou um cilindro e a força requerida para mover uma placa são função da viscosidade. São medidores apropriados para fluidos não newtonianos. Exemplos: viscosímetro de Couette e o de Brookfield.

– Medidor do fluxo através de uma restrição: inclui o viscosímetro que mede o tempo para um fluido passar através de um orifício ou de um tubo capilar, e a queda de pressão através do capilar em vazão constante. Exemplo: viscosímetro de Ostwald, de Poiseuille e o de Ford.

– Medidor da vazão em torno de obstruções: inclui a medição da queda vertical de uma esfera (medidor de Glen Creston) ou o rolamento de uma esfera num plano inclinado (medidor de Hoeppler) ou a subida de uma bolha de ar. A velocidade da queda da esfera ou da subida da bolha é função da viscosidade do fluido. Há ainda medidores mais complexos e menos usados, baseados na medição da oscilação de uma lâmina vibrante imersa no fluido de medição, cuja taxa de amortecimento é função da viscosidade.

Todas as técnicas de medição de viscosidade dos fluidos podem ser adaptadas para estudar os efeitos da temperatura e da pressão na viscosidade. É importante enfatizar que a viscosidade dependente umbilicalmente da temperatura. Por exemplo, a viscosidade da água varia 3% para cada kelvin. A medição da viscosidade, independente do medidor utilizado, deve ser efetuada com a temperatura controlada ou medida com precisão, para fins de compensação ou polarização. Em menor grau, a viscosidade também depende da pressão. Em algumas aplicações de óleos lubrificantes, por exemplo, é necessário conhecer a dependência viscosidade x pressão. Geralmente, a viscosidade é diretamente proporcional à densidade da substância.

Já a viscosidade absoluta dos líquidos é inversamente proporcional a temperatura, ou seja, o aumento da temperatura diminui a viscosidade dos líquidos. Praticamente todos os líquidos se tornam mais finos (diminuem a viscosidade) com o aumento da temperatura e ficam mais grossos (aumentam a viscosidade) quando resfriados. Esta é a razão porque em países frios, há dois tipos de óleo de motor, para o verão e para o inverno (SAE-10, SAE 20). O óleo mais fino é usado no frio, de modo que a queda da temperatura que aumenta a viscosidade ainda o mantém no estado líquido. Já são disponíveis óleos com pequena variação de viscosidade com variação da temperatura: SAE 10W – 30.

Para a maioria dos materiais, a curva viscosidade x temperatura é exponencial e uma pequena variação de temperatura pode provocar grande variação da viscosidade. Há materiais que possuem coeficientes de variação tão elevados quanto 30%/oC. O formato exponencial da curva viscosidade x temperatura torna a compensação de temperatura uma tarefa complexa e difícil de ser realizada. Pode ser que a melhor solução seja a colocação de um sistema de controle de temperatura, que a mantenha constante no processo em si ou na obtenção da amostra a ser usada para a medição da viscosidade. Há tabelas, gráficos e ábacos que relacionam a viscosidade com a temperatura. A partir destas curvas e de equações exponenciais pode-se extrapolar a viscosidade, ou seja, determinar a viscosidade do fluido em determinada temperatura a partir da viscosidade conhecida em outra temperatura.

A viscosidade absoluta dos líquidos é diretamente proporcional à pressão, ou seja, o aumento da pressão aumenta a viscosidade dos líquidos, porém, em menor grau. Os líquidos mais compressíveis, como os carboidratos leves, são mais sensíveis a pressão. Na maioria das aplicações da medição de vazão, o efeito da pressão na viscosidade dos líquidos é insignificante. Uma pequena variação na viscosidade afeta somente o numero de Reynolds, que, na maioria dos casos, tem pequena influência nos coeficientes da vazão. A equação de Kouzel relaciona a viscosidade com a pressão.

Por fim, a viscosidade absoluta dos gases e vapores é diretamente proporcional à temperatura. Esse comportamento é oposto ao dos líquidos. Porém, em pressões muito elevadas, a viscosidade inverte; a viscosidade é inversamente proporcional à temperatura. O gás sob altíssima pressão se comporta como líquido. Até a pressão de 1500 psi, as variações da viscosidade não afetam a maioria das medições de vazão. Adicionalmente, as vazões de gases se processam com elevadíssimos números de Reynolds, onde mesmo as grandes variações da viscosidade não afetam a medição da vazão.

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Mudanças climáticas

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Segundo a National Aeronautics and Space Administration (Nasa), os potenciais efeitos futuros das mudanças climáticas globais incluem incêndios florestais mais frequentes, longos períodos de seca em algumas regiões e um aumento no número, duração e intensidade das tempestades tropicais. A mudança climática global já está fazendo seus efeitos no ambiente. Geleiras encolheram, gelo em rios e lagos está quebrando mais cedo, os intervalos de plantas e animais mudaram e as árvores estão florescendo mais cedo. Esses efeitos que os cientistas haviam previsto, no passado, resultado das mudanças climáticas globais estão ocorrendo agora: a perda de gelo marinho, a elevação do nível do mar e mais acelerado, ondas de calor mais intenso.

Os cientistas têm grande confiança que as temperaturas globais continuarão a aumentar nas próximas décadas, em grande parte devido a gases de efeito estufa produzidos por atividades humanas. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que inclui mais de 1.300 cientistas dos Estados Unidos e outros países, faz previsões de um aumento de temperatura de 2,5 a 10 graus Fahrenheit durante o próximo século. De acordo com o IPCC, a extensão dos efeitos das alterações climáticas sobre regiões individuais irão variar ao longo do tempo e com a capacidade de diferentes sistemas sociais e ambientais para mitigar ou se adaptar às mudanças.

O IPCC prevê que o aumento da temperatura média global de menos de 1.8 a 5.4 graus Fahrenheit (1 a 3 graus Celsius) acima dos níveis de 1990 vai produzir impactos benéficos em algumas regiões e as prejudiciais em outros. Os gastos anuais irão aumentar ao longo do tempo com o aumento das temperaturas globais. “Tomado como um todo”, afirma o IPCC “, o leque de evidência publicada indica que os custos dos danos líquida das alterações climáticas são susceptíveis de ser significativa e aumentar ao longo do tempo.” Abaixo a descrição de alguns dos impactos regionais da mudança global previsto pelo IPCC:

América do Norte: Diminuição da neve nas montanhas do oeste; 50-20 por cento de aumento no aumentos das chuvas em algumas regiões, aumento da freqüência, intensidade e duração das ondas de calor em muitas cidades.

América Latina: Substituição gradual da floresta tropical por savana no leste da Amazônia; risco de perda significativa da biodiversidade através da extinção de espécies em muitas áreas tropicais, mudanças significativas na disponibilidade de água para consumo humano, para a agricultura e para a geração de energia elétrica.

Europa: Aumento do risco de inundações; mais freqüentes inundações costeiras e erosão, aumento de tempestades e elevação do nível do mar; recuo dos glaciares em regiões montanhosas; cobertura de neve reduzida para o turismo de inverno; perda de espécies na flora; reduções de produtividade das culturas no sul do Europa.

África: Em 2020, entre 75 e 250 milhões de pessoas devem ser afetadas pela falta de água; a falta de chuva deve aumentar em até 50 por cento em algumas regiões até 2020; a produção agrícola, incluindo o acesso aos alimentos, pode ser severamente afetada.

Ásia: a disponibilidade de água doce deve diminuir em nas regiões central, sul, leste e sudeste da Ásia até 2050; áreas costeiras estarão em risco devido ao aumento das inundações; taxa de mortalidade por doenças associadas às inundações e secas deverá aumentar em alguns regiões.

Impactos recentes

Fenômeno Probabilidade de ocorrer até o final do século
Dias frios, noites frias e geadas menos freqüentes em algumas áreas Muito provável
Mais freqüente dias quentes e noites Muito provável
Ondas de calor mais freqüentes sobre as algumas áreas Provável
Aumento da incidência da alta do nível do mar Provável
Área global afetada pela seca vai aumentar Provável em algumas regiões
Aumento na atividade de ciclones tropicais intensos no Atlântico Norte Provável em algumas regiões

* Excluindo tsunamis, que não são devido às mudanças climáticas.

Tendências futuras

Fenômeno Probabilidade de ocorrer
Diminuição das áreas de cobertura de neve, aumento do degelo em regiões de gelo permanente e a diminuição do gelo no mar Praticamente certo
Aumento da frequência de extremos de calor, ondas de calor e precipitação forte Muito provável de ocorrer
umento na intensidade dos ciclones tropicais Possibilidade de ocorrência
Precipitação de chuva diminui em regiões subtropicais Muito provável de ocorrer
Aumenta a precipitação nas altas latitudes Muito provável de ocorrer
Diminuição dos recursos hídricos em muitas regiões semi-áridas, incluindo EUA e oeste da bacia do Mediterrâneo Possibilidade alta de acontecer

Definições de probabilidades utilizadas para expressar a ocorrência avaliada: praticamente certo> 99%, muito provável> 90%, provável> 66%.

O gráfico acima, baseado na comparação de amostras atmosféricas contido nos núcleos de gelo e mais recentes medições diretas, fornece evidências de que o CO2 atmosférico tem aumentado desde a Revolução Industrial(Fonte: NOAA). Quer dizer, segundo a Nasa, o clima da Terra mudou ao longo da história. Apenas nos últimos 650 mil anos houve sete ciclos de avanço e recuo glacial, com o fim abrupto da última era glacial cerca de 7.000 anos atrás, marcando o início da era moderna do clima – e da civilização humana. A maioria destas mudanças climáticas são atribuídas a variações muito pequenas na órbita da Terra que alteram a quantidade de energia solar que o Planeta recebe. A tendência de aquecimento atual é de particular importância, porque tudo isso, a maioria provavalmente, induzida pelo homem e procedendo a uma taxa que não tem precedentes nos últimos 1.300 anos. Alguns satélites em órbita da Terra e outros avanços tecnológicos permitiram aos cientistas ver o retrato grande, recolhendo muitos tipos diferentes de informações sobre nosso planeta e seu clima em escala global. Estudar esses dados climáticos coletados ao longo dos anos revelam os sinais de uma mudança climática.

Assim, certos fatos sobre o clima da Terra não estão em discussão. A natureza busca responder com calor quando se aumenta o dióxido de carbono e outros gases e isso vem sendo demonstrado desde meados do século 19, pois a sua capacidade de afetar a transferência de energia infravermelha através da atmosfera é a base científica de muitos instrumentos, tais como o Atmospheric Infrared Sounder (AIRS). O aumento dos níveis de gases de efeito estufa deve causar um aquecimento à Terra em resposta. Núcleos de gelo extraídos da Groenlândia, da Antártida e glaciares de montanha tropicais mostram que o clima da Terra responde a mudanças na atividade solar, em órbita da Terra, e nos níveis de gases de efeito estufa. Eles também mostram que no passado, grandes mudanças no clima têm acontecido muito rapidamente, geologicamente falando, em dezenas de anos, não em milhões ou bilhões.

Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará. Gênesis 6:17

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A precária infraestrutura logística no Brasil

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dia 30/03/2012

logisticFalar em logística no Brasil é quase como enxugar gelo. Em comparação com outros países, a quilometragem de rodovias pavimentadas, por exemplo, o país tem 212 mil km, bem atrás de Canadá (516 mil km), Rússia (655 mil km), Índia (1,565 milhão de km), China (1,576 milhão de km) e Estados Unidos (4,210 milhões de km). Também em extensão de ferrovias possui 29 mil km. Perde para Canadá (47 mil km), Índia (63 mil km), China (77 mil km), Rússia (87 mil km) e Estados Unidos (227 mil km). De acordo com um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), também é o pior em quilometragem de dutos, com 19 mil km, ficando atrás de Índia (23 mil km), China (58 mil km), Canadá (99 mil km), Rússia (247 mil km) e Estados Unidos (793 mil km). Em termos de hidrovias, o Brasil, com 14 mil km, só fica à frente dos 600 km do Canadá. As maiores redes de hidrovias estão na China (110 mil km), na Rússia (102 mil km), nos Estados Unidos (41 mil km) e na Índia (15 mil km).

Dessa forma, o Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial e tem uma imensa capacidade de aproveitamento de seus recursos naturais, mas qualquer assunto que aborde a competitividade advinda dessa vantagem natural emperra na logística: o país é só o 41º na capacidade de escoar sua produção interna, dentro de suas próprias fronteiras ou para fora. A falta de mão de obra em todos os níveis da cadeia é o maior freio para o setor. Isso é o que pensa João Guilherme Araújo, diretor geral de negócios do Ilos. “Para a logística, o maior problema não é a infraestrutura, mas a falta de mão-de-obra”, afirmou. “Há necessidade desde top management (alta gestão) até motorista de caminhão.”

O especialista diz que o setor vem crescendo fortemente desde 2008, com exceção de 2009. Grande parte desse movimento é proporcionada pela expansão do mercado interno. Mas a falta de profissionais capacitados a atuar no ramo tem se apresentado como o maior gargalo. “Apesar de a infraestrutura ser um problema, a escassez de profissionais afeta a todas as empresas de todos os ramos. Hoje há crédito disponível, mas só o capital não resolve, porque não basta comprar um caminhão se não tiver motorista.”

Segundo Araújo, “hoje há cada vez mais tecnologia numa cabine e não é qualquer um que é capaz de operar”. Ele diz que não é possível sequer estimar o total de vagas de que o setor necessita para ficar competitivo. Uma pesquisa do Ilos mostra que o Brasil tem, hoje, 1.600 quilômetros de estradas (não pavimentadas) e 214 mil de rodovias. No caso de ferrovias, são 29 mil km. Isso significa que há mais de 7 km de estradas para cada quilômetro de linha-férrea em operação.

Os EUA, por exemplo, têm 2,4 km de ferrovias para cada 100 km² de área, enquanto esse índice no Brasil está em 0,33 km. São 4,21 milhões de estradas pavimentadas e 227 mil de trilhos no território americano. A China tem 1,57 milhão de km e 77 mil km, respectivamente. “O setor tem necessidade de uma capacidade instalada imensa”, afirma. “Porque uma coisa é a economia conseguir produzir mais. A outra é ela conseguir colocar a produção no mercado.”

Além de estradas e linhas-férreas, o Brasil tem 19 mil km de dutovias e 14 mil km de hidrovias. Os EUA têm 793 mil km e 41 mil km, respectivamente. A China, 58 mil km e 110 mil km de cada um. Araújo diz que as empresas no Brasil gastam em torno de 8,3% de seu faturamento com custos logísticos, para fazer seus produtos e matérias-primas chegarem aos consumidores. “Há uma agenda do setor público com relação a investimentos, que vem trazendo novas oportunidades, seja por um novo corredor, um marco ferroviário, ou do setor privado, com investimentos em cabotagem e terminais, por exemplo.”

Contudo, Araújo diz que ainda há muito a melhorar. Uma pesquisa sobre o índice de desempenho logístico feita pelo Banco Mundial mostra que o Brasil passou da 61ª à 41ª posição entre 2007 e 2010. O País aparece à frente de Índia (47º em 2010) e da Rússia (94º da lista), mas fica muito atrás de China (27º), EUA (15º) e Canadá (14º). Perde ainda para pequenas Alemanha (1º), Suécia (3º), Holanda (4º) e Luxemburgo (5º). Cingapura foi o 2º país do ranking de desempenho logístico do Banco Mundial.

“A má conservação das estradas e a falta de malha ferroviária são os principais problemas de infraestrutura na opinião dos profissionais do setor”, afirma. Dados do próprio Ilos mostram que, na avaliação de motorista, gerentes e outros profissionais do setor, 92% reclamam das rodovias ruins – que encarecem o frete e derrubam o dinamismo das entregas. No top 10 dos principais entraves ainda aparecem malha ferroviária insuficiente (77%), falta de infraestrutura para intermodalidade (72%), má qualidade dos acessos terrestres aos portos (71%), rios sem infraestrutura para navegação (70%), malha ferroviária mal conservada ou insuficiente (68% cada), falta de infraestrutura de armazenagem ou de terminais (67%), poucos portos (67%) e navegabilidade pouco eficiente nas hidrovias (67%).

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