A natureza deslumbrante e qualificada!

Confira evento gratuito que acontece este ano na Target:
Workshop com temas atuais e importantes para o mercado corporativo, como Informação Técnológica e Controle de Normas Técnicas, entre outros, acontecem durante todo o ano na Target, que busca sempre facilitar a informação aos seus clientes e usuários.

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.
dia 27/02/2012

teiaToda vez que eu vejo uma teia de aranha paro para observar a sua beleza cativante, o seu perfeccionismo e a sua resistência. Não se precisa muito para conhecer isso, bastando uma vez na vida ter passado por uma sem querer para sentir o seu poder. Gruda no corpo da gente, resiste em ser retirada, etc. e tal. A ciência tenta copiar as propriedades do material que a aranha produz e, de maneira muito mais interessante ainda, tenta reproduzir o método que as aranhas utilizam para fabricar a teia. A tenacidade, a resistência e a elasticidade desta seda continua a intrigar os cientistas, que se perguntam o que dá a este material natural suas qualidades inusitadas.

Há várias glândulas localizadas no abdômen da aranha, as quais produzem os fios de seda. cada glândula produz um fio para propósitos específicos. São conhecidas sete diferentes glândulas. Cada aranha, entretanto, possui apenas algumas dessas glândulas e não todas ao mesmo tempo. As glândulas conhecidas como Ampullaceae, são usadas para produzir os fios por onde a aranha anda. A glândula Pyriformes é usada para produção dos fios conectivos. A glândula Aciniforme produz fios para o encapsulamento da presa. A glândula Tubiliformes produz fios para os casulos. A glândula Coronatae é usada para produção de fios adesivos. A seda da teia de aranha é composta, principalmente, de uma proteína que tem peso molecular de 30.000 Daltons, enquanto dentro da glândula, ela se polimeriza para dar origem à fibroína, que tem peso molecular em torno de 300.000 Daltons.A matéria prima inicial que as aranhas usam para tecer a teia é uma solução líqüda cristalina, contendo proteínas, que sai facilmente pelas tubulações presentes no abdômen da aranha. Os fios de seda da teia da aranha são constituídos por macromoleculares de domínios de proteínas amorfas, que possuem ligações cruzadas e são reforçadas por microcristais.

A resistencia dos materiais é um assunto bastante antigo. Na antiga Grecia já havia o conhecimento do fundamento da estatica, porem não se sabia do problema das deformações. O desenvolvimento da resistencia dos materiais seguiu-se ao desenvolvimento das leis da estatica. Galileu (1564-1642) foi o primeiro a tentar uma explicacao para o comportamento de alguns membros submetidos a carregamentos e suas propriedades e aplicou este estudo, na epoca, para os materiais utilizados nas vigas dos cascos de navios para marinha italiana. Pode-se definir que a estatica considera os efeitos externos das forcas que atuam num corpo e a resistencia dos materiais, por sua vez, fornece uma explicacao mais satisfatoria, do comportamento dos solidos submetidos a esforcos externos, considerando o efeito interno.

Segundo o site Inovação Tecnológica, uma complexa mistura de materiais com comportamentos seletivos e engenharia explica a resistência das teias das aranhas, que supera até mesmo o que seria de se esperar da incrível resistência de sua seda. Só uma coisa tem impressionado mais os biólogos e os cientistas dos materiais do que a incrível resistência da seda das aranhas: a resistência das teias das aranhas. Todas as medições indicam que uma combinação de resistência e ductilidade extremas dão à seda das aranhas uma resistência à tensão superior à dos melhores aços. Isso, obviamente, comparando os dois materiais com a mesma espessura, o que torna os fios de seda muito seguros para sustentar a aranha ou suas presas.

Mas não seria suficiente para explicar como as teias de aranha resistem a cargas extremas, como os ventos produzidos por tornados e furacões. Uma equipe de pesquisadores da Itália e dos Estados Unidos acredita ter encontrado uma resposta para isso. E, segundo eles, suas conclusões poderão ser úteis para ajudar os engenheiros civis a projetar estruturas mais robustas e mais resistentes às tempestades, terremotos e outros acidentes.

Markus Buehler e seus colegas, que já haviam demonstrado uma inusitada conexão entre a música e uma teia de aranha, estabeleceram uma relação entre as propriedades em nanoescala da seda com a integridade em larga escala das teias de aranha. A seda de aranha é feita de proteínas básicas, incluindo algumas que formam cristais planares muito finos, chamados folhas beta. Quando o fio de seda é submetido a um estresse mecânico, essas folhas deslizam umas em relação às outras, suportando a carga. Se a carga for muito grande, as folhas beta chegam umas ao fim das outras, e o fio se rompe. Mas a coisa é bem mais complicada quando se leva em conta não um fio isolado, mas a teia como um todo.

Os pesquisadores descobriram que a rigidez da seda varia de uma forma não linear. Enquanto, sob uma carga leve, todo o material responde uniformemente, quando a carga começa a aumentar a seda se torna mais rígida próximo à carga, mantendo sua estrutura flexível no restante da fibra. Isto é essencial para a manutenção da integridade da teia porque o fio só se romperá no ponto onde a carga foi aplicada, mantendo sua total integridade ao longo do restante do seu comprimento. Desta forma, a teia sacrifica uma pequena seção, que poderá ser rapidamente reparada pela aranha. A sensibilidade da teia como um todo é mantida pela interconexão dos filamentos radiais e espirais, o que é essencial para que o animal detecte quando uma presa caiu na armadilha. Mas esses filamentos desempenham papéis diferentes na atenuação do movimento. Assim, quando o estresse é particularmente elevado, algumas seções são sacrificadas, de forma que a teia inteira sobreviva.

Essa técnica de sacrificar pequenas porções do material é muito diferente do que ocorre em outros materiais biológicos, como os ossos, por exemplo, que distribui uniformemente a carga. Os pesquisadores afirmam que essa técnica poderá ser adotada pelos engenheiros de várias especialidades. Estruturas inteligentes assim poderão ser úteis para a construção de estruturas metálicas mais resistentes, para a construção de muros de proteção, prédios e até carros, que sejam capazes de dissipar melhor a carga ao longo da carroceria no caso de um impacto.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Resolução regulamenta o teletrabalho no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST)

Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas
Os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), também conhecidos como para-raios, são dispositivos que consistem em hastes ou malhas metálicas, instaladas no ponto mais elevado da edificação, e de suas instalações como reservatórios, antenas etc. ligados à terra por meio de condutores também metálicos. Sua função é direcionar e dissipar na terra as descargas atmosféricas (raios) causadas por nuvens eletrificadas pelo atrito e pela movimentação, evitando danos aos edifícios e às pessoas. Na verdade, o para-raios foi inventado em 1752 pelo americano Benjamin Franklin, que, além de cientista e inventor, foi escritor e um grande estadista. Suas atividades contemplaram diversos ramos do conhecimento humano, como educação, política, artes, ciências naturais e humanas. Clique para mais informações.

teleworkSônia Mascaro Nascimento

Seguindo atual tendência de discussão sobre trabalho à distância e em domicílio e sobre o uso de aparelhos de informática pelos empregados, foi aprovada em 1º de fevereiro de 2012, resolução administrativa que regulamenta o teletrabalho no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A resolução foi adotada em consonância com a recente inserção do processo digital na Justiça do Trabalho, que possibilitou que os servidores tenham acesso aos autos remotamente, permitindo que seu trabalho seja realizado mesmo que à distância. Essa nova realidade fez necessária a criação de regulamento específico para a prestação deste tipo de serviço no âmbito do tribunal. A decisão do TST de passar a permitir que seus servidores optem pelo teletrabalho tem como fundamento a alteração do artigo 6º da CLT pela Lei 12.551/2011, que passou a equiparar o trabalho realizado no estabelecimento de empregador, o trabalho realizado em domicílio e o trabalho à distância. Dessa maneira, nosso ordenamento reconhece, agora expressamente, relações de emprego estabelecidas por meio de teletrabalho.

A Justiça do Trabalho sempre foi pioneira na adoção de novas tecnologias em seu cotidiano, buscando meios de tornar o processo mais acessível, célere e mais próximo à nossa realidade. Desta vez não foi diferente. A resolução prevê uma série de normas regulamentando o teletrabalho. Além de dispositivos que deixam claro que é de livre deliberação dos gabinetes a implementação do teletrabalho, que limitam a 30% o percentual de funcionários em trabalho à distância e que exigem que a capacidade de funcionamento dos setores com atendimento ao público seja plenamente mantida, há alguns que merecem especial atenção. Paradigmáticos são os artigos 3º, 4º e 6º, que demonstram a opção do TST por não controlar a jornada dos funcionários por meios eletrônicos. Dessa forma, determinam que apenas será exigido do servidor o cumprimento de metas estabelecidas em seu gabinete, que deverão ser 15% maiores que as metas dos servidores que prestam seu serviço presencialmente. Dessa forma, o único meio de comunicação eletrônica que se exige é o email, a ser checado uma vez por dia, independente do horário.

Esta regulamentação é paradigmática, pois pode servir como exemplo para empregadores do que seria a estrutura ideal para implantação do teletrabalho em suas empresas. Nos moldes como feitos pelo TST, não há controle direto de jornada, já que não é exigida nenhuma carga horária específica de trabalho, cabendo ao trabalhador apenas o cumprimento de suas metas e prazos. Se transplantados para a iniciativa privada esses padrões de trabalho à distância, não há o que se falar em tempo de serviço do trabalhador remoto e, consequentemente, não haverá o que se falar em direito às horas extras deste trabalhador. Portanto, as normas estipuladas nesta resolução devem servir de base para que empresas e empresários resguardem-se perante a própria Justiça do Trabalho em relação à adoção do teletrabalho em seus estabelecimentos, servindo de parâmetro de regulamentação do trabalho à distância de seus empregados.

Sônia Mascaro Nascimento é mestre e doutora em Direito do Trabalho pela USP, membro do Instituto Ítalo-Brasileiro de Direito do Trabalho, consultora-sócia de Amauri Mascaro Nascimento e Sônia Mascaro Advogados, ex-conselheira da OAB/SP e ex-presidenta da Comissão Trabalhista da OAB/SP, consultora e advogada trabalhista e autora de diversos livros e artigos jurídicos – soniamascaro@amaurimascaro.com.br

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a