O uso correto das fitas isolantes evita acidentes com energia elétrica

NBR 6024: a numeração progressiva das seções de um documento

O escopo dessa norma especifica os princípios gerais de um sistema de numeração progressiva das seções de um documento, de modo a expor em uma sequência lógica o inter-relacionamento da matéria e a permitir sua localização. Ela se aplica à redação de todos os tipos de documentos, independentemente do seu suporte, com exceção daqueles que possuem sistematização própria (dicionários, vocabulários, etc.) ou que não necessitam de sistematização (obras literárias em geral). Clique para mais informações.

Usada para proporcionar uma maior segurança nas instalações elétricas, as fitas isolantes, mesmo as fabricadas com qualidade, não garantem completamente a segurança do consumidor, pois para além do atendimento às normas, o uso correto do produto e o cuidado com outros fatores na hora de fazer a instalação elétrica são fundamentais para evitar acidentes elétricos. Segundo alguns especialistas, há muitas situações de risco que merecem cuidados, pois, por falta de atenção ou desinformação, muitas pessoas têm sido vítimas de acidentes com eletricidade, algumas vezes fatais, pelo simples fato de tocarem ou se aproximarem demais dos fios elétricos. Para usar corretamente as fitas isolantes evite ligações improvisadas ou gambiarras; para evitar choques, coloque fita isolante nos fios desencapados ou emendas; mantenha a fiação longe do contato com a água; a amarração dos fios não deve ser feita nas ferragens ou partes metálicas; evite deixar os fios elétricos espalhados pelo chão e sem proteção. Igualmente, antes de qualquer conserto nas instalações elétricas internas, desligue a chave geral (disjuntor), ao ligar aparelhos nas tomadas, verifique antes se o botão está desligado e se a voltagem (l27 ou 220 V) é igual à indicada para o equipamento, ao desligar os aparelhos das tomadas, verifique antes se o botão ou chave estão desligados e depois puxe firme pelo plugue (e não pelo fio), coloque protetores nas tomadas ao alcance de crianças para evitar acidentes.

Além disso, tenha cuidado para não esquecer o ferro elétrico ligado. Isto pode provocar acidentes graves e até incêndios, além de desperdiçar energia. Também, desligue e retire o plugue da tomada quando for limpar os aparelhos eletrodomésticos, para evitar choques, coloque fita isolante nos fios desencapados ou nas emendas, mantenha os fios e plugues dos aparelhos sempre em perfeitas condições de uso para evitar curtos-circuitos. Não encoste fios e plugues em superfícies quentes. Por fim, as tomadas ou interruptores com partes derretidas ou queimadas devem ser substituídos, evite sobrecarregar a mesma tomada com vários aparelhos usando benjamim ou extensões improvisadas. Não use bocais de lâmpadas como tomadas e não faça consertos nas instalações elétricas internas se não entender bem do assunto.

O Inmetro analisou 19 marcas de fitas isolantes para uso doméstico (classe C). Dessas, cinco eram brasileiras, nove chinesas, três argentinas e duas sem identificação do país de fabricação. Foram realizados 4 tipos de testes: Resistência à tração e alongamento na ruptura, adesão ao dorso, rigidez dielétrica a temperatura ambiente e teste de chama. Os resultados encontrados para o ensaio de resistência à tração demonstraram que das 19 marcas analisadas apenas uma, a DNI, apresentou valores 66% menor do que determina a norma. O que significa que a fita pode não resistir à força aplicada pelo consumidor, na sua utilização. Cabe ressaltar que o fabricante responsável pela marca, ao tomar conhecimentos da análise, informou ou Inmetro que o produto não se caracterizava como fita isolante e sim como uma fita sem cola de PVC, na qual a aplicação principal é o acabamento de chicotes automotivos e o agrupamento de vários cabos. No entanto, a embalagem apresentava a informação de que se tratava de uma fita isolante, induzindo o consumidor a erro.

No ensaio de adesão ao dorso, a marca DNI não pôde ser avaliada em virtude da sua composição não apresentar cola. Já a marca Brasfort, foi a única, das 18 marcas ensaiadas, que obteve um valor menor do que determina a norma, indicando uma redução da sua capacidade de adesão, facilitando assim um descolamento antecipado da fita o que pode provocar um choque elétrico. Nos testes de rigidez dielétrica a temperatura ambiente e no de chama nenhuma marca analisada apresentou problema. Cabe ressaltar que os resultados encontrados evidenciam que não existem diferenças significativas entre os produtos nacionais e importados para os requisitos avaliados, pois das dezenove marcas analisadas, apenas uma brasileira e uma chinesa apresentaram não conformidade.

Conforme ressalta o Inmetro, atualmente, existem três diferentes classes de fitas isolantes no mercado: A, B e C. Para cada uma das classes são determinados diferentes requisitos técnicos e propriedades físicas e elétricas. As fitas de classe A são para uso profissional, as de classe B para uso industrial e as de classe C, avaliadas nessa análise, para uso doméstico. As fitas de classe C podem ser facilmente adquiridas em lojas de material de construção ou de material elétrico. São caracterizadas por possuírem baixo valor de venda e grande variedade de marcas, além de estarem disponíveis para utilização em diferentes temperaturas e tensões de trabalho, cores e comprimentos, sendo as mais comuns com cinco, dez e 20 metros. Nesse contexto, diante da necessidade de prestar informações úteis aos consumidores, o Inmetro resolveu analisar fitas isolantes com objetivo de verificar a sua adequação aos requisitos definidos na norma técnica do produto e, consequentemente, a sua segurança. A norma utilizada foi a NBR NM 60454 – Fitas adesivas sensíveis à pressão para fins elétricos – Partes 1, 2 e 3; além de se levar em conta a Lei 8078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Como conclusão, o instituto diz que os resultados encontrados na análise demonstram que a tendência do mercado de fitas isolantes é a de conformidade em relação à norma técnica vigente, já que apenas duas das 19 (dezenove) marcas analisadas apresentaram não conformidades. Isso significa que, de uma maneira geral, o consumidor pode utilizar esse produto sem correr o risco de sofrer um choque elétrico ou ter seu patrimônio delapidado por um curto circuito, que pode se transformar até em um princípio de incêndio. Vale destacar que os resultados encontrados nessa análise também evidenciaram que não existem diferenças significativas entre os produtos nacionais e importados para os requisitos avaliados, pois das 19 marcas analisadas, apenas uma brasileira e uma chinesa apresentaram não conformidade. Ressalta, ainda que, durante a realização dos ensaios, verificou-se que a Norma Técnica Regional utilizada (a Mercosul), necessita de adequações e que, em função dessa análise, a Comissão de Estudo de Acessórios para Cabos Isolados da ABNT foi reaberta visando corrigir as inconsistências detectadas. Assim, o Inmetro encaminhou os resultados dessa análise à ABNT a fim de subsidiar as discussões acerca da revisão da norma técnica, bem como para a Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee).

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