A sustentabilidade das construções

NBR 13177: a avaliação do potencial de contaminação de alimentos e bebidas pelas embalagens
Segundo a norma NBR 13177, a amostra ou o material da embalagem devem ser protegidos da possível absorção de odores externos e da perda de compostos voláteis. Na amostragem de materiais flexíveis, desprezar no mínimo 20 voltas da bobina para a coleta dos corpos de prova. No caso de materiais já cortados ou de sacos pré-formados, amostrar unidades do meio da pilha, evitando aquelas posicionadas nas extremidades. Clique para mais informações.

building sustainabilityAinda sem ser uma preocupação primordial das construtoras brasileiras, a incorporação de práticas de sustentabilidade na construção já pode ser considerada uma tendência crescente no mercado. Sua adoção é um caminho a ser trilhado, pois os governos, consumidores, investidores e associações vêm alertando, estimulando e pressionando o setor da construção a incorporar essas práticas em suas atividades. Para tanto, o setor da construção precisa se engajar cada vez mais. As empresas devem mudar sua forma de produzir e gerir suas obras. Elas devem fazer uma agenda de introdução progressiva de sustentabilidade, buscando, em cada obra, soluções que sejam economicamente relevantes e viáveis para o empreendimento. Segundo alguns especialistas no assunto, qualquer empreendimento humano para ser sustentável deve atender, de modo equilibrado, a quatro requisitos básicos: adequação ambiental; viabilidade econômica; justiça social; e aceitação cultural.

Segundo algumas construtoras, a noção de construção sustentável deve estar presente em todo o ciclo de vida do empreendimento, desde sua concepção até sua requalificação, desconstrução ou demolição. É necessário um detalhamento do que pode ser feito em cada fase da obra, demonstrando os aspectos e os impactos ambientais e como estes itens devem ser trabalhados para que se caminhe para um empreendimento que seja: uma idéia sustentável, uma implantação sustentável e uma moradia sustentável. Existem algumas condições para que isso ocorra. O projeto de sustentabilidade tem que ter qualidade, pois ela garante que níveis de excelência sejam atingidos, mantidos e disseminados nos processos das empresas. A gestão da qualidade, especialmente a busca por melhoria contínua, sendo um pré-requisito para a sustentabilidade porque estimula a melhoria constante dos processos empresariais, que estão ligados ao consumo de recursos naturais, produtividade, desperdício, durabilidade, etc. Igualmente, a sustentabilidade não combina com informalidade, sendo fundamental selecionar fornecedores, tanto de materiais e serviços, assim como a mão de obra. As empresas que trabalham com fornecedores informais também se tornam informais, alimentando este ciclo nocivo. É preciso garantir a legalidade de toda a empresa e de todos os seus processos. Além de garantir a legitimidade da empresa, a seleção de fornecedores formais estimula o aumento da profissionalização na cadeia produtiva e conseqüente eliminação de empresas com baixa produtividade que só se mantêm no mercado por economias advindas de atividades ilícitas.

Uma outra condição está relacionada com a busca constante pela inovação, já que utilizar novas tecnologias, quando possível, é adequado. Caso inviáveis, devem ser buscadas as soluções criativas respeitando o contexto. É importante que as empresas tenham relações estreitas com agentes promotores de inovação na cadeia produtiva, tanto na oferta de novos materiais e equipamentos, quanto na capacitação da mão de obra. A base para a sustentabilidade na construção é alinhar ganhos ambientais e sociais com os econômicos, daí a necessidade e importância de inovações. Não se pode esquecer que as edificações são bens com longa vida útil, produzidas através da aglutinação de diversos materiais e componentes de diferentes indústrias, e que demandam ainda uma grande quantidade de mão-de-obra. A busca pela sustentabilidade em edificações tem como objetivo eliminar os impactos negativos sociais e ambientais de todo o seu ciclo de vida. Isso já indica a complexidade desta iniciativa. Com relação aos aspectos ambientais de sustentabilidade ligados à construção sustentável, podem ser apontados aqueles citados pelos principais sistemas de avaliação de sustentabilidade e certificação voluntária de edifícios que são BREEAM (Reino Unido), CASBEE (Japão), GBTool (Internacional), e LEED (EUA). Todos eles levam em consideração a ualidade da implantação, a gestão do uso da água, a gestão do uso de energia, a gestão de materiais e a redução de resíduos, a prevenção de poluição, a gestão ambiental do processo, a gestão da qualidade do ambiente interno, a qualidade dos serviços e o desempenho econômico.

Para Giovani Toledo, gestor de negócios da Mizumo, espalham-se pelo país e pelo mundo iniciativas em favor do meio ambiente e da preservação dos recursos naturais. É estimulante saber que cresce a cada dia a opção pelo desenvolvimento de projetos e edificações sustentáveis, com a preocupação de reduzir e otimizar o consumo de energia e água, o gerenciamento de resíduos, reciclagem de materiais e reúso destes materiais e de água tratada. Segundo dados do Green Building Council Brasil – uma organização não governamental que visa fomentar a indústria de construção sustentável no país -, somente no ano passado, o número de empreendimentos que buscaram o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), elevou-se em 143% e 16 edifícios foram certificados. O selo corresponde a uma certificação que atesta a sustentabilidade do empreendimento. Ao todo, até o mês de janeiro último, 41 edificações já tinham recebido a certificação.

“Este total coloca o Brasil como o quarto país no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás somente de Estados Unidos, China e Emirados Árabes. A estimativa é que, em 2012, cerca de 650 projetos solicitem a certificação que, se conquistada, pode significar redução do consumo de energia em 30% e de água, em 50%. Os números totais de edificações sustentáveis podem parecer pequenos diante do número de empreendimentos que vêm sendo construídos nos últimos anos, mas revela um processo de conscientização em ascensão, num mercado de grande potencial. Há que se considerar que este tema ainda é muito recente no Brasil e há muitos desenvolvimentos sendo feitos”, informa ele.

Ele acrescenta que o mesmo ocorre com a adoção de sistemas, como estações de tratamento de esgoto, com a possibilidade de reúso de água tratada. Embora sejam produtos reconhecidos e que apresentam vantagens ambientais e econômicas, uma vez que permitem a diminuição do consumo de água fornecida pelas concessionárias, ainda possuem um nível de comercialização abaixo das necessidades nacionais. “Essas soluções são totalmente indicadas para as novas edificações e vêm ao encontro das necessidades dos projetos sustentáveis, além de serem adaptáveis a qualquer tipo de empreendimento, uma vez que são modulares e podem ser removidos e transportados para outros lugares. A água é o recurso natural mais importante para toda a humanidade. Dela depende a sobrevivência do planeta e todos os esforços para preservá-la são válidos. Os chamados edifícios verdes já são uma realidade no País, embora os empreendimentos voltados às atividades comerciais e empresariais ainda sejam os de maior número. Acredita-se, porém, que logo este conceito será estendido para todos os âmbitos, a exemplo do que ocorre em alguns projetos de moradias populares, mais uma prova de que a utilização de soluções e produtos sustentáveis é viável”.

Enfim, pode ser que no Brasil as construtoras e a população demorem em perceber que há uma tendência em se dar preferência aos empreendimentos que sigam as práticas e determinações da aplicação do conceito de sustentabilidade. Assim, criam-se as forças necessárias para reunir condições favoráveis para a criação, o fomento e a consolidação de uma visão empresarial mais consciente e atenta para as questões ligadas ao meio ambiente e ao impacto de seus empreendimentos nele. Antes de tornar-se um impeditivo; o conceito de sustentabilidade tem tudo para tornar-se um aliado poderoso na venda dos empreendimentos e na construção de uma imagem positiva para as empresas que adotarem essa visão. O grande entrave para a criação dessa visão sustentável no setor de construção civil é a enorme dificuldade em relação aos custos, ainda elevados, de determinados elementos que permitirão o enquadramento do empreendimento no conceito de sustentabilidade. Essas dificuldades podem criar a errônea idéia de que, se elevar seus custos de construção, os possíveis benefícios advindos do enquadramento do empreendimento no conceito de sustentabilidade não serão suficientes para proporcionar uma recuperação rápida do capital investido e até mesmo gerar um prejuízo final.

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