Economize água usando caixas de descargas normalizadas

descargaHá pouco tempo, as bacias sanitárias funcionavam com grande volume de água que chegava até 18 litros, ocasionando um gasto excessivo de um recurso cada vez mais escasso no Brasil e no mundo. Depois de vários estudos, determinou-se que o volume de descarga racional que proporciona maior economia de água deve ser de 6,8 litros. Diversos métodos de ensaios foram alterados e outros inseridos, tendo em vista que a avaliação de desempenho das bacias de volume racional requer métodos de ensaio específicos, uma vez que aqueles que verificam o funcionamento de bacias com alto volume de água não são suficientemente eficazes quando se trata das de volume reduzido. No contexto da grande preocupação mundial sobre a escassez da água, várias soluções têm sido estudadas. A maioria é buscar formas de uso racional da água no cotidiano de cada cidadão. A água é um recurso natural precioso que vem cada vez mais sendo estuda da nas últimas décadas. O uso racional da água e o combate ao seu desperdício são hoje uma preocupação mundial. Alguns estudos de instituições internacionais estimam que até 2025, um terço da população mundial experimentará efeitos extremos de escassez de água. Com a preocupação e agravamento de falta de água, as pessoas devem assumir uma nova forma de pensar e agir, mudando seus hábitos e desenvolvendo formas de economizar água.

Dessa forma, todo o esforço dos fabricantes de bacias sanitárias foi diminuir os impactos ambientais causados por produtos não normalizados. Direcionou-se um estudo para avaliar o comportamento do conjunto bacia sanitária e sistema de descarga em condições usuais de util ização e o impacto de redução do consumo de água, resultando no advento das bacias sanitárias de volume reduzido de descarga e consequente mudança de paradigma. Tornou-se necessária uma revisão dos documentos normativos existentes para garantir o bom desempenho do produto e a eficiência na economia de água. O consumo de água deve estar sempre associado ao bom desempenho deste produto e não só ao menor volume de água. Uma bacia sanitária com desempenho insatisfatório não removerá todos os dejetos e será necessário aplicar uma nova descarga. Para melhorar todo o setor, houve uma revisão normativa realizada nos requisitos e métodos de ensaio, adequando-os ao novo volume racional de descarga das bacias sanitárias. As revisões das normas técnicas do setor: NBR 15097-Partes 1 e 2 de 01/2011 – Aparelhos sanitários de material cerâmico – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaios e Parte 2: Procedimento para instalação; e NBR15491 de 11/2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio. Com isso, ocorreram importantes mudanças no setor de bacias sanitárias. Uma das mais significativas foi quanto à alteração do volume de descarga utilizado para o funcionamento das bacias sanitárias. Em 1998, as bacias operavam com volume de 12 litros, passando para 9 litros até o ano 2000 e, a partir de 2003, a maioria dos fabricantes adotavam bacias sanitárias que funcionavam com volume reduzido de descarga. Hoje, quase todas as bacias sanitárias convencionais e com caixa acoplada disponíveis no mercado brasileir o funcionam com volume racional de descarga de 6,8 litros.

O presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), Mauricio Ferraz de Paiva, informa que depois de sua revisão, a norma NBR 15491 passou a estabelecer as condições que devem atender as caixas de descarga destinadas à limpeza de bacias sanitárias fabricadas de material cerâmico. As caixas de descarga (todos os tipos) são classificadas pela posição da sua instalação em relação à bacia sanitária em: acopladas; integradas; convencionais do tipo elevada, externa a parede; a média altura, externa a parede; a média altura, embutida na parede; e baixa, externa a parede. As caixas de descarga convencionais são classificadas pela forma como se processa a descarga do volume útil em ciclo fixo e ciclo seletivo. As caixas de descarga convencionais são classificadas em função da energia da descarga em: caixa de alta energia; caixa de baixa energia; e caixa de descarga universal. “O importante é que essas caixas de descarga de qualquer tipo devem ser projetadas para serem utilizadas com pressão estática máxima de alimentação de água igual a 400 kPa, conforme estabelecido na ABNT NBR 5626”, acrescenta.

Alguns requisitos precisam ser cumpridos pelos fabricantes, como aquele que determina que nenhum material constituinte da caixa de descarga deve facilitar o desenvolvimento de bactérias ou de qualquer atividade biológica capaz de causar risco a saúde. Os materiais e peças que constituem a caixa de descarga devem ser r esistentes a corrosão. No caso de utilização de vários metais, deve-se cuidar para não ocorrer a corrosão eletrolítica. O corpo e a tampa das caixas de descarga fabricadas em material cerâmico devem obedecer a norma NBR 15097. Mauricio aponta que o corpo e a tampa das caixas de descarga devem ser construídos de forma a obedecer as condições impostas pelos ensaios de resistência a carga estática. “As caixas de descarga devem permitir a manutenção de seus componentes. No caso das caixas de descarga embutidas na parede, a manutenção deve ser possível sem que haja a necessidade de sua remoção do local de instalação, com exceção do mecanismo de descarga das bacias com caixa acoplada por estar conectado ao tubo de descarga ou a bacia sanitária. Deve ter uma tampa removível, pro tegida contra deslocamentos acidentais como o escorregamento”, para evitar acidente com os usuários”.

A conexão da caixa de descarga com o tubo de descarga ou com o corpo da bacia, no caso das caixas acopladas, deve ser estanque a água quando do seu funcionamento, conforme a NBR 8133. O nível de entrada de água no extravasor deve estar, no mínimo, 10 mm acima do nível operacional a torneira de boia deve ser construída de modo a possibilitar o ajuste correto do nível operacional, isto é, deve ser dotada de dispositivo de regulagem adequado. Além disso, a caixa de descarga e seus mecanismos não devem oferecer risco de injúria física ao usuário ou ao instalador pela existência de rebarbas, partes pontiagudas ou arestas cortantes. E o fabricante deve fornecer, junto com a caixa de descarga, instruções, por escrito, sobre o modo correto de instalar a caixa e como proceder as regulagens necessárias, particularmente aquela que permite o ajuste do nível operacional. Os produtores devem informar, também, sobre a limitação da pressão no ponto de utilização da instalação hidráulica predial que é de 400 kPa. No caso de caixa de descarga convencional, as instruções devem informar sobre a forma de fazer a instalação correta, alertando sobre a necessidade ou não de entrar ar pelo local onde a saída da caixa é ligada ao tubo, prejudicando ou não o bom funcionamento do produto. Igualmente, os aparelhos, de todos os tipos, devem apresentar volume útil igual a 6,8 litros, com tolerância de até 0,30 litros, além de terem que oferecer um tempo para abastecer de água menor ou igual a 240 segundos.

Mais informações sobre a NBR 15491 de 11/2010, clique no link:

NBR 15491 de 11/2010 – Caixa de descarga para limpeza de bacias sanitárias – Requisitos e métodos de ensaio

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A

Biofeedback pode controlar o estresse e a ansiedade

NBR 14280: cadastro de acidente do trabalho
O crescimento no número de acidentes de trabalho é uma realidade em todos os setores econômicos e, segundo dados do governo, os acidentes e doenças do trabalho custam, anualmente, R$ 10,7 bilhões aos cofres da Previdência Social, através do pagamento do auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadorias. Deve ser frisado que essas estatísticas de acidentes de trabalho refletem somente os acidentes registrados pela Previdência Social. Estima-se que ainda haja no Brasil uma alta taxa de subnotificação de acidentes de trabalho. Clique para mais informações.

Existem várias definições para o biofeedback. Originalmente, o termo foi descrito no final dos anos 60, por um grupo de profissionais sediado em Santa Mônica, na Califórnia. Este grupo estudava profundamente os mecanismos biológicos que controlam a auto-regulação de respostas fisiológicas. A palavra deriva da união de outras três: bios (do grego “vida”), feed (do inglês “alimentar”) e back (também do inglês “retorno ou volta”). Em uma tradução literal, significa retroalimentação da vida. O objetivo da técnica, que tem sido pesquisada há mais de 40 anos, é conceder uma visualização das próprias alterações orgânicas (frequência cardíaca, taxa de sudorese, atividade elétrica cerebral). Através da terapia, o paciente consegue controlar algumas funções fisiológicas das quais as pessoas normalmente não tem consciência, com a finalidade de recuperar, manter ou melhorar sua saúde ou seus desempenhos. Controlar voluntariamente as funções fisiológicas é uma forma de diminuir o conteúdo reforçador das interpretações limitantes dos estímulos (achei um pouco técnico), que atingem o sistema nervoso.

Paralelamente a aplicação do Biofeedback, técnicas de relaxamento e concentração são ensinadas para que a pessoa, ao realizá-las, perceba que as mesmas influenciam as variáveis fisiológicas monitoradas pelo equipamento. “Esta percepção serve como um reforço positivo que facilita o aprendizado do controle das manifestações orgânicas associadas ao estresse e ansiedade”, aponta Káritas de Toledo Ribas, administradora de Empresas, especialista em Medicina Comportamental e Coach Ontológica. As bases de dados científicas ligadas à área da saúde contemplam inúmeras pesquisas que apresentaram resultados positivos, tais como a utilização do Biofeedback para redução de estresse em pacientes portadores de hipertensão arterial, para gerenciamento e redução de dores de cabeça crônicas, para treinamento psicomotor, neurofeedback para tratamento de usuários de drogas para tratamento de portadores de transtorno de déficit de atenção/ hiperatividade – TDAH – crianças, adolescentes e adultos e também para aumentar os processos de criatividade e performance; assim como para controlar distúrbios afetivos a ansiedade.

Quando um mesmo estímulo é percebido pelo cérebro, este constrói uma determinada interpretação, que não é necessariamente a mesma em diferentes indivíduos. Partindo do princípio que a interpretação a sucessão de estímulos tenha sido de medo, surgirão respostas fisiológicas associadas a essa emoção, como alterações respiratórias, tensão muscular, taquicardia, tremores e sudorese. Essas alterações dão origem aos comportamentos de luta ou de esquiva e, ao mesmo tempo, reforçam a interpretação concedida aos estímulos iniciais. “Quando uma pessoa é ansiosa, quando ela é preocupada e sente-se perturbada isto se caracteriza, em indivíduos normais, por uma tensão excessiva, com tensão generalizada nos músculos estriados, geralmente por todo o corpo”, detalha Káritas.

A especialista em medicina comportamental destaca que os benefícios têm sido aplicados com sucesso no controle das manifestações de estresse, nos quadros ansiosos, distúrbios de aprendizagem, em especial os devidos a déficit de atenção com ou sem hiperatividade, enxaqueca e dores de cabeça tensionais, dores crônicas lombares, na nuca e ombros, hipertensão arterial essencial e problemas musculares, como torcicolo e bruxismo. “Além do seu aspecto terapêutico o biofeedback é uma ferramenta educacional, prestando-se ao aprimoramento de diversos desempenhos, tais como: melhora de performance de atletas amadores e profissionais, assim como, outras classes de desempenho, como os da esfera executiva, a educacional, a de comunicações”, conclui Káritas.

Pessoas que podem se beneficiar com a técnica do biofeedback

• Estejam desejosas de desenvolver habilidades físicas e mentais mais enriquecedoras, compassivas, tranquilizadoras e que promovam o desenvolvimento humano de forma mais plena;

• Queiram desenvolver níveis mais elevados de consciência externa e de autoconsciência;

• Queiram melhorar a concentração, os níveis de percepção da linguagem corporal e a memória;

• Sejam portadoras do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou convivam com elas;

• Vivem elevado desgaste emocional no ambiente de trabalho e desejam aprender técnicas eficazes de gerenciamento de estresse e ansiedade;

• Vivem momentos de conflito dentro da organização empresarial, familiar ou esportiva e procuram por meio de vivências mais introspectivas atingir um maior grau de relaxamento psicofisiológico e, consequentemente, maior nível de clareza mental;

• Desejam realizar uma atividade diferente, que facilite o gerenciamento e o controle do estresse;

• Desejam realizar uma atividade complementar no gerenciamento e no controle da ansiedade e/ou depressão e/ou dores crônicas e/ou fobias;

• Desejam gerenciar déficits de atenção/hiperatividade e, melhorar assim, sua qualidade de vida;

• Sejam atletas amadores ou profissionais e procuram uma atividade paralela e complementar aos seus treinos cotidianos e que lhes concedam um maior grau de atenção, concentração e gerenciamento de estresse e ansiedade por meio do desenvolvimento de habilidades psicofisiológicas;

• Sejam alunos em fase pré-vestibular e desejam aprender técnicas de relaxamento psicofisiológico destinadas ao controle do estresse e da ansiedade, além de desenvolverem níveis mais elevados de memória, concentração e atenção prolongada.

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