Os 25 anos da ISO 9001

A norma ISO 9001, que estabelece os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade, está completando 25 anos no auxílio às organizações de todos os setores que buscam a excelência. Lançada pela ISO em 19 de março de 1987, a norma foi publicada no Brasil em 1994, depois de ter sido submetida à primeira revisão pelo organismo internacional. Ocorreram ainda novas versões em 2000 e em 2008, que procuraram um maior detalhamento de seus requisitos e melhorar a compatibilidade com a ISO 14001 e outras normas de gestão. O ponto central da norma é que qualquer organização pode melhorar a forma na qual opera, quer isto signifique melhorar a sua participação no mercado, reduzir os custos, gerenciar o risco mais eficazmente ou melhorar a satisfação dos clientes. Um sistema de gestão lhe dá a estrutura necessária para monitorar e melhorar o desempenho em qualquer área de seu interesse. A ISO 9001 é de longe a estrutura de qualidade melhor estabelecida, sendo utilizada atualmente por mais de 750 mil organizações em 161 países, e define o padrão não só para sistemas de gestão da qualidade, mas para sistemas de gestão em geral. Ela ajuda todos os tipos de organizações a obter sucesso através de uma melhora na satisfação dos seus clientes, da motivação dos colaboradores e da melhoria contínua.

A ISO 9001 é uma dentre as normas da série de sistemas de gestão da qualidade. Ela pode ajudar a alavancar o melhor de sua organização ao lhe permitir entender seus processos de entrega de seus produtos/serviços a seus clientes. A série ISO 9001 de normas consiste de: ISO 9000 – Fundamentos e Vocabulário: esta norma introduz o usuário aos conceitos de sistemas de gestão e especifica a terminologia usada; ISO 9001 – Requisitos: esta norma define os critérios que você terá que cumprir caso deseje operar de acordo com a norma e obter a certificação; e a ISO 9004 – que fornece orientação para apoiar qualquer organização que esteja operando dentro de um ambiente complexo e exigente, e sempre em mudança, a alcançar o sucesso sustentado, através de uma abordagem de gestão da qualidade.

Dessa forma, a ISO 9001 é adequada para qualquer organização que busca melhorar a forma como trabalha e como é gerenciada, independentemente de tamanho ou setor. Entretanto, os melhores retornos sobre o investimento são obtidos pelas companhias que estão preparadas para implementá-la em toda a organização, ao invés de fazê-lo em localidades específicas, departamentos ou divisões. Adicionalmente, foi desenvolvida para ser compatível com outras normas e especificações de sistemas de gestão. Elas podem ser integradas perfeitamente através de gestão integrada entre qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, e responsabilidade social. Estas normas compartilham muitos princípios comuns, portanto a escolha de um sistema de gestão integrada pode agregar um excelente valor pelo investimento.

E, afinal, o que é a ISO 9001? Ela estabelece os requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) de uma organização, não significando, necessariamente, conformidade do produto às suas respectivas especificações. O seu objetivo é prover confiança de que o seu fornecedor poderá fornecer, de forma consistente e repetitiva, bens e serviços de acordo com o que você especificou. A ISO 9001 não especifica requisitos para bens ou serviços os quais você está comprando. Isto cabe a você definir, tornando claras as suas próprias necessidades e expectativas para o produto. Sua especificação pode se dar através da referência a uma norma ou regulamento, ou mesmo a um catálogo, bem como a anexação de um projeto, folha de dados, etc. O que significa o termo conformidade com a ISO 9001? Significa que seu fornecedor estabeleceu uma abordagem sistêmica para a gestão da qualidade e que está gerenciando seu negócio de tal forma que assegura que as suas necessidades estejam compreendidas, aceitas e atendidas. A evidência de conformidade à ISO 9001 não deve, entretanto, ser considerada como um substituto para o compromisso com a conformidade do produto, que é inerente ao fornecedor.

Como a ISO 9001 se aplica ao comprador? É claro que você tem um papel importante a desempenhar. Se não o desempenhar, pode acontecer que você venha a receber um produto que não atende a todos os requisitos especificados por você, bem como os requisitos regulamentares aplicáveis, mas que está, entretanto, absolutamente errado para a aplicação que você pretende dar a ele. Desta forma, antes de tudo, é importante que você comunique corretamente as suas necessidades com relação ao uso pretendido do produto. Na subseção 7.4 da ISO 9001 são fornecidos alguns requisitos para o processo de compra que são aplicáveis a você.

O crescimento da norma em número de certificações (ISO Survey e CB 25)

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

Brasil – Histórico dos certificados emitidos por mês e ano
Descrição do relatório: Histórico do número de certificados emitidos, segundo a(s) norma(s) 9001:2000 , 9001:2008 , agrupados por mês e ano dentro do SBAC para empresas nacionais e estrangeiras.
Ano Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
2001 30 10 18 33 36 43 21 41 27 47 74 77 457
2002 93 51 107 112 106 115 149 151 155 148 178 351 1716
2003 227 183 201 288 343 313 376 373 350 483 559 818 4514
2004 487 247 291 280 250 208 241 218 258 248 295 446 3469
2005 378 203 221 232 216 162 181 229 207 265 339 432 3065
2006 375 227 338 270 377 220 315 393 320 387 374 542 4138
2007 380 291 366 319 170 317 309 324 224 311 267 330 3608
2008 340 243 274 250 222 245 305 288 316 332 255 385 3455
2009 338 239 324 261 168 154 241 220 331 457 303 578 3614
2010 311 262 435 294 234 254 176 306 200 208 344 254 3278
2011 177 124 184 119 153 94 78 80 69 112 76 112 1378
* 2012 117 37 15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 169
*2012 – Até a presente data
Relatório emitido em: 22/03/2012

Pesquisa: como os jovens lidam com o dinheiro

A QuorumBrasil conversou com 150 jovens da classe A, entre 15 e 17 anos, para entender como lidam com o dinheiro. Abaixo os resultados:

:: A relação com o dinheiro:

:: A conversa dentro de casa:

:: O que falam em casa sobre o dinheiro:

:: Para você, o que significa INVESTIMENTO?

Como conclusão, a empresa informa que:

– As meninas pensam mais no futuro e a fama de que as mulheres gastam mais que os homens está com os dias contados. As mulheres do futuro estarão mais atentas que os homens em relação ao controle das despesas e investimentos.

– O discurso que os pais dão em casa parece ter pouco efeito, parece antiquado e é na internet que os jovens buscam mais informações, mais nas conversas do que nas consultas online.

– Poupança é a coqueluche dos adolescentes, coisa que vem de pai (ou mãe) para filhos desde muito tempo e guardar para investir na educação não é uma preocupação deles, mas sim dos pais.

OVOS DE PÁSCOA CASEIROS

ovo de pascoa caseiro

QUALIDADE COMPROVADA E PREÇO ACESSÍVEL. CONFIRA:

Ovo de colher: beijinho, brigadeiro

250 g – R$ 48,00

500 g – R$ 30,00

1 kg – R$ 51,00

Ao leite trufado tradicional: maracujá, morango, coco…

250 g – R$ 20,00

500 g – R$ 32,00

1 kg – R$ 53.00

Liso ao leite/crocante

250 g – R$ 16,00

500 g – R$ 31,00

1 kg – R$ 49,00

Creme de avelã

250 g – R$ 28,00

500 g – R$ 35,00

1 kg – R$ 57,00

Prestígio

250 g – R$ 20,00

500 g – R$ 32,00

1 kg – R$ 53,00

Encomendas: Haydee (11) 9433-4893/5512-0924 (Entrega ou retirar no local)

Consumidor: fique atento aos produtos pré-medidos

Confira o cronograma de eventos gratuitos, que acontecem este ano, na Target:
Workshops com temas atuais e importantes para o mercado corporativo, como Informação Técnológica e Controle de Normas Técnicas, entre outros, acontecem durante todo o ano na Target, que busca sempre facilitar a informação aos seus clientes e usuários.

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Participe do Curso On-line gratuito, promovido pela Target, e conheça detalhes de como obter informações e conhecimentos técnicos, de uma forma moderna, rápida e segura, utilizando o maior Portal de Informação Tecnológica do Brasil.


dia 30/03/2012

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.


dia 27/04/2012

Os produtos pré-medidos são aqueles embalados e medidos sem a presença do consumidor e que se encontra em condições de comercialização. O Inmetro, para garantir a confiabilidade do peso do produto e permitir a leal concorrência entre os produtores, publicou a Portaria Inmetro n° 248 de 17/07/2008, aprovando o regulamento técnico metrológico que define os requisitos a serem cumpridos pelos produtos pré–medidos e a metodologia de determinação do conteúdo efetivo do produto. Ao comprar um produto pré-medido observe seu rótulo ou etiqueta. Lá deve estar impressa, de forma clara e legível, a sua quantidade. A Portaria Inmetro n° 157, de 19 de agosto de 2002, que aprova o Regulamento Técnico Metrológico que estabelece a forma de expressar o conteúdo nominal dos produtos pré-medidos, especifica que a indicação quantitativa deve constar no rótulo ou no corpo do produto pré-medido, na vista principal e em cor contrastante a que lhe servir de fundo.

O que se recomenda:

– Não se engane com indicações do tipo tamanho família, pois embalagens de tamanhos iguais podem conter quantidades diferentes;

– Produtos como sardinha em lata, palmito e doces em calda são imersos em líquidos, que podem estar presentes para fins de conservação ou que podem ser parte integrante do produto e esses produtos devem indicar, na sua embalagem, a quantidade do produto principal sem considerar a parte líquida, isto é, a indicação quantitativa deve ser do produto drenado;

– Brindes de natureza diferente do produto comercializado podem ser incluídos nas embalagens, desde que o peso que foi declarado antes da inclusão do brinde permaneça inalterado;

– Leia com atenção as indicações na etiqueta da embalagem.

Nenhum produto pré-medido pode ser comercializado sem a indicação quantitativa, que corresponde a um número acompanhado da unidade de medida correspondente. A unidade de medida utilizada na indicação quantitativa deve estar de acordo com as unidades legais. As unidades que devem ser apresentadas na indicação quantitativa são:

– Produto sólido, granulado ou em gel: indicação em unidades de massa.

– Produto líquido: indicação em unidades de volume.

– Produto semissólido ou semilíquido: indicação em unidades de massa ou de volume.

– Produto comercializado em quantidade de unidades: indicação em número de unidades.

– Produto comercializado por comprimento ou largura: indicação em unidades de comprimento.

– Produto com consistência pastosa: indicação em unidades de massa.

– Produto que se apresenta em forma líquida, mas que se solidifica em contato com o ar, indicação em unidades de massa.

Alguns produtos que possuem a padronização quantitativa estabelecida:

PRODUTO

CONTEÚDOS NOMINAIS PADRONIZADOS

CONTEÚDOS LIVRES

PORTARIA INMETRO

Açúcar branco

100g – 200g – 250g – 500g – 1kg – 2kg – 5kg

abaixo de 100g e acima de 5kg

153/2008

Álcool

100ml – 200ml – 500ml – 1L – 2L – 5L – 10L – 20L – 50L -100L – 200L

Nenhum

115/1984

Arroz, excluindo pratos preparados

100g – 125g – 200g – 250g – 500g – 1kg – 2kg – 5kg

acima de 5kg

153/2008

Barras e Fios de Aço (vergalhões)

A comercialização dos vergalhões, retos e/ou dobrados, deve ser efetuada exclusivamente no comprimento de 12 (doze) metros.

Nenhum

143/2005

Café (todos), excluindo os solúveis

250g – 500g – 1kg

abaixo de 200g e acima de 1kg

153/2008

Cigarros

20 unidades

Nenhum

151/2004

Dentifrícios, excluídos os medicinais

20g – 30g – 50g – 60g – 70g – 90g – 100g

abaixo de 20g e acima de 100g

153/2008

Erva mate

100g – 250g – 500g – 1kg

abaixo de 100g e acima de 1kg

153/2008

Farinha de mandioca

250g – 500g – 1kg – 2kg

abaixo de 250g e acima de 2kg

153/2008

Farinha de trigo e Farinha de trigo com fermento

500g – 1kg – 2kg – 5kg

acima de 5kg

153/2008

Feijão, excluindo em conservas

100g – 200g – 500g – 1kg – 2kg – 5kg

acima de 5kg

153/2008

Filé de pescado congelado

500g – 800g – 900g – 1kg

abaixo de 500g e acima de 1kg

153/2008

Lavandinas ou águas sanitárias ou soluções de hipoclorito de sódio, para uso doméstico

250ml- 500ml – 750ml – 1L

abaixo de 250ml acima de 1L

153/2008

Lavandina sólida

250g – 500g – 750g – 1kg

abaixo de 250g e acima de 1kg

153/2008

Leite líquido de origem animal, excetuando os saborizados

250ml – 500ml – 750ml – 1L

abaixo de 250ml e acima de 1L

153/2008

Manteigas, margarinas e cremes vegetais

100g – 200g – 250g – 500g – 1kg

abaixo de 100g e acima de 1kg

153/2008

Massas ou macarrões, excluindo massas recheadas, pratos preparados e massas para lasanha

100g – 200g – 300g – 400g – 500g – 750g – 1kg

abaixo de 100g e acima de 1kg

153/2008

Óleos comestíveis, excluindo o de oliva

100ml – 200ml – 250ml – 500ml – 750ml – 900ml – 1L – 1,5L – 2L

abaixo de 100ml e acima de 2L

153/2008

Papel higiênico em rolos

Largura mínima: 10cm

Nenhum

153/2008

Comprimento: Mínimo 20m Acima de 20m em múltiplos de 10m Nenhum
Embalagens: 2, 4, 6, 8, 10, 12 unidades

Embalagens: abaixo de 2 unidades e acima de 12 unidades

Sabão de lavar em barra

100g – 150g – 200g – 250g – 275g – 300g – 400g – 500g – 1kg no momento de empacotar

acima de 1kg 153/2008
Sal comestível, fino e grosso 100g – 250g – 500g – 1kg abaixo de 100g e acima de 1kg 153/2008

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Resultados: pressão ou responsabilidade?

NBR ISO/IEC 29110-2: os perfis de ciclo de vida para microorganizações (VSEs)
A indústria de software reconhece o valor das microorganizações (Very Small Entities – VSEs) no fornecimento de importantes serviços e produtos. Para os efeitos da NBR ISO/IEC 29110, uma VSE é uma entidade (empresa, organização, departamento ou projeto) que tem até 25 pessoas. As VSEs também desenvolvem e/ou mantêm software usado em sistemas maiores; consequentemente, muitas vezes é requerido o reconhecimento das VSEs como fornecedores de software de alta qualidade.

Renan Sinachi

Muito tem sido discutido acerca da melhor forma das organizações administrarem os resultados de seus profissionais. Empresas de diversos portes e segmentos apresentam seus casos de sucesso na gestão de resultados junto as suas equipes. Porém, independente do cenário do negócio e do mercado de atuação da empresa, em um ponto existe uma convergência plena: gerir resultados é sempre uma situação conflituosa, pois demanda administrar limitações, desejos, necessidades e interesses de colaboradores e da organização. Se de um lado a empresa espera alto desempenho de seus profissionais, para sustentar sua operação e maximizar seus lucros, do outro, os colaboradores esperam reconhecimento imediato após a aplicação de suas competências na geração de resultados. Mas, é preciso que ambos tenham o discernimento de compreender o cenário para evitar conflitos. Manter uma empresa é uma tarefa muito, mas muito difícil, agora imagine manter a empresa em crescimento constante durante anos a fio, em um mercado predatório, competitivo, complexo e ainda por cima com um sócio que quase não ajuda, mas custa muito caro. O governo!

É preciso que os profissionais de uma empresa sejam efetivamente colaboradores do negócio e compreendam o ambiente de expectativa por resultados constantes, não como um agente de inibição de seu desempenho, mas sim, como um agente do cotidiano de sustentação de uma casa, de uma família. A necessidade por resultados deve ser observada como fonte de inspiração para os profissionais de uma empresa, pelo fato de que empresas são a base social que sustenta a existência de todos as outras coisas em nosso modelo econômico, o capitalismo. A exigência por resultados em um ambiente corporativo deve ser vista como rotina para seus integrantes e não como pressão desnecessária. Na realidade, gerar resultados é uma grande responsabilidade compartilhada por todos os integrantes de um negócio, e, por sua vez, deve ser interpretada desta maneira.

Pesquisas realizadas demonstram que os profissionais atuantes em segmentos de mercado cujo negócio floresce com menor esforço em função de grande demanda do mercado, bem como empresas com viés paternalista de gestão e que não delegam responsabilidades, metas e desafios aos seus profissionais, apresentam índices de satisfação até 15% inferiores por parte de seus colaboradores, se comparado com empresas mais agressivas. E, esta evidência é facilmente explicada. Empresas mais agressivas, em termos de participação de mercado, tendem a apresentar ao longo do tempo crescimento sustentável e duradouro, ampliando suas operações e gerando maiores oportunidades aos seus profissionais, além dos sentimentos de pertencimento e de conquista, essenciais para qualquer ser humano ao longo de sua trajetória de vida e de carreira profissional. É claro que quando utilizo o termo “empresas agressivas”, não estou me referindo ao aspecto do relacionamento empresa X colaborador. Estou falando de agressividade em termos de atuação no mercado.

Este tipo de análise nos permite verificar que é característica do ser humano querer participar de organizações, grupos e comunidades vencedoras. Desde o homem conhecido mais primitivo esta característica nos permitiu conquistar territórios, desenvolver o aspecto social da humanidade, cultural e até mesmo tecnológico, portanto, ao verificar uma organização que delega metas aos seus profissionais, estimula resultados e aplica a chamada avaliação de desempenho com foco em competências, bata palmas. Este tipo de instituição sabe o que quer para continuar sobrevivendo e crescendo, e principalmente, contribuirá muito para um futuro promissor de nossa sociedade e também de seus colaboradores. A partir de hoje, quando receber metas, saiba que está em uma empresa moderna e que estimula seus profissionais a darem o que tem de melhor. Você pode até se surpreender com as suas realizações. Pense nisso!

Renan Sinachi é consultor da Leme Consultoria, graduado em Marketing, MBA em Gestão de Pessoas pela FGV, com extensão em Pedagogia Universitária e especialização em Comunicação e Negociação pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguistica.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

A sustentabilidade das construções

NBR 13177: a avaliação do potencial de contaminação de alimentos e bebidas pelas embalagens
Segundo a norma NBR 13177, a amostra ou o material da embalagem devem ser protegidos da possível absorção de odores externos e da perda de compostos voláteis. Na amostragem de materiais flexíveis, desprezar no mínimo 20 voltas da bobina para a coleta dos corpos de prova. No caso de materiais já cortados ou de sacos pré-formados, amostrar unidades do meio da pilha, evitando aquelas posicionadas nas extremidades. Clique para mais informações.

building sustainabilityAinda sem ser uma preocupação primordial das construtoras brasileiras, a incorporação de práticas de sustentabilidade na construção já pode ser considerada uma tendência crescente no mercado. Sua adoção é um caminho a ser trilhado, pois os governos, consumidores, investidores e associações vêm alertando, estimulando e pressionando o setor da construção a incorporar essas práticas em suas atividades. Para tanto, o setor da construção precisa se engajar cada vez mais. As empresas devem mudar sua forma de produzir e gerir suas obras. Elas devem fazer uma agenda de introdução progressiva de sustentabilidade, buscando, em cada obra, soluções que sejam economicamente relevantes e viáveis para o empreendimento. Segundo alguns especialistas no assunto, qualquer empreendimento humano para ser sustentável deve atender, de modo equilibrado, a quatro requisitos básicos: adequação ambiental; viabilidade econômica; justiça social; e aceitação cultural.

Segundo algumas construtoras, a noção de construção sustentável deve estar presente em todo o ciclo de vida do empreendimento, desde sua concepção até sua requalificação, desconstrução ou demolição. É necessário um detalhamento do que pode ser feito em cada fase da obra, demonstrando os aspectos e os impactos ambientais e como estes itens devem ser trabalhados para que se caminhe para um empreendimento que seja: uma idéia sustentável, uma implantação sustentável e uma moradia sustentável. Existem algumas condições para que isso ocorra. O projeto de sustentabilidade tem que ter qualidade, pois ela garante que níveis de excelência sejam atingidos, mantidos e disseminados nos processos das empresas. A gestão da qualidade, especialmente a busca por melhoria contínua, sendo um pré-requisito para a sustentabilidade porque estimula a melhoria constante dos processos empresariais, que estão ligados ao consumo de recursos naturais, produtividade, desperdício, durabilidade, etc. Igualmente, a sustentabilidade não combina com informalidade, sendo fundamental selecionar fornecedores, tanto de materiais e serviços, assim como a mão de obra. As empresas que trabalham com fornecedores informais também se tornam informais, alimentando este ciclo nocivo. É preciso garantir a legalidade de toda a empresa e de todos os seus processos. Além de garantir a legitimidade da empresa, a seleção de fornecedores formais estimula o aumento da profissionalização na cadeia produtiva e conseqüente eliminação de empresas com baixa produtividade que só se mantêm no mercado por economias advindas de atividades ilícitas.

Uma outra condição está relacionada com a busca constante pela inovação, já que utilizar novas tecnologias, quando possível, é adequado. Caso inviáveis, devem ser buscadas as soluções criativas respeitando o contexto. É importante que as empresas tenham relações estreitas com agentes promotores de inovação na cadeia produtiva, tanto na oferta de novos materiais e equipamentos, quanto na capacitação da mão de obra. A base para a sustentabilidade na construção é alinhar ganhos ambientais e sociais com os econômicos, daí a necessidade e importância de inovações. Não se pode esquecer que as edificações são bens com longa vida útil, produzidas através da aglutinação de diversos materiais e componentes de diferentes indústrias, e que demandam ainda uma grande quantidade de mão-de-obra. A busca pela sustentabilidade em edificações tem como objetivo eliminar os impactos negativos sociais e ambientais de todo o seu ciclo de vida. Isso já indica a complexidade desta iniciativa. Com relação aos aspectos ambientais de sustentabilidade ligados à construção sustentável, podem ser apontados aqueles citados pelos principais sistemas de avaliação de sustentabilidade e certificação voluntária de edifícios que são BREEAM (Reino Unido), CASBEE (Japão), GBTool (Internacional), e LEED (EUA). Todos eles levam em consideração a ualidade da implantação, a gestão do uso da água, a gestão do uso de energia, a gestão de materiais e a redução de resíduos, a prevenção de poluição, a gestão ambiental do processo, a gestão da qualidade do ambiente interno, a qualidade dos serviços e o desempenho econômico.

Para Giovani Toledo, gestor de negócios da Mizumo, espalham-se pelo país e pelo mundo iniciativas em favor do meio ambiente e da preservação dos recursos naturais. É estimulante saber que cresce a cada dia a opção pelo desenvolvimento de projetos e edificações sustentáveis, com a preocupação de reduzir e otimizar o consumo de energia e água, o gerenciamento de resíduos, reciclagem de materiais e reúso destes materiais e de água tratada. Segundo dados do Green Building Council Brasil – uma organização não governamental que visa fomentar a indústria de construção sustentável no país -, somente no ano passado, o número de empreendimentos que buscaram o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), elevou-se em 143% e 16 edifícios foram certificados. O selo corresponde a uma certificação que atesta a sustentabilidade do empreendimento. Ao todo, até o mês de janeiro último, 41 edificações já tinham recebido a certificação.

“Este total coloca o Brasil como o quarto país no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás somente de Estados Unidos, China e Emirados Árabes. A estimativa é que, em 2012, cerca de 650 projetos solicitem a certificação que, se conquistada, pode significar redução do consumo de energia em 30% e de água, em 50%. Os números totais de edificações sustentáveis podem parecer pequenos diante do número de empreendimentos que vêm sendo construídos nos últimos anos, mas revela um processo de conscientização em ascensão, num mercado de grande potencial. Há que se considerar que este tema ainda é muito recente no Brasil e há muitos desenvolvimentos sendo feitos”, informa ele.

Ele acrescenta que o mesmo ocorre com a adoção de sistemas, como estações de tratamento de esgoto, com a possibilidade de reúso de água tratada. Embora sejam produtos reconhecidos e que apresentam vantagens ambientais e econômicas, uma vez que permitem a diminuição do consumo de água fornecida pelas concessionárias, ainda possuem um nível de comercialização abaixo das necessidades nacionais. “Essas soluções são totalmente indicadas para as novas edificações e vêm ao encontro das necessidades dos projetos sustentáveis, além de serem adaptáveis a qualquer tipo de empreendimento, uma vez que são modulares e podem ser removidos e transportados para outros lugares. A água é o recurso natural mais importante para toda a humanidade. Dela depende a sobrevivência do planeta e todos os esforços para preservá-la são válidos. Os chamados edifícios verdes já são uma realidade no País, embora os empreendimentos voltados às atividades comerciais e empresariais ainda sejam os de maior número. Acredita-se, porém, que logo este conceito será estendido para todos os âmbitos, a exemplo do que ocorre em alguns projetos de moradias populares, mais uma prova de que a utilização de soluções e produtos sustentáveis é viável”.

Enfim, pode ser que no Brasil as construtoras e a população demorem em perceber que há uma tendência em se dar preferência aos empreendimentos que sigam as práticas e determinações da aplicação do conceito de sustentabilidade. Assim, criam-se as forças necessárias para reunir condições favoráveis para a criação, o fomento e a consolidação de uma visão empresarial mais consciente e atenta para as questões ligadas ao meio ambiente e ao impacto de seus empreendimentos nele. Antes de tornar-se um impeditivo; o conceito de sustentabilidade tem tudo para tornar-se um aliado poderoso na venda dos empreendimentos e na construção de uma imagem positiva para as empresas que adotarem essa visão. O grande entrave para a criação dessa visão sustentável no setor de construção civil é a enorme dificuldade em relação aos custos, ainda elevados, de determinados elementos que permitirão o enquadramento do empreendimento no conceito de sustentabilidade. Essas dificuldades podem criar a errônea idéia de que, se elevar seus custos de construção, os possíveis benefícios advindos do enquadramento do empreendimento no conceito de sustentabilidade não serão suficientes para proporcionar uma recuperação rápida do capital investido e até mesmo gerar um prejuízo final.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

O sucateamento da indústria brasileira

Já não é de hoje que esse blog e o Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), do qual sou diretor executivo, vêm alertando a sociedade brasileira sobre a desindustrialização e o sucateamento da indústria nacional. Para vencer isso, defendemos o combate da impunidade do não cumprimento das normas técnicas brasileiras. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que praticamente um em cada cinco produtos industriais consumidos no Brasil em 2011 foi importado, nível recorde. O coeficiente de penetração de importações, que considera tanto o consumo final das pessoas quanto o de insumos pela indústria, mostra que 19,8% dos bens industrializados no país vieram de fora. O recorde de 19,8% da participação de importados no mercado brasileiro no ano passado representou uma alta de dois pontos percentuais sobre o coeficiente de penetração das importações de 2010. Dos 27 setores industriais analisados, 21 registraram elevação no coeficiente de 2011 frente a 2010. Os segmentos com maior crescimento foram ópticos, informática e eletrônicos – sobretudo equipamentos de comunicação, como celulares – derivados de petróleo e biocombustíveis. A participação de insumos importados na indústria brasileira – matérias primas, máquinas e equipamentos – também bateu recorde, com 21,7% em 2011. O valor foi 2,6 pontos percentuais maior que em 2010 e 0,4 ponto percentual acima do registrado em 2008, ano do recorde anterior da série. Para 24 dos 27 setores analisados, houve aumento nesse coeficiente. Os segmentos de informática, eletrônicos e ópticos foram também os que tiveram a maior alta de consumo de importados na produção – 17,8 pontos percentuais – alcançando 76,7% do total de insumos usados no ano passado.

O gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, atribuiu o recorde no coeficiente de penetração das importações à valorização cambial, ao consumo interno, aos incentivos do ICMS às importações e aos chamados custos sistêmicos, como a elevada carga tributária, a infraestrutura deficiente e os juros altos. Prevê que a tendência é este coeficiente aumentar em 2012. “Se nada for feito para atenuar os custos sistêmicos, o quadro deve se agravar, com o crescimento da economia sendo limitado pelo baixo desempenho da indústria este ano”, assinalou. Segundo a pesquisa da CNI, elaborada em parceria com a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o coeficiente de exportação foi rigorosamente idêntico ao de importações. A participação das exportações no valor da produção da indústria foi de iguais 19,8% em 2011, representando um crescimento de dois pontos percentuais na comparação com 2010. Foi o segundo aumento anual consecutivo no coeficiente de exportação. No entanto, destaca o estudo, o índice está abaixo do valor recorde de 2004, quando a participação das vendas externas no valor da produção industrial atingiu 22,9%. Na indústria de transformação – segmento que concentra maior inovação tecnológica, maior valor agregado e melhor remuneração de mão de obra -, o coeficiente de exportação cresceu 1,1 ponto percentual em relação a 2010, atingindo 15% no ano passado. Os segmentos que tiveram melhor evolução na proporção das vendas externas no valor da produção foram metalurgia, máquinas e equipamentos e têxteis. A participação das exportações no valor da produção da indústria de transformação está, contudo, 6,6 pontos percentuais abaixo do valor do recorde da série, em 2004. Já o coeficiente de exportação da indústria extrativa, que é altamente exportadora, caiu 0,7 ponto percentual, chegando a 73,8%, quando foi de 74,5%, em 2010. O valor registrado em 2010 foi o recorde da série.

Além do coeficiente de insumos importados da indústria brasileira, a segunda edição da pesquisa trimestral Coeficientes de Abertura Comercial, lançada em novembro último, trouxe outro novo indicador: o coeficiente de exportações líquidas da indústria. O índice, que será divulgado anualmente, sinaliza se uma desvalorização do real trará impacto positivo ou negativo para o setor, considerando o aumento da receita com exportação em reais e o crescimento do custo em reais dos insumos importados. Coeficientes acima de zero mostram que a desvalorização da moeda brasileira tem impacto positivo para o setor e, abaixo de zero, o impacto é negativo. Quando há valorização cambial, o coeficiente de exportações líquidas acima de zero representa prejuízo. O coeficiente de exportações líquidas da indústria ficou em 9% no ano passado, prejudicando a maioria dos segmentos industriais, já que houve apreciação do real em 2011, em vez de desvalorização. Entre os 21 segmentos da indústria de transformação avaliados, 11 ficaram com coeficientes acima de zero. Os mais prejudicados pela valorização cambial foram os de fumo, com coeficiente de 42,1%, couros e calçados (17,9%) e alimentos e bebidas (16,6%).

Dessa forma, estamos com uma campanha contra a impunidade de empresários que não cumprem a norma técnica, já que a grande maioria dos empresários brasileiros vem buscando arcar com investimentos para fabricar produtos de qualidade ou oferecer bons serviços. Já alguns importadores colocam no mercado produtos sem especificações técnicas que oferecem riscos a toda a sociedade. No mundo atual, o cumprimento das normas técnicas é obrigatório, sob pena de inviabilizar a exportação de produtos ou serviços, que não seriam adquiridos se os compradores imaginassem que os produtores não seguem as normas, pois constituem requisitos básicos de qualidade. Embora não sejam leis, as normas técnicas têm força obrigatória, sendo importante distinguir o caráter voluntário, que existe na iniciativa e no processo de elaboração das normas técnicas, da obrigatoriedade do seu cumprimento, quando em vigor. A iniciativa da elaboração pode ser voluntária, porque depende de empresas, entidades e consumidores interessados se organizarem para propor a sua elaboração, mas o cumprimento das normas, depois de aprovadas, tem caráter obrigatório.

Todos os empresários que não seguem as normas estão passíveis de sanção penal, como fechamento de seu estabelecimento, multa, recolhimento de produtos, etc. A obrigatoriedade de cumprimento das normas técnicas decorre de vários fatores e princípios, previstos implícita ou expressamente em diversos dispositivos legais e aplicáveis às relações de um modo geral, quer se tratem de relação de consumo, quer não. São obrigações que se enquadram no plano geral de responsabilidades, cujo descumprimento, a exemplo das leis, traz consequências para o seu autor, provando que as normas técnicas têm eficácia. Além dos fatores de natureza jurídica, é de se destacar que há fatores de ordem comercial que impõem a obrigatoriedade de atendimento às normas técnicas, pois no mundo globalizado em que se vive seria inviável a qualquer nação que visa proteger seus cidadãos consumir, por exemplo, produtos importados que não possuem os requisitos básicos de qualidade, ou seja, não seguem as normas técnicas.

O Itenac entende que há uma grande confusão entre certificação compulsória e cumprimento de normas técnicas. Os produtos com certificação compulsória ou com regulamentação técnica são obrigados a provar antes de entrar no mercado que seguem determinadas normas com ensaios de laboratório e levam um selo de certificação. Isso não quer dizer que quando não tem esse tipo de certificação, um produto ou serviço não precisa seguir normas. Necessita observar as normas, somente não precisa ensaiar os seus produtos ou serviços. Para vender um forno de padaria que não precisa de selo de conformidade, o fabricante precisa seguir as normas. Ele não precisa mostrar isso antes para alguém, como terceira parte, mas é obrigado a seguir a norma. Como se pode viver em uma sociedade com apenas mais ou menos 300 produtos certificados? E o resto? E os celulares, e o aditivo para o radiador do carro, e as escadas metálicas, etc.? Atualmente, existem mais de 10.000 normas técnicas e mais ou menos 500 regulamentos técnicos. Quer dizer que só devem ser cumpridos os 500 regulamentos? E as outras 9.500 normas? São para serem cumpridas.

O cumprimento das normas técnicas estabelece uma presunção de conformidade, de qualidade, de atendimento aos requisitos técnicos mínimos de segurança e desempenho. A falta de atendimento às normas técnicas impõe ao fabricante ou prestador de serviço o ônus de provar que o produto ou serviço atende aos requisitos mínimos de segurança e qualidade exigidos pela sociedade técnica e o mercado de consumo, ainda que não estejam normalizados.

Empresários, jornalistas, técnicos, gestores, associações, etc., interessados em participar dessa campanha, podem entrar em contato. A sua participação irá ajudar o Brasil a aumentar a sua competitividade e a vencer a impunidade dos que oferecem produtos e serviços sem cumprimento das normas técnicas. Também, você estará defendendo o emprego de milhares de brasileiros e até mesmo o seu. A participação pode ser feita através de depoimentos para Itenac, apoio financeiro aos eventos com desconto no imposto de renda, envio de artigos e materiais em defesa do uso das normas técnicas e da inovação no brasil, sugestões de pautas, compra de e-books e muitas outras formas de ajudar o movimento. Entre em contato que o Itenac vai ter uma solução para você ou para a sua empresa. E vamos lutar juntos!

Hayrton Prado, jornalista profissional

hayrton@uol.com.br

mobile: (11) 9105-5304

Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac)

Av. Alfredo Egídio de Souza Aranha, 75, cj. 41.

CEP 04726-170

itenac@itenac.org.br

www.itenac.org.br

(11) 5642-2272