Falta tempo discricionário para o profissional de RH

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Sebastião Guimarães

O profissional de RH precisa manejar a sua agenda para ter mais tempo discricionário. Precisa de mais tempo para decidir o que não fazer, para poder se dedicar ao que realmente deve ser feito e que considera relevante e estratégico. Precisa de tempo discricionário para atrair, manter e desenvolver as pessoas que desempenham atividades para a organização, conforme o princípio base do sistema de gestão de recursos humanos (1). O consultor americano Peter Howes, Chief Executive Officer, da Infohrm Pty Ltd, falando sobre o assunto, diz o seguinte: “No RH não há tempo discricionário suficiente. Deveria ser de 70%”.

Um estudo da universidade de negócios de Warwick, no Reino Unido, identificou que a equipe de gestão de pessoas dedica menos de 45% de seu tempo em ações realmente valiosas para o negócio. Para David Ulrich, maior autoridade em gestão de pessoas no mundo atualmente, esse é um problema de prioridades: a área de RH deveria avaliar melhor em que está investindo seu tempo (2). A falta de tempo dos profissionais da área de RH tem diversas causas. Uma delas é o enxugamento exagerado da área de RH. Há um dado estatístico informando (3) que em 1995, havia, em média, 169 treinandos para cada profissional de RH, e em 2004, passou a ter 196. Nessas condições, as dificuldades dos profissionais de RH são muitas, principalmente para dispor de tempo discricionário.

Apesar de tudo, a área de RH vem desenvolvendo. Um fato muito significativo é a mudança de status do RH, que, em muitas organizações privadas e públicas, deixou de ser totalmente operacional, passando a ser, também, estratégico. Em consequência, muitos processos novos foram implementados e os existentes melhorados. É o caso dos processos de T&D, que passaram a ser considerados investimentos e não despesas e, consequentemente, passou a ter um retorno do investimento muito significativo – dando lucro – muito lucro! Uma das causas dessas melhorias é a implementação da Norma ISO 10015 que deu as diretrizes para que o treinamento seja desenvolvido de forma eficiente e eficaz. Alem das atividades de T&D, as de Recrutamento e Seleção – R&S, de Cargos e Salários – C&S e muitas outras tiveram seus processos melhorados, graças à compreensão da importância estratégica do RH, por parte dos gestores e, principalmente, da dedicação dos profissionais da área de RH.

Para solucionar a questão da falta de tempo discricionário na área de RH é preciso melhorar sua estrutura e capacitar seus profissionais no que diz respeito à Gestão de Projetos. É preciso que os profissionais de RH estejam capacitados para conhecer, implementar e gerir novos projetos, como por exempo, o Ensino a Distância, Universidade Corporativa e muitos outros projetos necessários para a sobrevivência e desenvolvimento das organizações.

Sebastião Guimarães é consultor da T&G – Treinamento Corporativo – guimaraes@tgtreinamento.com.br

­Referências

1. INSTITUTO PORTUGUÊS DA QUALIDADE – IPQ, NP 4427:2004, Sistema de gestão de recursos humanos. Portugal: IPQ, 2004. pág. 4.

2. MARI, Juliana de, Aceite o simples, Revista VOCÊ RH Edição 20 MARÇO/ABRIL – pág. 5.

3. CASTRO, Alfredo Pires de, Indo Além do ROI e T&D. São Paulo: – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, 2005. pág 119.

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