Grama sintética

Fácil de utilizar, com explicações úteis e necessárias, ilustrações com tabelas e figuras, e comentários pertinentes, feitos por profissionais especializados, que participaram diretamente do desenvolvimento da norma técnica em questão, a versão comentada das normas é um grande diferencial para quem deseja obter o máximo dos requisitos e diretrizes da norma de forma rápida, ágil e econômica.

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gramaO Santos Futebol Clube vivenciou no Peru uma situação inusitada: jogar em um campo de grama sintética um jogo pela Copa Libetadores. Um campo com um tipo de carpete bastante antigo. Os materiais têxteis vêm sendo utilizados na área esportiva para melhorar o desempenho do atleta, alterando o ambiente, os equipamentos e as roupas utilizadas na prática esportiva. Muitos esportes possuem como ambiente de prática um campo gramado, entre eles o futebol, tênis, golfe, rúgbi e hóquei. A grama natural tem sido utilizada há muito tempo, mas em função dos danos que sofre e do seu longo tempo de recuperação, os jogadores têm o seu desempenho prejudicado devido à instabilidade do campo.

Como alternativa para o problema de durabilidade da grama natural, foi desenvolvida na década de 60 a grama sintética, produzida em poliamida 6,6 com tecido de base em poliéster de alta resistência. Seus fios eram texturizados para melhorar a elasticidade e aumentar a densidade, facilitando a movimentação da bola. Com a evolução tecnológica, as gramas sintéticas foram aperfeiçoadas de modo a atender satisfatoriamente todas as atividades praticadas em grama. As principais mudanças concernem ao material utilizado e ao tipo do fio. Atualmente, os fios são confeccionados de polietileno e de polipropileno, e podem ser do tipo fibrilado ou multifilamento. Os avanços permitiram o uso da grama sintética para o futebol de campo (que até então exigia o uso de grama natural) com aprovação da Fédération Internacionale de Football Association (FIFA).

A escolha do tipo de fibra e fio depende da aplicação da grama, a começar pelo seu local de uso. Num ambiente externo (outdoor), por exemplo, a grama deve ter furos para drenagem da água. No processo de instalação, para melhor fixação e absorção de impacto, coloca-se sobre a grama areia, borracha moída ou ambos. Além disso, a justaposição das placas e sua união podem ser feitas por costuras ou adesivos, o que exige uma avaliação da resistência dessas emendas. No passado, os principais requisitos de uma grama eram a durabilidade, resistência à abrasão, resistência ao manchamento, facilidade de limpeza, resistência à degradação fotoquímica e resistência a fungos e insetos (biodegradação). Entretanto, com a evolução do material, surgiu a necessidade de não somente caracterizá-lo quanto à aparência e durabilidade, mas também de avaliar seu desempenho na interação com a bola e o atleta.

Assim, os gramados passaram a ter um aspecto mais natural, a interação dos jogadores e da bola com o gramado era muito mais parecida com a coisa real. Hoje podemos dizer com certeza que o gramado sintético está no Brasil para ficar. Mas como escolher a grama, qua é o melhor filamento, o que significa Dtex? Existe um grande número de sistemas de grama artificial no mercado, muitos parecem bem similares, mas podem ser de material diferente, fabricados por empresas diferentes, fabricados com diferentes propósitos em mente e ainda usando técnicas diferentes. Existem muitos fabricantes de fibras e fitas e ainda mais fabricantes de carpetes e instaladores. A distinção mais básica que podemos fazer entre os sistemas atualmente disponíveis é que existem os “cobertos” e os ”vazios”. Nos sistemas cobertos encontramos duas distinções, o coberto com areia e o coberto com borracha.

No primeiro sistema, o carpete é preenchido com um material granular até aproximadamente 3mm da altura total dos filamentos, geralmente sílica especial, o que pode representar aproximadamente 90% do peso total do gramado. O jogo acontece nesta composição de fibra e areia. No segundo sistema, muito mais comum nos campos modernos, o carpete apresenta uma diferença na altura das fibras: de 50 a 60 mm. Aqui também existe uma pequena camada de sílica especial, mas somente para servir de lastro para o carpete não se movimentar durante o jogo, em climas muito quentes ou muito frios ou chuvas torrenciais. Sobre esta camada de sílica é então colocada uma camada de borracha que obedece certas normas para consistência de tamanho e formato. Esta camada não preenche completamente os filamentos do gramado na altura, ao contrário, deve permanecer no mínimo 3 mm abaixo da altura total do filamento. Filamentos muito altos – maiores que 60mm não mantém a borracha dentro do gramado, havendo uma dispersão do recheio para fora e para os lados. Esta dispersão ou deslocamento do recheio de borracha provoca altura irregular do campo em diferentes pontos, sendo este comportamento do gramado não aceitável dentro das normas e limites de um bom campo. A borracha deslocada também influencia no interação da bola com o campo, causando um movimento imprevisível e prejudicando a jogabilidade.

Outro problema resultante do excesso de altura do filamento é um campo excessivamente macio, fora dos padrões da FIFA, o que provoca fadiga por esforço desnecessário. A interação jogador e campo é grandemente afetada pelo abuso do recheio de borracha. O jogador precisa dispender maior energia no arranque para poder vencer a inércia, aumentada pela flexão da borracha. Além da borracha acumulada por deslocamento para os lados alterar a performance do jogador durante a corrida – em função da diferença de altura e maciez nos diversos pontos do gramado – isto também altera o comportamento e a velocidade da bola para níveis não aceitáveis e impossíveis de calcular, prejudicando o drible, o passe e o chute ao gol. Outras variáveis que influenciam a performance do campo incluem:

  • O polímero usado para a fabricação do filamento. Os dois mais importantes são o polipropileno e o polietileno (náilon). Os polímeros básicos são modificados para produzirem propriedades diferentes como durabilidade, resistência à fricção, resistência ao clima, etc.
  • O corte transversal individual de área dos filamentos. Estes variam consideravelmente de produto para produto. A unidade de medida da fibra (filamento) é o Dtex – quanto maior o Dtex maior o peso da fibra por unidade de comprimento. Isto não significa que um Dtex altíssimo implica em qualidade altíssima. Neste aspecto entra também a composição química do filamento.
  • O método de manufatura do carpete. Os métodos principais são tufting, costurados, tecidos e agulhados. Os agulhados são usados especialmente nas superfícies cobertas com areia.
  • Densidade dos pontos. A densidade dos pontos tem na realidade dois componentes, a quantidade dos pontos propriamente dita e a composição de cada tufo individual, que pode variar em termos de quantidade e expessura dos filamentos.

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A sustentabilidade nos negócios de Supply Chain

Nos últimos anos, a ideia de sustentabilidade tem amadurecido progressivamente no âmbito corporativo, principalmente na área de Supply Chain. A maneira de investir e enxergar o meio ambiente tem progredido em dimensões mundiais, mas ainda não chegou à sua evolução total. Segundo o Instituto Brasileiro de Supply Chain (Inbrasc), além da preocupação com o meio em que vivemos, existem outros benefícios atrelados aos investimentos à sustentabilidade em Supply Chain. Entre eles podemos citar a influência positiva na imagem da marca e principalmente a economia significativa para quem aposta na tática, sendo que os dois itens são comprovados por grandes empresas. Dentro do cenário atual, a definição de sustentabilidade para os negócios de Supply Chain resume-se em investir em longo prazo, somando ao valor da marca e estimulando ações que contribuam para a melhoria do meio ambiente e à sociedade como um todo. Entretanto, os métodos para que os setores ligados à cadeia de suprimentos de uma empresa mantenham características sustentáveis são complexos. Não basta que executem apenas atos de forma tradicional. É preciso conhecer, examinar e avaliar como funciona a área de Supply Chain dentro de cada empresa.

Por isso, o Inbrasc trabalha efetivamente na ajuda da progressão de um ambiente corporativo sustentável solucionando dúvidas e questões que rondam o setor. E divulgou um estudo abordando as principais necessidades do setor relacionadas à sustentabilidade. As perguntas foram respondidas entre os dias 06 e 07 de fevereiro por líderes dessa área. Um estudo realizado nos Estados Unidos da América pela SCM World mostrou que existem semelhanças entre o Brasil e o país norte-americano com relação aos investimentos e demandas de sustentabilidade na área de Supply Chain. O estudo norte-americano foi elaborado pelos renomados executivos da área Dr. Hau Lee e Kevin O’Marah. De acordo com as duas pesquisas, grande parte da demanda dos esforços de sustentabilidade está ligada diretamente à pressão dos líderes, como veremos nas duas primeiras figuras, em que os gráficos, apesar de apresentarem percentuais diferentes mostram que a escolha das respostas por parte dos executivos são parecidas. Além disso, outros aspectos apresentam similaridades, como os motivos que direcionam os esforços em sustentabilidade dentro da empresa e os incentivos oferecidos por elas, na intenção de melhorar a as ações sustentáveis dos seus fornecedores. Os destaques deste estudo incluem: a origem dos esforços de sustentabilidade dentro de cada empresa; os motivos que direcionam os esforços dentro das empresas; os obstáculos e as dificuldades relacionadas à sustentabilidade no setor; os incentivos dentro das empresas; e os resultados obtidos pela empresa.

Os esforços ligados à sustentabilidade devem existir de forma equilibrada envolvendo todos os setores que compõe a cadeia. Entretanto, os estudos realizados em ambos os países apontam que os investimentos à sustentabilidade provem da pressão dos líderes das próprias empresas, com 45% das respostas escolhidas no Brasil e 38% nos Estados Unidos. Nos dois países a opção lidera o ranking. Outro aspecto a destacar é que a imposição sustentável dos clientes causa mais impacto nas decisões dos executivos que a pressão do governo. Nos dois países o item aparece em segundo lugar com 29% (Brasil) e 26% (EUA). Contudo, podemos deduzir que o governo brasileiro exerce pouca pressão e oferece raros incentivos as ações sustentáveis, já que o país apresentou uma porcentagem pouco menor comparada aos EUA, com 12% (Brasil) e 20% (EUA).

De onde provem a demanda dos esforços de sustentabilidade da sua empresa?

A economia de milhões de dólares e o aumento das vendas são alguns dos agentes que direcionam os investimentos em sustentabilidade. Entretanto, o que mais entusiasma na visão dos líderes da área de supply chain são questões ligadas à imagem positiva junto ao cliente e a valorização da marca. Este cenário é válido para as duas realidades, nacional e norte-americana liderando o ranking com respectivamente 67% (BR) e 32% (EUA). A informação de que os incentivos governamentais à sustentabilidade no Brasil e nos Estados Unidos da América são mínimos se consolida no momento em que analisamos a prioridade das duas nações.

Quais são os principais motivos que direcionam os esforços em sustentabilidade na sua empresa?

Mesmo com grande parte das empresas trabalhando no investimento à sustentabilidade, ainda existem obstáculos que dificultam a progressão sustentável. De acordo com a pesquisa, o principal obstáculo está ligado à falta de conhecimento e experiência para realizar projetos de melhoria, no Brasil 33% das pessoas entrevistadas escolheram esta opção. A falta de recursos e o fato de não haver nenhum retorno mensurável também são pontos que dificultam a ação, as opções apresentaram respectivamente 21% (BR) e 17% (EUA) das respostas. Concluí-se que há interesse em investir na sustentabilidade, mas não existem ações efetivas, já que a resistência interna e a resistência do fornecedor aparecem como minoria, com 17% (BR) e 13%(EUA) das respostas.

Em sua opinião quais os principais obstáculos nos investimentos em sustentabilidade?

A maior parte das empresas contribui para a sustentabilidade atribuindo incentivos como preferência aos fornecedores com perfil sustentável, além de oferecerem melhores termos e condições contratuais. Neste âmbito, o Brasil apresenta um cenário semelhante ao dos Estados Unidos da América. Como mostra o gráfico abaixo. O item “Fornecedor preferencial” lidera o ranking com 57% (Brasil) e 30% (EUA). As facilidades nos termos e condições contratuais também se apresentam como ações efetivas, já que nos dois países a opção fica em segundo lugar, com 21% (Brasil) e 22% (EUA).

Quais são os incentivos colocados pela sua empresa como apoio para melhoria de sustentabilidade aos seus fornecedores?

Pode-se dizer que, no Brasil, os resultados gerados com a aplicação de programas e investimentos sustentáveis são considerados bons. De acordo com a pesquisa, o resultado está ligado diretamente com a melhoria na satisfação do cliente, quase metade dos entrevistados (45%) escolheu esta opção. Além disso, uma parte considerável dos profissionais afirmou que houve uma melhoria no relacionamento com os fornecedores (38%), melhorando também as oportunidades de novas vendas (35%). Sendo assim, o Inbrasc tem trabalhado efetivamente no estudo de temas relevantes para o setor de Logística e Supply Chain. Sendo que um dos principais objetivos é manter o mercado atualizado por meio da coleta das informações proeminentes ao mercado atual.

Quais resultados você obteve com os esforços em sustentabilidade?

Supply Chain: o que é isso?

O Supply Chain Management ou simplesmente Supply Chain é a gestão da cadeia de fornecimento. Segundo alguns estudiosos, a competição no mercado global não ocorre entre empresas, mas entre cadeias de fornecimento. A gestão da logística e do fluxo de informações em toda a cadeia permite aos executivos avaliar os pontos fortes e os fracos na sua cadeia de fornecimento, auxiliando a tomada de decisões que resultam na redução de custos, aumento da qualidade, entre outros, aumentando a competitividade do produto e/ou criando valor agregado e diferenciais em relação a concorrência. Os resultados que se esperam da utilização de sistemas que automatizem isso são: reduzir custos; aumentar a eficiência; ampliar os lucros; melhorar os tempos de ciclos da cadeia de fornecimento; melhorar o desempenho nos relacionamentos com clientes e fornecedores; desenvolver serviços de valor acrescentado que dão a uma empresa uma vantagem competitiva; obter o produto certo, no lugar certo, na quantidade certa e com o menor custo; e manter o menor estoque possível. Esses resultados são obtidos à medida que a gestão da cadeia de fornecimento simplificar e acelerar as operações que estão relacionadas com a forma como os pedidos do cliente são processados pelo sistema, até serem atendidos, e também, com a forma das matérias-primas serem adquiridas, e entregues, pelos processos de fabricação e distribuição.
Concluindo, é fundamental que as empresas se preocupem com a integração desses conjuntos de soluções de gestão, automatizadas através da tecnologia de informação, pois só assim será possível obter maior vantagem estratégica e competitiva. Um bom gerenciamento da cadeia de suprimentos, começa na avaliação dos gastos, no modelo atual de compras, na avaliação dos índices financeiros aplicados na renovação dos contratos por fornecedores e etc, não basta colocar um software de administração da cadeia, se não alterar o modelo de gerenciamento. A idéia do Supply Chain, é reduzir as atividades táticas, ampliando a ação estratégica. A área de suprimentos hoje, diferentemente de ontem, é responsável pelos resultados da empresa, a sinergia – ação dos órgãos simultaneamente, desenvolvida entre os departamentos fortalece a área que hoje, não só acompanha a aplicação dos contratos, mas como é responsável por todo o período de negociação. O comprador definitivamente, abandona a fase de baixa ou de nenhuma rastreabilidade e auditabilidade de seu processo de compras, passando a ter total visualização de todo o processo.