A sustentabilidade nos negócios de Supply Chain

Nos últimos anos, a ideia de sustentabilidade tem amadurecido progressivamente no âmbito corporativo, principalmente na área de Supply Chain. A maneira de investir e enxergar o meio ambiente tem progredido em dimensões mundiais, mas ainda não chegou à sua evolução total. Segundo o Instituto Brasileiro de Supply Chain (Inbrasc), além da preocupação com o meio em que vivemos, existem outros benefícios atrelados aos investimentos à sustentabilidade em Supply Chain. Entre eles podemos citar a influência positiva na imagem da marca e principalmente a economia significativa para quem aposta na tática, sendo que os dois itens são comprovados por grandes empresas. Dentro do cenário atual, a definição de sustentabilidade para os negócios de Supply Chain resume-se em investir em longo prazo, somando ao valor da marca e estimulando ações que contribuam para a melhoria do meio ambiente e à sociedade como um todo. Entretanto, os métodos para que os setores ligados à cadeia de suprimentos de uma empresa mantenham características sustentáveis são complexos. Não basta que executem apenas atos de forma tradicional. É preciso conhecer, examinar e avaliar como funciona a área de Supply Chain dentro de cada empresa.

Por isso, o Inbrasc trabalha efetivamente na ajuda da progressão de um ambiente corporativo sustentável solucionando dúvidas e questões que rondam o setor. E divulgou um estudo abordando as principais necessidades do setor relacionadas à sustentabilidade. As perguntas foram respondidas entre os dias 06 e 07 de fevereiro por líderes dessa área. Um estudo realizado nos Estados Unidos da América pela SCM World mostrou que existem semelhanças entre o Brasil e o país norte-americano com relação aos investimentos e demandas de sustentabilidade na área de Supply Chain. O estudo norte-americano foi elaborado pelos renomados executivos da área Dr. Hau Lee e Kevin O’Marah. De acordo com as duas pesquisas, grande parte da demanda dos esforços de sustentabilidade está ligada diretamente à pressão dos líderes, como veremos nas duas primeiras figuras, em que os gráficos, apesar de apresentarem percentuais diferentes mostram que a escolha das respostas por parte dos executivos são parecidas. Além disso, outros aspectos apresentam similaridades, como os motivos que direcionam os esforços em sustentabilidade dentro da empresa e os incentivos oferecidos por elas, na intenção de melhorar a as ações sustentáveis dos seus fornecedores. Os destaques deste estudo incluem: a origem dos esforços de sustentabilidade dentro de cada empresa; os motivos que direcionam os esforços dentro das empresas; os obstáculos e as dificuldades relacionadas à sustentabilidade no setor; os incentivos dentro das empresas; e os resultados obtidos pela empresa.

Os esforços ligados à sustentabilidade devem existir de forma equilibrada envolvendo todos os setores que compõe a cadeia. Entretanto, os estudos realizados em ambos os países apontam que os investimentos à sustentabilidade provem da pressão dos líderes das próprias empresas, com 45% das respostas escolhidas no Brasil e 38% nos Estados Unidos. Nos dois países a opção lidera o ranking. Outro aspecto a destacar é que a imposição sustentável dos clientes causa mais impacto nas decisões dos executivos que a pressão do governo. Nos dois países o item aparece em segundo lugar com 29% (Brasil) e 26% (EUA). Contudo, podemos deduzir que o governo brasileiro exerce pouca pressão e oferece raros incentivos as ações sustentáveis, já que o país apresentou uma porcentagem pouco menor comparada aos EUA, com 12% (Brasil) e 20% (EUA).

De onde provem a demanda dos esforços de sustentabilidade da sua empresa?

A economia de milhões de dólares e o aumento das vendas são alguns dos agentes que direcionam os investimentos em sustentabilidade. Entretanto, o que mais entusiasma na visão dos líderes da área de supply chain são questões ligadas à imagem positiva junto ao cliente e a valorização da marca. Este cenário é válido para as duas realidades, nacional e norte-americana liderando o ranking com respectivamente 67% (BR) e 32% (EUA). A informação de que os incentivos governamentais à sustentabilidade no Brasil e nos Estados Unidos da América são mínimos se consolida no momento em que analisamos a prioridade das duas nações.

Quais são os principais motivos que direcionam os esforços em sustentabilidade na sua empresa?

Mesmo com grande parte das empresas trabalhando no investimento à sustentabilidade, ainda existem obstáculos que dificultam a progressão sustentável. De acordo com a pesquisa, o principal obstáculo está ligado à falta de conhecimento e experiência para realizar projetos de melhoria, no Brasil 33% das pessoas entrevistadas escolheram esta opção. A falta de recursos e o fato de não haver nenhum retorno mensurável também são pontos que dificultam a ação, as opções apresentaram respectivamente 21% (BR) e 17% (EUA) das respostas. Concluí-se que há interesse em investir na sustentabilidade, mas não existem ações efetivas, já que a resistência interna e a resistência do fornecedor aparecem como minoria, com 17% (BR) e 13%(EUA) das respostas.

Em sua opinião quais os principais obstáculos nos investimentos em sustentabilidade?

A maior parte das empresas contribui para a sustentabilidade atribuindo incentivos como preferência aos fornecedores com perfil sustentável, além de oferecerem melhores termos e condições contratuais. Neste âmbito, o Brasil apresenta um cenário semelhante ao dos Estados Unidos da América. Como mostra o gráfico abaixo. O item “Fornecedor preferencial” lidera o ranking com 57% (Brasil) e 30% (EUA). As facilidades nos termos e condições contratuais também se apresentam como ações efetivas, já que nos dois países a opção fica em segundo lugar, com 21% (Brasil) e 22% (EUA).

Quais são os incentivos colocados pela sua empresa como apoio para melhoria de sustentabilidade aos seus fornecedores?

Pode-se dizer que, no Brasil, os resultados gerados com a aplicação de programas e investimentos sustentáveis são considerados bons. De acordo com a pesquisa, o resultado está ligado diretamente com a melhoria na satisfação do cliente, quase metade dos entrevistados (45%) escolheu esta opção. Além disso, uma parte considerável dos profissionais afirmou que houve uma melhoria no relacionamento com os fornecedores (38%), melhorando também as oportunidades de novas vendas (35%). Sendo assim, o Inbrasc tem trabalhado efetivamente no estudo de temas relevantes para o setor de Logística e Supply Chain. Sendo que um dos principais objetivos é manter o mercado atualizado por meio da coleta das informações proeminentes ao mercado atual.

Quais resultados você obteve com os esforços em sustentabilidade?

Supply Chain: o que é isso?

O Supply Chain Management ou simplesmente Supply Chain é a gestão da cadeia de fornecimento. Segundo alguns estudiosos, a competição no mercado global não ocorre entre empresas, mas entre cadeias de fornecimento. A gestão da logística e do fluxo de informações em toda a cadeia permite aos executivos avaliar os pontos fortes e os fracos na sua cadeia de fornecimento, auxiliando a tomada de decisões que resultam na redução de custos, aumento da qualidade, entre outros, aumentando a competitividade do produto e/ou criando valor agregado e diferenciais em relação a concorrência. Os resultados que se esperam da utilização de sistemas que automatizem isso são: reduzir custos; aumentar a eficiência; ampliar os lucros; melhorar os tempos de ciclos da cadeia de fornecimento; melhorar o desempenho nos relacionamentos com clientes e fornecedores; desenvolver serviços de valor acrescentado que dão a uma empresa uma vantagem competitiva; obter o produto certo, no lugar certo, na quantidade certa e com o menor custo; e manter o menor estoque possível. Esses resultados são obtidos à medida que a gestão da cadeia de fornecimento simplificar e acelerar as operações que estão relacionadas com a forma como os pedidos do cliente são processados pelo sistema, até serem atendidos, e também, com a forma das matérias-primas serem adquiridas, e entregues, pelos processos de fabricação e distribuição.
Concluindo, é fundamental que as empresas se preocupem com a integração desses conjuntos de soluções de gestão, automatizadas através da tecnologia de informação, pois só assim será possível obter maior vantagem estratégica e competitiva. Um bom gerenciamento da cadeia de suprimentos, começa na avaliação dos gastos, no modelo atual de compras, na avaliação dos índices financeiros aplicados na renovação dos contratos por fornecedores e etc, não basta colocar um software de administração da cadeia, se não alterar o modelo de gerenciamento. A idéia do Supply Chain, é reduzir as atividades táticas, ampliando a ação estratégica. A área de suprimentos hoje, diferentemente de ontem, é responsável pelos resultados da empresa, a sinergia – ação dos órgãos simultaneamente, desenvolvida entre os departamentos fortalece a área que hoje, não só acompanha a aplicação dos contratos, mas como é responsável por todo o período de negociação. O comprador definitivamente, abandona a fase de baixa ou de nenhuma rastreabilidade e auditabilidade de seu processo de compras, passando a ter total visualização de todo o processo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: