Avaliando a confiabilidade humana

Sistema Target GEDWeb
Essa é a ferramenta definitiva para facilitar e agilizar o controle e o acesso on-line dos documentos internos e externos utilizados pelas empresas. Desenvolvido para gerenciar grandes acervos de normas e documentos técnicos, o Sistema Target GEDWeb permite a centralização e a unificação das informações técnicas. Além disso, disponibiliza esses documentos de maneira fácil e simples em ambiente Web, para a aprovação, busca, visualização e impressão por múltiplos usuários. O sistema também inclui acesso a regulamentos técnicos emitidos pelo Inmetro, normas regulamentadoras emitidas pelo MTE, glossário técnico especializado português-inglês/inglês-português, laboratórios de ensaios credenciados pelo Inmetro e Guia Target de Empresas, um exclusivo sistema on-line para pesquisa e cotação de preços junto a fornecedores de produtos e serviços com qualidade assegurada.

humanoQuando o ser humano erra é sempre um processo bastante complicado. Quando ocorre um erro humano em um hospital, em um avião, na direção de um carro, etc. , muitas vezes ocorre a perda de uma vida ou de milhares. Uma ferramenta de avaliação de riscos denomina-se avaliação da confiabilidade humana (ACH). Ela trata do impacto de pessoas sobre o desempenho de um sistema e pode ser utilizada para avaliar as influências de erro humano no sistema. Muitos processos contêm potencial para erro humano, especialmente quando o tempo disponível para o operador tomar decisões for curto. A probabilidade de que problemas irão se desenvolver suficientemente para tornarem-se graves pode ser pequena. Algumas vezes, porém, a ação humana será a única defesa para evitar que uma falha inicial progrida para um acidente.

A importância da ACH foi ilustrada por vários acidentes em que os erros humanos críticos contribuíram para uma sequência de eventos catastróficos. Tais acidentes são advertências contra os processos de avaliações de riscos que se concentram exclusivamente no hardware e software em um sistema. Eles ilustram os perigos de ignorar a possibilidade de contribuição do erro humano. Além disso, as ACH são úteis em destacar os erros que podem impedir a produtividade e em revelar as maneiras pelas quais esses erros e outras falhas (hardware e software) podem ser “recuperados” pelos operadores humanos e pelo pessoal de manutenção.

A ACH pode ser utilizada qualitativamente ou quantitativamente. Qualitativamente, ela é utilizada para identificar o potencial de erro humano e suas causas de forma que a probabilidade de erro possa ser reduzida. A ACH quantitativa é utilizada para fornecer dados sobre falhas humanas ou junto com outras técnicas. As entradas para a ACH incluem:

• informações para definir tarefas que as pessoas devem realizar;

• experiência dos tipos de erro que ocorrem na prática e o potencial para erro;

• especialidade em erro humano e sua quantificação.

Seu processo é o seguinte:

• Definição do problema, quais tipos de envolvimentos humanos devem ser investigados/avaliados?

• Análise da tarefa, como a tarefa será realizada e que tipo de auxílio será necessário para apoiar a realização?

• Análise do erro humano, como a realização da tarefa pode falhar: quais erros podem ocorrer e como eles podem ser recuperados?

• Representação, como estes erros ou falhas no desempenho da tarefa podem ser integrados com outro hardware, software e eventos ambientais para permitir que as probabilidades de falha no sistema total sejam calculadas?

• Seleção, existem erros ou tarefas que não requerem quantificação detalhada?

• Quantificação, quão prováveis são erros individuais e falhas nas tarefas?

• Avaliação do impacto, quais erros ou tarefas são mais importantes, ou seja, quais têm a maior contribuição para a confiabilidade ou risco?

• Redução do erro, como uma maior confiabilidade humana pode ser atingida?

• Documentação, quais detalhes da ACH precisam ser documentados?

Na prática, o processo de ACH desenvolve-se em etapas sequenciais, embora às vezes com partes prosseguindo em paralelo uma com outra (por exemplo, análise de tarefas e identificação de erros).

Suas saídas incluem:

• uma lista de erros que podem ocorrer e os métodos pelos quais eles podem ser reduzidos preferivelmente por meio de redesenho do sistema;

• modos de erro, causas e consequências dos tipos de erro;

• uma avaliação qualitativa ou quantitativa do risco representado pelos erros.

Os pontos fortes da ACH incluem:

• a ACH fornece um mecanismo formal para incluir o erro humano na consideração de riscos associados a sistemas onde a intervenção humana muitas vezes desempenha um papel importante;

• a consideração formal dos mecanismos e modos de erro humano pode auxiliar a reduzir a probabilidade de falha devido a um erro.

Suas limitações incluem:

• a complexidade e a variabilidade humanas, que tornam difícil a definição de modos e probabilidades de falha simples;

• muitas atividades humanas não têm um modo passa/não passa simples e a ACH dificilmente trata de falhas parciais ou falhas na qualidade ou na tomada de decisões deficiente.

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A turbulência organizacional da Gol

NBR 16043: Medição da vazão de água em condutos fechados
A parte 1 da norma aborda a terminologia, características técnicas, características metrológicas e a perda de pressão dos medidores para água potável fria e quente. Aplica-se a medidores de água que podem suportar pressões máximas operacionais admissíveis (PMA) ~ 1 MPa 1 (0,6 MPa para medidores de água ~ DN 500) e uma temperatura máxima admissível (TMA) de 30 °C para medidores para água potável fria e de até 180 °C para medidores para água quente, dependendo da classe. Clique para mais informações.

golMarcos Morita

A Gol Linhas Aéreas vem sofrendo com a queda no preço de suas ações, o que tem provocado reestruturações, reduções do número de vôos e demissões em massa, como as ocorridas na semana passada. A jovem empresa chegou com estardalhaço em 2001, trazendo novidades após décadas de marasmo e mercado fechado. Não foram poucos os que duvidaram da empreitada, cujos donos eram proprietários de viações de ônibus urbanos em algumas cidades brasileiras. Com seu modelo de negócios baseado na estratégia de liderança em custos, também denominada como low cost, ofereceu pela primeira vez passagens com valores acessíveis, os quais permitiram a uma nova parcela da população seu primeiro vôo. Este, aliás, foi um dos slogans utilizados.

Conforme o guru em competitividade, Michael Porter, as empresas podem se posicionar em uma das três estratégias: diferenciação, liderança em custos e nicho. A inspiração da Gol foi claramente a americana Southwest, estudada em diversas universidades e pioneira na adoção do modelo low cost, low fare. As empresas deste modelo buscam reduzir ao máximo seus custos, os quais são bastante significativos na aviação. Apesar da barra de cereal ser a ponta mais visível, sua estratégia contemplava economias de ponta a ponta. Quem é mais antigo deve se lembrar dos bilhetes em papel, emitidos pelas agências de viagem. As vendas por e-commerce e o uso do e-ticket, simplificaram a vida dos passageiros diminuindo as despesas por transação e o pagamento de comissões.

Seus aviões, novos e invariavelmente do mesmo modelo, significaram menores custos de manutenção, estoques de peças sobressalentes e treinamento de pilotos. Os mais novos talvez só tenham ouvido falar sobre as refeições quentes, vinhos, cervejas e aperitivos em vôos de curta distância. A lógica das barras e amendoins é que pesam e sujam pouco, gastando menos combustível e evitando a necessidade de limpeza pesada nas paradas. Como consequência, menor tempo entre em um vôo e outro, já que avião no solo é prejuízo.

Enfim, a proposta oferecida: preços justos em troca da retirada de pequenos mimos tinham um valor percebido positivo aos clientes, além de ocupar um nicho de mercado inexplorado. No ainda acanhado aeroporto de Congonhas, reinava a TAM, cujo posicionamento era claramente baseado em diferenciação, oferecendo além do tapete vermelho na entrada das aeronaves, piano de cauda e jornais do dia aos executivos -seus principais clientes. Neste cenário e aproveitando a entrada da nova classe média na economia, a empresa saiu de uma frota de uma aeronave para dividir a liderança de mercado com a empresa do ex-comandante Rolim. Com o crescimento do mercado de aviação, calcado principalmente nos passageiros de primeira viagem, novos competidores, tais como a Azul e Avianca, entraram em cena utilizando a mesma estratégia, cujo objetivo é obter um pedaço da pizza.

Importante salientar o reposicionamento da TAM, fundindo-se com a LAN e direcionando parte de seus esforços ao segmento econômico. Enquanto o mercado se movimentava, a Gol gastava seu tempo digerindo pedaços do recém-adquirido dinossauro Varig, cujo modelo de negócios e cultura organizacional eram o oposto da filosofia até então pregada pela família Constantino. A visível perda de foco fez com que a empresa deixasse seu posicionamento inicial de baixo custo, hoje ocupado pelos novos entrantes. Apesar das promoções veiculadas na mídia, seus preços em vôos regulares estão em pé de igualdade com a TAM. Crescimento rápido e desordenado, aquisições mal digeridas e perda de foco vêm fazendo com que a empresa tenha que reduzir sua altitude nos últimos tempos. Dizer se a empresa irá arremeter ou será obrigada a um pouso forçado, ainda é cedo. Em um setor que se transformou tanto na última década, a única certeza que se tem são as turbulências, já que céu de brigadeiro é coisa do passado.

Marcos Morita é mestre em administração de empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios – professor@marcosmorita.com.br

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