O trabalho nas alturas

Coletâneas de Normas

Em formato digital facilitam a consulta e o controle de importantes séries de Normas Técnicas, largamente utilizadas pelas organizações. São válidas para auditorias de Sistemas da Qualidade e incorporam todas as vantagens do formato digital, tais como: acesso simultâneo para todos os usuários conectados à rede interna da empresa, ferramentas de busca e impressão e facilidade na atualização do documento, entre outros.

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Sistema de Gestão Ambiental!
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Coletânea Série Tecnologia da Informação

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Tecnologia da Informação
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Coletânea Série Trabalhos Acadêmicos

alturasEsse deve ser um dos maiores problemas de segurança no trabalho no Brasil. Se houvesse uma maior preocupação com esse tipo de trabalho pode ser que houvesse uma diminuição no índice de acidentes. O governo editou uma Norma Regulamentadora (NR 35) sobre o assunto, que estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade. Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 m do nível inferior, onde haja risco de queda.

Dessa forma, cabe ao empregador: garantir a implementação das medidas de proteção estabelecidas nessa norma; assegurar a realização da Análise de Risco – AR e, quando aplicável, a emissão da Permissão de Trabalho – PT; desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura; assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em altura, pelo estudo, planejamento e implementação das ações e das medidas complementares de segurança aplicáveis; adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de proteção estabelecidas nessa norma pelas empresas contratadas; garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de controle; garantir que qualquer trabalho em altura só se inicie depois de adotadas as medidas de proteção definidas nessa norma; assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível; estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura; assegurar que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, cuja forma será definida pela análise de riscos de acordo com as peculiaridades da atividade; e assegurar a organização e o arquivamento da documentação prevista nessa norma.

Já os trabalhadores devem cumprir as disposições legais e regulamentares sobre trabalho em altura, inclusive os procedimentos expedidos pelo empregador; colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nessa norma; interromper suas atividades exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis; e zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas ações ou omissões no trabalho. Quanto à capacitação e treinamento, o empregador deve promover um programa para capacitação dos trabalhadores à realização de trabalho em altura. Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de oito horas, cujo conteúdo programático deve, no mínimo, incluir: normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura; análise de risco e condições impeditivas; riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle; sistemas, equipamentos e procedimentos de proteção coletiva; equipamentos de Proteção Individual para trabalho em altura: seleção, inspeção, conservação e limitação de uso; acidentes típicos em trabalhos em altura; e condutas em situações de emergência, incluindo noções de técnicas de resgate e de primeiros socorros. Enfim, o empregador deve realizar treinamento periódico bienal e sempre que ocorrer quaisquer das seguintes situações: mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho; evento que indique a necessidade de novo treinamento; retorno de afastamento ao trabalho por período superior a 90 dias; e mudança de empresa. É muito importante conhecer o glossário sobre esse tema:

Absorvedor de energia: dispositivo destinado a reduzir o impacto transmitido ao corpo do trabalhador e sistema de segurança durante a contenção da queda.

Análise de Risco – AR: avaliação dos riscos potenciais, suas causas, consequências e medidas de controle.

Atividades rotineiras: atividades habituais, independente da freqüência, que fazem parte do processo de trabalho da empresa.

Cinto de segurança tipo paraquedista: Equipamento de Proteção Individual (EPI) utilizado para trabalhos em altura onde haja risco de queda, constituído de sustentação na parte inferior do peitoral, acima dos ombros e envolto nas coxas.

Condições impeditivas: situações que impedem a realização ou continuidade do serviço que possam colocar em risco a saúde ou a integridade física do trabalhador.

Fator de queda: razão entre a distância que o trabalhador percorreria na queda e o comprimento do equipamento que irá detêlo.

Influências Externas: variáveis que devem ser consideradas na definição e seleção das medidas de proteção, para segurança das pessoas, cujo controle não é possível implementar de forma antecipada.

Permissão de Trabalho – PT: documento escrito contendo conjunto de medidas de controle visando o desenvolvimento de trabalho seguro, além de medidas de emergência e resgate.

Ponto de ancoragem: ponto destinado a suportar carga de pessoas para a conexão de dispositivos de segurança, tais como cordas, cabos de aço, trava-queda e talabartes.

Profissional legalmente habilitado: trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe.

Riscos adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos existentes no trabalho em altura, específicos de cada ambiente ou atividade que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho.

Sistemas de ancoragem: componentes definitivos ou temporários, dimensionados para suportar impactos de queda, aos quais o trabalhador possa conectar seu Equipamento de Proteção Individual (EPI), diretamente ou através de outro dispositivo, de modo a que permaneça conectado em caso de perda de equilíbrio, desfalecimento ou queda.

Suspensão inerte: situação em que um trabalhador permanece suspenso pelo sistema de segurança, até o momento do socorro.

Talabarte: dispositivo de conexão de um sistema de segurança, regulável ou não, para sustentar, posicionar e/ou limitar a movimentação do trabalhador.

Trabalhador qualificado: trabalhador que comprove conclusão de curso específico para sua atividade em instituição reconhecida pelo sistema oficial de ensino.

Trava-queda: dispositivo de segurança para proteção do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal, quando conectado com cinturão de segurança para proteção contra quedas.

Uma norma técnica que complementa esse assunto é a NBR 15837 de 05/2010 – Equipamento de proteção individual contra queda de altura – Conectores. Ela especifica os requisitos, métodos de ensaio, marcação e manual de instruções para os conectores de equipamentos de proteção individual para trabalhos em altura. Aplica-se a conectores utilizados em trava-quedas, sistemas de posicionamento, sistemas de retenção e sistemas de salvamento.

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A Reeducação Postural Global (RPG) resolve os problemas de postura

NFPA 10: As especificações para os extintores de incêndio portáteis

A edição de 2012 da NFPA 10 especificou novos requisitos para a eficácia de extintores portáteis. Os equipamentos são uma importante linha de defesa contra incêndios pequenos. Para a melhor proteção, não se deve esquecer de selecionar, usar e manter extintores de acordo com os requisitos apresentados nessa nova norma. Clique para mais informações.

rpgA sociedade moderna está levando o ser humano a vários vícios posturais: ficar sentado na frente de um computador durante horas; andar na moda, para as mulheres, é se equilibrar em um salto alto o dia inteiro; assistir sentado no sofá ou deitado na cama vários programas de televisão; carregar para cima e para baixo o filho no colo, etc. Em todas essas horas, a coluna é mal tratada. A coluna vertebral é composta por 24 vértebras, sendo sete cervicais, 12 torácicas e cinco lombares que tem a função de sustentar o corpo, proteger a medula espinhal e garantir mobilidade. Qualquer alteração desencadeia diversos problemas. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 36% da população sente dores nas costas e, nos próximos anos, cerca de 90% sofrerá com os problemas na coluna. Além disso, o resultado da má postura é a dor – que varia da hérnia de disco àquela ocasionada por movimentos repetitivos no trabalho ou no esporte. Para solucionar esse mal estar, existe uma técnica da fisioterapia criada no início da década de 70 pelo francês Philippe Souchard: a RPG.

A técnica é baseada em seis posturas específicas que têm como foco o alongamento muscular, o trabalho respiratório e o fortalecimento de músculos fundamentais para a melhora do alinhamento postural. Cada uma delas dura normalmente 20 minutos, em sessões de uma hora. A roupa deve ser leve, geralmente duas peças – biquíni ou top e shorts. Não é necessário o uso do tênis. A atenção não é voltada apenas à correção da postura e ao fortalecimento dos músculos, mas também à respiração adequada. Deitado, sentado ou em pé, o paciente deve ter participação ativa durante o tratamento e o que foi trabalhado na sessão deverá ser levado para além das paredes do consultório. Chega às atitudes no dia-a-dia.

Segundo Clóris Regina Canto, fisioterapeuta assistencial do Centro de Reabilitação do Hospital Albert Einstein, a consciência corporal é envolvida no processo. A pessoa tem que sair do consultório e levar o que aprendeu para as atividades dela. “Esse vai ser o sucesso: conseguir uma boa postura, um bom alinhamento. É preciso aplicar o que aprendeu: na rotina, quando se fica sentado por oito horas em frente ao computador”, explica. Não existe limite de idade para utilizar essa técnica. De crianças a idosos, todos podem ser tratados, desde que o médico tenha recomendado. A RPG não ajuda apenas a tratar as dores. Também pode ser uma ótima aliada na hora de prevenir. A ideia é a mesma: ensinar a posição adequada. Reconhecer uma grande alteração postural – que pode causar danos articulados no futuro. “Se a mãe ou outro familiar perceber alguma alteração na postura da criança ou se há histórico familiar, é interessante conversar com um médico sobre o encaminhamento para avaliação de RPG. Assim é possível tratar a criança precocemente e evitar que tenha problemas de postura no futuro”, explica Lucimara Franciscone Oliveira, fisioterapeuta assistencial do Einstein.

A primeira sessão é direcionada a entender o histórico do paciente, ou seja, conhecer seus costumes e hobbies e realizar a avaliação postural. Os objetivos de quem procura o tratamento são levados em conta: alívio da dor, alinhamento da postura, prática de atividades físicas sem dor, bem-estar e ganho de flexibilidade muscular. “Atendemos aquele que vai esquiar ou o que quer que a dor cesse. Temos que conhecer seus hábitos de vida”, esclarece Lucimara. A partir da segunda sessão são indicadas as posturas para determinada queixa. São as mesmas para todos os pacientes. Entretanto, dependendo do diagnóstico, o foco é mais acentuado em algumas delas. De acordo com Clóris, existem dois grandes grupos musculares: o posterior e o anterior. Para cada um deles há exercícios diferentes. “Começamos sem carga e evoluímos, quando o alongamento é maior”, afirma.

Os resultados geralmente aparecem depois da décima sessão sendo que, em alguns casos, esse número é suficiente. Após o término do atendimento, o paciente deve continuar fazendo os exercícios aprendidos e tomar conta para que a coluna esteja sempre ereta.No Einstein, a RPG começou em meados de 1994. O paciente só pode iniciar suas atividades com solicitação médica. A sessão é de uma hora, com tempo para trocar de roupa e se acomodar. A pessoa tem a possibilidade de utilizar mais do que a maca em que faz os exercícios. Quando necessário, após a sessão de RPG, o paciente é encaminhado para equipamentos de musculação da academia do Centro de Reabilitação. “O atendimento é personalizado. Temos uma estrutura que vai além das quatro paredes, por exemplo, para orientar o paciente a como agir durante a atividade física”, salienta Clóris.

Em linhas gerais, a má postura desencadeia os desvios, causando dores, incômodos e limitações nas atividades diárias. Assim, a RPG atua sobre as dores conseqüentes desta patologia. Para isso, o método busca o alongamento e o fortalecimento de grupos musculares que influenciam nessas posturas. “O tratamento proporciona um condicionamento muscular e permite que a pessoa consiga manter a postura correta no dia a dia, além de diminuir o uso de analgésicos, melhorar a mobilidade para as atividades diárias e a consciência corporal”, explica Eduardo Benites, fisioterapeuta da Clínica Reacciona. “A postura correta proporciona um menor gasto energético – já que a má postura exige muito do corpo, maior facilidade para permanecer na mesma posição por um tempo prolongado, uma vez que, o peso esta distribuído de forma correta e não gera desequilíbrios biomecânicos no corpo”.

A coluna possui curvas e, são elas: a lordose (região cervical e lombar) e a cifose (região torácica e sacral). Quando há um aumento nessas curvaturas surgem os desvios mais comuns, conhecidos como hiperlordose e hipercifose. Porém, o mais grave é a escoliose, que é caracterizada pelo desvio lateral da coluna e pela rotação das vértebras que podem gerar deformações ósseas e aumentar as chances de desgaste na cartilagem pela má distribuição de peso. Para tanto, Eduardo ressalta: “O tratamento dessa patologia com a RPG é, sem dúvida, o mais eficaz dentre as técnicas posturais existentes”. A técnica da RPG possui oito posturas básicas e, cada uma, é indicada para um tipo de desvio postural. “Quando não existe a possibilidade do paciente adotar as posturas recomendadas pelo terapeuta, este por sua vez, deve escolher uma postura alternativa e fazer adaptações que, gradativamente, vão sendo eliminadas até o individuo conseguir realizar os exercícios de forma completa. Além disso, o trabalho respiratório é muito importante. Através dele é possível atuar em musculaturas e ligamentos que são de difícil fortalecimento e alongamento”, finaliza Benites.

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