Saiba escolher produtos sustentáveis

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sustentávelRecente pesquisa divulgada, em maio de 2012, pela Nielsen Holdings, sobre Responsabilidade Social Corporativa, em 56 países, revelou que 46% dos entrevistados estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços de empresa sustentável. Para ajudar a todos a fazer uma escolha correta, o Grupo SustentaX preparou algumas dicas:

– Prefira produtos produzidos em sua região: de forma prática, primeiramente, o consumidor deve-se colocar na posição de São Tomé: ver para crer. Comece pela etiqueta que informa a origem do produto e verifique sua procedência. Prefira os produzidos em sua região. Evite comprar similares fabricados em outros países. Ao comprar produtos de outros países, reduz-se o recolhimento de impostos municipais e estimula-se o desemprego e a falta de serviços e infraestrutura pública.

– Confira a composição do produto: verifique se o que está escrito na frente do produto realmente consta em sua composição e você poderá ter interessantes surpresas. Se, por exemplo, estiver comprando um pão-de-queijo, confira na sua composição se ele realmente tem queijo.

– O que importa é o conteúdo, não a embalagem: não se deixe levar pela embalagem, se é reciclada ou não. Isso, neste momento de análise, não é importante. O essencial é saber se o produto é agressivo à sua saúde e à de sua família. Uma prática comum é reduzir embalagens e aumentar o porcentual reciclado para estimular a venda desses produtos como “mais sustentáveis”. Cuidado! Nessa lista existem produtos nada ecologicamente amigáveis e outros agressivos à saúde humana.

– Selos Verdes são uma boa indicação: uma maneira de ajudar a identificação de produtos sustentáveis é por meio dos chamados Selos Verdes, como o selo Procel para eletrodomésticos e eletrônicos, o FSC e Cerflor para madeiras e papéis e o SustentaX para produtos e serviços sustentáveis. Na área de orgânicos existem o IBD e EcoCert, dentre outros. Os selos são uma forma de mostrar ao mercado que passaram por análises rigorosas para a sua obtenção.

– Fique atento à “picaretagem verde”: identifique as estratégias usadas para passar por sustentáveis, produtos que não são:

a) Selos emitidos pelos próprios fabricantes;

b) Termos genéricos também são muito usados como 100% natural, 100% ecológico, eco, amigo da natureza (eco-friendly) e variações do tipo;

c) Informações sem comprovação imediata ou termos científicos. Como, por exemplo, informar que um produto, como sabão em pó, pode reduzir o consumo de água; ou então um amaciante economizar energia;

d) Informações redundantes, como testes e dados obrigatórios, como detergentes que colocam “testados dermatologicamente” ou azeites com zero de colesterol;

e) Excesso de imagens da natureza: reparem se há muito verde ou imagens de animais;

f) Falar que o produto é “neutralizado” em carbono. Desconfie da simples neutralização que não torna o produto sustentável. A neutralização é válida após a revisão e efetiva redução dos impactos ambientais da cadeia produtiva. É o final e não o começo;

g) Produtos concentrados. Só porque foi retirada a água do produto não o torna “verde”. É importante que ele não faça mal à saúde;

h) “Sem cheiro”. O importante é o fabricante demonstrar que o produto apresenta baixa toxidade, por critério reconhecido.

Outra dica para o consumidor, quando os produtos não apresentarem selos de sustentabilidade, é procurar pelos cinco atributos essenciais de sustentabilidade:

– Salubridade: evite produtos com odores (normalmente esses odores decorrem de componentes orgânicos voláteis que podem fazer mal à saúde).

– Qualidade: procure por produtos com qualidade comprovada. Nem todas as tintas são iguais, por exemplo. Várias não têm teste de aderência e, a primeira vez que você for fazer uma limpeza, pode sair na esponja.

– Responsabilidade social: questione a procedência. Por exemplo, se for comprar uma areia em uma loja de construção pergunte se vem de uma empresa confiável, sem trabalho infantil, escravo…

– Responsabilidade ambiental: questione a procedência. Por exemplo, ao comprar objetos de madeira pergunte sobre a legalidade.

– Comunicação responsável: Procure por marcas as quais se identifique ética e genuinidade na comunicação.

Bons técnicos, bons líderes

Sonia Jordão

Para ser considerado um líder exemplar é preciso conseguir ótimos resultados com a equipe. No esporte não seria diferente, uma vez que o objetivo é o mesmo: alcançar resultados através da influência sobre as pessoas. Podemos dizer que mais uma vez a diferença está na equipe, no time e na tarefa a ser executada. Como as pessoas são sempre diferentes uma das outras, as atitudes do líder precisam ser adaptadas a cada equipe. O estilo de liderança aplicado pode e deve variar em cada caso. O técnico Felipão, por exemplo, é um líder que procura fazer com que todos se sintam importantes e valoriza o trabalho em equipe. Não é suficiente ter só Ronaldos no time e pensar em atacar o tempo todo. A defesa também é extremamente importante.

O Romário é muito bom, mas quando não foi convocado para a última Copa, e muitos questionaram, eu não me admirei. Acontece é que suas características são incoerentes ao estilo de liderança do Felipão. Afinal, Romário é um jogador individualista e não sabe trabalhar bem em grupo. É claro que é necessário ter talento, mas, principalmente, é fundamental saber jogar em equipe, sem esquecer da necessidade de se formar e se identificar outros líderes no time. Num jogo de futebol, o capitão pode fazer a diferença, assim como fizeram “Dunga” e “Cafu”.

Os verdadeiros líderes falam a mesma língua da equipe, enfrentam as dúvidas e dão respostas. Nas organizações atuais, é cada vez mais desvalorizada a figura do chefe autoritário e centralizador. Atualmente, buscam-se líderes verdadeiros que sejam reconhecidos como “desenvolvedores” de pessoas; saibam transmitir claramente metas e conduzam a equipe aos resultados positivos, extraindo o melhor de cada colaborador. As organizações querem líderes que motivem, envolvam e inspirem o grupo, consigam “lapidar” talentos e revelem novos potenciais, numa relação com ganhos para todos. No mundo de hoje, os profissionais – os jogadores –, mesmo que isso desagrade a muitos torcedores, fazem parte desse contingente e, portanto, precisam ajudar a organização a crescer e superar desafios.

Os times de futebol são também empresas e, como tal, devem ser gerenciados. Precisam ter bons líderes e equipe. Nos campos de futebol, os técnicos precisam demonstrar resultados rápidos e se o time não vai bem, a culpa geralmente recai sobre eles. No comércio e na indústria, entre outros segmentos, não é muito diferente. Os líderes, pensando em toda a equipe, precisam demitir os incompetentes e buscar pessoas talentosas, senão a empresa não consegue alcançar suas metas. A pressão por resultados e metas agressivas faz parte da realidade da maioria das organizações. A concorrência é grande e, às vezes, os objetivos são os mesmos: chegar em primeiro lugar. No futebol, por exemplo, o segundo lugar é o primeiro dos perdedores.

Os profissionais com talento e habilidades especiais, que desenvolvem e buscam os conhecimentos necessários e que tomam atitudes nos momentos certos, se destacam dos demais e são procurados no mercado tornando seu passe mais valorizado. Eles não ficam sem trabalho e podem até escolher em qual empresa trabalhar. Para conseguir bons resultados, alguns tópicos devem ser observados:

  • Monte estratégias e tenha coragem de ir em frente, enfrentando a pressão da incerteza.
  • Adote comunicação direta, falando o que acontece para não serem difundidas só as más notícias.
  • Evite deixar a equipe em pânico, principalmente, quando tiver de lidar com a pressão do tempo.
  • Vença a pressão do cliente, cuide bem dele.
  • O cliente ou torcedor pode até não ter razão, mas é a razão da empresa ou clube de futebol existir. São eles que pagam os salários.
  • Pressões por resultados são superadas democratizando as decisões sobre as metas futuras.
  • E, finalmente, é preciso vencer a pressão por diversidades. Invista nessa idéia. Ela dá trabalho, mas enriquece o debate e a criatividade.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” – www.soniajordao.com.br

O que é TPM

TPM – Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total) significa a falha zero e quebra zero das máquinas, ao lado do defeito zero nos produtos e perda zero no processo. O TPM é o resultado do esforço de empresas japonesas em aprimorar a manutenção preventiva que nasceu nos Estados Unidos. Este trabalho iniciou-se por volta de 1950. Dez anos depois o Japão evoluiu para o sistema de manutenção da produção. Por volta de 1971, o TPM foi formatada no estilo japonês através da cristalização de técnicas de manutenção preventiva, manutenção do sistema de produção, Prevenção da Manutenção e engenharia de confiabilidade. Após a criação do prêmio PM pelo JIPM – Japanese Institute of Plant Maintenance, órgão responsável pela veiculação e implementação das atividades no Japão, o TPM ganhou grande importância nas empresas como uma técnica para busca de melhor eficácia no relacionamento homem-máquina. O primeiro prêmio foi concedido justamente em 1971 à uma empresa integrante do grupo Toyota (Nippon Denso Co. Ltd.). Há várias traduções para o TPM, sendo as mais freqüentes:

  • Manutenção Produtiva Total;
  • Manutenção Total da Produção;
  • Melhoria da Produtividade Total;
  • Manutenção da Produtividade Total.


Desmistificando o TPM

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As mudanças climáticas continuam a afetar diversas regiões no mundo

Curso: Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410
Segundo leis nacionais como CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, as instalações elétricas de baixa tensão em edificações residenciais, comerciais e industriais devem ser padronizadas seguindo a norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Estas leis visam garantir a qualidade, a segurança da instalação elétrica e de seus usuários tornando-a confiável. Para atingir este nível de confiabilidade, a instalação elétrica deve obedecer aos preceitos da NBR 5410 desde sua concepção, projeto e eventuais reformas ou ampliações. A norma descreve em seu capítulo VII, “Verificação Final”, os procedimentos para inspeção (visual e execução de ensaios) a fim de verificar conformidade com suas e prescrições. Clique para mais informações sobre o curso.

Muitos municípios isolados com a cheia dos rios no Amazonas e muitas cidades com problema de seca no Nordeste. Dois extremos que estão sendo afetados pelo problema da mudança climática na Terra. As pessoas, como alguns cientistas, podem não crer no aquecimento global, mas não acreditar nas mudanças climáticas é para seres humanos que não moram sobre o Planeta. O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser grandes para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos. O relatório “Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação” traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C – bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU. A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia. Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia. As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade. Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde – tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. “Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas”, disse Gurría.

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente. A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde. Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade – e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem. No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa.

As condições meteorológicas extremas se tornam norma em grande velocidade. Assim confirmam as duas semanas de calor forte que atingiram Canadá e Estados Unidos quando o gelo e a neve do inverno ainda não haviam derretido. No mês passado, boa parte da América do Norte “cozinhou” a temperaturas extraordinariamente altas, que derreteram toda a neve e o gelo invernais e bateram por ampla margem os recordes térmicos dos últimos 150 anos. No ano passado, os Estados Unidos suportaram 14 desastres – inundações, furacões e tornados – que causaram perdas de vários milhares de milhões de dólares.

Um novo informe do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), divulgado no dia 28 de março, apresenta inúmeras evidências de que esses eventos meteorológicos sem precedentes estão aumentando em quantidade e severidade. E, mantido o atual ritmo de contaminação com gases-estufa, alcançarão graus preocupantes ao longo deste século. A partir de 1950 foram registradas muito mais ondas de calor e temperaturas extraordinariamente elevadas do que nas décadas anteriores. Essas manifestações continuarão aumentando nas próximas décadas, bem como a frequência de precipitações intensas em regiões tropicais e latitudes distantes do Equador, afirma o Special Report on Managing the Risks of Extreme Events and Disasters to Advance Climate Change Adaptation (Informe Especial sobre o Manejo de Riscos de Eventos Extremos e Desastres, para Promover a Adaptação à Mudança Climática), conhecido por suas siglas em inglês SREX.

Essa jornada especialmente calorosa que se apresenta uma vez a cada 20 anos, no final do Século 21 ocorrerá a cada dois anos na maioria das regiões, exceto nas situadas no Hemisfério Norte em latitudes distantes do Equador, onde o fenômeno se produzirá uma vez a cada cinco anos. Também é provável que aumente a velocidade máxima dos ventos dos ciclones tropicais, enquanto cai ou continua igual a frequência destes eventos em todo o mundo. As secas serão mais intensas no Sul e Centro da Europa, na região do Mediterrâneo, no Centro da América do Norte, na América Central e no México, no Nordeste do Brasil e na África austral. O aumento do nível do mar, somado a fenômenos atmosféricos extremos, tornarão inabitáveis muitos lugares até o final deste século, disse Christopher Field, copresidente do Grupo de Trabalho II do IPCC, que produziu o informe junto com o Grupo de Trabalho I.

Locais que já suportam estes problemas, como os pequenos Estados insulares e cidades costeiras como Mumbai, poderiam ser abandonados nas próximas décadas se não houver importantes reduções nas emissões de gases-estufa, afirmou Field em uma entrevista coletiva. Já não se discute que o drástico aumento dos eventos meteorológicos extremos seja um dos sinais mais claros de que queimar milhares de milhões de toneladas de combustíveis fósseis alterou o clima mundial de forma permanente. “Todas as manifestações meteorológicas estão afetadas pela mudança climática, porque o ambiente no qual ocorrem é mais quente e mais úmido do que antes”, explicou ao Terramérica o cientista Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos. Essas enormes quantidades de calor e umidade presos na atmosfera são um potente combustível para os eventos extremos. Tem pouco sentido debater se esta ou aquela tempestade foi causada pela mudança climática quando todo o sistema meteorológico mundial está alterado, ressaltou Kevin, um dos autores dos informes do IPCC.”A principal mensagem do informe é que agora sabemos o suficiente para tomar boas decisões sobre o manejo de riscos de desastres relacionados com a mudança climática. Algumas vezes aproveitamos esse conhecimento, mas muitas outras não”, destacou Christopher.

Em 2010, Guatemala e Colômbia estiveram entre os países mais prejudicados por eventos extremos, segundo o Índice Mundial de Risco Climático, elaborado pela organização não governamental alemã Germanwatch. De fato, esses países sofreram mais do que a Rússia, cuja onda de calor matou cerca de 50 mil pessoas. O Índice analisa os impactos que tiveram os fenômenos extremos na economia e na sociedade nos últimos 20 anos. Entre 1991 e 2010, os dez países mais afetados em danos materiais e mortes foram todos do Sul em desenvolvimento. Bangladesh, Birmânia e Honduras lideram a lista. “Não há dúvida de que as manifestações extremas e os danos estão aumentando”, afirmou Sven Harmeling, da Germanwatch. E não é porque simplesmente agora há mais infraestrutura a destruir, alertou ao Terramérica, de Berlim. Os países estão adquirindo consciência sobre os riscos, mas poucos adotam medidas para abordá-los, embora seja muito mais barato se preparar do que se recuperar de um desastre, acrescentou. Bangladesh conseguiu realizar importantes investimentos na prevenção, por isso sofreu menos danos nos últimos tempos, comparou.

O novo informe do IPCC é uma contribuição significativa, mas tem lacunas e carece das últimas descobertas científicas que especificam melhor os vínculos entre eventos meteorológicos extremos e a mudança climática, segundo Sven. O estudo recomenda a países e regiões que adotem medidas de adaptação de “arrependimento baixo ou nulo”, aquelas que requerem investimentos modestos ou moderados para aumentar a capacidade de suportar os riscos climáticos. Por exemplo, colocar em funcionamento sistemas de alerta para a população sobre desastres iminentes, modificar o planejamento do uso da terra e do manejo de ecossistemas, aperfeiçoar a vigilância sanitária, o fornecimento de água e os métodos de drenagem e saneamento, bem como desenvolver e aplicar novas normas de construção. As conclusões do Índice Mundial de Risco Climático e as recomendações do estudo do IPCC “devem ser vistas como um sinal de alerta”, advertiu Sven. É preciso estarmos melhor preparados”, acrescentou.

O ciclo natural que faz a água dos rios e oceanos evaporar, formar nuvens e cair na forma de chuva está ficando cada vez mais apressado, revela uma pesquisa feita por cientistas na Austrália e nos Estados Unidos. A culpa é do aumento da temperatura média do planeta nos últimos anos, causado por ações humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Uma atmosfera mais quente consegue armazenar e transportar muito mais vapor de água (veja quadro à dir.), o que explica o fenômeno. Até o fim do século, o ciclo da água pode ficar até um quarto mais rápido, calcula a equipe, coordenada por Paul Durack, do Centro Australiano de Pesquisa do Tempo e do Clima, na Tasmânia.

A mudança ocorrida de 1950 até o ano 2000 é mais modesta: pouco menos de 5% de aceleração no ciclo para cerca de 0,5 grau Celsius de aumento na temperatura média do globo. Até o fim do século, o mais provável é que o aumento de temperatura supere os 2 graus Celsius. Para chegar a essa conclusão, a equipe tomou como base as alterações na salinidade dos mares nesses 50 anos. O raciocínio que baseia a medição é relativamente simples: quanto mais rápido o processo de evaporação ou de precipitação (ou seja, chuva), maior deve ser a variação no teor de sal nos mares, os quais, afinal de contas, recebem cerca de 80% da chuva que cai no nosso planeta. De fato, o que os pesquisadores verificaram é consistente com um efeito apelidado de “os ricos ficam mais ricos”: regiões com mais concentração de sal ficam ainda mais salgadas, enquanto as com menor teor de sal ficam ainda mais doces. Em terra firme, isso significa que áreas secas tendem a receber menos chuva ainda, enquanto regiões úmidas ganham tempestades cada vez mais intensas. Trata-se, obviamente, de uma má notícia para qualquer região do globo que sofra com secas ou enchentes. Mas, levando em conta as mudanças da salinidade dos mares, as repercussões podem ser ainda mais profundas, afirma o físico. São correntes marinhas que esquentam a Europa Ocidental ou carregam nutrientes essenciais para a vida marinha rumo à costa do Peru.

Até hoje, a ligação entre a ocorrência de fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global era uma coisa incerta, e os estudos sobre essa relação, inconclusivos. Mas uma nova pesquisa do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático (PIK) sugere que essa ligação existe, e que as mudanças climáticas poderão aumentar a intensidade de enchentes, secas e ondas de calor. Um artigo, publicado no periódico Nature Climate Change baseou-se em três pilares para ser desenvolvido: física elementar, análises estatísticas e simulações de computador. Princípios físicos básicos mostram, por exemplo, que o aquecimento da atmosfera leva a mais extremos climáticos através de uma maior absorção de umidade até que chova. Além disso, tendências estatísticas são confirmadas por dados de temperatura e precipitação. Por fim, simulações de computador comprovam a relação entre o aquecimento climático e os níveis de chuva. “A questão é se esses extremos climáticos são coincidência ou um resultado das mudanças climáticas. O aquecimento global geralmente não pode ser provado como causa de eventos extremos individuais – mas na soma de eventos a ligação com as mudanças climáticas se torna clara. Não é uma questão de sim ou não, mas uma questão de probabilidades”, comentou Dim Coumou, principal autor do estudo.

De acordo com a pesquisa, essa ligação é mais evidente entre as mudanças climáticas e as ondas de calor e os níveis de precipitação, mas a relação com outros eventos como tempestades, embora menos conclusiva, também é plausível, segundo os conceitos físicos e as tendências observadas. “É muito provável que muitos dos extremos sem precedentes da última década não tivessem ocorrido sem o aquecimento global antropogênico”, observou o artigo. “É como um jogo com dados viciados. Um seis pode aparecer de vez em quando, e você nunca sabe quando isso acontece. Mas agora aparece muito mais frequentemente porque mudamos os dados”, exemplificou Coumou. Apenas entre 13 e 19 de março deste ano, recordes de calor foram quebrados em mais de mil locais na América do Norte. Em 2011, os Estados Unidos foram atingidos por 14 eventos climáticos extremos que causaram danos de US$ 1 bilhão cada, e em muitos estados os meses de janeiro a outubro foram os mais úmidos já registrados.

Nesse mesmo ano, no Japão, também foram registrados recordes de precipitação, e na China o rio Yangtze sofreu uma seca recorde. Em 2010, a Rússia teve o verão mais quente em séculos, e a Austrália e o Paquistão tiveram recordes nos índices de chuva, e em 2003, a Europa teve seu verão mais quente em pelo menos 500 anos. A pesquisa aponta ainda que tanto na Austrália quanto nos Estados Unidos o registro de dias que batem recordes de calor e de frio duplicou. Na Europa Ocidental, a extensão de ondas de calor duplicou entre 1980 e 2005, e o número de dias quentes quase triplicou no mesmo período. Em todo o mundo, verões extremamente quentes são registrados em 10% da área de terra global, contra em 0,1% a 0,2% no período de 1951 a 1980. Os extremos climáticos individuais estão frequentemente relacionados a processos regionais, como um sistema de bloqueio de pressão alta ou um fenômeno natural como o El Niño. Esses são processos complexos que estamos investigando mais. Mas agora esses processos se desenrolam no contexto do aquecimento climático. Isso pode transformar um evento extremo em um evento recorde?, concluiu Stefan Rahmstorf, coautor do artigo.

No Brasil, já há mais preocupação da população com os problemas climáticos. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que 65% da população considera a mudança do clima como um problema muito grave. Em 2009, o índice foi de 47%. Além disso, a maioria dos entrevistados acredita que esse é um assunto urgente e que deve ser enfrentado imediatamente. “Há uma maior sensibilidade por parte da população em relação ao tema. As pessoas estão sentindo a mudança do clima, percebem a variação na temperatura e a ocorrência de desastres naturais, como as enchentes”, avalia o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato Fonseca. “As políticas de conscientização estão atingindo mais as pessoas”, reforça.

O estudo Retratos da Sociedade Brasileira 2012 foi feito pela CNI em parceria com o Ibope. Foram entrevistados 2.002 eleitores, de 16 anos ou mais, em dezembro de 2011 – seis meses antes da Rio+20, a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento sustentável. É a terceira edição da pesquisa com foco no meio ambiente. A primeira foi apresentada em 2009. O estudo está dividido em três capítulos: preocupação com o meio ambiente, mudanças climáticas e coleta seletiva de lixo e reciclagem. Para 65% da população, as mudanças climáticas devem ser enfrentadas urgentemente e 22% querem ações imediatas, mesmo que o problema só ocorra daqui a alguns anos. A maioria (79%) associa o problema às ações realizadas pelo homem e 16% dizem que se deve a um processo natural da terra. A indústria foi eleita por 38% dos entrevistados como a principal responsável pelo aquecimento global contra 22% que optaram pelo cidadão e 18% pelos governos. Contudo, no Brasil, a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa é o desmatamento e, apesar disso, apenas 3% responsabilizam as empresas agropecuárias – cuja atividade está associada a esse problema. Assim como ocorreu na percepção de gravidade do aquecimento global, o percentual da população que se preocupa com o meio ambiente de uma forma geral também aumentou. O índice passou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011. Para 44% dos entrevistados, a preservação deve ter prioridade sobre o crescimento econômico, enquanto 40% dizem que é possível conciliar os dois.

O desmatamento é o problema que mais preocupada, eleito por 53% dos entrevistados. Em seguida está a poluição das águas, citada por 44%, e as mudanças climáticas, com 30%. Contudo, mais de 40% dizem que as iniciativas em prol da preservação do meio ambiente se mantiveram inalteradas, seja por parte do governo, das empresas ou mesmo da população. Mas 68% acreditam que o governo da presidente Dilma Rousseff dá atenção ao tema ambiental. Do total, 71% afirmam evitar o desperdício de água e 58% procuram economizar energia. Embora a maioria (52%) diz estar disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos, apenas 18% dão prioridade a produtos verdes ou embalagens recicláveis. “A população está sim preocupada, mais consciente. Contudo, as ações estão muito focadas na economia dentro de casa, ainda falta um comprometimento maior”, afirmou Renato Fonseca. Mais da metade da população (59%) separa algum tipo de lixo e 67% consideram a reciclagem muito importante para o meio ambiente. No entanto, 48% afirmam não ter acesso à coleta seletiva de lixo. Foi a primeira vez que a pesquisa analisou a opinião da população sobre coletiva seletiva.

Leia a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Meio Ambiente.

As projeções dos efeitos no Brasil

O Brasil também é vulnerável às mudanças climáticas, sendo que as áreas mais vulneráveis compreendem a Amazônia e a região Nordeste. Os estudos indicam que a temperatura média aumentou aproximadamente 0,75°C até o final do século 20 (considerando a média anual entre 1961-90 de 24,9°C), sendo 1998 o ano mais quente. No período de 1951-2002, as temperaturas mínimas cresceram em todo o país, apresentando um aumento expressivo de até 1,4°C por década. As tendências de aquecimento são detectadas em nível anual e sazonal, com maiores aquecimentos no inverno e na primavera. Assim, as previsões são que o país e sua população tendem a sofrer diferentes conseqüências das mudanças climáticas de acordo com a região, como mostram os quadros abaixo.

Possíveis cenários climáticos futuros *
Região Projeção do clima futuro: Altas emissões (A2) Projeção do clima futuro: Baixas emissões (B2) Possíveis impactos
Norte (inclusive Amazônia) 4 a 8°C mais quente, com redução de 15% a 20% do volume de chuvas, atrasos na estação chuvosa e possíveis aumentos na freqüência de extremos de chuva no oeste da Amazônia. 3 a 5°C mais quente, com redução de 5% a 15% nas chuvas. O impacto não é muito diferente daquele previsto pelo cenário A2. Impactos na biodiversidade, risco da floresta ser substituída por outro tipo de vegetação (tipo cerrado). Baixos níveis dos rios amazônicos podendo afetar o transporte. Risco de incêndios florestais devido ao ar mais seco e quente. Impactos no transporte de umidade atmosférica para as regiões Sul e Sudeste, com conseqüências para a agricultura e geração de energia hidroelétricas.
Nordeste 2 a 4°C mais quente, 15% a 20% mais seco. Diminuição do nível dos açudes. 1 a 3°C mais quente, com redução de até 15% no volume da chuva. Diminuição do nível dos açudes. Aumento das secas, especialmente no semi-árido. Impactos na agricultura de subsistência e na saúde. Perda da biodiversidade da caatinga. Risco de desertificação. Migração para outras regiões pode aumentar (refugiados do clima). Chuvas intensas podem aumentar o risco de deslizamentos podendo afetar as populações que moram em morros desmatados, enchentes urbanas mais intensas.
Sudeste 3 a 6°C mais quente. Eventos extremos de chuva, seca e temperatura mais freqüentes e intensos 2 a 3°C mais quente. Conseqüências semelhantes às do cenário A2. Impacto na agricultura, na biodiversidade, na saúde da população e na geração de energia. Eventos de extremos de chuvas mais intensos aumentam o risco de deslizamentos podendo afetar as populações que moram em morros desmatados, enchentes urbanas mais intensas.
Centro-Oeste 3 a 6°C mais quente. Risco de veranicos mais intensos 2 a 4°C mais quente. Risco de veranicos mais intensos Redução da biodiversidade no Pantanal e do cerrado, impacto na agricultura e na geração de energia hidrelétrica.
Sul 2 a 4°C mais quente, aumento das chuvas de 5% a 10%. Aumento no volume das chuvas e na forma dos eventos intensos de chuva. Alta evaporação devido ao calor podendo afetar o balanço hídrico. Extremos de temperatura mais intensos, causando um inverno mais quente com poucos eventos intensos de geadas. 1 a 3°C mais quente, aumento das chuvas de até 5%. As conseqüências são parecidas com as do cenário A2, embora a intensidade possa variar. Extremo de chuva mais freqüente aumenta o risco de deslizamentos podendo afetar as populações que moram em morros desmatados, enchentes urbanas mais intensas. Impacto na saúde da população, na agricultura e na geração de energia. Risco (ainda pouco provável) de mais eventos de ciclones extratropicais.
* Derivados das análises dos modelos do IPCC AR4 e do relatório de Clima do INPE para os cenários de altas (A2) e baixas (B2) emissões, assim como seus impactos em nível regional.

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