Viciados em internet: uma doença dos tempos atuais

NBR 15830: os parâmetros dos amortecedores da suspensão de veículos automotores
Os fabricantes e importadores de amortecedores e sistemas de suspensão que atuam no mercado de reposição terão que realizar a certificação compulsória de seus produtos, conforme determina a portaria Inmetro nº 301 de 21/07/2011. A certificação será obrigatória para autopeças de reposição, ficando isentos da obrigatoriedade os componentes para linha de montagem, recall e de veículos de produção descontinuada fabricados até 31 de dezembro de 1999. Os prazos para que o mercado se adapte às novas regras são: de janeiro de 2013, a partir desta data, todos os amortecedores fabricados e importados devem ser certificados; julho de 2013: prazo final para a comercialização dos amortecedores não certificados em estoque para fabricantes e importadores; julho de 2014: o varejo tem mais tempo para adequar os estoques. Assim, a medida entra em vigor após 36 meses da data de publicação da portaria. A partir desta data, todos os produtos vendidos ao consumidor devem ostentar o selo de certificação. Clique para mais informações.

Muitos estudos estão confirmando a existência do uso compulsivo ou dependente da internet e alguns deles chegaram a descobrir que o uso excessivo de internet por razões não acadêmicas e não profissionais estava associado a efeitos prejudiciais sobre o desempenho das pessoas em termos profissionais. Outros pesquisadores calcularam que aproximadamente 6% das pessoas que usam a internet parecem fazê-lo compulsivamente, muitas vezes com consequências negativas sérias. Entretanto, ainda há muitas perguntas a serem respondidas antes de se chegar aos efeitos causados pelo abuso de internet. Embora o termo da mídia mais popular atualmente pareça ser dependência de internet, outros termos utilizados incluem transtorno de dependência de internet, uso patológico de internet, abuso de internet, comportamento possibilitado pela internet, uso compulsivo de internet, compulsão de mídia digital e dependência virtual. Essa lista de nomes não inclui todos os termos empregados, mas serve para ilustrar a complexidade que se deve enfrentar nos próximos anos para se dar um nome a esse fenômeno clínico. Talvez os nomes mais exatos até o momento sejam comportamento compulsivo possibilitado pela internet ou compulsão de mídia digital, pois muitos comportamentos anteriormente associados apenas à internet foram agora incorporados a muitos dos aparelhos digitais mais recentes, tais como os assistentes pessoais digitais (PDAs, personal digital assistants), iPhones, Black Berries, MP3 Players, aparelhos de jogos de mesa/portáteis e smart phones conectados à internet, assim como computadores de mesa, laptops e netbooks.

Os sintomas de abstinência parecem variar dependendo do indivíduo, mas isso quase sempre inclui um grau de protesto verbal quando a tecnologia é removida, especialmente se a dita remoção é feita por um dos pais ou uma pessoa amada. Tipicamente, esses protestos incluem explosões de forte emoção, frustração, sentimento de perda, separação, intranquilidade e o sentimento de que falta alguma coisa. Às vezes, podem ocorrer expressões físicas de raiva e manipulação, coação ou chantagem. O padrão dominante de sintoma parece ser o de ansiedade, podendo ocorrer desobediência; isso é frequentemente observado em crianças e adolescentes cujos pais removeram a tecnologia. Na verdade, há muitos relatos de crianças e adolescentes que se tornaram física ou verbalmente violentos quando foram proibidos de usar a internet.

Outros sintomas de abstinência incluem aumento de ansiedade, raiva, depressão, irritabilidade e isolamento social. A dificuldade, em relação à experiência de abstinência de internet e outras tecnologias de mídia digital, é uma constatação interessante: é quase impossível atingir um nível de abstinência total. A vida moderna impede isso. A abstinência como resultado desejado, que geralmente é o objetivo no tratamento do abuso de álcool e substâncias, não é uma probabilidade prática na dependência de internet. Em vez disso, o que se espera atingir é um padrão de uso moderado. Esse padrão moderado foi chamado de usar o computador de forma consciente. Mas, usar o computador com consciência significa desenvolver e integrar um uso saudável de internet e da tecnologia de mídia. Esse conceito foi primeiramente observado nas numerosas organizações beneficentes alemãs que instruíram o público e lançaram materiais de prevenção sobre comportamentos saudáveis de uso do computador. Um padrão moderado permite um maior grau de autocontrole consciente e uso equilibrado, e é esse uso consciente que permite o maior autocontrole e uso equilibrado. Os objetivos do tratamento, então, passam a ser a educação e a prevenção, para ajudar a restabelecer (dentro de limites razoáveis) um padrão de uso moderado. O uso consciente e a autoconsciência são o processo crítico pelo qual essa mudança acontece.

No hospital das Clínicas de São Paulo há um Programa Ambulatorial Integrado dos Transtornos do Impulso que procura ajudar aos dependentes da internet, a partir da algumas pesquisas apresentadas em congressos mundiais de psicoterapia, começou-se a desenvolver interesse pelo tema e imaginar a possível manifestação da dependência tecnológica na realidade brasileira. Tendo esta preocupação em mente, notou-se um aparecimento progressivo desta queixa entre outras tradicionalmente trazidas pelos pacientes no consultório e no ambulatório. Em 2006, no decorrer de um ano de estudos voltados aos temas ligados à Dependência de Internet, decidiu-se montar um programa de psicoterapia que aliado ao acompanhamento psiquiátrico, pudesse ser oferecido à população. Tais atendimentos consistiam de um Programa Estruturado de Psicoterapia de Grupo (dentro do modelo da terapia cognitiva) que, encadeados dentro de temas pré-estabelecidos, teriam como função principal devolver aos pacientes a perspectiva do controle e da autorregulação do uso da rede mundial. Após esta experiência inicial do grupo, abriiram-se novos atendimentos para adultos. Além disto, por solicitação dos participantes do primeiro grupo, foram mantidos os encontros a cada 15 dias, desenvolvendo, assim, um grupo de manutenção. Embora estivesse nos planos para um futuro próximo, abrir atendimentos para jovens com menos de 18 anos, não se imaginava que a procura fosse ser tão intensa por parte das mães e cuidadores. Desta forma, mais rápido do que foi pensado, foi ampliado o tratamento ambulatorial para os jovens adolescentes usuários abusivo ou dependentes da internet.

Segundo os médicos do hospital constataram, de uma maneira geral, cada vez mais pessoas buscam ajuda para o tratamento das dependências tecnológicas (internet, vídeo game, celulares, etc.), devido a vários aspectos psicológicos (baixa auto-estima, depressão, fobias sociais, dentre tantos outros) e sociais (a solidão, isolamento e o estilo de vida nos grandes centros urbanos). Tal panorama se dá em função do crescimento acelerado do acesso à internet pela população em geral e em detrimento do Brasil liderar sistematicamente a lista dos países que apresentam as maiores taxas de conexão doméstica no mundo. A Dependência da Internet manifesta-se como uma inabilidade do indivíduo em controlar o uso e o envolvimento crescente com a Internet e com os assuntos afins, que por sua vez conduzem a uma perda progressiva de controle e aumento do desconforto emocional. Com efeitos sociais significativamente negativos, os indivíduos que despendem horas excessivas na Internet, tendem a utilizá-la como meios primários de aliviar a tensão e a depressão, apresentam a perda do sono em conseqüência do incitamento causado pela estimulação psicológica e a desenvolver problemas em suas relações interpessoais. Além disso, os dependentes usam a rede como uma ferramenta social e de comunicação, pois têm uma experiência maior de prazer e de satisfação quando estão on-line, podendo este ser um fator preditor para a dependência.

Nessa vertente, alguns estudos consideram a sensação subjetiva de busca e/ou a auto-estima rebaixada, timidez, baixa confiança em si mesmo e baixa pró-atividade como outros fatores preditores para o uso abusivo da internet. E quais são os critérios de dependência de internet? A pessoa deve apresentar, pelo menos, cinco desses oito critérios: preocupação excessiva com a internet, necessidade de aumentar o tempo conectado (online) para ter a mesma satisfação, exibir esforços repetidos para diminuir o tempo de uso da internet, apresentar irritabilidade e/ou depressão, quando o uso da internet é restringido, apresenta labilidade emocional (internet como forma de regulação emocional), permanecer mais conectado (on-line) do que o programado, ter o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo e mentir aos outros a respeito da quantidade de horas conectadas.

E como é feito o tratamento. No Hospital das Clínicas, o tratamento para Dependência de Internet tem abordagem multidisciplinar. Após a pré-triagem para averiguar o quadro de sintomas, o psiquiatra realiza uma consulta para avaliação, só então é oferecido ao paciente um plano terapêutico em grupo e/ou individual que constitui de acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

  • Tratamento semanal de Psicoterapia de Grupo para adolescentes e adultos de 1:30hs com a duração total de 18 semanas e realizado às quartas feiras pela manhã.
  • Tratamento psiquiátrico.
  • Psicoterapia Individual, quando necessário.
  • Grupo Psicoterapêutico para Pais de Adolescentes.
  • Programa de Educação Continuada aberto ao público: “Saúde Mental e Internet”.

Quem estiver interessado em saber como anda a sua relação com o mundo digital, faça as seguintes perguntas a si mesmo:

– Você fica mais tempo na internet do que com pessoas reais? Se você costuma gastar suas horas com atividades online mais do que com pessoas da sua família, amigos ou de outro tipo de relacionamento, realmente você precisa ficar atento, pois este é um dos primeiros sintomas do problema.

– Você não consegue manter seu próprio controle na net? Caso você se conecte na internet apenas para “dar uma olhada” e acaba ficando bem mais do que o planejado, cuidado! Este pode ser um claro sinal de dependência de internet.

– Você acha que “sem a internet não dá para ficar”? Se por qualquer razão você não pode estar online durante algumas horas/períodos e percebe-se ansioso ou com tédio ou irritado e, quando volta a conectar-se fica bem de novo. Este é um péssimo sinal!

– Você se percebe incapaz de diminuir o tempo online, mas, pelo ao contrário, ele só aumenta? Caso você já tenha feito tentativas frustradas para diminuir o tempo de uso e vem notando que a cada dia que passa, você permanece mais tempo conectado na net para ter a mesma satisfação. Muito cuidado, este é um forte sinal de dependência.

– Você tem mentido ou disfarçado para os outros sobre o tempo que você fica conectado? Desde que começou a ficar mais tempo online, se você tem tentado enganar ou mentir para seus familiares ou pessoas mais próximas a respeito da relação que você estabelece com o tempo na Internet. Isto é um gritante aviso.

– Você sente que sem a internet a vida não teria graça? Se não consegue mais sentir o mesmo prazer que antes nas atividades offline ou sente-se melhor na vida virtual do que em qualquer outra situação real. Ou ainda, tem notado que de um tempo para cá, desde que começou a usar com maior freqüência a internet, vem sentindo-se irritado ou deprimido. Cuidado.

– Mesmo sem estar na frente do computador, preocupa-se com o que está acontecendo no mundo virtual? Quando você está envolvido em outras tarefas cotidianas e não pode estar online, chega em casa e corre para ligar seu computador (ou dá um jeito mesmo fora de casa) para ficar por dentro dos acontecimentos virtuais. Estas atitudes podem indicar dependência de internet.

Quem quiser entrar em contato, deve entrar no site e clicar em contato para preencher um fomulário: http://www.dependenciadeinternet.com.br/

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