Entrevista: Evandro Lorentz

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evandroDurante a Jornada Infinity Excelência Operacional, realizada em São Paulo em março de 2012, Evandro G. Lorentz, membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) e presidente do SBQEG, deu a seguinte entrevista:

O tema “onde estamos, o que estamos fazendo e para onde vamos?”. Qual a sua opinião sobre o tema?

Evandro: Observo com satisfação que pessoas e organizações compreendem suas necessidades e, a cada dia, têm adotado iniciativas de excelência operacional visando seu aprimoramento, tornando-se assim mais competitivas e mais sustentáveis. Só me preocupa um pouco o “para onde vamos”.

Qual o motivo de sua preocupação?

Evandro: Algumas pessoas, seja por desconhecimento ou visando proteger seu “nicho de conhecimento”, adotam uma iniciativa de excelência de forma estanque, sem contato com outras, quase que competindo entre si. Isso só gera desgaste. É importante que todas as iniciativas façam parte efetiva da gestão, atuando de forma complementar para o benefício da organização.

Por que isso acontece?

Evandro: De uma forma geral, por desconhecimento da liderança sobre o assunto. Um diretor ou gerente da organização ouve falar que uma iniciativa trouxe resultados em outro lugar e a implanta com o objetivo de tornar-se o “pai da iniciativa”. Outro faz a mesma coisa com outra iniciativa e está instalada a competição. É importante que o CEO, ou alguém por ele designado, tenha conhecimento do assunto e, como já comentamos, faça as iniciativas trabalharem de forma sinérgica. Evidentemente, é muito difícil que um profissional domine todo o conhecimento de todas as iniciativas. Podem ser necessários especialistas nesta ou naquela iniciativa, mas a liderança não pode deixar que eles trabalhem isoladamente, “atropelando-se” mutuamente. Precisamos reforçar o conceito de que todos devem trabalhar juntos e, para tanto, precisam ter conhecimento das demais iniciativas.

Como fazer isso?

Evandro: Buscando o conhecimento existente em outras iniciativas e, principalmente, interessando-se pelos benefícios que todas trazem às organizações. Para consolidar isso, já estamos estruturando uma pós-graduação lato sensu em gestão pela excelência. Nela serão apresentados os conceitos e como eles interagem em benefício da organização. O curso está sendo estruturado em sete vetores: (1) Liderança, (2) Estratégia, (3) Gestão, (4) Ferramentas para a gestão, (5) Clientes, (6) Fornecedores e (7) Pessoas.

Observa-se que os vetores desenvolvem as partes interessadas. Onde se situaria a sociedade?

Evandro: No vetor Liderança. Nele estudaremos também a sustentabilidade e a eco-eficiência.

O que é excelência?

Evandro: Em minha opinião, a melhor forma de compreender o que é excelência é conhecer os 11 fundamentos da excelência tão bem delineados pela Fundação Nacional da Qualidade, que são: (1) Pensamento Sistêmico, (2) Aprendizado Organizacional, (3) Cultura de Inovação, (4) Liderança e Constância de Propósitos, (5) Orientação por Processos e Informações, (6) Visão de Futuro, (7) Geração de Valor, (8) Valorização das Pessoas, (9) Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado, (10) Desenvolvimento de Parcerias e (11) Responsabilidade Social. Gostaria de salientar que muitos pensam que o desenvolvimento dos fundamentos e a implantação do modelo de excelência de gestão da Fundação devem ser realizados apenas nas organizações que desejam concorrer ao Prêmio Nacional da Qualidade. Isso não é verdade. Todas as organizações que buscam a excelência devem estar voltadas para a excelência, “inserindo em seu DNA” esses fundamentos e utilizando um modelo de gestão que a permita atingir a excelência. Isso é quase imperioso no cenário competitivo e globalizado que vivemos. Concorrer ao prêmio representa, no bom sentido e em minha opinião, apenas mais uma decisão estratégica.

A Fundação é da Qualidade e o Prêmio também. Qual a relação entre qualidade e excelência?

Evandro: Para explicar melhor isso, precisamos de uma rápida “visita” à história da qualidade, onde se começou com o controle da qualidade do produto e depois do processo. Em seguida, observou-se que com planejamento seria mais fácil obter um bom produto e garantir ao cliente que bons produtos seriam entregues. Além disso, tudo deveria ser continuamente melhorado, como forma de manter viva a organização e o cliente satisfeito. Esses quatro conceitos, planejamento, controle, garantia e melhoria, consolidaram-se na gestão da qualidade e foram estendidos também a serviços. Com o decorrer dos anos, aumentaram compreensivelmente as exigências de outras partes não diretamente interessadas em adquirir o produto ou serviço da organização. A organização teve então que abandonar sua visão voltada apenas para o cliente e a consequente qualidade voltada apenas ao produto e ao serviço, o que não deixava de ser uma visão fragmentada, cartesiana, e ver o mundo como um todo. A qualidade passou então a abranger todos os públicos e, tornou-e, em minha opinião, um processo holístico que objetiva o bem das pessoas. Assim, o conceito qualidade, em sua acepção mais ampla, tornou-se sinônimo de excelência na gestão. É por isso que temos também uma Academia Brasileira da Qualidade (ABQ – www.abqualidade.org.br) e não uma de Excelência na Gestão.

O que é a Academia e quais são seus objetivos?

Evandro: A ABQ é uma organização não-governamental que tem como membros pessoas experientes e reconhecidas por sua trajetória de vida e oriundas das mais diferentes organizações. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento e difusão da excelência da gestão e do conhecimento teórico e prático da gestão e da engenharia da qualidade, acompanhando sua aplicação para trazer benefícios para todas as pessoas e organizações. Não há candidatura à Academia. As pessoas são indicadas pelos Acadêmicos e, para serem eleitos, devem receber voto favorável de pelo menos dois terços dos membros.

Você está estruturando a Sociedade Brasileira da Qualidade e Excelência na Gestão, a SBQEG. Quais são os objetivos desta Sociedade?

Evandro: A SBQEG foi criada para ser uma instituição aberta, voltada à disseminação do conhecimento de forma gratuita e ao fortalecimento do networking entres seus membros. Ela tem um cunho eminentemente social e não angariará fundos com a venda de consultorias, cursos e livros, até mesmo para não “concorrer” com seus associados. Uma observação importante é que em seu nome constam as palavras Qualidade e Excelência na Gestão para deixar claro ao grande público a proximidade existente entre esses conceitos. Optamos assim por um nome mais longo, mas muito mais didático.

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A imunidade dos livros, jornais e periódicos em meio eletrônico

LIVROS EM DESTAQUE

Glaucio Pellegrino Grottoli

Impressiona-me cada vez mais que, mesmo com os avanços tecnológicos ocorridos desde a edição da Constituição Federal de 1988, alguns tribunais e juízes ainda se colocam contra a imunidade dos livros, jornais e periódicos em meio eletrônico. Temos que lembrar que, nos idos de 1988, era lançado nos Estados Unidos o Windows 2.0, que demoraria para ingressar em terras brasileiros por causa da reserva de mercado da indústria de informática. Assim, quando da edição da constituição, a única “tecnologia” que nosso Poder Constituinte conhecia era o papel e, no máximo, uma máquina de escrever elétrica com visor de LCD branco e preto (lembram dessa?). O que me causou estranheza foi uma decisão proferida no ano passado pelo ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em que a segurança de um Mandado de Segurança foi denegada tendo em vista dispor a Constituição Federal posto haver a expressão “papel destinado a sua impressão”. A decisão é baseada no fato de que, já que a CF estendeu a imunidade ao papel em que eram impressos os jornais, livros e periódicos, a imunidade se vincularia ao meio físico em que a informação é veiculada. Essa posição não é jurídica, de maneira alguma. A Constituição Federal deveria ser interpretada, quando possível, aos olhos do mundo em que se insere e não parada no tempo em que foi editada. Admitir que ela está congelada no tempo é admitir que qualquer avanço e/ou tecnologia nova não receberia qualquer proteção constitucional.

Seguindo esse posicionamento e fazendo uma metáfora absurda, porém, cabível, a pirataria digital não poderia ser proibida, visto que, como não existia nos tempos da Constituição, não poderia ser regulamentada e/ou coibida. Ou seja, inexiste no universo jurídico. Na verdade, a própria Internet seria inconstitucional, bem como a página do STF na mesma. E o que dizer então das provas por meio eletrônico, cada vez mais aceitas? Não seriam uma violação do devido processo legal? Como admitir uma prova digital no devido processo legal (previsto na Constituição) se ao tempo daquela o meio digital inexistia? O que a imunidade tenta alcançar é a disseminação livre da informação e, com o objetivo de assegurar que a cadeia inteira estaria imune, garantir que o principal insumo para sua produção, também fosse imune. Ainda mais se pensarmos que a Constituição Federal de 1988 foi a primeira após a ditadura militar que reprimia, com força máxima, a disseminação da informação.

Mas essa visão restrita da imunidade dos e-books não pode prosperar, ainda mais quando pensamos em quanto que o meio digital evoluiu nesses anos (evoluiu não, foi criado após a Constituição). Claro que o sistema legal brasileiro não é de Common Law; porém, querer que, por causa de uma expressão mal utilizada – o melhor seria constar ao invés de “e o papel destinado a sua impressão” a expressão “qualquer insumo utilizado para sua produção” –, nosso sistema legal pare no tempo dos jornais em papel é ser rígido e purista demais. O mundo mudou, a disseminação da informação também e os juízes devem acompanhar essa transformação. É incrível que ao mesmo tempo em que se discute a digitalização do processo judicial ainda se discuta se o e-book é imune ou não.

Glaucio Pellegrino Grottoli (glaucio.grottoli@peixotoecury.com.br) é especialista em direito tributário do escritório Peixoto e Cury Advogados.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

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NBR 16060: a vestibilidade para homens corpo tipo normal, atlético e especial

A norma NBR 16060 trata essencialmente da designação de tamanho de vestuário, não sendo diretamente relacionada aos sistemas de tamanho. O principal objetivo dessa e de outras normas desta série é o estabelecimento de um sistema de designação de tamanho que indique (de maneira simples, direta e significativa) o tamanho do corpo masculino em que uma peça de vestuário deve servir exatamente. Desde que a forma do corpo (conforme indicado pelas dimensões apropriadas) tenha sido determinada com exatidão, este sistema facilitará a escolha de roupas que se adaptem exatamente ao usuário. O sistema de designação de tamanho é baseado nas medidas do corpo e não nas medidas da roupa. A escolha das medidas da roupa é normalmente deixada ao estilista, ao modelista e ao fabricante, que estão preocupados com o estilo, corte e outros elementos da moda, e que devem levar em consideração as roupas normalmente vestidas sob uma roupa externa específica. As definições e o procedimento de medição do corpo são prescritos na ISO 3635, que é aplicável a todas as categorias de vestuário.

Dessa forma, essa norma estabelece um sistema de indicação de tamanhos de roupas para homens de corpo tipo normal, atlético e especial (incluindo roupa de malha e roupa de banho), que são classificadas como: a) cobrindo a parte superior do corpo ou o corpo inteiro, ou b) cobrindo somente a parte inferior do corpo, c) aplica-se a roupas civis e uniformes. As dimensões primárias devem ser conforme descrito a seguir:

a) roupas masculinas que cobrem a parte superior do corpo ou o corpo inteiro:
1) perímetro do tórax;
2) perímetro da cintura;
3) estatura;
4) perímetro do quadril;

b) roupas masculinas que cobrem somente a parte inferior do corpo
1) perímetro da cintura;
2) estatura;
3) perímetro do quadril;

A designação de tamanho de cada peça de roupa deve incluir as dimensões primárias (ver Seção 4), em centímetros, de quem veste a roupa pretendida. Sempre que possível, convém que um pictograma padrão, conforme dado na ISO 3635, seja utilizado como um meio de indicar a designação de tamanho. Caso não seja possível utilizar o pictograma padrão, os valores numéricos das dimensões primárias devem ser dados, juntamente com as palavras descritivas, como perímetro do tórax, perímetro da cintura etc. ao lado, na ordem em que elas são dadas na Seção 4. Os requisitos do item 5.1 não podem impedir o uso, em casos excepcionais e conforme especificado pela organização de normas nacionais em questão, das a) designações de tamanho incluindo somente uma ou duas das dimensões primárias aplicáveis; b) designações de tamanho mostradas como uma faixa de medida estabelecendo as medições primárias mínimas e máximas separadas por um traço oblíquo ou um hífen. As medidas de roupas não podem ser incorporadas na designação de tamanho, porém, quando consideradas importantes, as medidas de roupas podem ser indicadas separadamente (ver 6.3). A designação de tamanho de cada peça de roupa deve ser indicada de forma clara, visível e legível em uma etiqueta ou em uma etiqueta pendurada (tag), ou em ambos. Os pictogramas devem ser grandes o suficiente para assegurar o entendimento imediato e os numerais devem, em todos os casos, ser facilmente perceptíveis. Informações adicionais à designação de tamanho podem ser indicadas separadamente na etiqueta ou no etiqueta pendurada (tag) , ou ambos, desde que não reduzam de qualquer forma a importância e a visibilidade da designação de tamanho. Tais informações adicionais podem incluir um número de código de tamanho, medidas do corpo ou medidas de roupas consideradas informações úteis.

Mais informações sobre a norma NBR 16060 de 04/2012, clique no link:

NBR 16060: Vestuário – Referenciais de medidas do corpo humano – Vestibilidade para homens corpo tipo normal, atlético e especial