A gestão dos riscos da segurança da informação

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riskAtualmente, os riscos da Tecnologia da Informação (TI) estão presentes em todas empresas, não importando o seu porte. Dessa forma, existe uma distinção clara no mundo corporativo. De um lado as empresas que ainda não sofreram – ou pelo menos não sabem que sofreram – um incidente, que só priorizam as políticas quando é necessário assegurar o cumprimento de normas. E as que sabem que conviveram com incidentes e priorizam a política independente de outros fatores para interromper a atividade de risco.

A NBR ISO/IEC 27005 contém a descrição do processo de gestão de riscos de segurança da informação e das suas atividades. As informações sobre o contexto histórico são apresentadas na Seção 5. Uma visão geral do processo de gestão de riscos de segurança da informação é apresentada na Seção 6. Todas as atividades de gestão de riscos de segurança da informação apresentadas na Seção 6 são descritas nas seguintes seções:

• Definição do contexto na Seção 7,

• Processo de avaliação de riscos na Seção 8,

• Tratamento do risco na Seção 9,

• Aceitação do risco na Seção 10,

• Comunicação e consulta do risco na Seção 11,

• Monitoramento e análise crítica de riscos na Seção 12.

Informações adicionais para as atividades de gestão de riscos de segurança da informação são apresentadas nos anexos. A definição do contexto é detalhada no Anexo A (Definindo o escopo e os limites do processo de gestão de riscos de segurança da informação). A identificação e valoração dos ativos e a avaliação do impacto são discutidas no Anexo B. O Anexo C dá exemplos de ameaças típicas e o Anexo D apresenta vulnerabilidades e métodos para avaliação de vulnerabilidades. Exemplos de abordagens para o processo de avaliação de riscos de segurança da informação são apresentados no Anexo E. Restrições relativas à modificação do risco são apresentadas no Anexo F. As diferenças nas definições entre a NBR ISO/IEC 27005:2008 e a NBR ISO/IEC 27005:2011 são apresentadas no Anexo G. As atividades de gestão de riscos, como apresentadas da Seção 7 até a Seção 12, estão estruturadas da seguinte forma:

Entrada: Identifica as informações necessárias para realizar a atividade.

Ação: Descreve a atividade.

Diretrizes para implementação: Fornece diretrizes para a execução da ação. Algumas destas diretrizes podem não ser adequadas em todos os casos. Assim sendo, outras maneiras de se executar a ação podem ser mais apropriadas.

Saída: Identifica as informações resultantes da execução da atividade.

Uma abordagem sistemática de gestão de riscos de segurança da informação é necessária para identificar as necessidades da organização em relação aos requisitos de segurança da informação e para criar um sistema de gestão de segurança da informação (SGSI) que seja eficaz. Convém que essa abordagem seja adequada ao ambiente da organização e, em particular, esteja alinhada com o processo maior de gestão de riscos corporativos. Convém que os esforços de segurança lidem com os riscos de maneira efetiva e no tempo apropriado, onde e quando forem necessários. Convém que a gestão de riscos de segurança da informação seja parte integrante das atividades de gestão de segurança da informação e que seja aplicada tanto à implementação quanto à operação cotidiana de um SGSI.

Convém que a gestão de riscos de segurança da informação seja um processo contínuo e que o processo defina os contextos interno e externo, avalie os riscos e trate os riscos usando um plano de tratamento a fim de implementar as recomendações e decisões, a gestão de riscos analise os possíveis acontecimentos e suas consequências, antes de decidir o que será feito e quando será feito, a fim de reduzir os riscos a um nível aceitável. Admite que a gestão de riscos de segurança da informação contribua para:

• A identificação de riscos;

• O processo de avaliação de riscos em função das consequências ao negócio e da probabilidade de sua ocorrência;

• A comunicação e entendimento da probabilidade e das consequências destes riscos;

• O estabelecimento da ordem prioritária para tratamento do risco;

• A priorização das ações para reduzir a ocorrência dos riscos;

• O envolvimento das partes interessadas quando as decisões de gestão de riscos são tomadas e para que elas sejam mantidas informadas sobre a situação da gestão de riscos;

• A eficácia do monitoramento do tratamento dos riscos;

• O monitoramento e análise crítica periódica dos riscos e do processo de gestão de riscos;

• A coleta de informações de forma a melhorar a abordagem da gestão de riscos;

• O treinamento de gestores e pessoal a respeito dos riscos e das ações para mitigá-los.

O processo de gestão de riscos de segurança da informação pode ser aplicado à organização como um todo, a uma área específica da organização (por exemplo, um departamento, um local físico, um serviço), a qualquer sistema de informações, a controles já existentes, planejados ou apenas a aspectos particulares de um controle (por exemplo, o plano de continuidade de negócios).

Mais informações sobre a norma, clique no link:

NBR ISO/IEC 27005 – Tecnologia da informação – Técnicas de segurança – Gestão de riscos de segurança da informação

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Como vender (bem) uma empresa

NBR 16057: os requisitos para os sistemas de aquecimento de água a gás

A NBR 16057 de 2012 estabelece os requisitos para o projeto (contemplando concepção, dimensionamento, arranjo hidráulico e especificação de componentes, entre outros) e a instalação (contemplando montagem, ensaios, entre outros) de Sistema de Aquecimento de Água a Gás (SAAG) para sistemas prediais e uso humano. Aplica-se aos seguintes gases combustíveis: gás natural (GN), gases liquefeitos de petróleo (GLP, propano, butano) em fase vapor e mistura ar GLP. Essa norma não é aplicável na geração de vapor e ao aquecimento de água para processos industriais.

José Carlos Ignácio

Por diferentes razões, em determinados momentos empresários são colocados frente a uma situação pouco habitual: a venda de sua empresa ou de uma delas. Assédio do comprador, falta de sucessor, briga entre sócios, crise do negócio, reestruturação de grupo familiar ou simplesmente falta de motivação por questões pessoais são alguns dos motivos que exigem que o empreendedor aprenda, analise as variáveis envolvidas e decida sobre o assunto. É óbvio que faz uma diferença enorme o fato de a empresa estar sendo sondada por um comprador potencial ou se o proprietário é quem deseja alienar o negócio, principalmente em relação ao fator tempo. Quando há um interesse real por parte de um terceiro, é normal que o tempo para o vendedor se preparar e posicionar tende a ser bem mais curto.

De qualquer forma, haja ou não um interessado já definido, o processo de venda de uma empresa é algo relevante para o empresário e sua família, razão pela qual torna-se imprescindível planejar a venda. Se para projetos de bem menor relevância adota-se adequadamente a função planejamento, não resta dúvidas quanto a sua importância no caso de venda de um negócio. Inicialmente, deve-se preparar a empresa para a venda. Isto significa adotar todas as providências necessárias para agregar valor ao negócio ou evitar que aspectos mal resolvidos o depreciem. Seguem abaixo algumas dicas para ter sucesso no processo:

1 – Independência dos sócios: Diminua o máximo possível a dependência do negócio dos sócios da empresa. Trata-se do aspecto mais importante, pois capital compra gestão, ou seja, um fator decisivo para o comprador é o capital humano da empresa. Portanto, empresas muito dependentes de sócios gestores tendem a ter o seu valor ou mesmo o interesse na operação diminuído ou zerado. A delegação é um instrumento essencial para solução de centralizações de decisões.

2 – Melhorias de curto prazo: Coloque em prática ações de aumento de faturamento ou redução de custos que sejam óbvias e de retorno a curto prazo. É ilusão esperar que o comprador pagará pelas oportunidades não colocadas em prática o mesmo valor daquelas já refletidas nos números da empresa. Afinal, como se diz no mercado de fusões e aquisições, o mérito é de quem fez!

3 – Formalização dos negócios: Procure obter formalizações, através de contratos ou similares, de todo aquele relacionamento comercial com terceiros que seja relevante. Contratos de fornecimento a longo prazo, exclusividade de distribuição de determinado produto ou mesmo renovação do contrato de aluguel significarão maior segurança para o comprador e refletirão positivamente na imagem da gestão atual, valorizando a negociação.

4 – Sistema de gestão: Aperfeiçoe o sistema da empresa! Em minha experiência como consultor, já vi inúmeros casos de empresas com sistema de gestão (ERP) contratado e sendo integralmente pago, mas apenas parcialmente utilizado. Trata-se de uma armadilha normalmente provocada pelo fato de o empresário gestor considerar que tem todo o know how na própria cabeça, dispensando a implantação total de todos os módulos do sistema. Em uma situação de negociação, quanto maior o volume de dados históricos, maior a confiabilidade gerada.

5 – Planeje tributos e encargos com eficácia: Tenha sempre uma ou mais opções de planejamento fiscal, societário e trabalhista, visando minimizar as contingências respectivas. Dentro do possível, coloque-as em prática, pois quanto maior a regularidade da empresa nestes tópicos, maior a chance de grandes empresas ou fundos de investimentos se interessarem, o que é importante fator na definição final do preço de venda. Afinal, grandes compradores tendem a pagar mais!

6 – Venda no momento certo: Em nenhuma hipótese venda uma empresa por algum problema operacional existente, tais como endividamento, fluxo de caixa negativo ou perda de um grande cliente. A venda deve ser uma decisão estratégica, por questões de vida pessoal ou de core business de uma corporação, por exemplo, mas nunca deve ser feita por problemas operacionais. Deve-se equacionar o problema, solucioná-lo parcial ou totalmente e, aí sim, partir para a venda, pois desta forma estará evitando valorizar a empresa no fundo do poço.

Concluindo, nenhum empresário deve tentar vender a própria empresa. A rotina e o volume de trabalho na gestão devem ser mantidos e preservados, o que é incompatível com o trabalho de identificação e negociação com possíveis interessados. Além disso, aspectos emocionais de afeto do empresário em relação a empresa e seus funcionários podem dificultar a fluidez da negociação. Por estas e outras razões, sugiro a contratação de profissional especializado.

José Carlos Ignácio é sócio-fundador da JCI Acquistion, formado em Administração de Empresas e possui MBA e Pós Graduação – jci@jciconsultoria.com.br

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Os requisitos de segurança de artigos para festas

PRODUTOS E SOLUÇÕES

Atuante nos setores de gestão do conhecimento, soluções GED, cursos técnicos e acesso às informações críticas, a Target desenvolveu tecnologia de ponta para o acesso efetivo às principais informações tecnológicas do mundo.

É no Portal Target que os clientes e usuários de produtos e serviços Target encontram as respostas que procuram, em diversas áreas da informação tecnológica:

Target Engenharia e Consultoria. Facilitadores de informação.

festasForam estabelecidos os critérios para a avaliação de artigos para festas, com foco na segurança visando a redução de riscos associados ao uso do produto principalmente por crianças com idade inferior a 14 anos. A certificação é compulsória, ou seja, todos os fabricantes e importadores desses produtos serão obrigados a atender os requisitos da portaria. Aqueles que não atenderem o prazo legal estipulado para adequação às normas podem sofrer penalidades e sanções legais incluindo a proibição da comercialização. O prazo para adequação desta norma é até junho de 2012, ou 18 meses após a publicação da portaria. Produtos não certificados já no mercado poderão ser comercializados somente até dezembro de 2013, ou 36 meses após a publicação da portaria.

Dessa forma, a sociedade precisa conhecer a NBR 13883, editada em 2012, que determina os critérios técnicos necessários para a realização de ensaios de artigos para festas, visando estabelecer requisitos mínimos de segurança para estes produtos de fabricação nacional ou importados, comercializados no país. Aplica-se a artigos para festas novos e no estado em que são comercializados, não cobrindo os critérios de desempenho e qualidade, exceto no que diz respeito à segurança. Esta norma objetiva identificar riscos que podem afetar a saúde e a integridade física dos usuários, principalmente crianças, quando do uso normal ou abuso razoavelmente previsível do produto.

Quanto ao ensaio químico para determinação de pentaclorofenol ou seus sais, deve ser aplicado em artigos para festas de madeira ou com componentes de madeira e não pode ser acusada a presença de pentaclorofenol, quando os artigos forem ensaiados conforme o subitem 5.2.6. Para ser considerado resistente a suor e/ou saliva, o artigo para festas não pode apresentar manchamento perceptível, quando ensaiado conforme 5.2.1. Os artigos para festas, ou partes destes, que não entrem em contato direto com alimento, mas que pela condição de uso tenham contato com suor e/ou saliva, não podem representar riscos à saúde e integridade do usuário.

Todas as formulações de artigos para festas destinados a entrar em contato direto com alimentos devem atender às legislações vigentes, quando estes artigos forem elaborados ou revestidos com resinas, polímeros e respectivos aditivos. Devem atender às legislações vigentes também quando feitos de materiais celulósicos. Estes tipos de artigos para festas, quando ensaiados de acordo com estas especificações, sob a condição de contato breve, no uso real (2 h < t < 24 h) à temperatura ambiente, não podem apresentar limite de migração superior a 8 mg/dm2 quando ensaiados conforme 5.2.7.

Os procedimentos de inspeção e ensaio especificados devem ser usados para estabelecer a conformidade de produtos com os requisitos dessa norma. Todos os tipos de artigos para festas cobertos por essa norma devem ser submetidos aos pré-ensaios de uso normal e abuso razoavelmente previsível, conforme 5.1.1 e 5.1.2. Cada ensaio pode ser executado em uma amostra diferente do artigo para festas, a menos que seja especificado o contrário, bem como deve ser realizado sempre que houver mudança de desenho ou de material no artigo. Os ensaios mecânicos de abuso razoavelmente previsível, como queda, mordida, torção e tração, devem ser aplicados sequencialmente no mesmo corpo de prova.

O pré-ensaio de uso normal destina-se a avaliar se no uso normal do artigo para festa, como recebido pelo consumidor, não são gerados riscos pelo seu funcionamento, conforme as informações da embalagem e instruções de uso, bem como tradição ou costume. O fato de um mecanismo ou de um material falhar durante os ensaios só deve ser relevante se a falha criar um risco em potencial. A norma também define os artigos para festa.

Os artigos descartáveis, coloridos ou com motivos infantis, que entram em contato com o alimento: enfeites de bolo não comestíveis; babados para bolo; bandejas de papelão ou plástico; forminhas de papel ou plástico; espetos de madeira ou plástico; papel para embrulhar balas; guardanapos; velas de aniversário; talheres de plástico; canudos de plástico. Os artigos descartáveis, coloridos ou com motivos infantis, destinados a acondicionar o alimento: pratos de plástico ou papelão; potes e copos de plástico ou papelão; sacos de papel para pipoca; sacos de papel para hot dog.

Os acessórios coloridos ou com motivos infantis, que entram em contato com a pele ou saliva: língua de sogra; chapeuzinhos de aniversário descartáveis; máscaras descartáveis de papelão; colares luminosos ou de papelão; pulseiras luminosas ou de papelão (inclusive pulseira mola); viseiras; faixas de testa; tiaras. Os artigos para decoração, coloridos ou com motivos infantis: enfeites de mesa que são dispostos sobre a mesa de bolo e mesas dos convidados; toalhas de mesa descartáveis. Também estão incluídos os convites com motivos infantis, os copos plásticos descartáveis, coloridos ou com motivos infantis, projetados e fabricados para serem usados em festas infantis, exceto os copos descartáveis abrangidos pela certificação Inmetro de copos plásticos descartáveis.

Não são considerados os artigos para uso em festas de época (carnaval, festa junina, páscoa etc.); árvores de natal artificiais; balões de látex (bexigas) e balões metalizados de plástico; brinquedos e minibrinquedos; enfeites artesanais; enfeites natalinos (bolas de natal, pisca-pisca, etc.); equipamentos de instalação permanente, de uso coletivo em parques infantis ou de aventuras (playground); equipamentos, que requerem uso de energia elétrica para sua utilização (fliperamas, videogames etc.); fantasias; fogos de artifício; infláveis de grande porte para atividades em grupo ou individuais; máscaras de carnaval (pierrô, colombina, “máscaras de Veneza” etc.); materiais e enfeites usados exclusivamente ao ar livre; produtos alimentícios; e spray aerossol.

Mais informações sobre a norma, clique no link:

NBR 13883: Segurança de artigos para festas – Requisitos e métodos de ensaio

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A mão de obra no setor de tecnologia da informação (TI)

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tiMinha relação com os operadores de tecnologia da informação é bastante complicada. Hoje, não contrato mais nenhum e quando vou fazer conteúdo para sites é a própria empresa quem fica encarregada disso. Por uma questão de procura e demanda esses profissionais se valorizaram demais e não têm compromisso com a boa prestação de serviço, gerando problemas e muitas dificuldades. Eles se acham deuses, acima de qualquer suspeita, e minha relação profissional com esse tipo de pessoa é muito ruim. Depois que eles me mandam o projeto do site, aprovado pelo cliente, o conteúdo vai sendo adaptado de acordo com o layout proposto. Fica mais fácil para mim. Na verdade, com a escassez de profissionais qualificados no mercado, as universidades estão investindo na formação de qualidade dos alunos e as empresas criaram estratégias para capacitação interna, mas isso parece não estar adiantando. Acredito que 98% das empresas têm problemas em relação ao seu site, aos seus sistemas de informatização, etc., ou seja, a falta de qualificação ainda vai ser a pauta reinante pelos próximos anos.

Essa minha opinião parece ser a mesma que a do diretor da Trigital, Bruno Chuahy, para quem, em pleno século XXI, quando se enfrenta o boom da tecnologia que vem facilitando muito a vida de todos, se depara com um novo e sério problema. “Estamos encarando uma crise em relação aos nossos profissionais. O que vemos é uma grande procura do mercado e, em contrapartida, pouca capacitação dos centros de formação – cursos técnicos, faculdades e universidades. Dois motivos importantes para a falta de profissionais qualificados são o ensino defasado e o foco na teoria, onde percebo que as universidades não estão alinhando as reais necessidades do mercado com o que é passado em sala de aula. O mercado hoje buscacada vez mais conhecimento aplicado, enquanto os cursos de formação continuam com foco maior na parte teórica”.

Para ele, ainda há um terceiro motivo que é afalta de investimentos em pesquisas, seja por parte do governo ou até mesmo por parte das empresas privadas, pois os investimentos dão abertura a criação de novas tecnologias e abrem portas para o próprio mercado de trabalho. São poucas instituições que recebem esse apoio, apesar de os resultados dessa parceria serem sempre positivos para ambos os lados. “Vale lembrar que o problema com o ensino atinge todas as áreas e não apenas a de TI. O ideal seria que o governo melhorasse os critérios para regulamentação dos cursos superiores – no caso das instituições privadas – e adequar as grades dos cursos, tendo o mercado como principal referência. Esse ponto deveria ser válido tanto para as universidades públicas quanto para as privadas. É importante que os cursos superiores na área de tecnologia existentes se adéquem na mesma velocidade que o próprio assunto avança.Dessa maneira as instituições estariam contribuindo para a formação de profissionais qualificados, onde o mercado tenha condições de absorver”.

Para Bruno, o que se nota uma boa quantidade de vagas de TI nas grandes empresas têm vagas abertas na área de TI, pois não conseguem encontrar os profissionais adequados. O mercado de TI tem um déficit de profissionais, assim como em outras áreas, e o fato de sobrarem vagas não significa que elas serão ocupadas por qualquer um. As exigências são grandes e as empresas procuram profissionais cada vez mais completos. É uma área onde se paga bem, mas com uma escassez de profissionais evidente. “A boa notícia é que nem tudo está perdido! Mesmo sem o apoio do governo e das universidades, os profissionais ainda podem correr atrás do prejuízo e se mostrarem qualificados. Mesmo com o mercado nesta situação, perde espaço quem não está atualizado, porém é possível conquistar uma oportunidade nessa área. A dica que eu dou é observar quais são as tendências do mercado e buscar aprimoramento nas áreas relacionadas à de atuação e aos seus interesses. Investir na carreira, e na equipe é regra necessária, afinal, profissionais bem preparados sempre tem garantia no mercado. A chave para o sucesso é criar um diferencial, se destacar no meio da multidão. Seguindo todos os passos com calma, podemos esperar dias melhores para a área de TI e seus profissionais”, acrescenta.

E gente vai ter que conviver com essa realidade, ou seja, profissionais meia boca por um bom tempo. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), até 2014 haverá um déficit de 800 mil vagas no setor. Estima-se que, hoje, 92 mil vagas de tecnologia da informação estejam disponíveis. No entanto, basta sair ao mercado para ver profissionais formados desempregados ou trabalhando em áreas completamente distintas da de formação. Pior, apenas 15% dos alunos que iniciam cursos de tecnologia da informação terminam as graduações. E isso vai contra o crescimento brasileiro em TI. Segundo o IDC, o Brasil deverá crescer 13% na área de Tecnologia da Informação em 2011 superando taxas como Estados Unidos e Canadá. Os disponíveis são autodidatas ou são preparados em faculdades (?) despreparadas e com professores sem qualquer especialização, despejando profissionais e formando-os em conteúdos que há muitos anos não são mais necessários para as empresas. Resultado: baixíssima qualificação. Até quando ninguém sabe!

Inadimplência é usada pelos criminosos digitais para atacar usuários de computador

Com o aumento da inadimplência, os consumidores buscam pagar suas dívidas por meio de acordos com seus credores e os escritórios de cobrança são contratados pelas empresas para realizar este trabalho. Por sua vez, o usuário de computador que tem uma parcela em atraso, por exemplo, pode receber o boleto de pagamento atualizado em sua caixa de e-mail. Até aqui nada demais. Só que, ao abrir sua caixa de correio eletrônico ele pode receber uma mensagem com um arquivo em anexo ou link para abrir o tal boleto esperado para fazer o pagamento, que na verdade, não foi enviado pela empresa ou escritório de cobrança.

Ao abrir o arquivo ou ir para o link sugerido ele pode cair em uma armadilha porque, na verdade, a mensagem que ele recebeu não era aquela que ele esperava e sim enviada pelos cyber criminosos, que aproveitam a situação para tentar roubar os dados bancários e de cartões de crédito dos usuários do computador que estão em situação de débito no mercado. “Constatamos nos últimos dois meses o aumento considerável do envio de e-mails relacionados a boletos falsos. Quase um terço das mensagens falsas chegaram aos computadores com este assunto. Isto porque a inadimplência teve um salto nos últimos meses e os cyber criminosos estão aproveitando esta situação para atacar os usuários de computador”, conta Eduardo Lopes, diretor da Nodes Tecnologia, que representa a Avira, fabricante de soluções antivírus, com mais de 15 milhões de usuários no Brasil. “A melhor maneira de evitar a ação dos criminosos da internet é não confiar em todas as mensagens que chegam por e-mail e manter seus programas atualizados, inclusive o sistema operacional e outros programas de uso diário, porque os códigos maliciosos também buscam uma brecha para entrar no computador”.

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Geologia médica

SOLUÇÕES PARA GESTÃO DE ACERVO

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa. É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

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O Target CENWin 6.0 automatiza totalmente a gestão do acervo de Normas Técnicas e facilita o acesso às normas com rapidez e agilidade…

Essa disciplina é uma área de pesquisa que se ocupa em desvendar as prováveis influências de fatores geológicos ambientais na qualidade da saúde humana e dos demais seres vivos. Ocupa-se, por exemplo, do estudo de exposição ao excesso ou deficiência de elementos químicos e minerais (metais); inalação de poeiras minerais provenientes de emissões vulcânicas, desertos ou antrópicas; exposição aos compostos orgânicos, radionuclídeos, micróbios e outros patógenos, etc. Esclarece os efeitos adversos à saúde humana e também os efeitos benéficos advindos da exposição humana aos minerais, rochas, lamas, águas termais e outros materiais.

A especialidade estuda, por exemplo, a exposição excessiva ou a deficiência de elementos e minerais; a inalação de poeiras minerais provenientes de emissões vulcânicas; o transporte, as modificações e a concentração de compostos orgânicos; a exposição a micróbios, entre outras complicações na saúde relacionadas às condições geológicas. No mundo e no Brasil, a geologia médica está ganhando forças nos últimos anos. Agora, ela não é mais uma especialidade da geoquímica ou das geociências, mas um campo de pesquisa interdisciplinar no qual atuam geólogos, médicos, toxicologistas, dentistas, etc. A relação entre geologia e medicina é antiga. Hipócrates, por exemplo, já descrevia a intoxicação em mineiros por chumbo, por volta de 375 A.C. Georgius Agricola, no último capítulo do seu livro De Re Metallica, descreveu algumas doenças entre mineiros, no século XVI. Apesar dessa ligação, a denominação de geologia médica foi criada recentemente. Até alguns anos, essa especialidade era tratada como geomedicina. Segundo dados divulgados, o Brasil apresenta, hoje, 6.600.000 trabalhadores potencialmente expostos à sílica. Desses, 500 mil estão ligados à mineração e ao garimpo; 2.300.000 à indústria de transformação e 3.800.000 à construção civil. O que comprova a importância dos estudos da geologia médica na prevenção de doenças e manutenção da saúde.

Por exemplo, o chumbo é um dos metais mais perigosos ao ambiente e à saúde humana. Esse metal sofre dispersão pelo uso das baterias industriais e automotivas, tintas, ligas e soldas, combustível, pesticidas, resíduos industriais e domésticos. Os efeitos de intoxicação pelo metal são: anemia, irritação gástrica, disfunções dos rins, fígado e coração, danos cerebrais e retardamento mental.

Assim, a geologia médica pode ser considerada como uma disciplina complementária no campo estabelecido de saúde ambiental, focada na maneira como o ambiente natural afeta a saúde. Seus impactos, tanto prejudiciais como benéficos, têm sido conhecidos durante milênios, mas é apenas na última década que científicos interessados nestes fenômenos têm começado a organizar colaborações locais, regionais e globais nesta disciplina emergente da geologia médica. Os geólogos médicos são científicos (geocientíficos, científicos biomédicos e de saúde pública, químicos, toxicologista, epidemiologistas, hidrologista, geógrafos, etc.) quem geralmente colaboram em uma ampla variedade de problemas de saúde ambiental em busca de suas causas e soluções. Entre estes problemas estão os impactos de poeiradas naturais; de elementos que ocorrem naturalmente em águas superficiais, águas profundas e terra; de processos geológicos tais como vulcões, erosões, terremotos, tsunamis e outros; da exposição ocupacional a materiais naturais, a radiação natural, etc. Muitos estudos da geologia médica têm estado orientados aos impactos de pó de variadas origens. As partículas de pó são um componente da atmosfera terrestre amplamente dispersas formando, com frequência, plumas que derivam de vulcões, tormentas de pó, episódios de transporte a longa distancia de pó desértico (o assim chamado pó intercontinental) e de deslocamentos por processos naturais tais como desmoronamentos e terremotos. Estes fenômenos ocorrem em todos os continentes, incluindo, por exemplo, a mobilização de pó saariano para o sul da Europa e as Américas.

Os geólogos médicos estudam as fontes, ocorrência, distribuição, concentração, química, cristalinidade e morfologia de minerais (tais como asbestos, heroinita, sílica, pirita, etc.) que podem produzir problemas de saúde. Tratam de determinar as fontes, transporte e destino de elementos potencialmente daninhos como o arsênico, flúor, selênio, cobre, etc., assim como de estabelecer os canais de exposição e produzir mapas que ilustrem os fatores geológicos e geoquímicos locais, regionais e/ou globais e suas relações com problemas de saúde existentes ou potenciais. Um bom exemplo de investigação colaborativa é o caso do arsênico em Bangladesh e Bengala Ocidental, Índia. Nesta região, geólogos médicos trabalham para determinar a fonte dos altos níveis de arsênico em água de poços que põe em risco a saúde de até 100 milhões de pessoas.

O flúor é essencial na dieta humana. Sua ausência tem sido há muito associada à deterioração dos dentes – daí a eficácia das pastas com flúor. Em certos países, ele é adicionado ao abastecimento de água (para aumentar sua baixa concentração natural). Contudo, também estão bem documentados os efeitos nocivos de doses excessivas (associadas ao consumo de água rica em flúor). Um deles é a fluorose dental, o primeiro sinal visível de que uma criança foi muito exposta a esse elemento. O flúor em excesso danifica os ameloblastos (células que formam o esmalte). O dano dessas células resulta na desordem da mineralização dos dentes, pelo que a porosidade do esmalte aumenta e o conteúdo mineral diminui. Em casos extremos, o esqueleto é também afetado (fluorose esquelética). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 milhões de pessoas no mundo bebem água com excesso de flúor. São também graves os problemas causados pelo flúor lançado na atmosfera através da queima de carvão doméstico. A causa mais provável da fluorose dental e esquelética que afeta mais de 10 milhões de pessoas no sul da China é a secagem do milho em fornos sem ventilação com carvão que apresenta alto teor de flúor. O problema tem origem no uso de argila como elemento de ligação dos tijolos (a argila em questão é um resíduo com alto teor de flúor que processos naturais extraem do calcário).

Outro metal problemático é o mercúrio, que é muito usado nos garimpos na região norte, onde o minério de ouro é garimpado e depois deve ser purificado. O garimpeiro, então, dotado e um tipo de cadinho para derreter o minério e maçarico mistura o mercúrio ao minério. O mercúrio que reage com o ouro formando amalgama de ouro pode ser facilmente separado do ouro por ter grau de fusão baixo, deixando o ouro precipitado no fundo do recipiente. Aqui ocorrem três tipos de contaminação por mercúrio, quer tanto pela desinformação dos garimpeiros ou por negligência das autoridades. O mercúrio é aquecido e passa a ser inalado pelo garimpeiro (intoxicação por via respiratória), o mercúrio entra em contato com a pele devido a técnicas precárias de manuseio do metal (intoxicação por via cutânea) e o mercúrio é perdido, ou ate mesmo jogado fora causando danos ambientais a plantas e animais que quando ingeridos causam doenças as pessoas que os consomem.

Uma vez absorvido, o mercúrio é passando ao sangue, é oxidado e forma compostos solúveis, os quais se combinam com as proteínas sais e álcalis dos tecidos. Os compostos solúveis são absorvidos pelas mucosas, os vapores por via inalatória e os insolúveis pela pele e pelas glândulas sebáceas. O mercúrio forma ligações covalentes com o enxofre e quando entra na forma de radicais sulfidrilas, o mercúrio bivalente substitui o hidrogênio para formar mercaptidos tipo X-Hg-SR e Hg(SR)2 onde R é proteína e X radical eletronegativo. Os mercuriais orgânicos formam mercaptidos do tipo RHg-SR. Os mercuriais interferem no metabolismo e função celular pela sua capacidade de inativar as sulfidrilas das enzimas, deprimindo o mecanismo enzimático celular. À medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. É um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos com formação de proteínas mercurais solúveis e por bloqueio dos grupamentos –SH, inibição de sistemas enzimáticos fundamentais a oxidação celular. Ao nível de via digestiva os mercuriais exercem ação cáustica responsáveis pelos transtornos digestivos (forma aguda). No organismo todo, enfim o mercúrio age como veneno protoplasmático.

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Você é consumista?

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

consumoGisele Friso Gaspar, advogada e consultora jurídica na G.Friso, Consultoria Jurídica, especializada em Direito do Consumidor e Direito Eletrônico – flavia@gfriso.com.br

Dia desses lia um texto sobre o consumo e suas consequências na sociedade. Em determinado trecho me deparei com a seguinte definição: consumista – alguém que consome os produtos que compra até que eles não tenham mais utilidade, ou seja, até o seu desgaste completo. Parei para refletir. A definição que se tem para “consumista” é: pessoa que compra indiscriminadamente, sem necessidade ou consciência. Alguns dizem ser algo compulsivo. Entretanto, percebi a dimensão da definição que li na matéria sobre o consumo. De fato, se pararmos para pensar, hoje a sociedade é consumista (no sentido tradicional) ao extremo. Desde a implantação de produção, o que se deu com maior velocidade a partir da Segunda Guerra Mundial, o consumo passou a ser massificado. O que era produzido em pequena escala e artesanalmente passou a ser produzido em larga escala para dar conta da demanda que o mercado impunha. Os produtos tornaram-se mais acessíveis e a tecnologia proporcionou a possibilidade de maior lucro com menor investimento. E isso é positivo, pois gera crescimento e desenvolvimento.

Entretanto, podemos perceber que cada vez mais os produtos padecem do mal da falta de qualidade. Os produtos hoje são feitos para não durar. Alguns fabricantes chegam a soldar peças e componentes em seus produtos para que se tornem insubstituíveis quando ocorrer um problema, levando à condenação do produto e à necessidade de aquisição de um novo. Pura leviandade, sendo prática ilegal, antiética e condenável. Outros fabricantes, ainda que prezem pela qualidade de seus produtos, os produzem em série e com a mesma tecnologia utilizada pelo mercado em geral, com a política da “razoável vida útil” cada vez menor. Por outro lado, a velocidade com que a tecnologia se desenvolve traz como consequência cada vez mais novidades no mercado de consumo, lançadas todos os dias em quase todos os segmentos. A publicidade, por sua vez – e cumprindo o seu papel, diga-se –, gera no consumidor a “necessidade” de ter aquele produto, aquele lançamento. Uma necessidade quase visceral, como se aquele consumidor não fosse mais poder viver nesse mundo sem aquele produto. Isso é mais evidente ainda em relação aos adolescentes.

Consequentemente, toneladas de lixo eletrônico são despejadas, sem controle, em nosso pobre e sofrido planeta. As políticas de coleta de lixo eletrônico e campanhas de consumo consciente vêm sendo desenvolvidas, é fato. Porém, a velocidade com que isso ocorre é desproporcional. A corrida é desleal. O consumidor não é orientado ou educado para esse tipo de descarte. As empresas pecam pela falta de divulgação. O Poder Público peca pela falta de fiscalização. Mas o consumo continua e a demanda por novidades eletrônicas é cada vez maior. Não raro, encontramos portadores de aparelhos de telefone celular com aparelhos “antigos” que se conta às dúzias em suas casas. Se questionados sobre o porque da troca, a resposta possivelmente será “eu precisava de um modelo mais moderno, com um sistema operacional mais avançado e com uma câmera fotográfica de alta definição”.

Mas, voltando à definição de “consumista”, aí vai uma reflexão: que tipo de consumista você é? É daqueles que não pode ver uma liquidação? Daqueles que não perde uma novidade eletrônica? Que não vive sem o último modelo de computador? Ou você é aquele que consome os produtos que adquire até o fim, até o seu desgaste? É claro, há o meio-termo. Porém, se for para escolher que tipo de consumista quero ser, prefiro o segundo. Mesmo passando por momentos de deslumbre total diante de uma novidade tecnológica, a pergunta que hoje me faço é: eu realmente preciso disso? Se eu responder sim com uma justificativa plausível, a compra está aprovada. Do contrário, penso um pouco mais e, na maior parte das vezes acabo desistindo. É claro que há momentos de fraqueza. E, fazendo mea culpa, é óbvio que eu também já tive uns dois pares de aparelhos celulares “antigos” e “imprestáveis” atolando as gavetas, que foram substituídos pela última novidade do mercado. Porém, como decidi ser consumista – no melhor sentido –, decidi refletir sobre as minhas escolhas. Isso também faz parte do consumo consciente, sendo nossa obrigação como consumidores. Então, sejamos consumistas!

Quilo ou la carte: qual o mais vantajoso?

Nicole Cihlar Valente, supervisora de gastronomia da LC Restaurantes, especializada em refeições coletivas – flavia.ghiurghi@lcrestaurantes.com.br

Ao investir em um restaurante, muitos empreendedores se deparam com a seguinte dúvida: afinal, compensa mais apostar em rodízio ou serviço la carte? Antes de responder a pergunta, é preciso entender a definição de cada modalidade. O serviço la carte deve trazer uma proposta de refeição rápida, saudável e equilibrada (cor, sabor e nutricionalmente interessante). Hoje, é importante trazer elementos novos de composição, ingredientes do comfort food em harmonia com ingredientes funcionais (ex: linhaça, quinoa, chia, etc…). A estratégia deve focar a rapidez do serviço e qualidade do prato. Quem escolhe la carte hoje não quer entrar em fila, não quer uma infinidade de possibilidades de escolha.

Já o quilo parte da premissa de fartura e variedade, muitas carnes, frituras e o cliente escolhe (com a “fome dos olhos”) o que quanto vai comer. A disposição favorece sempre a oferta primeira de preparações mais pesadas, com molhos por exemplo. O cliente tem porções de carnes menores e, portanto, acaba escolhendo mais de uma, comendo geralmente mais do que no la carte. No caso do serviço la carte, o controle de custos está relacionado com fichas técnicas e controle de produção, compras e estoque muito bem alinhados para não haver perdas. Por ser porcionado permite que você dimensione as gramagens de forma mais precisa, não há estimativa de consumo. Você produz o que o cliente pede, a venda é certa. São poucos os fatores negativos, mas é necessário ponderar que ainda existe um público fiel ao quilo, que gosta de comer um pouco de várias coisas. Portanto, monitorar de perto a aceitação do la carte é importante para que o cliente não se sinta desmerecido.

Uma das dicas é estudar preferências e hábitos da clientela, incluir no la carte preparações grelhadas e massas que agradam no quilo. Testar as receitas e fazer fichas técnicas é essencial, assim como treinar a equipe para manter padrão. Outro ponto importante é investir no local de modo que ele funcione tanto em sistema de rodízio como à la carte. Quem atende o público deve mostrar ao cliente que ambos os serviços são excelentes. A apresentação dos pratos e diferença de identidade entre quilo e la carte também são muito importantes para que ambos funcionem juntos e bem. O fato é que em muitos países, o la carte ganha muita força em praças de alimentação e restaurantes de rua. A preocupação com a saúde e com a administração do tempo faz com que as pessoas queiram um serviço rápido e nutricionalmente mais equilibrado. No quilo a escolha saudável fica sobjulgada à gula humana, afinal comemos com os olhos primeiro. A preocupação com a obesidade contribui enormemente para a escolha de um serviço já porcionado e equilibrado, e o la carte atende a essa demanda.

O manejo florestal sustentável

As normas comentadas disponíveis para venda no Portal Target:

 NBR14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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 NBR5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada

Nr. de Páginas: 209

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 NBRISO9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada

Nr. de Páginas: 28

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

manejoPapel, móveis, medicamentos e alimentos, além da produção de embalagens, de aço e de cimento. É difícil imaginar como seria a sociedade atual sem produtos florestais. Mas a importância das florestas vai muito além dos insumos industriais. Elas são fundamentais para a preservação da água, proteção e conservação do solo, manutenção da biodiversidade, recuperação de áreas degradadas e sequestro de carbono. Ou seja, seria difícil imaginar a sociedade sem os serviços prestados pelas florestas. Por isso, a gestão e o uso sustentável desses ecossistemas é um dos maiores desafios mundiais e, em particular, do Brasil, que possui a segunda maior área florestal do planeta e o primeiro lugar em termos de florestas tropicais. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), florestas ocupam aproximadamente 60% da área total do País. São cerca de 519,5 milhões de hectares, sendo 512,8 milhões de ha de florestas naturais e 6,7 milhões de ha de florestas plantadas.

Ainda hoje as notícias de desmatamento ilegal desenfreado no Brasil estão sendo motivos de críticas e restrições em negociações internacionais. Conciliar a utilização das florestas com a manutenção de sua biodiversidade, capacidade de regeneração e vitalidade, para desempenhar suas funções ecológicas, sociais e econômicas é o principal foco de atuação do manejo florestal sustentável (MFS). Segundo a pesquisadora Yeda Oliveira, da Embrapa Florestas (Colombo-PR), o termo é utilizado para caracterizar um conjunto de procedimentos técnicos, gerenciais e administrativos que visam produzir madeira e produtos não madeireiros, em associação com outros tipos de produção, com o mínimo de danos à floresta. Trata-se, portanto, de uma alternativa ao manejo tradicional, não sustentável e muitas vezes executado de forma ilegal, ainda utilizado em algumas regiões brasileiras. “O MFS pode ser adotado em florestas naturais e plantadas, com diferentes modalidades de uso. E aplicado em propriedade de diversos tamanhos e em comunidades tradicionais, em vários contextos”, explica Yeda Oliveira. O manejo florestal sustentável mMadeireiro, também conhecido como o bom manejo, preconiza a intervenção na floresta para produção de produtos madeireiros, mas com a aplicação de tratamentos silviculturais e monitoramento para garantir a regeneração da floresta.

Já o manejo agroflorestal, ou silvipastoril, busca unir a produção agrícola sustentada com a utilização da floresta. O uso dos recursos florestais renováveis por associações e comunidades tradicionais pode utilizar o modelo de administração do manejo florestal comunitário e familiar, que é voltado para populações que tiram sua subsistência dos recursos renováveis das florestas. Por sua vez, o manejo de uso múltiplo está apoiado no “triângulo da sustentabilidade” (econômica, social e ambiental). Ele tem como foco a maximização da rentabilidade com a obtenção de produtos madeireiros e não madeireiros aliada aos “serviços” da floresta. Está é a aposta tecnológica da Embrapa, uma vez que nos modelos de manejo madeireiro os benefícios econômicos, no curto prazo, são inferiores, quando comparados com técnicas menos sustentáveis. Por isso, é necessário incorporar outros produtos de alto valor de mercado, além de adotar o conceito de pagamento por serviços ambientais (PSA), que consiste na remuneração oferecida ao produtor que preserva a floresta.

No caso das florestas plantadas, o Brasil apresenta um grande potencial para ampliar a área. A plantação árvores tem contribuído para a redução do desmatamento das matas nativas. Um exemplo é uma iniciativa da Embrapa e da Emater-PR, que está promovendo o cultivo de palmito da pupunheira (Bactris gasipaes) no litoral do Paraná. O projeto viabilizou a criação de uma cooperativa com 230 associados na cidade de Morretes e está reduzindo a pressão ambiental sobre o palmito juçara (Euterpe edulis), espécie nativa da Mata Atlântica, que antes era explorada de forma extrativista e clandestina. Outro exemplo é o projeto que envolve a Embrapa, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), a Suzano Papel e Celulose e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Essas instituições estão implantando florestas energéticas para a produção de lenha em áreas degradadas da Chapada do Araripe, em Pernambuco, e aliviando a pressão de exploração da caatinga. Atualmente a produção das florestas plantadas é utilizada por vários setores industriais, que têm uma participação superior a 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Além disso, o plantio florestal tem contribuído para a redução dos gases de efeito estufa e para o sequestro de carbono. É o caso dos sistemas silvipastoris, uma modalidade da integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), que combina o cultivo de pastagens com árvores e arbustos e ajuda na recuperação de pastagens degradadas e na conservação do solo e da água.

Os estudos demonstram que esses sistemas contribuem para a recuperação de pastagens degradadas, para a conservação do solo e da água e para a captura de carbono. As avaliações realizadas no Rio Grande do Sul demonstram que integração de árvores e pastagens compensa o carbono liberado por quatro vacas por hectare, sendo que o histórico de lotação na região é de meio animal na mesma área. A plantio de florestas comerciais é uma das metas do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O programa ABC pretende incentivar o setor produtivo a aumentar a área de florestas plantadas no país para 9 milhões de hectares até 2020. Estima-se que, em 2008, as árvores plantadas chegaram a sequestrar 10 toneladas de CO2 por hectare. Além disso, a plantação de florestas gerou 2,2 milhões de empregos, sendo 630 mil diretos. E a tendência é o crescimento do setor nos próximos anos. Segundo o documento “Diretrizes para a Política Nacional de Florestas Plantadas”, da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o Brasil pode ampliar sua área de florestas plantadas dos atuais 7 milhões de ha para cerca de 16 milhões, em 10 anos, ampliando a participação do País no mercado mundial de 3,2% para cerca de 10%. Esse crescimento poderia ser traduzido em investimentos da ordem de R$ 40 bilhões e 200 mil empregos no meio rural, além de R$ 160 bilhões de investimento e 800 mil empregos gerados nos demais segmentos da indústria consumidora de madeira. Tudo isso sem comprometer a produção de alimentos e as florestas nativas.

Assim, o manejo sustentável – ou bom manejo – é a melhor solução para a exploração racional de madeira e outras riquezas não madeireiras da floresta. Uma floresta bem manejada continuará oferecendo essas riquezas para as gerações futuras, pois a madeira e seus outros produtos são recursos renováveis. Alguns o definem como a administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos e sociais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema objeto do manejo. Atualmente, o conceito foi ampliado para manejo florestal de uso múltiplo, passando a incluir múltiplos produtos e subprodutos não madeireiros, bem como a utilização de outros bens e serviços naturais da floresta. O bom manejo implica uma exploração cuidadosa, de impacto ambiental reduzido, a aplicação de tratamentos silviculturais, para potencializar a regeneração da floresta e fazer crescer outra colheita, e o monitoramento, para controlar essa regeneração e ajudar o manejador na tornada de decisões técnicas e comerciais.

Em termos ambientais, o bom manejo contribui para que a floresta mantenha sua forma e função mais próximas de seu estado original. A manutenção da forma se dá na medida em que se minimizam os danos à floresta e, em consequência, às árvores comerciais remanescentes. Mantida a sua forma, a floresta pode continuar a desempenhar suas funções como proteger o solo contra a erosão, preservar a qualidade da água, abrigar a biodiversidade e outras. Além disso, a floresta remanescente corre menos riscos de incêndios e pode ser enriquecida com os tratamentos silviculturais. O bom manejo é economicamente viável e, a longo prazo, mais barato que a exploração convencional. Em novembro de 2011, a ABNT publicou a norma NBR 14790: Manejo florestal — Cadeia de custódia — Requisitos. Segundo o padrão, o objetivo da cadeia de custódia é criar uma associação de informações entre a matéria prima contida em um produto florestal e a origem daquela matéria prima. Um número crescente de consumidores procura evidências de práticas ambientalmente corretas de negócios e exige comprovação das organizações com base florestal de que a madeira que elas utilizam provém de fontes de manejo sustentável. As organizações, portanto, necessitam de um mecanismo confiável e crível que forneça aos seus consumidores informações sobre a origem da sua matéria prima. Os requisitos da cadeia de custódia descrevem o processo de como partir da informação sobre a origem associada à matéria-prima utilizada para chegar à informação sobre a origem que está anexada aos produtos da organização.

Isso pode ser feito em duas abordagens opcionais para a cadeia de custódia: O método da separação física e os métodos baseados em porcentagem. A norma, implementada em conexão com programas de certificação do manejo florestal e/ou programas de rotulagem, provê tal mecanismo. A utilização de declarações e rótulos relacionados, como resultado da implementação da cadeia de custódia, é baseada na NBR ISO 14020 e a consideração de material reciclado dentro da cadeia de custódia é baseada nos requisitos da NBR ISO 14021. A rotulagem de produtos é considerada um instrumento de comunicação opcional que pode ser incorporada no(s) processo(s) da cadeia de custódia das organizações. Quando a organização decidir aplicar a rotulagem no produto ou fora do produto (promocional), os requisitos para a utilização do rótulo, incluindo os que foram estabelecidos pelo proprietário do rótulo, se tornam parte integrante dos requisitos da cadeia de custódia.

As declarações efetuadas sobre produtos de base florestal fornecem informações relativas à origem desses produtos a partir de florestas manejadas de forma sustentável e fontes recicladas e outras fontes não controversas. Os compradores podem utilizar esta informação na escolha do produto com base na sustentabilidade, bem como outras considerações. O objetivo da comunicação da origem da matéria prima é incentivar a procura e a oferta desses produtos originários de florestas manejadas de forma sustentável e estimular o potencial para a melhoria contínua de mercado do manejo dos recursos florestais do mundo. O objetivo global da cadeia de custódia é oferecer aos clientes dos produtos de base florestal informações precisas e comprováveis sobre o conteúdo do material que é originário de florestas certificadas, manejadas de forma sustentável ou de material reciclado.

A norma especifica os requisitos da cadeia de custódia e os requisitos mínimos do sistema de gestão para a implementação e gerenciamento do processo da cadeia de custódia. Um sistema de gestão da qualidade (NBR ISO 9001) ou sistema de gestão ambiental (NBR ISO 14001) de uma organização pode ser utilizado para implementar os requisitos mínimos para o sistema de gestão definido nessa norma que, implementada em conexão com programas de certificação do manejo florestal e/ou programas de rotulagem, provê tal mecanismo. Ela também pode ser implementada para fins de avaliação da conformidade de terceira parte baseado nos requisitos definidos em esquemas de certificação florestal. A avaliação da conformidade é considerada uma certificação do produto e seguirá a ABNT NBR ISO/IEC Guia 65.

Mais informações sobre a norma, clique no link:

NBR14790 – Manejo florestal – Cadeia de custódia – Requisitos

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