Interconexões eletrônicas utilizando adesivos condutivos

Os adesivos condutivos podem ser utilizados como substitutos das ligas de solda para promover a interconexão eletrônica. Hoje, estes materiais ocupam importante lugar na fabricação de dispositivos eletrônicos, tendendo a ganhar cada vez mais espaço. Esta publicação trata dos diferentes tipos de adesivo condutivo, bem como suas principais aplicações. A primeira classificação dos adesivos condutivos está relacionada à forma como conduzem eletricidade. No primeiro grupo estão os adesivos condutivos intrínsecos e no segundo os adesivos extrínsecos.

Os adesivos intrínsecos são compostos por polímeros que conduzem eletricidade. Apesar destes materiais já existirem a vários anos, este grupo de adesivos ainda não encontra grande uso no mercado, devido à sua baixa condutividade e as suas pobres propriedades mecânicas. Já os adesivos extrínsecos são materiais compósitos, compostos por uma matriz polimérica dielétrica e um material de preenchimento, normalmente um metal. Por sua vez, os adesivos extrínsecos podem ser classificados em três categorias:

  • 1. Adesivos condutivos isotrópicos;
  • 2. Adesivos condutivos anisotrópicos;
  • 3. Adesivos não condutivos.

Adesivos condutivos isotrópicos

São materiais que possuem em sua composição uma grande quantidade de material condutivo, em torno de 60% de seu volume. As partículas condutivas, tradicionalmente prata, são compostas por flakes de aproximadamente 30 µm de tamanho e partículas esféricas com tamanho menor, de aproximadamente 5 µm. Quando ocorre o contato entre estes dois tipos de partículas condutivas, o material passa a conduzir eletricidade em todas as direções. A Figura 1 apresenta uma micrografia de um adesivo condutivo isotrópico. Este tipo de adesivo encontra grande utilização para a fixação dos chips na fabricação de componentes, interconexão de flip-chips e células fotovoltaicas.

Adesivos condutivos anisotrópicos

Os adesivos condutivos anisotrópicos são uma classe mais nova de adesivos condutivos, sendo uma consequência da constante miniaturização dos dispositivos eletrônicos. Nestes materiais a quantidade de partículas condutivas é bem menor, de forma que elas não se tocam. A posterior aplicação de pressão leva a condução de eletricidade em apenas uma direção. Desta forma, não existe necessidade de grande precisão na aplicação do adesivo. A Figura 2 apresenta o funcionamento dos adesivos anisotrópicos.

Este tipo de adesivo pode ser adquirido de duas formas, na forma de pasta ou na forma de filme. Quando na forma de filme ele é denominado filme anisotrópico condutivo, ou ACF (Anisotropic Conductive Film). Os ACFs são muito difundidos devido à sua versatilidade e facilidade de aplicação. A partícula de preenchimento normalmente possui núcleo polimérico e revestimento metálico, de forma que o núcleo sofre deformação plástica, mantendo uma pressão constante entre a partícula condutiva e os substratos. Suas principais aplicações são encontradas na indústria de displays, tanto para conexão de flex-on-glass (substrato flexível no vidro), quanto chip-on-glass (chip no vidro).

Adesivos não condutivos

Apesar de sua nomenclatura é possível realizar a interconexão eletrônica utilizando-se adesivos não condutivos, este tipo de adesivo é utilizado apenas em aplicações de ultra-fine pitch, ou seja quando a distância entre as interconexões é muito pequena. Neste caso o chip precisa ser preparado anteriormente com terminais especiais. O contato elétrico ocorre diretamente entre o terminal do chip e o substrato, e o adesivo, neste caso, é responsável pela manutenção da pressão previamente aplicada entre o chip e o substrato. A Figura 3 apresenta uma interconexão utilizando adesivo não condutivo.

Entre os fatores que impulsionam o uso dos adesivos condutivos estão a possibilidade de interconexões utilizando baixas temperaturas de processamento, a ausência de substâncias perigosas como o chumbo, alta resistência química, mecânica e térmica e a possibilidade de interconexões flexíveis. Apesar de não substituir completamente as tradicionais soldas à base de ligas de estanho, o uso deste tipo de material está cada vez mais em ascensão.

Para mais informações sobre interconexões eletrônicas utilizando adesivos condutivos, entre em contato com o Engº José Carlos Boareto ( jcb@certi.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou 48-3954-3045

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

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NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Qualidade de vida: 37% dos brasileiros estão endividados

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Contendo o texto integral das 6 Normas NBR para elaboração de Trabalhos Acadêmicos.


Contendo o texto integral das 8 Normas NBR para Segurança contra Incêndio.

Uma pesquisa realizada pelo Ibope para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), indica que 37% dos brasileiros possuem algum tipo de endividamento, seja parcelamento de compra, empréstimo ou financiamento. Esse percentual é maior entre os homens, com 41%, do que entre as mulheres, com 35%. O percentual de endividados cresce conforme aumenta a renda familiar: 53% dos que recebem mais de 10 salários mínimos, contra 26% dos que recebem até um salário mínimo. O mesmo acontece com a escolaridade: 51% com ensino superior têm dividas, contra 33% com ensino até a 4ª série do fundamental. Dentre as pessoas que têm dívidas, 69% têm alguma dificuldade para pagá-las.

Entre os entrevistados que estão pagando algum tipo de parcelamento de compra, empréstimo ou financiamento, o cartão de crédito, incluindo o parcelamento sem juros, é a dívida mais citada, com 32%. Esse tipo de dívida cresce quanto maior o porte do município dos entrevistados: 12% entre quem reside em municípios com até 10 mil habitantes, 29% nos médios (de 20 a 100 mil) e 39% em municípios com mais de 100 mil habitantes. A segunda opção mais citada foi o carnê ou caderneta direto com a loja, com 25%. A incidência desse tipo de dívida, ao contrário do que ocorre com cartão de crédito, é maior em municípios menores: 38% entre quem reside municípios com até 10 mil habitantes, 24% no médios (de 20 a 100 mil) e 21% em municípios com mais de 100 mil habitantes. Em um terceiro patamar, o instrumento de crédito mais utilizado é o ”outro tipo de empréstimo ou financiamento em banco”, citado por 20% dos entrevistados que possuem alguma dívida, seguido por empréstimo com desconto em folha (consignado), com 17%, e o cartão de loja, com 16%.

Além disso, a pesquisa obteve alguns resultados bastante interessantes:

Meios de pagamento

• Quatro em cada cinco brasileiros optam pelo dinheiro como principal meio de pagamento.

• 13% da população utilizam o cartão de crédito como principal meio de pagamento.

Conta corrente e poupança

• Mais de um terço da população não possui conta em banco.

• O principal motivo que impede a abertura de contas é a falta de condições financeiras (60% dos que não têm conta).

Produtos e serviços financeiros

• Apenas 12% da população não utilizaram nenhum serviço bancário nos últimos 12 meses.

• O serviço com mais usuários é o pagamento de contas, com 76% da população.

• 93% das pessoas que utilizam serviços bancários utilizam o atendimento pessoal.

• O auto-atendimento é utilizado por 68% das pessoas que utilizam serviços bancários.

• A internet foi utilizada por 15% dos que utilizaram serviços bancários nos últimos 12 meses.

Reserva de dinheiro

• Apenas três em cada dez brasileiros fazem alguma reserva de dinheiro.

• Dos que guardam dinheiro, 68% o fazem por meio da caderneta de poupança.

Pagamento de contas

• 85% dos brasileiros pagam alguma conta pessoal ou de sua família.

• 79% da população utiliza o correspondente bancário como um dos dois principais locais para o pagamento de contas.

• A internet e o débito automático são os meios de pagamento mais fáceis para utilização.

Transferência de dinheiro

• 28% dos brasileiros receberam ou enviaram recursos para outra pessoa nos últimos 12 meses.

• Dentre esses, 59% o fizeram por meio do caixa eletrônico

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