Análise de causa e consequência

Curso: Gestão de Energia – Implantação da Norma ISO 50001

A NBR ISO 50001 especifica os requisitos de um sistema de gestão da energia (SGE) para uma organização desenvolver e implementar uma política energética, estabelecer objetivos, metas e planos de ação que considerem requisitos legais e informações relativas ao uso significativo de energia. Um SGE habilita uma organização a atender sua política energética, tomar as devidas ações de melhoria de seu desempenho energético e demonstrar conformidade aos requisitos dessa norma. Pode-se ajustar a aplicação desta norma a requisitos específicos de uma organização – incluindo complexidade do sistema, grau de documentação e recursos – e abrange as atividades sob o controle da organização.

Essa ferramenta da qualidade é uma combinação da análise da árvore de falhas e árvore de eventos. Ela começa a partir de um evento crítico e analisa as consequências por meio de uma combinação de portas lógicas SIM/NÃO que representam condições que podem ocorrer ou falhas de sistemas projetados para atenuar as consequências do evento iniciador. As causas das condições ou falhas são analisadas por meio de árvores de falhas. A análise de causa e consequência foi originalmente desenvolvida como uma ferramenta de confiabilidade para sistemas críticos de segurança para fornecer um entendimento mais completo das falhas no sistema. Semelhante à análise de árvore de falhas, a análise de causa e consequência é utilizada para representar a lógica da falha que leva a um evento crítico, porém ela se acrescenta à funcionalidade de uma árvore de falha, permitindo que as falhas sequenciais de tempo sejam analisadas.

O método também permite retardos de tempo a serem incorporados à análise da consequência o que não é possível com a árvore de eventos. É utilizado para analisar os vários caminhos que um sistema tomaria após um evento crítico em função do comportamento dos subsistemas específicos (tais como sistemas de resposta de emergência). Se forem quantificados, eles darão uma estimativa da probabilidade de diferentes consequências possíveis após um evento crítico. Como cada sequência em um diagrama de causa e consequência é uma combinação de árvores de subfalhas, a análise de causa e consequência pode ser utilizada como uma ferramenta para construir grandes árvores de falhas.

Os diagramas são complexos de produzir e utilizar, e tendem a ser usados quando a magnitude da consequência potencial de falha justifica esforços intensivos. Usa como entradas um entendimento do sistema e seus modos de falha e cenários de falha é requerido. A figura abaixo mostra um diagrama conceitual de uma análise de causa e consequência típica.

O procedimento a ser seguido é o seguinte:

– Identificar o evento crítico (ou iniciador) (equivalente ao evento de topo de uma árvore de falha e o evento iniciador de uma árvore de evento).

– Desenvolver e validar a árvore de falha quanto às causas do evento iniciador. Os mesmos símbolos são utilizados como na análise da árvore de falha convencional.

– Decidir a ordem em que as condições devem ser consideradas. Convém que isto seja uma sequência lógica, como a sequência de tempo em que elas ocorrem.

– Construir os caminhos para as consequências, em função das diferentes condições. Isto é similar a uma árvore de evento, porém a separação em caminhos da árvore de evento é mostrada como uma caixa rotulada com a condição específica aplicável.

– Uma vez que as falhas para cada caixa de condição são independentes, a probabilidade de cada consequência pode ser calculada. Isto é conseguido em primeiro lugar atribuindo-se probabilidades para cada saída da caixa de condição (utilizando as árvores de falhas pertinentes, como apropriado). A probabilidade de qualquer uma das sequências que conduz a uma consequência específica é obtida multiplicando as probabilidades de cada sequência de condições que termina nessa consequência específica. Se mais de uma sequência terminar com a mesma consequência, as probabilidades de cada sequência são somadas. Se houver dependências entre falhas de condições em uma sequência (por exemplo, uma falha de energia pode causar diversas condições para falha), então convém que as dependências sejam tratadas antes do cálculo.

A saída da análise de causa e consequência é uma representação esquemática de como um sistema pode falhar mostrando tanto as causas como as conseqüências, além de uma estimativa da probabilidade de ocorrência de cada consequência potencial com base na análise das probabilidades de ocorrência de condições específicas após o evento crítico. Os pontos fortes e limitações da ferramenta incluem as mesmas vantagens das árvores de evento e árvores de falhas combinadas. Além disso, ela supera algumas das limitações dessas técnicas ao ser capaz de analisar eventos que se desenvolvam ao longo do tempo. A análise de causa e consequência fornece uma visão abrangente do sistema. A limitação é que é mais complexa do que a análise da árvore de falha e árvore de evento, tanto para construir quanto na maneira em que as dependências são tratadas durante a quantificação.

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Como expandir os negócios de forma segura e rentável

Os custos de energia afetam a competitividade das empresas

Somente o custo com energia elétrica nas indústrias aumentou 150% nos últimos sete anos, 83% acima da inflação do período, e se tornou a terceira maior do mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia, coletados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O preço do MW/hora saltou de R$ 92 para R$ 230. O aumento foi causado por um realinhamento tarifário, iniciado em 2003, que durou até 2007. O objetivo era eliminar o que o governo considerava como subsídio cruzado nas tarifas do país – algo que pode ser questionado, já que a indústria é atendida em alta tensão e, portanto, o custo para entrega da energia é menor. Dessa forma, o governo elevou os reajustes para a classe industrial e reduziu o ritmo de alta para o residencial. Clique para mais informações.

Simone Domingues

Quando o empreendedor inicia um negócio próprio e começa a trabalhar intensamente para desenvolver e manter o seu projeto no mercado, é comum o pensamento de expandir o crescimento e desenvolvimento para se obter um maior retorno financeiro. É fundamental que a empresa programe melhorias para sobreviver no mercado. Porém, quando essa decisão de expansão dos negócios ocorre é necessário a mesma cautela e determinação do início da trajetória.

Primeiramente, é necessário um crescimento pessoal antes do empresarial. O ideal é que o empreendedor se prepare constantemente para estar apto a implementar mudanças e beneficiar o seu negócio com eficácia e responsabilidade. Para ter um negócio de sucesso, o empreendedor deve ter espírito criativo e pesquisador. O indicado é que o gestor esteja sempre por dentro das tendências e inovações do seu negócio. O mercado é constante como a mudança, e o que era eficaz há cinco anos, hoje em dia pode não ser um método atraente. Cabe ao empresário projetar todas as demandas e adequar a sua gestão de acordo com as exigências dos clientes. Semanalmente existem centenas de novidades no mercado de trabalho e para o empresário conseguir acompanhar essa evolução da sua área, o mais indicado é que participe de eventos, seminários e workshops. Com essas ações, além da aprendizagem, o empresário estabelece relações com outras pessoas da área de atuação.

As empresas que buscam novos caminhos e soluções estão mais propensas a crescerem e construírem um ambiente flexível e evoluído. O atendimento ao cliente é um dos pontos que o empresário deve se atentar, já que é um dos principais problemas do mercado atual. Não adianta investir em uma expansão se não tiver como meta uma reformulação e/ou melhoramento do atendimento, pois o bom contato com o cliente é o essencial em qualquer negócio. Para aumentar a fidelização dos clientes, a empresa deve estabelecer uma política permanente de capacitação da equipe.

Um fato de grande importância é dimensionar corretamente os custos envolvidos na operação e entender as peculiaridades do setor. Também é importante analisar a concorrência para identificar os fatores que devem ser considerados na composição de preços dos produtos e serviços da empresa. Por isso, a expansão deve ser realizada de uma forma metódica e controlada, pois falhas podem gerar um grande atraso no negócio em relação à concorrência. Independentemente, em qualquer empreendimento novo, é necessário o cuidado em começar com pequenos passos, fazendo uma pesquisa cautelosa e considerando recursos suficientes para transformar a ideia em realidade. Com discernimento e aperfeiçoamento da gestão administrativa e financeira, o empresário consegue expandir o empreendimento e tornar a empresa mais competitiva para o mercado.

Simone Domingues é sócia da Trade Contabilidade e é formada em Ciências Contábeis pela Fundação Instituto de Ensino para Osasco – pauta2@contatopauta.com.br

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