Geologia médica

SOLUÇÕES PARA GESTÃO DE ACERVO

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa. É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

 Target CENWin 6.0
O Target CENWin 6.0 automatiza totalmente a gestão do acervo de Normas Técnicas e facilita o acesso às normas com rapidez e agilidade…

Essa disciplina é uma área de pesquisa que se ocupa em desvendar as prováveis influências de fatores geológicos ambientais na qualidade da saúde humana e dos demais seres vivos. Ocupa-se, por exemplo, do estudo de exposição ao excesso ou deficiência de elementos químicos e minerais (metais); inalação de poeiras minerais provenientes de emissões vulcânicas, desertos ou antrópicas; exposição aos compostos orgânicos, radionuclídeos, micróbios e outros patógenos, etc. Esclarece os efeitos adversos à saúde humana e também os efeitos benéficos advindos da exposição humana aos minerais, rochas, lamas, águas termais e outros materiais.

A especialidade estuda, por exemplo, a exposição excessiva ou a deficiência de elementos e minerais; a inalação de poeiras minerais provenientes de emissões vulcânicas; o transporte, as modificações e a concentração de compostos orgânicos; a exposição a micróbios, entre outras complicações na saúde relacionadas às condições geológicas. No mundo e no Brasil, a geologia médica está ganhando forças nos últimos anos. Agora, ela não é mais uma especialidade da geoquímica ou das geociências, mas um campo de pesquisa interdisciplinar no qual atuam geólogos, médicos, toxicologistas, dentistas, etc. A relação entre geologia e medicina é antiga. Hipócrates, por exemplo, já descrevia a intoxicação em mineiros por chumbo, por volta de 375 A.C. Georgius Agricola, no último capítulo do seu livro De Re Metallica, descreveu algumas doenças entre mineiros, no século XVI. Apesar dessa ligação, a denominação de geologia médica foi criada recentemente. Até alguns anos, essa especialidade era tratada como geomedicina. Segundo dados divulgados, o Brasil apresenta, hoje, 6.600.000 trabalhadores potencialmente expostos à sílica. Desses, 500 mil estão ligados à mineração e ao garimpo; 2.300.000 à indústria de transformação e 3.800.000 à construção civil. O que comprova a importância dos estudos da geologia médica na prevenção de doenças e manutenção da saúde.

Por exemplo, o chumbo é um dos metais mais perigosos ao ambiente e à saúde humana. Esse metal sofre dispersão pelo uso das baterias industriais e automotivas, tintas, ligas e soldas, combustível, pesticidas, resíduos industriais e domésticos. Os efeitos de intoxicação pelo metal são: anemia, irritação gástrica, disfunções dos rins, fígado e coração, danos cerebrais e retardamento mental.

Assim, a geologia médica pode ser considerada como uma disciplina complementária no campo estabelecido de saúde ambiental, focada na maneira como o ambiente natural afeta a saúde. Seus impactos, tanto prejudiciais como benéficos, têm sido conhecidos durante milênios, mas é apenas na última década que científicos interessados nestes fenômenos têm começado a organizar colaborações locais, regionais e globais nesta disciplina emergente da geologia médica. Os geólogos médicos são científicos (geocientíficos, científicos biomédicos e de saúde pública, químicos, toxicologista, epidemiologistas, hidrologista, geógrafos, etc.) quem geralmente colaboram em uma ampla variedade de problemas de saúde ambiental em busca de suas causas e soluções. Entre estes problemas estão os impactos de poeiradas naturais; de elementos que ocorrem naturalmente em águas superficiais, águas profundas e terra; de processos geológicos tais como vulcões, erosões, terremotos, tsunamis e outros; da exposição ocupacional a materiais naturais, a radiação natural, etc. Muitos estudos da geologia médica têm estado orientados aos impactos de pó de variadas origens. As partículas de pó são um componente da atmosfera terrestre amplamente dispersas formando, com frequência, plumas que derivam de vulcões, tormentas de pó, episódios de transporte a longa distancia de pó desértico (o assim chamado pó intercontinental) e de deslocamentos por processos naturais tais como desmoronamentos e terremotos. Estes fenômenos ocorrem em todos os continentes, incluindo, por exemplo, a mobilização de pó saariano para o sul da Europa e as Américas.

Os geólogos médicos estudam as fontes, ocorrência, distribuição, concentração, química, cristalinidade e morfologia de minerais (tais como asbestos, heroinita, sílica, pirita, etc.) que podem produzir problemas de saúde. Tratam de determinar as fontes, transporte e destino de elementos potencialmente daninhos como o arsênico, flúor, selênio, cobre, etc., assim como de estabelecer os canais de exposição e produzir mapas que ilustrem os fatores geológicos e geoquímicos locais, regionais e/ou globais e suas relações com problemas de saúde existentes ou potenciais. Um bom exemplo de investigação colaborativa é o caso do arsênico em Bangladesh e Bengala Ocidental, Índia. Nesta região, geólogos médicos trabalham para determinar a fonte dos altos níveis de arsênico em água de poços que põe em risco a saúde de até 100 milhões de pessoas.

O flúor é essencial na dieta humana. Sua ausência tem sido há muito associada à deterioração dos dentes – daí a eficácia das pastas com flúor. Em certos países, ele é adicionado ao abastecimento de água (para aumentar sua baixa concentração natural). Contudo, também estão bem documentados os efeitos nocivos de doses excessivas (associadas ao consumo de água rica em flúor). Um deles é a fluorose dental, o primeiro sinal visível de que uma criança foi muito exposta a esse elemento. O flúor em excesso danifica os ameloblastos (células que formam o esmalte). O dano dessas células resulta na desordem da mineralização dos dentes, pelo que a porosidade do esmalte aumenta e o conteúdo mineral diminui. Em casos extremos, o esqueleto é também afetado (fluorose esquelética). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 200 milhões de pessoas no mundo bebem água com excesso de flúor. São também graves os problemas causados pelo flúor lançado na atmosfera através da queima de carvão doméstico. A causa mais provável da fluorose dental e esquelética que afeta mais de 10 milhões de pessoas no sul da China é a secagem do milho em fornos sem ventilação com carvão que apresenta alto teor de flúor. O problema tem origem no uso de argila como elemento de ligação dos tijolos (a argila em questão é um resíduo com alto teor de flúor que processos naturais extraem do calcário).

Outro metal problemático é o mercúrio, que é muito usado nos garimpos na região norte, onde o minério de ouro é garimpado e depois deve ser purificado. O garimpeiro, então, dotado e um tipo de cadinho para derreter o minério e maçarico mistura o mercúrio ao minério. O mercúrio que reage com o ouro formando amalgama de ouro pode ser facilmente separado do ouro por ter grau de fusão baixo, deixando o ouro precipitado no fundo do recipiente. Aqui ocorrem três tipos de contaminação por mercúrio, quer tanto pela desinformação dos garimpeiros ou por negligência das autoridades. O mercúrio é aquecido e passa a ser inalado pelo garimpeiro (intoxicação por via respiratória), o mercúrio entra em contato com a pele devido a técnicas precárias de manuseio do metal (intoxicação por via cutânea) e o mercúrio é perdido, ou ate mesmo jogado fora causando danos ambientais a plantas e animais que quando ingeridos causam doenças as pessoas que os consomem.

Uma vez absorvido, o mercúrio é passando ao sangue, é oxidado e forma compostos solúveis, os quais se combinam com as proteínas sais e álcalis dos tecidos. Os compostos solúveis são absorvidos pelas mucosas, os vapores por via inalatória e os insolúveis pela pele e pelas glândulas sebáceas. O mercúrio forma ligações covalentes com o enxofre e quando entra na forma de radicais sulfidrilas, o mercúrio bivalente substitui o hidrogênio para formar mercaptidos tipo X-Hg-SR e Hg(SR)2 onde R é proteína e X radical eletronegativo. Os mercuriais orgânicos formam mercaptidos do tipo RHg-SR. Os mercuriais interferem no metabolismo e função celular pela sua capacidade de inativar as sulfidrilas das enzimas, deprimindo o mecanismo enzimático celular. À medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. É um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos com formação de proteínas mercurais solúveis e por bloqueio dos grupamentos –SH, inibição de sistemas enzimáticos fundamentais a oxidação celular. Ao nível de via digestiva os mercuriais exercem ação cáustica responsáveis pelos transtornos digestivos (forma aguda). No organismo todo, enfim o mercúrio age como veneno protoplasmático.

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Você é consumista?

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

consumoGisele Friso Gaspar, advogada e consultora jurídica na G.Friso, Consultoria Jurídica, especializada em Direito do Consumidor e Direito Eletrônico – flavia@gfriso.com.br

Dia desses lia um texto sobre o consumo e suas consequências na sociedade. Em determinado trecho me deparei com a seguinte definição: consumista – alguém que consome os produtos que compra até que eles não tenham mais utilidade, ou seja, até o seu desgaste completo. Parei para refletir. A definição que se tem para “consumista” é: pessoa que compra indiscriminadamente, sem necessidade ou consciência. Alguns dizem ser algo compulsivo. Entretanto, percebi a dimensão da definição que li na matéria sobre o consumo. De fato, se pararmos para pensar, hoje a sociedade é consumista (no sentido tradicional) ao extremo. Desde a implantação de produção, o que se deu com maior velocidade a partir da Segunda Guerra Mundial, o consumo passou a ser massificado. O que era produzido em pequena escala e artesanalmente passou a ser produzido em larga escala para dar conta da demanda que o mercado impunha. Os produtos tornaram-se mais acessíveis e a tecnologia proporcionou a possibilidade de maior lucro com menor investimento. E isso é positivo, pois gera crescimento e desenvolvimento.

Entretanto, podemos perceber que cada vez mais os produtos padecem do mal da falta de qualidade. Os produtos hoje são feitos para não durar. Alguns fabricantes chegam a soldar peças e componentes em seus produtos para que se tornem insubstituíveis quando ocorrer um problema, levando à condenação do produto e à necessidade de aquisição de um novo. Pura leviandade, sendo prática ilegal, antiética e condenável. Outros fabricantes, ainda que prezem pela qualidade de seus produtos, os produzem em série e com a mesma tecnologia utilizada pelo mercado em geral, com a política da “razoável vida útil” cada vez menor. Por outro lado, a velocidade com que a tecnologia se desenvolve traz como consequência cada vez mais novidades no mercado de consumo, lançadas todos os dias em quase todos os segmentos. A publicidade, por sua vez – e cumprindo o seu papel, diga-se –, gera no consumidor a “necessidade” de ter aquele produto, aquele lançamento. Uma necessidade quase visceral, como se aquele consumidor não fosse mais poder viver nesse mundo sem aquele produto. Isso é mais evidente ainda em relação aos adolescentes.

Consequentemente, toneladas de lixo eletrônico são despejadas, sem controle, em nosso pobre e sofrido planeta. As políticas de coleta de lixo eletrônico e campanhas de consumo consciente vêm sendo desenvolvidas, é fato. Porém, a velocidade com que isso ocorre é desproporcional. A corrida é desleal. O consumidor não é orientado ou educado para esse tipo de descarte. As empresas pecam pela falta de divulgação. O Poder Público peca pela falta de fiscalização. Mas o consumo continua e a demanda por novidades eletrônicas é cada vez maior. Não raro, encontramos portadores de aparelhos de telefone celular com aparelhos “antigos” que se conta às dúzias em suas casas. Se questionados sobre o porque da troca, a resposta possivelmente será “eu precisava de um modelo mais moderno, com um sistema operacional mais avançado e com uma câmera fotográfica de alta definição”.

Mas, voltando à definição de “consumista”, aí vai uma reflexão: que tipo de consumista você é? É daqueles que não pode ver uma liquidação? Daqueles que não perde uma novidade eletrônica? Que não vive sem o último modelo de computador? Ou você é aquele que consome os produtos que adquire até o fim, até o seu desgaste? É claro, há o meio-termo. Porém, se for para escolher que tipo de consumista quero ser, prefiro o segundo. Mesmo passando por momentos de deslumbre total diante de uma novidade tecnológica, a pergunta que hoje me faço é: eu realmente preciso disso? Se eu responder sim com uma justificativa plausível, a compra está aprovada. Do contrário, penso um pouco mais e, na maior parte das vezes acabo desistindo. É claro que há momentos de fraqueza. E, fazendo mea culpa, é óbvio que eu também já tive uns dois pares de aparelhos celulares “antigos” e “imprestáveis” atolando as gavetas, que foram substituídos pela última novidade do mercado. Porém, como decidi ser consumista – no melhor sentido –, decidi refletir sobre as minhas escolhas. Isso também faz parte do consumo consciente, sendo nossa obrigação como consumidores. Então, sejamos consumistas!

Quilo ou la carte: qual o mais vantajoso?

Nicole Cihlar Valente, supervisora de gastronomia da LC Restaurantes, especializada em refeições coletivas – flavia.ghiurghi@lcrestaurantes.com.br

Ao investir em um restaurante, muitos empreendedores se deparam com a seguinte dúvida: afinal, compensa mais apostar em rodízio ou serviço la carte? Antes de responder a pergunta, é preciso entender a definição de cada modalidade. O serviço la carte deve trazer uma proposta de refeição rápida, saudável e equilibrada (cor, sabor e nutricionalmente interessante). Hoje, é importante trazer elementos novos de composição, ingredientes do comfort food em harmonia com ingredientes funcionais (ex: linhaça, quinoa, chia, etc…). A estratégia deve focar a rapidez do serviço e qualidade do prato. Quem escolhe la carte hoje não quer entrar em fila, não quer uma infinidade de possibilidades de escolha.

Já o quilo parte da premissa de fartura e variedade, muitas carnes, frituras e o cliente escolhe (com a “fome dos olhos”) o que quanto vai comer. A disposição favorece sempre a oferta primeira de preparações mais pesadas, com molhos por exemplo. O cliente tem porções de carnes menores e, portanto, acaba escolhendo mais de uma, comendo geralmente mais do que no la carte. No caso do serviço la carte, o controle de custos está relacionado com fichas técnicas e controle de produção, compras e estoque muito bem alinhados para não haver perdas. Por ser porcionado permite que você dimensione as gramagens de forma mais precisa, não há estimativa de consumo. Você produz o que o cliente pede, a venda é certa. São poucos os fatores negativos, mas é necessário ponderar que ainda existe um público fiel ao quilo, que gosta de comer um pouco de várias coisas. Portanto, monitorar de perto a aceitação do la carte é importante para que o cliente não se sinta desmerecido.

Uma das dicas é estudar preferências e hábitos da clientela, incluir no la carte preparações grelhadas e massas que agradam no quilo. Testar as receitas e fazer fichas técnicas é essencial, assim como treinar a equipe para manter padrão. Outro ponto importante é investir no local de modo que ele funcione tanto em sistema de rodízio como à la carte. Quem atende o público deve mostrar ao cliente que ambos os serviços são excelentes. A apresentação dos pratos e diferença de identidade entre quilo e la carte também são muito importantes para que ambos funcionem juntos e bem. O fato é que em muitos países, o la carte ganha muita força em praças de alimentação e restaurantes de rua. A preocupação com a saúde e com a administração do tempo faz com que as pessoas queiram um serviço rápido e nutricionalmente mais equilibrado. No quilo a escolha saudável fica sobjulgada à gula humana, afinal comemos com os olhos primeiro. A preocupação com a obesidade contribui enormemente para a escolha de um serviço já porcionado e equilibrado, e o la carte atende a essa demanda.