A mão de obra no setor de tecnologia da informação (TI)

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tiMinha relação com os operadores de tecnologia da informação é bastante complicada. Hoje, não contrato mais nenhum e quando vou fazer conteúdo para sites é a própria empresa quem fica encarregada disso. Por uma questão de procura e demanda esses profissionais se valorizaram demais e não têm compromisso com a boa prestação de serviço, gerando problemas e muitas dificuldades. Eles se acham deuses, acima de qualquer suspeita, e minha relação profissional com esse tipo de pessoa é muito ruim. Depois que eles me mandam o projeto do site, aprovado pelo cliente, o conteúdo vai sendo adaptado de acordo com o layout proposto. Fica mais fácil para mim. Na verdade, com a escassez de profissionais qualificados no mercado, as universidades estão investindo na formação de qualidade dos alunos e as empresas criaram estratégias para capacitação interna, mas isso parece não estar adiantando. Acredito que 98% das empresas têm problemas em relação ao seu site, aos seus sistemas de informatização, etc., ou seja, a falta de qualificação ainda vai ser a pauta reinante pelos próximos anos.

Essa minha opinião parece ser a mesma que a do diretor da Trigital, Bruno Chuahy, para quem, em pleno século XXI, quando se enfrenta o boom da tecnologia que vem facilitando muito a vida de todos, se depara com um novo e sério problema. “Estamos encarando uma crise em relação aos nossos profissionais. O que vemos é uma grande procura do mercado e, em contrapartida, pouca capacitação dos centros de formação – cursos técnicos, faculdades e universidades. Dois motivos importantes para a falta de profissionais qualificados são o ensino defasado e o foco na teoria, onde percebo que as universidades não estão alinhando as reais necessidades do mercado com o que é passado em sala de aula. O mercado hoje buscacada vez mais conhecimento aplicado, enquanto os cursos de formação continuam com foco maior na parte teórica”.

Para ele, ainda há um terceiro motivo que é afalta de investimentos em pesquisas, seja por parte do governo ou até mesmo por parte das empresas privadas, pois os investimentos dão abertura a criação de novas tecnologias e abrem portas para o próprio mercado de trabalho. São poucas instituições que recebem esse apoio, apesar de os resultados dessa parceria serem sempre positivos para ambos os lados. “Vale lembrar que o problema com o ensino atinge todas as áreas e não apenas a de TI. O ideal seria que o governo melhorasse os critérios para regulamentação dos cursos superiores – no caso das instituições privadas – e adequar as grades dos cursos, tendo o mercado como principal referência. Esse ponto deveria ser válido tanto para as universidades públicas quanto para as privadas. É importante que os cursos superiores na área de tecnologia existentes se adéquem na mesma velocidade que o próprio assunto avança.Dessa maneira as instituições estariam contribuindo para a formação de profissionais qualificados, onde o mercado tenha condições de absorver”.

Para Bruno, o que se nota uma boa quantidade de vagas de TI nas grandes empresas têm vagas abertas na área de TI, pois não conseguem encontrar os profissionais adequados. O mercado de TI tem um déficit de profissionais, assim como em outras áreas, e o fato de sobrarem vagas não significa que elas serão ocupadas por qualquer um. As exigências são grandes e as empresas procuram profissionais cada vez mais completos. É uma área onde se paga bem, mas com uma escassez de profissionais evidente. “A boa notícia é que nem tudo está perdido! Mesmo sem o apoio do governo e das universidades, os profissionais ainda podem correr atrás do prejuízo e se mostrarem qualificados. Mesmo com o mercado nesta situação, perde espaço quem não está atualizado, porém é possível conquistar uma oportunidade nessa área. A dica que eu dou é observar quais são as tendências do mercado e buscar aprimoramento nas áreas relacionadas à de atuação e aos seus interesses. Investir na carreira, e na equipe é regra necessária, afinal, profissionais bem preparados sempre tem garantia no mercado. A chave para o sucesso é criar um diferencial, se destacar no meio da multidão. Seguindo todos os passos com calma, podemos esperar dias melhores para a área de TI e seus profissionais”, acrescenta.

E gente vai ter que conviver com essa realidade, ou seja, profissionais meia boca por um bom tempo. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), até 2014 haverá um déficit de 800 mil vagas no setor. Estima-se que, hoje, 92 mil vagas de tecnologia da informação estejam disponíveis. No entanto, basta sair ao mercado para ver profissionais formados desempregados ou trabalhando em áreas completamente distintas da de formação. Pior, apenas 15% dos alunos que iniciam cursos de tecnologia da informação terminam as graduações. E isso vai contra o crescimento brasileiro em TI. Segundo o IDC, o Brasil deverá crescer 13% na área de Tecnologia da Informação em 2011 superando taxas como Estados Unidos e Canadá. Os disponíveis são autodidatas ou são preparados em faculdades (?) despreparadas e com professores sem qualquer especialização, despejando profissionais e formando-os em conteúdos que há muitos anos não são mais necessários para as empresas. Resultado: baixíssima qualificação. Até quando ninguém sabe!

Inadimplência é usada pelos criminosos digitais para atacar usuários de computador

Com o aumento da inadimplência, os consumidores buscam pagar suas dívidas por meio de acordos com seus credores e os escritórios de cobrança são contratados pelas empresas para realizar este trabalho. Por sua vez, o usuário de computador que tem uma parcela em atraso, por exemplo, pode receber o boleto de pagamento atualizado em sua caixa de e-mail. Até aqui nada demais. Só que, ao abrir sua caixa de correio eletrônico ele pode receber uma mensagem com um arquivo em anexo ou link para abrir o tal boleto esperado para fazer o pagamento, que na verdade, não foi enviado pela empresa ou escritório de cobrança.

Ao abrir o arquivo ou ir para o link sugerido ele pode cair em uma armadilha porque, na verdade, a mensagem que ele recebeu não era aquela que ele esperava e sim enviada pelos cyber criminosos, que aproveitam a situação para tentar roubar os dados bancários e de cartões de crédito dos usuários do computador que estão em situação de débito no mercado. “Constatamos nos últimos dois meses o aumento considerável do envio de e-mails relacionados a boletos falsos. Quase um terço das mensagens falsas chegaram aos computadores com este assunto. Isto porque a inadimplência teve um salto nos últimos meses e os cyber criminosos estão aproveitando esta situação para atacar os usuários de computador”, conta Eduardo Lopes, diretor da Nodes Tecnologia, que representa a Avira, fabricante de soluções antivírus, com mais de 15 milhões de usuários no Brasil. “A melhor maneira de evitar a ação dos criminosos da internet é não confiar em todas as mensagens que chegam por e-mail e manter seus programas atualizados, inclusive o sistema operacional e outros programas de uso diário, porque os códigos maliciosos também buscam uma brecha para entrar no computador”.

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