A normalização em relação aos passivos ambientais

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

passivoUma empresa possui passivo ambiental quando ela agride o meio ambiente e não dispõe de nenhum processo para sua recuperação, aprovado oficialmente ou de sua própria decisão. Ele representa toda e qualquer obrigação de curto e longo prazo, destinadas única e exclusivamente a promover investimentos em prol de ações relacionadas à extinção ou amenização dos danos causados ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do exercício, com destinação compulsória, direcionado a investimentos na área ambiental. Essas situações exigem enormes gastos dessas empresas e gastos imediatos, sem qualquer forma de planejamento, o que afeta drasticamente qualquer programação de fluxo de disponibilidades, independentemente do porte da organização. Tão alto quanto os custos dos recursos físicos necessários para a reparação dos danos provocados pelas referidas situações, ou até mais, são os gastos requeridos para retração da imagem da empresa e de seus produtos, essencialmente, quando tais eventos são alvo da mídia e da atenção dos ambientalistas e organizações não governamentais (ONGs).

Deve-se ressaltar que os passivos ambientais não têm origem apenas em fatos de conotação tão negativa, pois podem ser originários de atitudes ambientalmente responsáveis como os decorrentes da manutenção de sistema de gerenciamento ambiental, os quais requerem pessoas (que recebem uma remuneração) para a sua operacionalização. Tais sistemas exigem ainda a aquisição de insumos. Máquinas, equipamentos, instalações para funcionamento, o que, muitas vezes, será feito na forma de financiamento direto dos fornecedores ou por meio de instituição de crédito. Esses são os passivos que devem dar origem aos custos ambientais, já que são inerentes à manutenção normal do processo operacional da companhia.

Começa a se implantar nos meios empresariais a consciência de que o levantamento do passivo ambiental é um procedimento dos mais recomendáveis. Este é um serviço relativamente novo, tanto no Brasil, como no restante do mundo. Levantar o passivo ambiental de um empreendimento significa identificar e caracterizar os efeitos ambientais adversos, de natureza física, biológica e antrópica, proporcionados pela construção, operação, manutenção, ampliação ou desmobilização de um empreendimento ou organização produtiva. Esses efeitos ambientais podem ser ocorrentes ou previstos, isto é, tanto podem ser processos que já se manifestam, como processos que deverão se ocorrer no futuro, em função de quadros de transformação ambiental identificado no presente. Esses estudos são mais comuns em processos de aquisição de empresas ou de concessão de serviços públicos, onde os interessados efetuam os levantamentos necessários de sorte a estimar os investimentos que serão requeridos para a reabilitação dos espaços afetados.

Para a realização de um levantamento de passivo ambiental devem ser realizadas algumas atividades básicas:

– Inspeção ambiental da organização ou processo a ser analisado;

– Documentação fotográfica dos itens de passivo encontrados;

– Identificação dos processos de transformação ambiental que deram origem aos itens de passivo identificados;

– Caracterização ambiental dos itens de passivo e de seus processos causadores;

– Hierarquização dos itens de passivo, em termos de sua representatividade, assim como de seus processos causadores.

Quando os levantamentos de passivo ambiental demandam ainda atividades relativas à proposição de ações corretivas e preventivas, devem ser realizadas as seguintes tarefas complementares: estabelecimento de ações corretivas e preventivas para cada item de passivo identificado; e um orçamento das ações propostas, considerando recursos humanos, técnicos e logísticos necessários, assim como eventuais serviços de terceiros. O passivo ambiental deve ser reconhecido nos relatórios financeiros se é de ocorrência provável e pode ser razoavelmente estimado, existindo vários padrões de contingências que devem ser usados para caracterizar o que seria um evento de ocorrência provável. Se existir dificuldades para estimar seu valor deverá ser provisionado um valor estimável, registrando os detalhes dessa estimativa em notas explicativas.

O passivo ambiental que não será liquidado no curto prazo pode ser medido por meio do método do valor presente de uma estimativa de custos e despesas futuras, realizadas com base em custos correntes que a atividade requer e supondo a existência de exigência legal e/ou de outras exigências. Essa abordagem é minimizada se a taxa de desconto para o valor presente for baseada na taxa livre de risco semelhante a dois títulos de governo; os avanços tecnológicos que se espera que aconteçam no curto prazo forem levados em conta ; a expectativa de inflação for levada em conta; o total do passivo ambiental for revisado a cada ano e ajustado por qualquer mudança relativa às estimativas de gastos futuros anteriormente assumidos; as estimativas de obrigações adicionais forem baseadas em fatores relevantes para o período em que estas mesmas obrigações surjam.

Na verdade, a industrialização brasileira a partir da década de 1950 contribuiu para a formação das grandes cidades e dos centros metropolitanos, mas deixou em seu rastro marcas que se traduziram em problemas ambientais urbanos, principalmente na questão da disposição dos resíduos industriais, da desativação industrial e da ocorrência de áreas degradadas e/ou contaminadas. Quando uma empresa industrial desativa a sua instalação resulta em uma área desativada que pode ser potencialmente potencialmente contaminada. O encerramento das atividades produtivas, por se tratar de tema inédito não previsto na legislação ambiental vigente, conferiu a algumas áreas urbanas, num primeiro momento, imunidade quanto à fiscalização e controle ambiental por parte dos órgãos competentes, que podiam conhecer a situação e os efeitos potenciais de sua reutilização, mas ficavam impotentes para exercer qualquer forma de controle ambiental.

Um exemplo de região bastante complicada quanto a isso é a Região Metropolitana de São Paulo em que a desativação de antigas indústrias vem se constituindo em áreas potencialmente contaminadas, o que deixa toda a população do entorno em condição de vulnerabilidade, ou seja, a população pode se encontrar, involuntariamente e sem conhecimento, em situação de risco. Assim, aliadas às políticas preventivas, com medidas que visam à minimização da ocorrência de impactos ambientais, há necessidade de iniciativas concretas de reparação dos danos causados no passado – o passivo ambiental. Nesses casos, a contaminação do solo decorrente das atividades e processos industriais ou do lançamento de resíduos sólidos, líquidos e mesmo gasosos no ambiente, é uma das mais significativas evidências desse passivo ambiental. Assim, a revitalização urbana dessas áreas degradadas se tornou uma realidade nos centros urbano industriais do país, principalmente em algumas das regiões metropolitanas. Além de seus objetivos urbanísticos e de uso e ocupação do espaço, não se pode desprezar a interface com a questão social, ambiental e de saúde existente.

Para contornar todos esses problemas, garante o presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac), Mauricio Ferraz de Paiva, existe a norma NBR 15515, dividida em duas partes. A parte 1 estabelece os procedimentos mínimos para avaliação preliminar de passivo ambiental visando a identificação de indícios de contaminação de solo e água subterrânea – o relatório de avaliação preliminar é uma etapa inicial na avaliação de passivo ambiental. Esta parte da norma não se aplica à avaliação preliminar em áreas que contenham substâncias radioativas. E a parte 2 estabelece os requisitos necessários para o desenvolvimento de uma investigação confirmatória em áreas onde foram identificados indícios reais ou potenciais de contaminação de solo e água subterrânea após a realização de uma avaliação preliminar, conforme primeira parte.

“Na verdade”, explica Mauricio, “a etapa inicial de avaliação de passivo ambiental em solo e água subterrânea consiste numa avaliação preliminar, a qual identifica a possível existência de contaminação na área. Havendo indícios na avaliação preliminar, realiza-se a etapa de investigação confirmatória, para verificar a necessidade de realizar a etapa de investigação detalhada e, quando necessário, a avaliação de risco a saúde humana. No caso de já evidenciada a contaminação na etapa inicial, direciona-se para a etapa de investigação detalhada. A realização de avaliação preliminar é um pré-requisito para a realização das etapas subsequentes da avaliação de passivo ambiental. Dessa forma, a avaliação de passivo ambienta1 tem como etapa inicial uma avaliação preliminar que identifica a possível existência de contaminação na área. A avaliação preliminar é a realização de um diagnóstico inicial, mediante coleta de dados existentes e realização de inspeção de reconhecimento da área”.

O que deve ser assinalado como fundamental é o levantamento histórico que requer o registro dos dados disponíveis sobre as atividades ocorridas na área em estudo e arredores, constituindo-se em uma tarefa interdisciplinar, exigindo conhecimento histórico-social, urbanístico, administrativo, além de conhecimentos sobre processos industriais, substâncias químicas e o meio ambiente em geral. No Anexo A da parte 1 da norma são relacionadas as várias fontes de informação que podem ser consultadas para a execução do estudo histórico, além de listar os órgãos ou entidades que podem dispor dessas informações. Algumas dessas fontes de informações podem, inclusive, dispor de laudos de análises que possibilitem a tomada de decisão quanto a existência de contaminação na área.

Mais informações sobre as normas, clique no link:

NBR 15515-1: Passivo ambiental em solo e água subterrânea – Parte 1: Avaliação preliminar

NBR 15515-2: Passivo ambiental em solo e água subterrânea – Parte 2: Investigação confirmatória

Tratamento de área contaminada por fenol

Um estudo de caso de remediação da água subterrânea em uma área contaminada por fenol no norte de Santa Catarina, comprada por empreendedores que desconheciam o passivo ambiental, ganhou espaço na revista americana Water Science & Technology. A W2S3, empresa de base tecnológica que desenvolve soluções inovadoras em engenharia ambiental, com foco na prevenção de acidentes ambientais e recuperação de áreas contaminadas, teve o artigo publicado no último mês de junho. Para Márcio Schneider, diretor da catarinense W2S3, o trabalho foi bem conduzido por meio da aplicação da biotecnologia para recuperação da área, trabalho relevante ao ponto de ser aceito pela comunidade científica. “A aceitação do trabalho demonstra que a pesquisa apresenta requisitos mínimos de qualidade, confiabilidade, rigor técnico e inovação”, destaca. O sucesso no resultado do trabalho demonstra que empresas de base tecnológica, além de utilizarem o conhecimento produzido nos centros de pesquisas das universidades, também contribuem para a ciência.

A área estava contaminada por fenol, um componente amplamente utilizado na indústria (petroquímica, cosméticos, tintas, adesivos, corantes, plásticos, medicamentos, etc.) e tóxico à saúde humana e ao meio ambiente. Segundo Schneider, o fenol pode se espalhar rapidamente no solo, na água e na atmosfera, dependendo da característica do ambiente afetado. “Estima-se que muitas áreas possam estar contaminadas por esse composto químico e, nesse sentido, é preciso que a sociedade esteja atenta no momento da aquisição de terrenos e imóveis e saiba também que há solução para a descontaminação”, enfatiza. Chamada para diagnosticar o problema e apresentar uma solução compatível que tornasse a área utilizável para ocupação comercial, a W2S3 realizou o diagnóstico ambiental da contaminação, avaliação de risco, o projeto de remediação e a execução das atividades de recuperação. O tempo total para conclusão da pesquisa foi de dois anos, em função dos monitoramentos de campo realizados. A implantação e execução do sistema de remediação duraram seis meses. “Nós conseguimos resolver o problema com um grande diferencial: o tratamento foi feito no próprio local, sem transferência do resíduo de uma área contaminada para outro local. É comum o resíduo ser transferido para tratamento em outro local”, explica.

Existem poucos estudos em escala de campo (não de laboratório) que demonstram a eficácia e as limitações da biorremediação para recuperação de áreas contaminadas por fenol. “O nosso trabalho visa demonstrar como a utilização de microorganismos do próprio local, por meio da tecnologia denominada biorremediação, pode ser efetiva na recuperação de áreas contaminadas”, destaca Schneider. Assim, a empresa pretende contribuir com a comunidade científica ao apresentar resultados em escala de campo sobre a eficácia da biorremediação para remoção do fenol em uma área contaminada. “A literatura científica reporta, por meio de estudos de laboratório, que o fenol é um composto com alto potencial para biodegradação, no entanto, nossas observações de campo demonstram que o fenol ficou por vários anos em altas concentrações sem a ocorrência efetiva de processos naturais de biodegradação, onde as elevadas concentrações encontradas inibiam a ação dos microorganismos, ou seja, apresentou baixa biodisponibilidade”, aponta.

As empresas de referência mundial na reciclagem de eletrônicos

Curso: Segurança na Operação e Manutenção de Subestações e Cabines Primárias

Os aspectos gerais de manutenção das instalações elétricas de média tensão são tratados na seção 8 da NBR 14039, que estabelece a diretrizes básicas para as equipes de manutenção e operação. Entende-se por manutenção as ações que venham a contribuir para prever, evitar ou corrigir desvios de operação e continuidade de trabalho apresentado por uma instalação ou equipamento. Nos casos de ausência da ação corretiva, é possível que haja a diminuição ou a perda de desempenho e funcionamento de um equipamento ou do todo, o risco de parada de um processo e, principalmente, pode haver um risco à integridade física dos profissionais ou das pessoas que venham a ter contato direto ou indireto com essas instalações defeituosas. Clique para mais informações e inscrições.

Em função dos problemas ambientais já causados pela elevada quantidade de resíduos sólidos gerados pela população mundial, e pela falta de um tratamento e destino final adequado a estes resíduos, empresas ao redor do mundo buscam caminhos para tornar a reciclagem um negócio economicamente rentável e atraente. Com esta motivação, o colaborador Guilherme Rodrigues se encontra na Bélgica e Alemanha entre 23/07 e 03/08 fomentando contatos e parcerias com empresas e institutos de renome mundial na área de reciclagem de eletrônicos (equipamentos de linha branca, placas de circuito impresso, recuperação de cobre e metais preciosos como ouro, prata, paládio e platina) interessadas em atuar em conjunto com o LABelectron apoiando clientes no Brasil e América Latina.

Reciclagem de PCBs – Uma industrial rentável voltada à recuperação de cobre e metais preciosos.

O cobre (Cu) e os metais preciosos ouro (Au), prata (Ag), platina (Pt) e paládio (Pd) são elementos imprescindíveis na manufatura de placas de circuito impresso devido a suas propriedades físicas. Os processos industriais de extração, mineração e metalurgia destes metais são atividades estáveis, porém custosas. Alguns elementos químicos já apresentam escassez e pouca oferta no mundo. A extração dos metais também requer um alto consumo de energia a um custo de enormes emissões de CO2 na atmosfera. Paralelamente à dificuldade de produção e fornecimento, a demanda cresce a uma taxa correspondente ao aumento de bens consumíveis, requerendo assim cada vez mais cobre e metais preciosos. Estima-se que 25 quilos de lixo eletrônico são gerados por indivíduo por ano e que a taxa total de lixo eletrônico gerado no planeta aumenta a uma taxa de aproximadamente 5% ao ano.

A cadeia básica de processos envolvidos na reciclagem de lixo eletrônico é apresentada na figura 02.

Cada ponto da cadeia apresenta desafios próprios ao seu processo. As tecnologias já disponíveis hoje permitem tratar bens de consumo de fim de vida transformando-os ao final do processo em produtos de alto valor agregado, com 100% de utilidade para os diversos setores industriais. Por exemplo, reciclagem de geladeiras e equipamentos eletrônicos gera, ao final do processo (ver figura 3), produtos reaproveitáveis para a indústria:
• Recuperação de cobre (via eletrólise), alumínio (eddy-current) e ferro (separação magnética) com 99,9 % de pureza;
• Insumos altamente ricos em metais preciosos como rejeito do processo, que podem ser recuperados em processos de refino;
• Completa separação de materiais poliméricos, que podem ser reciclados em empresas especializadas;
• Ácido Clorídrico e ácido sulfúrico oriundos da reciclagem (quebra molecular) do gás CFC (isolamento de geladeiras e compressores, por exemplo);

O entendimento do negócio, dimensões e cifras compõem igualmente um quadro complexo de atuação e dimensionamento de soluções. Porém, é com esta motivação que o LABelectron visa criar competência específica na área e atender demandas também no setor de reciclagem de equipamentos eletrônicos, fomentando toda a cadeia através de soluções e ferramentas inteligentes para este grande desafio que se apresenta. Ciente deste cenário, e preocupado em prover soluções tecnológicas para auxiliar as empresas brasileiras, o LABelectron está se preparando para atender demandas futuras na área de reciclagem de lixo eletrônico, através de visitas a empresas de referência no mundo e articulações com Institutos de referência e com empresas brasileiras que já apresentaram interesse no assunto.

Para mais informações sobre os temas deste artigo, ou caso sua empresa possua demandas em montagem de componentes, entre em contato com:
Engº Guilherme Rodrigues, engenheiro de desenvolvimento do LABelectron – gro@certi.org.br ou 48-3954-3029.
– Engº Carlos Alberto Fadul Corrêa Alves, diretor executivo do LABelectron – cac@certi.org.br ou 48-3954-3022.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

O que as organizações podem fazer pela sustentabilidade na Terra

Clique no vídeo para assistir a uma entrevista bastante elucidativa sobre sustentabilidade

Nunca se falou tanto sobre sustentabilidade, principalmente depois da realização da Rio +20. Contudo o que as empresas podem fazer para melhorar os problemas ambientais do Planeta? Uma medida possível é o cumprimento dos requisitos da norma NBR 14031, que fornece orientação para o projeto e uso da avaliação do desempenho ambiental em uma organização. Ela é aplicável a todas as organizações, independentemente do tipo, tamanho, localização e complexidade.

As atitudes empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade estão na moda, sendo que isso já existe e começou a se multiplicar e a se espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis.

Dessa forma, a exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais frequência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de ideias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.

Na verdade, o o governo, as empresas e a sociedade como um todo precisam adotar uma postura pró-ativa em favor da implementação de sistemas de gestão ambientais em todos os níveis. Para se ter uma ideia, nos últimos 35 anos, a Amazônia brasileira já perdeu quase 20% de sua cobertura florestal devido às atividades humanas, principalmente devido à crescente expansão da agropecuária e exploração ilegal de madeira. A destruição da Amazônia diminui a formação de nuvens de chuva, tornando as florestas mais secas. Por sua vez, florestas mais secas são mais suscetíveis às queimadas e aos efeitos do aquecimento global. O desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por mais de 75% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa, o que coloca o Brasil entre os quatro maiores emissores do mundo e dá ao país uma enorme responsabilidade na implementação de soluções para o problema. Para o Greenpeace, o Brasil precisa adotar metas urgentes e concretas de redução do desmatamento e, consequentemente, das emissões de gases do efeito estufa se quiser barrar os efeitos perversos das mudanças climáticas.

Conforme afirma o presidente da Target Engenharia e Consultoria e do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) , Mauricio Ferraz de Paiva, muitas empresas estão buscando caminhos para compreender, demonstrar e melhorar o seu desempenho ambiental e isso pode ser obtido administrando com eficácia aqueles elementos de suas atividades, produtos e serviços que podem impactar significativamente o meio ambiente. “A avaliação de desempenho ambiental (ADA), que é o objetivo da NBR 14031, é um processo e uma ferramenta de gestão interna, planejada para prover uma gestão com informações confiáveis e verificáveis, em base contínua para determinar se o desempenho ambiental de uma organização está adequado aos critérios estabelecidos pela administração. Se ela tiver um sistema de gestão ambiental existente deve comparar o seu desempenho ambiental com a sua política ambiental, objetivos, metas e outros critérios de desempenho ambiental. Se não tiver um sistema de gestão ambiental, a ADA pode auxiliar na identificação dos aspectos ambientais; na determinação dos aspectos que serão tratados como significativos; no estabelecimento de critérios para seu desempenho ambiental; e na avaliação do seu desempenho ambiental com base nestes critérios”.

Em resumo, a ADA e auditorias ambientais ajudam a administração de uma organização a avaliar o status de seu desempenho ambiental e a identificar áreas onde melhorias são necessárias. A ADA é um processo contínuo de coleta e avaliação de dados e informações para fornecer uma avaliação atual do desempenho, assim como as tendências de desempenho ao longo do tempo. Além disso, as auditorias ambientais são realizadas periodicamente para verificar a conformidade com os requisitos definidos.

Na verdade, existem duas categorias gerais de indicadores para ADA: de desempenho ambiental (IDA); e de condição ambiental (ICA). Quanto ao IDA, há os indicadores de desempenho gerencial (IDG) que são um tipo de IDA que fornecem informações sobre esforços gerenciais para influenciar o desempenho ambiental das operações da organização; e os indicadores de desempenho operacional (IDO) que são um tipo de IDA que fornecem informações sobre o desempenho ambiental das operações da organização. Os ICA fornecem informações sobre a condição do meio ambiente. Estas informações podem ajudar a organização a entender melhor o impacto real ou o impacto potencial de seus aspectos ambientais e assim auxiliar no planejamento e na implementação da ADA.

Mauricio explica alguns exemplos de abordagens para identificar aspectos ambientais e sua significância relativa no contexto da ADA, para organizações sem sistemas de gestão ambiental. Identificar atividades, produtos e serviços da organização, os aspectos ambientais específicos e a significância relativa a eles associada e os impactos potenciais relacionados com os aspectos ambientais significativos. Usar informações sobre a condição do meio ambiente para identificar atividades, produtos e serviços da organização que possam ter um impacto em condições específicas. Analisar os dados existentes da organização sobre as entradas de material e energia, descargas, resíduos e emissões, e avaliar estes dados em termos de risco. Identificar a visão das partes interessadas e usar estas informações para ajudar a estabelecer aspectos ambientais significativos da organização. Identificar as atividades da organização que são sujeitas à regulamentação ambiental ou outros requisitos, para as quais podem ter sido coletados dados pela organização. Considerar o projeto, desenvolvimento, fabricação, distribuição, serviço pós-venda, uso, reuso, reciclagem e disposição dos produtos da organização e seus impactos ambientais relacionados. Identificar aquelas atividades da organização que têm os custos ou benefícios ambientais mais significativos.

Enfim, somente com um processo de gestão ambiental sistêmico, em todos os níveis das atividades humanas, pode-se tentar amenizar o problema ambiental de maneira global. Deve-se entender a gestão ambiental deve ser praticada como um conjunto de princípios, estratégias e diretrizes de ações e procedimentos para proteger a integridade dos meios físico e biótico, bem como a dos grupos sociais que deles dependem. Isso inclui, também, também, o monitoramento e o controle de elementos essenciais à qualidade de vida, em geral, e à salubridade humana, em especial. Suas atividades envolvem o monitoramento, o controle e a fiscalização do uso dos recursos naturais, bem como o processo de estudo, avaliação e eventual licenciamento de atividades potencialmente poluidoras. Envolve, também, a normalização de atividades, definição de parâmetros físicos, biológicos e químicos dos elementos naturais a serem monitorados, assim como os limites de sua exploração e/ou as condições de atendimento dos requerimentos ambientais em geral.

As empresas vêm adotando a norma ISO 14001 como padrão para estabelecer a gestão ambiental. Ela define como objetivos: implementar, manter e aprimorar um sistema de gestão ambiental; assegurar-se de sua conformidade com sua política ambiental definida; demonstrar tal conformidade a terceiros; buscar certificação/registro do seu sistema de gestão ambiental por uma organização externa; e realizar uma autoavaliação e emitir autodeclaração de conformidade com a norma. Os fundamentos para adotar e praticar a gestão ambiental são vários: desde procedimentos obrigatórios de atendimento da legislação ambiental até a fixação de políticas ambientais que visem à conscientização de todo o pessoal da organização.

Mais informações sobre as normas

NBR ISO 14031 de 02/2004 – Gestão ambiental – Avaliação de desempenho ambiental – Diretrizes

NBR ISO 14001 de 12/2004 – Sistemas da gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Coletânea de normas para atmosferas explosivas

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505 - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a proposta de Revisão da Norma ABNT NBR 17505

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 29 e 30 de agosto

Horário: 09:00 às 17:00 horas

Carga Horária: 14h

Professor: Paulo de Tarso Martins Gomes

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

Inscreva-se Saiba Mais

Incluindo 39 normas brasileiras, a coleção procura especificar os requisitos gerais para construção, ensaios e marcação de equipamentos elétricos e componentes “Ex”, destinados ao uso em atmosferas explosivas ou em áreas de risco na qual a atmosfera contém gás, causada por mistura de ar e gases, vapores ou névoas. A classificação de atmosferas explosivas no meio industrial ficou mais fácil depois que foi publicada a norma NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e a NR 33- Espaços Confinados. As atmosferas explosivas também são classificadas conforme a IEC 60079-10 – Equipamentos Elétricos para Atmosferas Explosivas – Parte 10 : Classificação de Áreas e suas normas da ABNT complementares. E o que deve ser entendido como áreas classificadas? Todo local sujeito à probabilidade da existência ou formação de uma atmosfera explosiva.

Assim, o desenvolvimento de um trabalho de classificação de áreas de uma unidade industrial começa com a análise da “probabilidade” da existência ou aparição de atmosferas explosivas nos diferentes locais da unidade, que serão posteriormente definidas como Zonas 0, 1 ou 2. Portanto, é necessário que existam produtos que possam gerar essas atmosferas explosivas podendo ser gases inflamáveis, líquidos inflamáveis ou ainda poeiras/fibras combustíveis que podem ser liberados para o ambiente pelos equipamentos de processo que representam fontes potenciais de áreas classificadas. Em geral, parte dos equipamentos do processo, tais como tampas, tomadas de amostras, bocas de visita, drenos, vents, respiros, flanges, etc. são considerados “fontes de risco” pela possibilidade de vazamento de produtos para os ambientes onde estão instalados. Essas fontes de risco são classificadas em “graus”, dependendo da duração e frequência das atmosferas explosivas geradas por elas. São conhecidas como de grau contínuo aquelas fontes que geram risco de forma contínua ou durante longos períodos. São conhecidas como de grau primário aquelas fontes que geram risco de forma periódica ou ocasional durante condições normais de operação e são conhecidas como de grau secundário aquelas que geram risco somente em condições anormais de operação e quando isto acontece é por curtos períodos.

Deve-se entender como condições “normais de operação” aquelas encontradas nos equipamentos operando dentro dos seus parâmetros de projeto. Como exemplo de fonte de risco de grau contínuo podemos citar o interno de um tanque de armazenamento de inflamáveis do tipo atmosférico, onde teremos permanentemente a presença da mistura explosiva enquanto houver produto no tanque. Já no mesmo tanque, uma fonte de risco de grau primário será o respiro dele, por termos a saída de vapores do produto toda vez que o nível do mesmo aumentar (isto não acontece permanentemente, mas apenas quando o nível sobe).

Na mesma situação anterior do tanque de armazenamento de inflamáveis, poderemos ter fontes de risco de grau secundário representadas, por exemplo, por flanges (que por envelhecimento da junta ou desaperto de parafusos podem vazar) ou também por perda do controle de nível (que provocará o derramamento de líquido na bacia). Estas duas situações representam condições anormais, não sendo portanto frequentes nem de longa duração. As de definições de zoneamentos para gases e vapores são:

Zona 0 – Local onde a ocorrência de mistura inflamável/explosiva por gases ou vapores é contínua ou existe por longos períodos.

Zona 1 – É um local onde a atmosfera explosiva está presente em forma ocasional e em condições normais de operação, sendo normalmente geradas por fontes de risco de grau primário.

Zona 2 – É um local onde a atmosfera explosiva está presente somente em condições anormais de operação e persiste somente por curtos períodos de tempo, sendo geradas normalmente por fontes de risco de grau secundário.

Para poeira e fibras:

Zona 20 – É um local em que a atmosfera explosiva, em forma de nuvem de poeira, está presente de forma permanente, por longos períodos ou ainda frequentemente (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau contínuo).

Zona 21 – É um local em que a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó está presente em forma ocasional, em condições normais de operação da unidade (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau primário).

Zona 22 – É um local onde a atmosfera explosiva em forma de nuvem de pó existirá somente em condições anormais de operação e se existir será somente por curto período de tempo (estas zonas, igual que gases e vapores, são geradas por fontes de risco de grau secundário).

Dessa forma, o desenho de classificação de áreas é o documento que deve mostrar as áreas classificadas existentes na unidade, seus graus de risco (zonas) e suas extensões em metros, não apenas em planta, mas também em elevação, já que não se trata de áreas, mas de “volumes de risco”. Ainda, segundo a norma, devem ser identificadas neste documento todas as fontes geradoras de risco, os produtos que geram o risco e suas condições de processo. O desenho de classificação de áreas é um documento que serve principalmente para definir os tipos de equipamentos elétricos a serem instalados nesses locais. Por isso, é necessário delimitar as diversas áreas classificadas existentes na unidade, assim o desenho deve mostrar as diferentes Zonas (0, 1 ou 2) e suas extensões em metros. Para atender às exigências da NR-10, todas estas áreas devem também ser sinalizadas em campo.

Para informações sobre as normas, clique no link:

Coletânea Série Atmosferas Explosivas

Qualidade do leite no Brasil

Eventos Gratuitos

 Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Participe do Curso On-line gratuito, promovido pela Target, e conheça detalhes de como obter informações e conhecimentos técnicos, de uma forma moderna, rápida e segura, utilizando o maior Portal de Informação Tecnológica do Brasil.

dia 31/07/2012

 Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.

dia 31/08/2012

leiteA busca pelo aprimoramento da qualidade do leite deve ser um objetivo constante do produtor e ser fiscalizada pelo governo, uma vez que gera um incremento em sua produção, bem como a valorização de seu produto no mercado. Alguns parâmetros devem ser observados na avaliação da qualidade do leite:

– Ph – é a grandeza que expressa a acidez, neutralidade ou alcalinidade do leite. O Ph neutro é o 7, todavia Ph ideal do leite é ligeiramente ácido, variando de 6,5 a 6,8. Na ocorrência de mastite, o Ph pode chegar a 7,5.

– Proteína – a quantidade de proteína mínima em um leite normal é de 2,9g/100 ml.

– Gordura – a quantidade de gordura mínima em um leite normal é de 3,0g/100 ml.

– EST – Extrato Seco Total é a soma dos percentuais de gordura, proteína, lactose e sais minerais, que deve corresponder a 11,5% da composição total do leite.

– ESD – Extrato Seco Desengordurado é a soma dos percentuais de proteínas, lactose e sais minerais, que deve corresponder a 8,5% da composição total do leite.

– Densidade – é a relação entre a massa e o volume de um corpo. No caso do leite, a densidade a 15ºC é de 1,032 g/mL, podendo variar entre 1,023 e 1,040 g/mL. A densidade da gordura do leite é aproximadamente 0,927 e a do leite desnatado, cerca de 1,035.

– Ponto de congelamento/ crioscopia – esse teste visa detectar a temperatura de congelamento do leite, também chamada de ponto crioscópico. O leite congela a uma temperatura mais baixa que a da água, sendo o ponto de congelamento máximo do leite aceito pela legislação brasileira –0,512oC. Quanto mais próxima de OºC a temperatura, há indicação de maior quantidade de água adicionada ao leite.

– CBT – também chamado de Contagem Padrão, trata-se da Contagem Bacteriana Total, que visa avaliar a qualidade microbiológica do leite e também os padrões de higiene da ordenha. O limite permitido pela legislação é de até 750.000 ufc/mL.

– CCS – trata-se de teste realizado por método microscópico ou equipamento eletrônico a fim de verificar a contagem de células somáticas presentes no leite. Os limites máximos variam de acordo com a regulamentação de cada pais, sendo que no Brasil, o limite encontra-se regulamentado pela Instrução Normativa 51, de 18 de Setembro de 2002. Tal norma define o limite máximo de 1.000.000 de células somáticas por mililitro (mL) no leite cru a partir de 01 de julho de 2005 para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Esse limite deverá ser reduzido progressivamente, de modo que a partir de 01 de julho de 2008, deverá ser de 750.000/mL e 400.000/mL a partir de 01 de julho de 2011. Para as regiões Norte e Nordeste, o requisito de 1.000.000 /mL começa em 01 de julho de 2007. A partir de 2010, o limite máximo aceito será de 750.00/mL, e a partir de 01 de julho de 2012, de 400.000/mL.

Alizarol – teste utilizado para determinar a acidez e estabilidade térmica do leite.

Uma pesquisa realizada com cinco laticínios do interior do Estado de São Paulo demonstrou que ao longo da cadeia de produção do leite pasteurizado ainda existem pontos críticos de contaminação por microrganismos patogênicos, apesar de uma série de normas e cuidados para higienização e qualidade. O estudo apresenta uma visão geral da qualidade do leite, levando em conta normas e programas de qualidade adotados no Brasil, em especial a Instrução Normativa (IN) nº 62, em vigor desde o fim de 2011 e que exige a redução gradual da contaminação do leite, para chegar a níveis internacionais em 2014. Toda a cadeia produtiva deve ser analisada para identificar fontes de contaminação. O estudo Rastreabilidade de microrganismos patogênicos ao longo da produção de leite pasteurizado: ferramenta potencial para a segurança alimentar, da pesquisadora Natali Knorr Valadão, foi apresentado na Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, em fevereiro de 2012. , A pesquisa teve orientação do professor Carlos Augusto Fernandes de Oliveira e auxílio da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O objetivo da pesquisa, coordenada pela professora Marta Mitsui Kushida e financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi verificar em diversos pontos da cadeia produtiva do leite a ocorrência de patógenos causadores de doenças, como a Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Listeria sp. e Staphylococcus aureus, e outros microrganismos indicadores de contaminação, entre eles as bactérias mesófilas aeróbias. “A ideia do trabalho foi fazer uma rastreabilidade microbiológica do leite. Se estava contaminado, nossa proposta foi identificar possíveis pontos em que esta contaminação poderia ter acontecido”, explica Natali. Segundo a pesquisadora, o leite proveniente de vacas sadias possui baixa contagem microbiológica e por isso é necessário analisar toda a cadeia produtiva, a partir da ordenha, para identificar possíveis fontes de contaminação.

A obtenção de dados para a pesquisa aconteceu entre novembro de 2010 e setembro de 2011. Cada laticínio foi visitado duas vezes e foram coletadas 236 amostras tanto de leite (36) quanto de superficíes com (38) e sem contato (162) com o produto, nos ambientes de ordenha e processamento. Dos cinco latícinios, 2 produziam leite do tipo A. Nos restantes, a produção era do tipo pasteurizado. Entre os resultados da pesquisa, um dos que mais chamam a atenção é o número de ocorrências de contaminação por E. coli: estavam contaminadas 61,1 % das amostras de leite, 50% das amostras que fazem contato com o leite, como teteiras e superfícies internas de equipamentos, e 25,9% das amostras sem contato com o produto, como pisos e mãos de manipuladores. Os dados são alarmantes, uma vez que bactérias desse grupo podem desencadear patologias graves, por exemplo diarreia hemorrágica e falha em órgãos vitais, como aconteceu durante o surto que atingiu a Europa, em 2011, a partir de brotos de feijão contaminados com cepas da bactéria resistentes a alguns antibióticos.

Foi alta também a contagem de microrganismos indicadores de contaminação. “Mais de 40% do leite cru destinado à produção de leite pasteurizado e 70% do leite cru designado à produção de leite tipo A estavam acima do permitido pelas legislações pertinentes, o que demostra uma grande dificuldade dos produtos em se adequar a legislação”, relata Natali. Além disso, os resultados da pesquisa também demonstram uma diferença muito pequena entre os pontos de contaminação, entre os sistemas de produção de leite pasteurizado e de leite do tipo A, apesar deste possuir normas mais exigentes quanto à sua qualidade microbiológica. Os pontos críticos de contaminação são a pasteurização, as embalagens primárias e, em um dos laticínios, o tanque de armazenamento do leite pasteurizado, cuja tampa era facilmente removível e aberta com frequência. Esses resultados foram obtidos a partir da Árvore Decisória do sistema de gestão de qualidade Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC).

Há ainda outros dois pontos que, apesar de não serem críticos, merecem atenção pela quantidade de micorganismos patogênicos encontrados. Um deles corresponde aos silos de armazenamento ou tanques de expansão, em que o leite cru fica armazenado por cerca de 48 horas até o processamento. “Mesmo o leite sendo mantido sob refrigeração, este tempo é muito elevado, fazendo com que haja multiplicação das bactérias psicrotróficas, auxiliando na degradação do leite”, conta Natali. O outro é o próprio ambiente de processamento, em que foi constatada alta contaminação pelos microrganismos patogenicos, o que pode favorecer a contaminação cruzada.

O estudo ressalta a importância da adoção de medidas eficientes de gestão de qualidade e segurança alimentar na produção do leite pasteurizado, para que sejam atingidos os padrões determinados legalmente. “As diversas ferramentas de gestão da qualidade auxiliam as indústrias para que tenham um maior cuidado com o processo de higienização bem como uma produção mais eficiente e com menor risco”, afirma a pesquisadora. No Brasil, o leite é classificado assim:

Leite Tipo A – Leite produzido com alta exigência sanitária, é retirado pela ordenha mecânica e vai direto para um tanque, onde é aquecido até 70-75°C e depois resfriado. O processo é feito todo em estabelecimento denominado “Granja leiteira” (produção, beneficiamento e envasamento). O contato humano é mínimo. Oferece um padrão microbiológico de até 10.000 bactérias/ml.

Leite Tipo B – também é retirado por ordenha mecânica, todavia o processo de pasteurização e o envasamento podem ser realizados em lacticínio fora da fazenda, de forma que este tipo de leite tem maior possibilidade de contaminação e menor durabilidade que o leite tipo A. Oferece um padrão microbiológico de até 50.000 bactérias/ml. Deve ser refrigerado logo após a ordenha atingido a temperatura máxima de 7oC até três horas após sua entrada no resfriador e permanecer na propriedade no máximo 48 horas após a ordenha.

Leite Tipo C – A ordenha pode ser manual ou mecânica. O leite pode ser armazenado em tanques não refrigerados antes de seguir para o laticínio onde será pasteurizado e envasado. Deve ser entregueno laticínio até às 10 horas da manhã do dia da ordenha. Oferece um padrão microbiológico de até 350.000 bactérias/ml. Quanto à forma de tratamento, o leite pode ser:

Pasteurizado – eleva-se o leite a temperatura de 74ºC, por 16 segundos e depois rebaixa-se imediatamente sua temperatura a 4ºC, conservando-se assim até o consumo. É considerado o sistema mais benéfico de tratamento.

Ultrapasteurizado/ esterilização – eleva-se o Leite a 147ºC, por 16 segundos e depois rebaixa-se a temperatura para 20ºC, mantendo-o em observação por até 7 dias antes de sua comercialização. É o sistema utilizado nos leites longa vida, pois permite a conservação do produto por ate 6 meses em embalagem e temperatura adequadas. Também conhecido como UHT (Ultra High Temperature).

Enfim, a qualidade do leite é muito importante para que esse alimento mantenha as suas propriedades nutrientes. O leite é um alimento formado basicamente por água, lipídios, proteínas, carboidratos (lactose), vitaminas e sais minerais. A água é o componente encontrado em maior quantidade (cerca de 87%), onde se encontram dissolvidos os demais elementos. No leite integral, os lipídios (gorduras) representam cerca de 3% e as proteínas 2,9%. Os lipídios se constituem de aproximadamente 98% de triglicerídeos e os 2% restantes são formados por diglicerídeos, monoglicerídeos e ácidos graxos livres. A quantidade de colesterol do leite integral é de 14mg/100 ml, enquanto no leite desnatado é de 1,7 mg/100 ml. A gordura do leite serve de veículo para as vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), colesterol e outras substâncias solúveis em gordura, como os carotenóides (provitamina A), que dão ao leite sua cor amarelo-creme. A principal proteína encontrada no leite é a caseína (80%), sendo os 20% restantes proteínas do soro. A caseína é o componente que forma a massa branca na coagulação do leite, dai a sua importância na fabricação de queijos. Quanto aos carboidratos (“açúcar”), o leite é formado basicamente por lactose, que representa cerca de 50% do Extrato Sólido Desengordurado. Representa aproximadamente 5% da composição total do leite. Entre as principais vitaminas encontradas no leite, estão as vitaminas A, complexo B (em especial B2), C, D, E, K. Já os principais sais minerais encontrados são os fosfatos, citratos, carbonato de sódio, cálcio, potássio e magnésio.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

A difícil vida do candidato a emprego

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVO

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa. É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

 Target GEDWeb
O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

 Target CENWin 6.0
O Target CENWin 6.0 automatiza totalmente a gestão do acervo de Normas Técnicas e facilita o acesso às normas com rapidez e agilidade…

Laerte Leite Cordeiro

Não adianta chorar. Você perdeu seu emprego na última empresa e decidiu que não valia a pena esticar o assunto quando seu superior lhe deu a notícia da demissão e no contato com o Departamento de Pessoal achou que não valia insistir em razões e causas para não complicar as contas e assegurar boas informações cadastrais. Agora não há muito que fazer. Apenas assegurar que se alguma empresa interessada fizer contato, as informações sobre sua ficha serão boas e que seu ex-chefe, se contatado, não criará problemas para sua candidatura. Certamente lhe ocorrerá descansar uns tempos, tirar umas férias merecidas, passear o cachorrinho da casa, ir à feira do bairro e adotar outras ações do repouso do guerreiro cansado. Também lhe ocorrerá pôr em ordem as declarações do Imposto de Renda, os extratos de banco e todos aqueles documentos que andam pelas gavetas, esperando o dia em que seja possível organizá-los. Haverá tempo, ainda, para consertar as pequenas coisas da casa, lavar o carro e assim por diante. Só que o tempo vai passando, o primeiro fim do mês chega e nada de dinheiro na conta. Talvez isso lhe incomode um pouco, mas com as verbas da liquidação do último emprego a situação ainda não é crítica e dá para – por enquanto – levar a vida sem maiores problemas ou preocupações. A esta altura, porém, já não há mais o que fazer em casa, os documentos já estão em ordem, a conta do banco também, a feira não tem mais graça e o latido do cachorrinho começa a incomodar. Sua mulher e as crianças já começam a reclamar e nessa hora não dá mais para ficar assistindo a sessão da tarde na TV e que é preciso sair à luta, em busca de uma nova ocupação que lhe dê uma motivação de vida e lhe tire da aparente zona de conforto em que se meteu.

É preciso partir para o mercado de trabalho em busca de uma nova oportuidade, de uma nova atividade, que consuma a sua energia e o faça retomar seu orgulho de chefe de família provedor e preencha sua necessidade de se sentir útil. E nessa hora começam a lhe ocorrer as alternativas possíveis: a consultoria profissional, a montagem de um negócio próprio, a docência universitária ou um novo emprego, já que a aposentadoria não é nem desejável, nem viável. Se sua história profissional for voltada para a área administrativa ou técnica, com muito conhecimento e experiência, a Consultoria pode ser uma alternativa, lembrando, porém, que a concorrência hoje, em todos os ramos é muito grande e competitiva. Mas se V. tem o “know- how” e a garra necessários, o mercado sempre tem lugar para mais um. Claro que pode ter sido um sonho de sempre a criação de um negócio próprio em áreas que talvez nada tenham a ver com sua carreira até agora. É uma imobiliária, uma pizzaria, um escritório de contabilidade, uma loja de computadores ou coisa parecida, um negócio seu, no qual V. porá o seu capital, a sua energia e a sua experiência e buscará o sucesso empresarial e financeiro. É sempre uma alternativa a considerar,

A docência universitária é uma alternativa difícil, principalmente porque a remuneração pode não lhe ser suficiente e a carreira demanda uma alta escolaridade que muitas vezes o executivo profissional de carreira nem sempre tem. Talvez possa ser mais adequado se a atividade docente puder ser acoplada à atividade de consultoria. As duas coisas se somam bem, quando o profissional pode se dedicar a ambas simultaneamente. Finalmente, se ao ponderar sobre as circunstâncias de sua situação de profissional disponível no mercado, lhe parecer que as alternativas acima apresentadas não são viáveis ou interessantes, então a sua luta no Mercado de Trabalho se inicia e V. deverá sair em busca de um novo emprego, que deverá fazê-lo retornar àquela situação que conhece bem e para a qual está melhor preparado. Só que aí é preciso retornar à difícil vida de candidato a emprego, com todas as decisões, trabalhos e aborrecimentos naturais e necessários para se alcançar sucesso na empreitada. Qual é o seu foco de busca? Sua empregabilidade estará alta ou baixa atualmente? Seu currículo está atualizado ou velho de conteúdo e de formato? O que você pode oferecer de escolaridade, inglês ou espanhol, de Tecnologia da Informação ou de uma experiência internacional? E o seu histórico de carreira o que mostra? Ajuda ou atrapalha? E assim por diante, analisando e avaliando sua vida profissional para poder voltar ao mercado.

Decidido o seu perfil de candidato à emprego e bem elaborado e formatado seu novo currículo, trata-se agora de divulgá-lo para o mercado, encaminhando-o para todas as pessoas e agências que possam ajudar a promover sua candidatura no mercado: network de relações, headhunters, Recursos Humanos de empresas, jornais e revistas, bancos de vagas e redes sociais. O Network é muito importante porque através dele se conseguem indicações e recomendações pessoais, tão relevantes como divulgação qualificada. Os headhunters também, porque são detentores das melhores vagas no mercado e precisam ser tocados pela sua divulgação. Hoje em dia jornais e revistas perderam muito de sua condição de agências para recolocação, mas ainda tem que ser considerados nos fins de semana. A velha mala direta de 1.000 cartas ninguém mais recomenda, os bancos especializados em currículos e vagas são hoje uma alternativa importante para a divulgação de candidaturas e as redes sociais também são úteis pela aproximação de pessoas. O dramático da procura de emprego quando se está desempregado é de se desenvolver toda essa atividade e os resultados chegarem devagar. Dizem os consultores especializados que um gerente pode levar seis meses para se recolocar e que um diretor ainda pode levar mais tempo. E isso quando o mercado de trabalho para executivos e profissionais está normal, porque quando a economia desacelera e entra em crise, tudo fica mais difícil e leva mais tempo.

Mas quando chega um telefonema de uma empresa ou consultoria querendo sua visita e interessadas em seu currículo e na sua candidatura, as coisas mudam a alegria volta e tudo se aceita. O atendimento superficial de uma primeira entrevista, a longa espera nas ante-salas, os testes cansativos, as idas e vindas, as dinâmicas de grupo, as muitas entrevistas e todo um conjunto de etapas a queimar em cada processo, em cada oportunidade. Mas não adianta, candidato a emprego sofre mesmo e é preciso aguentar, ser charmoso, inteligente, com boa postura e sorriso nos lábios. O bom é que quando se consegue o emprego tudo passa e uma nova perspectiva se abre à nossa frente. Alcançamos o sucesso. Mas que é difícil, é!

Laerte Leite Cordeiro é presidente da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Como proteger as estruturas, as pessoas, etc. contra as descargas atmosféricas?

 Segurança na Operação e Manutenção de Subestações e Cabines Primárias – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

 Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

 Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

 Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

raioA descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio, faísca ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiões da terra. Na região tropical do planeta, onde está localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto com as chuvas. O raio é um tipo de eletricidade natural e quando ocorre uma descarga atmosférica temos um fenômeno de rara beleza, apesar dos perigos e acidentes que pode provocar. O raio é identificado por duas características principais: o trovão, que é o som provocado pela expansão do ar aquecido pelo raio; e o relâmpago que é a intensa luminosidade que aparece no caminho por onde o raio passou. Eles ocorrem porque as nuvens se carregam eletricamente. É como se tivéssemos uma grande bateria com um polo ligado na nuvem e outro pólo ligado na terra. A tensão desta bateria fica aplicada entre a nuvem e a terra. Hipoteticamente, se for ligado um fio entre a nuvem e a terra, haverá um curto-circuito na bateria e passará uma grande corrente elétrica pelo fio. O raio é este fio que liga a nuvem à terra. Em condições normais, o ar é um bom isolante de eletricidade.

Quando se tem uma nuvem carregada, o ar entre a nuvem e a terra começa a conduzir eletricidade porque a tensão existente entre a nuvem e a terra é muito alta: vários milhões de volts . O raio provoca o curto-circuito da nuvem para a terra e pelo caminho formado pelo raio passa uma corrente elétrica de milhares de ampéres. Um raio fraco tem corrente de cerca de 2.000 A, um raio médio de 30.000 A e os raios mais fortes tem correntes de mais de 100.000 A (para comparar saiba que um chuveiro tem corrente de 30 A). Apesar das correntes dos raios serem muito elevadas, elas circulam durante um tempo muito curto (geralmente o raio dura menos de um segundo).Os raios podem sair da nuvem para a terra, da terra para a nuvem ou então sair da nuvem e da terra e se encontrar no meio do caminho.No mundo todo ocorrem cerca de 360.000 raios por hora (100 raios por segundo).

A NBR 5419, de 2005 fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. E por que utilizar um SPDA?

• Ação direta do raio

– Quando uma árvore é destruída por um raio, isto acontece porque a brusca elevação de temperatura pela ação da elevadíssima corrente elétrica provoca uma explosão pela evaporação ultra rápida da água contida no tronco, o que é comparável à ação de uma bomba colocada no interior do tronco.

– Em uma edificação, como uma casa por exemplo, provoca a destruição total ou parcial da mesma.

– Em sistemas elétricos podem gerar destruição e incêndio.

– Em seres vivos pode causar a morte.

• Ação Indireta

– Uma descarga elétrica costuma provocar danos num raio de até 1000m do ponto de impacto, causando distúrbios e indução eletromagnética, gerando danos e interferências em sistemas elétricos e eletrônicos, além de atingir também os seres vivos.

Efeitos sobre os seres vivos:

• Parada Cardíaca.

• Tensão de Passo.

• Tensão de Toque.

• Descarga Lateral.

• Descarga Direta.

Locais a serem evitados durante a ocorrência de tempestades:

• Picos de colinas.

• Topo de construções.

• Campos abertos, campos de futebol.

• Estacionamentos.

• Piscinas, lagos e costa marítimas.

• Sob árvores isoladas.

Objetivo do SPDA

• Oferecer à descarga elétrica que for cair em suas proximidades um caminho preferencial, reduzindo os riscos de sua incidência sobre as estruturas.

• Levar de forma segura a energia do raio desde o ponto de impacto até o aterramento, de forma rápida e segura. Neutralizando pelo poder de atração das pontas, o crescimento de potencial elétrico entre o solo e as nuvens.

Conceitos básicos

• Descarga atmosférica – descarga elétrica de origem atmosférica entre uma nuvem e a terra ou entre nuvens, consistindo em um ou mais impulsos de vários quiloamperes.

• Raio – um dos impulsos elétricos de uma descarga atmosférica para a terra.

• Relâmpago – luz gerada pelo arco elétrico do raio.

• Trovão – ruído produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito aquecimento causado pela descarga do raio.

Definições

Descarga atmosférica

• Intensa descarga elétrica que ocorre na atmosfera. Consiste de uma corrente de alta intensidade e curta duração.

• Valor médio: 30 a 50 kA.

• Valor de pico: 75 kA.

• Tempo médio de duração: 0,3 s.

Formação da descarga atmosférica

• Ponto de impacto – Ponto onde a descarga atinge a terra, uma estrutura ou o sistema de proteção.

• SPDA – Sistema destinado a proteger uma estrutura contra os efeitos das descargas atmosféricas.

• Captores – Parte destinada a interceptar as descargas atmosféricas.

• Subsistema de descida – Parte destinada a conduzir a corrente de descarga desde o captor até o aterramento.

• Aterramento – Meio responsável pelo escoamento das correntes da descarga atmosférica no solo, sem provocar tensões de passo perigosas.

Projeto dos captores

Método de Franklin

Tem por base uma haste elevada. Esta haste, em forma de ponta que produz uma alta concentração de cargas elétricas, juntamente com um campo elétrico intenso.

Modelo Eletromagnético

Também conhecido como método da esfera rolante. Consiste na suposição de uma esfera fictícia que se desloca sobre o solo e os elementos de proteção. A região protegida é aquela que não é tocada pela esfera.

Método de Faraday

Baseia-se no princípio que ao constituir uma gaiola metálica envolvendo um corpo, este fica isento do percurso de correntes. Então assume-se a blindagem do corpo envolvido quanto à incidência e ao percurso de corrente de descarga. É um método muito eficiente e largamente utilizado.

Classificação de estruturas

Fatores de Ponderação

• Fator A: Tipo de ocupação da estrutura.

• Fator B: Tipo de construção da estrutura.

• Fator C: Conteúdo da estrutura e efeitos indiretos das descargas atmosféricas.

• Fator D: Localização da estrutura.

• Fator E: Topografia da região.

Para mais informações clique no link:

NBR 5419: proteção de estruturas contra descargas atmosféricas

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado