O drama dos consumidores em relação às sacolas plásticas

Coletânea Série Tecnologia da Informação

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Tecnologia da Informação
Saiba Mais…

Coletânea Série Trabalhos Acadêmicos

Coletânea Série Transportes

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Transportes!
Saiba Mais…

Qualidade

sacolaNa verdade, o grande problema em relação às sacolas plásticas se resume em apenas uma palavra: hipocrisia. Pois, ao mesmo tempo que os supermercados tiram as sacolas plásticas do consumidor, esse continua levando para casa uma quantidade de plástico que envolve as embalagens dos produtos que parece uma incongruência. Agora, os supermercados São Paulo terão, em 48 horas, que fornecer sacolas plásticas gratuitamente e em quantidade suficientes para os consumidores. Eles deverão seguir a decisão da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital paulista proferida na noite da última segunda (25/06). Na visão do especialista da área de Direito Ambiental e Cível do Peixoto e Cury Advogados, Vicotr Penitente Trevizan, essa decisão deverá prevalecer até que se encontre alternativa não onerosa ao consumidor.

“O cliente é parte hipossuficiente nesta relação. Ao contrário do alegado pela APAS, não foram disponibilizadas alternativas não onerosas aos consumidores, salvo raras exceções, o que sedimenta o desequilíbrio perpetrado à relação de consumo em questão (fornecedor e consumidor), em que pese a original intenção de salvaguardar o meio ambiente”, avalia o advogado. A determinação da Justiça fixou o prazo de 30 dias para que os estabelecimentos passem a fornecer, também gratuitamente e em quantidade suficiente, embalagens de material biodegradável ou de papel adequadas. Vale lembra que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que previa que os consumidores não poderiam mais receber sacolas plásticas gratuitamente em supermercados de São Paulo já não havia sido validado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

Uma pesquisa da empresa Datafolha, realizada nos dias 2 e 3 de maio, revelou que 69% dos paulistanos querem a volta da distribuição das sacolas plásticas nos supermercados. Também, apontou que 43% dos entrevistados acreditam que o principal motivo para o fim das sacolinhas foi o interesse econômico dos supermercadistas e outros 35% acreditam que foi por imposição das autoridades. Apenas para 22% o acordo teve como objetivo a preocupação com o meio ambiente. Em relação ao maior beneficiado com o fim das sacolas, a grande maioria, 64%, afirma que supermercados são os que mais ganharam com a medida. Somente um terço aponta que o meio ambiente foi beneficiado. As sacolas plásticas são um dos principais itens de custos dos supermercados.

Sobre a cobrança das sacolas plásticas e/ou retornáveis, a pesquisa apontou que 73% dos consumidores são contrários à cobrança das sacolas retornáveis e 88% contrários à cobrança de sacolas plásticas. Quatro em cada dez entrevistados (39%) já desistiram de fazer as compras por não dispor de sacolas plásticas para transportar seus produtos. Para 23%, a desistência ocorreu no caixa, no momento de pagar as contas. Sobre praticidade, 69% da população declararam que fica mais difícil transportar as compras em sacolas retornáveis, e 52% apontam que as embalagens retornáveis são menos higiênicas que as sacolas plásticas comuns. Questionados se os supermercados onde costumam fazer compras continuam distribuindo sacolas plásticas gratuitamente, 24% informaram que sim. E 35% conhecem outras lojas, além das que frequentam normalmente, que ainda distribuem as sacolinhas. Perguntados se aumentaram a frequência de compras em locais que continuam entregando sacolas plásticas, como açougue, padaria, feira, sacolão, armazém e vendinhas, cerca de três em cada dez entrevistados confirmaram que estão indo mais a esses estabelecimentos comerciais.

Acredito que uma das medidas que a sociedade em geral deve exigir é que os fabricantes utilizem a norma NBR 14937 nos seus processos de produção que garante segurança, proteção e satisfação dos usuários destes produtos (nacionais ou importados) oferecidos aos consumidores brasileiros. Normalmente, a a baixa qualidade das sacolas plásticas tem levado a população a utilizá-las em duplicidade (13%) ou usar somente a metade da sua capacidade (61%), atitudes essas que levam a um grande desperdício. Esse problema pode ser resolvido desde que as sacolas plásticas sejam fabricadas de acordo com o padrão técnico que estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para fabricação de sacolas plásticas tipo camiseta, destinadas ao transporte de produtos distribuídos no varejo. O texto diz que sacola deve ser fabricada com resinas termoplásticas, com ou sem a incorporação de aditivos, por processo que assegure a obtenção de um produto que atenda às condições da norma. Pode ser utilizado material reprocessado, desde que este seja resultado de sobras advindas do processo produtivo e que o produto obtido atenda às exigências da norma.

Ao ser analisada visualmente, conforme item 5.2, a sacola não deve apresentar furos, rasgos e pontos escuros em quantidades superiores as quantidades: quatro defeitos por m² quando maiores que 1 mm e 16 defeitos por m² de 0,5 a 1 mm. A impressão deve apresentar-se em conformidade com os padrões fornecidos pelo cliente, nos quesitos: logotipia, centralizaqão e cor. As sacolas, confeccionadas nas dimensões acordadas entre fornecedor e consumidor e ensaiadas de acordo com item 5.3 são consideradas aprovadas quando: todas as cinco unidades ensaiadas respeitarem as tolerâncias estabelecidas na Tabela 2. No caso de apenas uma unidade ser encontrada fora das tolerâncias estabelecidas na Tabela 2, são refeitos os ensaios utilizando-se as cinco unidades reservadas como contraprova. Neste caso, todas as unidades devem respeitar as tolerâincias previstas.Dos 20 corpos-de-prova ensaiados conforme no mínimo dez devem resistir ao ensaio e não apresentar ruptura. As sacolas ensaiadas conforme 5.5 sáo consideradas aprovadas quando: todas as 10 unidades ensaiadas resistirem ao ensaio sem apresentar falha; ou no caso de até duas unidades sofrerem falha, slo refeitos os ensaios utilizando-se as 10 unidades reservadas como contraprova. Neste caso, todas as unidades ensaiadas devem resistir e não apresentar falha. No caso da resistência à carga estática, as sacolas ensaiadas conforme 5.6 são consideradas aprovadas quando: todas as cinco unidades ensaiadas resistirem ao ensaio sem apresentar falha após um período de 2 h +-1 min; no caso de apenas uma unidade sofrer falha, são refeitos os ensaios utilizando-se as cinco unidades reservadas como contraprova. rdeste caso, todas devem resistir e não apresentar falha após um período de 2 h +-1 min. Na resistência dinâmica, as sacolas ensaiadas conforme 5.5 sáo consideradas aprovadas quando: todas as 10 unidades ensaiadas resistirem ao ensaio sem apresentar falha; ou no caso de até duas unidades sofrerem falha, são refeitos os ensaios utilizando-se as 10 unidades reservadas como contraprova. Neste caso, todas as unidades ensaiadas devem resistir e não apresentar falha.

As sacolas devem apresentar, de forma legível, impressa e indelével, no minimo as seguintes informações: marca ou identificação do fabricante; texto de segurança para crianças (texto de advertência): “Para evitar sufocamento, manter esta sacola plástica longe de crianqas e bebês. Não usar esta sacola em berços, camas, carrinhos e cercados.”; texto para venda de bebidas: “”São proibidas a venda e a entrega de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos – art. 81, 2, do estatuto da criança e do adolescente.”; simbolo de reciclagem conforme ABNT NBR 13230; e) data de fabricação (mês e ano); dimensões (largura e altura), considerando como medida da altura a letra e da Figura 1 a e como medida da largura a soma das medidas obtidas pela fórmula a 2b conforme indicado na Figura I b; mencionar capacidade nominal, seguida pela seguinte frase: “…desde que não sejam utilizados produtos perfurantes e/ou cortantes.”

Mais informações sobre a NBR 14937 de 05/2010 – Sacolas plásticas tipo camiseta – Requisitos e métodos de ensaio

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

A importância do verde urbano

C R O N O G R A M A

Para este ano, a Target preparou um programa especial contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente acompanhe os cursos disponíveis através de transmissão ao vivo pela internet. Fique atento ao cronograma de cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso.
Programe-se já e garanta a sua participação nos próximos cursos da Target.

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito.

de 16/07/2012 até 17/07/2012

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Segundo leis nacionais como: CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

de 23/07/2012 até 26/07/2012

Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

de 07/08/2012 até 08/08/2012

Arno Rieder, professor/extensionista/pesquisador; doutor em saúde e ambiente: Unemat/Empaer-MT

Um dos lugares ecologicamente mais incorretos provocado pelo homem é, em geral, no Brasil, o ambiente urbano. Embora o homem urbano seja o mais crítico sobre desflorestamentos no meio rural, ao mesmo tempo em que é o maior consumidor de produtos resultantes das produções destas áreas. Por exemplo, é contra a cultura de soja, do algodão, mas é fiel consumidor de óleo de soja em suas refeições assim como usuário de roupa de fio de algodão. Contudo, o ambiente urbano é o lugar onde se concentram moradias, serviços e obras coletivas, em geral, ecologicamente mal planejadas. O meio urbano tem elevada densidade populacional. As pessoas que o compõem geralmente entram em conflito e em competição com a maior parte dos elementos naturais que ali existem ou existiam. Esta insana urbanização pode atingir níveis de remoção drástica dos elementos que ali estavam em equilíbrio natural, negando-lhes espaço para continuarem ali e que poderiam, em planejamento mais racional, configurar, junto com a intrusão adensada do homem, um meio urbano mais saudável.

Os projetos de ampliação de ocupação urbana, na maior parte dos municípios brasileiros, são executados de modo a agredirem e desrespeitarem profundamente a natureza, desconhecendo o papel que poderia proporcionar aos que ali querem chegar. Ilustra-se isto com os programas “Minha Casa Minha Vida” e de outros conjuntos habitacionais: removem inicialmente a vegetação; depois a camada superficial do solo, no mínimo, no eixo das estradas, levando este solo para fora e longe; na base da casa alteram tudo drasticamente; instalam casas de concreto ou similar; implantam rede de esgoto no novo residencial, mas levando os conteúdos para serem lançados em outros residenciais mais antigos e menos adensados, até mesmo jogando em quintais de outros moradores, nem tão próximo (até 2-6 km). O poder público não podia deixar isto acontecer, mas deixa, faz de conta que nada tem a haver com esta situação.

Os ambientes urbanos futuros deveriam se instalar em ambientes naturalmente já bastante equilibrados e receberem os novos integrantes progressivamente, até um limite suportável e em ritmo que propiciasse as adaptações e mobilizações para alcance de novos estágios de equilíbrio. Uma primeira condição seria remover o mínimo os elementos naturais do lugar, em especial a vegetação. Os ambientes já urbanizados deveriam sofrer avaliações profundas sobre a qualidade de vida que proporcionam e qual a tendência disto, em face de sua situação atual de composição e distribuição de elementos naturais, em especial referentes à flora. As plantas ajudam a infiltração da água no solo, assim como podem purificar ambientes contaminados ou evitar a contaminação se disseminar; captam, absorvem, filtram a radiação solar, ajudando a reduzir os danos da radiação nociva e, assim, ajudam até reduzir incidência de doenças como o câncer. Há municípios no Brasil que já taxam com IPTU menor lotes que reduzem áreas concretizadas ou calçadas substituindo isto por espaços arborizados, em face do serviço que isto presta de aumentar a infiltração no solo de águas de chuvas, evitando desastres com enchentes.

O verde urbano estabelece um microclima mais ameno e estável e, de microclima em microclima se pode chegar a um macroclima mais estável e saudável. São vários os componentes de clima que são afetados pela vegetação, e funcionam como regulador tampão de: temperaturas, umidade, ventos, irradiação solar, evapotranspiração, luminosidade, etc. As plantas oferecem sombra, extremamente importante em regiões tropicais e subtropicais. A ausência ou pouca vegetação em meio urbano faz a condição local se aproximar a ambiente desértico. O ambiente urbano vegetado ajuda a reciclagem de nutrientes no solo e a retenção destes, assim como a produção de madeira, lenha, material para artesões, frutos, flores, fontes para néctar, pólen e resinas para abelhas. O cultivo de vegetais em meio urbano ajuda a amenizar o gasto com compras de alimentos (verduras, frutas, raízes, etc.), complementando a renda familiar. As mangueiras, cajueiros, seriguelas, bocaiúvas e outras espécies em ambiente público ajudam a alimentar muitas famílias e crianças carentes neste Brasil tropical.

A indústria natural “verde vegetal” seqüestra carbono, despoluindo, diante da alta emissão e concentração de carbono no meio urbano (emissão desde o que é emitido por cada pessoa até pela indústria e pela combustão de automóveis); em troca ainda libera-nos o oxigênio. Logo o verde urbano também propicia mais um serviço de alto valor: a despoluição e oxigenação do ambiente. As plantas ornamentam o ambiente. Estimulam criatividades de arranjos florísticos, seja para jardins particulares como públicos. O verde urbano abriga um ambiente saudável, harmonicamente sonoro (ex.: pássaros cantando) e aromatizado (ex.: pelas flores) para o exercício físico do amanhecer ou do entardecer; a caminhada neste ambiente é um dos melhores remédios para desestressar e se re-energizar de bons fluídos. O ato de cultivar plantas e passear entre elas é um potentíssimo elixir da longa e saudável vida, e este exercício além de gerar uma interação de energização positiva entre homem-planta, abre caminhos à comunicação com o bem e com Deus.

Quanto a composição da vegetação urbana esta preferencialmente deve ser bastante diversa, constituída de espécies que precisam ser preservadas, que possam produzir coisas de alto valor como: frutas, flores, madeiras, lenha; enraizar pivotantemente; atrair predadores de pragas; ter alta capacidade de despoluir e de oxigenar; disponibilizar substâncias e compostos medicamentosos para trato da saúde (plantas medicinais), etc. O verde urbano atrai e possibilita a reinstalação da diversidade biológica animal também, assim como o estabelecimento de um controle natural sobre animais-pragas, evitando a explosão populacional. O verde vegetal é uma dádiva divina para propiciar a vida neste nosso planeta. É a indústria do princípio de tudo, pois daí origina-se a produção primária de biomassa: alimento; matéria prima para abrigos, instrumentos, acomodações, decorações, comunicação (ex.: papel) energia; medicamentos, etc.

Organizações de saúde mundialmente respeitadas recomendam por volta 12 m² de área verde por habitante. O novo código florestal prestes a ser implantado no Brasil indica que deve haver 20 m² em média, bem distribuídos, por habitante brasileiro. Isto é um grande avanço, e quem não puder ter isto pode pagar por serviços ambientais a outros que tem sobrando. Um grande desafio, que se tem é convencer cada cidadão atual para dar sua contribuição a implantação do verde urbano requerido, enquanto as futuras gerações adultas devem ser convencidas principalmente pelas escolas, através do processo formal de ensino-aprendizagem, complementado por ações e informações desde familiares, de associações e até da mídia massiva. Professores: temos uma desafiadora e bela tarefa pela frente, de educar para um verde urbano planejado, implantado e mantido, oferecido para as atuais e futuras gerações, que se sucedem.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado