APQP ou Advanced Product Quality Planning

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Uma leitora me escreve e pergunta o que é o APQP ou em português Planejamento Avançado da Qualidade do Produto? Segundo a Ford Motor Company, ele é um método estruturado para definir e executar as ações necessárias a fim de assegurar que um produto satisfaça o cliente. Deve ser controlado pelo programa e pelo fornecedor e é exigido em todas as locações de manufatura de sistema, subsistema e componentes. Isto inclui tanto fornecedores internos como externos. A meta do APQP é facilitar a comunicação que envolve todos os responsáveis com suas devidas atividades no programa e assegurar que todos os passos sejam cumpridos dentro do prazo estabelecido com eficiência e com uma aceitabilidade de custo e de níveis de qualidade, sendo um requerimento para os clientes internos e externos de fabricantes de automóveis.

O APQP deve ser feito para todos os novos produtos e para mudanças de peças quando apropriadas. O problema é que algumas indústrias ainda enxergam esse programa como um elemento que criará um aumento de custo, quando na verdade o APQP busca a diminuição do custo através de planejamento e controle para a satisfação do cliente. O primeiro passo do APQP é designar responsabilidades bem definidas a uma equipe multifuncional, que deve incluir representantes da engenharia, manufatura, controle de materiais, compras, qualidade, vendas, serviços de campo, subcontratados e clientes, etc.

Para o início do projeto é necessário uma entrada de dados baseados em relatórios cedidos pelos representantes de cada área. Esses relatórios informam o alvo do projeto, objetivo, concorrência, preço estimado e negócios. Após a análise dessas informações, a engenharia dimensiona a equipe do projeto. Após a formação da equipe, um líder deve ser escolhido. Tal líder será responsável por monitorar o processo de planejamento, definir regras e responsabilidades para cada um dos representantes dos vários setores envolvidos, além de fazer a identificação dos clientes externos e internos. Com a definição da equipe e a identificação do escopo do trabalho, o desenvolvimento do APQP pode ser iniciado de acordo com as cinco fases: 1 – Planejar e definir o programa; 2 – Projeto e desenvolvimento de produto; 3 – Projeto e desenvolvimento do processo; 4 – Validação do produto e do processo; e 5 – Retroalimentação, avaliação e ação corretiva. Todo o programa contém 23 elementos dentro dessas cinco fases e, quando realizados, completam todos os requisitos do cliente. Os 23 elementos estão resumidos na tabela abaixo.

Há que existir um denominado status report do APQP que resume a situação do programa usando os seus 23 elementos. Cada responsável de cada nível estará documentado neste relatório e será atribuído para cada tarefa um prazo que será acompanhado através das cores de status, o chamado GYR (green, yellow e reed), que são verde, amarelo e vermelho. Estas cores farão a comunicação do progresso da equipe em direção ao término bem-sucedido de um elemento de APQP até a data de necessidade do programa. Este relatório serve como guia nas reuniões de APQP, através deles são tomadas as devidas ações para que o programa seja realmente realizado num tempo determinado. A situação pode ser dividida em três status:

− Verde (G): as datas de entrega e os produtos a entregar estão localizados e atendendo aos objetivos, não havendo nenhum risco;

− Amarelo(Y): as datas de entrega e/ou os produtos a entregar estão em risco, mas um plano de ação com recursos foi desenvolvido para atingir os objetivos do programa, havendo um risco moderado;

− Vermelho (R): as datas de entrega e/ou produtos a entregar estão em risco, um plano de ação não está disponível e/ou implementado, ou os planos de trabalho não alcançaram os objetivos do programa.

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Quais os equipamentos necessários para as emergências no transporte terrestre de produtos perigosos?

O que as organizações podem fazer pela sustentabilidade na Terra

As atitudes empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade estão na moda, sendo que isso já existe e começou a se multiplicar e a se espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Clique para mais informações.

O transporte de produtos perigosos é um caso particular na condução de mercadorias em uma cadeia de fornecimento. Durante essa atividade, vários fatores passam a ser críticos e a imprudência pode significar não só a perda de produtos como um elevado risco para os profissionais envolvidos, para as pessoas e o meio ambiente. A classificação adotada para os produtos considerados perigosos, feita com base no tipo de risco que apresentam e conforme as recomendações para o transporte de produtos perigosos da Organização das Nações Unidas (ONU) conforme especificado no quadro abaixo.

Existe a norma NBR 9735 que estabelece o conjunto mínimo de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos, constituído de equipamento de proteção individual, equipamentos para sinalização, isolamento da área da ocorrência (avaria, acidente e/ou emergência) e extintor de incêndio portátil para a carga. O transportador deve propiciar o treinamento adequado ao condutor e pessoal envolvido (se houver) nas operações de transporte, para a utilização do conjunto de equipamentos estabelecidos nessa norma. Para o treinamento, o transportador deve atender às orientações dos fabricantes do produto e do equipamento de proteção individual. Para efetuar a avaliação da emergência e ações iniciais constantes na ficha de emergência e/ou envelope para transporte, de acordo com a NBR 7503, o condutor e o pessoal envolvido (se houver) devem utilizar o EPI indicado, além do traje mínimo obrigatório (calça comprida, camisa ou camiseta, com mangas curtas ou compridas, e calçados fechados).

O traje mínimo obrigatório não é considerado EPI, ou seja, não necessita atender a 4.2.4. Durante o transporte, o condutor e o pessoal envolvido (se houver) devem utilizar o traje mínimo obrigatório (calça comprida, camisa ou camiseta, com mangas curtas ou compridas, e calçados fechados). Recomenda-se o uso de vestimenta com material refletivo para o condutor e pessoal envolvido na operação de transporte, nas unidades de transporte que trafegam no período noturno (do pôr do sol ao amanhecer). Na unidade de transporte devem ter tantos conjuntos de EPI quantas forem as pessoas envolvidas (condutor e auxiliar(es)) nas operações de transporte, para sua proteção na fuga/escape. Todo EPI deve apresentar, em caracteres indeléveis e bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número de CA (Certificado de Aprovação), ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA. Os EPI devem estar higienizados, livres de contaminação e acondicionados no interior da cabine da unidade de transporte. O EPI citado só deve ser utilizado em caso de emergência (avaliação e fuga), não podendo ser utilizado para outros fins.

O filtro do equipamento de proteção respiratória deve ser substituído conforme especificação do fabricante (saturação pelo uso ou esgotamento da vida útil) ou em caso de danos que comprometam a eficácia do equipamento. Os tipos de filtros químicos citados nessa norma são:

a) amônia – indicado por NH3;

b) dióxido de enxofre – indicado por S02;

c) gases ácidos – indicado por GA;

d) monóxido de carbono – indicado por CO;

e) vapores orgânicos – indicado por VO;

f) polivalente (destinado à retenção simultânea das substâncias acima, citadas nas alíneas a, b, c, e, exceto CO, citado na alínea d) – indicado por pv.

Para o transporte concomitante de produtos perigosos de grupos de EPI diferentes, exceto grupos 1, 8 e 10, podem ser utilizados filtros polivalentes em substituição aos filtros especificados para os grupos, exceto para o caso de produtos específicos que não permitam a utilização de filtro polivalente, como, por exemplo, monóxido de carbono e chumbo tetraetila. Podem ser utilizados equipamentos de proteção respiratória com filtros polivalentes (PV) em substituição ao filtro especificado para cada grupo, exceto no caso de produtos específicos que não permitam a utilização de filtro polivalente, como, por exemplo, monóxido de carbono e chumbo tetraetila. Os materiais de fabricação dos componentes dos equipamentos devem ser compatíveis e apropriados aos produtos transportados e de material antifaiscante, em se tratando de produtos cujo risco principal ou subsidiário seja inflamável, exceto o jogo de ferramentas, previsto em 4.3.4, b). Os equipamentos devem estar em local de fácil acesso e fora do compartimento de carga, podendo estar lacrados e/ou acondicionados em locais com chave, cadeado ou outro dispositivo de trava a fim de evitar roubo/furto dos equipamentos de emergência. Somente para unidades de transporte com capacidade de carga de até 3 t, podem ser colocados no compartimento de carga, próximos a uma das portas ou tampa, não podendo ser obstruídos pela carga.

Todos os dispositivos para isolamento da área, quando em uso, devem garantir a sua sustentação, devendo estar dispostos em locais visíveis. Qualquer unidade de transporte, se carregada com produtos perigosos, deve portar extintores de incêndio portáteis que atendam à NBR 15808 e com capacidade suficiente para combater princípio de incêndio:

a) do motor ou de qualquer outra parte do veículo, conforme previsto na legislação de trânsito;

b) da carga, conforme a Tabela 4.

Os agentes de extinção devem ser tais que não possam liberar gases tóxicos na cabina de condução, nem sob influência do calor de um incêndio. Além disso, os extintores destinados a combater fogo no motor, se utilizados em incêndio da carga, não podem agravá-lo. Da mesma forma, os extintores destinados a combater incêndio da carga não podem agravar incêndio do motor.

Mais informações sobre NBR 9735 de 05/2012 – Conjunto de equipamentos para emergências no transporte terrestre de produtos perigosos