Estudo: apenas 28% da força de trabalho no Brasil são altamente engajadas

NBR ISO 7240-11: acionadores manuais na detecção e alarme de incêndio

A parte 11 da NBR ISO 7240 foi projetada com base na aparência e nas funções que podem ser fornecidas em todos os acionadores manuais para uso na detecção de incêndio e nos sistemas de alarme. As cores, dimensões, formas e métodos de operação têm como base princípios operacionais reconhecidos, o que traz confiança e credibilidade para o usuário no caso de operação em situações genuínas de alarme de incêndio. O propósito do acionador manual é permitir que a pessoa que detectar o incêndio possa iniciar a operação do sistema de alarme para que as medidas apropriadas sejam tomadas. Clique para mais informações.

Um estudo sobre a força de trabalho mundial, realizado pela Towers Watson, mostrou que apenas 28% dos profissionais brasileiros estão altamente engajados no trabalho. Entre os demais, 30% estão desengajados, 26% se sentem sem suporte por parte das empresas e 16% estão desvinculados de suas companhias. “Esse resultado é bastante crítico. Se considerarmos que as empresas hoje buscam um engajamento sustentável, isto é, que assegure uma alta performance e um comprometimento de longo prazo, esses números mostram que as empresas estão bastante vulneráveis”, explica Carlos Ortega, consultor sênior da Towers Watson no Brasil.

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A pesquisa foi norteada pelo conceito de engajamento sustentável, que é a soma de três fatores: engajamento (vínculo à empresa e vontade de dar o melhor de si – esforço extra); suporte organizacional (que proporcione produtividade e alto desempenho); e bem-estar (físico, emocional e interpessoal).

“Nos últimos anos, com os empregadores lutando para controlar custos e manter as empresas competitivas globalmente, a importância do suporte organizacional e do foco em bem-estar tornou-se muito clara. O resultado positivo depende da união dos três elementos e só vai manter-se ao longo do tempo com todos funcionando em perfeita harmonia. As empresas que não se preocuparem em melhorar o ambiente de trabalho, garantir o ambiente de suporte aos funcionários e criar um sentimento de vínculo à organização, verão o engajamento dos profissionais diminuir, afetando diretamente a produtividade e a capacidade de crescimento do negócio”, completa.

O estudo mostrou que a remuneração e os benefícios não são os principais direcionadores de alto engajamento. Para os profissionais brasileiros, os três principais pontos que os motivam e os levam a criar um laço com a empresa são: desenvolvimento de carreira, imagem da empresa e metas e objetivos claros. E, quando se analisa cada um desses itens, os resultados também não são muito animadores para as companhias nacionais. Nas questões do estudo sobre desenvolvimento de carreira, 50% dos entrevistados apontaram que sair da empresa é a única opção para crescer na profissão, 57% acreditam não ter acesso aos treinamentos necessários para serem produtivos em sua posição atual e 63% não percebem os programas de treinamento da empresa como efetivos. Considerando que a imagem da empresa é fundamental para o engajamento sustentável, observamos uma oportunidade de melhoria quando identificamos que 1/3 dos respondentes não tem clareza quanto ao tema.

No item metas e objetivos claros, 46% dos brasileiros não conhecem as metas de sua empresa, 37% não entendem como seu papel contribui para que a companhia alcance seus objetivos e 44% não sabem quais as ações necessárias para chegar lá. “É preciso remover as barreiras para a realização dos trabalhos. Além de ótimas condições de emprego, as companhias precisam ser claras ao demonstrar que o funcionário é valorizado, que ele faz parte da equipe e que terá todo o apoio para seu desenvolvimento pessoal e cumprimento de suas metas e, com isso, chegar aos objetivos de negócios da empresa”, afirma Ortega. “O suporte organizacional é importante para propiciar as condições necessárias para melhorar a produtividade e o desempenho”, completa.

Em suma, a pesquisa aponta para um engajamento frágil e não sustentável ao longo do tempo, caso não haja atenção cuidadosa a alguns elementos específicos do ambiente de trabalho. O estudo inova em identificar esses pontos e mostrar o que contribui para o engajamento sustentável. O estudo da força de trabalho global (Global Workforce Study -GWS) produzido pela Towers Watson a cada dois anos foi aplicado entre fevereiro e março de 2012. A amostragem contou com 32.000 profissionais de 28 países que representam trabalhadores de organizações de grande e médio porte em vários setores. O GWS tem como objetivo ajudar as empresas a compreender melhor os diferentes perfis de funcionários e os fatores que influenciam o desempenho do empregado no trabalho, através da medição das mudanças de atitudes que afetam a atração, a retenção, o engajamento e a produtividade. Globalmente, a pesquisa de 2012 mostrou que 65% dos profissionais em todo o mundo não estão totalmente engajados no trabalho e estão lutando para lidar com situações que não oferecem suporte suficiente ou ligação emocional. Embora existam variações nas atitudes dos empregados por região, influenciados pelas condições econômicas locais, o estudo mostra que em todo o mundo os profissionais estão trabalhando mais horas, se sentindo mais estressados e preocupados com seu futuro financeiro. O resultado, para os empregadores, é um aumento no risco de desempenho – baixa produtividade, maior ineficiência e maiores taxas de absenteísmo e rotatividade, além do aumento dos custos com doenças crônicas.

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Audiodescrição: um instrumento eficaz na inclusão social de pessoas com deficiência visual

NFPA 72: código nacional de sinalização e alarme de incêndio

A revisão de 2010 foi a mais extensa possível ocorrida desde 1993 e dessa forma a norma NFPA 72 se expandiu para além do foco central sobre sistemas de alarme de incêndio para incluir também requisitos para sistemas de comunicação de massa de notificação utilizados para emergências climáticas, eventos terroristas, ataques químicos, biológicos e emergências nucleares, etc.. Essa cobertura mais ampla se refletiu em um título novo para a norma: Código Nacional de Alarme e Sinalização de Incêndio. Clique para mais informações.

A audiodescrição, técnica que transforma o visual em verbal, é o caminho para o acesso de pessoas com deficiência visual à cultura e à informação, contribuindo para sua inclusão social. Criada na década de 1970 pelo norte-americano Gregory Frazier em sua dissertação de mestrado sobre cinema para cegos, e apresentada à Universidade de São Francisco, a audiodescrição foi efetivamente implementada somente em 1981 pelo casal Margaret Rockwell e Cody Pfanstiehl, como forma de ampliar o entendimento das pessoas com deficiência visual em qualquer evento em que haja imagens, sejam elas estáticas ou em movimento, concretas ou abstratas. “Todos, inclusive idosos e disléxicos, podem ser beneficiados quando a tradução das imagens em palavras seguir regras básicas, sem inferências, interpretações ou explicações. Talvez este seja o maior cuidado que se deve ter no uso deste importante instrumento para as pessoas com deficiência visual, pois a audiodescrição exige estudo, aprofundamento e técnicas sistematizadas de acordo com a manifestação artística, e por isso é reconhecida como um trabalho profissional”, explica Rosângela Ribeiro Mucci Barqueiro – coordenadora de relações institucionais da Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual), psicóloga, audiodescritora e consultora em inclusão.

A técnica se aplica para eventos culturais (peças de teatro, filmes, desenhos, animações, programas de TV, exposições, musicais, óperas, desfiles de moda, espetáculos de dança, mágica, acrobacias, artes circenses), religiosos (missas, batizados, crismas, procissões, casamentos, funerais, cultos e rituais em geral), turísticos (passeios, visitas, roteiros turísticos), esportivos (jogos, torneios, olimpíadas, caminhadas, trilhas, lutas, competições em geral), acadêmicos (livros, apostilas, palestras, seminários, congressos, aulas, banners, feiras de ciência, experimentos científicos, histórias), corporativos (reuniões, treinamentos, murais de avisos, publicidade e apresentações). Segundo Rosângela Barqueiro, “com a inclusão nas escolas, a tendência é que haverá um avanço maior e mais rápido do uso deste importante instrumento, e só com ele será possível atender às exigências de acessibilidade à informação para as pessoas com deficiência visual”.

Para qualquer tipo de audiodescrição, é necessário que o audiodescritor-roteirista tome conhecimento do material previamente, pois é preciso estudar termos a serem introduzidos em seu script de forma precisa, para ser coerente e fiel à obra. Qualquer que seja o tema a ser abordado é imprescindível uma preparação e o respeito pela linguagem proposta pelo autor. Esse recurso pode ser ao vivo ou gravado. A audiodescrição ao vivo significa que é narrada no mesmo momento da ação, porém, seguindo um roteiro prévio. É o caso de uma peça de teatro, que, por acontecer eventuais improvisos, não deve ser gravada. Em teatro e cinema, por exemplo, o equipamento usado é o mesmo da tradução simultânea. Os audiodescritores ficam em cabines narrando em microfones e o som é transmitido para os usuários por meio de equipamentos radiofônicos sintonizados numa determinada frequência, através dos fones de ouvido. Já em auditórios, salas de aula, eventos mais específicos e com poucos recursos financeiros, utiliza-se um aparelho de transmissão de FM, cuja audiodescrição é recebida em rádios comuns de FM sintonizados no melhor canal de transmissão local e com os fones de ouvido. Este é o mais recomendado, pois, além de eficiente, a própria pessoa com deficiência participa com seu rádio e seus fones, tendo domínio total do volume e sintonia, além de ser mais confortável, pois seus fones são de uso exclusivo.

A audiodescrição gravada é feita em estúdio com diretor e técnico de gravação. É feita a sincronização do áudio extra com a audiodescrição e o som do filme. A transmissão da audiodescrição na TV se faz por canal secundário de áudio e a maior parte das transmissões atuais na TV brasileira só está disponível na TV Digital. A audiodescrição é reconhecida como recurso de tecnologia assistiva, e, felizmente, cada vez mais usado, inclusive do ponto de vista pedagógico. Ainda não está sendo usado em todas as escolas, no entanto, é cada vez maior a participação de professores envolvidos na construção da inclusão efetiva nas salas de aula. “É um processo trabalhoso, mas igualmente gratificante e satisfatório, porque sai do discurso e passa para a ação, proporcionando, assim, coerência e harmonia entre pensar, sentir, falar e agir com inclusão”, conclui a especialista.

Qualidade de vida: uma esperança para os pacientes com artrite reumatoide

Entre as doenças autoimunes mais comuns, está a artrite reumatoide. É uma doença crônica cuja principal característica é a inflamação das articulações (juntas), embora outros órgãos também possam ser acometidos. Os principais sintomas são dor, edema, vermelhidão e inchaço nas juntas, especialmente nas mãos e punhos. Se a doença progride, pode ocorrer degeneração das cartilagens das juntas e deformidades, impedindo a pessoa a realizar suas tarefas cotidianas. Estima-se que pode ocasionar a incapacitação e até a mortalidade em 1% da população mundial. Além disso, essas pessoas possuem um risco maior de desenvolverem doenças cardiovasculares.

Segundo o reumatologista Cleiton Viegas Brenol, gestor da Unidade de Terapia Biológica do Sistema de Saúde Mãe de Deus (SSMD), o tratamento adequado, logo após o diagnóstico, previne a ocorrência de deformidades e melhora a qualidade de vida de quem tem a doença. “Os medicamentos que controlam a doença diminuem a inflamação e suas consequências para as juntas e outros órgãos. Essas medicações são da classe dos imunossupressores, que funcionam como reguladores do sistema imunológico”.

No entanto, quando os tratamentos tradicionais por via oral falham, a terapia imunobiológica, com medicações fabricadas por engenharia biológica, pode ser uma opção. Essas medicações são capazes de diminuir a atividade inflamatória da artrite reumatoide. No Brasil, estão disponíveis oito tipos de imunobiológicos, de uso tanto intravenoso quanto subcutâneo (injeção abaixo da pele). “Os avanços da imunologia e biologia molecular introduziram tratamentos com medicamentos mais eficazes, com menos efeitos indesejáveis e capazes de induzir até o desaparecimento dos sinais e sintomas. Eles controlam as deformidades articulares, diminuem a dor, aumentam a capacidade de movimento articular e asseguram mais disposição no dia a dia”, afirma Cleiton.

O especialista comenta que o objetivo ideal dessa abordagem de tratamento é o de controlar totalmente a doença e suas consequências, tal como as deformidades articulares. “Se esse objetivo for alcançado, o paciente conseguirá manter normalmente suas atividades de lazer e trabalho, com diminuição da dor, aumento da capacidade de movimento articular e mais disposição no dia a dia”. O pintor francês Pierre-Auguste Renoir foi uma das célebres pessoas que desenvolveram a doença. Sua obra é uma prova de persistência, apesar da dor e da limitação física. “Assim como os pacientes com pressão alta ou diabete sabem quando a doença está descontrolada (através da medida da pressão arterial ou do nível de açúcar no sangue), os pacientes com artrite devem saber quando o seu tratamento não está indo bem”, conclui Dr. Brenol, pesquisador autor de artigos científicos sobre artrite reumatoide.

A doença autoimune ocorre quando o sistema de defesa do organismo perde a capacidade de reconhecer o que é próprio do corpo humano, levando a produção de anticorpos contra células, tecidos ou órgãos. Essa desordem tem origem na relação entre fatores externos (ambientais) e fatores intrínsecos do organismo, como predisposição genética, alterações nos níveis hormonais e baixo controle imunorregulatório. Pesquisas relatam que aumentou a incidência dessas doenças nas últimas décadas. Dados presumem que elas ataquem de 15 a 20% da população mundial. O diagnóstico das doenças autoimunes é feito através do quadro clínico do paciente e de exames laboratoriais de sangue. Existem cerca de 30 doenças autoimunes, sendo que cada uma possui sintomas específicos, atacando órgãos distintos.

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