Os perigos dos produtos químicos para a saúde, segurança e meio ambiente

Enie 2012: o ponto de encontro dos instaladores, projetistas e usuários de instalações elétricas

Entre os dias 14 e 16 de agosto, acontece em São Paulo a 14ª edição do Encontro Nacional de Instalações Elétricas (Enie), que reúne o que há de mais avançado em tecnologia para edificações prediais e industriais, componentes e sistemas. Reconhecido como o ponto de encontro de instaladores, projetistas e usuários, o evento é composto pela maior feira especializada do País nesse setor e por um congresso de três dias, onde serão discutidas tecnologias de instalação de baixa e média tensão, energias renováveis, motores e acionamentos, proteção contra descargas atmosféricas e condicionamento de energia, entre outros temas. Clique para mais informações.

quimicosOs riscos apresentados pelos produtos químicos dependem de sua reatividade, não sendo possível estabelecer uma regra geral que garanta a segurança no manuseio de todas as substâncias químicas. Os produtos químicos podem reagir de forma violenta com outra substância química, inclusive com o oxigênio do ar ou com a água, produzindo fenômenos físicos tais como calor, combustão ou explosão, ou então produzindo uma substância tóxica. Na avaliação dos perigos devidos à natureza física, devem ser considerados os parâmetros de difusão (pressão saturada de vapor e densidade de vapor) e os parâmetros de inflamabilidade (limites de explosividade, ponto de fulgor e ponto de autoignição).

As reações químicas perigosas tanto podem ocorrer de forma exotérmica quanto podem provocar a liberação de produtos perigosos, fenômenos que muitas vezes ocorrem simultaneamente. Conforme explica o presidente do Instituto Tecnológico de Estudos para a Normalização e Avaliação de Conformidade (Itenac) e presidente da Target Engenharia e Consultoria, para prevenir todos esses perigos devido à natureza química dos produtos, foi publicada a parte da 2 da norma em NBR 14725 – Produtos químicos – Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – Sistema de classificação de perigo. Ele diz que a norma estabelece os critérios para o sistema de classificação de perigos de produtos químicos, sejam elas substâncias ou misturas, de modo a fornecer ao usuário informações relativas à segurança, à saúde humana e ao meio ambiente. Aplica-se a todos os produtos químicos (substâncias químicas puras e suas misturas). Esta parte da norma se aplica a todos os produtos químicos (substâncias químicas puras e suas misturas).

A produção e o uso de produtos químicos são fundamentais no desenvolvimento econômico global e, ao mesmo tempo, esses produtos podem representar risco à saúde humana e ao meio ambiente se não forem utilizados de maneira responsável. Portanto, o objetivo primário do sistema de classificação de perigo dos produtos químicos é fornecer informações para proteger a saúde humana e o meio ambiente. Um passo essencial para o uso seguro de produtos químicos é a identificação dos perigos específicos e também a organização destas informações, de modo que possam ser transmitidas aos usuários de forma clara e de fácil entendimento. Por consequência, medidas de segurança podem ser tomadas para minimizar ou gerenciar riscos potenciais em circunstâncias onde possa ocorrer uma exposição.

A Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (UNCED) identificou, em 1992, a necessidade de unificação dos sistemas de classificação de produtos químicos, a fim de proceder a comunicação de seus riscos por intermédio de fichas de informações de segurança de produtos químicos, rótulos e símbolos facilmente identificáveis. Com este intuito, foi criado o Sistema Globalmente Harmonizado (GHS), com o objetivo de aumentar a proteção da saúde humana e do meio ambiente, fornecendo um sistema internacionalmente compreensível para comunicação de riscos, como também facilitar o comércio internacional de produtos químicos cujos riscos foram apropriadamente avaliados e identificados em uma base internacional.

Segundo o presidente do Itenac, a NBR 14725 constitui parte do esforço para a aplicação do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) de informação de segurança de produtos químicos perigosos. “O sistema unificado de classificação de perigos de produtos químicos tem como intuito ser simples e transparente, permitindo uma distinção clara entre as diferentes categorias de perigo, facilitando assim o procedimento de classificação. Para muitas categorias, os critérios são semiquantitativos ou qualitativos, sendo que o julgamento por especialistas é necessário para interpretação de dados com fins de classificação. Os critérios de rotulagem de substâncias e misturas, conforme os critérios de classificação definidos nessa parte da ABNT NBR 14725, encontram-se especificados na ABNT NBR 14725-3”, informa.

A elaboração dessa parte da norma foi embasada nas seguintes premissas básicas do GHS: a necessidade de fornecer informações sobre produtos químicos perigosos relativos à segurança, à saúde e ao meio ambiente; o direito do público-alvo de conhecer e de identificar os produtos químicos perigosos que utilizam e os perigos que eles oferecem; a utilização de um sistema simples de identificação, de fácil entendimento e aplicação, nos diferentes locais onde os produtos químicos perigosos são utilizados; necessidade de compatibilização deste sistema com o critério de classificação para todos os perigos previstos pelo GHS; a necessidade de facilitar acordos internacionais e de proteger o segredo industrial e as informações confidenciais; a capacitação e o treinamento dos trabalhadores; e a educação e a conscientização dos consumidores.

Mais informações sobre a norma NBR 14725-2 de 08/2009, clique no link:

NBR 14725-2 – Produtos químicos – Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – Parte 2: Sistema de classificação de perigo

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Olimpíadas: o Rio de Janeiro será uma futura Atenas?

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B.V.Dagnino

A prestigiosa revista britânica Quality Word acha que sim: O Rio depois das Olimpíadas repetirá Atenas. No seu último número, dedicado às Olimpíadas de Londres, em box intitulado “O passado da Grécia e o futuro do Brasil realçam o presente róseo do Reino Unido” e encimado pelas bandeiras da Grécia e do Brasil, é dito que “a nação sul-americana, embora tenha ultrapassado a Grã-Bretanha como sexta maior economia do mundo, não se preparou tão bem para os próximos eventos, a Copa do Mundo de 2014, a Copa das Confederações em 2013, e as Olimpíadas de 2016”. A matéria cita Atenas, onde, após oito anos, 21 das 22 instalações olímpicas estão abandonadas. A piscina a céu aberto, para 11.500 espectadores, está vazia e em decadência. O Estádio Olímpico caminha para o abandono. Voltando ao Rio, o texto assinala que embora o Prefeito Eduardo Paes não dê importância a uma série de problemas recentes e a falta de infraestrutura da cidade como maus presságios, críticos advertem quanto a “uma atitude negligente em relação ao planejamento urbano e a infraestrutura fundamentalmente fraca da cidade”. Além disso, a construção de estádios para esses eventos está atrasada. Nenhum dos 12 sendo construídos ou renovados está pronto, e os atrasos vêm sendo agravados por greves por melhores salários. Quais as razões para esse orgulho britânico? Resumindo, ela se chama gestão:

– a campanha Zero Defeito promovida pela Autoridade Olímpica (ODA) e pelo consórcio privado CLM, formado por três gigantes da construção

– lições aprendidas em megaprojetos bem sucedidos (especialmente o Terminlal 5 do Aeroporto de Heathrow)

– transparência, com a vigilância da imprensa e que incluiu até as visitas de colegiais aos canteiros de obras, e não tapumes cercando-os

– sustentabilidade: inclusão de compromissos na documentação para candidatura (que deve ter influenciado a vitória sobre Paris); metas de desempenho superadas (exceto a do uso de energia renovável que não foi cumprida, o que não seria problema no nosso caso)

– conferências da excelência no desempenho, com a participação da ODA, do CLM, de contratados e fornecedores, que apresentavam seus métodos de gerenciar a qualidade

– educação da força de trabalho sobre os padrões requeridos de trabalho utilizando ferramentas da qualidade

– círculos da qualidade, motivando todos a apresentarem sugestões para melhoria, que eram devidamente reconhecidas e premiadas

– management by walking around: os gerentes percorriam continuamente os canteiros de obras, discutindo com o pessoal questões e preocupações

– integração de metas e objetivos desde o princípio, nas especificações de projeto, de forma a evitar refazimentos da documentação e retrabalhos nas obras

– uso do balanced scorecard (BSC) na adjudicação dos contratos, avaliando o desempenho nas áreas de custo, projeto, gestão do programa, segurança, emprego, sustentabilidade e diversidade

– para a construção, estabelecimento pela empreiteira das Páginas Amarelas (Yellow Book), definindo atribuições, cronogramas e orçamentos

– descrição dos projetos abrangendo escopo (resultados esperados e premissas, e exclusões definindo os limites do empreendimento); cronograma e interfaces em uma rede de conhecimento, com o relacionamento com outras atividades identificado e codificado; orçamento por atividade ou grupo de atividades; e risco (identificação do nível de certeza/ incerteza das premissas do orçamento e detalhamento de todos os fatores externos significativos que poderiam impactar custo, cronograma ou escopo durante a vida do empreendimento

– engenharia de valor, evitando sobre-especificação de instalações provisórias e dessa forma gerando economias

– amplo encorajamento para colaboração e compartilhamento das melhores práticas, com a realização de fóruns em diferentes níveis, inclusive envolvendo gerentes de projeto, ambientais e de sustentabilidade

– análises criticas de projeto robustas em vários estágios, em reuniões com projetistas, engenheiros, gerentes de projeto e equipes de meio ambiente e sustentabilidade, quando eram exploradas soluções inovadoras para as questões

– certificação do sistema de gestão ambiental conforme a ISO 14001; um manual das contratadas estava disponível no sistema de gestão de entrega do empreendimento, e os procedimentos via intranet

– uso de ferramentas como o programa de ação para rejeitos e recursos WRAP Toolkit, para rastrear o conteúdo reciclado por valor dos diferentes empreendimentos

– criação da London Legacy Development Corporation (LLDC), preocupada na apenas em deixar para a posteridade instalações esportivas classe mundial, mas também uma melhoria sensível para a infraestrutura social e habitacional de East London, inclusive o maior parque urbano da cidade.

E as lições aprendidas sobre o que deu errado em Londres:

– reconheceu-se que a campanha “zero defeito” deveria ter começado mais cedo, idealmente no início da construção

– as iniciativas voltadas para a qualidade deveriam ter sido alinhadas com as relacionadas a segurança e meio ambiente, uma vez que cada uma interage com as outras

– a mensagem da qualidade deveria ter sido comunicada mais amplamente, com o sucesso comemorado e as ideias inovadoras elogiadas

– não foram publicados os detalhes dos contatos das empreiteiras, de forma que os fornecedores pudessem contatá-las diretamente, conforme ocorreu em outro grande empreendimento; nesse caso havia ainda uma cláusula obrigando os contratantes a manter reuniões periódicas com os fornecedores, de forma a garantir seu engajamento com a cadeia de suprimento

– uma negociação mais dura com os contratantes teria evitado uma parte do aumento dos custos orçados inicialmente

– os custos com segurança praticamente dobraram em razão do escopo do projeto mal definido, da gestão de risco inadequada e de falha no acompanhamento do progresso (N. do A.: notícias recentes dão conta de que a empresa contratada, G4S, não cumprirá o contrato, tornando necessário mobilizar em emergência a curtíssimo prazo uma alternativa para a segurança)

Precisamos mostrar aos britânicos e ao Mundo que o Rio e o Brasil não repetirão os erros de Atenas, e usarão os acertos de Londres como exemplos a seguir. Pena que o velódromo construído para o Pan tenha que provavelmente ser demolido, e que as obras do Porto Maravilha (em particular a demolição de parte do elevado da Perimetral) estejam sendo objeto de acaloradas discussões. Os Jogos Panamericanos foram objeto de severas críticas sobre orçamento estourado e malfeitorias, que agora também estão aparecendo no caso dos Jogos Militares. As lições aprendidas, tanto o que deu certo como o que deu errado, caem como uma luva para que as utilizemos para realizarmos as Olimpíadas (e as Copas das Confederações e do Mundo) com sucesso. Por exemplo, a questão do legado: no Rio novos projetos de transporte público estão em andamento, bem como a revitalização da área portuária. E as instalações esportivas, como mantê-las sendo usadas? Jogos intercolegiais, competições promovidas por sindicatos, sistema S para industriários, comerciários, associações profissionais etc., não seria uma forma de fazê-lo? Com a palavra as autoridades olímpicas.

B.V.Dagnino é consultor em Modelos de Excelência de Gestão.

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