Como proteger as estruturas, as pessoas, etc. contra as descargas atmosféricas?

 Segurança na Operação e Manutenção de Subestações e Cabines Primárias – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

 Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

 Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

 Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

raioA descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio, faísca ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiões da terra. Na região tropical do planeta, onde está localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto com as chuvas. O raio é um tipo de eletricidade natural e quando ocorre uma descarga atmosférica temos um fenômeno de rara beleza, apesar dos perigos e acidentes que pode provocar. O raio é identificado por duas características principais: o trovão, que é o som provocado pela expansão do ar aquecido pelo raio; e o relâmpago que é a intensa luminosidade que aparece no caminho por onde o raio passou. Eles ocorrem porque as nuvens se carregam eletricamente. É como se tivéssemos uma grande bateria com um polo ligado na nuvem e outro pólo ligado na terra. A tensão desta bateria fica aplicada entre a nuvem e a terra. Hipoteticamente, se for ligado um fio entre a nuvem e a terra, haverá um curto-circuito na bateria e passará uma grande corrente elétrica pelo fio. O raio é este fio que liga a nuvem à terra. Em condições normais, o ar é um bom isolante de eletricidade.

Quando se tem uma nuvem carregada, o ar entre a nuvem e a terra começa a conduzir eletricidade porque a tensão existente entre a nuvem e a terra é muito alta: vários milhões de volts . O raio provoca o curto-circuito da nuvem para a terra e pelo caminho formado pelo raio passa uma corrente elétrica de milhares de ampéres. Um raio fraco tem corrente de cerca de 2.000 A, um raio médio de 30.000 A e os raios mais fortes tem correntes de mais de 100.000 A (para comparar saiba que um chuveiro tem corrente de 30 A). Apesar das correntes dos raios serem muito elevadas, elas circulam durante um tempo muito curto (geralmente o raio dura menos de um segundo).Os raios podem sair da nuvem para a terra, da terra para a nuvem ou então sair da nuvem e da terra e se encontrar no meio do caminho.No mundo todo ocorrem cerca de 360.000 raios por hora (100 raios por segundo).

A NBR 5419, de 2005 fixa as condições exigíveis ao projeto, instalação e manutenção de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) de estruturas, bem como de pessoas e instalações no seu aspecto físico dentro do volume protegido. E por que utilizar um SPDA?

• Ação direta do raio

– Quando uma árvore é destruída por um raio, isto acontece porque a brusca elevação de temperatura pela ação da elevadíssima corrente elétrica provoca uma explosão pela evaporação ultra rápida da água contida no tronco, o que é comparável à ação de uma bomba colocada no interior do tronco.

– Em uma edificação, como uma casa por exemplo, provoca a destruição total ou parcial da mesma.

– Em sistemas elétricos podem gerar destruição e incêndio.

– Em seres vivos pode causar a morte.

• Ação Indireta

– Uma descarga elétrica costuma provocar danos num raio de até 1000m do ponto de impacto, causando distúrbios e indução eletromagnética, gerando danos e interferências em sistemas elétricos e eletrônicos, além de atingir também os seres vivos.

Efeitos sobre os seres vivos:

• Parada Cardíaca.

• Tensão de Passo.

• Tensão de Toque.

• Descarga Lateral.

• Descarga Direta.

Locais a serem evitados durante a ocorrência de tempestades:

• Picos de colinas.

• Topo de construções.

• Campos abertos, campos de futebol.

• Estacionamentos.

• Piscinas, lagos e costa marítimas.

• Sob árvores isoladas.

Objetivo do SPDA

• Oferecer à descarga elétrica que for cair em suas proximidades um caminho preferencial, reduzindo os riscos de sua incidência sobre as estruturas.

• Levar de forma segura a energia do raio desde o ponto de impacto até o aterramento, de forma rápida e segura. Neutralizando pelo poder de atração das pontas, o crescimento de potencial elétrico entre o solo e as nuvens.

Conceitos básicos

• Descarga atmosférica – descarga elétrica de origem atmosférica entre uma nuvem e a terra ou entre nuvens, consistindo em um ou mais impulsos de vários quiloamperes.

• Raio – um dos impulsos elétricos de uma descarga atmosférica para a terra.

• Relâmpago – luz gerada pelo arco elétrico do raio.

• Trovão – ruído produzido pelo deslocamento do ar devido ao súbito aquecimento causado pela descarga do raio.

Definições

Descarga atmosférica

• Intensa descarga elétrica que ocorre na atmosfera. Consiste de uma corrente de alta intensidade e curta duração.

• Valor médio: 30 a 50 kA.

• Valor de pico: 75 kA.

• Tempo médio de duração: 0,3 s.

Formação da descarga atmosférica

• Ponto de impacto – Ponto onde a descarga atinge a terra, uma estrutura ou o sistema de proteção.

• SPDA – Sistema destinado a proteger uma estrutura contra os efeitos das descargas atmosféricas.

• Captores – Parte destinada a interceptar as descargas atmosféricas.

• Subsistema de descida – Parte destinada a conduzir a corrente de descarga desde o captor até o aterramento.

• Aterramento – Meio responsável pelo escoamento das correntes da descarga atmosférica no solo, sem provocar tensões de passo perigosas.

Projeto dos captores

Método de Franklin

Tem por base uma haste elevada. Esta haste, em forma de ponta que produz uma alta concentração de cargas elétricas, juntamente com um campo elétrico intenso.

Modelo Eletromagnético

Também conhecido como método da esfera rolante. Consiste na suposição de uma esfera fictícia que se desloca sobre o solo e os elementos de proteção. A região protegida é aquela que não é tocada pela esfera.

Método de Faraday

Baseia-se no princípio que ao constituir uma gaiola metálica envolvendo um corpo, este fica isento do percurso de correntes. Então assume-se a blindagem do corpo envolvido quanto à incidência e ao percurso de corrente de descarga. É um método muito eficiente e largamente utilizado.

Classificação de estruturas

Fatores de Ponderação

• Fator A: Tipo de ocupação da estrutura.

• Fator B: Tipo de construção da estrutura.

• Fator C: Conteúdo da estrutura e efeitos indiretos das descargas atmosféricas.

• Fator D: Localização da estrutura.

• Fator E: Topografia da região.

Para mais informações clique no link:

NBR 5419: proteção de estruturas contra descargas atmosféricas

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Acidente de trabalho é de responsabilidade do empregador

Enie 2012: o ponto de encontro dos instaladores, projetistas e usuários de instalações elétricas

Entre os dias 14 e 16 de agosto, acontece em São Paulo a 14ª edição do Encontro Nacional de Instalações Elétricas (Enie), que reúne o que há de mais avançado em tecnologia para edificações prediais e industriais, componentes e sistemas. Reconhecido como o ponto de encontro de instaladores, projetistas e usuários, o evento é composto pela maior feira especializada do País nesse setor e por um congresso de três dias.

O visitante que for ao estande da Target vai poder se cadastrar como cliente preferencial – pessoa física, bastando ter um cartão de crédito válido, comprar normas técnicas com apenas um clique no site da Target com 50% de desconto, além de ganhar de graça uma assinatura da revista digital BANAS QUALIDADE por um ano. Se quiser se cadastrar, acesse o link https://www.target.com.br/portal_new/Cadastro/CadastroSelecao.aspx

Muitos empregadores conceituam o acidente do trabalho como responsabilidade do funcionário. Alguns acreditam ser a falta de atenção o causador principal do acidente. Para delimitar o tema o artigo 19 da Lei n.º 8.213, de 24 de julho de 1991, conceitua como acidente do trabalho “aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando, direta ou indiretamente, lesão corporal, doença ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”. De acordo com a advogada Sandra Sinatora, responsável pela área de Direito do Trabalho da Ragazzi Advocacia e Consultoria, empresa que atua há mais de 10 anos em várias áreas do Direito, este tipo de acidente pode ser dividido em duas opções: acidente típico e doenças ocupacionais. “O acidente típico é o acontecimento brusco, inesperado e traumático, ocorrido durante o trabalho ou em razão dele, que agride a integridade física ou psíquica do trabalhador, causando a morte, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho”, explica a especialista. Para que seja configurado o acidente do trabalho, a legislação exige que o fato decorra do exercício do trabalho a serviço da empresa. “Além do nexo de causalidade, da lesão ou perturbação funcional, é necessária a morte, a perda ou a redução permanente ou temporária da capacidade para o trabalho”, completa Sandra.

Existe também a possibilidade de doenças ocupacionais que são subdivididas em doenças profissionais e doenças do trabalho. “A doença profissional é aquela peculiar à determinada atividade ou profissão, também chamada de doença profissional típica. Consistem em enfermidades vinculadas à profissão em si e não à forma como a atividade é realizada. As doenças do trabalho não estão necessariamente ligadas à profissão e o seu aparecimento decorre da forma em que o trabalho é prestado ou das condições específicas do ambiente de trabalho, as mais comuns são a LER (lesão por esforços repetitivos) e a perda auditiva induzida pelo ruído”, explica Sinatora. A reação adversa por parte dos empresários é bastante comum, pois figurado o acidente do trabalho este deverá pagar indenização por dano moral ou material ao empregado acidentado, mesmo não agindo com culpa. “O dever de indenizar surgiu da teoria do risco gerado, ou seja, se é o empregador quem cria o risco por meio de sua atividade econômica a ele caberá responder pelos danos causados, independente de dolo ou culpa”, acrescenta a advogada. A letra da lei é bastante clara ao definir que a escolha da espécie de responsabilidade não cabe ao Judiciário, uma vez que está nela definido que a responsabilidade depende de dolo ou culpa. Desta forma, é possível concluir que o sistema jurídico optou por isentar o empregador pelos acidentes do trabalho se cumpridas fielmente as obrigações infraconstitucionais de prevenção de acidentes, descartando então a culpa.

Extravio de bagagem: novas regras para indenização

Isabella Menta Braga

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está prestes a fazer alterações nas normas que tratam sobre bagagens, visto que a regra atual vigora desde o ano 2000. Dentre as alterações pretendidas, uma delas é a fixação de valor para indenização do passageiro por extravio de bagagem, que seria no montante de R$ 305,00, a serem pagos pela companhia aérea imediatamente, ainda no aeroporto, a título de “ajuda de custo”. Também estão previstas outras alterações, tais como a redução do prazo de 30 para sete dias para a devolução da bagagem extraviada e, para o caso de não devolução dentro desse prazo, fica estabelecido que a indenização deve ser paga em até uma semana, podendo atingir o valor máximo de R$ 3.450,00. Sem dúvida, essas normas estão sendo revistas e adaptadas à realidade atual em benefício do consumidor que, ao adquirir passagem aérea, firma um contrato de transporte com a companhia, que passa a ter o dever de transportá-lo, juntamente com sua bagagem, incólume e sem sofrer danos, até o destino final.

Mas, até que ponto essa alteração nas normas da Agência Nacional de Aviação Civil são benéficas ao consumidor? Não só a questão de extravio de bagagem, mas também outras normas relacionadas ao transporte aéreo já estavam previstas na Convenção de Varsóvia, datada de 1929, e no Código Brasileiro de Aeronáutica. Conforme essa legislação, o extravio de bagagem garantiria uma indenização de 17 unidades de Direito Especial de Saque por quilo, correspondente, hoje, a cerca de R$ 52,00. Ou seja, para viagens nacionais, em que o limite de peso é de 23 kg, o valor da indenização seria de R$ 1.196,00, e para viagens internacionais, cujo limite é de 32 kg, o montante seria de R$ 1.664,00. No final, garante-se uma ajuda de custo de aproximados R$ 300 e, posteriormente, uma indenização de até R$ 3.450,00. Sem dúvida que são medidas protetivas e que visam apaziguar o sentimento de perda, de indignação e de impotência gerado pelo extravio de bagagem, mas, certamente, são valores bastante inferiores àqueles garantidos por meio de demandas judiciais. Hoje o consumidor que teve a bagagem extraviada pode pleitear na Justiça o valor que entende ser justo pela perda. Esse direito não muda, mas quem garante que o passageiro será informado de sua existência quando a nova norma entrar em vigor?

Isabella Menta Braga (isabella.braga@bragabalaban.com.br) é especialista em direito cível e é sócia do escritório Braga e Balaban Advogados.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado